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És a nossa Fé!

Iguais ao Boavista, piores que o Setúbal de Couceiro

Resultados do Sporting vs. Setúbal; duas vitórias, uma por 2 a 0 e outra por 3 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Sporting vs. Boavista; duas vitórias, uma por 4 a 0 e outra por 1 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Benfica vs. Setúbal; um empate e uma derrota, 1 a 1 e derrota por 1 a 0, um golo marcado, dois sofridos.

Resultados do Benfica vs. Boavista; dois empates, 3 a 3 e 2 a 2, cinco golos marcados, cinco golos sofridos.

Sporting, 12 pontos.

Benfica, 3 pontos.

A propósito disto.

Na época passada o Sporting foi superior a todas as equipas (se fossem contabilizados os resultados obtidos nos dois jogos como eliminatórias) nesta época o Benfica até conseguiu ser pior que o Setúbal.

Os melhores prognósticos

Grande exibição do Sporting no estádio do Bonfim, excelente vitória num campo tradicionalmente difícil, onde Porto e SLB já tropeçaram. Vitória que não surpreendeu os autores deste blogue e muitos dos nossos leitores. De tal maneira que houve três prognósticos certeiros.

Pedro Almeida Cabral antecipou o resultado, embora sem indicar os marcadores dos golos.

Também os nossos leitores Leão do Fundão e Pedro Wasari acertaram no 3-0 final, superando o nosso colega de blogue porque ambos apontaram Bas Dost como marcador de pelo menos um golo. Tal como veio a suceder.

A próxima ronda de prognósticos incidirá num jogo muito especial: o Sporting-Benfica. Espero que seja uma das mais concorridas de sempre.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória em Setúbal, por 3-0.  Confirma-se: estamos a atravessar o melhor período da temporada. Com cinco triunfos consecutivos e nove desafios seguidos sem derrotas (25 pontos alcançados em 27 possíveis). Perante uma equipa que na Liga 2016/17 retirou cinco pontos ao SLB e quatro ao FCP.

 

De Bas Dost. O nosso ponta-de-lança marcou o terceiro golo - o seu 28.º neste campeonato. Suplantou já a marca de Slimani na Liga 2015/16 e está de momento isolado na corrida à Bota de Ouro. Muito bem posicionado, portanto, para conquistar o título de melhor artilheiro do futebol europeu.

 

De Bruno César. Outra grande partida do brasileiro, que hoje foi o melhor em campo. Partiu dele o cruzamento para o nosso golo inicial, logo aos 20'. Também foi ele a marcar o canto que originou o segundo golo, aos 55'. Infatigável, actuou em duas posições na ala esquerda e nunca deixou de disputar a bola.

 

De Alan Ruiz. Protagonizou o melhor momento do encontro do Bonfim, ao fazer um espectacular passe de trivela para Bas Dost, que só precisou de encostar o pé à bola, encaminhando-a para a baliza (61'). O argentino confirma-se como um imprescindível no onze titular do Sporting.

 

De Gelson Martins. Foi ele a desatar o nó, aos 20', quando o V. Setúbal tinha a partida equilibrada. Aproveitando um deslize da defensiva sadina, foi rapidíssimo ao movimentar-se na grande área, marcando o primeiro golo do Sporting. Protagonizou outros momentos de qualidade, como já nos habituou, neste regresso à titularidade após breve lesão.

 

De William Carvalho. É um dos elementos nucleares da nossa equipa, assumindo-se como pêndulo do meio-campo, onde consegue ganhar todos os confrontos individuais. Também muito eficaz na recuperação de bolas, viu o seu bom desempenho premiado com um golo de cabeça na sequência de um canto. O seu segundo golo neste campeonato.

 

Da nossa defesa. Mais um jogo sem sofrermos golos.

 

Do apoio dos adeptos. A equipa foi incentivada do princípio ao fim pelo entusiástico coro dos sportinguistas que compareceram nas bancadas do Bonfim.

