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És a nossa Fé!

Reflexões sobre o Sporting (18)

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 Autor convidado: Nelson Nogueira

 

 A importância do lirismo

 

Se as candidaturas à presidência do Sporting funcionarem apenas em prol de alguns bolsos, em interesse próprio, jogando com palavras ambíguas enquanto se afirmam em defesa do nosso clube, então serei um opositor em primeira linha.

Pelo contrário, se existir alguém que o faça com um certo lirismo, pondo o Sporting acima de tudo, então estarei na primeira linha de defesa desse mesmo projecto.

 

Sou do ano de 1957, quando tudo se jogava por amor à camisola. Fiz coisas do arco da velha em prol de projectos, quer clubísticos quer outros, sempre com esse lirismo, tão necessário. Porque é genuíno e transmite confiança.

Mas os tempos mudaram. Este tem sido o grande problema no Sporting, infelizmente, tal como na sociedade em geral.

O que está a ocorrer no nosso clube, com todas estas candidaturas, prova isso mesmo. Vejo vários oportunistas, que chegam da área política à procura seja do que for.

Não acredito nessa gente: vislumbro nela interesses mais que evidentes. Refiro-me, por exemplo, à lista de Ricciardi, autêntico tapete vermelho para tais pessoas, que colocam os seus interesses pessoais à frente de tudo: nada de genuíno, nada de bom para o Sporting.

 

Podem chamar-me lírico. Mas se no nosso trabalho não existir mais do que a perspectiva do salário pago ao fim do mês, seremos certamente péssimos profissionais. Por mim, não abdico do tal lirismo.

 

NELSON NOGUEIRA

Sócio n.º 12.769-0

Reflexões sobre o Sporting (17)

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  Autor convidado: Leonardo Ralha

 

Reconciliar, reformar, reconquistar

 

De que serve discutir se a culpa é do ovo ou da galinha se o ovo cair estatelado no chão e a galinha assar no espeto?
Menos importante do que atribuir culpas a uns e outros por uma divisão que leva demasiados (apenas um já seria demasiado, mas infelizmente são muitos mais) sportinguistas a pensar, e a dizer, que outros sportinguistas não fazem falta nenhuma ao clube.
Seja qual for o desfecho das eleições de 8 de Setembro, não tão previsível quanto isso (por muito que dois candidatos liderem na mobilização e um terceiro conte com ajudas bem mais preciosas do que as consoantes dobradas), o próximo presidente do Sporting não será a escolha de grande parte dos eleitores. E isto descontando desde já o provável alheamento de parte dos apoiantes que restam àqueles que estão impedidos de se apresentarem a votos.
 
Cabe ao vencedor das eleições (com 20, 25, 30 ou mais de 50 por cento dos votos) agregar todos os sportinguistas, tendo em conta os contributos dos candidatos derrotados sem, por isso, abdicar do seu programa e dos seus princípios. Convirá apenas, a cada momento, perguntar-se a melhor forma de reconciliar em vez de excluir. Algo que passa, não raras vezes, mais pela forma do que pelo conteúdo.
Mas é também a cada sportinguista, sócio ou adepto, que cabe o dever de reconciliar. Aceitar opiniões diferentes e não virar costas ao clube, às suas equipas e aos seus atletas, está nas mãos e nas mentes de cada um. Apoiando, de forma crítica mas com benefício da dúvida, quem for escolhido nas urnas.
Havendo reconciliação, segue-se o imperativo de reformar práticas. Desde já no plantel principal de futebol, no qual pormenores que se revelam ‘pormaiores’ têm afastado o Sporting do título de campeão e da participação milionária na Liga dos Campeões. Basta ter em conta que uma vitória naquela terrível deslocação à Madeira bastaria para que, mal ou bem, a realidade do clube fosse agora completamente diferente.
 
Acima de tudo urge reformar o futebol profissional, estabelecendo claras distinções entre os papéis do presidente, do treinador, do capitão, ou ainda do team manager, do CEO e quejandos. E a comunicação entre todos necessita forçosamente de ser do famoso foro interno, em vez de servir para as recorrentes fugas de informação, através das quais os próprios e os seus próximos dinamitam adversários (quando não inimigos...) internos, em benefício das audiências televisivas e em detrimento dos melhores resultados desportivos.
A construção do plantel principal não mais poderá ser feita em cima do joelho ou a comando dos interesses deste ou daquele agente FIFA. Claro que nem todas as contratações resultam, e isto é válido para qualquer clube do mundo, mas no Sporting o scouting anda muito atrás dos rivais, capazes de potenciar jovens estrangeiros enquanto em Alvalade se tenta tapar os Doumbia com a excepção Slimani. O mesmo sucede nos mercados de Inverno, nos quais começa a ser tradição desperdiçar dinheiro em reforços incapazes de acrescentar valor. Assim tem sido desde que André Cruz, César Prates & Cia. chegaram no início de 2000.
 
Reformar mentalidades também passa por uma estratégia de integração dos maiores valores da formação de Alcochete no plantel principal. Olhando para os comandados por José Peseiro, é difícil perceber o que Domingos Duarte e Demiral têm a menos do que Marcelo, em que João Palhinha fica a dever a Misic e Petrovic, ou o que impediria uma utilização frequente de Francisco Geraldes numa longa temporada em que não se pode e não se deve pedir que Bruno Fernandes esteja sempre em topo de forma.
 
Apesar do recuo nas convocatórias para as selecções jovens da FPF, e da condução errática daquilo que se faz em Alcochete, continua a haver muito talento na formação. Na baliza, na defesa, no miolo, nas alas e até no ataque. Há que reformar a forma como esses adolescentes aprendem os valores do clube e fazer-lhes ver que terão direito às oportunidades concedidas nos rivais directos a Diogo Leite, André Pereira, Ruben Dias, Gedson Fernandes e João Félix. Caso contrário, lá teremos dentro de alguns anos Tiago Djaló, Bernardo Sousa e Joelson Fernandes a fazerem do Sporting de Braga o case study de aproveitamento da formação leonina, tal como hoje é, com Ricardo Esgaio, João Palhinha e Wilson Eduardo.
Recorrer à prata da casa não impede que se tenha grandes plantéis, capazes de vencer campeonatos. E liberta folga orçamental para suprir debilidades conjunturais da equipa. Tanto na masculina como na magnífica equipa feminina, que voltou a não aproveitar o defeso para recrutar uma meio-campista é uma ponta de lança com o poderio físico das recém-chegadas às rivais bracarenses.
 
Reconquistar o título no futebol masculino exige uma mentalidade vencedora que já existe em muitas modalidades. Mas passa também por não desistir da luta pela verdade desportiva, mantendo o esforço da anterior gerência para confrontar poderes instituídos que apontam para a bipolarização do futebol e, por arrastamento, do desporto nacional.
Mas reconquistar implica também escolher batalhas em vez de disparar para todos os lados (nomeadamente para os pés). Esse foi o maior erro estratégico do anterior presidente e, juntamente com aquilo a que as seguradoras chamam vícios intrínsecos, conduziram à ruína de um projecto desportivo que mobilizou milhões de adeptos e aumentou o número de sócios, fazendo aparecer um pavilhão e desaparecer dezenas de milhar de lugares vazios no estádio.
 
O Sporting que sair de 8 de Setembro precisa de repensar a sua afirmação. Não deve hostilizar nenhum órgão de comunicação social, mas não pode ser ingénuo: a manutenção da crise leonina é um produto apetecível para quem depende das audiências, abundando sportinguistas dispostos a trazer fósforos e gasolina onde quer que vão, num exercício que chega a configurar concorrência desleal aos comentadores afectos aos clubes rivais, e mais precisamente ao clube vizinho. Sendo as opiniões livres e qualquer tentativa de as coarctar própria de tiranos e de cobardes, há que garantir que o espaço público também tem lugar para quem defenda o clube, sempre com espírito crítico e desprovido de cartilhas, como alguns ‘paineleiros’ defendem o FC Porto e o Benfica.
 
