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És a nossa Fé!

Não ver a floresta pelas árvores

A onda de críticas de que Ricky van Wolfswinkel tem sido alvo por parte de sportinguistas - não todos, obviamente -frustrados pelos decepcionantes resultados dos primeiros três jogos oficiais da época, é acentuadamente injusta e, sobretudo, irrealista. É por de mais evidente que o colectivo não tem estado bem - muito pela precária construção de jogo que leva à escassez de golos - e a tendência mais natural é individualizar culpas à conveniência. É o caso proverbial de não ver a floresta pelas árvores. O jovem ponta-de-lança ainda não possui a maturidade competitiva que lhe permita separar-se da insuficiência da equipa e resolver jogos à primeira oportunidade ou, como tem sido o caso no Sporting, às escassas «meias-oportunidades» que lhe têm sido proporcionadas. Quer se queira quer não, com o leque de médios no plantel, ainda não surgiu um patrão do meio campo, um número dez com a visão e os mecanismos para sustentar as manobras ofensivas e penetrar o miolo com regularidade. Esta lacuna afecta o todo da equipa e muito mais aqueles com a maior responsabilidade de marcar golos. Ricky van Wolfswinkel marcou o total de 25 golos na época passada; 14 na Liga, 5 nas taças e 6 na UEFA. Aparentemente, nem estes números satisfazem alguns, menosprezando o feito, apontando para os que surgiram através de grandes penalidades, quase como se este tipo de lance seja uma brincadeira de crianças, quando até Cristiano Ronaldo e Leonel Messi as falham e, curiosamente, poucos são os pontas-de-lança que assumem a responsabilidade.

 

Para sublinhar a competência do jogador «leonino» - já para não evocar a enorme margem de progressão - seleccionei, para comparação, os melhores marcadores de seis clubes que foram campeões na época passada:

 

- Siem De Jong (Ajax) : 13 golos no campeonato, o total de 17 na época.

 

- Alessandro Matri (Juventus) : 10 golos no campeonato, o total de 10 na época.

 

- Kevin Mirallas (Olympiacos) : 20 golos no campeonato, o total de 20 na época.

 

- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund) : 23 no campeonato, o total de 30 na época.

 

- Aleksandr Kerzhakov (Zenit) : 23 no campeonato, o total de 24 na época.

 

- Sérgio Aguero (Manchester City) : 23 no campeonato, o total de 30 na época.

 

É evidente que excluí o gigante Real Madrid, por exemplo, onde Ronaldo, Benzema e Iguain somaram 89 golos na Liga, quase inacreditável. É de desejar que este resumo permita uma melhor perspectiva do contributo do nosso avançado holandês e reduza os excessos críticos.

 

É só fazer as contas

Leio que Wolfswinkel pode valer 18 milhões de euros no mercado futebolístico inglês: esse é o preço que o Liverpool estaria disposto a pagar por ele. E sabemos que a cláusula de rescisão do nosso Rui Patrício é de 20 milhões de euros.

Menciono apenas dois jogadores. Não compreendo por isso o que terá levado o prolífico comentador Joaquim Rita, numa das suas habituais catilinárias contra o Sporting, a garantir domingo à noite, na SIC Notícias, que o nosso clube "nem que venda o plantel todo faz 50 milhões de euros" .

Como ando com a calculadora avariada, talvez alguém possa ajudar-me a fazer as contas para entender em que valores se baseia Joaquim Rita. A menos que a calculadora dele esteja ainda mais avariada do que a minha, hipótese que coloco seriamente desde já.

Só sai se o Sporting quiser

 

Podíamos ter ficado sem o Ricky van Wolfswinkel, melhor marcador dos leões na última temporada, porque o seu contrato prevê que o jogador possa sair, contra a vontade do clube, mediante o pagamento de 22 milhões de euros. Mas isso era em Junho e Junho é passado. Essa mesma cláusula de rescisão é válida apenas nos meses de Junho até 2015, ano em que termina o vínculo em questão. Quer isto dizer que o avançado holandês só deixará Alvalade se os leões assim o entenderem. Ou seja, até 30 de Junho, os interessados poderiam ter levado o jogador por 22 milhões. Mesmo que a SAD não estivesse disposta a transferir o jogador, era obrigada a fazê-lo. Agora, pensamos que vamos ter o Ricky a "comê-los".

