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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos. O que mais interessa foi conseguido: vencemos o Feirense por 3-1, em Santa Maria da Feira. Num estádio que tem funcionado esta época, para nós, como uma espécie de talismã: três jogos ali disputados, para três competições diferentes, com três triunfos leoninos. Primeiro por 4-1 para a Taça da Liga, depois por 2-0 para a Taça de Portugal. Não houve duas sem três: regressámos enfim às vitórias, seis jogos depois. E às vitórias fora para o campeonato, o que não sucedia desde 3 de Dezembro. Conseguindo um resultado muito superior à exibição.

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, o melhor em campo. Keizer apostou nele, sem o poupar para o desafio de quinta-feira da Liga Europa frente ao Villarreal, e a verdade é que sem o n.º 8 provavelmente não teríamos saído com três pontos do estádio do Feirense. Foi ele o autor do segundo e do terceiro do Sporting. Dois grandes golos - um aos 58', com um mergulho de cabeça, dando a melhor sequência a um cruzamento de Diaby, outro aos 68', na espectacular cobrança de um livre directo, quase à entrada da grande área. E leva 20 marcados, só nesta época - proeza para um jogador que actua na posição de médio. Mais ninguém conseguirá imitar-lhe o exemplo neste frustrante Sporting 2018/2019?

 

De Acuña. Outra grande exibição do internacional argentino, recuperado enfim para o seu lugar natural - na posição mais adiantada da nossa ala esquerda. É aqui que mostra todo o seu talento e toda a sua combatividade. Voltou a fazer uma boa partida, com várias incursões perigosas, criando desequilíbrios. Numa delas, aos 44', nasceu o nosso golo inaugural: um centro de Acuña para Borja, que assistiu Wendel. O brasileiro não lhe deu a devida sequência, mas a bola acabou desviada para a baliza por um defesa adversário.

 

Da estreia de Francisco Geraldes. Custou mas foi: Keizer mandou enfim equipar o nosso talentoso médio que não actuava profissionalmente desde Maio do ano passado. Entrou aos 75', substituindo Bruno Fernandes, assim dispensado de quase 20 minutos de desgaste suplementar. Bom toque de bola, sem comprometer. Faltam-lhe rotinas e automatismos, como é lógico, mas esperemos que este seja o seu primeiro de vários outros jogos de verde e branco nesta temporada.

 

De ver Bruno Fernandes e Coates poupados a cartões. Estão ambos tapados com amarelos: se tivessem sido sancionados nesta partida, faltariam no próximo desafio para o campeonato: o Braga-Sporting, onde serão elementos fundamentais. Felizmente poderemos contar com eles.

 

Da sorte. Ver anulado um golo aparentemente limpo do Feirense aos 25' pelo vídeo-árbitro Bruno Esteves e ter o nosso primeiro enfiado nas redes deles devido a uma carambola ocasionada pela inépcia de um defesa fogaceiro talvez tenha esgotado as nossas reservas de fortuna para o que resta da temporada em curso.

 

De ver a nossa distância encurtada face ao líder da Liga. O empate do FC Porto em Moreira de Cónegos permitiu-nos ganhar-lhe dois pontos.

 

 

 

Não gostei

 

Da nossa medíocre primeira parte. Entrada nervosa do Sporting, com posse infrutífera de bola (63% neste período), mas muitos passes falhados, ausência de fio de jogo e de dinâmica ofensiva. Só aos 32' fizemos o primeiro remate. Fomos para intervalo a vencer por 1-0, graças a um autogolo do Feirense, mas não merecíamos essa vantagem. Apesar de estarmos a defrontar a equipa classificada na última posição do campeonato e que não vence há 19 jogos, os adversários provocaram nesse período mais situações de perigo.

 

De Bas Dost. Onde anda o goleador holandês? Outra partida muito fraca do ponta-de-lança leonino, que só rematou uma vez com perigo. Andou demasiado resguardado atrás da defesa contrária e quase não conseguiu ganhar um duelo aéreo, ao contrário do que é costume.

 

De Gudelj. Fraco a recuperar bolas e ainda menos útil no capítulo da construção ofensiva, mostrando-se capaz apenas de concretizar passes curtos e muito lateralizados, sem progressão no terreno. Compreende-se muito mal a aposta contínua do técnico holandês no médio sérvio, que não demonstra categoria para ser titular do Sporting. Hoje, a partir do minuto 65', jogou um pouco mais adiantado, com a entrada de Idrissa Doumbia para o lugar de Wendel, mas continuou a revelar uma impressionante ineficácia. Se alguém merece um período prolongado no banco de suplentes, é ele.

 

Do golo sofrido. Não podia falhar: voltámos a terminar um jogo com um golo nas nossas redes - já somos a equipa com pior defesa entre as sete primeiras. Como se fosse tradição entre nós. Fomos incapazes de segurar uma vantagem muito folgada, por 3-0: aos 76', permitimos que o Feirense marcasse, com um golo acrobático de Petkov. Consequência de uma falha infantil do colombiano Borja, que tentou fazer um corte de calcanhar em zona proibida, com uma displicência difícil de compreender.

 

De algumas ausências importantes. Continuam a faltar-nos Mathieu e Nani, ambos lesionados. Além de Montero, que ainda não recuperou. Sem mencionar Battaglia, perdido para esta época. Não explica tudo mas explica alguma coisa num plantel com notórias fragilidades, que perdeu de uma assentada Rui Patrício, William Carvalho, Podence, Gelson Martins e Rafael Leão - jogadores com bons desempenhos em diversos campeonatos, da Inglaterra à Grécia, passando por Espanha e França.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Vamos a nove do FC Porto, a oito do Benfica e a sete do Braga. É fundamental vencermos a equipa minhota no próximo embate em Alvalade.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do banho de bola que levámos do Benfica em nossa própria casa. As dinâmicas colectivas não funcionaram, não vencemos um confronto individual, o nosso corredor direito era um autêntico passador, só em teoria tínhamos um médio defensivo em campo, fomos incapazes de ganhar bolas divididas.

 

Do treinador. Tal como sucedera em Tondela e em Guimarães, Marcel Keizer estudou insuficientemente o adversário e artilhou muito mal o nosso onze titular. Tem uma pose inacreditável em campo, permanecendo durante todo o jogo estático e de mãos nos bolsos. E vem gerindo de forma cada vez mais desastrada as substituições. O cúmulo do caricato ocorreu ontem por volta do minuto 80, quando mandou entrar Petrovic, um médio defensivo, quando estávamos a perder 1-4. Seria para "segurar o resultado? Brindado com uma vaia monumental, optou afinal por Jovane, mandando sentar o sérvio. Esta hesitação nas escolhas diz quase tudo sobre a (in)capacidade de liderança do holandês.

 

Da troca de Nani por Diaby. O instinto do treinador foi testado - e chumbou - na decisão assumida ao intervalo: excluir o capitão da equipa enquanto fazia entrar o jovem maliano que tem sido uma autêntica nulidade nos jogos disputados em 2019. Um erro colossal, não apenas pela capacidade que Nani - mesmo fatigado - tem de resolver um jogo, a qualquer momento, com um lance de inspiração. Sobretudo pelo sinal que deu para dentro de campo: o internacional formado em Alcochete tinha acabado de inventar um grande golo, oferecido de bandeja a Bruno Fernandes. Que prémio recebeu? Ter ido tomar duche mais cedo.

 

De Bruno Gaspar. Intriga-me por que motivo Keizer, confrontado com falta de recursos no plantel, não recorre aos sub-23. Desde logo para a lateral direita, desguarnecida pelo injustíssimo castigo aplicado a Ristovski pelo apitador Helder Malheiro. Bruno Gaspar, está mais que provado, não tem categoria para jogar no Sporting: foi uma das mais desastradas contratações do último ano. Incapaz de articular com Raphinha, foi ultrapassado vezes sem conta por Grimaldo, que o transformou num monumento à impotência.

 

De Gudelj. O meio-campo defensivo estava, em teoria, entregue ao sérvio que veio da China. Na prática, ficou desguarnecido: Gudelj parece ter emigrado para parte incerta, afogado no fluxo ofensivo encarnado, liderado pelo miúdo João Félix. Não restam dúvidas que não tem talento nem rotinas para assegurar a posição, apesar de Keizer teimar em mantê-lo ali. Mais incompreensível se torna ainda que Miguel Luís e Idrissa Doumbia tenham ficado ausentes da convocatória. 

 

Do desastre da nossa defesa. Levamos já mais golos sofridos do que o V. Setúbal e tantos como o Marítimo.

 

De ver a nossa formação marginalizada. Ontem, durante quase uma parte inteira (a segunda), voltámos a jogar sem nenhum elemento formado em Alcochete. Miguel Luís foi de novo remetido para a bancada, Francisco Geraldes só serve para promover gameboxes na Sporting TV e Jovane entrou à beirinha do fim, só para iludir as estatísticas. Acontece que Keizer veio para o Sporting, entre outros supostos atributos, por valorizar a formação. Onde está essa mais-valia?

 

Do resultado. Esmagadora e humilhante, a derrota por 4-2 em Alvalade. Desde a época 1997/1998 que não perdíamos por números tão arrasadores, mesmo num dérbi destes, onde existe uma lamentável tendência já claramente desenhada: nos últimos dez anos, só por uma vez vencemos o Benfica no nosso estádio para o campeonato. Dá que pensar. E não é um pensamento lisonjeiro para as nossas cores.

 

Do nosso percurso recente no campeonato. Apenas vencemos um dos últimos cinco jogos da Liga 2018/2019: uma vitória esforçada e tangencial em casa com o Moreirense. De resto, dois empates (com V. Setúbal e FC Porto) e duas derrotas (com Tondela e Benfica). Se somarmos a estas partidas os dois desafios da Taça da Liga que também não vencemos no tempo regulamentar (embora tenhamos conquistado o troféu nas grandes penalidades), a margem negativa aumenta: só uma vitória em sete jogos.

 

 

 

Gostei

 

Do nosso único golo de bola corrida. Aconteceu aos 43', o que nos fez reduzir a desvantagem para 1-2, nascendo daí a ilusão de que a segunda parte poderia ser muito disputada. Um golo que emerge do talento e da criatividade de Nani ao desenhar uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência. O segundo seria marcado no declinar do jogo, de penálti, por Bas Dost, que reduziu para 2-4.

 

De termos, apesar de tudo, evitado a goleada. Na segunda parte, quando perdíamos por 1-4, chegou a pairar no estádio o espectro da repetição dos famigerados 3-6, sofridos há um quarto de século, ainda no tempo em que João Vieira Pinto jogava na equipa errada.

 

Do público que encheu o estádio. Éramos ontem 45.503 oficialmente contabilizados em Alvalade. Prontos a puxar pela equipa e a aplaudir os nossos. Saímos de lá com uma imensa frustração. Pelo resultado, pela péssima exibição e pela esperança que vai morrendo: depois do adeus ao título, o adeus ao acesso à Liga dos Campeões, quase o adeus à qualificação directa para a Liga Europa. E temos o V. Guimarães pronto a morder-nos os calcanhares, à distância de sete pontos do quarto lugar - tanta como a que nos separa do Braga, que ocupa o último lugar do pódio.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

De ver o Sporting perder mais dois pontos na Liga 2018/2019. Hoje viemos de Setúbal com um magro e medíocre empate: 1-1. Sofremos um golo logo aos 24' e estivemos quase uma hora em desvantagem: o nosso golo ocorreu apenas aos 80'.

 

Da nossa primeira parte. A equipa arrastou-se no terreno com movimentos lentos, previsíveis, trocando a bola sem intenção atacante, com deficiente entrosamento colectivo, demorando imenso a aproximar-se da baliza adversária. Pode dizer-se que demos 45 minutos de avanço ao onze opositor: o Vitória de Setúbal só pode agradecer.

 

Dos lances desperdiçados por Bas Dost. O holandês está muito longe da sua melhor forma física. Isto ficou bem evidente na forma como desperdiçou dois soberbos cruzamentos de Jefferson quando se mantinha o empate a zero: o primeiro aos 9', o segundo aos 12'. Centros teleguiados, dirigidos à cabeça de Dost, que num caso atirou por cima e no outro rematou à figura. Se qualquer destas bolas tivesse entrado, a história do jogo seria muito diferente.

