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És a nossa Fé!

Reflexões sobre o Sporting (11)

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 Autor convidado: Jorge Santos

 

 Gestão desportiva fracassada

 

Acho piada àqueles que teimam em só falar do que pensam ter sido bom e a querer que tal se sobreponha aos erros cometidos, tornando assim muito positivo o balanço do mandato de Bruno de Carvalho. Delírios!
A quantidade de pernas-de-pau que foram contratados e não acrescentaram nenhuma qualidade ao plantel é extensa. Lembro-me, por exemplo, do Maurício. O que me interessa que o Maurício tenha sido vendido por um valor superior ao que o Sporting pagou para o contratar? Isso transforma-o numa boa contratação? Para mim não! A única conclusão que retiro é que o scouting da Lázio ainda é pior do que o do Sporting.
Não era mau jogador... era péssimo. Tão mau, que os adeptos do clube onde jogava no Brasil, quando o Sporting o contratou, ficaram contentes com a sua saída. É apenas um exemplo de jogador sem qualidade para representar o Sporting. A lista é muito extensa.

 

Se não é normal falhar contratações?

É, todos os clubes falham. Mas aqueles que menos recursos têm, tendem a ser ainda mais assertivos e rigorosos nas escolhas. Os erros dos últimos anos até poderiam ser mais tolerados e (alguns) desculpados se Bruno de Carvalho não tivesse criticado tão ferozmente os antecessores e não tivesse intentado contra estes uma verdadeira cruzada, qual paladino do conhecimento total do futebol, apregoando alto e bom som que com ele não existiriam maus negócios. Dou apenas um exemplo, até porque engloba todas as vertentes (ordenado milionário, valor de transferência, prémio de assinatura e comissões a empresários): Doumbia! 7,2M€ para a Roma, 3M€ de prémio de assinatura para o jogador, o ordenado que se conhece a rondar os 5M€/ano e comissão para o empresário, obviamente (não sei o valor).
Faço uma ressalva (porque não tenho a certeza): a de o prémio de assinatura poder ser diluído no ordenado e levar o mesmo até estes valores. De qualquer forma, nunca pode ser considerado um bom negócio.


Por isso, deixem lá de uma vez por todas de elogiar uma "brilhante" gestão desportiva que, na verdade, provou ao longo de cinco anos ser um verdadeiro fiasco. As maiores vendas que realizou, excepção feita a Slimani, foram as dos jogadores da formação e não jogadores contratados que tenham sido valorizados nos seus mandatos.

Última nota: a época de Leonardo Jardim não foi mérito do ex-presidente mas antes do próprio Leonardo Jardim. Com muito parcos recursos, foi obrigado a fazer um milagre ainda maior que o de Sérgio Conceição na última época. Foi quem lançou William. Onde andava William na altura? Desterrado na Bélgica, emprestado ao Brugge, onde se calhar teria continuado por muito mais tempo não fosse o caso de Leonardo Jardim ter passado pelo Sporting.

Excelente escolha do ex-presidente é verdade, não esqueço. Mas quando colocamos as coisas na balança, no deve e no haver, não consigo fazer um balanço positivo.

 

JORGE SANTOS

Reflexões sobre o Sporting (10)

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 Autor convidado: Luís Ferreira

 

 Sem rótulos nem preconceitos

 

Não importa saber em quem votaria Bruno de Carvalho no dia 8 de Setembro.
Assim como não importa saber em quem votaria Godinho Lopes.
Talvez perguntar: em quem votará Bettencourt? Em quem votará Dias da Cunha? Em quem votará Roquette? E em quem votará Santana Lopes? E em quem votará Sousa Cintra? Destes ex-presidentes importa alguma coisa porque são sócios de plenos direitos.
(Soares Franco, sabemos que vota em Ricciardi)

Também importa pouco ou nada que Varandas tenha sido o responsável médico do clube até à final da Taça, que Ricciardi e Dias Ferreira tenham apoiado até muito recentemente Bruno de Carvalho, que Madeira Rodrigues tenha concorrido contra BdC em fevereiro/março de 2017, que Rui Jorge Rego tenha feito parte da lista (derrotada) para a Mesa da Assembleia Geral de Godinho Lopes, ou que Tavares Pereira ...(bom, de Tavares Pereira não sei o que dizer). 

Assim como não importa que, eventualmente, Benedito seja hoje o candidato dos "brunistas" e que Ricciardi seja o candidato dos "croquetes". 
Interessa, isso sim, ollhar para os candidatos, as suas listas e os seus programas sem rótulos nem preconceitos - e decidir livremente.

