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És a nossa Fé!

Vieira a Ministro

Após uma queda de 2% nas exportações, no primeiro trimestre deste ano, Luís Filipe Vieira, visionário e altruísta, vende a maior pérola da "fortissima" formação benfiquista, Renato Sanches, por 35 milhões de euros.

Com esta transferência, o presidente benfiquista volta a revelar uma enorme veia para negócios de dimensão internacional (não esquecer as suas excelentes ligações com Angola).

Com este negócio, Vieira pretende não só travar a queda das exportações, mas também diminuir os índices de agressividade e o número de bolas perdidas pela sua equipa.

A carraça que (não) foi carraça

O jornal A Bola de 2016.03.30 define assim (p.6) a actuação do rapaz das rastas: "Foi carraça".

Confesso que durante o jogo não me lembrava de nenhum incómodo (e a carraça é um animal que incomoda bastante) causado por Renato Sanches (RS).

Munido do comando da televisão e dum bloco de notas visionei, novamente, toda a segunda parte do jogo para ver a carraça em acção.

O que vão ler a seguir é o relato exaustivo de todas as vezes que RS tocou na bola e das "brilhantes" decisões que tomou.

46', Fonte procura uma linha de passe e RS esconde-se atrás de Fellaini.

48'41'', RS recolhe uma bola de André Gomes após um alívio defensivo de Pepe, comenta-se "Portugal muito bem" como que a celebrar a primeira vez que a coqueluche toca na bola, após quase quatro minutos em campo, retomando, recolhe de André Gomes, dá de primeira para Guerreiro; Guerreiro para André Gomes que tenta colocar em Danilo, a bola toca ainda na cabeça de RS (48'52) e vai mesmo para o médio defensivo ex-Marítimo.

Ronaldo para Renato (49'10'') que deixa de primeira para Cédric.

49'53'', recebe a bola de Cédric que tenta iniciar um ataque e atrasa-a para Fonte.

50'37'', mais um passe atrasado desta vez para Danilo.

57'34'', falta não assinalada sobre Nani, alívio atabalhoado dos belgas para o nosso meio campo, a bola cai no local onde está RS, na televisão comenta-se "um bom trabalho de RS" e o que faz o Maradona da Musgueira? Um passe longo para Nani ou para Ronaldo? Parte para cima dos belgas com a bola controlada, finta meia equipa e marca golo? Infelizmente não faz nada disso... passa a bola a Fellaini (talvez devido a alguma identificação capilar).

61'36'', se tiverem curiosidade revejam a jogada que originará o golo belga, desde o início, tendo especial atenção ao posicionamento, melhor ao desposicionamento de RS. O médio sai à maluca a uma bola no meio campo, não toca na bola, não faz falta, nem recupera a posição à frente da defesa... bola metida para a esquerda do ataque belga, a forma com RS aborda aquele lance acaba por desposicionar o lado direito da defesa portuguesa (Cédric e Bernardo Silva)... bola mais para a esquerda ainda, depois a clássica corrida para a linha de fundo, cruzamento e golo belga, o golo dos manos Lukaku.

65', ressalto de bola na defesa, RS atrapalha-se sem saber o que fazer e sofre falta de Witsel, talvez o grande momento de RS durante todo o jogo, sofreu uma falta (um puxão de camisola) no meio campo defensivo... daqui a uns anos quando recordar este jogo RS vai dizer: "dizem que não joguei nada mas não é verdade, houve uma jogada em que eu saía como uma seta em direcção à baliza dos belgas e o Witsel teve de me travar em falta se não era um golo certo".

65'45',' recupera uma bola chutada à toa por um belga para impedir um lançamento lateral, deixa para Cédric.

69'10'', recebe a bola de Quaresma e passa para o lado a Danilo.

70', a única corrida que RS faz com bola, combina com Bernardo Silva e atira a bola, disparatadamente, pela linha de fundo quase junto à bandeirola de canto, atenção, aquilo não foi um remate nem um passe, foi uma "coisa" que lhe saiu na altura.

73', Fernando Santos apercebe-se (só agora?) que Portugal joga com menos um, RS não ataca nem defende, anda para ali, tira André Gomes, coloca William Carvalho a jogar ao lado de Danilo e deve ter dito a RS aquilo que os treinadores dizem a um jogador quando já não têm mais substituições e esse jogador está inferiorizado fisicamente: "joga ali mais à frente, tenta não atrapalhar os nossos jogadores e tenta correr atrás dos outros para ver se os atrapalhas."

78'03'', excelente passe de William para RS que se encontra no grande círculo, com Éder a desmarcar-se, deixa-se antecipar por um belga, ainda assim consegue mais uma vez tocar a bola para trás, para Danilo; perde-se uma potencial jogada de golo, não se riam, uma combinação atacante entre RS e Éder.