Reconquistar o Marquês em Maio não é impossível quando se tem um plantel como o actual. Haja transpiração e inspiração nessa e em todas as outras modalidades, haja mobilização de todos os sportinguistas, haja blindagem do clube à rapina, haja vontade de lutar pela garantia de que todos os jogos são disputados em campos sem qualquer inclinação.
 
Poderá ser difícil, mas se fosse fácil seria para outros.
 

 

LEONARDO RALHA

Sócio n.º 92.939-0

Reflexões sobre o Sporting (16)

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Autor convidado: Manuel da Costa Cabral

 

Entre a razão e a emoção

 

Após a era do frenesim facebookiano, o ataque a Alcochete e os 16 longuíssimos anos sem o desejado título de campeão nacional de futebol, as eleições de 8 de setembro não serão apenas mais umas eleições: Não há margem para erros!

Os sócios do Sporting Clube de Portugal não podem dar-se ao luxo de errar. O próximo Presidente não pode falhar.

Na minha quota parte de responsabilidade, acrescida pelos 25 anos de sócio, a escolha será ditada pela razão e emoção, que nestas coisas da bola não podem faltar.

 

Ao próximo Presidente e à sua equipa será exigida uma gestão profissional do Clube, nas mais diferentes áreas, desde logo na desportiva, mas também na vertente financeira, na comunicacional, nas áreas do marketing e comerciais, na gestão patrimonial. Uma gestão que tire o melhor partido do Digital, ou mesmo do Virtual, para inovar na interação com adeptos (não esquecendo aqueles que estão longe de Alvalade) e aumente também a receita por essa via.

Acabou-se a tolerância para amadorismos ou voluntarismos nas diferentes áreas. Se for necessário contratar profissionais de outras cores clubísticas, ou de outros países, para garantir esse profissionalismo em determinadas áreas, que se faça!

 

Será exigido ao próximo Presidente que respeite a história e tradições do Clube e se paute por uma conduta digna.

Mas será igualmente exigido ao futuro Presidente, com as forças que só a emoção e paixão propiciarão, que não transforme o Sporting num Clube apático e subalterno, que também já o foi no passado.

Um Presidente que nos ajude a sonhar e lutar até ao último segundo pela vitória merecida (Sim, estes adeptos merecem a Vitória, merecem as Vitórias!).

Um Presidente que, seja onde for e perante quem for, encontre na paixão e emoção as forças para lutar pela razão que nos assiste na procura da verdade desportiva, como se fez no passado na defesa pioneira e acertadíssima do VAR, ou na denúncia de práticas diversas que desvirtuam a verdade desportiva no futebol português.

Fazê-lo é também a melhor forma de homenagear os fundadores do Sporting Clube de Portugal e os princípios que nortearam a sua fundação.

O candidato que melhor fizer a síntese entre a razão e a emoção será o meu candidato, o nosso Presidente!

 

PS – Agradeço ao “És a nossa fé”, e em especial ao Pedro Correia, o convite para escrever este texto.

 

MANUEL DA COSTA CABRAL

Sócio n.º 22.171

Reflexões sobre o Sporting (15)

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  Autor convidado: Gonçalo Tomaz

 

Por um corte com o passado

 

Com 46 anos de associado pagante, tenho visto de tudo. Mais: tenho assistido pouco àquilo de que gostaria e muito ao que era dispensável.

Diferentes, sim - este tem sido sempre o nosso lema. Concluo agora que talvez, e infelizmente, pelos piores motivos. Na realidade, ser do Sporting não é para todos: o esforço, a dedicação, a devoção e a glória aplicam-se na perfeição a nós, Sportinguistas. 

Acontece que neste momento chegámos ao ponto de não-retorno.

Basta, não queremos mais!

 

Neste período eleitoral que atravessamos, quero dar oportunidade aos new breathers, corte com o passado, gente desconhecida com vontade de fazer coisas novas.

Não quero Velhos do Restelo, truculentos engravatados ou viajantes espaciais. É altura de olhar com seriedade para quem de facto se preocupa com o nosso Sporting. Muito embora o ecletismo seja o nosso estandarte, tudo se resume ao futebol.

Ganhámos tudo nas amadoras, estamos saciados? Não, não chega: queremos o futebol!

 

Posso até estar enganado quanto a esta eleição, quanto ao Presidente que quero para o meu Sporting. Contudo, como sócios, temos sempre o poder de eleger e demitir. Ponhamos de parte suspeições, intoxicações e lavagens de roupa.

No próximo dia 8, desejo afluência massiva às urnas, provando que temos vontade de mudar o rumo do nosso clube.

Sporting Sempre!

 

GONÇALO TOMAZ

Sócio n.º 5.063

Reflexões sobre o Sporting (14)

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 Autor convidado: Filipe Costa e Silva

 

 É hora de ser Sporting novamente

 

Quero agradecer desde já ao “És a nossa fé” pela confiança e pelo convite. É para mim uma honra escrever sobre aquela que considero ser a minha maior paixão, e a única coisa na vida, além do Sporting em toda a sua génese, que desperta em mim vontade de aprender e acompanhar sem fim, independentemente do desfecho de cada capítulo de uma história interminável no meu horizonte. O futebol, esta modalidade mágica.

 

Devo dizer que faço parte de lista do Dr. Dias Ferreira e é sobretudo a este nível que aceitei o repto de vos escrever sobre futebol, num momento em que me parece determinante que os sportinguistas percebam que é hora de ser Sporting novamente.

O que é ser Sporting, novamente?

Muitos podem pensar que é voltar a ganhar muito - e será. Muitos podem pensar que é formar mais dois bolas de ouro - e será. Muitos podem pensar em milhões para trás e para frente: aqui já não concordo tanto, mas o pensamento é infinito… contudo, para mim, voltar a ser Sporting é termos a capacidade de mais uma vez, perante um momento conturbado, fazermos da força do nosso trabalho e da nossa organização a nossa maior grandeza.

Quero com isto dizer que estar na lista do Dr Dias Ferreira, nomeadamente na área do futebol, em consonância e em equipa com o Dr Luis Natário, que já muitos devem conhecer, representa para mim poder tornar realidade o maior salto quantitativo que o Sporting alguma vez poderá dar. Isto porque pretendemos que o Sporting passe para o futebol 4.0. Dar um grande salto, rumo ao futuro, recuperando anos de atraso e quiçá até ultrapassar já os nossos rivais com as obras que temos no nosso programa e que serão executados, caso tenhamos a honra de sair vitoriosos.

 

Começando pela formação: a nossa prioridade imediata será a construção de uma nova academia de formação, com uma escola alicerçada. A nossa história é longa em jogadores nos quais não reconhecemos o devido sentimento de pertença e respeito por quem os criou. Temos observado as mais variadas teorias de análise do problema, sem que de nenhuma se tenha obtido efeitos práticos.

Pois bem, a nossa solução passa por reiniciar, aproximar, educar e formar realmente os nossos jovens de acordo com aquilo que são os nossos valores mais altos e a nossa história, desde que entrem nos nossos quadros até à idade adulta, apostando numa formação curricular adequada e não aos trambolhões, conforme tem acontecido. Para isso, temos tido reuniões com o Ministério da Educação, a fim de perceber como poderemos adaptar o ensino à necessidade de uma escola alicerçada a uma academia de futebol de ponta, como será a nossa. O formato de aulas para atletas de alta competição é totalmente desajustado. Queremos toda uma nova educação curricular, todo um novo patamar de atleta, completamente enquadrado com os ideais do clube e, acima de tudo, bem formado do ponto de vista ético.

Isto permitirá também acabar de uma vez por todas com o fosso em termos de condições materiais que existem face aos nossos rivais. É surreal que nenhum programa fale da necessidade urgente de termos mais e melhores campos. Os nossos rivais têm 12 campos relvados, um para cada equipa de formação, e nós temos o que todos sabemos, muitos deles sintéticos. É imprescindível a construção desta academia de reforço, que em colaboração com o Polo EUL e Alcochete, fará novamente do Sporting um clube na rota do que de melhor se faz no mundo. Seremos mais uma vez pioneiros no ensino escolar associado ao futebol.

Isto é ser Sporting novamente, como dizia ao início. Ser pioneiro e reinventar-se na adversidade para ser o melhor.

