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És a nossa Fé!

Leões d'Ouro

Já não bastava serem a nossa equipa maravilha, também são bons actores. Em Veneza, ganhariam o prémio máximo. Vejam as nossas estrelas a brilhar na campanha de Natal da Loja Verde.

 

Recortes de fino recorte

 

Lido no DN Desporto: 

 

"Vejo um Sporting forte, competitivo, com um grande treinador, por sinal madeirense. Só espero ver o Sporting campeão no final do ano". Declarações de Cristiano Ronaldo hoje na Madeira.


Ronaldo está a ganhar grandes competências comunicacionais, que se destacam pela sua simplicidade e assertividade. 


Nós, humildes adeptos, agradecemos a generosidade e, sobretudo, a lealdade, valor cada vez mais raro. No futebol e na vida. 

Embandeirar em arco ou pôr o pé em ramo verde

 

Uma declaração carregada de ironia e prosápia própria de quem fala para um grupo altamente segmentado e motivado para piadas do tipo laracha deu azo a uma incontinência de reacções disparatadas e/ou falsamente ofendidas. A que não é alheio o destaque "noticioso" dado por todos os meios de comunicação.

 

Este é definitivamente um país de virgens, com a indignação sempre pronta a saltar. 

 

Dito isto, Bruno Carvalho já tem experiência suficiente para saber que a matéria é pouca e a fome é muita. Talvez fosse escusado. Ou talvez não. Não tem importância nenhuma, mas também não tem  especialmente graça. Siga.

 

Já agora, podemos visualizar a bandeira idealizada por BdC e surripiada no Twitter ao @PCMagalhaes. Não desgosto.

 

 

Adenda: Como bem me lembrou um amigo, já é a bandeira da Presidência da República.

Repitam comigo

"O Sporting não está na corrida ao título". Repitam.

Outra vez.

Outra.

Inspirem.

Expirem.

 

Depois da Vitória contra o dito de Guimarães, o Sporting vê-se empurrado para o segundo lugar do campeonato.

 

Mas não está na corrida ao título. 

 

O que está absolutamente certo, certíssimo. Até podemos encontrar três ordens de razões, as ordens que deus fez:

 

1. A equipa ainda não é equipa, ainda é só plantel (o que quer que seja que isso signifique).

2. A estrutura não foi preparada para ganhar um título.

3. Ainda só estamos no primeiro terço do campeonato (aqui, podemos orar um bocadinho).

 

Tudo isto é verdade, a prudência requer uma boa dose de inteligência, os nossos dirigentes exibem doses de bom senso acima do indicador de bom senso médio da humanidade, estamos treinados para sofrer e não vamos agora começar a rejubilar.

 

Por isso, repitam comigo: "O Sporting não está na corrida ao título".

 

Só os grandes adeptos sportinguistas conseguem aguentar isto. Força, companheiros.

O Day After do Sporting e a comunicação presidencialista

Godinho Lopes assumiu o registo “presidencialista” nesta “nova” fase do Sporting. Fase a  que, em bom rigor, se deveria chamar de “Day After”.

Depois de arrasado o projecto que corporizou a sua candidatura, “varridos” todos os elementos da sua equipa eleitoral e de direcção, Godinho Lopes surge agora “orgulhosamente só”, ungido pelos deuses, líder único e iluminado para nos conduzir rumo aos amanhãs que cantam.

 

Este caminho, altamente arriscado, pois não haverá bodes expiatórios para futuros desaires, tem, do ponto de vista da comunicação, vantagens e atractivos:

- o discurso messiânico “Eu sou o caminho, eu sou a luz” é o único que pode neste momento arrebatar os adeptos, sedentos de palavras de fé e liderança.

- a comunicação passa a ter uma gestão unidimensional , tornando mais difícil a elaboração de teorias da conspiração interna e respectiva agitação mediática

- a gestão da comunicação do clube passa a ser a gestão da imagem e do discurso do seu presidente.