 

Das mudanças forçadas. Marcel Keizer fez quatro alterações ao onze titular da final da Taça da Liga, três das quais por imposição das circunstâncias: André Pinto, lesionado, deu lugar a Petrovic, central improvisado que jogou com máscara após ter fracturado o nariz na partida anterior; Jefferson alinhou no lugar de Acuña, que vai deixar Alvalade; Idrissa Doumbia, reforço de Inverno, alinhou de início na posição 6 por impedimento de Gudelj, ausente por acumulação de cartões. A quarta alteração - nada feliz - foi a entrada de Diaby como titular, o que deixou Nani fora do onze inicial. O internacional português acabaria por entrar só aos 63', substituindo Raphinha, quando a equipa já estava a jogar só com dez.

 

De Diaby. Uma nulidade. Permaneceu os 90 minutos em campo sem que ninguém vislumbrasse porquê. Desgarrado da manobra colectiva, submetendo-se às marcações, sem capacidade de criar desquilíbrios nem de abrir linhas de passe, o maliano passou ao lado do jogo. Com Jovane sentado no banco, algo que ainda me intriga mais.

 

Do apitador de turno Há muito tempo que o Sporting não era tão prejudicado por uma arbitragem. Aos 10', Helder Malheiro já estava a mostrar o primeiro cartão amarelo, a Petrovic, por falta que ninguém descortinou, condicionando assim o jogador, que actuava numa posição que não costuma ser a sua. Seguiu-se a exibição de mais cinco amarelos, vários dos quais de todo incompreensíveis - a Raphinha (30'), Jefferson (45'), Bruno Fernandes (50'), Coates (86') e Luiz Phellype (89'). Mas o pior ocorreu aos 55', quando mostrou um cartão vermelho directo a Ristovski, vítima de uma falta violenta não sancionada. O macedónio, atingido no sobrolho esquerdo pelo cotovelo de um adversário impune, ficou de imediato com um impressionante hematoma, exprimindo verbalmente a sua dor. Malheiro, em vez de castigar o prevaricador, mandou o nosso para a rua, interferindo no destino da partida: actuámos durante mais de 40 minutos só com dez jogadores.

 

Do golo sofrido. Aconteceu aos 24', numa rapidíssima jogada de contra-ataque do Vítória, com Ristovski apanhado muito fora de posição e Petrovic incapaz de acompanhar a passada do setubalense Cádiz, autor de um disparo sem hipóteses de defesa para Renan. Cifra nada lisonjeira: há 21 jogos consecuticos que sofremos golos fora de casa. Alguma equipa conseguirá ser campeã assim?

 

Da má condição física. Com a chuva a cair durante grande parte do jogo e o terreno muito enlameado, aumentou o desgaste dos nossos jogadores, na sequência da extenuante final da Taça da Liga. Teremos menos 24 horas de descanso do que o Benfica, o que pode desequilibrar contra nós, logo à partida, o clássico de domingo em Alvalade frente aos encarnados. Não augura nada de bom.

 

De vermos o segundo lugar cada vez mais distante. Já tínhamos abandonado, uma vez mais, qualquer ilusão de discutirmos o título de campeão nacional. Acontece que, depois destes dois pontos perdidos no Bonfim, também o segundo posto parece mais inalcançável. Defrontaremos o Benfica, daqui a quatro dias, com menos cinco pontos do que a turma adversária - já sem dependermos de nós próprios para atingirmos um lugar que nos permita sonhar com a Liga dos Campeões. E seguimos dez pontos atrás do FC Porto.

 

 

 

Gostei

 

Da ver Dost regressar aos golos de bola corrida. Tardou mas aconteceu: na sequência de um remate de Bruno Fernandes com defesa incompleta do guarda-redes sadino, o holandês meteu a bola lá dentro, com um bom gesto técnico, praticamente de costas para a baliza. Redimiu-se assim, mas só em parte, dos dois falhanços do início do jogo.

 

De Bruno Fernandes. Foi um dos mais inconformados, um dos mais insatisfeitos, um dos mais lutadores. Bateu bem livres e cantos, fez alguns passes longos a desmarcar colegas, interveio no lance do golo. E quase marcou, com uma bomba disparada aos 90´+1. Merecia esse golo.

 

De Coates. Sem Mathieu e André Pinto (ambos lesionados), seus habituais parceiros no eixo da defesa, actuando com um improvisado central a seu lado e tendo à sua frente um médio defensivo em estreia absoluta pelo Sporting, foi um gigante neste sector. Com cortes providenciais aos 12', 45', 65', 87' e 90'+2. Ganhou ainda mais influência após a expulsão de Ristovski, o que o forçou a atenção redobrada para acudir às dobras. Nos últimos minutos, o treinador mandou-o jogar lá na frente, confiando nele para marcar o golo da vitória. Só faltou isso ao uruguaio, que para mim foi hoje o melhor da nossa equipa.

 

Da estreia de Idrissa Doumbia. Não deslumbrou, nem se esperava que o fizesse, no relvado empapado do Bonfim. Mas revelou bons pormenores, sobretudo no capítulo técnico, nesta sua estreia de verde e branco, mostrando-se confiante e desinibido. É cedo para um veredicto definitivo, mas esta primeira impressão foi positiva. Saiu aos 63', quando Keizer se viu forçado a mexer na equipa após a expulsão de Ristvoski.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da vitória. Esta tarde, em casa, frente ao Moreirense. Triunfo difícil, por 2-1, contra uma equipa muito bem orientada e que tem mantido um bom desempenho na Liga 2018/2019, onde figura no sexto posto.

 

Dos golos marcados cedo. Aproveitamento em larga percentagem das escassas oportunidades que tivemos: aos 26', tinham sido três, duas das quais concretizadas em golo - por Nani, logo aos 3', na sequência de um canto apontado por Acuña, e por Bruno Fernandes, aos 26', na recarga após um remate fortíssimo de Ristovski com defesa incompleta do guarda-redes Jhonatan. Na terceira oportunidade, também aos 26', Diaby cabeceou à trave.

 

De Mathieu. Outra exibição de grande nível do central francês, comandante indiscutível da sua zona. Num lance muito difícil, em que ameaçava ser batido em velocidade, fez um corte impecável, com noção exacta do seu tempo de intervenção, no minuto 40. Outros cortes oportuníssimos aos 41', 54' e 86'. Sempre muito concentrado, com inegável capacidade de intervenção e notável leitura de jogo.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, para mim o melhor em campo. Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.

 

De Bruno Fernandes. Foi um dos nossos jogadores com exibição mais positiva - e dos raros que fizeram questão de não baixar os braços até ao fim. Valeu dois pontos à equipa ao apontar o golo da vitória tangencial. Leva já 16 marcados nesta temporada - sete dos quais no campeonato. Tantos como conseguiu ao longo de toda a época anterior.

 

Do balanço do Sporting em casa. Continuamos invictos em Alvalade nesta Liga 2018/2019. Com nove vitórias e um empate (com o FC Porto, na jornada anterior).

 

 

 

Não gostei

 

 

Da medíocre exibição da nossa equipa no segundo tempo. Neste período complementar, estivemos sempre dependentes de um rasgo esporádico de um dos nossos jogadores com maior qualidade - algo que raras vezes sucedeu. Regressando do intervalo a vencer por 2-1, abdicámos do ataque continuado, passando a defender a magra vantagem até ao fim, com inócuas trocas de bola muito longe da zona de tiro. A troca de Wendel por Petrovic aos 85' coroou esta ideia de jogo, própria de equipa pequena: Marcel Keizer reeditou a táctica do detestado José Peseiro, trancando o meio-campo com duplo pivô (Gudelj+Petrovic).

 

Da falta de energia anímica. A partir da meia hora de jogo, a equipa já pareceu jogar cansada. Movimentos desenvolvidos com extrema lentidão, sem acelerar nem criar situações de perigo, revelando automatismos muito previsíveis, com posse de bola passiva. O golo sofrido aos 34' castigou esta displicência, nada adequada aos pergaminhos leoninos - ainda por cima actuando em Alvalade. O treinador não ajudou, ao manter demasiado tempo a equipa inalterada: a primeira substituição, trocando Nani por Raphinha, ocorreu só aos 68'.

 

Da anulação de um golo limpo a Raphinha. Iam decorridos 80' quando o extremo entrado 12 minutos antes, aproveitando muito bem um passe longo de Coates, se isolou na grande área do Moreirense e introduziu a bola na baliza. A equipa de arbitragem dirigida por Rui Costa, mesmo alertada pelo vídeo-árbitro, manteve a decisão errada. Na sequência de outro erro grave, ainda na primeira parte, quando pouparam um cartão vermelho e um livre directo ao Moreirense por derrube de Bas Dost quase em cima da linha da grande área.

 

De Diaby. Marcel Keizer continua a apostar nele para o onze titular sem que o maliano justifique esta aposta. Hoje voltou a passar quase ao lado do jogo. Nos momentos de decisão, falhou: aos 5', cabeceou por cima, aos 26' acertou na barra. Revela dificuldades técnicas na recepção de bola e falta de entrosamento com a equipa. Inexplicável, a decisão de mantê-lo em campo durante os 90 minutos.

 

De Bas Dost. O que se passa com o internacional holandês, que não marca há quatro jogos? Hoje voltou a ter uma exibição apagadíssima, totalmente ineficaz na linha de tiro. Aos 17', muito bem servido por Bruno Fernandes, não conseguiu melhor do que um remate frouxo. Aos 31', protagonizou um inacreditável falhanço à boca da baliza. Apanhado em sucessivas situações de fora-de-jogo, nada acrescentou à equipa. Apetece perguntar se Luiz Phellype não merecia ter entrado, ao menos para acumular mais uns minutos.

 

Do afastamento de Jovane e Miguel Luís. Nenhum dos dois voltou a ser convocado - e, tanto quanto se sabe, em ambos os casos não terá sido por lesão. É assim que se aposta nos valores da formação neste Sporting 2018/2019?

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Desta vez foi convocado, mas não calçou. O treinador mandou-o aquecer durante cerca de 40 minutos, na segunda parte. Em vão: o nosso médio criativo formado na Academia de Alcochete continua sem merecer a confiança do técnico holandês - apesar de termos acabado com diversos jogadores à beira da exaustão e Keizer não ter sequer esgotado as substituições. Pelos vistos Geraldes só serve para fazer publicidade às gameboxes.

 

Dos assobios no estádio. Iam decorridos 22 minutos quando começaram a ser escutadas as primeiras vaias. Dirigidas, sobretudo, à nossa linha defensiva - precisamente a que menos mereceu escutá-las. Não consigo entender por que motivo os sócios e simpatizantes do Sporting se deslocam a Alvalade, numa tarde invernosa de chuva, para protestarem com os jogadores que deviam merecer incentivos da massa adepta. A própria visão das bancadas já era desoladora: só 30 mil adeptos no estádio - muito abaixo dos 45 mil que compareceram ao Sporting-FC Porto.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Com 38 pontos, seguimos a oito do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga. Treze, no total. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

 

Que não tivéssemos sido derrotados em casa pelo FC Porto. Marcel Keizer montou um sistema de jogo apostado essencialmente em não perder o primeiro clássico do futebol português de 2019. Com uma boa organização defensiva, recuando as linhas e concedendo a iniciativa de jogo ao adversário. Objectivo alcançado: o nulo inicial manteve-se até ao fim.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Primeiro jogo das competições nacionais terminado com a baliza leonina inviolada desde que o técnico holandês está ao comando da nossa equipa: há oito jogos seguidos que encaixávamos golos nas nossas redes. Demonstra maior solidez do quadrante defensivo do Sporting.

 

De Mathieu. O melhor em campo, com um desempenho impecável. Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.

 

De Coates. Formou uma sólida barreira defensiva com o colega ex-Barcelona. Fundamental para travar as investidas mais perigosas do trio atacante dos azuis e brancos. Um dos nossos jogadores com exibição mais positiva.

 

De Renan. O guarda-redes emprestado pelo Estoril ao Sporting voltou a valer-nos pontos. Desta vez ao travar no momento decisivo um remate à queima-roupa de Soares. Evitou assim que saíssemos derrotados deste clássico. Cada vez mais confirma como foi acertada a decisão de o trazer para Alvalade e de accionar a cláusula de opção para garantir a sua presença no nosso plantel da próxima época.

 

Do fortíssimo remate de Gudelj. Foi o grande momento do jogo, aos 77': um tiro disparado pelo sérvio a 35 metros da baliza, que proporcionou a Casillas a defesa da tarde. Com um guarda-redes menos qualificado entre os postes portistas do que o campeão mundial e bicampeão europeu, a bola teria entrado. Seria o golo da jornada. E, desde já, um dos golos do ano.