78'30'', William Carvalho tenta uma combinação atacante com RS mas este não estava para ali virado e não provoca nenhum movimento de ruptura, nem nenhum desequilíbrio, dá um toque de primeira para William como quem diz: "corre tu que eu tenho jogo com o Braga na sexta-feira e não estou para me cansar".

80', RS perde a bola, provocando na sequência da jogada uma situação de golo para a Bélgica.

87', António Tadeia diz o óbvio: "Renato fez um jogo tímido, muito diferente daquilo que costuma fazer no Benfica, pode ter tido ali algum receio de destapar, de deixar os adversários fugirem, então não terá arriscado tanto naquilo que é o seu ponto forte, a forma como acelera o jogo de meio campo"; "parece-me mais equilibrado, mais preocupado", diz o narrador da RTP 1, continua Tadeia: "mas ao mesmo tempo também mais preocupado com os equilíbrios defensivos mas incapaz de criar equilíbrios ofensivos". Equilíbrios? mas aquilo era um número de circo ou um jogo de futebol?

90'30'', o Maradona da Musgueira vai tocar pela última vez na bola e vai fechar com chave de ouro a sua actuação... recebe mais uma vez a bola de William, corre três passos com ela, faz um compasso de espera e atrasa para Danny; já vi muitas vezes este tipo de jogada, no rugby.

Então o que acham? Foi ou não carraça?

Igreja da Sanchologia

Diz que, na China, apareceu uma nuvem em forma de Renato Sanches, e que na Lapónia uma rena paralítica voltou a andar depois de ter sido tocada por Renato Sanches. Diz que em Manchester um cão vadio, tendo sabido que Renato Sanches iria para um clube local, falou e disse: "Renato Sanches é o meu mestre e o meu Senhor, e por ele serei salvo". Jorge Mendes, o grande profeta da Igreja da Sanchologia, confirmou a ocorrência de dois milagres na zona do Centro Comercial Colombo. Diz-se estar para breve a ocorrência de outros fenómenos inexplicáveis, como a equipa do Benfica aparecer a jogar futebol.

Questões pós-dérbi

1. Isto é tudo um plano para manter o Vitória a treinador do Benfica, não é? E no fim levamos o caneco na mesma, não é?

 

2. Lá vi o Sanches jogar ao vivo pela primeira vez. O tipo é mesmo a fraude que a gente sempre disse que era, não é?

 

3. Quantas bordoadas por jogo pode dar o Sanches sem ver cartão ou ser expulso?

 

4. O Jesus faz aquele número do Teo só para nos chatear, não faz?

 

5. O Bryan Ruiz faz aqueles números em frente à baliza de propósito, não faz?

Renato, O Sanches – A partícula de Deus

 

Fomos presenteados em vida com algo inimaginável, somos uma geração privilegiada, por compartirmos o mesmo espaço físico e temporal com a tão anunciada chegada de algo que transcende a mera existência humana. Não nos iludamos, a sua forma física, semelhante a todos nós, não nos deve toldar a percepção sobre o que realmente acabou de aparecer, pois tal como tudo o que é hoje inexplicável aos olhos humanos, de uma aparição se trata. Nada tem de fantasmagórico, e embora não seja real, mesmo que a nós, simples habitantes efémeros que ao pó iremos retornar, o vejamos como semelhante, devemos observar prostrados pela magnificência do que nos foi dado a ver, que se trata da chegada do transcendente. Foi-nos dada a possibilidade, agarre-a quem conseguir, de atingir os prolegómenos da metafisica. A corda para nos alçarmos para a dimensão extraterrena, para atingir o divino, foi-nos, caridosamente, estendida da forma mais invulgar. Pensariam talvez que nos fosse anunciada por qualquer sumidade que representasse o divino ou o profano. Não, foi-nos, aliás é-nos dado a conhecer de forma diária, através de informação em torrente imparável de factos e acontecimentos. Se conseguirmos parar, alheando-nos do barulho em nosso redor, percebemos que só assim poderíamos ter acesso a tão vital acontecimento. Quis quem acima de nós estabelece a nossa vivência quotidiana, demonstrar que, como mais acima referi, se ao pó voltamos foi de lá que surgimos. Nada somos, perante a grandiosidade de quem, ainda petiz para as nossas vulgares medidas, surgiu. E surgiu de vermelho vivo, realizando acções tidas como impossíveis. Esta forma de nos mostrarem o divino realça quem sempre afirmou que Ele está sempre no meio de nós.

Renato, O Sanches – partícula de Deus

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