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És a nossa Fé!

Feira de ilusões?

A pré-campanha eleitoral, no nosso clube, entrou no seu melhor. De repente, a venda de ilusões começou, a troco de votos. Não se sabe ainda ao certo quem irá mesmo ser candidato. Mas já a feira de promessas faz sua rota. São parcerias (quais?), investidores esperando o grande momento, campeonatos por atacado, formação em alta. Tal como no anterior ato eleitoral, um «Sporting novo» espera ao virar da esquina.

O dinheiro vai jorrar. Apetece perguntar onde estava (está) esse maná salvífico, onde esteve escondido estes meses todos em que se criticou o presidente que vai sair agora... porque ele não conseguia cumprir a promessa de investidores a potes. Mas, se eles (os candidatos e os futuros ex-candidatos) sabiam onde esse dinheiro estava à espera, porque não o disseram, para salvar o clube? Porque ele era apenas a sua promoção pessoal ou porque estavam mentindo descaradamente aos sócios e aos adeptos?

Há um sportinguismo de pacotilha que atravessa o discurso dos que - sendo sportinguistas - falam do nosso clube, como se ele fosse um território feudal, dividido em vários quintais Sporting. Um do sr. A, outro do dr. B, outro de eng. C, etc., etc. Estando o clube como está, que sportinguismo é esse que se manifesta apenas pensando no interesse de cada facção e não no interesse uno do nosso Sporting? Que solidariedade clubista é essa, que apenas se afirma no 'um por um' e não no 'todos por um'? Que Sporting de mentira, de hipocrisia, de interesse individual, de auto-promoção se esconde por detrás de muitos discursos públicos de sportinguistas?

Eu não tenho dúvida de que este individualismo egoísta, estes egos mediatizados têm sido - e serão - o primeiro inimigo do nosso clube, a primeira barreira que nos impede de resolver os nossos magnos problemas. A menos que surja um tempo de afirmação forte de liderança, baseada em capitais e alavancada em resultados, o sportinguismo auto-destruidor de alguns lançará o clube para perigosas tempestades. Sei que Daniel Sampaio descobriu a fórmula para sermos sempre campeões (mude-se o presidente e os golos surgem). E das duas uma: ou ele se mantem à frente da mesa da AG e atira borda fora cada presidente pouco concretizador, ou é preciso acabar com o tempo do humor negro doutoral no clube.

Com os pés na terra

O Sporting conseguiu finalmente uma vitória sem contestação e, principalmente, demonstrar uma atitude condizente com o estatuto do clube. Mas isso, sendo um enorme sinal de esperança, não significa, apesar de tudo, que a página negra esteja rasgada (utilizando a analogia de Jesualdo), como muitos sportinguistas já dão por garantido. Vale a pena ter os pés bem assentes na terra. Seguem-se dois jogos em casa, que serão decisivos para o Sporting encurtar distâncias em relação ao triste objectivo que lhe resta: os lugares que dão acesso à Liga Europa. São dois jogos para ganhar com o mesmo espírito que se viu em Olhão: sem contestação e com qualidade. A partir daí, acredito que a máquina liderada por Jesualdo começe a funcionar em pleno e faça um resto de época que orgulhe os sportinguistas.

 

Espero, sinceramente, que este jogo e a recuperação que, estou certo, vai acontecer, não apaguem da memória dos sportinguistas o que já sofremos esta época e os erros de quem manda no clube. Por vezes, o sucesso fugaz tem o condão de camuflar certas incompetências e encher de ilusão os espíritos mais generosos. Espero que isso não aconteça. 

Pequenos leões

São sete e meia de uma tarde fria de inverno. Eu estou no meu posto habitual em dia de treino, à espera que o futebolista da família saia do balneário. Da porta que dá acesso ao campo saem os miúdos pequenos, das escolinhas, dos infantis e dos iniciados. Em sentido contrário, ainda a tremer de frio, passam os jovens adolescentes dos juvenis. Não sei a percentagem exacta, um dia posso entreter-me a calcular enquanto espero, mas são muitas as camisolas do Sporting que vão e vêm. Curiosamente, é o clube mais representado.