 

Da hora a que se disputou o jogo. Finalmente, jogámos num horário decente. Às 15.30 de sábado, calendário propício às famílias que gostam de assistir a desafios de futebol. Como tantas vezes aconteceu, durante décadas, nos espectáculos desportivos em Portugal antes de os canais de televisão terem começado a impor aos clubes os seus calendários em função das conveniências das respectivas programações.

 

Da grande adesão do público. Hoje estivemos 45.174 nas bancadas de Alvalade - foi, de longe, a maior afluência desde o início do mandato de Frederico Varandas, há quatro meses. Uma afluência justificada não apenas pelo adversário, campeão nacional, mas pelo horário convidativo e pelas perspectivas de combatividade da nossa equipa. Pena não ter havido golos: este público tão entusiasta e fervoroso, que não cessa de apoiar o Sporting, merecia um futebol com mais olhos nas balizas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sido incapazes de vencer o FC Porto. Terceiro embate neste campeonato com um clube que figura entre os melhores da Liga portuguesa. O balanço não é brilhante: em nove pontos possíveis, só conseguimos dois. É certo que dois desses jogos foram disputados fora de casa, mas mesmo assim estamos perante um indicador claro de que o Sporting 2018/2019 tem claudicado em momentos decisivos. Pior ainda: nestes três desafios só fomos capazes de marcar um golo. Hoje, em largos momentos da partida, tivemos toda a equipa a defender atrás da linha do meio-campo, atitude própria das equipas pequenas.

 

Do banco de suplentes. Surpreendente, a ausência de Miguel Luís: foi o melhor em campo há duas jornadas, frente ao Belenenses. Contra o Tondela, não chegou a ser utilizado. Desta vez não mereceu sequer figurar na convocatória. Tudo isto é estranho. E mais estranho ainda por não ser fornecida qualquer explicação aos sócios e adeptos.

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Foi um regresso muito badalado e aplaudido, serve para fazer publicidade às gameboxes, que estão a ser vendidas a bom ritmo, mas nem sequer para o banco de suplentes é convocado. Como se tivéssemos voltado à era Jorge Jesus. Algo não bate certo aqui.

 

Da passividade do treinador. Marcel Keizer demorou uma eternidade a mexer no sector ofensivo, onde mais se impunham alterações. Diaby, incapaz da acutilância que se exige a um extremo num clube com as ambições do Sporting, saiu apenas aos 81', dando lugar a Raphinha. Percebe-se mal por que motivo o ex-ala do V. Guimarães não entrou mais cedo - e até porque não foi ele a figurar no onze titular. Nani, extenuado, manteve-se em campo até ao fim. E Wendel, igualmente no limite das forças, só saiu por lesão aos 90'.

 

De Bas Dost. O internacional holandês claudica por vezes nos chamados "jogos grandes". Até hoje, por exemplo, nunca conseguiu marcar ao FCP. Desta vez voltou a fazer uma exibição apagadíssima, passando praticamente ao lado da partida. Bem servido por Jefferson aos 45'+1, isolado perante o guarda-redes, matou o lance com um frustrante passe para as mãos de Casillas. Aos 77', de novo isolado, cabeceou frouxo e ao lado. Foi só. Mesmo assim, manteve-se em campo até ao fim. E o reforço Luiz Phellype, ainda por estrear, manteve-se também sentado no banco de suplentes até ao fim.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Seguimos a oito pontos do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga: fomos incapazes de aproveitar o tropeção de ontem da equipa bracarense, que empatou (1-1) em Portimão. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

 

Foto minha, tirada esta tarde em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Nem do resultado nem da exibição. Perdemos com o Tondela por 2-1, com o nosso golo solitário resultando de uma jogada às três pancadas já no minuto 76', quando jogávamos contra dez desde os 51', por expulsão de um defesa da equipa beirã. A superioridade numérica de pouco ou nada nos valeu: grande parte do segundo tempo decorreu com a equipa desorganizada nos últimos 35 metros, sem finalizadores de classe, com várias ocasiões desperdiçadas e perante o receio permanente de que o Tondela ampliasse a vantagem numa jogada rápida de contra-ataque, semelhante à que originou o golo da vitória. Terminámos a partida com dois centrais como pontas-de-lança (Coates e Mathieu, marcador do nosso golo), mas o caudal ofensivo nunca se traduziu em qualidade de passe ou decisões correctas no momento de rematar à baliza.

 

Da ausência de Bas Dost. O holandês ficou de fora, aparentemente, por algum excesso de precaução física já a pensar no desafio do próximo sábado, em Alvalade, quando recebermos o FC Porto. Raras vezes, porém, ele fez tanta falta como nesta noite em Tondela: Diaby, o seu substituto, é fraco cabeceador, define mal junto à baliza e não tem cultura táctica que lhe permita arrastar defesas, possibilitando a intromissão de companheiros dentro da área. Após vermos fugir estes três pontos, o clássico de sábado torna-se muito menos decisivo: o título ficou praticamente a uma distância intransponível. Dost teria feito mais falta agora.

 

Da ausência de Jovane. Nem entrou no lote dos convocados. Súbita doença? Alguma medida disciplinar? Faltando informação, resta o lamento por não termos visto sequer rasto do irrequieto caboverdiano que várias vezes já serviu de talismã à nossa equipa.

 

Da ausência de Miguel Luís. Foi o melhor em campo na jornada anterior, contra o falso Belenenses, e até marcou um golo nesse jogo. Desta vez permaneceu no banco e de lá não saiu. Custa-me entender porquê.

 

Do amarelo exibido a Acuña. O argentino estava à queima, com quatro cartões acumulados, e faltou-lhe o discernimento para evitar nova punição. Foi alvo dela já no tempo extra, quando estávamos só a dois minutos do apito final, e numa zona do terreno que não justificava qualquer falta. Conclusão: Marcel Keizer não poderá contar com ele no clássico de sábado. Uma baixa de relevo.

 

De Bruno Gaspar. É cada vez mais evidente que não tem categoria para ser titular da equipa do Sporting. Aos 5', o tondelense Xavier fez dele o que quis, driblando-o à vontade e cruzando para o golo inicial da equipa da casa. Desastrado a defender, inofensivo a atacar: na ala dele, os centros perigos partiram dos pés de Raphinha e Bruno Fernandes. Só.

 

De Gudelj. Uma nulidade no primeiro tempo, em que foi incapaz de dar dinâmicas de transição à equipa nem soube controlar a parcela defensiva do nosso meio-campo, desdobrando-se em passes lateralizados ou à retaguarda. Já não regressou do intervalo, o que não surpreendeu ninguém.

 

De Montero. A perder por 0-1 no final do primeiro tempo, Keizer procurou mexer na equipa. Deixou de fora Gudelj e apostou numa espécie de 4-2-4, com um meio-campo ocupado apenas por Wendel e Bruno Fernandes. Para substituir o sérvio, entrou o colombiano, que alguns gostariam de ter visto jogar logo de início. Percebe-se agora por que motivo isso não aconteceu: Montero passou praticamente ao lado do desafio. Sem ritmo competitivo, muito apático, deixando-se condicionar pelas marcações, nunca foi o avançado irreverente de que o Sporting necessitava. Interveio na confusa jogada do golo leonino, é certo, mas até nesse momento pareceu com falta de convicção.

 

Do enorme número de jogos fora de casa em que sofremos golos. Há vinte jornadas, correspondentes a um ano e três meses, que o Sporting deixa a bola entrar pelo menos uma vez nas suas redes em partidas disputadas longe de Alvalade. Há muito a corrigir nos processos defensivos - incluindo já nesta era Keizer: sofremos golos em dez dos onze desafios disputados com o técnico holandês no comando da equipa.

 

Da nossa incapacidade de superarmos obstáculos aparentemente menos difíceis. Reitero o que já escrevi várias vezes: os campeonatos perdem-se no confronto com equipa consideradas menores. Há três anos, uma derrota contra o modestíssimo União da Madeira contribuiu para nos pôr fora de combate. Na época passada, ainda com Jorge Jesus no comando técnico, saímos derrotados no campo do Estoril, que acabaria por baixar de divisão. A derrota de hoje é bem capaz de deixar um traço negativo semelhante a qualquer destes que mencionei.

 

Da queda do Sporting na classificação. Em 24 horas, descemos do segundo posto ao quarto lugar, na sequência desta derrota e das vitórias de Benfica e Braga. É um filme que já vimos muitas vezes, demasiadas vezes, ao longo destes quase 17 anos de penoso jejum.

 

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Foi o melhor do Sporting. Excelente cruzamento, logo aos 8', servindo Bruno Fernandes, que falhou o golo. Aos 37', inverteram-se os papéis: Bruno serviu-o da ala direita e o brasileiro cabeceou com muita colocação para o ângulo superior da baliza, com o guarda-redes Cláudio Ramos a impedir-lhe in extremis o golo fazendo a defesa da noite.

 

De Renan. Sem culpa nos golos sofridos, evitou que a vantagem do Tondela se avolumasse ao protagonizar grandes defesas aos 35', 49' e 59'. Em síntese, merece elogio por ter evitado três golos. No final, já na fase do desespero, só lhe faltou abandonar a baliza e ir ele também pontapear lá para a frente.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Que o Sporting tivesse vencido o difícil dérbi desta noite em nossa casa. Derrotámos por 2-1 o Belenenses SAD que, muito bem orientado por Jorge Silas, nos deu boa réplica. Mas o nosso triunfo é incontestável: os três pontos moram com justiça em Alvalade. Já somamos 34 nesta Liga 2018/2019. Este resultado tem mérito acrescido pois o Belenenses era até hoje uma equipa sem derrotas fora de casa e a segunda menos batida no campeonato.

 

De Miguel Luís. Foi, para mim, o melhor em campo. Assegurou a ligação entre sectores, no miolo do terreno, e cumpriu com zelo a missão. Recuperou bolas, fez passes bem medidos, foi sempre muito combativo - e sobretudo marcou um grande golo, aos 80'. O golo do 2-1, que nos valeu os três pontos, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes Muriel. O primeiro golo que este jovem da nossa formação marca para o campeonato.

 

De Bruno Gaspar. Outra estreia a marcar pela equipa principal do Sporting. Aos 57', com um remate bem colocado após exímia assistência de Diaby, que temporizou o lance à espera de que o colega que subia pela ala direita lhe abrisse uma linha de passe. Um golo que recompensa a acção esforçada do lateral que o Sporting foi buscar à Fiorentina.

 

De Acuña. A acutilância de sempre: nunca vira a cara à luta. O argentino foi um dos sportinguistas mais em destaque nesta partida, tanto no plano ofensivo, onde esteve quase a marcar com um grande remate logo aos 8', como no plano defensivo, protagonizando cortes cirúrgicos, em momentos de grande perigo, aos 31' e 44'.

 

Dos regressos de Wendel e Nani. É bom vê-los recuperados, após um período de afastamento por lesão. Ambos cumpriram, embora ainda longe do fulgor físico revelado noutras circunstâncias. Wendel foi o médio criativo de serviço, procurando compensar a ausência de Bruno Fernandes. Nani usou, como de costume, a sua experiência em benefício da equipa, sobretudo em dois lances cruciais: aos 35', levou a bola a embater no poste; aos 57', é ele quem inicia a jogada do nosso primeiro golo.

 

De Petrovic. Marcel Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 73', rendendo Wendel. O sérvio mostrou-se em bom plano, revelando até pormenores técnicos que foram sublinhados com aplausos das bancadas. Essencial para dar estabilidade à organização defensiva do Sporting num momento em que o Belenenses SAD acentuava a pressão no meio-campo.

 

Da assistência em número razoável. Hoje havia 30.054 espectadores em Alvalade. Nada mau atendendo ao facto de haver muita gente ainda de férias e de o jogo ter começado às 18 horas, em dia de trabalho.

 

Do registo muito positivo de Marcel Keizer. Desde que chegou ao Sporting, há menos de dois meses, o técnico holandês conduziu a nossa equipa em dez jogos oficiais, com este balanço muito favorável: nove vitórias, sete goleadas, 36 golos marcados. Números que reflectem um futebol ofensivo muito do agrado dos adeptos leoninos.

