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És a nossa Fé!

Quem semeia ventos...

Tudo na vida tem um contexto e uma conjuntura. 

Quando há elementos de uma claque que acham normal (e pelos vistos até consideraram que era uma boa ideia) o que hoje aconteceu, isso só pode ser explicado por um contexto de guerrilha permanente que foi introduzido no Sporting - e que chegou ao cúmulo de colocar os adeptos contra os jogadores - e por uma conjuntura de falta total de valores que não se coaduna com o Sporting Clube de Portugal. 

 

O Mustafismo

basdostassistido.jpg

 

O Brunismo degenerou em Mustafismo, o feitiço virado contra o aprendiz de feiticeiro. 

 

É o escabroso final do "presidente-adepto", do torpe ambiente que fez germinar, do verdadeiro "louco" que se faz passar por louco. Onde estão os órgãos do clube, a encerrar isto? Ou continua a ser "um exagero falar de crise"? É para o demitir, já! Hoje mesmo. Apeá-lo.

Os jagunços do manicómio

Nunca tinha visto nada disto no nosso Sporting.

Treinador e jogadores agredidos à bastonada e à facada por uma turba de jagunços dentro das próprias instalações da Academia de Alcochete. Sem um só dirigente do futebol profissional da Sporting SAD ali presente.

E ainda há por aí quem, de cabeça enfiada na areia, se disponha a defender este manicómio em autogestão encabeçado por Bruno de Carvalho...

Uma vergonha que está a ter eco na imprensa internacional e em toda a Europa do futebol.

Um nojo.

Nem mais um dia

Espero que sejam desencadeadas já hoje acções punitivas no sentido de castigar exemplarmente os vândalos que mancharam o jogo de ontem, logo no primeiro minuto, atirando tochas incendiárias contra o nosso guarda-redes e capitão da equipa - o grande, enorme Rui Patrício, cuja actuação no dérbi nos valeu mais dois pontos.

Seria muito grave se os pirómanos estivessem do lado da equipa visitante. É gravíssimo - e até imperdoável - que aqueles actos criminosos tenham ocorrido na zona do estádio onde se concentravam elementos das claques leoninas, espécie de guarda pretoriana de sucessivos poderes internos. Onde sentam o traseiro uns imbecis que têm menos anos de vida do que o Rui tem de Sporting.

Se este é o "novo clube" que alguns apregoam, comigo não contam. Prefiro o antigo, o centenário. O de sempre.

Agressões a polícias e jornalistas

O IPDJ - tutelado pelo secretário de Estado do Desporto - continua a fazer orelhas moucas à lei da selva que vigora na Luz. Desta vez foram "só" seis polícias feridos pelo bando de grunhos que conta com o apoio da firma Vieira, Gonçalves & Guerra, Lda. Essas bestas recorreram aos vidrões das redondezas para agredirem os agentes da autoridade com garrafas de todos os tamanhos e feitios.

Furiosos com a  derrota em campo, sem conseguirem intimidar a equipa de arbitragem, os lampiões "sem nome" viraram-se também contra os repórteres ali presentes. Do mal, o menos: o Sindicato dos Jornalistas emitiu um vigoroso comunicado de  condenação das inadmissíveis agressões de que foram alvo os profissionais da informação que faziam o seu trabalho no local onde se desenrolou o Benfica-Porto.

Pelo menos desta vez a culpa não foi das "declarações antidemocráticas" de Bruno de Carvalho...

À atenção da justiça desportiva

image[1].jpg

 

Pedro Guerra: «Nós já percebemos que o presidente do Sporting tem de ser removido, porque ele é tóxico.»

 

"Tem de ser removido" como?

Por meios lícitos ou ilícitos?

Com um sem violência?

Recorrendo aos hooligans das claques "não organizadas" nem reconhecidas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude?

Arremessando petardos, como aconteceu durante o jogo Feirense-Benfica, ainda sem punição dos infractores?

 

Aguardo, a partir de agora, o pronunciamento da Comissão de Instrutores da Liga e do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol sobre esta inqualificável investida do "homem forte" da comunicação do Benfica, proferida - com todas as sílabas - no programa Prolongamento, da TVI 24.

Aqui fica uma ajudinha: aconteceu às 22.47 da passada segunda-feira.