 

Penso na coragem que é preciso ter, num ano como este, para vestir dia após dia o equipamento verde e branco. Sujeitam-se aos comentários irónicos e desagradáveis do costume, mas não desarmam. E depois lembro-me do meu filho e do orgulho que tem naqueles equipamentos. E a seguir lembro-me de tudo o que leio na internet, em blogues e páginas do facebook e penso que estas letras todas que não paramos de ler e de escrever, cheias de razões e convicções, de nada valem quando comparadas com o peito cheio daquelas dezenas de miúdos, que em centenas de campos por este país fora, fazem um exército vibrante e orgulhoso de milhares de soldados de verde e branco, a procurar em cada passe, em cada lance, em cada remate, em cada defesa, honrar o Sporting Clube de Portugal.

 

A todos eles, a minha homenagem.

Os nossos filhos

 

O Litos está por cá (Maputo) pela segunda vez, a treinar o Liga Muçulmana. O campeonato ficou decidido esta semana, felizmente ganhou o Maxaquene, o meu clube por cá. O Litos é um tipo simpático, era presença no nosso núcleo quando ainda o havia, que agora a especulação imobiliária está de tal forma que foi impossível manter a sede onde petiscávamos para amainar as fúrias, tornando-nos assim, ao Núcleo Sportinguista de Moçambique, num conjunto de sem-abrigos, tal e qual a equipa de futebol lá na longínqua Liga e na agora pérfida Europa.

 

Enfim, ontem veio ele, o Litos, dizer que o filho, um catraio de doze anos, lhe perguntou ao telefone, lá de Portugal, se podia mudar de clube. E da mágoa paternal que sentiu. Pois, compreendo-o.

 

Cá em casa não é bem assim. Com toda a certeza que não se vive tanto o Sporting. Nem eu fui jogador do Sporting (e dos bons), nem tenho rapazola com sonhos de se chegar ao que o pai foi ou mesmo a Moutinho ou Carlos Martins, internacionais campeões que ele vê na TV. Por cá habita a minha princesa, já nos seus dez anos, que não tem pinga de paciência para o futebol, e está muito bem assim, que a quero é nas coisas da ginástica rítmica, de um hipotético voleibol ou coisa assim, da natação, chamem-me lá o que quiserem.

 

Mas tem vindo a dita princesa a sportinguizar-se desde cedo, ainda em idade de achar piada ao pai e às coisas dele, a pensar-me digno de algum crédito. Sempre atenta às minhas alegrias, sempre carinhosa nas (cada vez mais) tristezas, "deixa lá pai, é só um jogo" ou mesmo (sportinguista, está visto) "ganhamos para a semana". Pois acontece que nos últimos tempos, e não só pelo incómodo da varicela, fruto do surto escolar que por aí anda, tem ela evitado perguntar-me dos resultados, indagar do andar do campeonato, um notório desinteresse no assunto, elegância (que terá herdado da mãe) e carinho por este velho pai. Alquebrado. E nisso ela dessportinguizando-se.

 

E vou ser franco. Como para ela só quero o melhor do que o mundo tem, talvez seja melhor assim.

Recebido por email...

Diferenças entre Sportinguistas e Benfiquistas

 

Estavam 3 Benfiquistas e 3 Sportinguistas numa estação, à espera de comboio para irem a um jogo de futebol.

Os 3 Benfiquistas vão até à bilheteira e compram três bilhetes.

A seguir, vão os 3 Sportinguistas até à bilheteira, mas só compram um bilhete.

Os Benfiquistas ficam espantados e perguntam:

- Como é que vocês são três e só compram um bilhete? Vocês não têm hipótese de fazer a viagem e passar o mesmo bilhete para os três...

- Não se preocupem que vocês vão ver... (respondem os Sportinguistas)

 

Mal entram no comboio, os 3 Sportinguistas dirigem-se ao sanitário e apertam-se lá dentro o melhor possível, de maneira a fechar a porta.

Quando vem o revisor, pica os bilhetes dos Benfiquistas, vê a luz do sanitário acesa, bate à porta e diz:

- BILHETE, por favor!