 

De termos recuperado o segundo lugar no campeonato. Ultrapassámos o Benfica, que ontem perdeu 0-2 em Portimão e hoje rescindiu contrato com o treinador Rui Vitória, e continuamos acima do Braga. A depender só de nós, à espera do confronto que teremos em breve com o FC Porto, líder da Liga portuguesa.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sofrido um golo mesmo ao cair do pano. Começa a tornar-se tradição com Keizer ao leme da equipa: até agora só por uma vez chegámos ao fim de uma partida com as nossas redes intactas. Hoje deixámos o Belenenses marcar aos 90'. O 2-1 até é um resultado que corresponde de modo mais fiel ao que se desenrolou em campo, mas parece-me inegável que devemos melhorar a organização defensiva.

 

Do resultado ao intervalo. Permanecia o empate a zero inicial, premiando o dispositivo táctico da equipa representativa da SAD de Belém. Que até nos mandou uma bola ao poste, iam decorridos 31'. Nesse aspecto também se registava empate, pois quatro minutos depois foi a nossa vez de levar uma bola a embater no ferro da baliza.

 

Da ausência de Bruno Fernandes. Enfim, o nosso médio ofensivo titular ficou de fora - devido à acumulação de cartões amarelos. A equipa ressentiu-se desta ausência: faltou alguma criatividade no nosso meio-campo, não inteiramente compensada pelas exibições positivas de Miguel Luís e Wendel.

 

De ver Bas Dost tão desperdiçado. O internacional holandês passou o jogo inteiro sem dispor de uma só oportunidade de golo: os colegas não puderam ou não souberam municiá-lo como ele tanto gosta. Este foi, assim, um dos raros desafios em que o nosso ponta-de-lança ficou em branco.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Guimarães. A primeira da era Marcel Keizer - e também o primeiro jogo em que o Sporting ficou sem marcar sob o comando do técnico holandês após sete partidas em que fizemos 30 golos. Perdemos 0-1, frente à equipa da casa, que foi muito superior e dominou quase todo o tempo. Um resultado lisonjeiro para as nossas cores: o Vitória merecia ter vencido por uma diferença mais dilatada. Só o nosso guarda-redes - a figura do jogo - impediu isso. E ainda vimos a turma vimaranense rematar com estrondo à nossa trave (71').

 

De ver o Sporting totalmente condicionado pela táctica do onze anfitrião. Luís Castro estudou muito bem a nossa equipa e neutralizou o jogo ofensivo leonino. Fomos incapazes de penetrar pelas alas, que estiveram aferrolhadas, e perdemos duelos sucessivos no meio-campo, onde Bruno Fernandes e Miguel Luís permitiram que André André comandasse as operações.

 

De tanta inoperância e tanta lentidão. O nosso primeiro remate enquadrado ocorreu só aos 48', com um disparo do recém-entrado Raphinha, travado por uma boa defesa do guardião Douglas. Foi sol de pouca dura, no único período do encontro em que o Sporting conseguiu equilibrar as forças. Um frágil equilíbrio que durou apenas dez minutos. A construção de cada lance ofensivo demorava minutos, os passes saíam falhados, as lateralizações eram constantes, perdíamos sucessivas bolas divididas, a movimentação colectiva nada teve a ver com as dos jogos anteriores. Nada fizemos sequer para conseguir o empate - muito menos a vitória. E assim somamos a terceira derrota na Liga 2018/2019, após termos perdido frente ao Braga e ao Portimonense.

 

Do sub-rendimento de jogadores chave. Três elementos fundamentais no onze titular leonino foram hoje uma sombra do que costumam ser: Acuña viu anuladas quase todas as manobras no seu corredor e quase não dispôs de oportunidades de cruzar à frente; Bas Dost foi esquecido pelos companheiros, tendo cabeceado para defesa fácil de Douglas na única vez em que a bola lhe chegou bem dirigida; Bruno Fernandes, hoje capitão na ausência de Nani, revelou-se incapaz de assumir o comando do meio-campo e estabelecer a ligação com o ataque: acabando por ver o cartão amarelo já no tempo extra, o que o põe de fora na partida em Alvalade contra o Belenenses, a 3 de Janeiro.

 

Da falta de soluções no banco. Esta noite ficou bem evidente como o plantel do Sporting é curto: Keizer recorreu a Raphinha, que veio de lesão e entrou aos 46' por troca com Jovane, a Carlos Mané, que substituiu Miguel Luís aos 74' sem acrescentar nada, e a Petrovic, a partir do 85', quando saiu Gudelj, com aparentes queixas musculares. Entre os suplentes, não havia alternativas no capítulo ofensivo.

 

De estar a perder desde os 26'. Passámos mais de uma hora a correr atrás do prejuízo. E a rezar para não sofrer mais golos, enquanto o Vitória nos dava um banho de bola perante o delírio dos seus adeptos: hoje o estádio D. Afonso Henriques recebeu cerca de 27.500 espectadores, a maior enchente da temporada.

 

De ver o Sporting descer ao terceiro lugar. Fomos ultrapassados pelo Benfica na classificação da Liga e deixámos de depender só de nós.

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Após várias semanas de ausência, o extremo que veio de Guimarães voltou a equipar de verde e branco, entrando logo no recomeço da partida após o intervalo. Só ele foi capaz de mexer um pouco no apático e cinzento jogo leonino: disparou com perigo aos 48', para defesa muito apertada de Douglas, e enviou uma bola a rasar o poste aos 54'. Bem mais dinâmico do que Jovane, que hoje foi titular mas parece render melhor quando salta do banco a meio do segundo tempo.

 

De Renan. De longe o melhor Leão e a grande figura da partida. Evitou por cinco vezes o golo vimaranense, com grandes defesas, numa demonstração clara de que a baliza leonina está bem entregue. Sem estas intervenções dele (15', 48', 62', 65', 90') teríamos sido goleados. No mesmo estádio onde há um ano goleámos o Vitória por 5-0. A vida tem destas coisas. E o futebol também.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Nacional por 5-2. Marcel Keizer continua de vento em pôpa ao comando da equipa técnica do Sporting. Mesmo em jogos que não começam bem para nós, como sucedeu com este. Depois de meia-hora inicial de domínio da equipa forasteira, que surpreendeu o conjunto leonino com as suas linhas avançadas e dois golos marcados nos primeiros 25 minutos, soubemos dar a volta à adversidade e fazer uma segunda parte avassaladora, concluída com nova goleada. A quinta em seis jogos da era Keizer.

 

De Bruno Fernandes. Exibição discreta na primeira parte, como médio mais de contenção do que de construção. Mas soltou-se no segundo tempo e contribuiu muito para a remontada da equipa, projectando-a para diante com passes longos e bom domínio da bola. E apontou mais dois golos - o segundo (70') e o quinto do Sporting (90'+2), este último acabando por empolgar ainda mais as bancadas de Alvalade, onde o nervosismo imperou durante dois terços da partida.

 

De Bas Dost. Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário, Daniel Guimarães. Aliás, acabou por meter a bola três vezes na baliza, pois na segunda ocasião o árbitro deu-lhe ordem para repetir. O internacional holandês continua sem falhar: já leva dez marcados neste campeonato, ostentando um total de 71 golos marcados em 69 jogos da Liga portuguesa. E hoje ficou a sensação de ter visto invalidar um golo limpo, aos 18', pelo árbitro Fábio Veríssimo, além de ter proporcionado aos 67' a defesa da noite ao guarda-redes do Nacional com um remate de primeira em posição frontal e assistido Bruno Fernandes no segundo do Sporting. O melhor em campo.

 

De Mathieu. Grande exibição do central francês. Praticamente fez duas posições, pois acorreu sempre à dobra de Jefferson, hoje uma autêntica nulidade. E foi ainda ele a começar a construir diversas jogadas ofensivas, infiltrando-se no corredor central como se fosse um médio ofensivo e assim incutindo força e ânimo aos colegas. Coroou o seu desempenho com um livre directo marcado de forma exímia, aos 75': nasceu assim o nosso terceiro - e decisivo - golo. Uma obra-prima: assim se estreou a marcar neste campeonato.

 

De Jovane. Voltou a ser talismã: Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 68', por troca com um exausto Nani, e dois minutos depois o jovem sub-21 formado em Alcochete contribuía para a reviravolta no resultado ao iniciar o lance de que resultou o nosso segundo golo com um passe longo para Bas Dost. Viria ainda a participar na construção do quinto, já no tempo extra.

 

Da emoção desta partida. Sete golos, reviravolta no marcador, jogo aberto por parte das duas equipas. Nós, os 31.408 espectadores que esta noite comparecemos em Alvalade, gostámos do que vimos: assim se faz a festa do futebol.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria. E de que maneira: em seis jogos, somamos 25 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave, quatro ao Aves, três ao Vorskla e agora cinco ao Nacional. Honrando as melhores tradições leoninas, já somos a equipa mais goleadora na Liga 2018/2019.

 

De mantermos este registo nos jogos em casa. Não perdemos em Alvalade há um ano e sete meses. Merece destaque.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto com o 13.º classificado no campeonato. Tal como sucedeu na jornada anterior, frente ao Aves, a equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do adversário em campo e cedemos-lhe o comando das operações. O Nacional entrou com forte dinâmica, exercendo pressão alta sobre o portador da bola, com todas as linhas avançadas no terreno, condicionando a nossa construção ofensiva. Neste período sofremos dois golos, de bola corrida, e deixámos a equipa madeirense superiorizar-se.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 1-2. O desconforto e até a irritação começaram a instalar-se nas bancadas. Seria que a estrelinha de Keizer começava a empalidecer? Felizmente soubemos recuperar muito bem desse resultado desfavorável e transformar um resultado negativo em nova goleada.

 

De Jefferson. Péssima exibição do lateral brasileiro, que transformou a sua ala numa avenida onde os adversários circulavam livremente, deixando-o quase sempre para trás - como sucedeu no segundo do Nacional. Outra falha sua só não resultou em golo, aos 79', devido a uma enorme defesa de Renan. Os adeptos sentiram certamente saudades de Acuña, hoje ausente por castigo.

 

De Bruno César. Keizer apostou nele, após longo período de afastamento do onze titular leonino. Mas esta experiência destinada a colmatar a ausência do lesionado Wendel foi mal-sucedida: enquanto o brasileiro esteve em campo, jogámos sempre com menos um no centro do relvado. O treinador apercebeu-se a tempo de corrigir o erro: Bruno César já não voltou do intervalo, sendo rendido - com inegável vantagem pelo jovem Miguel Luís.

 

Dos amarelos exibidos a três jogadores nossos. Mathieu, Coates e Bruno Fernandes foram os alvos. Pior para o internacional uruguaio, titular absoluto no Sporting, que ficará ausente da próxima partida por acumulação de cartões.

 

Dos assobios aos nossos jogadores. O "tribunal de Alvalade" continua implacável: ao mínimo deslize, escutaram-se vaias a diversos profissionais leoninos. Incompreensíveis, de todo, os apupos dirigidos a Renan, durante grande parte da partida, por alegada demora em recolocar a bola em jogo. Não perceberão estes adeptos que esta atitude de profundo desagrado só transmite nervosismo para o relvado?

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Aves por 4-1. Um jogo que marcou a estreia do novo técnico leonino Marcel Keizer no estádio do Sporting. Um percurso ainda muito curto mas claramente promissor: já lá vão quatro desafios consecutivos a vencer - três dos quais com goleadas, como hoje aconteceu.

 

De Bruno Fernandes. O nosso médio de ligação em boa hora regressado a Alvalade no final de um dos defesos mais complicados de que há memória está também de volta à excelente forma a que habituou os adeptos na época passada. Hoje foi extremamente influente na vitória leonina, com assistências para os três golos marcados em lances de bola corrida - assinados por Nani (45'+2), Bas Dost (48') e Diaby (60'). A última, com um passe de mais de 30 metros, foi soberba. Merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Que mais dizer do goleador holandês? Esta noite voltou a facturar mais dois golos: o primeiro - de grande penalidade, aos 40' - permitiu desbloquear o jogo, que estava a revelar-se difícil para as nossas cores devido à boa organização táctica da equipa adversária e ao golo que sofremos cedo, logo aos 17'. No segundo tempo Dost voltou a marcar - com um cabeceamento perfeito - e subiu, com este bis, ao topo da lista dos artilheiros da Liga, contabilizando já oito. No total, leva 69 marcados no campeonato português desde que chegou a Alvalade. E em boa hora também ele regressou no Verão.