 

Do teste superado. Bom ensaio geral para o próximo desafio - o do dérbi do dia 22 em Alvalade, que pode ser decisivo para o desfecho do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a Marvin. Um lance de contacto junto à linha, semelhante a dezenas de outros, serviu de pretexto para o árbitro deixar o holandês fora da partida com o SLB. Manifestamente exagerado, este cartão. Aliás, aos 32' já tínhamos os dois laterais amarelados: pouco antes sucedera o mesmo a Schelotto numa jogada semelhante. Se vestissem ambos de encarnado e se chamassem Pizzi ou Samaris, nenhum deles teria visto o amarelo.

 

De Bryan Ruiz. Desta vez Jorge Jesus deixou-o de fora do onze titular, numa clara demonstração da perda de influência do costarriquenho, desligado da dinâmica colectiva da equipa. Lançado na partida aos 62', substituindo Gelson Martins, o n.º 10 falhou o golo quase à boca da baliza, após excelente passe de Podence (79'). Já no período extra, perdeu-se em dribles na grande área, acabando por endossar a bola à defensiva setubalense.

 

Que o nosso primeiro canto tivesse sido só aos 55'. Felizmente recuperámos o tempo perdido: esse canto deu em golo.

 

Que não tivéssemos igualado o resultado da época anterior. Há um ano, o Sporting foi ao Bonfim vencer por 6-0, na estreia de Bruno César como Leão. Desta vez parámos a um curto passo da goleada, talvez para evitar um desgaste suplementar na jogada que antecede o dérbi lisboeta. O SLB que se cuide.

Salmonetes ou charrocos?

Eu confesso que prefiro os segundos, pequeninos, fritinhos, acompanhados duma açorda de ovas, de um branco de Palmela... Mas chega de divagações, o que se pretende é analisar o jogo de ontem em Setúbal, cidade onde passei doze anos da minha vida profissional e onde tenho amigos e que está cada vez mais agradável de se visitar.

Ora bem, vamos à equipa escalada para o jogo. Se queremos efectivamente vencer esta competição, devemos demonstrar que o queremos mesmo e a melhor forma de o fazermos, é colocar a melhor equipa em campo a disputar as eliminatórias. Esteve bem Jesus no escalamento do onze inicial; Ainda admiti que colocasse Beto na baliza, mas as circunstâncias vieram dar-lhe razão, Patrício evitou com duas grandes paradas, dois golos feitos do(ao) Vitória. "Ah, o Beto poderia ter defendido também." Pois podia, mas não estava lá.

E com esta equipa em campo, apesar do desgaste do jogo de Domingo, esperar-se-ia um banquete de salmonetes, cozinhados de toda a maneira e feitio, assim a modos que rodízio. Nada mais falso! O futebol praticado foi mais que mediano, fruto também da boa réplica principalmente na primeira parte, por parte do adversário, mas mais por inépcia dos nossos. Ainda assim, por volta dos vinte minutos, oportunidade soberana, com uma grande penalidade a favor. Já estava a imaginar a travessa dos salmonetes, grelhados, a rirem-se p'ra mim. Pum! Pum! Dois tiros falhados na mesma jogada, o remate e a recarga. Mérito ou demérito? Sem ponta de dúvida, e apesar das probabilidades a favor do GR na marcação de uma grande penalidade serem ínfimas, foi grande mérito do homem da baliza e menos demérito de Adrien, que rematou bastante colocado. Já a recarga, é daquelas que tanto podia dar, como não dar. Não deu. O tão prometido banquete de salmonetes que se antevia com a abertura do marcador, ficou em banho-maria, já que, a exemplo de jogos anteriores, os nossos jogavam benzinho até à entrada da área, mas aí, apesar das belas manobras de Bas Dost em busca de um 10, com serviço para remate de meia-distância, o jogo morria.

Bas Dost que marcaria, a centro, quem diria, de Marvin, com uma cabeçada primorosa, à ponta de lança.

