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És a nossa Fé!

O grão-duque

O Sporting é muitas vezes acusado de ter feito panelinha com Pinto da Costa. Não nego que o tenha feito, e isso é algo que não honra quem o fez. Mas nunca o Sporting escancarou as portas do sistema a Pinto da Costa como Manuel Damásio fez enquanto presidente do Benfica nos anos 90. Foi a aliança de Damásio com Pinto da Costa que deu origem à segunda grande vaga de domínio do futebol português pelo FCP. Agora, o Benfica, pela mão de Luís Filipe Vieira, volta ao local do crime. Acho que estamos conversados quanto a moralidade para acusar o Sporting de pactuar com o pior do nosso futebol.

 

É claro que há muito tempo que Benfica e Porto participam na panelinha da "bipolarização", cujo grande propósito é tornar o Sporting irrelevante. O Benfica sempre foi o clube do sistema desde os anos 60, com maior ou menor controlo do dito; o Porto criou o seu sistema local, que depois conseguiu expandir para o nível nacional, chegando mesmo a destronar o Benfica no topo dos meandros sistémicos. Podem rivalizar em muitas coisas, mas numa estão de acordo: o futebol português é deles, e o Sporting é um empecilho para a concretização disso. A coisa até parecia estar a correr bem nos últimos anos, com o Sporting a tornar-se efectivamente cada vez mais uma memória do passado, umas meras camisolas listadas a arrastarem-se por aí. A impertinência da actual direcção do Sporting foi recusar esse papel. Os meninos não têm gostado nada disso e têm-no feito saber. A materialização mais clara desta reacção é Luís Duque na presidência da Liga, uma coisa feita com requintes de provocação. A história é triste, mas tem uma vantagem: obrigou a mostrar onde estamos e quem está com quem. Como é que era a história das nádegas?

 

Quanto a Luís Duque, nem sei bem o que dizer. Percebo que ser processado pela direcção do Sporting, tenha esta ou não razão, é algo a que ele não poderia ficar indiferente. E seria mais do que suficiente para romper de forma bem violenta com a direcção. Mas uma coisa é demonstrá-lo através, por exemplo, da luta interna, de artigos de jornal, da constituição de uma equipa de oposição à actual direcção. Outra é oferecer-se para capacho de um projecto cujo óbvio propósito é arrasar o Sporting enquanto clube. Estamos esclarecidos.

A boca no trombone

Como a falta de memória é enorme no futebol português, vale a pena lembrar algumas das finas expressões que Luís Filipe Vieira endereçou a 26 de Novembro de 2011 ao agora putativo presidente da Liga de Clubes, conforme ficou provado em acórdão do Conselho de Disciplina da mesma Liga que em Julho de 2012 condenou o presidente do SLB a 45 dias de suspensão:

«Devias ter vergonha!»

«Era para isto que vocês queriam controlar tudo!»

«Era para isto que queriam que a gente controlasse a arbitragem!»

«Foste tu que me disseste que tínhamos que controlar tudo!»

«Não me faças falar, não me obrigues a pôr a boca no trombone!»

Segundo a participação de Duque, Vieira terá ainda declarado o seguinte naquela data, logo após a realização de um Benfica-Sporting:

«Não tens vergonha, chulo, bandido!»

«Não tens vergonha, vai jogar à bola, vai para o c...!»

Assim vão as coisas

Nesta jornada foi o Sami. Assim de memória lembro-me da farsa do Abdoulaye em Guimarães o ano passado. Fifa, Uefa, FPF e a Liga (ainda existe?) gostam de encher a boca com discursos de fair play e tretas do género. Em Portugal vários clubes orbitam e pairam entre o mega empresário/ dono accionista de clubes/fundos/empresas/jogadores/treinadores e o clube do “manel não te enerves/ deixa-me falar” .

Queres ser um clube de primeira e não tens dinheiro?*

Queres pertencer ao clube secreto que se reúne ali como quem vai ter com aquelas e vira à esquerda?