Numa perceção do que será a situação atual: Dias Ferreira, Tavares Pereira, Rui Jorge Rego e Madeira Rodrigues lutam para 20-25% dos votos e João Benedito, José Maria Ricciardi e Frederico Varandas para os restantes 75-80%. 
Sou incapaz de prever quem vai na frente, acho que está e vai ser muito renhido, mas eventuais desistências e apoios dos candidatos previsivelmente com menos votos podem vir a ser decisivas.

(No caso de Benedito, para mim importa esclarecer pelo menos duas coisas. Quem é o CEO que pretende contratar - não pode manter elusiva uma escolha dessas - e que tipo de ameaças um dos elementos da lista, julgo que Daniel Monteiro, andou ou não a fazer a mando de BdC).

 

LUÍS FERREIRA

Sócio n.º 11.441-0

Reflexões sobre o Sporting (9)


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 Autor convidado: Eduardo Gradiz

 

 Elogios despropositados a Bruno de Carvalho

 

De uma vez por todas, devemos parar de elogiar o trabalho de Bruno de Carvalho. Faz-me lembrar aquelas pessoas que vivem juntas e em que ele trata a mulher sempre de forma correcta, mas de repente desata a bater-lhe, a maltratá-la e a desrespeitá-la enquanto nós o defendemos porque ele sempre a tratou bem...

A forma como o ex-presidente sempre desrespeitou os sócios e o clube não pode e não deve ser minimizada pelo "suposto" trabalho que fez.

 

Relembro que quando BdC entrou no Sporting teve logo à cabeça aquilo de que mais nenhum outro presidente do clube usufruiu: 18 milhões do Rojo mais 12 milhões do Bruma. Arrancou com 30 milhões: nunca nenhum presidente leonino dispôs desta tesouraria

De todos os exercícios de Bruno de Carvalho, ao longo dos últimos cinco anos, apenas um foi positivo, em cerca de 30 milhões de euros, devido à venda de três jogadores: João Mário, Slimani e Adrien Silva. 

Por tudo isto, considero que despropositado aludir ao trabalho dele como meritório. Porque não foi. Se o tivesse sido, não teria sido destituído.

 

Quem tenha dúvidas, veja como trabalham outros clubes, fora e dentro do País, e poderá constatar as diferenças...

 

EDUARDO GRADIZ

Sócio n.º 25.423-0

Reflexões sobre o Sporting (8)

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Autor convidado: Martim Bustorff

 

Do Marketing 1.0 para o Marketing 4.0

 

O primeiro, Marketing 1.0, nasceu com a Revolução Industrial, com a produção em massa e a padronização, na qual o objetivo era o produto. Era suficiente dizer que um produto existia para vendê-lo. A concorrência era praticamente inexistente. Antes, tudo era feito de forma artesanal, agora podia-se comprar utensílios e artefatos industrializados e baratos.

Já o segundo, Marketing 2.0, surgiu com a Era da Informação, com a evolução da televisão, por exemplo, no qual os consumidores já podiam comparar e definir as suas preferências. Portanto, obter a preferência do consumidor era o objetivo. Nascia a concorrência e a ciência do consumo. Os profissionais de marketing precisavam competir entre si e diferenciar os seus produtos. Surgiram os famosos 4 P’s do Marketing.

No inicio deste século, surgiu o Marketing 3.0, baseado em valores, no qual os consumidores são mais do que pessoas que passam o cartão, mas sim pessoas com espíritos, valores, propósitos e objetivos de vida, e as marcas simbolizam esses valores como símbolos de status e significado. Essas pessoas apresentam anseios e necessidades, e querem realizar-se como seres humanos a cada compra.

O Marketing 3.0 tem uma abordagem mais humana do marketing como um todo, onde o foco não é apenas nos produtos e serviços, mas sim na alma (coração, mente e espírito) do consumidor e nas relações com ele. Este relacionamento é baseado em valores comuns, por isso as marcas começaram a investir em posicionamentos mais humanizados, criação de vínculos emocionais e atribuição de significado emocional aos seus produtos e serviços.

Agora caminhamos para o marketing 4.0, uma era na qual temos uma integração maior entre os canais de marketing e a explosão do consumo de conteúdo digital no mundo. Essa nova fase do marketing permite um aprofundamento do marketing 3.0, ainda mais centrado no cliente com o uso de tecnologias e comportamentos que não existiam há dez anos.

 

As mudanças que deram origem ao Marketing 4.0

 

Três mudanças importantes marcaram a migração para o marketing 4.0: o efeito Google, o efeito Redes Sociais e o efeito Serviços.