A porta abre-se só com uma frincha, através da qual sai uma mão com o bilhete.

O Revisor agradece e segue.

Os Benfiquistas acham a ideia fantástica e decidem fazer o mesmo, na  viagem de regresso.

- Estes Sportinguistas são uns génios!!!! (dizem os Benfiquistas)

 

No regresso, os 3 Benfiquistas compram só um bilhete, mas os Sportinguistas não compram nenhum.

- Como é que vocês vão viajar sem bilhete? É impossível!

- Vocês vão ver, está tudo sob controlo - objectam os Sportinguistas.

Quando entram no comboio, os Benfiquistas espremem-se todos para dentro de um sanitário e fecham a porta.

Os Sportinguistas fazem o mesmo no sanitário ao lado.

Passado um minuto, sai um dos Sportinguistas, bate à porta do sanitário dos Benfiquistas e diz:

- BILHETE, por favor!

Alea jacta est

Na ressaca da "diz-que-é-uma-espécie-de-entrevista" do Carlos Barbosa, personalidade que não conheço pessoalmente e que me merece, tal como todos os cidadãos, idêntico respeito e consideração, gostaria de tecer duas considerações.

 

Primeira, a "elite" sportinguista, ou seja, o grupo de pessoas que regularmente gravita (rotativamente) em torno do "poder" tem, infelizmente, demasiados exemplos duma tendência autofágica e egoísta. Eu acho, eu penso, eu é que sei, eu fiz, eu consegui, sem mim o caos, após mim o abismo, eu, eu, eu! Porreiro, pá. O Futebol Clube de Pinto da Costa agradece e o clube de Carnide também!

 

Sirvam o Clube e não os vossos egos ou algibeiras, sejam dignos da honra de serem ou terem sido dirigentes, pelo amor de Deus! 

 

Segunda, sem alarmismos, sem pânico e sem "foguetório", tenho a certeza absoluta que esta é a época desportiva mais importante das últimas décadas da gloriosa vida do nosso grande Clube.

A coincidência entre vários factores constitui uma verdadeira singularidade cósmica, um evento astrológico-espacial na linha do espaço-tempo da história do nosso imenso Clube.

A grave crise económica e financeira que afecta o nosso continente, uma dívida colossal herdada de anteriores direcções e que não parece ter sido criada com investimento nas modalidades e no plantel da equipa principal de futebol, o facto de já boa parte dos "passes" dos jogadores ter sido alienada a fundos de investimento reduzindo o retorno da sua venda no futuro, a quebra de receitas de publicidade, a necessidade de reforçar a aposta nas modalidades, nos benefícios aos sócios e nas infra-estruturas, de forma a recuperar algo que estava a desfalecer gravemente, o "sportinguismo", a empatia entre a família do Sporting e os dirigentes, técnicos e atletas, a mística cimentada ao longo de décadas no convívio entre centenas de núcleos e dezenas de milhares de atletas das muitas dezenas de modalidades e as suas famílias, nos dias de treino e de competição, constituem-se como uma torrente colossal de condicionantes muito sérias.

 

Tudo isto coloca enorme pressão sobre esta direcção, sobre esta equipa técnica, sobre este plantel da equipa principal de futebol.

Deles dependem o resto da vida do nosso Clube, a todos os níveis, em todas as modalidades desportivas.

 

Sem exageros nem histeria, o peso de 106 anos de história e de glória está nos seus ombros, o futuro desta grande Clube esta nas suas mãos.

De mim podem contar, sem rescaldos ou ressacas eleitorais, sem jogos táctico-estratégicos para o futuro, com total lealdade, empenho absoluto, uma Fé imensa, dedicação sem qualquer tipo de hesitação.

Espero de todos eles, sem excepção, no mínimo dos mínimos, do impossível, do milagre total, da superação constante, em cada treino, em cada jogo, em todas as modalidades.

 

Somos grandes, tão grandes como os maiores da Europa. Esta época urge mesmo não falhar. Quero finais para vencer e não para disputar, quero títulos.

Se fosse fácil, qualquer um estaria à altura do desafio. Difícil como é... está mesmo à medida do nosso SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.

