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És a nossa Fé!

Adeus Sá

Ricardo Sá Pinto vai deixar de ser o treinador do Sporting depois da derrota de hoje por 3-0 com o Videoton. Uma história com um final infeliz, mas que era esperada há muito. Sá Pinto deu o seu melhor, chegou a pôr a equipa a jogar com garra, conseguindo bons resultados, sobretudo na Liga Europa da época passada. Mas fracassou no campeonato, na final da Taça de Portugal e caiu nas meias-finais da Liga Europa. Sai pela porta pequena, com uma equipa a jogar um péssimo futebol, desgarrado e sem chama. Talvez tenha chegado cedo demais ao comando da equipa sénior, talvez se tenha perdido um bom técnico dos juniores, talvez venha a ter sucesso noutro lado. Mas o Sporting tem que ter mais certezas e menos dúvidas, o Sporting precisa de um rumo. Veremos quem vem aí. Uma nota: chega de experimentalismos, entreguem a equipa a profissionais de renome. Por favor.

Pesadelo

Durante o jogo: "Vamos, vamos" enquanto bate palmas.

Após o jogo: "acredito ... acredito ... acredito."

Senhor Presidente, isto agora só está nas suas mãos...

E se me permite um conselho: deixe passar o jogo com fêquêpê onde até seremos capazes de não fazer uma tristíssima figura como hoje. Sá Pinto joga melhor contra os fortes (tudo atrás da linha da bola) do que contar os fracos (ter que tomar conta do jogo). Mas, por favor, não se deixe iludir com essa eventualdiade - o que é, está à vista.

Era "espetável"... mas não espetou

«A contestação [a Sá Pinto] não trespassou para a assembleia geral do clube, ontem à tarde, no pavilhão multidesportivo de Alvalade. Era espetável que no período aberto a questões fora da ordem de trabalhos se falasse de futebol, sobretudo de Sá Pinto. Mas o certo é que o tema passou ao lado da reunião magna. (...) Seja como for, parece certo que os próximos jogos do Sporting serão fundamentais para o futuro de Ricardo Sá Pinto.»

 

Excerto da peça principal da edição de hoje d' A Bola, sob o título - não justificado no texto - "Sá Pinto numa posição mais fragilizada". À falta de factos, usam-se expressões nada noticiosas, do género "parece certo". Os sublinhados em itálico na transcrição, naturalmente, são da minha responsabilidade.

O que eu vi ontem!

Quando a noite passada não morri de coração ao ver o jogo, jamais morrerei. O Sporting mereceu a vitória sem qualquer margem de dúvidas sendo a única equipa que pretendeu ganhar a partida. Paulo Alves fez o que lhe competia. Defendeu até à exaustão um resultado que lhe caíra nas mãos, quase de graça. Obviamente que o Gil Vicente não faz parte deste campeonato. Na conferência de imprensa, o treinador dos gilistas mostrou respeito e classe, quando se referiu em termos elogiosos ao seu adversário. Algo que muuuuuuuuuitos que passaram pelo Sporting não (de)monstram.

Agora mais descansado, o jogo de ontem deu para perceber algumas coisas:

1 – A equipa está com Sá Pinto e este com a equipa;

2 – Diego Capel é o grande sucessor do actual treinador. Vejam a forma como após ter marcado o golo, correu a buscar a bola e a recolocou no centro de campo, quase sem comemorar;

3 – A paciência que teve a equipa, para virar o resultado adverso, não obstante a espaços o nervoso que atingiu alguns jogadores;

4 – Wolfswinkel é ponta de lança… todavia tem de ser mais eficaz;

5 – A arbitragem exagerou na expulsão de Labyad;

6 – A quantidade de passes perdidos no meio campo;

7 – O ganhar a “segunda” bola quando se está ao ataque é deveras importante: desequilibra o adversário e evitam-se os contra-ataques.

8 – A massa associativa está outra vez com a equipa. Mas não pode ser só nas vitórias…

 

Que venha o Estoril! 

 

O "Carlão" foi ao Sporting-Gil Vicente

 

 

Vi o jogo sofrendo o "relato" (não é relato é comentário infinito, estes profissionais não se enxergam, não se dão ao respeito) de alguém de quem não sei o nome acompanhado do "comentador" Carlos Manuel (reconheci-lhe a voz). Canibais, passaram o tempo a dizer mal do treinador e, como tal, do jogo do Sporting. Como se por encomenda. Com razão ou razões? Com toda a certeza que haverá motivos para criticar mas não daquela forma, incompetente.