 

Posto isto, temos que rapidamente analisar toda a estrutura do futebol e reforçá-la de meios materiais e humanos. Nós não temos os piores do mundo, pelo contrário, as pessoas que estão no Sporting são muito boas. São é poucas e têm poucos meios.

O Sporting tem um problema de organização e de falta de operacionais que nos consigam acelerar processos. Com o convite de Dias Ferreira a Tomaz Morais, faremos do Sporting novamente o melhor na formação. Queremos também criar um cargo novo, que não existe, que é o diretor do Polo EUL para automatizar e aproximar novamente todas as necessidades do clube do conselho directivo. Para este efeito, mais uma vez fica à vista que não pretendemos entrar em guerras de nomes, mas sim acrescentar talento e necessidades em cima da reorganização estrutural, pois é isto que falta ao Sporting: ter as pessoas certas no sítio certo.

 

Se isto acontecer no futebol de formação, já estaremos muito perto da pole position. E a lista do Dr Dias Ferreira, é a única a pôr as coisas nestes termos.

 

Relativamente ao futebol profissional, também não vamos entrar em enxurradas de nomes. Vamos apostar na criação clara e definitiva de um organograma de gestão para o futebol do Sporting, que permitirá ao futebol profissional e de formação reduzir significativamente toda e qualquer falha, agilizando todo o futebol.

Para isto, temos dois passos pensados. Vamos imediatamente trazer um diretor desportivo de top europeu que temos contratado - dos que estão no mercado e não dos que se podem anunciar de forma leviana por nunca terem feito nada de palpável nesta área. Alguém que nos irá ajudar nesta reorganização e inclusive dar-nos muito know how pela sua valia.

De seguida, vamos criar um gabinete ao qual vamos chamar Analysis Board, que é um dos “meninos bonitos” do nosso programa para o futebol. Este gabinete terá seis pessoas, no mínimo - especialistas nas mais variadas áreas do futebol e que consideramos fundamentais. Teremos um especialista em observação, um médico, um especialista em marketing, um especialista em métricas, um representante do futebol de formação e um representante do futebol profissional.

Este gabinete funcionará hierarquicamente apenas abaixo do presidente da SAD, que será o Dr Dias Ferreira, e do vice-presidente para o futebol e administrador da SAD, o Dr Luís Natário.

 

Porquê? Com que objetivo?

Pretende-se analisar, gerar e fundamentar toda a informação que chega do dia-a-dia do futebol do Sporting, desde a compra e venda de jogadores até ao “iniciado problemático”, passando pela análise constante das necessidades de mais e melhores condições, através de negociações com marcas e a organização de torneios, potenciando a marca também por esse caminho. Como é possível o Sporting, com todo o seu know how na formação, não ter em Portugal um ou mais torneios de grande nível com a sua assinatura?

Este gabinete será uma verdadeira força multidisciplinar que pretende alavancar toda a gestão diária da academia, para uma profissionalização séria e comprometida.

 

Imaginemos este cenário… o treinador quer um jogador para determinada posição. O gabinete de scouting (que também necessita de reforço humano) dá ao diretor desportivo, com base nos filtros desejados pelo diretor desportivo e pelo treinador, uma lista de cinco nomes que queremos ter sempre pré-definida. A escolha dos atletas será sempre nossa, de acordo com o pretendido pelo treinador, e nunca sendo este a assumir essa opção. Caberá assim ao diretor desportivo, desses cinco nomes, levar três ao Analysis Board, após fazer o primeiro filtro. de acordo com a sua capacidade e conhecimento.

O Analysis Board irá estudar estes três nomes ao pormenor - incluindo na sua postura e comportamento nas redes sociais, histórico de lesões, marcas associadas, percurso de formação, análise métrica de todas as suas valências. Tudo esmiuçado ao ponto de "fechar” um nome, no máximo dois, junto do administrador da SAD, para que este decida o melhor negócio, já depois da valia assegurada.

Não será ninguém do Analysis Board, nem o próprio administrador da SAD, a fechar os negócios. Para isso teremos uma equipa de advogados especialistas em direito desportivo, em parceria com o administrador da SAD. Isto permitirá, de uma vez por todas, fechar compras e vendas de forma fria e comprometida com o melhor negócio para o clube. Longe do negócio das comissões ou da perda de grandes vendas. Há negócios que têm de ser feitos na hora certa.

É nesta estrutura que queremos assentar. Acreditamos que os sócios vão perceber a diferença, pois trata-se de um projeto desportivo novo e sério.

 

Acredito que já estamos a anos-luz de distância dos programas concorrentes, pensando no melhor para o Sporting, e concretamente num Sporting 4.0 no futebol, que há muitos anos é prometido e ainda não aconteceu, visto que todos, sem exceção, fizeram igual esperando resultados diferentes.

São estas as nossas grandes prioridades:

  1. Reorganização e aproveitamento de valias pessoais e humanas;
  2. Construção da nova academia do Sporting, com uma escola alicerçada;
  3. Criação do Analysis Board, em conjunto com a reorganização da academia e a contratação de um diretor desportivo de top europeu;
  4. Termos uma equipa de fecho de negócios, equidistante da emoção e da organização, apenas focada no que for melhor para o Sporting;

 

Espero ter trazido esclarecimentos e que todos se sintam entusiasmados após lerem este texto.

 

FILIPE COSTA E SILVA

Sócio n.º 73.977

 

Reflexões sobre o Sporting (13)

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 Autor convidado: David Gorjão

 

 Voto por gestão desportiva ou voto por gestão financeira?

 

Durante este período eleitoral levantou-se, muito por culpa da candidatura do José Maria Ricciardi, a ideia de que o Sporting Clube de Portugal estará com gravíssimos problemas financeiros, que apenas o próprio, devido à sua vasta carreira profissional na área financeira, poderá solucionar.

Será mesmo assim, ou será uma falácia de campanha, por parte do candidato José Maria Ricciardi?

Será sobre esta questão que os sócios terão de refletir no dia 8 de setembro de 2018, quando preencherem o boletim de voto.

 

Na minha opinião pessoal, não quero acreditar que seja assim tão grave, a situação financeira do nosso clube. Sem dúvida que é uma área muito importante de qualquer empresa, bem como de qualquer clube de futebol e no Sporting Clube de Portugal não será diferente.

Se fosse assim tão grave poderia a Comissão de Gestão contratar jogadores neste momento? Não me parece. Desta forma, insurge-se outra questão, que deverá pesar na reflexão dos sócios do SCP, ou seja, a gestão desportiva do clube.

O Sporting Clube de Portugal não ganha um título de futebol há 16 anos. Será necessário refletir sobre as razões de tal absentismo de títulos. Todos os sócios!

 

Eu já fiz a minha reflexão. Acredito que precisamos de pessoas novas, com novas ideias, que construam uma estrutura de futebol profissional com pessoas válidas, que conheçam bem a “nossa casa”, que conheçam bem a realidade do futebol português.

A nossa margem de erro é mínima. Não devemos errar, pelo que devemos escolher um Presidente que nos lidere à glória, que viva e respire futebol, mas que saiba construir uma equipa capaz de gerir esta tão grande instituição, que é o Sporting Clube de Portugal, a nossa grande paixão.

Acima de tudo, é importante que no dia 8 de setembro todos os sócios venham exercer o seu direito, pois o Sporting Clube de Portugal precisa de todos

 

DAVID GORJÃO

Sócio n.º 75.470-0

Reflexões sobre o SCP (primeiro balanço)

 

A ver passar os campeonatos. De João Gil.

 

Recuperar a alma leonina. De Luís Barros.

 

Mecanismos de consulta aos sócios. De Sol Carvalho.

 

Aposta inequívoca na formação. De Luís Cunha Miranda.

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting. De António Cruz.

 

Clube deve ser reconstruído por todos. De Ricardo Andrade.

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo". De Francisco Manuel Figueiredo.

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0. De Martim Bustorff.

 

Elogios despropositados a Bruno de Carvalho. De Eduardo Gradiz.

 

Sem rótulos nem preconceitos. De Luís Ferreira.