Tens campo relvado? Balneários? (se não tens fala com a tua Câmara)

A tua vida empresarial não tem corrido bem?

Junta-te a nós! Garantimos acesso a jogadores que tu nem sabias que existiam, a preços de acordo com o investimento em bajulação e chico-espertice.

*de acordo com o aceite, fica registado que os clubes aderentes têm como obrigação, uma ida (pelo menos) ao papa por mês, certificar doenças súbitas de parte do plantel (pode ser substituído por castigos). O não cumprimento desta cláusula implica a imediata descida de divisão por um período nunca inferior a 10 (dez) épocas consecutivas ou 20 (vinte) intercaladas.

Sistema em ação

“Sou contra todo e qualquer ato racista e sei o que levou o Quaresma a momentaneamente ficar muito exaltado. Qualquer um ficaria nas mesmas condições. Tive o cuidado de ver pela televisão, que acompanhou sempre o Quaresma, de verificar que ele não agrediu ninguém e apenas quis responder a quem o insultou e portanto dou aqui a minha solidariedade ao Ricardo Quaresma. Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes” (Conselheiro de casamentos)

"Até entendo" que ser de uma minoria qualquer lhe confere o direito de tentar agredir seja quem for, e ainda ser o injustiçado . 

Cheira a esturro

- Luís Filipe Vieira castigado a seis meses de distância dos actos que originaram a condenação;

 

-"Provimento parcial" do recurso do Sporting, onde se prova a "intencionalidade" do atraso do Porto, mas não a "intencionalidade de causar danos a terceiros".

 

Hmm... Será que isto só serve para preparar o terreno para uma grande cacetada ao Sporting no famoso caso da "coacção"? Aguardemos.

Taça da Liga: FC Porto paga mais mas continua na prova

Os «dragões» foram agora condenados a pagar 3.060 euros de multa, quando inicialmente a verba aplicada tinha de sido de 383 euros.

Manuel dos Santos Serra, presidente do CJ, explicou que o órgão entendeu que o atraso do FC Porto «foi intencional mas não teve a intenção de causar danos a terceiros».

 

Bom, a juntar a isto e a uma Xistrada na terra dos pexixés, só o jogo com o Arouca em Aveiro.

 

Vai aqui uma procissão linda, esta do futebol português...

Populismo

Agora deu toda a gente em denunciar o "populismo" de Bruno de Carvalho. É verdade que, nas duas últimas semanas, o homem não tem largado o gatilho. Mas deve ser porque aprendeu que, com pessoas como Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, Fernando Gomes, Mário de Figueiredo ou Vítor Pereira isto não vai lá com conversas sérias. Durante a maior parte da época, Carvalho manteve-se bastante contido, aparecendo só nos casos das roubalheiras mais evidentes. Pelo meio, fez uma série de propostas de "reforma" do futebol português. Um documento sério, com sugestões dignas, pelo menos, de discussão. Toda a gente ridicularizou ou desprezou o documento: "já a formiga tem catarro", "quem é que este julga que é", "nada disto melhora o que quer que seja", etc. Carvalho fez a coisa certa: não querem falar a sério? Desceu ao nível que eles compreendem.

O que era preciso fazer

O sr. Vasco Santos e a sua equipa fizeram o que era 'preciso' fazer e nos momentos certos: dar dois pontos aos seus rivais. O sistema dividido. Tal não significa que não haja erros. Mas, dadas as circunstâncias e a luta dentro desse sistema dividido, os erros eventuais serão entendidos como 'favores'. É o jeito das coisas. Tudo cheira a esturro e, automaticamente, tudo ganha esse aroma. Parece que o SLB quer ser campião, nem que seja por decreto - mesmo se, objetivamente, tem uma equipa competitiva ao mais alto nível, em termos internos. Na verdade, LF Vieira fez por isso: arriscou financeiramente no parte desportiva e fez a caminhada prometida, no fora das quatro linhas. Prometida? É isso. Quando Cunha Leal, um benfiquista conhecido, foi eleito diretor executivo da Liga, anos atrás, Vieira disse uma frase que ficou na memória, de tão significativa: «é mais importante isto do que ter mais reforços» (cito de memória). Traduzindo: é mais importante penetrar as estruturas do poder, no futebol profissional, do que contratar jogadores para nada (o Sporting dos tempos de João Rocha sentiu isso na pele!). Na verdade, a continuidade de Vieira como presidente do SLB (lá está, a mais valia das continuidades diretivas) permitiu fazer um trabalho de fundo e de sapa.