 

Exemplos aos montes. Alguns absolutamente vergonhosos:

 

a) dois minutos depois de Wols ser lançado solto na área e cruzar para quase-golo e lhe ser assinalado um falso fora-de-jogo (acontece, foi "à queima") Carlos Manuel diz que o Sporting é incapaz de criar espaços e fazer jogo;

 

b) Carlos Manuel passa o jogo a criticar que os laterais sobem demais e assim o Sporting se desiquilibra (!?); depois critica, ene vezes, que o Sporting tem jogadores a mais na frente; e culmina criticando que no Sporting (que tem jogadores a mais na frente, como ele diz) os laterais "não têm jogo" (como se não fosse preciso que alguém atentasse na defesa, e eles o fizessem, raios o parta, e mais ainda depois das substituições ). Depois, e como se só para chatear, o lateral Cedric vai à frente ("teve jogo"), centrou e golo ....!!! golo ...!!! golo ....!!!!

 

c) Alguém (Rojo?) chuta de longe, um pouco acima da trave. "De tão longe nem o Eusébio tentava" diz, sábio, Carlos Manuel. O tipo do golo de Estugarda, do meio da rua ... Inacreditável!

 

O que é que o homem quer, voltar a treinar o Salgueiros? Má vontade minha?

 

Sá Pinto é incompetente treinador? Os jogadores são (afinal) incompetentes jogadores? Talvez. Mas com toda a certeza treina ele e jogam eles bem melhor do que este pacóvio comentador comenta ... (e do que o raio do "relator" relata).

 

[Quanto ao jogo? Ganhámos, aliviámos, recuperámos uma série de jogadores excelentes (Insua, Rinaudo, Izmailov; o Wols marcou; o Viola é bom de bola; o Cedric centra bem; a equipa tem garra; o Paulinho abraça muito bem; o Polga reencarnou no Xandão; só falta o Schaars e o Boulahroz. E o João Moutinho, perdão, o André Martins). "Este ano é que é!". Viva Sá Pinto - g'anda homem, g'anda coragem.]

Mudar de perspectiva

Eu sei, foi um jogo demasiado caótico e demasiado sofrido para ganhar 2-1 ao Gil Vicente. Eu já disse que sei disso. Mas agora que as manchetes já perderam cor, quero dizer isto aos responsáveis do Sporting: não se trata de saber se o Ricardo Sá Pinto tem ou não tem condições para ser treinador do Sporting. Nesta altura, trata-se de saber se os senhores são ou não são capazes de criar condições para o Ricardo Sá Pinto triunfar como treinador do Sporting. Expliquei-me bem?

Neste clube anda mesmo tudo a dormir

 

Temos o melhor plantel dos últimos sete ou oito anos. Não se vê uma ideia, um fio de jogo. Não se vê uma tática. As substituições são incompreensíveis. Mais do que os resultados, o confrangedor é mesmo o nível exibicional. Ainda há quem aguente ouvir que "jogámos muito bem", "estamos muito fortes" e "o resultado é uma tremenda injustiça"?

Por muito que gostemos dele, desde quando é que o adjunto do Pedro Caixinha é treinador para o Sporting?

Viva Sá Pinto!

 

 

Lembro-me que aqui em Maputo, durante a última época, fizemos uns belos de uns jantares, bem animados e em que pouco se mordiscava e muito se bebia, afrontando a saúde própria, ainda para mais esfaqueada pelas emoções e júbilos de juvenis em corpos de já veteranos, verdadeiros estupros das coronárias. Eram as noites europeias, e também algumas das jornadas após aquela malfadada derrota com os sempre simpáticos sadinos. Lembro-me bem das arruadas, noite afora, por bares esconsos e restaurantes afamados, em comemorações das fantásticas vitórias, do grande percurso europeu. E, acima de tudo, das belas jogatanas de bola, uma equipa a fazer o brilhante sem parecer esforçar-se por isso, um fluir como se tudo natural. Futebol! Lembro-me também da tristeza na derrota final (o mariola do basco Llorente ...) mas num "paciência, que estivemos muito bem". Lembro-me dessa alegria toda, tanta que quase felicidade, durante semanas a fio. E lembro-me da quantidade de elogios, até dos adversários, estupefactos com o homem e também agradados com os nossos sorrisos (e os lautos whiskies que íamos pagando, de rodada em rodada até à vitória final), ao "ganda Sá Pinto", esse que "afinal!?" meteu os "gajos a jogar aquilo tudo".