 

Gestão desportiva fracassada. De Jorge Santos.

 

Poder mandar e saber mandar. De Luís Morais.

 

Reflexões sobre o Sporting (12)

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 Autor convidado: Luís Morais

 

 Poder mandar e saber mandar

 

Tenho pena, mas continuo sem ver nos debates projectos reais e estruturados. O que continuo a ouvir são frases banais e ataques constantes entre candidatos.

Um exemplo: toda a gente bate na formação, inclusive conseguem dizer que não formámos jogadores de excepção nos últimos dez anos. Estou a falar de jogadores, não de homens. William, Gelson, João Mário, Esgaio, Francisco Geraldes, Podence, Rafael Leão, Miguel Luís, Maximiano, Jovane Cabral, Thierry Correia, Elvas Baldé... E temos um "10", Daniel Bragança, que irá dar que falar. Poderia mencionar muitos mais.

Isto significa que quem trabalha na academia faz o seu trabalho e que continuamos a formar e fornecer jogadores de altíssima qualidade.

 

O problema acontece quando chegam aos seniores. Mas aqui já não é um problema da formação: passa a ser da estrutura profissional da SAD - e também dos adeptos. Sim, dos adeptos, que não perdoam a mínima falha a um jogador da casa. A exigência é máxima para os da casa e perdoa-se aos que vêm de fora porque precisam de ter um período de adaptação.

Gostava de ouvir todos os candidatos pronunciarem-se sobre as melhorias que tencionam fazer em relação à estrutura da academia. O que pensam fazer para mudar a mentalidade dos sócios e adeptos em relação aos jogadores formados no Sporting?

 

Falta pouco tempo para as eleições e ainda nenhum candidato me convenceu a votar no seu programa. Vou esperar pelos restantes debates para ver se finalmente alguém apresenta algo de concreto e real.

Numa coisa estou de acordo com todos eles: o que tem faltado é liderança.

Tive um capitão nos paraquedistas que dizia que toda gente pode mandar mas nem toda a gente sabe mandar...

 

LUÍS MORAIS

Sócio n.º 72.084

Reflexões sobre o Sporting (11)

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 Autor convidado: Jorge Santos

 

 Gestão desportiva fracassada

 

Acho piada àqueles que teimam em só falar do que pensam ter sido bom e a querer que tal se sobreponha aos erros cometidos, tornando assim muito positivo o balanço do mandato de Bruno de Carvalho. Delírios!
A quantidade de pernas-de-pau que foram contratados e não acrescentaram nenhuma qualidade ao plantel é extensa. Lembro-me, por exemplo, do Maurício. O que me interessa que o Maurício tenha sido vendido por um valor superior ao que o Sporting pagou para o contratar? Isso transforma-o numa boa contratação? Para mim não! A única conclusão que retiro é que o scouting da Lázio ainda é pior do que o do Sporting.
Não era mau jogador... era péssimo. Tão mau, que os adeptos do clube onde jogava no Brasil, quando o Sporting o contratou, ficaram contentes com a sua saída. É apenas um exemplo de jogador sem qualidade para representar o Sporting. A lista é muito extensa.

 

Se não é normal falhar contratações?

É, todos os clubes falham. Mas aqueles que menos recursos têm, tendem a ser ainda mais assertivos e rigorosos nas escolhas. Os erros dos últimos anos até poderiam ser mais tolerados e (alguns) desculpados se Bruno de Carvalho não tivesse criticado tão ferozmente os antecessores e não tivesse intentado contra estes uma verdadeira cruzada, qual paladino do conhecimento total do futebol, apregoando alto e bom som que com ele não existiriam maus negócios. Dou apenas um exemplo, até porque engloba todas as vertentes (ordenado milionário, valor de transferência, prémio de assinatura e comissões a empresários): Doumbia! 7,2M€ para a Roma, 3M€ de prémio de assinatura para o jogador, o ordenado que se conhece a rondar os 5M€/ano e comissão para o empresário, obviamente (não sei o valor).
Faço uma ressalva (porque não tenho a certeza): a de o prémio de assinatura poder ser diluído no ordenado e levar o mesmo até estes valores. De qualquer forma, nunca pode ser considerado um bom negócio.


Por isso, deixem lá de uma vez por todas de elogiar uma "brilhante" gestão desportiva que, na verdade, provou ao longo de cinco anos ser um verdadeiro fiasco. As maiores vendas que realizou, excepção feita a Slimani, foram as dos jogadores da formação e não jogadores contratados que tenham sido valorizados nos seus mandatos.

Última nota: a época de Leonardo Jardim não foi mérito do ex-presidente mas antes do próprio Leonardo Jardim. Com muito parcos recursos, foi obrigado a fazer um milagre ainda maior que o de Sérgio Conceição na última época. Foi quem lançou William. Onde andava William na altura? Desterrado na Bélgica, emprestado ao Brugge, onde se calhar teria continuado por muito mais tempo não fosse o caso de Leonardo Jardim ter passado pelo Sporting.

Excelente escolha do ex-presidente é verdade, não esqueço. Mas quando colocamos as coisas na balança, no deve e no haver, não consigo fazer um balanço positivo.

 

JORGE SANTOS

Reflexões sobre o Sporting (10)

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 Autor convidado: Luís Ferreira

 

 Sem rótulos nem preconceitos

 

Não importa saber em quem votaria Bruno de Carvalho no dia 8 de Setembro.
Assim como não importa saber em quem votaria Godinho Lopes.
Talvez perguntar: em quem votará Bettencourt? Em quem votará Dias da Cunha? Em quem votará Roquette? E em quem votará Santana Lopes? E em quem votará Sousa Cintra? Destes ex-presidentes importa alguma coisa porque são sócios de plenos direitos.
(Soares Franco, sabemos que vota em Ricciardi)

Também importa pouco ou nada que Varandas tenha sido o responsável médico do clube até à final da Taça, que Ricciardi e Dias Ferreira tenham apoiado até muito recentemente Bruno de Carvalho, que Madeira Rodrigues tenha concorrido contra BdC em fevereiro/março de 2017, que Rui Jorge Rego tenha feito parte da lista (derrotada) para a Mesa da Assembleia Geral de Godinho Lopes, ou que Tavares Pereira ...(bom, de Tavares Pereira não sei o que dizer). 

Assim como não importa que, eventualmente, Benedito seja hoje o candidato dos "brunistas" e que Ricciardi seja o candidato dos "croquetes". 
Interessa, isso sim, ollhar para os candidatos, as suas listas e os seus programas sem rótulos nem preconceitos - e decidir livremente.

Numa perceção do que será a situação atual: Dias Ferreira, Tavares Pereira, Rui Jorge Rego e Madeira Rodrigues lutam para 20-25% dos votos e João Benedito, José Maria Ricciardi e Frederico Varandas para os restantes 75-80%. 
Sou incapaz de prever quem vai na frente, acho que está e vai ser muito renhido, mas eventuais desistências e apoios dos candidatos previsivelmente com menos votos podem vir a ser decisivas.

(No caso de Benedito, para mim importa esclarecer pelo menos duas coisas. Quem é o CEO que pretende contratar - não pode manter elusiva uma escolha dessas - e que tipo de ameaças um dos elementos da lista, julgo que Daniel Monteiro, andou ou não a fazer a mando de BdC).

 

LUÍS FERREIRA

Sócio n.º 11.441-0

Reflexões sobre o Sporting (9)


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 Autor convidado: Eduardo Gradiz

 

 Elogios despropositados a Bruno de Carvalho

 

De uma vez por todas, devemos parar de elogiar o trabalho de Bruno de Carvalho. Faz-me lembrar aquelas pessoas que vivem juntas e em que ele trata a mulher sempre de forma correcta, mas de repente desata a bater-lhe, a maltratá-la e a desrespeitá-la enquanto nós o defendemos porque ele sempre a tratou bem...

A forma como o ex-presidente sempre desrespeitou os sócios e o clube não pode e não deve ser minimizada pelo "suposto" trabalho que fez.