O histerismo clubista

Surgiu aqui um comentário «lampiónico» que merece relevo pela descabida tentativa de enaltecer a inclusão de Nelson Oliveira na Selecção Nacional, reclamando a sua superioridade a um atleta do Sporting. Disse o leitor: «Lagarto cheio de azia; o Nelson Oliveira coxo, joga mais que o Wolfswinkel dopado». Além da despropositada comparação, uma vez  que o debate era a selecção e não clubes, sentimos o dever de esclarecer este muito mal informado benfiquista.

 

O Ricky, esta época no Sporting, jogou, sublinho jogou, 46 jogos e marcou 25 golos. Desde que se tornou sénior em 2008, ainda com 18 anos de idade, quando foi chamado à equipa principal do Vitesse e, posteriormente, ao Utrecht, participou em 93 jogos, marcando 30 golos, 6 dos quais nas provas europeias. No total da sua carreira, incluindo selecções, jogou 161 jogos e marcou 68 golos.

 

O Nelson Oliveira já passou pelo Rio Ave, Paços de Ferreira e Benfica, participando no total de 45 jogos, apenas 4 no clube da Luz, com o grande total de 4, repito, 4 golos.

 

Se vamos fazer comparações, haja, pelo menos, alguma lógica mínima para comparar. O Nelson poderá vir a ser um excelente jogador, mas por enquanto ainda não o é. Uma vez que foi chamado por Paulo Bento desejamos-lhe muita sorte, mas esta consideração não invalida a legitimidade de comentar a sua inclusão. Como a dele, a de outros também.

Festeja, Ricky, mas vê lá se falhas menos

Ricky, Ricky. Tiveste hoje três oportunidades flagrantes de marcar. Três. Em todas elas, estiveste quase. Bastaria uma para o Sporting se deslocar daqui a uma semana a Bilbau ainda com mais probabilidades de atingir a final de Bucareste a 9 de Maio.

Não podes falhar tanto, Ricky. Mas festeja lá a vitória com os teus colegas. A equipa merece. O treinador, idem aspas. E já agora nós, os adeptos, merecemos também.

Uma singela pergunta depois da festa

A profissão que escolhi, sem pistolas apontadas à cabeça, ter-me-ia impedido de ver o Sporting-Benfica no Estádio de Alvalade mesmo que, em mais uma erupção de realismo mágico, a minha Gamebox não estivesse actualmente num resort de férias algures nas Filipinas. Deixei um lugar vazio nas bancadas mas, enquanto acompanhava as incidências do dérbi para o site do Correio da Manhã, consegui transformar em território verde um posto de trabalho que tem a estrutura metálica do Estádio da Luz como paisagem. Depois do erro a nosso favor de Artur Soares Dias (compensado com pelo menos um penálti que ficou por marcar aos vermelhuscos e mais uma vista grossa à demanda de fracturas expostas que é missão de vida para Javi García), assisti a uma excelente actuação da defesa e do meio-campo leonino, num domínio táctico absoluto de Ricardo Sá Pinto sobre Jorge Jesus. Mas a alegria da "vitória sobre o eterno rival" e a conquista de mais três pontos não me fizeram esquecer que sofremos até ao fim por culpa própria. E agora, sem qualquer intenção de menosprezar o nosso promissor avançado holandês, pergunto eu: o que teria feito Liedson com todas as oportunidades desperdiçadas por Wolfswinkel?

Uma linha defensiva for old times sake

O homem mais importante no jogo desta quarta-feira é Wolfswinkel, pois é preciso marcar golos ao Nacional. O homem mais esperado é Rinaudo, cujo regresso pode ser o início da recuperação do tempo e dos pontos perdidos desde a sua lesão. No entanto, eu vou estar de olho nos senhores que ficarão à frente de Rui Patrício, procurando ajudá-lo a manter o placard dos donos da casa a zeros. É bem sabido que Anderson Polga e Daniel Carriço não são primeiras escolhas para Domingos, ao ponto de o último estar a ser preparado para médio defensivo. Mas não tenho a memória assim tão curta que não me lembre dos muitos jogos em que essa dupla nos ajudou a vencer jogos importantes. Espero que a história se repita, até porque Xandão deve ser reservado para uma noite que não seja de tudo ou nada.