 

Viva Sá Pinto! E quem não salta é lampião (para não lhe chamar outra coisa, que o blog é colectivo).

Os oradores sapientes

 

 

Jornal "Record" - «Sá Pinto encostado às cordas»

 

Os dois «oradores sapientes» do programa «Trio de Ataque» - Miguel Guedes e João Gobern - surgiram no domingo à noite com a missão bem estudada no inevitável sentido de menosprezar e destabilizar o Sporting. Os diversos ruídos que invadiram o espaço televisivo incluiram as insinuações de que para os três periódicos desportivos terem publicado as supracitadas manchetes sobre Ricardo Sá Pinto a informação teria forçosamente que ter vindo do foro interno do Sporting, que «abandonou» o treinador. Como era de esperar, não mencionaram a inexistência de nenhum texto sustentado por quaisquer  afirmações - mesmo pelas proverbiais fontes anónimas - a corroborar as capas sensacionalistas. Além disso - pese a ingenuidade de alguns - desde quando é que estes membros da imprensa portuguesa - entre outros - se baseiam apenas em factos comprovados para fundamentar o que publicam?... Uma autêntica diatribe por parte destes insólitos intervenientes no painel de discussão, que ofende a audiência, em geral, e o universo sportinguista, em particular. Como já nos habituou, Rui Oliveira e Costa não demonstrou a exigida responsabilidade e integridade para os confrontar veemente, condição lamentável pela sua admitida comparticipação em defesa dos interesses do Sporting.   

 

Cuidado com o "fogo amigo"

 

A menos de 24 horas da realização do jogo contra o Gil Vicente, que poderá ser vital para mantermos acesa a esperança de singrar no campeonato, um dos principais rostos mediáticos do Sporting profere esta frase no púlpito quase vitalício que lhe é concedido num canal de televisão: "Eu nunca teria escolhido o Sá Pinto para treinador do Sporting!"

Onze palavras. Basta esta frase de onze palavras, adornada com o respectivo ponto de exclamação, para demonstrar, melhor do que qualquer discurso, por que motivo continuamos sem ganhar nada. Os nossos representantes nas tribunas do comentário futebolístico são os primeiros a disparar nos momentos cruciais contra os interesses do clube. Com este "fogo amigo" não precisamos de inimigos.

Twilight zone

Acabou Sá Pinto de dizer que o Sporting fez uma primeira parte "muito, muito boa", que pressionou sempre que pôde (nós é que não reparámos), que o resultado é uma grande injustiça. Por fim, com um sorriso largo (pode ser que sejam nervos) revela o segredo: "esta equipa precisa de golos para jogar com mais confiança". Ó deuses, e quem os há de marcar?

Desconfia-se que o caso seja mais grave do que se supunha.

O momento desportivo

Admitindo a inevitável excepção à regra, uma significante maioria de treinadores de futebol têm duas características em comum; a) insistem com as suas ideias, à raiz, mesmo depois de verificarem, repetidamente, que não são frutuosas - b) não são fieis à «bíblia» do treinador e adaptam um sistema de jogo que idealizam, sem devida consideração às características dos jogadores à sua disposição. Lamento verificar que ambas são aplicáveis a Ricardo Sá Pinto e, muito por isso, já há longo comentei que para o Sporting ter sucesso, ele teria forçosamente que evoluir, como treinador, mais rápido do que os seus jovens pupilos, como jogadores. Não pretendo massacrar a temática e, muito menos, orquestrar qualquer onda de oposição ao nosso treinador. Quero acreditar nele - algo que ainda não consegui - como acredito na sinceridade do empenho e na qualidade do trabalho que tem vindo a ser levado a cabo pelo presidente Godinho Lopes, a SAD e restantes dirigentes e, acima de tudo, como acredito no Sporting Clube de Portugal, não obstante os pouco entusiasmantes dividendos futebolísticos do passado recente. Infelizmente para qualquer executivo de uma instituição desportiva, o seu mandato é em muito apreciado em função dos respectivos resultados, uma consideração que poderá satisfazer as frustradas paixões dos adeptos mas que nem sempre é  justa ou adequada a uma qualquer situação.

