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És a nossa Fé!

Um grande roubo, tão grande como os maiores da Europa

Independentemente das nacionalidades envolvidas (nomeadamente a do árbitro e da empresa em questão), independentemente de os sportinguistas estarem habituados a estas situações (especialmente em competições internas), independentemente de o clube envolvido ser o Sporting e ser português, indepententemente disto tudo: o que está em causa é este link, nomeadamente os símbolos no fundo da página, à esquerda e à direita. O que está em causa é o patrocinador do Schalke 04 (e já agora do Chelsea, outro adversário do Sporting, e do Zenit) ser também um dos patrocinadores oficiais do torneio da Liga dos Campeões (não ligo nenhuma a patrocínios, pelo que confesso que só descobri isto esta semana. E a que preço). O que diríamos se em Portugal o patrocinador da Liga também patrocinasse o FC Porto, ou o Benfica? (Ou o Sporting!) Será isto moralmente aceitável? A UEFA pelos vistos acha que sim.

Quem não sente...

Apesar de provavelmente ser inconsequente, em boa hora o Sporting decidiu apresentar um protesto à UEFA no âmbito da inconcebível de arbitragem que foi origem da derrota com o Schalke. Na sequência das declarações de Jorge Jesus (coitado) ontem no final do jogo do Benfica no Mónaco em que atribuía o mau resultado às mesmas questões  “políticas” da organização que prejudicaram o Sporting, presume-se que o clube de Carnide irá também reclamar a repetição do jogo. É assim mesmo: "Quem não sente..."

Negociatas (2)

Por vezes surgem notícias que nos deixam, no mínimo, com a pulga atrás da orelha.

De acordo com o site oficial do Mónaco, o Rio Ave, sim o Rio Ave, emprestou-lhes um jogador. O Mónaco, clube que este ano, entre outros, comprou os passes de João Moutinho, James e Falcão, investimentos de muitos milhões, veio pedir por empréstimo o jogador Fabinho ao Rio Ave, sim ao Rio Ave.

Curiosamente, ou talvez não, este mesmo jogador já tinha sido o ano passado emprestado ao Real Madrid, sim ao Real Madrid, pelo... isso, pelo Rio Ave. Além de parecer inverosímil que um clube da dimensão e com o actual poderio do Mónaco ande por Portugal a pedir jogadores emprestados, mais estranho é o Rio Ave ter no seu plantel um jogador pretendido por grandes clubes europeus e que não parece ter muito a dizer na gestão da sua carreira. A Uefa, tão ciosa do seu poder e das suas regras de fair play, não estaria interessada em perceber este tipo de negociatas? Pode começar pelo mais fácil: Falar com Jorge Mendes, agente deste até agora desconhecido mas promissor jogador. Estas negociatas fazem-se a troco de quê? E o Rio Ave, que papel tem nisto tudo?

Fair Play Financeiro da UEFA

 

O presidente Luís Godinho Lopes foi recebido esta manhã pela UEFA, num encontro promovido pela Federação Portuguesa de Futebol através do seu presidente Fernando Gomes. Este encontro teve como objectivo permitir ao Sporting expor à autoridade suprema do futebol europeu que todos os seus compromissos foram cumpridos dentro dos limites temporais definidos pela própria UEFA.  Ficou comprovada a legitimidade da contestação do Sporting e o seu nome será retirado da lista de clubes incumpridores. Está ainda por ser explanado, pelo menos publicamente, a razão da inclusão original do Sporting na referida lista. Para os mais cépticos, não faz sentido que o Clube tivesse estado em incumprimento das regras do Fair Play Financeiro e que se apresentasse então perante a UEFA a protestar essa hipotética indefensável contenda. Não obstante as reconhecidas dificuldades financeiras do Clube, de certo que esta notícia animará as hostes sportinguistas. E, mais uma vez, o  presidente e a Direcção merecem o nosso aplauso pela sua dinâmica em defesa dos interesses do Sporting, perante uma muito delicada situação.