 

O conceito Marketing 4.0: do tradicional ao digital

O Marketing 4.0 aparece com a inclusão digital, facilitando o acesso à tecnologia a mais pessoas e tornando o processo de compra mais pessoal, e onde a cadeia de valor se torna cada vez mais horizontal, com menos intermediários.

Este processo horizontal acontece quando os consumidores também fornecem conhecimento às empresas e a outros consumidores, havendo muito mais troca de informações entre empresa e consumidor. O conhecimento e dados sobre o consumo acontece em tempo real.

Hoje, o consumidor tem uma relação extremamente pessoal com os produtos e os serviços que adquire, vê a marca como parte integrante da sua vida e dos seus valores. A marca simboliza valores pessoais e transmite para a sociedade a imagem que o consumidor deseja construir sobre si mesmo.

Esse comportamento dos consumidores coloca-os numa posição de advogados das marcas, tanto relatando experiências no mundo tradicional em sites como Trip Advisor, quanto na busca de referências digitais para escolher onde jantar numa cidade em que se está a viajar. O tradicional e o digital estão nesta fase já conectados.

 

Principais Características do Marketing 4.0

A Era 4.0 do Marketing traz algumas características próprias, que vale a pena ressaltar:

  • Consumidor com menos tempo e com mais distrações;
  • Fragmentação subcultural do consumidor;
  • Humor do consumidor é importante;
  • Integrar o marketing tradicional com o digital;
  • Criar momentos WOW para se destacar;
  • Marketing multicanal;
  • Experiências completas com o consumidor;
  • Integração total entre marca e consumidor;
  • Análise de dados mais específicos;
  • Análise comportamental dos consumidores;
  • Uso de aplicações mobile;
  • Gamification

Hoje vivemos num mundo que, em muitos casos, a internet tem mais penetração do que a televisão, por exemplo. Não temos uma única voz, mas múltiplas vozes que se encontram em comunidades (físicas e virtuais).

São essas comunidades que devem ser valorizadas, com a partilha de histórias positivas com as marcas, produtos e serviços.

 

O marketing 4.0 é uma abordagem de marketing que tem em conta os sentimentos humanos, as transformações sociais e as revoluções de interação na rede e o Sporting Clube de Portugal tem de focar-se na transição para esta nova realidade.

O Sporting deve focar-se em criar soluções que ajudem a economizar tempo, que facilitem a vida dos seus sócios e adeptos e que também tragam mais humanização na relação de troca de interesses.

 

Interação ONline Vs. OFFline

Esse é um dos pontos mais importantes do Marketing 4.0. Já que o tradicional e o digital devem conviver e relacionar-se.

Não dá para fazer marketing tradicional da mesma forma, as ferramentas tradicionais agora precisam de coexistir com as ferramentas digitais.

O marketing tradicional pode e deve apoderar-se das possibilidades do marketing digital, como a interação com as comunidades de forma mais aberta e transparente.

Há importantes conceitos que devem ser usados nas campanhas de marketing da atualidade:

Trata-se dos 5As, do inglês aware (consciência/conhecimento), appeal (apelo), ask (pergunta/questionamento), act (ação) e advocate (advocacia/defesa).

Outro ponto importante a ter em conta é o comportamento das pessoas. Considerando a aproximação com o cliente/sócio, as campanhas devem ser ainda mais personalizadas e customizadas (Cliente Único), sendo utilizados dados (Big Data) e métricas quantitativas e qualitativas.

O marketing deve aprofundar ainda mais a técnica de storytelling (Behind Scenes), contando histórias que envolvam o sócio/adepto e o faça querer compartilhá-las e interagir ainda mais com a marca Sporting.

As barreiras entre marca e consumidor devem ser quebradas e dar lugar a uma conectividade realmente transparente.

Hoje é impossível fazer um negócio com uma empresa e uma marca sem usar o marketing digital. Para sobreviver e, mais importante, crescer é imprescindível investir nesse segmento.

Todos estamos conectados e as marcas devem descobrir onde os seus clientes e possíveis clientes estão online e interagir com eles.

 

Presença em diversos canais

A presença em diversos canais dá-se tanto no tradicional como no online. Os clientes devem conseguir encontrar os produtos ou serviços sem grandes esforços. As empresas têm a possibilidade de estar diante dos clientes, onde quer que estejam.

Por isso, as empresas devem usar os diversos canais, tanto em redes sociais como qualquer outra plataforma disponível, para fazer com que o consumidor chegue até os seus produtos e serviços.