Diz que é do clima

Veio aí o sô ministro da educação cagar sentença de que a culpa da violência no desporto em geral e no futebol em particular, era do clima de crispação entre os agentes desportivos (palavra de sete mil e quinhentos para clubes e dirigentes). O clima realmente tem andado algo estranho, é verdade, mas não o vejo culpado da pouca vergonha que grassa no desporto, dos favores a troco de benesses, da impunidade para alguns.

Sô ministro, permito-me discordar, não leve a mal vo'cência. Aqui só p'rá gente, não será a culpa de quem não corta o mal pela raíz? De quem tolera linguagem inadequada? De quem não pune actos de vandalismo? De quem não pune a compra de juízes? De quem assobia para o ar quando o assunto são claques ilegais? De quem deixa passar em claro agressões? De quem olha para o lado quando o assunto é MORTE?

Só falta virem para aí uns seus subordinadozecos, tipo o gajo do IPDJ, dizer que a culpa é do presidente do Sporting. Afinal, de hipocrisia estão bem servidos, lembra-se de o Sporting ter sido punido por ter deixado entrar as claques do Benfica em Alvalade? Por serem ilegais, veja bem. Mas esqueceu-se de punir o Benfica, coisa assaz estranha. Ou não...

Ó sô ministro, se veio abrir a boca para isto, tome este conselho de borla: Finja que vai cagar e desapareça!

Por imperativo de cidadania

assassino[1].png

 

As caixas de comentários deste blogue são testemunhas fidedignas do que vou escrever.


Desde sábado, vários adeptos do Benfica atreveram-se a vir aqui celebrar o assassinato de um cidadão italiano adepto do Sporting, morto cobardemente por um indivíduo pertencente aos NN (neonazis) e já referenciado por crimes de tráfico e roubo.

Uma dessas bestas, por exemplo, gabou-se de estar a comemorar o homicídio com champanhe.
Outra vangloriou-se por o infeliz italiano ter sido "passado a ferro".

Fiz chegar hoje mesmo à Polícia Judiciária estas provas documentais, para os devidos efeitos.

 

Tomei esta decisão por imperativo de cidadania.

Por serem manifestações de barbárie, pura e dura. Demonstrando clara conivência com o homicídio cometido junto à rotunda Cosme Damião, incentivando novas práticas criminosas.

 

Não pode haver equidistância entre a barbárie e a não-barbárie.
Não pode haver tolerância perante as ruidosas manifestações de apoio aos assassinos. Que dinamitaram o minuto de silêncio que antecedeu o Sporting-Benfica de sábado imitando o som de very lights e mandando os adeptos leoninos "atravessar na passadeira".

 

Depois disto, fica traçada uma linha fronteiriça ainda mais evidente entre quem merece estar no desporto e quem deve ser alvo de duras penas por estar a transformar o futebol português num sítio infrequentável.
Não poupemos nas palavras: há neste momento quem tenha as mãos manchadas de sangue. E quem não se demarcar disto sem ambiguidades torna-se cúmplice moral dos crimes.

A mesma opinião

Sem retirar vírgula ao que escrevi aqui, em reprodução de um texto alheio, sei hoje mais do que sabia aquando da publicação desse post.

Sei que afinal a presença dos elementos da(s) claque(s) do Sporting junto ao estádio da Luz, foi consequência de um ataque(?) das claques do Benfica em Alvalade, horas antes, também de madrugada. Alinhasse eu pelo mesmo diapasão e seria o momento de questionar as bestas RGS e André Ventura, sobre o que andavam a fazer elementos da claque do Benfica, àquela hora, junto às instalações da JL. Não irei por aí.

Ao que consta também, o já identificado homicida, membro da claque NN(No Name Boys), terá assassinado friamente o adepto italiano, uma vez que ao que consta se encontraria derrubado no chão, caindo num acto de fuga conjunta. Para melhor entendimento do leitor, ao que consta terá sido "passado a ferro" (imaginem o movimento de um ferro de engomar, para a frente e para trás, para a frente e para trás, para a frente e para trás) e ainda arrastado cerca de trinta metros.

Este é um crime hediondo, sob todos os pontos de vista. Nenhuma rivalidade justifica violência, muito menos morte.