Notou-se uma ligeira quebra em William e mais acentuada em Adrien, normais pela utilização sempre em alta rotação que têm tido, que se reflectiu num futebol mais mastigado a meio campo. Apesar disto, o sinal mais foi sempre dos nossos e o golo que haveria de aparecer foi sendo evitado pelo GR setubalense, que fez uma bela exibição. Isto leva-me a constatar que contra nós, os homens da baliza se agigantam. A sério, não tenho memória de um frango a nosso favor.

Resumindo, não houve salmonetes. Em contrapartida, houve um jogo suado, por vezes não muito bem jogado mas intenso e comprometido, mais como uma bela travessa de charrocos fritos, o que nos tempos que correm, não deixa de ser um belo pitéu.

 

Domingo há mais.

 

Dez notas sobre o jogo de ontem

 

1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 

Os melhores prognósticos

Raras vezes acontece como nesta jornada: seis apostadores acertaram no resultado do Sporting-V. Setúbal. Acertaram porque o senhor Rui Costa fez-lhes o favor de anular um golo limpo a Bas Dost, caso contrário a conversa seria outra.

Eis a galeria destes seis magníficos, por ordem alfabética: Francisco Vasconcelos, José Silva, Leão de Queluz, Leão do Fundão, Leão Verde e SportingSempre.

Aplicado o critério de desempate, relativo aos nomes dos marcadores dos golos, sagram-se vencedores Leão do Fundão e SportingSempre: ambos anteviram que Bruno César seria desta vez goleador em Alvalade.

O dia seguinte

José Carlos Freitas, Record: «O que fica, na perspectiva do emblema leonino, é um sinal claro para o Benfica - em Alvalade respira-se confiança porque a equipa está a jogar bem, tem soluções para os problemas e confirma-se como forte candidata ao título.»

 

João Pimpim, A Bola: «Insaciável, o leão manteve o pé no acelerador, devorando tudo e todos pelo caminho, não dando qualquer chance ao adversário de construir um lance com princípio, meio e fim - e muitas foram as vezes em que se ficou simplesmente pelo princípio. estava faminto o rei da selva, uma vontade imensa que, naturalmente, não se pode dissociar da surpreendente derrota do Benfica na noite anterior.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «William consumou a gula da noite após o aviso de Bas Dost. O colectivo mostrava-se agressivo sobre o portador da bola, Adrien pressionava, Gelson e Bruno César desmultiplicavam-se entre acções verticais no corredor e momentos de superioridade numérica no processo de recuperação junto à dupla do miolo e o V. Setúbal asfixiava. O engano de Bruno César - um faz-tudo recuperado em Alvalade - a Bruno Varela, em livre cobrado com excelência, foi a materialização individual de um domínio colectivo que chegou a ter jogadas de envolvimento capazes de conferir confiança aos mais cépticos.»

 

Dos jornais de ontem

Limpinho, limpinho

Sobre o golo anulado ontem aos 33' do Sporting-V. Setúbal pelo árbitro Rui Costa a Bas Dost há consenso na imprensa desportiva: tratou-se de um erro grave.

 

O Jogo

Jorge Coroado: «Não houve quaquer infracção da parte de Bas Dost, o qual, mais alto e mais possante que a oposição, se elevou em patamar superior, cabeceando legalmente e sem impedir o adversário de jogar o esférico.»

Fortunato Azevedo: «O futebol fica mais pobre quando um golo destes é anulado. É o chamado golo à inglesa, fruto da força e da capacidade de elevação de quem o marca. O golo é muito mal anulado.»

 

Record

Marco Ferreira: «Bas Dost eleva-se mais alto que Fábio Cardoso. O defesa ao recuar encosta no avançado do Sporting quando este está com as mãos à frente fruto da elevação, o contacto é normal e não impede a acção do defesa. Erro grave do árbitro.»