 

Relembro que quando BdC entrou no Sporting teve logo à cabeça aquilo de que mais nenhum outro presidente do clube usufruiu: 18 milhões do Rojo mais 12 milhões do Bruma. Arrancou com 30 milhões: nunca nenhum presidente leonino dispôs desta tesouraria

De todos os exercícios de Bruno de Carvalho, ao longo dos últimos cinco anos, apenas um foi positivo, em cerca de 30 milhões de euros, devido à venda de três jogadores: João Mário, Slimani e Adrien Silva. 

Por tudo isto, considero que despropositado aludir ao trabalho dele como meritório. Porque não foi. Se o tivesse sido, não teria sido destituído.

 

Quem tenha dúvidas, veja como trabalham outros clubes, fora e dentro do País, e poderá constatar as diferenças...

 

EDUARDO GRADIZ

Sócio n.º 25.423-0

Reflexões sobre o Sporting (8)

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Autor convidado: Martim Bustorff

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0

 

O primeiro, Marketing 1.0, nasceu com a Revolução Industrial, com a produção em massa e a padronização, na qual o objetivo era o produto. Era suficiente dizer que um produto existia para vendê-lo. A concorrência era praticamente inexistente. Antes, tudo era feito de forma artesanal, agora podia-se comprar utensílios e artefatos industrializados e baratos.

Já o segundo, Marketing 2.0, surgiu com a Era da Informação, com a evolução da televisão, por exemplo, no qual os consumidores já podiam comparar e definir as suas preferências. Portanto, obter a preferência do consumidor era o objetivo. Nascia a concorrência e a ciência do consumo. Os profissionais de marketing precisavam competir entre si e diferenciar os seus produtos. Surgiram os famosos 4 P’s do Marketing.

No inicio deste século, surgiu o Marketing 3.0, baseado em valores, no qual os consumidores são mais do que pessoas que passam o cartão, mas sim pessoas com espíritos, valores, propósitos e objetivos de vida, e as marcas simbolizam esses valores como símbolos de status e significado. Essas pessoas apresentam anseios e necessidades, e querem realizar-se como seres humanos a cada compra.

O Marketing 3.0 tem uma abordagem mais humana do marketing como um todo, onde o foco não é apenas nos produtos e serviços, mas sim na alma (coração, mente e espírito) do consumidor e nas relações com ele. Este relacionamento é baseado em valores comuns, por isso as marcas começaram a investir em posicionamentos mais humanizados, criação de vínculos emocionais e atribuição de significado emocional aos seus produtos e serviços.

Agora caminhamos para o marketing 4.0, uma era na qual temos uma integração maior entre os canais de marketing e a explosão do consumo de conteúdo digital no mundo. Essa nova fase do marketing permite um aprofundamento do marketing 3.0, ainda mais centrado no cliente com o uso de tecnologias e comportamentos que não existiam há dez anos.

 

As mudanças que deram origem ao Marketing 4.0

 

Três mudanças importantes marcaram a migração para o marketing 4.0: o efeito Google, o efeito Redes Sociais e o efeito Serviços.

 

O conceito Marketing 4.0: do tradicional ao digital

O Marketing 4.0 aparece com a inclusão digital, facilitando o acesso à tecnologia a mais pessoas e tornando o processo de compra mais pessoal, e onde a cadeia de valor se torna cada vez mais horizontal, com menos intermediários.

Este processo horizontal acontece quando os consumidores também fornecem conhecimento às empresas e a outros consumidores, havendo muito mais troca de informações entre empresa e consumidor. O conhecimento e dados sobre o consumo acontece em tempo real.

Hoje, o consumidor tem uma relação extremamente pessoal com os produtos e os serviços que adquire, vê a marca como parte integrante da sua vida e dos seus valores. A marca simboliza valores pessoais e transmite para a sociedade a imagem que o consumidor deseja construir sobre si mesmo.

Esse comportamento dos consumidores coloca-os numa posição de advogados das marcas, tanto relatando experiências no mundo tradicional em sites como Trip Advisor, quanto na busca de referências digitais para escolher onde jantar numa cidade em que se está a viajar. O tradicional e o digital estão nesta fase já conectados.

 

Principais Características do Marketing 4.0

A Era 4.0 do Marketing traz algumas características próprias, que vale a pena ressaltar:

  • Consumidor com menos tempo e com mais distrações;
  • Fragmentação subcultural do consumidor;
  • Humor do consumidor é importante;
  • Integrar o marketing tradicional com o digital;
  • Criar momentos WOW para se destacar;
  • Marketing multicanal;
  • Experiências completas com o consumidor;
  • Integração total entre marca e consumidor;
  • Análise de dados mais específicos;
  • Análise comportamental dos consumidores;
  • Uso de aplicações mobile;
  • Gamification

Hoje vivemos num mundo que, em muitos casos, a internet tem mais penetração do que a televisão, por exemplo. Não temos uma única voz, mas múltiplas vozes que se encontram em comunidades (físicas e virtuais).

São essas comunidades que devem ser valorizadas, com a partilha de histórias positivas com as marcas, produtos e serviços.

 

O marketing 4.0 é uma abordagem de marketing que tem em conta os sentimentos humanos, as transformações sociais e as revoluções de interação na rede e o Sporting Clube de Portugal tem de focar-se na transição para esta nova realidade.

O Sporting deve focar-se em criar soluções que ajudem a economizar tempo, que facilitem a vida dos seus sócios e adeptos e que também tragam mais humanização na relação de troca de interesses.

 

Interação ONline Vs. OFFline

Esse é um dos pontos mais importantes do Marketing 4.0. Já que o tradicional e o digital devem conviver e relacionar-se.

Não dá para fazer marketing tradicional da mesma forma, as ferramentas tradicionais agora precisam de coexistir com as ferramentas digitais.

O marketing tradicional pode e deve apoderar-se das possibilidades do marketing digital, como a interação com as comunidades de forma mais aberta e transparente.

Há importantes conceitos que devem ser usados nas campanhas de marketing da atualidade:

Trata-se dos 5As, do inglês aware (consciência/conhecimento), appeal (apelo), ask (pergunta/questionamento), act (ação) e advocate (advocacia/defesa).

Outro ponto importante a ter em conta é o comportamento das pessoas. Considerando a aproximação com o cliente/sócio, as campanhas devem ser ainda mais personalizadas e customizadas (Cliente Único), sendo utilizados dados (Big Data) e métricas quantitativas e qualitativas.

O marketing deve aprofundar ainda mais a técnica de storytelling (Behind Scenes), contando histórias que envolvam o sócio/adepto e o faça querer compartilhá-las e interagir ainda mais com a marca Sporting.

As barreiras entre marca e consumidor devem ser quebradas e dar lugar a uma conectividade realmente transparente.

Hoje é impossível fazer um negócio com uma empresa e uma marca sem usar o marketing digital. Para sobreviver e, mais importante, crescer é imprescindível investir nesse segmento.

Todos estamos conectados e as marcas devem descobrir onde os seus clientes e possíveis clientes estão online e interagir com eles.

 

Presença em diversos canais

A presença em diversos canais dá-se tanto no tradicional como no online. Os clientes devem conseguir encontrar os produtos ou serviços sem grandes esforços. As empresas têm a possibilidade de estar diante dos clientes, onde quer que estejam.

Por isso, as empresas devem usar os diversos canais, tanto em redes sociais como qualquer outra plataforma disponível, para fazer com que o consumidor chegue até os seus produtos e serviços.

Em cada um desses canais, a empresa deverá ter uma postura de acordo com o que é esperado naquela plataforma, enviando sempre uma mensagem adaptada ao meio, mas com todas as características de sua marca, criando uma comunicação integrada e contextualizada.

 

Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo deixou de ser uma tendência, é uma estratégia que se vem fortalecendo a cada dia e não vai parar por muito tempo. Criar conteúdo relevante na web é a principal abordagem dessa estratégia de marketing.

Dentro do seu segmento de negócio, o Sporting deve descobrir todas as dúvidas e as preocupações dos seus clientes e ainda como ajudá-los com conteúdo interessante, contextualizado e de qualidade.