Nada justifica que pessoas, grande parte delas com uma vida social e profissional estável se transformem em bestas, sem razão que o justifique e combinem encontros com o único intuito de se confrontarem fisicamente. Não sendo sociólogo, isto é muito mais do que simples rivalidade clubística e aqui é que entra o Estado, ou deveria entrar. Mais uma vez, onde anda o Secretário de Estado do Desporto, que continua a fazer-se ruidosamente notar por omissão? Onde andava a polícia, que sabe disto tudo, mas que ao que consta "deixa andar"?

Cinco dias depois de tão funesto acontecimento, esperamos todos ansiosamente também, por uma reacção que seja, da Federação de Futebol e da Liga de Clubes. 

O aumento das multas não conta, não façam de nós parvos, por favor.

Em Inglaterra resolveram. O Estado e a Federação e a Liga em conjunto, resolveram.

Aqui, o que parece é que não há vontade de resolver. 

Fernando Gomes, presidente da Federação de Futebol, é hoje vice-presidente da UEFA. Será que se sente bem entre os seus pares com a vergonha que grassa no futebol e à volta dele, em Portugal?

 

Já agora, para melhor entendimento, em discurso directo.

O ódio criminoso

O adepto italiano do Sporting, garantem os órgãos de informação, foi assassinado por um membro do No Name Boys - claque ilegal do Benfica.
O homicídio está já a ser investigado tendo em atenção a moldura penal reservada aos crimes de ódio - racial, religioso, político, clubístico.
Um repugnante crime xenófobo contra um cidadão da União Europeia que ao chegar a Portugal pensava que aqui vigorava o império da lei, instaurado com a Revolução dos Cravos, faz hoje 43 anos.
Estava iludido. E pagou essa ilusão com a própria vida.

Incentivo ao ódio, segundo a cartilha

Passo a destacar alguns excertos da  cartilha distribuída pelo  Benfica aos seus comentadores televisivos.

Ressalvo que a correcção dos erros ortográficos e os sublinhados a negro são da minha inteira responsabilidade.

  • «Nunca houve no futebol português um presidente tão demagogo, populista e mentiroso como o actual presidente do Sporting.»
  • «É este perfil de "palhaço" que os Media procuram para alimentar polémicas e audiências.»
  • «Não podemos continuar a alimentar esse MONSTRO, nem tão pouco continuar a dar importância a um indivíduo de tão baixo nível
  • «Como os programas vão continuar a alimentar-se com este louco chamado BdC, temos que deixar claro que não temos nenhuma vontade em comentar os actos e as palavras do actual presidente do Sporting.»
  • «Num país mais rigoroso da Europa, logo ao primeiro dislate, um desaforo, uma ofensa, a Federação chamaria o BdC, faria uma repreensão e um sério aviso que em caso de reincidência seria IRRADIADO, por infracção grave das Normas e Regulamentos, bem como a todas as regras da Ética Desportiva.»
  • «O BdC anda a DENEGRIR e ENLAMEAR toda a gente no futebol português há 4 anos. O BdC tem que ser severamente punido e se persistir deve ser BANIDO do futebol. Em democracia, depois do 25 de Abril, é assim que deve acontecer.»
  • «Veja-se a MALDADE e a DESONESTIDADE de BdC e dos Comentadores Sportinguistas.»
  • «Como é que um demagogo, populista, mentiroso e vendedor de ilusões nunca concretizadas (...) consegue ganhar as eleições com aquela votação... 85%?»
  • «Assim vai governando a sua vida pessoal, um indivíduo que mente e ilude os sportinguistas, sem ganhar praticamente nada.»
  • «Temos que usar da nossa sagacidade (...) para que fique completamente claro que estamos diante de uma FRAUDE... uma grande MENTIRA
  • «Já não há muita gente a espantar-se com as delinquências de Pinto da Costa e de Bruno de Carvalho.»
  • «Tudo é mentira em BdC e no Sporting.»
  • «É um indivíduo que confunde liberdade de expressão e opinião com abuso de linguagem, com o direito de ofender a reputação e o bom nome das pessoas.»
  • «Não percamos muito tempo com o Sporting nem com BdC.»

Perante este chorrilho de insultos e de proclamações ao ódio sectário, aguardamos que seja exercida a competente acção disciplinar e punitiva, tanto pela Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional como pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Até porque a violência verbal é também uma forma de violência no desporto. E os verdadeiros desportistas portugueses condenam, sem excepções nem ambiguidades de qualquer espécie, todas as formas de violência.