 

Fruto desse trabalho, na década de 2000, o poder azul começou a ser contestado pelo 'challenger' vermelho. E penetrado. Até que começou a dar resultados (o ano passado não deu, pelo imprevisto e imprevisível dos detalhes que todo o jogo tem). Nas últimas eleições para a FPF, SLB e FCP dividiram já algumas coisas «preciosas»: o poder nas comissões de Arbitragem, de Disciplina e de Justiça. Com supremacias alternadas. Uma cópia ainda imperfeita dos anos 80/90, mas... Neste jogo, por falta de comparência, de continuidades, de consistência e por guerras civis, o nosso SCP perdeu muito tempo - um tempo que está agora a tentar recuperar. Mas que exige, por sua vez, tempo e as alianças possíveis. Mas está entre dois fogos. Está entre perder dois pontos, para cada um dos seus primeiros rivais, ou ganhar três só para si. Ganhou três - uma vez mais - no terreno do jogo, mas perdeu cirurgicamente fora dele.

 

O sistema está dividido e o SCP entalado entre os principais contendores. Há dois lugares certos para a Champions e um incerto. No certo, oito milhões de euros à partida e mais o que escorra na fase de grupos e pode ser muito. Financeiramente e na valorização de ativos no mercado europeu. No incerto, o 'play-off', apenas 2,5 milhões, e o restante se verá. Roleta. Vamos ter de fazer muitos mais golos, para ganhar os jogos. Os mecanismos da observação, promoção, remuneração e internacionalização dos árbitros não estão na nossa mão. Andam... «por aí».

Pressentimentos

Há bastos motivos para ser pessimista em relação ao desafio de hoje. A impertinência do Sporting tem vindo a ser coarctada pelos poderes vigentes a norte do meridiano dos Carvalhos. Esta de  estar em vias de ficar a 4 pontos dos crónicos titulares, de parelha  com o aceitável challenger, é intolerável às críticas finanças do futebol nacional. Já se viu duas vezes, contra o Nacional e contra o Penafiel, que a coisa se faz com descaramento e impunidade. Hoje não será dada oportunidade ao açouceiro Mota de arrebatar a terceira condecoração por insulto ao Sporting, mas outro cumprirá a tarefa que lhe foi confiada. Estas suspeitas são para se declararem antes do jogo, para que não venham depois dizer que andamos a ver mosquitos noutra banda. Logo se verá. 

O sistema é isto

 

O Adelino Cunha e o José da Xã já tinham comentado aqui a vergonhosa actuação de Duarte Gomes no jogo Académico de Viseu-Sporting da Covilhã. No entanto, como nas telenovelas, também estes folhetins futebolísticos não se esgotam nos primeiros episódios: pelo contrário, têm sempre cenas reservadas a capítulos seguintes.

Lembram-se certamente do senhor Gomes. Trata-se, infelizmente para nós, de um árbitro que o Sporting bem conhece: foi ele que nos pôs fora da Taça de Portugal. Único árbitro português do primeiro escalão capaz de transformar uma grande penalidade em livre indirecto a pedido da equipa da casa no último minuto do tempo extra, como sucedeu no lance de Viseu que o País inteiro já pôde ver graças a expressivas imagens entretanto postas a circular no Youtube, Duarte Gomes foi premiado nesse jogo com a nota 3,3 - equivalente a uma classificação regular - pelo "observador" Luís Pais, figura influente na Associação de Futebol de Viseu, segundo revela hoje o Record. Um "observador" que, a avaliar pela notícia hoje publicada neste jornal, julgava em causa (e casa) própria...