Em cada um desses canais, a empresa deverá ter uma postura de acordo com o que é esperado naquela plataforma, enviando sempre uma mensagem adaptada ao meio, mas com todas as características de sua marca, criando uma comunicação integrada e contextualizada.

 

Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo deixou de ser uma tendência, é uma estratégia que se vem fortalecendo a cada dia e não vai parar por muito tempo. Criar conteúdo relevante na web é a principal abordagem dessa estratégia de marketing.

Dentro do seu segmento de negócio, o Sporting deve descobrir todas as dúvidas e as preocupações dos seus clientes e ainda como ajudá-los com conteúdo interessante, contextualizado e de qualidade.

O Sporting precisa mostrar que é uma referência, a melhor solução. Deve oferecer conteúdo e ajuda gratuita para atrair a atenção e cativar os clientes, que sabem que podem sempre contar com o clube para se manterem informados sobre um determinado assunto e confiar nas informações transparentes para basear as suas escolhas.

O clube usará esse conteúdo para ser divulgado nos múltiplos canais de comunicação/Ecossistema digital.

 

Momento WOW do Marketing 4.0

Investimento em marketing 360 graus voltado para a experiência do utilizador, onde todas as ferramentas disponíveis se integram para criar uma lembrança marcante para o consumidor através da experiência vivenciada, tornando o consumidor muito mais do que um cliente, também um defensor da marca.

Para criar esse momento WOW é preciso ir além de um bom atendimento, um bom serviço ou produto. É preciso superar as expectativas e realmente envolver o consumidor na experiência da marca.

 

Resumo Final – Marketing 4.0

Esta nova fase do marketing é ainda mais pessoal do que antes. O objetivo vai além de vender produtos ou serviços, para gerar significado e agregar um valor real na vida do consumidor, fazendo-o sentir-se parte da marca. Essa abordagem do marketing sugere que deve ser feita de pessoas reais para pessoas reais.

O novo consumidor está conectado o tempo todo, portanto, é mais exigente e requer uma abordagem diferenciada. O consumidor pesquisa as suas informações na internet para avaliar os serviços e os produtos de diversos tipos de empresas antes de realizar uma compra.

Com os avanços tecnológicos, o mercado tornou-se híbrido, empresas e consumidores trocam informações a todo o momento. Como a comunicação digital é democrática, todos ganharam uma voz, e a construção das comunidades acontece em espaços não dominados pelas empresas.

Mais do que nunca é fundamental apresentar uma excelente interação entre empresas e clientes, como também realizar um trabalho de defesa da marca, uma presença marcante na vida dos consumidores em diversos canais, uma integração do marketing on e off e também investimento no marketing de conteúdo e todas as suas estratégias.

 

Em suma, falar de marketing tradicional e digital não faz qualquer sentido nos dias de hoje. O que agora existe é um movimento de convergência, que fará inevitavelmente com que todas as agências e profissionais se tornem absolutamente híbridos e focados num propósito maior: tornar as marcas mais próximas das pessoas e mais rentáveis para quem as detém.

O Sporting Clube de Portugal tem de fazer a transiçao do Marketing 3.0 para o 4.0. Tem de conseguir unir numa só visão a Comunicação, o Marketing, a Marca e a Inovação do Sporting.

Caso eu tivesse a oportunidade de implementar uma medida, a primeira coisa que fazia era investir numa app única do Sporting para aproximar o clube dos sócios, com incorporação de novas formas de pagamento de bilhetes / Loja Verde (MBWay,etc.); informação com resultados em directo das várias modalidades; informação actualizada sobre os jogos nomeadamente trânsito, tempo esperado para entrada no Estádio, etc.; introdução de sistema de fidelização por pontos e desmaterialização progressiva da Gamebox, possibilitando o envio em formato electrónico; Há todo um mundo por explorar, com imensas soluções já implementadas por outros. Não é, por isso, preciso inventar a roda!

 

MARTIM BUSTORFF

Sócio n.º 29.036

Reflexões sobre o Sporting (7)

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Autor convidado: Francisco Manuel Figueiredo

 

As modalidades, o seu "prejuízo" e o "jornalixo"

 

Algum dia fomos tratados, na generalidade da Comunicação Social, de forma condigna, isenta e verdadeira?

Tanto quanto me lembro, e naquilo que é importante, não!Não devia, então, estranhar os tempos que correm e a prática de alguns meios de um conhecido grupo de comunicação. Desde 15 de Maio, então, é o total e completo “fartar vilanagem”...