 

A Bola

«Bas Dost coloca as mãos nas costas de Fábio Cardoso, mas parece tratar-se de uma acção natural do salto e não de uma acção faltosa, pelo que o golo terá sido mal anulado.»

Os nossos jogadores, um a um

O Benfica estava a sete pontos de distância, agora só está a dois.

Fizeram mal os benfiquistas que já se apressavam a encomendar as faixas e a reservar o Marquês de Pombal: daqui a oito dias, no dérbi da Luz, podem ceder o comando do campeonato ao Sporting. Que vai consolidando a sua posição, indiferente às campanhas de intoxicação e propaganda desencadeadas pelo  trio lampiónico e aos maus agoiros lançados pela turma do croquete, incapaz de esconder o ódio ao presidente Bruno de Carvalho e ao treinador Jorge Jesus.

Hoje superámos mais um obstáculo, derrotando em Alvalade o V. Setúbal. O resultado oficial foi 2-0. Mas na "liga da verdade" deviam ter sido averbados mais golos ao Sporting, que colocou por quatro vezes a bola no fundo das redes sadinas. Primeiro por William Carvalho, depois por Bas Dost, a seguir por Bruno César e finalmente por Coates. Só o primeiro e o terceiro valeram por motivos que apenas o árbitro Rui Costa saberá.

Fizemos uma brilhante primeira parte e tirámos o pé do acelerador na segunda, gerindo o esforço físico num terreno empapado devido à chuva. O golo de Bruno César, de livre directo, merece ser catalogado entre os mais espectaculares da Liga 2016/17. O brasileiro foi para mim o melhor em campo.

Enfim, a homenagem à malograda equipa do Chapecoense demonstrou que os sentimentos nunca estão ausentes do futebol. Ainda bem.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Espectador durante quase todo o jogo, fez uma magnífica defesa aos 61', inutilizando com bons reflexos um remate setubalense que levava selo de golo.

JOÃO PEREIRA (5). Muito mais contido nas incursões ofensivas do que já nos habituou, combinou bem com Gelson Martins. Actuação suficiente, sem grandes rasgos.

COATES (7). Impõe-se de jogo para jogo como um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Seguro a defender, acutilante nas bolas paradas ofensivas. Marcou um golo, injustamente invalidado.

RÚBEN SEMEDO (5). Regressou ao campeonato nacional depois de "limpar" no inútil jogo frente ao Arouca o cartão vermelho recebido na jornada anterior. Não comprometeu nem deslumbrou.

MARVIN (6). Anda a revelar mais consistência à medida que o treinador vai apostando nele como titular da posição. Foi particularmente visado pelo árbitro, que o viu a cometer faltas inexistentes.

WILLIAM CARVALHO (7). Parece ter tomado o gosto pelos golos: voltou a marcar hoje, com um bom cabeceamento. Toda a construção do jogo leonino começa nos pés dele. Imprescindível.

ADRIEN (7). O primeiro golo do Sporting foi iniciado por ele, junto à linha direita. Parece aliás estar em todo o campo. Outra actuação impecável. Saiu aos 76', visivelmente esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  As dúvidas ainda em aberto quanto ao desfecho da partida foram desfeitas com a bomba do brasileiro, aos 36': um grande golo a coroar uma grande exibição. A melhor do jogo.

GELSON MARTINS (6).  Primorosa assistência para o primeiro golo numa partida em que não deslumbrou, como vinha fazendo. Falta-lhe apurar qualidade no último passe e perder algum excesso de individualismo.

BRYAN RUIZ (5).  Demasiado discreto, o costarriquenho continua neste campeonato sem revelar as qualidades evidenciadas na época anterior. Aos 14', à boca da baliza, falhou a emenda a um remate de Bas Dost.

BAS DOST (6). Está lá para marcar golos. E cumpriu a missão, marcando aquele que seria o segundo leonino, invalidado pelo árbitro por uma falta que apenas Rui Costa viu.