Tempo de reflexão!

O caso do fim-de-semana não foi o clássico, nem o Arouca-Sporting, mas estupidamente o jogo de uma divisão inferior, onde um atleta agrediu barbaramente, com uma joelhada, um árbitro de campo. Simplesmente lamentável! E evitável…

Só que se olharmos bem para o futebol da primeira liga e respectivos adeptos, quantos de nós já tivemos vontade de fazer o mesmo a um árbitro? Sinceramente… respondam lá!

Esta ideia ou vontade, como lhe queiram chamar, não é nada que me orgulhe, mas, bolas, também sou humano…

Só que a génese deste problema não está certamente só nos adeptos ou nos jogadores. Creio mesmo que o nosso dirigismo é, indirectamente, hiper-culpado neste tipo de situações. Primeiro são alguns presidentes de clubes que, de forma velada ou mais evidente, tentam controlar diversos sectores do futebol, de forma a recolher os maiores benefícios. Depois são os próprios líderes das claques que se deixam envolver em relações (muito) pouco transparentes.

Se somarmos a isto as apostas clandestinas e outras, temos um sector profundamente dividido para não dizer vendido, à mercê de quem pagar mais… Com as respectivas consequências. E nem é necessário vir para a rua dizer que um dia alguém matará um árbitro. Já todos sabemos que esse risco é cada vez maior.

Ora como se resolve então esta espécie de guerrilha sem sentido? Não será com uma varinha mágica, como é óbvio, mas com profilaxia… prevenir antes de acontecer. Ou, dito de outra forma, procuremos as verdadeiras origens do problema e cortemos-lhe o mal pela raiz.

Talvez assim consigamos evitar males maiores para o nosso futebol.

Lá não é como cá!

Ou o favorecimento e a impunidade à descarada.

 

Alvalade, época 2014/2015, jogo Sporting-Benfica.

Da bancada dos apoiantes do Benfica são lançadas tochas que atingem adeptos do Sporting.

A federação portuguesa de futebol considera o assunto "folclore" e arquiva o caso.

 

Madrid, Vicente Calderón, LC 2015/2016, jogo Atlético-Benfica.

Da bancada dos apoiantes do Benfica são lançadas tochas que atingem adeptos do Atlético.

A UEFA considera graves os acontecimentos e pune o Benfica com 20.000€ de multa e um jogo à porta fechada, com esta parte da pena a ser suspensa por dois anos.

 

Caso para perguntar se o futebol não se rege pelas mesmas leis.

Ainda assim, de referir que por terem os seus adeptos desfraldado bandeiras independentistas da Catalunha foi o Barcelona multado em 40.000€ (já havia sido multado em 30.000€ numa situação anterior pelo mesmo motivo). Caso para perguntar, também, se a vida é menos importante que empunhar uma bandeira, seja ela qual for.

 

Não sei porquê, mas cheira-me que ainda vai aparecer por aqui alguém a comentar criticando a UEFA.

O mal

Devo confessar que, de tudo o que vi da selvajaria que ocorreu no dia da vitória do campeonato pelo Benfica, as imagens que mais me impressionaram foram as do assalto ao armazém do Vitória de Guimarães. Enfim, tudo é lastimável: o polícia que bate no desgraçado pai de família, a destruição do bar e da casa de banho do Estádio D. Afonso Henriques, a pancadaria no Marquês. Mas todas resultam de situações de tensão infelizmente comuns quando se trata de futebol: polícias que têm acções desproporcionadas, claques que destroem infraestruturas (autocarros ou bombas de gasolina), energúmenos de claques (ou não) enfrascados de álcool que se envolvem em pancadaria, são tudo coisas que já se viram. Desde que sou miúdo que a ida à bola envolve um certo elemento de perigo. Que, aliás, é hoje muito menor do que então, graças às condições dos estádios e ao controlo das claques. Agora, ver um grupo de pessoas com ar absolutamente banal, da classe média, de forma desorganizada e espontânea, a sacar pilhas de t-shirts e cachecóis, bolas de futebol, chuteiras, ténis, malas de viagem, como se tivessem ido ao shopping, ao mesmo tempo que riem alarvemente do seu feito e ainda o registam em vídeo é mesmo o grau zero da civilização. As bestas não estão só nas claques.

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