 

Adenda: A UEFA já agendou para o dia 6 de Outubro o pagamento das verbas - 643.930 euros - a que o Sporting tem direito relativamente ao Euro 2012.

A UEFA , a FIFA e as tecnologias

 

 

« Sempre me opus à utilização de tecnologias, não é aos 57 anos de idade que vou mudar de opinião. Não foi a FIFA que decidiu optar pelas tecnologias, mas sim o seu presidente Joseph Blatter, que decidiu, sozinho, com o International Board, sem consultar o Comité Executivo. Ele é o patrão, é o chefe, é assim...».

-    Michel Platini    -

 

Observação: O presidente da UEFA a anunciar a decisão do Comité Executivo em recusar avançar com a tecnologia das balizas. Desconheço os exactos parâmetros da autoridade do presidente da FIFA, mas é indiscutível que o International Board é o orgão mais responsável por alterações relacionadas com o jogo. A ironia da afirmação de Platini é que ele acusa Blatter de se posicionar na FIFA, precisamente nos mesmos modos que ele se posiciona na UEFA. Dois grandes e controversos egos que governam o futebol europeu e mundial.

 

Esta disposição à parte, também eu sempre me opus à introdução de meios tecnológicos no futebol. Muito embora compreenda a intenção da tecnologia das balizas, temo que estabelecer este precedente precipitará inovações do género, em cadeia, retirando ao jogo a sua componente mais natural que, no final das contas, representa a essência da paixão e popularidade que faz o futebol a preeminente modalidade desportiva do mundo. 

Telhados alheios

Para quem do clube de Carnide pretenda vir - já vieram - atirar pedras a telhados alheios sobre a recém-notícia oriunda da UEFA, para o efeito de que o Sporting é um de 23 clubes europeus a quem o Comité de Controlo Financeiro de Clubes vem a exigir mais informações sobre pagamentos devidos, será aconselhável ler este texto sobre o estado financeiro do clube da Luz, escrito pelo benfiquista Borges Coutinho:

 

http://www.slideshare.net/BorgesCoutinho/milagre-financeiro-12 

 

As dificuldades de uns não implica existir um «mar de rosas» para outros, não obstante as tentativas de branqueamento pela comunicação social encarnada, cujo objectivo prioritário é propagar mitos e falsidades, à conveniência. Assunto à parte, mas dentro do mesmo contexto geral de acções benéficas ao «glorioso» cá do burgo, já há quem acredite que o Luisão vai ser condecorado pelo sua «corajosa» intervenção na Alemanha em «defesa» dos seus colegas de equipa.

  

Eu estive lá! – Sporting -Nápoles

A vida de um clube da dimensão do Sporting perfila-se de mãos dadas com a sua história antiga e mais recente. Desta forma abro aqui uma iniciativa que tinha em mente vai para muitos anos.

Não sou um coleccionador de objectos mas um ajuntador. Junto os bilhetes de espectáculos e de concertos que presenciei. E neste rol encontram-se naturalmente os jogos de futebol.

 

É por isso que abro aqui esta secção a que vou chamar: “Eu estive lá!”


Nela vou colocar uma imagem do bilhete que me deu acesso ao jogo, lembrar o resultado, juntar algumas imagens (se as houver) e breves comentários.

Porém esta secção não será só minha, mas de todos aqueles que escrevem neste blog, enriquecendo este espaço. Tenho a certeza de que muitos que aqui escrevem guardaram lá no fundo da gaveta um “canhoto” que lhes deu, um dia, acesso a um jogo. Tirem-no cá para fora, usem este título e mostrem essas relíquias.

Tenho perfeita consciência de que alguns jogos foram de má memória, mas a maior parte serão testemunhos concretos da imensa grandeza do nosso Sporting.

Começo então, sem qualquer critério, com um Sporting-Nápoles em que empatámos zero a zero em Alvalade e onde vi jogar “El Pibe”.

Se a memória não me falha empatámos também em Nápoles ao fim de 120 minutos a zero e acabámos por ser eliminados nas grandes penalidades por 4-3.