CAMPBELL (6). Entrou aos 72', para o lugar de Bruno César, mostrando vontade de ampliar a vantagem leonina. Desequilibrou nos confrontos individuais e ajudou a sacudir a tímida pressão sadina.

ELIAS (4).  Substituiu Adrien aos 47'. Entrou quando a missão principal da equipa era segurar a bola. Limitou-se ao passe curto, muito lateralizado, no miolo do terreno.

MARKOVIC (-).  Entrou aos 85', substituindo Gelson Martins apenas para queimar tempo e poupar o jovem internacional português a dez minutos de desgaste físico. Nada a registar.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória categórica em Alvalade. O Sporting cumpriu a missão, vencendo o V. Setúbal por 2-0 numa partida que dominámos do princípio ao fim. Vitória ainda mais saborosa por sabermos que os jogadores comandados por José Couceiro já fizeram tropeçar Benfica e FC Porto.

 

Da exibição leonina. Os nossos jogadores actuaram com grande espírito colectivo, evidente alegria e elevados níveis de confiança. Estamos a melhor de jogo para jogo, como qualquer observador atento repara.

 

Da pressão alta exercida desde o minuto inicial. Não deixámos a turma sadina sair da sua grande área durante quase toda a primeira parte. Ainda antes de concluídos os primeiros 60 segundos, já Bas Dost havia posto em sentido a baliza à guarda de Bruno Varela.

 

Do golo surgido cedo. Logo ao minuto 7, com um bom cabeceamento de William Carvalho, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Gelson Martins.

 

De Bruno César. Marcou um golo que fez levantar o estádio, de livre directo, fazendo voar a bola para o fundo da baliza sadina, sem qualquer hipótese de defesa. Um golo que decidiu o encontro, estavam apenas decorridos 36 minutos. Por isto e pela sua combatividade exemplar merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Novamente muito activo, sobretudo nos 45 minutos iniciais. Fez uma primorosa assistência para o golo inicial, a sétima a seu cargo desde o início da Liga 2016/17. É o rei das assistências neste campeonato.

 

De Adrien. O golo inaugural do Sporting inicia-se num passe dele para Gelson. Parece estar em todas as jogadas dignas de registo do Sporting. Quase marcou aos 36', com uma bomba defendida in extremis pelo guardião setubalense.

 

De Coates. Patrão indiscutível da nossa defesa e um dos melhores centrais do futebol português. Indispensável na organização defensiva leonina, cada vez mais sólido e seguro. E vai à frente sempre que pode. Numa dessas incursões, marcou um golo de recarga à boca da baliza, absurdamente invalidado pelo árbitro.

 

Da maturidade da equipa. Gerimos bem o esforço durante toda a segunda parte, retendo a bola e pausando o jogo. Já a pensar na dura partida de quarta-feira, frente ao Legia, para a Liga dos Campeões.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta. Pelo quarto jogo consecutivo.

 

Da redução da distância face ao Benfica.  Estamos só a dois pontos da equipa que ainda lidera o campeonato. Dependemos mais que nunca de nós próprios. Não pode haver maior tónico do que este quando faltam apenas oito dias para o dérbi da Luz.

 

Da sentida homenagem às vítimas do Chapecoense. Os nossos jogadores actuaram com o emblema do malogrado clube brasileiro, num belo gesto de solidariedade leonina.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Rui Costa teve uma actuação muito infeliz, roçando a manifesta incompetência, ao anular dois golos limpos ao Sporting. O primeiro, aos 33', por Bas Dost, que se elevou muito bem, colocando a bola no fundo das redes: o árbitro imaginou uma falta do internacional holandês que nunca existiu. O segundo, aos 55', com uma recarga à queima-roupa de Coates, sem sombra de falta: apenas Rui Costa terá visto um imaginário encosto do internacional urugaio ao guardião sadino. Anular metade dos quatro golos concretizados pelo Sporting em Alvalade é obra: fica à consideração dos calimeros de turno, que tanto se queixam de ser prejudicados por muito menos que isto.