 

De Nani. Uma vez mais, exibição de pura classe do internacional leonino, campeão europeu em título. Autor do mais belo golo da partida de hoje, com um remate em arco, de pé esquerdo, ao apanhar o guarda-redes ligeiramente adiantado. É um prazer vê-lo actuar, comandando a equipa na transição ofensiva, com a sua perfeita visão de jogo e a sua claríssima noção de espaço.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria (quatro golos em cinco oportunidades, o que é notável) e acentuou a sua dinâmica, sobretudo no corredor central, muito mais consistente desde a chegada do novo treinador. Em quatro jogos, somamos 17 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave e quatro agora ao Aves. Honrando as melhores tradições leoninas, já estamos em segundo lugar nas equipas com melhor ataque na Liga 2018/2019.

 

Dos quatro golos deste jogo. Pela primeira vez em oito meses marcamos tanto no campeonato - desde o Belenense-Sporting (3-4) da época passada, disputado em Abril.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

Da ovação à nossa equipa de judo durante o intervalo. Aplausos mais que merecidos aos novos campeões europeus da modalidade.

 

Da presença de mais de 35 mil espectadores em Alvalade. Apesar da hora, apesar da noite fria, apesar de amanhã ser dia de trabalho, apesar de à mesma hora haver a transmissão televisiva da final da Taça dos Libertadores, o nosso estádio estava muito composto. E ou me engano redondamente ou terá assistências cada vez maiores à medida que se confirmar como candidato ao título que nos foge há 17 anos.

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa primeira meia hora. A equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do Aves em campo e deixou-se condicionar pelo golo sofrido, de bola parada, ainda nesta fase inicial da partida, em que a turma forasteira teve mais duas hipóteses de marcar. Só no último quarto de hora desse primeiro tempo começámos a impor o nosso ritmo e a comandar o jogo.

 

De Acuña. Continua com problemas disciplinares que o desvalorizam como profissional, protestando por tudo e por nada. Hoje recebeu um cartão amarelo à meia hora de jogo. Revelando dificuldades em travar o ala adversário, viu outro da mesma cor, aos 55', rumando mais cedo ao balneário e deixando o Sporting em inferioridade numérica durante mais de 35'. Primeiro jogador leonino expulso nesta Liga 2018/2019. Tem de rever a sua atitude em campo.

 

Da lesão de Wendel. Hoje muito marcado, o brasileiro teve uma exibição modesta. E acabou por sair de campo lesionado, aos 58'. Esperemos que não seja nada grave.

 

Do treinador do Aves, José Mota. Expulso por comportamento visivelmente incorrecto perante a equipa de arbitragem, decidiu uma vez mais dar (mau) espectáculo. Esquecendo que no futebol a sério os únicos artistas devem ser os jogadores.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória em Vila do Conde. Estreia auspiciosa do técnico holandês Marcel Keizer ao comando da equipa leonina no campeonato nacional. Num campo tradicionalmente muito difícil, frente a um bem organizado Rio Ave (sexto no campeonato), abrimos o marcador logo aos 8' e controlámos sempre a partida, impondo à turma anfitriã a primeira derrota em casa neste ano de 2018. Por 3-1 - golos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Jovane. Desde 2004 que não vencíamos aqui por dois de diferença.

 

De Bruno Fernandes. Marcou o golo inicial do Sporting: e vão dez nesta temporada. Terceiro desafio consecutivo a facturar, após ter acertado contra o Lusitano Vildemoinhos e o Qarabag (dois). Foi o homem do jogo, tendo sido peça essencial no meio-campo leonino e autor da assistência para o terceiro golo. É um dos jogadores que mais têm subido de forma desde a chegada de Keizer a Alvalade.

 

De Nani. Outra exibição muito positiva. Assistiu Bruno Fernandes, com uma tabelinha, no golo inaugural. E é dos pés dele, com uma temporização perfeita aguardando a desmarcação de Acuña, que começa a ser desenhado o nosso segundo.

 

De Bas Dost. Não teve uma actuação brilhante, mas voltou a cumprir o essencial, marcando um golo. O nosso segundo e o sexto dele na Liga 2018/2019, aproveitando da melhor maneira, com um cabeceamento impecável, um cruzamento perfeito de Acuña aos 23'.

 

De Jovane. Como de costume, começou no banco. O treinador mandou-o entrar aos 69'. Três minutos depois, com um disparo de fora da área, marcou o terceiro golo leonino, de longe o melhor deste desafio e candidato a melhor golo da jornada. Um fortíssimo remate cruzado, ao ângulo mais distante da baliza do Rio Ave, sem hipóteses de defesa.

 

De Renan. Pareceu mal posicionado no lance de livre (aliás inexistente) de que resultou o golo da equipa vilacondense, aos 12'. Mas redimiu-se com um punhado de grandes defesas, impedindo o golo em três ocasiões: duas vezes aos 63', com poucos segundos de intervalo, e aos 88', travando um disparo quase à queima-roupa de Fábio Coentrão. Nota positiva para o guardião brasileiro.

 

Do nosso meio-campo. Domínio evidente do tridente formado por Gudelj, Bruno Fernandes e Wendel, superando as melhores expectativas de quem estava longe de supor que ao fim de apenas três jogos em conjunto este núcleo de profissionais leoninos já estivesse tão afinado. Grande mobilidade, rapidez na reacção à perda de bola e construção com processos simples, quase sempre ao primeiro toque, aproveitando situações de vantagem numérica.

 

Da nossa vocação ofensiva. Treze golos marcados nos últimos três desafios, todos já sob o comando do técnico holandês. Marcel Keizer não podia ter sonhado com melhor estreia no comando do Sporting: balanço muito positivo.

 

Dos aplausos dos adeptos leoninos a Coentrão. O ex-lateral esquerdo leonino recebeu uma calorosa ovação dos sportinguistas presentes no estádio dos Arcos e mostrou-se francamente sensibilizado. Depois, na entrevista rápida, afirmou convictamente: «Serei sempre do Sporting.» Exemplos evidentes de que nem sempre a gratidão está ausente do mundo do futebol.

 

Da nossa posição na tabela classificativa da Liga. Seguimos em segundo, a dois escassos pontos do FC Porto, continuando a depender só de nós. Tudo continua a ser possível.

 

 

 

Não gostei

 

De Diaby. Foi hoje o elemento menos em evidência no onze titular do Sporting, apesar de quase ter marcado um golo, aos 22'. Parece algo deslocado da ala direita, onde Raphinha e Jovane têm brilhado mais.

 

Do excesso de cartões a jogadores do Sporting. Carlos Xistra, que adora exibi-los, mostrou amarelos a Acuña, Gudelj, Coates, Bas Dost e Diaby. Como se tivesse havido ali uma batalha campal.

 

Da hora a que se disputou o jogo. O pontapé de saída ocorreu só às 20.15, em véspera de um dia de trabalho. Começa a ser uma tendência nada propícia a grande afluência aos estádios. Não haverá modo de dar a volta a isto?

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, que nos mantém na luta pelo título. Vencemos hoje o Chaves, por 2-1, em Alvalade, num jogo que dominámos do princípio ao fim e em que rematámos 17 vezes à baliza adversária, contra apenas três da turma transmontana.

 

De Bas Dost. O homem do jogo. Resolveu a partida, com dois golos. Aos 23', de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um excelente cruzamento de Acuña na primeira oportunidade de que dispôs. E aos 86', concretizando uma grande penalidade que se seguiu ao golo do empate flaviense. Mas não teve uma actuação muito positiva só por isto: envolveu-se da melhor maneira nas movimentações colectivas, ganhou quase todos os lances de cabeça e arrastou a defesa adversária quando eram companheiros de equipa a transportar a bola. Em 66 jogos pelo Sporting no campeonato nacional, já marcou 66 golos. Excelente média deste grande profissional do futebol leonino que já se expressa bem em português (como ficou evidente ao falar à televisão depois do jogo).

 

De Nani. É um prazer vê-lo jogar futebol. O campeão europeu (que, estranhamente, Fernando Santos, não incluiu na mais recente convocatória contra Itália e Polónia) é o grande pensador da nossa equipa. Comanda os colegas com autoridade natural, comprovando a sua excelente visão de jogo. Saiu já no tempo extra, aos 91', e recebeu uma merecida ovação do público em Alvalade.

 

De Acuña. Hoje regressou à lateral esquerda e foi incansável a municiar as linhas ofensivas da equipa. Fez a assistência para o golo inaugural do Sporting. Em grande evidência, uma vez mais. Foi um dos melhores do onze leonino.

 

De Tiago Fernandes. O treinador interino passa o testemunho ao holandês Marcel Keizer, que amanhã inicia funções como técnico principal da equipa. E passa-o com um balanço muito positivo: duas vitórias na Liga e um empate fora, para a Liga Europa, em casa do Arsenal. Três jogos em oito dias. Mereceu os aplausos que os adeptos lhe tributaram no final do jogo enquanto gritavam pelo seu nome. Não custa vaticinar: vai ter futuro no futebol português.

 

Da estreia de Miguel Luís. O jovem médio ofensivo actuou na posição 8 nesta sua primeira partida como titular do Sporting no campeonato nacional. Contribuiu para a boa atitude competitiva da equipa com excelentes passes para Bruno Fernandes (44') e Bruno Gaspar (79'). Vai ganhando rodagem entre os maiores: só assim consegue crescer como profissional do futebol.

 

Do nosso dique defensivo. Bons desempenhos de Gudelj como médio mais recuado, alternando o apoio aos centrais com o natural protagonismo à saída de jogo na fase de construção, e sobretudo dos nossos centrais, provavelmente o melhor duo da Liga 2018/2019 nas respectivas posições. Merecidos elogios, não ensombrados pelo golo do Chaves, que resultou de um soberbo remate em arco de Niltinho, aos 81', disparado de fora da área sem defesa possível.

 

Do estado do nosso relvado. Ninguém diria que esteve toda a noite anterior e todo o dia a chover em Lisboa: o tapete verde do Estádio José Alvalade manteve-se em boas condições, servindo de palco muito apropriado a uma emocionante partida de futebol.

 

Da nossa classificação. Continuamos a progredir na tabela classificativa. Subimos ao segundo lugar, com 22 pontos, aproveitando a derrota de ontem do Braga no estádio do Dragão. Estamos apenas a dois pontos do FC Porto e vamos manter-nos isolados na segunda posição pelo menos até 2 de Dezembro, data do início da próxima ronda do campeonato. Há três meses quem vaticinaria uma posição destas face a tudo quanto tinha ficado para trás? 

 

 

Não gostei

 

Do público tão escasso nas bancadas do nosso estádio. Hoje havia apenas 20.359 espectadores em Alvalade, uma cifra nada habitual para os números a que estamos habituados em jogos do campeonato nacional de futebol. Explica-se, em boa parte, pelas péssimas condições atmosféricas que se abateram nas horas anteriores sobre o País em geral e sobre a zona de Lisboa em particular. Mas não custa vaticinar que a partir de agora a assistência vai aumentar - faça chuva ou faça sol.

 

Do golo do empate, sofrido aos 81'. Foi um golo de excelente execução técnica, provavelmente o melhor golo desta jornada. Mas funcionou como um duche de água gelada em Alvalade, totalmente contra a corrente do jogo. Felizmente Bas Dost desempatou, de penálti, seis minutos depois.

 

Dos remates desperdiçados da nossa meia-distância. Bruno Fernandes e Gudelj, como de costume, bem tentaram. Mas apenas conseguiram atirar a bola para a bancada. Pior para o sérvio, que ainda não se estreou a marcar pelo Sporting.

 

Do vazio registado no sector central do topo sul. Consequência da acção policial de hoje, que levou às buscas da GNR e à detenção do líder da Juventude Leonina, por mandado do Tribunal do Barreiro - o que fez debandar os elementos desta claque que costumam ter lugar nessa zona do estádio. Mas isso é tema para outros textos, não para este.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória contra o Santa Clara, por 2-1. Triunfo indiscutível da nossa equipa num campo muito difícil e contra uma equipa que vinha de quatro vitórias consecutivas (três para a Liga). Ao intervalo, perdíamos 0-1 em Ponta Delgada. Mas soubemos dar a volta ao marcador, beneficiando também da expulsão de um jogador da turma açoriana, aos 62', logo após o nosso primeiro golo, de grande penalidade.

 

Do dispositivo táctico. Tiago Fernandes, treinador interino, arriscou colocar a equipa num 4-2-3-1 mais aberto e dinâmico, apenas com dois médios no corredor central e fazendo regressar Acuña às alas, entregando a lateral esquerda a Lumor, que só tinha 28' de jogo até agora nesta época. Os jogadores, naturalmente, estão pouco rodados neste sistema, o que facilitou algum predomínio inicial dos açorianos, mas sobretudo a partir da segunda parte - com clara supremacia leonina - foram-se adaptando e dando boa resposta.