Como já tive ocasião de escrever - e não pretendo agora incomodar o leitor com os detalhes desses textos - temo muito pelo que ainda está para vir, porque sempre considerei que o enquadramento técnico da pré-época não foi bem delineado e o que se tem vindo a verificar nesta fase inicial da nova campanha é, na minha modesta opinião, fruto dessa ineficácia. Mais preocupante do que os cinco pontos de atraso na LIga, é precisamente a insistência, desde sempre, num modelo de jogo e em opções muito discutíveis, pela evidência à vista.  Dito isto, compreendo que pela óptica dos dirigentes do Sporting, este não é o momento mais propício para tomar medidas drásticas e há que esperar e desejar que o estado das coisas melhore rápida e significativamente.

Os miseráveis

É uma experiência nova, nunca tinha visto o Sporting em 12º à 3ª jornada com um treinador a elogiar o esforço dos jogadores e que podia ter sido esteve quase e que está tudo bem embora tenha pena.

Não deita a mão a isto, não, sr. presidente e mais um mês e está o caldo muito entornado.

À falta de pão ao menos que houvesse circo...

Post Devido

E é devido não só por não escrever há algum tempo, como o ter pensado já há mais de um mês.

Foi pensado antes desta nova época, antes das inovações de Sá Pinto e o empate na Dinamarca (dor, empates desses custam-me sempre). Foi pensado e nunca deixou de ser sentido, por isso cá vai:

A época passada começou assim-assim, teve momentos bons, e depois começou a descambar. Olhando agora foi um descambar relativo, foi mais a nervoseira de empates concedidos e duas derrotas, digo eu. Seja como for, mudou-se o treinador. E bem, a meu ver na altura. Nada contra Domingos, mas nunca me esqueci da sua expressão incrédula no banco durante o jogo com o Marítimo. Eu na bancada, em casa, onde for, posso não acreditar, ele nem tanto. Mas adiante, são águas passadas.

O que traz este post é Sá Pinto. Tenha-se gostado ou não de ouvir o nome escolhido para substituir Domingos, com Sá Pinto houve ali uma reviravolta. Não saberemos se Domingos ía chegar às meias-finais da Liga Europa, não adianta dizer que não ou que sim senhor. Foi com Sá Pinto e os três trincos na Polónia que acreditei que se podia chegar mais longe. Foi no fabuloso jogo em Alvalade com o Manchester City (primeira meia hora extraordinária) que vi como a equipa estava motivada e diferente. Vi um Carriço aparecer e o novo ego de Bruno Pereirinha. E tudo isto aconteceu com Sá Pinto, o Sázinho. 

Também tenho estado apreensiva com as escolhas desta época, também gelei com a derrota em Alvalade frente ao Rio Ave (3 pontos que nunca podiam ser perdidos assim, mas já lá vão). Mas aconteça o que acontecer, os meses de Sá Pinto na época passada foram bons a meu ver, muito bons, e já ninguém mos tira. Como os amores de verão de quando eramos adolescentes: passavam e ficava uma boa memória. Aconteça o que acontecer daqui para a frente, Sá Pinto foi o meu amor de verão, ainda que de inverno.

 

PS: eu tenho vontade que continue e seja como antes e melhor, mas veremos. Importa o Sporting acima de nomes.

Um verdadeiro Leão

Hoje, 20.30H, vamos esperar um jogo de viragem desta situação. Acredito, mais que o apuramento, nem equaciono outro cenário, o que nós Sportinguistas queremos é uma verdadeira equipa em campo. Quero ver os jogadores a correr, a entrar à bola sem medo e com confiança. Quero ver todas as bolas disputadas e ganhas. Quero ver os jogadores a jogar de cabeça levantada. Quero raça e também quero que demonstrem finalmente a qualidade que ninguém duvida que têm. E se Sá Pinto crê que o Sporting está muito forte, quero vê-lo no banco como me acostumei a vê-lo em campo. A lutar, a berrar, a sofrer e a levar a equipa com ele.

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