 

Da fraca réplica da equipa sadina. O conjunto treinado por Couceiro é simpático e esforçado, mas em Alvalade rendeu muito menos do que se previa. Ao intervalo o V. Setúbal tinha concretizado apenas um ataque, contra 20 do Sporting.

 

Da chuva copiosa, que caiu antes do jogo. Encharcou o relvado, prejudicando o espectáculo e potenciando lesões nos jogadores que felizmente não ocorreram.

 

Da qualidade dos reforços. No nosso onze inicial, havia apenas um jogador contratado este Verão: Bast Dost. Os restantes estavam no banco ou nem foram convocados.

 

É bom para todos

Hoje foi noticiado que a promessa escocesa Ryan Gauld e o lateral André Geraldes começaram a treinar com o Vitória de Setúbal, clube cujo plantel vão integrar esta época.

Parece-me uma excelente decisão, uma vez que permite ao Vitória contar com opções de maior qualidade, ao Sporting colocar jogadores que não contam para o treinador Jorge Jesus e aos jogadores em questão que poderão ganhar um maior ritmo competitivo, face ao que provavelmente aconteceria na equipa B.

É esperar que estes empréstimos tragam tão bons resultados como os últimos 2 que ocorreram entre Sporting e Vitória de Setúbal, o de João Mário e Rúben Semedo, 2 jogadores imprescindiveis do atual plantel.

O melhor prognóstico

O José da Xã acertou em cheio no resultado do Sporting-V. Setúbal, que terminou em goleada. Está de parabéns, tal como os leitores David Almeida e Quental, que também anteviram com notável precisão o 5-0 com que os sadinos foram brindados em Alvalade. O desempate, obtido pela comparação dos vaticínios sobre os marcadores, atribui a vitória nesta jornada ao nosso colega de blogue, que acertou também nos golos de Bryan e Teo.

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting soma e segue. Já com 83 pontos - melhor pontuação leonina de sempre numa liga profissional de futebol, o que em qualquer outro campeonato teria já bastado para nos sagrarmos campeões. Contrariando todos quantos diziam que jogamos pior e rendemos menos em Alvalade, ontem não só vencemos sem discussão mas fizemos também uma exibição de luxo. Com uma sólida organização colectiva, um modelo táctico irrepreensível e uma dinâmica raras vezes vista, protagonizada por jogadores que se preparam para dizer adeus à temporada 2015/16 cheios de frescura física.

Se a história de um jogo se faz pelo seu número de golos, muito haverá a contar deste. Que teve cinco, todos nossos, todos de belo efeito. Gelson Martins abriu aos 25', Teo Gutiérrez prosseguiu aos 37', Gelson reincidiu aos 54', Bryan Ruiz marcou aos 71' e insistiu quase no fim, iam decorridos 90'+2'. Os sadinos, em risco de despromoção, nada fizeram de relevante. Não puderam sequer estacionar o autocarro à retaguarda, imitando o que fez o Benfica quando nos visitou, porque o nosso primeiro golo surgiu demasiado cedo para que tal estratégia obtivesse sucesso. E mais cedo poderia ter surgido se o árbitro Tiago Martins - que penalizou Adrien com cartão amarelo, logo aos 14', por falta inexistente, deixando-o de fora do desafio de Braga - tivesse sancionado um penálti cometido contra Slimani num lance de bola parada aos 20'. Que toda a gente viu menos o homem do apito.

O melhor em campo foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Terminou a partida sem ter feito uma defesa digna desse nome, o que basta para qualificar esta partida de sentido único. Várias vezes se adiantou no terreno, abandonando a grande área: o jogo não o exigia atrás dos postes.

SCHELOTTO (7). Num vaivém constante na sua ala, com um pulmão digno de fazer inveja, foi batalhador e combativo, funcionando com frequência como um extremo e centrando bem. Também bom na marcação de cantos, como ontem demonstrou.