Ricky na reinação


Cada vez gosto mais do Wolfswinkel, além de não se desorientar totalmente quando está diante da baliza, o rapaz é de uma descontração desarmante.

Por cima dos troféus que já ganhou como jogador do mês, deveria ter recebido o Oscar para Melhor Resposta de 2011. Foi numa edição de Dezembro no aprumado Expresso:

"P – E o treinador, fala inglês?

R – Sobretudo português e tenta o inglês, se estivermos à parte. (...)

P – Por exemplo, go?

R – Ou mesmo “foda-se Ricky”, percebo tudo na mesma."

Querias música? Ora toma.

Agora, fazendo jus à circunspeção calvinista em que foi educado, descreve minuciosamente os hábitos laborais portugueses, fingindo que está a falar do Sporting.

Está aqui.

Muito sábio é o provérbio que diz que a verdade sai da boca dos ingénuos.

Hora de sair da bulgaridade

Quando um jogador falha demasiadas vezes naquilo que é a essência da sua posição existe um medicamento genérico chamado banco de suplentes. Por vezes compensa estarmos de fora para melhor percebermos o que estamos a fazer errado e é isso que anda a faltar ao valioso Wolfswinkel. Por isso mesmo o importante (mas não decisivo) jogo desta quarta-feira seria uma excelente ocasião para Domingos apostar em Bojinov para a posição nove. O avançado búlgaro contratado esta temporada ainda não mostrou muito, mas não deve ser descartado, pois força e vontade não lhe faltam. Fazê-lo sair da bulgaridade não só estimulará Wolfswinkel a fazer melhor como permitirá manter a boa tradição de Kostov (para a malta mais nova digo apenas que é o pai da Sara Kostov, o que permite alcançar a dimensão do seu talento), Iordanov e Balakov. Pode ser que então a minha estagiária búlgara, que vive em Portugal há mais de uma década, tenha uma epifania e perceba que deve abandonar a helvética neutralidade e torcer pelo Sporting.

As Contratações do Sporting - Uma Análise Onomástica

Uma das maiores falhas da gestão Godinho Lopes tem a ver com as opções de contratação de atletas com nomes impossíveis de escrever. Não cabe na cabeça de ninguém contratar um holandês chamado Rick Von Wosflrinkel.

 

Sei de fonte segura que o Benfica quis contratar Rik Van Wolfsnickel. Quando o presidente e o treinador pediram o jogador ao agente, saiu Witsel. Depois disfarçaram, e ficaram com ele, para não darem parte de fracos. Na Luz, o único que sabia escrever o nome do Wosfsfwinquel com menos de 3 letras erradas era Rúben Amorim - carinhosamente apelidado pelos colegas de ‘el português’. Essa faceta intelectual de Rúben acabou por ser a causa da sua desgraça recente no Benfica.

 

Ruud von Wolsfwtrinkel não foi o único erro de contratação desta nova direção. É um facto conhecido que é também impossível escrever corretamente Scarsh ou Oniweueu sem, pelo menos, 3 meses de formação dedicada.

 

Deixo uma sugestão à meritíssima direção do Sporting, uma ideia que simplificará a vida a evitará embaraços a muitos sportinguistas. Deixemos de pronunciar palavras absurdas como Sschshars ou Oniueueuú, rebatizando estes jogadores de nomes complicados. Por exemplo, Oniueuauau pode passar a chamar-se Oni, Schaaazrs muda para Sá e Woufslinger de agora em diante, é Manel.

 

Para o futuro, é boa ideia submeter as contratações a uma Comissão de Préavaliação Onomástica. Se passar pela cabeça do Domingos trazer Schweinsteiger para o Sporting, a Comissão punha-o fino e mandava vir Ozil.

 

Há jogadores com nomes bem mais simples de pronunciar que podiam estar no Sporting. Por exemplo, Ronaldo, Messi, Neymar ou Káká.

 

Onyqueueues, é que nunca mais.

 

Um Bom Ano de 2012 para todos.

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