 

Para já, parece estar a resultar. As manchetes desportivas têm estado fracas e a palavra de Godinho Lopes, em grandes entrevistas,  tem sido omnipresente em todas as plataformas de media.

 

Só falta o resto. Mas isso, já faltava de qualquer modo.

A angústia do adepto antes da derrota

«O futebol não tem interesse só pelo jogo. Quando o Sporting perde não tem interesse nenhum», Manuel António Pina (1943-2012)


É este o meu estado de alma neste momento. Nem sempre foi assim, mas depois de quatro derrotas consecutivas, é impossível ter algum interesse por futebol.

Nos jogos dos que ainda consideramos nossos rivais, tudo corre irritantemente bem. Goleadas e vitórias que espaventeiam sem pudor, adeptos  insuportavelmente moralizados.

Nos jogos em que o Sporting joga, alterna-se, insuportavelmente, entre a ansiedade esperançosa e a raiva impotente. Um golo, quando acontece, traz uma felicidade envergonhada, um grito de desabafo, um espasmo. Um momento que mal nos atrevemos a saborear, porque temos de nos preparar para o pior. Que invariavelmente vem.

Estas decepções consecutivas estão a dar cabo de nós. Podemos gritar o nosso amor incondicional, que é, a nossa fé sem limites, que é, a nossa estirpe superior, que é. Mas já não temos interesse. Nenhum, como dizia o Manuel António Pina.

Continuemos a ver o jogo. O interesse há-de voltar.

Os nossos ídolos (1): PEDRO BARBOSA, um pouco mais de sol...

 

Conforme o Pedro anunciou aqui, coube-me a sorte alfabética (um karma que me persegue desde a escola) de inaugurar esta série dedicada aos “Ídolos” que marcaram os escribas deste blogue.

 

Acresce a este karma o outro karma, o de nunca ter sido dada a idolatrias. Nem sequer  nas idades em que somos mais tendentes a esses fervores. Sempre fui demasiado eclética, sempre gostei demais de demasiadas coisas, demasiados autores, demasiadas ideias. A humanidade sempre me pareceu  tão rica, tão contraditoriamente rica que regularmente  recusei a ideia de me  fixar num personagem, numa ideia, numa corrente.

 

Claro que a idade tinha que ter alguma vantagem e essa vantagem é a de podermos – e devermos – dar-nos ao luxo de começar a seleccionar o que realmente nos preenche e nos deve acompanhar no resto, que subitamente se anuncia, das nossas vidas. Começamos a recusar conhecer novos escritores, porque dificilmente leremos e releremos aqueles que amamos, começamos a recusar novas experiências musicais porque a nossa alma já está preenchida com replays e reinterpretações de sons que definitivamente já atribuímos a deus.

 

Neste reduzido universo em que me movimento, o do futebol é ainda mais reduzido.  A minha experiência futebolística sempre foi condicionada pelo conflito insanável de ter mãe sportinguista e pai benfiquista. Gostando comme il faut dos dois igual, a minha relação confessa com o clube ficou essencialmente reduzida ao ciclismo e ao hóquei em patins, modalidades em que se consegue sempre ser politicamente correcta.

 

Posto este fastidioso preâmbulo, a minha escolha para esta série recai no jogador que é simultaneamente o meu putativo ídolo  e a essência da alma lusitana, que só  Mário de Sá-Carneiro  conseguiu pôr a rimar. Um pouco mais de sol - eu era brasa/Um pouco mais de azul - eu era além/Para atingir, faltou-me um golpe de asa/Se ao menos eu permanecesse aquém...

 

Isso, estou a falar de Pedro Barbosa, titular do Sporting durante dez anos, quase tantos outros capitão da equipa. O mais inteligente dos jogadores que passou por este clube. O mais amado e o mais mal-amado.  Um ser capaz do mediano e do melhor superlativo. Um jogador que teve uma grande carreira e que passou ao lado de uma grandessíssima carreira. Uma leitura de jogo sempre perfeita, golpes de asa, necessariamente irregulares, má imprensa em geral, vítima dos mitos suburbanos a que nenhum jogador está imune.