Bafejado com nota tão complacente, o carrasco do Sporting na Luz pôde assim apitar tranquilamente o Sp. Braga-Belenenses, para a Taça da Liga, sem que ninguém franzisse sequer a ponta de um sobrolho. Se o jogo anterior não tivesse sido filmado por alguém na bancada de Viseu, nunca teríamos sabido a enorme discrepância ocorrida entre o que sucedeu em campo e a inaudita benevolência do "observador".

Algumas almas mais ingénuas que gravitam à margem dos meandos do futebol ainda se interrogam por vezes o que será o sistema. Não é preciso procurar mais: o sistema é isto.

Prejudicialmente nocivo

Revela-nos o comunicado oficial nº249 da Liga Portuguesa de Futebol Profissional que o próximo jogo do Benfica, com o Gil Vicente, se realizará no Estádio do Restelo. Ainda segundo o mesmo comunicado, a decisão deve-se a informação prestada pelo Benfica, nos termos da qual tornou-se inevitável uma intervenção imediata no relvado do Estádio do Sport Lisboa e Benfica que determinará a aplicação de adubos e outros químicos. Estes produtos, prossegue-se, não são seguros. Conclui a informação, neste ponto não é claro se esta é prestada pelo Benfica ou pela empresa encarregada do tratamento do relvado, que a situação impede a prática desportiva em segurança: a utilização dos fitofármacos em causa, por serem prejudicialmente nocivos à saúde, quando inalados ou em contacto com a pele (...) sendo completamente desaconselhada a utilização do relvado durante esse tempo.

 

Ando eu, há tanto tempo, à procura, já cansativamente extenuado, de palavras que exprimam, de forma energicamente vigorosa, os muitos vícios de que me queixo, amargamente acerbo, na organização, práticas e tiques do futebol português e deparo-me, assim de repente, com esta fórmula brilhantemente luminosa, de valor inapreciavelmente incalculável, ricamente preciosa. Prejudicialmente nocivo é genial, vai, sem dúvida, constituir-se num bordão linguístico inestimável dos meus piores juízos e dos meus vaticínios mais pessimistas. Ao eloquentemente facundo criador deste encanto, um sincero bem-haja. 

Chamando os bois pelos nomes Parte I - Descodificando...

 

O tal "sistema" já com décadas de "reinado", sempre referido em muitas declarações e em muitas escutas telefónicas que deram origem a muito barulho e nenhuma consequência, tem um mapa, sempre teve. Muitos o conhecem, poucos o referem, alguns poucos que o quiseram "expor" tiveram diversos "problemas".

Actualmente esse "sistema" é assim... comecemos pelos nomes e perfis dos artistas e dos outros, bem como pelo nível elementar de funcionamento da "máquina" desse tal "sistema".

 

Para ficar a conhecer os nomes e o mapa do "sistema" clicar aqui

 

 

Sujinho, sujinho

 

 

«Está aqui um árbitro com muito futuro.»

Jorge Jesus sobre João Capela após o Benfica-Sporting da época passada (21.4.2013)

 

«João Capela assinalou um penálti caricato contra a Académica.»

José Ribeiro, Record

 

«Grande penalidade inexistente e, como tal, mal assinalada.»

José Leirós, O Jogo

 

«Ricardo defendeu o penálti mal assinalado por João Capela.»

António Tadeia, Record

 

«Não houve motivo para grande penalidade e tão pouco para cartão amarelo [a Aníbal].»

Jorge Coroado, O Jogo

 

«Logo no início da partida [Académica-FCP], ficou por marcar uma grande penalidade, a castigar falta de Josué sobre Ivanildo.»

Luís Pedro Sousa, Record

 

«Josué atinge a perna esquerda do adversário, derrubando-o. Penálti por assinalar.»

José Leirós, O Jogo

 

«João Capela não viu um penálti de Josué sobre Ivanildo.»

António Tadeia, Record

 

«Jogo complicado pelo árbitro nos últimos instantes, quando fez sobrevir a incompetência já anteriormente demonstrada.»

Jorge Coroado, O Jogo

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