O Sporting precisa mostrar que é uma referência, a melhor solução. Deve oferecer conteúdo e ajuda gratuita para atrair a atenção e cativar os clientes, que sabem que podem sempre contar com o clube para se manterem informados sobre um determinado assunto e confiar nas informações transparentes para basear as suas escolhas.

O clube usará esse conteúdo para ser divulgado nos múltiplos canais de comunicação/Ecossistema digital.

 

Momento WOW do Marketing 4.0

Investimento em marketing 360 graus voltado para a experiência do utilizador, onde todas as ferramentas disponíveis se integram para criar uma lembrança marcante para o consumidor através da experiência vivenciada, tornando o consumidor muito mais do que um cliente, também um defensor da marca.

Para criar esse momento WOW é preciso ir além de um bom atendimento, um bom serviço ou produto. É preciso superar as expectativas e realmente envolver o consumidor na experiência da marca.

 

Resumo Final – Marketing 4.0

Esta nova fase do marketing é ainda mais pessoal do que antes. O objetivo vai além de vender produtos ou serviços, para gerar significado e agregar um valor real na vida do consumidor, fazendo-o sentir-se parte da marca. Essa abordagem do marketing sugere que deve ser feita de pessoas reais para pessoas reais.

O novo consumidor está conectado o tempo todo, portanto, é mais exigente e requer uma abordagem diferenciada. O consumidor pesquisa as suas informações na internet para avaliar os serviços e os produtos de diversos tipos de empresas antes de realizar uma compra.

Com os avanços tecnológicos, o mercado tornou-se híbrido, empresas e consumidores trocam informações a todo o momento. Como a comunicação digital é democrática, todos ganharam uma voz, e a construção das comunidades acontece em espaços não dominados pelas empresas.

Mais do que nunca é fundamental apresentar uma excelente interação entre empresas e clientes, como também realizar um trabalho de defesa da marca, uma presença marcante na vida dos consumidores em diversos canais, uma integração do marketing on e off e também investimento no marketing de conteúdo e todas as suas estratégias.

 

Em suma, falar de marketing tradicional e digital não faz qualquer sentido nos dias de hoje. O que agora existe é um movimento de convergência, que fará inevitavelmente com que todas as agências e profissionais se tornem absolutamente híbridos e focados num propósito maior: tornar as marcas mais próximas das pessoas e mais rentáveis para quem as detém.

O Sporting Clube de Portugal tem de fazer a transiçao do Marketing 3.0 para o 4.0. Tem de conseguir unir numa só visão a Comunicação, o Marketing, a Marca e a Inovação do Sporting.

Caso eu tivesse a oportunidade de implementar uma medida, a primeira coisa que fazia era investir numa app única do Sporting para aproximar o clube dos sócios, com incorporação de novas formas de pagamento de bilhetes / Loja Verde (MBWay,etc.); informação com resultados em directo das várias modalidades; informação actualizada sobre os jogos nomeadamente trânsito, tempo esperado para entrada no Estádio, etc.; introdução de sistema de fidelização por pontos e desmaterialização progressiva da Gamebox, possibilitando o envio em formato electrónico; Há todo um mundo por explorar, com imensas soluções já implementadas por outros. Não é, por isso, preciso inventar a roda!

 

MARTIM BUSTORFF

Sócio n.º 29.036

Reflexões sobre o Sporting (7)

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Autor convidado: Francisco Manuel Figueiredo

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo"

 

Algum dia fomos tratados, na generalidade da Comunicação Social, de forma condigna, isenta e verdadeira?

Tanto quanto me lembro, e naquilo que é importante, não!Não devia, então, estranhar os tempos que correm e a prática de alguns meios de um conhecido grupo de comunicação. Desde 15 de Maio, então, é o total e completo “fartar vilanagem”...

Vem isto a propósito do mais recente (no momento em que escrevo...) "saco de carvão", oferecido pelo CM a propósito das modalidades do nosso Clube e do seu pretenso prejuízo. Admito, para adiantar, que haja prejuízo nas modalidades e que esse prejuízo seja o que vem referido (à volta de cinco milhões de euros). Gostava que o Sporting garantisse saldo zero nos seus exercícios. Ou que, melhor ainda, garantisse algum saldo positivo que permitisse melhorar as condições das modalidades. Mas não é nada disso que está aqui em causa. Se o pasquim estivesse verdadeiramente interessado no assunto, faria um retrato geral e não se fixaria apenas no Sporting Clube de Portugal.

Com esta "revelação" o pasquim persegue dois objectivos:

O primeiro é o geral – denegrir, apoucar, menosprezar o nosso Clube;

O segundo é mais refinado, mas para mim tão evidente como o primeiro – ajudar uma das sete candidaturas em presença, "por acaso" aquela protagonizada por quem de há muito vem sustentando que o Sporting deve ser um clube de futebol e que tudo o resto é "palha" que estorva.

 

Não é preciso ler nem ver (o pasquim e a tv em causa). Basta passar os olhos, gastar poucos segundos, para perceber o guião.

Basta olhar para o calendário dos debates anunciados (entretanto contestados por duas candidaturas, pelo menos) para perceber quem é clara e escandalosamente beneficiado, quem é, no fundo, o candidato daquele grupo de comunicação: José Maria Ricciardi, a eminência parda de muitas direcções anteriores, o homem que se diz por trás da maioria das operações financeiras, alguém especialista em números, alguém que, arrisco escrever, sente o Sporting como um negócio e que, portanto, jamais perceberá o que os adeptos e sócios sentem, pensam e desejam.

 

Desde que me lembro (e vão lá mais de cinco décadas), o Sporting é o clube das modalidades: do futebol como do ciclismo, do andebol como do ténis de mesa, da natação como do voleibol, do futsal como do bilhar… do Joaquim Agostinho, do Carlos Lopes, do Bessone, do Damas, do Pedro Miguel, do Rendeiro, da Carla Sacramento, do Benedito, do João Roque, do Fernando Mamede, do Brito, do Carvalho, do Livramento, do Francis Obiqwelu, do Leonel Miranda, do José Carlos, do Rui Silva, do Hilário, da Patrícia Mamona, do João Morais, da Vânia Silva, do João Matos, da Irina Rodrigues, do…, da… da…, tantas e tantos que ostentaram e ostentam o mesmo emblema que Peyroteo e Francisco Stromp, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

 

Somos isto!

Somos este ecletismo, este esforço para apoiar quem pratica outro desporto que não o futebol.

Somos um dos mais titulados clubes da Europa e do Mundo e não o somos pelo futebol.

Somos muito mais que futebol!

Somos e queremos continuar a ser!

Sem loucuras, mas sem perder de vista o desígnio que presidiu à fundação do nosso Clube que temos obrigação de respeitar, honrar e continuar. Tão grandes como os maiores da Europa!

 

FRANCISCO MANUEL FIGUEIREDO

Sócio n.º 8.770

Reflexões sobre o Sporting (6)

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Autor convidado: Ricardo Andrade

 

Clube deve ser reconstruído por todos

 

Os sportinguistas são todos iguais. Não há uns mais iguais que outros.

Neste blogue já muito foi falado sobre o futuro desportivo ou financeiro do clube, com opiniões diversas sobre o rumo que o Sporting deve tomar depois da hecatombe que nos atingiu no último final de época. No entanto, há um factor pouco analisado, a meu ver fundamental. É evidente que se criou uma verdadeira guerra civil dentro do nosso clube (ainda que esta seja entre uma maioria relativamente silenciosa em comparação com a minoria extremamente ruidosa).

É costume dizer-se que "a história é feita pelos vencedores". Mas, independentemente do futuro próximo do clube do nosso coração, devemos ter atenção para não incorrer neste erro. O processo de cura do nosso clube não pode ser feito com divisões ou exílios. Tem que haver uma força unificadora entre os sportinguistas. Não pode acontecer que qualquer apoiante de Bruno de Carvalho, por exemplo, seja exilado do nosso clube, que seja injuriado ou caluniado sempre que se dirija a um espaço que deve ser de todos os que gostam do Sporting.