 

De Acuña. É um desperdício ter o internacional argentino recuado na lateral. Quando surge à frente, com a sua dinâmica e a sua combatividade, rende muito mais à equipa. Hoje foi o melhor em campo, protagonista de bons cruzamentos e sobretudo do nosso golo da vitória, marcado de cabeça, a partir da ala direita. Estavam decorridos 75', consumava-se a reviravolta e ficavam garantidos os três pontos que trazemos hoje dos Açores.

 

De Jovane. A subida de rendimento do Sporting no segundo tempo deve-se em boa parte à acção do jovem extremo, que entrou após o intervalo, substituindo um apático e desconcentrado Diaby. O caboverdiano acelerou o jogo, deu-lhe acutilância e profundidade. E é dele a assistência para o golo da vitória, confirmando ser um dos elementos mais influentes de verde e branco nesta Liga 2018/2019.

 

De Bas Dost. Totalmente recuperado da lesão, ei-lo regressado à titularidade e também aos golos, confirmando a sua importância neste plantel leonino. Foi ele a marcar o nosso primeiro, de grande penalidade: chamado a convertê-la, não vacilou, abrindo o marcador aos 62'. Não se limitou a isto: trabalhou para a equipa, participou no processo defensivo e soube trabalhar sem bola, baralhando as marcações.

 

Da rotação na equipa. Entrámos hoje em campo com sete titulares diferentes daqueles que alinharam há dias, contra o Estoril, para a Taça da Liga. Subida evidente de rendimento global: este Sporting, naturalmente, tem pouco a ver com a turma composta quase só por "segundas linhas" naquele encontro que marcou a despedida de José Peseiro numa prova que serve sobretudo para isso: para rodar jogadores.

 

Da entrada de Miguel Luís. O jovem médio da nossa formação teve hoje mais uns minutos, entrando já no tempo extra, para o lugar de Acuña. Um prémio para o seu empenho nos treinos e para o seu talento muito promissor. Ele merece.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa. Beneficiámos da derrota caseira do Benfica frente ao Moreirense e levamos dois pontos de vantagem sobre a turma encarnada, que agora ultrapassámos. Por outro lado, mantemos dois pontos de distância em relação ao líder da Liga, FC Porto. Isto significa que continuamos a depender só de nós. Já era assim antes, continua a ser assim agora.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Battaglia. Estavam decorridos 27' quando o internacional argentino - hoje isolado na posição de médio defensivo - se lesionou com aparente gravidade, sendo forçado a abandonar o campo transportado de maca. Para o seu lugar entrou Gudelj, hoje inicialmente relegado para o banco. O sérvio, que parece mais 8 do que 6 no seu posicionamento natural, acabou por dar boa conta do recado. Mas é intrigante o elevado número de lesionados desta época no Sporting.

 

Da ausência de Montero. É um dos nossos melhores: gostaria que tivesse jogado.

 

De chegar ao intervalo a perder. Um contra-ataque rápido do Santa Clara, potenciado por uma falha de marcação de Lumor, permitiu a José Manuel rematar para o fundo das nossas redes. Esta desvantagem, registada aos 32', condicionou a nossa equipa até ao intervalo apesar de jogarmos a favor do vento. Felizmente as coisas mudaram no segundo tempo. A entrada de Jovane ajudou bastante. E a expulsão de Patrick, que nos pôs em vantagem numérica, também.

 

De mais um golo sofrido. Há 25 jogos consecutivos - 17 no campeonato - que vemos as nossas redes violadas em jogos disputados fora de casa. Números preocupantes para uma equipa que sonha com títulos e troféus. O último desafio em que evitámos sofrer pelo menos um golo remonta a 27 de Outubro de 2017.

 

Das más condições atmosféricas. Chuva, rajadas de vento e um terreno enlameado condicionaram a qualidade do espectáculo - quase deplorável, sobretudo na primeira parte. Faz parte das contingências de um desporto de Inverno, como dizem ser o futebol.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada da noite de hoje em Alvalade. Três pontos garantidos na vitória em casa contra o Boavista. Por números que não enganam: 3-0. Domínio absoluto da nossa equipa contra um adversário que costuma fazer a vida difícil às turmas anfitriãs nas deslocações a Lisboa. De realçar que nesta jornada da oitava ronda do campeonato apenas o Sporting marcou três golos.

 

Da exibição leonina. Não foi apenas a vitória em campo, por números muito expressivos: houve domínio absoluto do Sporting em todas as fases da partida, vulgarizando por completo o Boavista. Inequívoca supremacia territorial, bom entrosamento colectivo, compromisso evidente dos jogadores, atentos à missão que lhes foi confiada. O nosso melhor desempenho até ao momento na Liga 2018/2019.

 

De Nani. Grande jogo do nosso capitão, que hoje marcou dois golos: o primeiro aos 31', com um cabeceamento letal após excelente movimentação na ala esquerda de Montero; o segundo aos 66', num pontapé de ressaca após algumas carambolas dentro da área do Boavista. E ainda foi dele o primeiro grande sinal de perigo, com uma soberba elevação aos 26' travada in extremis pelo guardião Helton na defesa da noite. O campeão europeu formado em Alcochete festejou o primeiro golo à moda antiga, com um salto mortal; no segundo, beijou o emblema do nosso clube. Um enorme Leão, de corpo e alma. O melhor em campo.

 

De Diaby. Estreia muito aplaudida do internacional maliano no onze titular, correspondendo por inteiro às melhores expectativas dois meses após ter sido contratado. Foi dele a assistência para o segundo golo, marcado por Bruno Fernandes aos 64', com um passe atrasado para a entrada da área, na sequência de uma boa tabela com Montero. Teve também intervenção no terceiro golo, dando início ao lance ofensivo. Pressionou muito bem a saída de bola do Boavista e revelou boa condição física. Saiu aos 87', muito aplaudido.

 

De Montero. Hoje não marcou, mas foi dos mais influentes nesta vitória leonina. Fez a assistência para o golo inaugural e teve uma movimentação decisiva no terceiro. É um dos nossos jogadores que trata a bola com maior destreza técnica, com reflexos na qualidade do espectáculo.

 

De Bruno Fernandes. Irregular no primeiro tempo, melhorou muito na etapa complementar. Primeiro, aos 58', dirigiu um míssil à barra na conversão de um livre. Seis minutos depois, assinou o segundo golo, com um remate forte e muito bem colocado à entrada da grande área. Nítida subida de forma, com reflexos no desempenho global da equipa.

 

Dos regressos de Mathieu e Bas Dost. O francês foi titular após longa paragem e o holandês - alvo de justificada ovação - entrou em campo aos 87', mais de dois meses após ter sido impedido de jogar devido a lesão muscular. Ambos ainda presos de movimentos, como se compreende, mas com indiscutível influência na equipa, onde são dois dos jogadores mais acarinhados. Mathieu chegou a fazer duas posições, passando para lateral esquerdo após a dupla substituição de Diaby por Dost e de Montero por André Pinto. Com eles de regresso, o Sporting é diferente. Para melhor.

 

De termos visto as nossas redes intocáveis. No seu terceiro jogo consecutivo como titular na baliza leonina, Renan praticamente não fez uma defesa. Muito bem coadjuvado pelo quarteto defensivo, designadamente nas alas, onde Acuña e Bruno Gaspar estiveram em destaque - este último mostrando enfim que é reforço. Foi dele o cruzamento que deu origem ao terceiro golo.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa. Beneficiando do tropeção do Braga, que empatou em Guimarães (1-1), e da derrota do Benfica no Estádio Nacional, frente ao Belenenses (2-0), estamos agora apenas a dois pontos das duas equipas que lideram a Liga: FC Porto e Braga. Quer isto dizer que voltamos a depender só de nós para aspirar ao título, tendo já jogado, à oitava jornada, em Braga e na Luz.

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Não gostei

 

Que o Boavista tivesse disparado uma bomba que embateu no nosso poste esquerdo. Estavam decorridos apenas 5' quando Mateus pregou um susto em Alvalade. Felizmente a sorte acompanhou-nos: a bola não entrou. Se tivesse entrado, a história deste jogo poderia ter sido bem diferente.

 

De ver só pouco mais de meia casa preenchida em Alvalade. A noite estava fria e o horário não era nada convidativo (20 horas de domingo, precisamente no fim de semana em que adoptámos o horário oficial de Inverno). Mas a equipa merecia ter sido incentivada por um número bastante maior de adeptos do que os 27.784 hoje presentes no estádio.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota frente ao Portimonense, que estava em último na Liga. Não apenas perdemos o jogo - o que não acontecia em Portimão, para o campeonato, desde 1989 - como fizemos uma péssima exibição. Jogando quase sem flancos, com laterais que raramente subiram e um meio-campo desarticulado, cedendo terreno para o adversário. Saímos derrotados por 2-4 - segundo desaire consecutivo, após a derrota em Braga. São desafios como este que fazem perder campeonatos.

 

Do descalabro defensivo. Quatro golos sofridos dizem tudo sobre o desempenho da nossa defesa, com especial incidência para as actuações de Ristovski (incapaz de ganhar um duelo com Nakajima) e Acuña (a quem Tabata quase sempre pôs em sentido). Desposicionamentos constantes, falta de articulação, incapacidade de supremacia nos confrontos individuais. A ausência de Mathieu, que continua lesionado, não explica tudo.

 

Do meio-campo. O trio composto por Battaglia, Gudelj e Bruno Fernandes foi quase sempre incapaz de sair em ataque apoiado e com a bola controlada. Foi nesta fase do terreno, com este débil triângulo, que começámos a perder o jogo. Também no plano defensivo o miolo não funcionou: o argentino e o sérvio foram incapazes de formar a dupla de trincos que o avassalador caudal atacante da equipa da casa impunha. Battaglia, em particular, talvez tenha sido o pior em campo.

 

Da linha ofensiva. Montero andou perdido entre os centrais enquanto Jovane e Raphinha, os extremos lançados por José Peseiro como titulares, revelaram-se inofensivos. Ao ponto de o segundo, acusando debilidade física, ter saído para o duche ao intervalo, dando lugar a Nani. 

 

Da lesão de Salin. O guarda-redes francês - que não está isento de culpa nos dois golos iniciais, por incapacidade de cobrir o primeiro poste - lesionou-se com alguma gravidade aos 44', tendo sido transportado ao hospital por precaução. Oportunidade enfim para a estreia do brasileiro Renan, que também viria a sofrer dois golos, embora sem culpa em qualquer deles. 

 

Da apatia geral da equipa. O intervalo de apenas 72 horas entre o desafio disputado quinta-feira na Ucrânia e o desta noite em Portimão não pode funcionar como desculpa: este onze leonino mostrou-se frouxo, tristonho, sem intensidade, de braços caídos. Não parece nada bem no plano anímico. Resta ver quando e como poderá recuperar. 

 

Do nosso banco de suplentes. Com Bas Dost e Mathieu ausentes por lesão, as soluções são escassas. Hoje tínhamos no banco Marcelo, Jefferson, Petrovic e Carlos Mané (além de Diaby, que acabou por entrar aos 83', novamente sem tempo para mostrar o que vale).

 

De termos sofrido tantos golos hoje como nas seis partidas anteriores. Ao intervalo já perdíamos por 0-2. Deixámos, naturalmente, de ter a segunda melhor defesa da Liga 2018/2019.

 

De andarmos a sofrer golos fora de casa há 16 jogos consecutivos para o campeonato. Nenhuma equipa que ambiciona ser campeã pode ter este medíocre registo, ainda pior se contabilizarmos desafios para outras competições, em que o número ascende a 24.

 

De já não dependermos só de nós. Descemos para o quinto posto, tendo sido ultrapassados pelo Rio Ave, e estamos a quatro pontos dos dois líderes do campeonato, Braga e Benfica. 

 

 

Gostei

 

De Nani. Foi o menos mau dos jogadores leoninos. Estranhamente, Peseiro deixou-o fora do onze inicial, vendo-se forçado a lançá-lo em campo no segundo tempo, por lesão de Raphinha. O campeão europeu correspondeu: dos pés dele saíram as assistências para os nossos dois golos, marcados por Montero aos 63' e Coates aos 88'.

 

De Coates. Incapaz de travar Nakajima no primeiro golo do Portimonense, o internacional uruguaio foi no entanto o melhor elemento da nossa defesa, com bons cortes aos 23', 26' e 65'. E ainda procurou sacudir a apatia geral indo lá à frente, tentando o golo. Tanto tentou que acabou por marcar o nosso segundo, a dois minutos do fim do tempo regulamentar.