 

 

 

Também publicado aqui

O Euro à venda

A triste e desmedida decisão de Michel Platini e do Executivo da UEFA de aumentar a prova para 24 equipas, destruindo, por essa via, o actual formato que tanto sucesso tem tido, aterrorizou prontamente os mais «cognoscenti» do jogo e, com o passar do tempo, está igualmente a penetrar a consciência pública. Em 2016, na França, todos os candidatos adicionais serão do calibre da República da Irlanda - a única equipa que demonstrou estar fora do seu «milieu» nesta competição - em vez de serem países como a Rússia, a Croácia e a Ucrânia, que apesar de não teram passado a fase de grupos, deram provas de que têm valor para contribuir significativamente para a estrutura qualitativa do Campeonato Europeu. O novo formato implica seis grupos de quatro equipas, com os primeiros dois classificados de cada grupo e os melhores quatro terceiros a qualificarem-se para os oitavos-de-final. O total de jogos passará para 51, comparados aos actuais 31, durante o mesmo período de 29 a 31 dias.

A diluição do espectáculo é inevitável. A fase de grupos será semelhante à da Liga dos Campeões, com excesso de «população» e insuficiência de talento futebolístico. Pelo sorteio, não será necessário um "expert" para prever quais os países que passarão para a fase seguinte. E tudo isto para que fim?... Não será, com certeza, para o enobrecimento da segunda mais importante competição do mundo, mas sim para tornar mais «apetitoso» o pacote de dividendos para os usuais «proxenetas» de fato e gravata - em alguns casos de saia e lenço de seda - ávidos pela «pescaria» suculenta.

O que tudo isto significa é que estamos perante o fim do tipo de campeonato que não serve apenas para preencher tempo e espaço entre a publicidade televisiva. O tipo de campeonato que galvaniza multidões por esse mundo fora, pela sua beleza, competitividade e imprevisibilidade. Estas considerações que a UEFA desvaloriza desatentamente, é mais do que negligência, é mais do que não compreender tudo o que é mais gracioso do jogo, com beleza sem ímpar, até génio, quando a oportunidade lhe é concedida. É, no final das contas, uma falha de enormes proporções em reconhecer como o futebol melhor pode existir e como tão subitamente se o pode colocar em grave risco.

 

Adenda: já depois de ter preparado este texto, Michel Platini anunciou a decisão do Comité Executivo da UEFA de modificar novamente a estrutura operacional do Euro. A partir de 2020, a competição deixará de ser realizada em apenas um ou dois países e pode vir a ser disputada em 12 ou 13 cidades espalhadas pela Europa. Em termos logísticos, e não só, é de antecipar acrescidas complicações para as equipas, mas ficou por explicar qual o exacto intento desta alteração e os supostos benefícios para os intervenientes e, sobretudo, para o futebol.

 

Nova competição de sub-19 da UEFA

O Comité Executivo da UEFA aprovou hoje, entre outras medidas, uma nova competição no escalão sub-19 à experiência por dois anos, efectivo na época de 2013-14. As equipas disputarão uma fase de grupos semelhante à da Liga dos Campeões, mas a seguinte, a eliminar, será disputada a um só jogo, representando um máximo de dez jogos, com as meias-finais e finais a decorrerem em campo neutro. Existe, no entanto, uma muito importante estipulação : o acesso à competição será reservado às equipas dos 32 clubes elegíveis a competir na fase de grupos da «Champions». Por outras palavras, no caso concreto do Sporting, os seus sub-19 só ficarão aptos se a equipa principal se apurar para a fase de grupos da Liga dos Campeões através da sua classificação na época que se aproxima de 2012-13. Mediante o pertinente «ranking» da UEFA, serão apurados directamente para a fase de grupos os primeiros dois classificados da Liga portuguesa e um terceiro, que disputará o «play-off». Além da existente considerável compensação financeira, esta nova competição representa um acrescido incentivo para os clubes portugueses.

A jaula

Os dirigentes do nosso rival do outro lado da 2ª circular tinham dito que era muito moderno, que era fantástico e que até era uma sugestão/recomendação da UEFA.