COATES (7). Quase marcou de cabeça na conversão de um livre por Bruno César, aos 20': a bola foi parada à beira da linha de golo por um defesa sadino. Melhor momento deste defesa concentrado e atento, que soube distribuir bem o jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Tudo lhe saiu bem neste jogo, em que funcionou como patrão da defesa. Impecável na antecipação, no tempo e no modo de corte, e sobretudo na forma como repõe a bola, deixando-a bem colocada na manobra ofensiva.

BRUNO CÉSAR (8). Começou como lateral, dinâmico e seguro, dando a sensação de ser um extremo. Primeiro a chutar à baliza, logo aos 2'. Fez um passe longo, quase assistência para golo, que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso quarto.

WILLIAM CARVALHO (7). Foi dele a assistência para o nosso segundo golo, marcado por Teo. Iniciou também a jogada do primeiro. Não deu muito nas vistas, mas teve inegável influência na organização colectiva, recuperando e distribuindo bolas.

ADRIEN (9). Merecia ter marcado aos 69', quando disparou um míssil à baliza setubalense na conversão de um livre castigando falta cometida sobre ele próprio. Fez uma bela assistência para o segundo golo de Gelson, aos 54'. Está numa forma superlativa.

BRYAN RUIZ (9). Dois golos, uma assistência (no primeiro) e ainda intervenção decisiva noutro (o terceiro), ao iniciar a jogada. O capitão da selecção da Costa Rica teve uma actuação quase perfeita, contribuindo para que esta seja a melhor equipa leonina em muitos anos.

TEO (7). Isolando-se perante o guarda-redes, muito bem servido por Bruno César aos 51', falhou o tempo de intervenção, desperdiçando um golo quase certo. Mas foi dele o segundo da nossa equipa. Esforçou-se sempre para marcar mais.

SLIMANI (7). Teve soberbas oportunidades para marcar, aos 4', 18' e 43', forçando o guardião a excelentes defesas. Alvo de falta para penálti que ficou por marcar aos 20'. Saiu aos 65', por precaução: arriscava-se a receber cartão amarelo e a falhar o próximo jogo, como Adrien.

GELSON MARTINS (8). Bisou pela primeira vez na sua carreira de jogador profissional, com os golos marcados - cada qual na sua parte. Não vai esquecer este desafio em que entrou como inesperado titular, devido a problemas musculares de João Mário.

MARVIN (6). Entrou aos 65', quando Slimani saiu. Cavou a falta aos 70' que originou a expulsão de um setubalense e a conversão do livre no nosso quarto golo. Demasido inibido nas incursões pelo seu flanco, transmite a ideia de que podia e devia arriscar mais.

BARCOS (5). Deu enfim um ar da sua graça neste jogo, em que entrou aos 71', rendendo Gelson. Incapaz de dominar uma bola que Teo lhe passou aos 74', dez minutos depois rematou forte com o pé esquerdo. Remate travado por uma boa defesa do guardião sadino.

CARLOS MANÉ (5). Substituiu Bruno César aos 71', cinco jornadas após a sua anterior aparição em campo. Teve momentos inspirados em que revelou a sua boa técnica individual. Num deles, aos 84', serviu muito bem Barcos, que quase marcou.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Outra vitória por números esmagadores do Sporting neste campeonato. Desta vez frente ao V. Setúbal, que já tínhamos goleado na primeira volta. Então vencemos por 6-0, esta noite levaram 5-0. E bem podiam ter encaixado mais dois ou três, não fosse a boa exibição de Ricardo, o guarda-redes sadino, que impediu in extremis dois golos de Slimani, autor de um soberbo disparo logo aos 18' e reincidente num remate em jeito, muito bem colocado, aos 43'.

 

Da exibição. Excelente demonstração de categoria e classe da nossa equipa, que sufocou a do Setúbal, cortando-lhe sistematicamente as saídas, ganhando todas as segundas bolas e comprimindo a turma adversária numa área de 30 metros. A dinâmica leonina foi ainda mais avassaladora na segunda parte, em que quase não decorreram dois minutos sem uma jogada de perigo.