 

Da exibição de luxo do Portimonense. Excelentes actuações de Manafá, Paulinho, Tabata e sobretudo Nakajima - um jogador que bem gostaria de ver em Alvalade.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados hoje em Alvalade. Vencemos esta noite o Marítimo por 2-0, garantindo que continuamos a depender só de nós no campeonato, à sexta jornada. Serviços mínimos cumpridos, o essencial foi feito.

 

De estar a vencer logo aos 12' e termos ampliado a vantagem aos 35'. Ao contrário do que vem sendo costume, o resultado ficou decidido ainda na primeira parte perante um Marítimo totalmente inofensivo. Razão mais do que suficiente para José Peseiro ter rodado mais a equipa em vez de esperar pelo minuto 77 para fazer a primeira substituição, algo que tive dificuldade em entender.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Raras vezes temos terminado um jogo nesta temporada com as nossas redes invictas. Desta vez aconteceu. Por demérito da equipa adversária. Mas também por mérito do nosso quarteto defensivo, onde Acuña conquistou sem mácula o posto de titular na lateral esquerda.

 

De ver Jovane jogar de início. Foi dele o passe vertical decisivo para Raphinha, aos 10', de que resultou o penálti e o nosso primeiro golo. E é ele quem, aos 34', ganha a falta que dá origem ao livre para o segundo. É também dele o melhor passe longo do desafio, aos 60', quando cruza o campo colocando a bola na ponta direita, para Raphinha. O jovem caboverdiano viria a estar aquém das expectativas durante o resto da segunda parte, correspondendo à vontade do treinador de que jogasse de forma mais contida, sem aquelas explosões que têm feito empolgar os adeptos. Mas o caminho faz-se caminhando. Nenhum jogador adquire maturidade se não jogar.

 

Que Bruno Fernandes não tivesse vacilado no momento do penálti. Marcação impecável da grande penalidade por parte do nosso médio criativo, que hoje foi capitão da equipa.

 

De Raphinha. Para quem duvidava, confirma-se: é mesmo reforço. Hoje esteve presente nos dois golos - primeiro, ao ser derrubado em falta pelo guarda-redes adversário, conquistando um penálti; depois, ao bater o livre de que resultaria o segundo.

 

Do regresso de Montero aos golos, quatro meses depois. Boa actuação do colombiano, que destaco desta vez como melhor em campo. Foi sempre um quebra-cabeças para a defesa adversária, que várias vezes o travou em falta. E marcou o nosso único golo de bola corrida, na sequência de um canto, à ponta-de-lança. Já tínhamos saudades do Montero goleador.

 

Do regresso de Carlos Mané. Peseiro lançou-o num momento absurdo, no tempo extra, quando faltavam 90 segundos para o apito final. Mesmo assim foi bom ver um jogador da nossa formação, que fez uma excelente época com Leonardo Jardim, voltar a pisar o nosso estádio após 15 meses de inactividade forçada devido a uma sequência de lesões. Pena que só tivesse tocado uma vez na bola.

 

Do apoio incessante de algumas claques. Tanto a Torcida Verde como o Directivo Ultras XXI puxaram pela equipa do princípio ao fim. Graças aos elementos destas claques, nunca faltou calor humano em Alvalade nesta noite de princípio de Outono.

 

Do aplauso das bancadas a Danny. Bonita demonstração de fair play dos adeptos leoninos ao capitão do Marítimo, quando foi substituído aos 66'. Mostrando gratidão por este jogador que passou por Alvalade e se distinguiu ao serviço da selecção nacional.

 

Da merecida ovação ao nosso sócio n.º1. João Salvador Marques, de 98 anos, esteve presente na tribuna presidencial, ao lado de Frederico Varandas, e foi brindado com calorosos aplausos antes do jogo. 

 

 

Não gostei

 

De ver a equipa tão desfalcada. Actuámos hoje sem Bas Dost, Mathieu, Nani e Battaglia. Do onze titular que entrou em campo, havia apenas três titulares da época passada (Coates, Acuña e Bruno Fernandes). Isto influi, naturalmente, na falta de entrosamento da equipa e na quebra de qualidade do espectáculo. 

 

Que tivéssemos entrado em campo só com um jogador da formação. Jovane fez a diferença. Quando saiu, aos 77', e até ao fim do tempo regulamentar, deixámos de ter qualquer jogador saído da Academia de Alcochete neste desafio em Alvalade. O que é um triste sinal dos tempos.

 

Que só tivéssemos feito três remates à baliza. Manifestamente pouco para um jogo em casa por parte de uma equipa com os pergaminhos e as aspirações do Sporting.

 

Da nossa medíocre exibição na segunda parte. Equipa tristonha, amorfa, sem chama. Dando a impressão de ter ordens explícitas de jogar recuada no terreno, sem ousar incursões ofensivas e rematar muito para trás. Não admira que largas centenas de pessoas tenham abandonado o estádio muito antes do fim.

 

Da entrada tardia de Diaby. Terceiro jogo consecutivo em que o avançado maliano contratado ainda durante a gestão interina de Sousa Cintra entra em campo nos minutos finais, quase sem tempo para tocar na bola. Hoje rendeu Montero quando já estavam decorridos 87'. Continua a ser um mistério, esta escassísima utilização de um reforço por parte de um treinador com tão notória carência de jogadores disponíveis. 

 

Do receio do treinador. Para quê terminar o jogo com três médios defensivos? Petrovic e Gudelj estavam desde o início em campo. Aos 77', quando vencíamos 2-0, saiu Jovane para entrar Misic. Parecia estratégia de equipa pequena. Como se estivéssemos a defrontar o Manchester United em vez do Marítimo.

 

De ouvir os adeptos assobiarem a equipa. A meio da segunda parte, e até ao fim, escutaram-se sonoras vaias em Alvalade. Quando vencíamos, o jogo estava controlado, o Marítimo mostrava-se inofensivo e havia que poupar algum esforço com vista à importante deslocação à Ucrânia na quinta-feira. Que moral pode ser transmitida aos jogadores com adeptos destes?

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Braga. Tal como no ano passado, quando perdemos na Pedreira, repetimos hoje ali o resultado negativo, pelos mesmos números: 0-1. Um resultado que se adequa às expectativas: infelizmente, com o plantel curto que temos esta época e as lesões que vão afectando jogadores nucleares, não seria de aguardar muito melhor.

 

Das ausências de Bas Dost e Mathieu. Ficou ainda mais evidente, neste confronto com o Braga, como nos falta um avançado posicional na área. Sem o internacional holandês perdemos claramente poder ofensivo: Montero nem de perto se assemelha ao nosso ponta-de-lança titular, que permanece afastado por lesão. Também o ex-Barcelona é um elemento nuclear: a equipa ressente-se com a ausência dele. Aparentemente, estará fora das convocatórias durante um mês.

 

Da meia hora inicial. Nem um remate enquadrado com a baliza. Muita posse de bola, mas quase sempre inconsequente. Faltou poder de fogo, faltou capacidade de fazer rolar a bola com mais intensidade: a equipa bracarense entrou claramente melhor.

 

Da perda do combate no meio-campo. A partir dos 60', o treinador do Braga reforçou o miolo do terreno, alcançando supremacia sobre o Sporting. Mexeu mais cedo e mexeu melhor do que o técnico leonino. Com reflexos no resultado.

 

Do golo sofrido. Tinhamos superioridade na ala (dois contra um) e na grande área (quatro contra três). Mesmo assim, deixámos Eduardo e Dyego Sousa fazerem o que quiseram. Descalabro colectivo no lance que decidiu a partida. 

 

De Montero. Muitos dos nossos leitores vaticinaram que ele marcaria hoje na Pedreira. Pecaram todos por excesso de optimismo. A verdade é que o colombiano nem andou lá perto. Ainda tentou um remate de meia distância, no tempo extra da primeira parte, mas saiu-lhe frouxo, sem perigo algum. Andaremos muito mal se precisamos dele para conseguir vitórias.

 

De Castaignos. Aos 72', José Peseiro trocou Montero pelo avançado holandês. Que, para não variar, foi uma nulidade: continua totalmente divorciado dos golos e parece jogar com tijolos no lugar das chuteiras. 

 

Da entrada tardia de Jovane. Vai-me custando perceber por que motivo o jovem extremo caboverdiano permanece arredado do onze titular. Hoje entrou apenas aos 72': ficou a impressão de que o Sporting beneficiaria se tivesse contado com ele mais cedo. Não por acaso, Jovane protagonizou o melhor momento do desafio, aos 88', numa jogada individual em que vai fazendo sucessivas simulações, afastando três adversários do caminho, e remata para defesa apertada do guarda-redes Tiago Sá.

 

Da entrada tardia de Diaby. Pisou o relvado só a partir dos 85', substituindo o irregular Gudelj, quando Castaignos já estava havia 13 minutos em campo. Caso para nos questionarmos se não devia ter sido ele o primeiro avançado a sair do banco para mostrar enfim o que vale de verde e branco.

 

De ver ex-sportinguistas participarem na nossa derrota. Desde Abel Ferreira - um dos melhores técnicos da Liga portuguesa, afastado de Alvalade há dois anos por motivos nunca explicados - até jogadores como Esgaio e Wilson Eduardo: temos uma tendência incontrolável para pormos profissionais competentes à distância.

 

De ver o Sporting ultrapassado na classificação. Benfica, FC Porto e o próprio Braga já estão à nossa frente no campeonato.

 

 

Gostei

 

De Raphinha. Hoje não marcou, mas esteve muito próximo. Com dois disparos que rasaram o poste, aos 73' e aos 82'. Fez um excelente cruzamento aos 76' que Coates desperdiçou. E poderia ter marcado mesmo se Bruno Fernandes, em vez de ter optado por fazer tudo sozinho, lhe tivesse endossado a bola aos 75': Raphinha estava em posição frontal para a baliza e dificilmente falharia. 

 

Do grande remate de Nani. Cabeceamento perfeito do nosso capitão, na sequência de um livre apontado por Bruno Fernandes, aos 35'. A bola foi para o ângulo mais difícil, mas o guarda-redes, em voo, conseguiu desviá-la in extremis. Esteve quase a ocorrer um daqueles golos capazes de fazer levantar um estádio.

 

De Acuña. Adaptado a lateral esquerdo, em benefício da equipa, torna-se uma mais-valia. Não apenas na manobra ofensiva, onde mantém intactas as qualidades que já lhe conhecíamos, como sobretudo em missões defensivas, onde participa nas acções de cobertura com mais eficácia do que Jefferson - desde logo porque nunca desiste de um lance e tem um compromisso com a equipa claramente superior ao brasileiro.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Da vitória, mesmo arrancada a ferros. Triunfo merecido do Sporting neste segundo jogo em casa, por 1-0, contra um Feirense muito compacto e bem organizado no terreno - e que só hoje sofreu o primeiro golo de bola corrida (o anterior havia sido de penálti) e a primeira derrota no campeonato. Exibição leonina com solidez colectiva, maturidade psicológica e exemplar cultura táctica. Uma equipa que está a ser moldada com muita eficácia pelo treinador José Peseiro.

 

Do nosso ímpeto atacante. Caudal ofensivo leonino do princípio ao fim. Entrámos em campo de pé no acelerador e nunca deixámos de pressionar. E esta dinâmica intensificou-se com a entrada de Jovane em campo. Entrada tardia, mas ainda a tempo de alcançar a vitória.

 

De Jovane. Foi ele a fazer a diferença. Quando enfim pisou o relvado de Alvalade, iam decorridos 66', esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular. Voto nele como o melhor dos nossos.

 

De Raphinha.  Impôs-se rapidamente como titular, numa confirmação clara do seu valor. O ex-vimaranense é um verdadeiro reforço, como hoje reiterou num excelente trabalho pelas alas. Sobretudo na ala direita, com destaque para o lance de golo, em grande parte construído por ele com uma arrancada veloz e um túnel que abriu na defensiva adversária.

 

De Salin. Voltou a actuar bem entre os postes: começa a transmitir a ideia de que será o guarda-redes titular durante a temporada. Saímos de campo não apenas com três pontos mas também sem golos sofridos, o que ajuda a moralizar ainda mais a equipa. E a ele isso se deve também: chamado a intervir, cumpriu sempre. E assim transmitiu confiança aos colegas.