Então mas afinal a UEFA, agora, veio esclarecer que (e cito): "medidas de segurança nos estádios europeus são da responsabilidade das autoridades locais", tendo reconhecido que "não existe regulamentação" para enquadrar as denominadas "caixas de segurança". "No entanto, a mesma fonte da UEFA deixou claro que, "em finais de competições (de clubes) ou em fases finais de torneios (de seleções)" por si organizados, "não aceita a utilização de redes nos recintos dos jogos". In Record

O adepto ideal segundo a UEFA

Num futuro próximo, a UEFA vai certamente lançar uma norma do politicamente correcto para os adeptos e sócios que queiram ir ao Estádio ver a sua equipa jogar. Meninos e meninas de tatuagens vão ser obrigados a declarar se têm a Hello Kitty no corpo ou um símbolo mais estranho. Claro está que, quem tiver cruzes ou diabos, não entra. Quem tiver dizeres em árabe ou hebraico também não.

 

Num futuro próximo, as imagens que os Estádios devem exibir dos seus adeptos nos corredores de acesso aos balneários dos adversários devem ter obrigatoriamente presentes que somos todos amigos. Devem passar mensagens de paz, harmonia, serenidade. Paisagens campestres serão recomendadas.

 

Num futuro próximo, o adepto terá que ir ao Estádio de fato e gravata e as senhoras de vestido comprido, porque T-shirts do Che Guevara, Lenine, com a foice e martelo ou a cruz celta serão proibidas. Com símbolos nacionais então, nem pensar, porque o Fascismo está à espreita. O mesmo se aplica àquelas camisolas supostamente humorísticas onde se pode incentivar o consumo ao álcool e a substâncias ilícitas.

 

Num futuro próximo, as expressões dos adeptos serão monitorizadas por fervorosos ayatollahs da UEFA, que estarão ao lado dos vigilantes a zelar pelo bom nome do árbitro, jogadores e respectivas mães.

 

Num futuro próximo, claques como os Red Devils, os Diabos Vermelhos, os Fúria Azul, entre tantas outras, terão que mudar o nome ou deixar de ir ao Estádio porque não podem ter nomes que incitem à violência, ofendam a religião ou sejam racistas. Inversamente, se, por exemplo, o Boavista se quiser apropriar da ideia e lançar uma claque com o nome de Panteras Rosa ou Boavistas do Arco-Íris não deverá ter quaisquer problemas.

 

Num futuro próximo, assobios, gritos e quaisquer manifestações de ânimo que possam ser entendidos como incitamentos à violência serão penalizados com perda automática de três pontos, mesmo se a equipa esteja a dar uma cabazada das antigas.

 

Num futuro próximo, qualquer entrada mais dura de um jogador sobre outro, vai obrigar a uma interrupção do jogo por alguns minutos para que o prevaricador seja vergastado no Estádio porque não teve fair play com a equipa adversária. E se a entrada for muito dura, o castigo poderá ser estendido à Direcção do Clube presente.

 

Num futuro próximo, ir ao Estádio vai ser um enorme bocejo.

Seis pontos para o fim do jejum

Tal como grande parte dos sportinguistas, só celebrei doís títulos nacionais na minha vida adulta. Para trás ficaram os gloriosos tempos de 1979/1980 e de 1981/1982, dos quais guardo memórias difusas, e nos últimos anos houve o ano da semana negra (quantas equipas perdem a Taça UEFA no seu próprio estádio?) e aquele mais recente em que o Ronny do Paços de Ferreira forçou Paulo Bento a lembrar as diferenças entre futebol e andebol. Este ano, com um treinador a sério e um plantel a sério, chegou a hora de voltar a festejar. O caminho começa já no sábado, frente ao FC Porto, pois os seis pontos de desvantagem em relação aos principais adversários só podem ser revertidos nos confrontos directos. Se todo aquele desperdício frente à baliza do Benfica (tal como da Académica) não se repetir, haverá tempo para o novo estádio provar que não foi construído por cima de um cemitério índio.

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