 

De Gelson Martins. Entrou em cima da hora como titular, rendendo João Mário. E cumpriu com brilhantismo a missão, marcando dois golos. O primeiro da série de cinco, logo aos 25', foi decisivo, picando a bola com mestria. O outro foi marcado aos 54', culminando um lance exemplar de ataque, inaugurando-se assim 35 minutos de luxo da nossa equipa naquela que foi talvez a exibição mais conseguida neste campeonato. 

 

De Bryan Ruiz. Foi a figura de um jogo onde vários dos seus colegas também brilharam. É dele a assistência para o primeiro golo de Gelson. E foi ele a marcar o quarto e o quinto da goleada - aos 71', dando o melhor seguimento à marcação de um livre apontado por Bruno César, e já no segundo minuto do tempo extra ao marcar ele próprio um livre directo de forma superior.

 

De Adrien. Novamente o motor da equipa. Parece estar sempre em todo o lado onde se disputa a bola, abrindo constantes linhas de passe. Um dos golos, o terceiro, é inventado por ele numa jogada de insistência que resultou numa assistência a Gelson e fez levantar o estádio, demonstrando bem como se tornou um dos melhores profissionais do futebol português.

 

De Rúben Semedo. Está cada vez mais confiante e motivado. Desta vez com uma exibição quase perfeita: cortou tudo quanto havia para cortar, antecipou-se aos adversários e repôs a bola sempre bem colocada nos colegas da frente. Com frescura física e inegável capacidade de ler o jogo.

 

Dos nossos laterais. Bruno César, pela esquerda, e Schelotto, pela direita, foram incansáveis no apoio ao ataque sem comprometerem na defesa. Duas apostas que Jorge Jesus ganhou.

 

Da vibração no estádio. Só quem lá esteve, como eu, consegue avaliar: este Sporting vence e convence, enchendo de alegria o público nas bancadas que nunca se cansa de puxar pela equipa. Desta vez, e apesar da chuva intensa que se prolongou por quase todo o dia, estivemos lá 43.327. Foi batido o recorde de assistências numa temporada desde que este estádio existe: 925.102 entradas.

 

De  ver o Sporting novamente na liderança do campeonato. Voltamos a estar em primeiro, com 83 pontos, pelo menos até se realizar o jogo Marítimo-Benfica. Este campeonato, disputado taco a taco, promete emoção até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da inoperância total da equipa adversária. Rui Patrício não fez uma defesa ao longo de todo o jogo, dada a impotência dos setubalenses.

 

Do cartão amarelo mostrado a Adrien logo no início da partida. À primeira falta aparente, com apenas 14 minutos de jogo e sem que o lance o justificasse, o nosso capitão foi sancionado. Falhará o encontro decisivo em Braga, na próxima jornada, por acumulação de cartões.

 

Do festival de cartões exibidos por Tiago Martins. Dir-se-ia que houve uma batalha campal no estádio. Mas não aconteceu nada disso: foi só uma arbitragem à portuguesa, com certeza.

 

Do penálti sobre Slimani que ficou por marcar. Iam decorridos 20' quando o argelino foi claramente carregado na grande área sadina, ainda com 0-0. O árbitro fez vista grossa.

 

De um falhanço de Teo Gutiérrez. O colombiano, autor do segundo golo aos 37', podia ter bisado aos 51', quando Bruno César lhe entregou a bola num lançamento em profundidade, isolando-o. Excelente oportunidade, infelizmente desperdiçada: Teo foi incapaz de marcar tendo apenas o guarda-redes à sua frente.

 

Da ausência de João Mário devido a um problema muscular. Mas, em boa verdade, o nosso médio desta vez nem fez falta: os companheiros deram boa conta do recado, numa organização colectiva irrepreensível.

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