 

Pedro Barbosa incorpora a genialidade lusa e o seu eterno estigma. A capacidade de ser grande e único e a irresistível tentação de não o confirmar consistentemente. O arauto do direito à genialidade e à preguiça. A eterna luta entre o direito à poesia e à afirmação da invencibilidade.

 

Pedro Barbosa, um dos nossos. Sempre.

 

PS: E, disse ele recentemente, só marcou dez ou onze penalties na sua longa carreira. E nunca falhou nenhum.

Em inglês para português ver

"How is it that Bento has got this Portuguese team playing such cohesive, diligent football? The answer lies in a place called Alcochete, outside Lisbon. It is the site of Sporting Lisbon’s academy and the birthplace of this Portugal team’s football philosophy. Just as Spain have drawn on Barcelona and Germany on Bayern Munich, the Portuguese have looked to Sporting’s remarkable talent school."

Toda a história aqui.

Mais uma questão sobre PPC

 

Pegando no post de Luis Aguiar Fernandes de há três dias, e nos comunicados e notas informativas em que o conselho directivo se tem desdobrado, penso que nos está a falhar o essencial.

 

O essencial não é se o Sporting está a pagar a defesa de Paulo Pereira Cristóvão - e parece-me que tal seria, simplesmente, inadmissível. 

 

O que eu não consigo lobrigar é porque carga d' água o Sporting tem de indicar (sic, aqui) um advogado para o processo ao qual se pretende alheio. E não indica um advogado qualquer, indica um proeminente e influente sportinguista (pelo menos, ele faz por isso).
Não é preciso fazer nenhuma declaração de interesses, que aliás não tenho, para ter as maiores dúvidas sobre a transparência deste processo e achar que em nada ele abona a favor do clube.
E sentir que de cada comunicado-barra-nota informativa sai uma minhoca.

Circo Cardinal

O momento é inoportuno, numa recta final de campeonato em que o Sporting surge como o "decisor" do pódio e, simultaneamente, vive uma alegria interna que há muito ansiava. Não sendo adepta da cabala, acabo por ceder à tentação em que todos os sportinguistas caem e que é a de lamentar a "nossa sina". Mas mais importantes que os estados de alma dos Leões é a reputação institucional do clube e da sua direcção. Este post até pode ser prematuro, porque "outros arguidos ligados ao clube" já se anunciam na comunicação social (valendo isto o que vale). Mas, para já, temos um facto confirmado: o vice-presidente foi constituído arguido num caso muito mal contado de "agent provocateur". Não sei que tipo de crime isto configura, mas estão lançadas suspeitas sobre um membro da direcção do Sporting. Não me parece que exista neste momento, qualquer que seja a verdade (e espero sinceramente que a verdade seja a inocência de qualquer dirigente sportinguista), outra alternativa senão a suspensão do mandato do vice-presidente que a a esta hora já deveria ter posto o seu lugar à disposição. Aguardo, pois, serenamente, que a direcção aceite o pedido de suspensão do mandato até esclarecimento do caso e que o Sporting prossiga o caminho de vitórias e alegrias que nos tem dado no plano desportivo. Somos Leões, mas não actuamos em circos.

É a vida

 

RTP dispensa João Gobern 

 

O jornalista e comentador do programa 'Zona Mista' celebrou o golo da vitória do Benfica sobre o Sporting de Braga e foi apanhado por uma câmara do programa da RTP Informação. De acordo com comunicado enviado pela RTP, o comportamento de João Gobern foi "considerado inadequado pelo Diretor de Informação da RTP". "Hoje mesmo, Nuno Santos comunicou a João Gobern a decisão da RTP de pôr fim à colaboração".

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