 

 

Presidentes e treinadores

Uma das caraterísticas do Sporting, nos últimos quinze anos, é o facto de os presidentes do clube (com exceção de Soares Franco) saírem todos antes do tempo de mandato. Pelo clima de contestação interna criado, quando os resultados da primeira equipa de futebol não são os mais desejados; pela situação economico-financeira difícil - o facto é que eles todos eles se têm auto excluído da liderança. Mesmo Soares Franco considerou não estarem reunidas as condições para ir a segundo mandato, apesar de ter quase garantida a reeleição. José Roquette passou a presidência a Dias da Cunha, este viu suceder-lhe, por cooptação, Filipe Soares Franco e José Bettencourt, eleito com 90 por cento dos votos, saiu também ainda não tinham decorrido dois anos de mandato. O Sporting tem uma tendência autofágica e poucas vezes os sportinguistas se unem em torno das dificuldades. O comportamento dos adeptos é incompreensível, muitas vezes. 'Despediram' um treinador que manteve a equipa a jogar bom futebol e a disputar até quase ao fim o campeonato (não fora aquele golo do Luisão, na Luz, com falta sobre o Ricardo) e a levou à final da Taça Uefa, mas não teve mérito algum, para muitos adeptos. 'Despediram' outro que levou uma equipa de miúdos da formação a quatro Champions, mas não chegou, para muitos adeptos. Em contrapartida, alguns trataram Domingos como se ele fosse o presidente eleito pelos sócios, quando os resultados do seu período de treinador foram dos piores dos últimos anos, nesta altura da temporada. Em que ficamos?

A última década de resultados do clube foi a melhor dos últimos 50. Mas isso não fez ganhar muita auto-estima, entre os adeptos.

Do lados da gestão, qualquer sócio ou adepto poderia ter acesso à situação economico-financeira, claríssima como água desde há muito tempo. Mas, mesmo assim, por detrás da insatisfação com o futebol cresceu a contestação à gestão, a todas as gestões. Dia sim, dia não - é verdade. Quando os resultados eram bons ou aceitáveis a presença nas assembleias gerais decrescia, mas cresciam as maiorias percentuais de aprovação dos ditos orçamentos, onde, de resto, sempre espelhada era patente a crueza da (grave) situação económico-financeira do clube. Se os resultados em campo eram ruins, crescia a presença nas assembleias, os votos nos orçamentos (basicamente os mesmo) e a procura do 'culpado'.

Assisto, uma vez mais, ao que parece ser a tentativa de alguns - escondidos na sombra à espera do seu momento - de tornar mais difícil o que já é difícil. Notícias falsas nos jornais, comentários sempre desfavoráveis, dúvidas persistentes e insistentes. Se há assim tanta gente com receitas asseguradas e com certezas certas, se são Sportinguistas mesmo e apenas querem o bem do clube, porque não se unem a quem está, propondo vias melhores e revelando as poções mágicas que têm ou conhecem? Seria uma forma de contribuir para o Clube, com a generosidade de quem o ama. Ou não?

O que fica para a História

Não parece, mas é um post sobre futebol. O que fica para a História, cada ano, todos os anos, são os vencedores de duas competições a nível nacional: o Campeonato e a Taça de Portugal. O resto é palha, como se costuma dizer.

Gostava muito que o Sporting estivesse agora melhor qualificado na Liga nacional, mas o ideal mesmo era que ocupasse o primeiro lugar. A partir daí, todos os outros são lugares de derrotado e, sim, isso inclui o meu Sporting.

O mesmo não se passa, felizmente, com a Taça de Portugal. Está nas nossas mãos, ok, nas minhas não, mas nas mãos de Domingos, de Rui Patrício, de Scaars, de Wolfswinkel, de Rinaudo, de Capel, de Carrilho, de Onyewu, de Elias, etc., etc., trazer a Taça para Alvalade. E isso vai acontecer!

Por isso, falamos no final da época, quando soubermos quem fica para a História e quem desaparece nas brumas da memória. Até lá, deixem o Sporting recompor-se e reerguer-se. Este ano vamos erguer a Taça, mas no próximo ano não aceitamos nada menos do que o Céu.
   

                  

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