 

Do balanço destes quatro jogos.  Dez pontos amealhados em 12 possíveis - e já fomos à Luz. Quem diria, no início da temporada, que seríamos capazes deste desempenho com um plantel destroçado e um clube afectado por graves convulsões internas nestes meses mais recentes? Apesar das lacunas ainda existentes na equipa, da falta de automatismos e das lesões de titulares fundamentais. Mérito para todos, a começar no treinador.

 

Da homenagem a Nelson Évora. O grande atleta leonino foi medalhado e ovacionado ao intervalo, recebendo calorosos aplausos dos 38 mil espectadores por se ter sagrado campeão europeu do triplo salto. Um enorme Leão que sabe rugir.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino estiveram novamente ausentes por se encontrarem ainda com problemas físicos. Ambos fazem falta, sobretudo o holandês: precisamos de um avançado posicional que Montero, o seu substituto, claramente não é.

 

Do sofrimento até aos 88'. Estamos muito habituados a isto: a nossa paciência está sempre a ser testada em cada jogo, sobretudo nos que se disputam em Alvalade. O empate nulo que se registava ao intervalo e se manteve tempo de mais começou a irritar os adeptos, o que muito se compreeende. Só não consigo compreender quando esta impaciência se traduz em assobios.

 

Dos cantos desaproveitados. Beneficiámos de muitos pontapés de canto, mas fomos incapazes de conseguir transformá-los em ocasiões de golo. Foi confrangedor ver tanto desperdício.

 

Do festival de golos falhados. Battaglia, Montero, Nani, Raphinha e até André Pinto tentaram o golo, sem conseguir. Graças à boa exibição de Caio Secco, guardião do Feirense. Mas sobretudo por notória e exasperante falta de pontaria: 26 remates, apenas um golo.

 

De Jefferson. O brasileiro voltou a demonstrar que está abaixo do patamar médio de qualidade da equipa. Não apenas no plano defensivo, onde se desposiciona com muita facilidade, mas também no défice da sua prestação ofensiva: hoje não lhe saiu um só cruzamento com qualidade. Foi bem substituído aos 66', quando Jovane entrou e Acuña recuou para lateral esquerdo.

 

Do árbitro Rui Oliveira. O senhor do apito fez tudo para estragar o espectáculo desatando a exibir cartões amarelos por tudo e por nada. É caso para perguntar-lhe se assistiu ao recente Mundial da Rússia: o seu critério disciplinar em nada coincidiu com o que vimos no maior certame planetário da modalidade. O futebol é um desporto de contacto físico, facto que o senhor Oliveira ainda não percebeu.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do empate alcançado na Luz. O resultado foi o mesmo que na época passada (1-1), mas a exibição foi superior. Isto apesar de só contarmos, no onze titular, com quatro jogadores que defrontaram fora de casa o Benfica no campeonato 2017/2018: Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes. Três dos titulares de ontem eram suplentes há um ano: Salin, Ristovski e André Pinto. Estamos na frente, neste momento com vantagem directa sobre os encarnados, e mais um ponto do que o FC Porto, que esta noite foi vergado no Dragão (2-3) contra o V. Guimarães.

 

De Salin. De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira. Valeu-nos o ponto alcançado na Luz, seguramente, com enormes defesas aos 6' (a cabeceamento de Rúben Dias), aos 20' (novamente R. Dias), aos 21' (Cervi), aos 52' (Pizzi), 70', 72' e 90'+6. Não restam dúvidas: agarrou a titularidade.

 

De Nani. Um verdadeiro capitão em campo. Comandando o nosso ataque organizado, muito envolvido no jogo, evidenciando notável maturidade técnica e táctica. Evidenciou-se logo aos 6', com um cruzamento que quase proporcionou golo a Montero. Também participou na manobra defensiva, sem nunca se poupar a esforços. E cobrou de forma exemplar a grande penalidade, aos 64', sem se atemorizar com as vaias no estádio: foi a primeira vez que marcou ao Benfica na sua carreira, que já vai longa. Leva três golos já marcados em dois jogos.

 

De Battaglia.  Um autêntico carregador de piano, que tomou muito bem conta de toda a zona que lhe estava confiada enquanto médio de contenção: por ele raras vezes os adversários passaram e praticamente anulou Gedson, suposta nova estrela encarnada. Não se limitou a conter o caudal ofensivo do SLB: aos 34', fez um dos melhores passes longos do desafio, em fase de construção ofensiva, ao colocar a bola em Raphinha a mais de 30 metros de distância. Um passe que merecia melhor desfecho.

 

Da organização leonina. Entrámos em campo sem temor, de forma desenvolta e com o onze compacto e bem organizado. Podíamos ter marcado logo aos 6' (por Montero) e aos 10' (num disparo de Acuña que quase rasou o poste). Com Raphinha no onze inicial, procurando esticar o jogo, nem sempre com sucesso.

 

Do árbitro Luís Godinho.  É preciso coragem para assinalar uma grande penalidade no estádio da Luz - e ainda por cima favorável ao Sporting, concorrente directo da equipa da casa. O juiz da partida teve esse desassombro, ao apitar para a marca de penálti, aos 61', por indiscutível derrube de Montero por Rúben Dias. Outros, no lugar dele, teriam feito vista grossa.

 

Do nosso desempenho até agora. Três jogos, dois dos quais disputados fora, com duas vitórias e um empate (na Luz). Seis golos marcados, três sofridos. Em igualdade pontual com SLB e com um ponto mais do que o FCP. Contrariando todos os profetas da desgraça, que tinham vaticinado cataclismos para este nosso arranque de campeonato já sem a dupla Carvalho-Jesus. Ultrapassámos esta fase muito complicada sem derrotas. Agora segue-se o Feirense em Alvalade, a 1 de Setembro.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino não puderam alinhar neste dérbi por impedimento físico. O holandês, na sequência de um problema muscular que já vinha da semana anterior. O francês sentiu-se incapacitado na véspera do jogo. Mas tiveram substitutos à altura. Montero, embora ainda com défice enquanto artilheiro, ocupou bem o espaço habitualmente confiado ao nosso homem-golo: foi ele a arrancar o penálti que nos permitiu o golo. André Pinto, pelo seu lado, também não comprometeu, fazendo boa parceria com Coates no eixo da defesa.

 

Das falhas de marcação nas bolas paradas defensivas. Anulámos o Benfica na maior parte do tempo, mas alguma desatenção poder-nos-ia ter saído cara nestes lances específicos. Um aspecto a rever em jornadas futuras.

 

Do golo sofrido. Só aos 86' o Benfica conseguiu empatar, com um golo de cabeça de João Félix, num lance corrido com responsabilidades para Jefferson, incapaz de anular a acção ofensiva de Rafa, autor do centro, e para Ristovski, que falhou a marcação directa: o ex-júnior benfiquista pôde cabecear sem hipóteses para defesa de Salin.

 

De Bruno Fernandes. Já tinha sido uma sombra de si próprio no jogo anterior, frente ao V. Setúbal. Voltou a revelar fraco rendimento pela segunda partida consecutiva, sem a influência a que nos habituou noutros desafios. Abandonou o campo aos 79', trocado por Petrovic. Para ele, voltou a ser dia não.

 

Da ausência de Jovane.  O jovem caboverdiano esteve muito bem nas duas jornadas iniciais, conseguindo desequilíbrios e revelando-se fundamental para virar os jogos. Merecia que Peseiro tivesse confiado nele também para actuar na Luz.

 

Dos petardos que rebentaram junto à baliza leonina. Uma vez mais, imperou a falta de desportivismo das ilegais claques lampiânicas, baptizadas de "grupos organizados de adeptos". Merecem punição exemplar.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite em Alvalade. Vitória difícil, por 2-1, nesta estreia do Sporting em casa para a Liga 2018/2019, frente ao V. Setúbal - equipa bem montada por Lito Vidigal. Segundo triunfo consecutivo, contrariando os piores prognósticos dos profetas da desagraça. Incluindo alguns que se intitulam simpatizantes leoninos.

 

De Nani. Exibição muito positiva do capitão da nossa equipa, coroada com dois belos golos e uma merecida ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 85'. O primeiro logo aos 9', com um remate seco, traçando uma diagonal perfeita a partir da esquerda, quase no bico da área. O segundo de cabeça, bem colocado frente à baliza, dando a melhor direcção a um cruzamento de Jovane quando iam decorridos 66'. Foi, desde sempre, o primeiro bis do campeão europeu ao serviço do Sporting, agora na sua terceira etapa de verde e branco. Fez a diferença pelos golos: é quanto basta para o eleger como melhor em campo nesta partida, em que atirou ainda uma bola à barra, aos 57', na conversão de um livre.

 

Do gesto do nosso capitão. Mal marcou o golo inaugural, Nani beijou o emblema do Sporting, confirmando uma característica que já lhe conhecíamos: a gratidão ao clube que o formou como jogador e ao público que não lhe regateia aplausos. Um gesto que valeu tanto como um golo.

 

De Jovane.  Continua a firmar-se como estrela em ascensão no plantel leonino. Na jornada anterior, sacudiu o jogo mal o treinador o lançou em campo, aos 69': três minutos depois, arrancava uma grande penalidade que nos permitiu desfazer o empate e embalar para uma vitória clara frente ao Moreirense. Hoje entrou mais cedo, aos 59', rendendo o inútil Misic: sete minutos depois, fazia a assistência para o golo que nos permitiu amealhar os três pontos. Podia ainda ter marcado, ele próprio, na sequência de um rapidíssimo contra-ataque mesmo ao cair do pano. Está a lutar a olhos vistos por um lugar no onze titular. Talvez já o mereça.

 

Dos nossos centrais. Numa equipa ainda cheia de assimetrias, são um baluarte de estabilidade e qualidade competitiva. Coates e Mathieu compõem a melhor dupla de centrais do campeonato português. Excelentes no posicionamento, na cobertura defensiva e na própria construção dos lances ofensivos: nenhum deles se inibe de ir à frente, projectando o contra-ataque. Ambos em alta.

 

Dos cinco golos que já marcámos nestas duas jornadas iniciais.  Bom índice ofensivo, em comparação com a época anterior, em que apenas contabilizámos dois golos frente aos mesmos adversários em idênticas circunstâncias: um em Moreira de Cónegos, outro em Alvalade perante o onze setubalense. Nesta época já contabilizamos cinco: dois de Bas Dost, dois de Nani e um de Bruno Fernandes. E vamos à Luz, de hoje a oito dias, com os mesmos pontos e os mesmos golos que o Benfica. O caminho faz-se caminhando.

 

Do apoio do público. Assistência calorosa e em grande número, rondando os 40 mil espectadores, numa noite muito quente de Verão. Comprovando que as peripécias e as palhaçadas que vão ocorrendo em franjas marginais do Sporting não beliscam a confiança de sócios e adeptos no desempenho da equipa.

 

 

 

Não gostei

 

Do frango de Salin. O guarda-redes francês, que na época passada não passou de suplente de Rui Patrício, quase nunca utilizado, protagonizou uma monumental fífia ao sair em falso da baliza, aos 19', perdendo o controlo da bola e comportando-se ao contrário do que mandam as boas regras: ofereceu assim de bandeja o golo solitário dos setubalenses. Foi visível a sua intranquilidade entre os postes durante o resto da partida.

 

De Misic. Peseiro insiste em alinhar com dois médios de contenção à frente da linha defensiva - o croata e Battaglia. Isto cria um problema à criatividade da equipa, pois nenhum deles revela grande talento como construtor de lances ofensivos. Mas enquanto o argentino oculta um défice de virtuosismo técnico com a sua atitude de contínua combatividade, Misic não faz a diferença em qualquer destes parâmetros. Quando foi substituído por Jovane, aos 59', o desempenho da equipa melhorou muito. Comprovando-se assim que já saiu tarde.

 

De Acuña. Segunda partida consecutiva com má prestação do internacional argentino, talvez o jogador que mais passes falhou neste encontro. Peseiro apostou nele em três posições: como ala direito, como ala esquerdo e como médio interior. Não rendeu em nenhuma delas.

 

De Bruno Fernandes. Anulado por Semedo, do V. Setúbal, passou ao lado do jogo: nada lhe saiu bem. Nem parecia o mesmo criativo que se distinguiu como melhor em campo na ronda anterior.

 

Da lesão de Bas Dost. O holandês, com notórios problemas físicos, esteve para não jogar. Ainda alinhou na primeira parte, mas mostrou-se claramente em má forma. Acabou por ser substituído ao intervalo por Montero. Esperamos que recupere depressa. E bem.

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