Perdoem-me se esta visão é inocente (talvez seja utópica), mas considero fundamental avançarmos com a crença de que amamos todos o Sporting (sim, até BdC e os seus apoiantes o amam). Cada um tem a sua opinião, cada um é mais ou menos movido pelas emoções, mas são precisos todos os sportinguistas para reconstruir o clube - até os que, iludidos, ajudaram a destruí-lo.

Antes de BdC considerava meus irmãos de Sporting gente que agora pertence aos 29%, e que ainda hoje o apoia cegamente. O destino destes "cegos" (passe a expressão) não pode ser o mesmo do livro de Saramago. Porque é que não poderei continuar a considerá-los meus irmãos de Sporting depois disto tudo?

Quando formos vencedores da Champions de futsal, quando formos mais uma vez campeões (nacionais e lá fora) em hóquei em patins, no andebol, no voleibol, até no basquetebol, quando por fim alcançarmos aquilo por que sofremos há tantos anos, sermos campeões no futebol sénior masculino (algo que praticamente nunca vi), quero festejar com esses 29%. Porque também são Sporting, como todos nós.

 

RICARDO ANDRADE

Sócio n.º 117.137-0

Reflexões sobre o Sporting (5)

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Autor convidado: António Cruz

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting

 

I – Aquisição dos 4 Saberes do Sporting Clube de Portugal

Todos os jovens atletas a ingressarem no clube deverão invariavelmente ter uma integração adequada à sua idade e gradual à medida que progridem de escalão como se fosse um plano de estudo com vista à aquisição dos saberes sportinguistas:

  1. Saber Ser Sportinguista – Conhecer toda a história do clube desde a sua fundação, os valores do Sporting, o amor ao clube, saber cantar o hino do Sporting, conhecer as datas marcantes do clube e os seus presidentes, os grandes ídolos de todas as modalidades e participarem nos grandes jogos devidamente integrados nas claques do Clube por adeptos devidamente preparados e certificados pelo Sporting (adepto que saiba respeitar os valores do civismo, do desporto e do Sporting, ter sempre pelo menos um ex-jogador do clube com passado como referência, que nunca tenha traído o clube, em cada escalão para a transmissão dos valores (exemplo: Carlos Xavier, Beto, Nelson, etc.,);
  2. Saber Estar Sportinguista – Existência de um código de conduta sobre a forma de estar no desporto e no clube tendo como o exemplo o nosso expoente máximo da formação, Cristiano Ronaldo: Apresentação (roupas adequadas para a idade, corte de cabelo, desencorajar o atleta a fazer tatuagens), respeito pelos adversários independentemente do seu valor, sem perder a competitividade e sem violência ou vigarice, respeito por si próprio (ter uma cultura de trabalho, esforço, dedicação, cuidados com o seu corpo), respeito pelo Sporting (amor à camisola é mais importante do que os valores materiais, ensinar que a formação no Sporting poderá ser um período transitório mas que deverá sempre respeitar o clube, os seus valores, o seu emblema e os seus adeptos);
  3. Saber saber Sportinguista – o jovem da formação deverá continuar a apostar na sua formação académica. Criar todas as condições para o sucesso escolar;
  4. Saber técnico Sportinguista – Dotar a formação com os melhores treinadores. No passado, o Benfica veio buscar alguns ao Sporting. Porque não também não fazê-lo?

 

II – Imagem do Clube e da Formação e da Academia do Sporting

  1. Eleger os jogadores Cristiano Ronaldo, Figo, Nani, Eric, Cédric e Adrien como os “embaixadores” da nossa Academia com participação em filmes de propaganda do Clube e promocionais nos países de PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Brasil, América latina, Estados Unidos, Europa, Médio Oriente e China;
  2. Abrir a Academia à Comunidade e valorizar a função social do Sporting: promover convívios entre as escolas primárias e secundárias com atletas e visitas à Academia, permitindo o convívio dos atletas da formação com as outras crianças; Promover a participação dos atletas da formação em acções de solidariedade social (Fundação Sporting) em lares de idosos, de crianças e jovens em risco, prisões e hospitais pediátricos (juvenis e juniores).

 

III – Recrutamento

  1. Redefinir o alargamento da rede de recrutamento;
  2. Definir o perfil do olheiro tendo em conta as características humanas, técnicas, amor ao clube e a capacidade de interagir com o meio;
  3. Promover parcerias com as secretarias do Desporto dos Países dos PALOP para estágios na Academia (ainda esta semana, o Real Madrid vai fazer um recrutamento com 80 jovens de todas as partes do mundo, com alguns técnicos portugueses na prospecção e só em Moçambique, com o patrocínio da Secretaria do Desporto, vão oito miúdos fazer um estágio. E o Cristiano Ronaldo foi o estandarte, apesar de já estar na Juventus;
  4. Reforçar o apoio as Escolas/Academias existentes espalhadas pelo Mundo e se possível aumentá-las.

 

IV – Formação na Academia

  1. Redefinir o método de treino;
  2. Criação do centro de alto rendimento (ideia do candidato Frederico Varandas)
  3. Definir o perfil do treinador tendo em conta as características de liderança, trabalho em equipa, humanas, técnicas (devidamente credenciado), amor ao clube, de preferência um ex-atleta, e pedagógicas;
  4. Definir o perfil do diretor, ex-atleta, tendo em conta as características de liderança, trabalho em equipa, humanas, técnicas, amor ao clube, capacidades de gestão, administrativas para assuntos relacionados com a Federação de futebol e capacidades pedagógicas;
  5. Introduzir na equipa técnica uma psicóloga, preferencialmente uma mulher, para o apoio ao jovem na sua evolução como atleta e como homem.

 

Seria bom se o Sporting conseguisse construir uma Academia em Lisboa para aumentar a procura por parte dos jovens.

 

ANTÓNIO CRUZ

 

Reflexões sobre o Sporting (4)

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Autor convidado: Luís Cunha Miranda

 

Aposta inequívoca na formação

 

A formação do Sporting sempre foi para os sócios a última reserva moral que permitia dizer que apesar dos campeonatos nacionais perdidos o Sporting formava os melhores jogadores e os êxitos desses jogadores reflectiam a qualidade e grandeza do nosso clube. Mas, realmente, uma aposta na formação nunca existiu: apenas serve para ser utilizada em período eleitoral ou em tempos de crise.

Quem não se lembra da terrível época de 2012/13 que apenas de bom serviu para que Eric Dier, Tiago Ilori, Bruma e Esgaio aparecessem e que Cedric e Adrien se cimentassem na equipa após o empréstimo à Académica?

Destes, quantos permanecem no clube seis anos depois?

 

Aquilo que todos sabemos e calamos é que nos últimos três anos contrataram-se 42 jogadores, nos quais se gastaram 107 milhões de euros (in Record, Agosto 2018), e com isso houve X% para o empresário, para o pai, para o amigo e também X% para dirigentes (?) ou treinadores (?). Portanto, a formação é apenas um slogan ou soundbite para toda a gente que dirige o Sporting e fumo para os olhos dos sócios.
Porque quando há dinheiro - ou verbas a receber da TV - ficamos como um clube novo-rico?
O que aproveitámos verdadeiramente das compras, em três anos, de quase quatro equipas de jogadores?
Obtivemos mais-valias económicas e desportivas de quantos?
Para agudizar o caso, os rivais melhoraram muito a sua formação e em certos casos ultrapassaram-nos, nomeadamente no marketing e na visibilidade dada aos seus jogadores e às vendas pelo patamar mínimo de 15 milhões.
 
A culpa da não aposta verdadeira na formação é também nossa. Não só maltratamos e cobramos mais aos jogadores saídos da Academia como não exigimos às direcções que, para comprarem o que se compra, mais vale termos profissionais a custo quase zero vindos de Alcochete.
Permitimos esta suspeição de negociatas que não beneficiam o clube com a rotação de dezenas de jogadores de qualidade duvidosa. É algo que criticamos nos outros clubes e que não devíamos aceitar no Sporting, até por nos afirmarmos diferentes.
 
A solução está em escolher bem a próxima direcção e que esta aposte sem reservas e inequivocamente na formação.
Inovando conceitos e recrutamento.
Passando novamente e definitivamente para a frente dos rivais.
Criando, mais que jogadores, pessoas íntegras que gostem do clube: que sejam acompanhados pelos melhores técnicos e que a estrutura toda respire Sporting.
Tendo lá os nossos ícones do passado a transmitir o amor à camisola, para que cada vez que beijarem o símbolo o sintam genuinamente e que isso não seja apenas para a foto da rede social de escolha.
 
O objectivo é ter uma visão estratégica a longo prazo, tal como existe em alguns clubes. Comprar duas ou três verdadeiras mais-valias mas ter os outros todos feitos no Sporting. Saber quem vai ser a aposta seguinte da formação para cada posição e não ter medo de apostar em miúdos de 17 ou 18 anos.
Se Messi ou Mbappé fossem da academia, só jogavam depois de três empréstimos ou saíam sem nunca renderem desportivamente para o clube, por uma verba diminuta para o seu valor.
 
Temos de mudar ou melhorar três etapas: saber recrutar, saber formar e integrar (futebolisticamente mas também socialmente) e por fim saber valorizar (na equipa ou numa venda).
Ou há honestidade e transparência transversal a todo o Sporting - e assim a aposta na formação é crucial - ou isso é apenas retórica para enganar tolos e levar uns milhões para casa via Panamá ou similar. Temos que incutir aos jogadores que ser da equipa sénior do Sporting não é um ponto de passagem, o mais rápido possível, para o estrangeiro, mas um ponto de chegada, o mais desejado possível.
A mística e o amor à camisola num mundo como o de hoje são difíceis, especialmente numa indústria hiper mediática e que gera milhões, mas ainda possíveis quando se trabalha pensando na excelência e com foco no clube, nos seus sócios e adeptos.

 

LUÍS CUNHA MIRANDA

Sócio n.º 10.710

Reflexões sobre o Sporting (3)

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Autor convidado: Sol Carvalho

 

Mecanismos de consulta aos sócios

 

Será presidente aquele que tiver maioria simples na votação de 8 de Setembro. Dizem os estatutos. Mas se queremos uma direcção que represente a maioria dos sócios do clube, deveria haver de todos os candidatos o compromisso de uma segunda volta (através de eleições ou de uma outra consulta aos sócios, algo que não é proibido e é até aconselhável) de forma a estabelecer-se um candidato com a maioria absoluta e a reunir os pontos de interesse das várias candidaturas. Isto é particularmente importante neste momento de tanta ruptura interna. Assim, os dois candidatos mais sufragados deveriam sujeitar-se a nova consulta aos sócios ou estabelecerem um acordo mútuo.

Aliás, deixo já daqui o repto para que no futuro se adopte com mais frequência mecanismos de consultas que não têm necessariamente de ser Assembleias Gerais. Consultas propriamente ditas, referendos e outros mecanismos podem ser estabelecidos, de uma forma simples e directa (inquéritos, por exemplo), ou usando tecnologias modernas (informatização de consultas que podem atingir os sócios em todo o mundo).

Acho que os candidatos se devem pronunciar sobre isso.

Não será ilegal haver um presidente que ganhe a maioria com 20% ou 25% mas é, sem duvida, politicamente muito mais eficaz que o ganhador seja sufragado por uma maioria absoluta dos sócios.

 

SOL CARVALHO

Sócio n.º 159.833-0

Reflexões sobre o Sporting (2)

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Autor convidado: Luís Barros

 

Recuperar a Alma Leonina

 

Olhemos para o FC Porto. Nos últimos 40 anos criou uma cultura vencedora, porque soube gerir o seu património humano desportivo, mantendo uma linha e uma filosofia que passa de geração em geração. Fernando Gomes, João Pinto, Paulinho Santos, Rui Barros, Sérgio Conceição e até mesmo António Folha, agora treinador do Portimonense, são exemplos de antigos profissionais que estiveram ou estão na estrutura desportiva do FC Porto.

O que se tem passado no Sporting, principalmente nos últimos anos? Vemos um Inácio que entra e sai conforme a vontade e as necessidades do ex-presidente. Vimos um dos grandes símbolos vivos do Sporting, Manuel Fernandes, ser enxovalhado publicamente, ser despedido e readmitido pelo ex-presidente, conforme as suas vontades e necessidades egocêntricas. Quem mais ficou na estrutura desportiva? Ninguém.

Como se pode passar a tão famosa "mística" sem haver um ídolo ou um farol que incentive e crie a ilusão em futuros e jovens craques? Não se pode. Por isso, o Sporting vive com a "mística" da formação e da "criação" de dois craques planetários que o foram mas com as camisolas de outros clubes. Isto tem de mudar: o futuro Presidente terá de tomar isso em conta. Para ressuscitar a formação é imperioso que haja "homens do futebol" na estrutura e não só treinadores de formação.
Oceano, Sá Pinto, Beto e Carlos Xavier são exemplos de homens do futebol que poderiam fazer parte da estrutura e trouxessem de novo, alguma da Alma Leonina que em parte se perdeu e que tanta falta nos tem feito nos últimos anos.

 

LUÍS BARROS

Sócio n.º 106.542-0

Reflexões sobre o Sporting (1)

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Autor convidado: João Gil

 

A ver passar os campeonatos

 

Uma coisa que deve ser reflectida é porque é que jogadores como Bruma, Rafael Leão, Gelson Martins e outros têm afinal comportamentos deste tipo com o Sporting.

O Sporting patrocina dezenas destes jogadores, que depois mais não fazem que cuspir no prato em que comeram desde que começaram a ser gente. Eles e as suas famílias, diga-se. E estes jogadores e quem os representa fazem-no sem qualquer problema de consciência ou de sentido de ética, moral ou de retribuição. É revelador da politica seguida desde há anos pelo clube e de como é frágil e não protege os interesses de longo prazo do Sporting.

 

É preciso perceber melhor o contexto socio-cultural destes jogadores para se perceber como investir na sua formação desportiva. O Sporting é um clube de amadores e aprende pouco com os exemplos dos outros que sabem melhor como é que se gerem as pessoas em contexto desportivo.

O Sporting não existe para formar homenzinhos. A Academia existe para formar jogadores e para os rentabilizar. Acontece que a Academia do Sporting o que tem feito é formar jogadores para os adversários se aproveitarem deles na plenitude deixando o Sporting a arder e a ver passar os campeonatos. Desgraçadamente.

 

Não está ao alcance do Sporting, por muito que se ache que a Academia do Sporting é uma escola de virtudes, fazer dos Brumas, Rafael Leão e Gelson desta vida homenzinhos com os quais se possa conversar de igual para igual numa relação profissional de paridade.

Quem ganhar as eleições vai ter mesmo de olhar para isto. Caso contrário, vamos continuar com a mesma ruina desportiva e a cultivar novos desaires e em consequência, potencialmente, novos populistas que cavalgam muito bem a onda em cenários de desânimo e desaire colectivo. E para ruina de tudo quanto simboliza o Sporting, devia bastar-nos o exemplo de termos tido como presidente um tipo insano como BdC.

Portanto, e a quem venha: olhe lá com atenção onde, como e em quem andam a gastar o dinheiro. A ver se vale a pena manter o sofrimento (e a despesa) de continuar a pagar quotas apenas para ter como resultado zero campeonatos.

 

JOÃO GIL

Sócio n.º 20.625-0

Repto aos leitores

A partir de amanhã iniciamos aqui uma rubrica destinada a reflectir a situação no Sporting neste período eleitoral. Não se pretende puxar por esta ou aquela candidatura, nem transformar esta secção num espaço de propaganda eleitoral, mas analisar os problemas do clube e antecipar soluções possíveis.

Fica o repto aos leitores para que intervenham: os melhores textos serão aqui publicados. Com nome e número de sócio do signatário. Poderá ser feito para o meu correio electrónico (disponível na minha área de perfil) ou para a caixa de comentários deste mesmo postal.

Os textos não devem ser demasiado extensos, o que desincentiva a leitura. Talvez valha a pena pegar em dois ou três pontos e desenvolvê-los. De forma sucinta, estimulante e original, de preferência. 

Acham bem? Aguardo as vossas respostas.

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