Vem isto a propósito do mais recente (no momento em que escrevo...) "saco de carvão", oferecido pelo CM a propósito das modalidades do nosso Clube e do seu pretenso prejuízo. Admito, para adiantar, que haja prejuízo nas modalidades e que esse prejuízo seja o que vem referido (à volta de cinco milhões de euros). Gostava que o Sporting garantisse saldo zero nos seus exercícios. Ou que, melhor ainda, garantisse algum saldo positivo que permitisse melhorar as condições das modalidades. Mas não é nada disso que está aqui em causa. Se o pasquim estivesse verdadeiramente interessado no assunto, faria um retrato geral e não se fixaria apenas no Sporting Clube de Portugal.

Com esta "revelação" o pasquim persegue dois objectivos:

O primeiro é o geral – denegrir, apoucar, menosprezar o nosso Clube;

O segundo é mais refinado, mas para mim tão evidente como o primeiro – ajudar uma das sete candidaturas em presença, "por acaso" aquela protagonizada por quem de há muito vem sustentando que o Sporting deve ser um clube de futebol e que tudo o resto é "palha" que estorva.

 

Não é preciso ler nem ver (o pasquim e a tv em causa). Basta passar os olhos, gastar poucos segundos, para perceber o guião.

Basta olhar para o calendário dos debates anunciados (entretanto contestados por duas candidaturas, pelo menos) para perceber quem é clara e escandalosamente beneficiado, quem é, no fundo, o candidato daquele grupo de comunicação: José Maria Ricciardi, a eminência parda de muitas direcções anteriores, o homem que se diz por trás da maioria das operações financeiras, alguém especialista em números, alguém que, arrisco escrever, sente o Sporting como um negócio e que, portanto, jamais perceberá o que os adeptos e sócios sentem, pensam e desejam.

 

Desde que me lembro (e vão lá mais de cinco décadas), o Sporting é o clube das modalidades: do futebol como do ciclismo, do andebol como do ténis de mesa, da natação como do voleibol, do futsal como do bilhar… do Joaquim Agostinho, do Carlos Lopes, do Bessone, do Damas, do Pedro Miguel, do Rendeiro, da Carla Sacramento, do Benedito, do João Roque, do Fernando Mamede, do Brito, do Carvalho, do Livramento, do Francis Obiqwelu, do Leonel Miranda, do José Carlos, do Rui Silva, do Hilário, da Patrícia Mamona, do João Morais, da Vânia Silva, do João Matos, da Irina Rodrigues, do…, da… da…, tantas e tantos que ostentaram e ostentam o mesmo emblema que Peyroteo e Francisco Stromp, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

 

Somos isto!

Somos este ecletismo, este esforço para apoiar quem pratica outro desporto que não o futebol.

Somos um dos mais titulados clubes da Europa e do Mundo e não o somos pelo futebol.

Somos muito mais que futebol!

Somos e queremos continuar a ser!

Sem loucuras, mas sem perder de vista o desígnio que presidiu à fundação do nosso Clube que temos obrigação de respeitar, honrar e continuar. Tão grandes como os maiores da Europa!

 

FRANCISCO MANUEL FIGUEIREDO

Sócio n.º 8.770

Reflexões sobre o Sporting (6)

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Autor convidado: Ricardo Andrade

 

Clube deve ser reconstruído por todos

 

Os sportinguistas são todos iguais. Não há uns mais iguais que outros.

Neste blogue já muito foi falado sobre o futuro desportivo ou financeiro do clube, com opiniões diversas sobre o rumo que o Sporting deve tomar depois da hecatombe que nos atingiu no último final de época. No entanto, há um factor pouco analisado, a meu ver fundamental. É evidente que se criou uma verdadeira guerra civil dentro do nosso clube (ainda que esta seja entre uma maioria relativamente silenciosa em comparação com a minoria extremamente ruidosa).

É costume dizer-se que "a história é feita pelos vencedores". Mas, independentemente do futuro próximo do clube do nosso coração, devemos ter atenção para não incorrer neste erro. O processo de cura do nosso clube não pode ser feito com divisões ou exílios. Tem que haver uma força unificadora entre os sportinguistas. Não pode acontecer que qualquer apoiante de Bruno de Carvalho, por exemplo, seja exilado do nosso clube, que seja injuriado ou caluniado sempre que se dirija a um espaço que deve ser de todos os que gostam do Sporting.

Perdoem-me se esta visão é inocente (talvez seja utópica), mas considero fundamental avançarmos com a crença de que amamos todos o Sporting (sim, até BdC e os seus apoiantes o amam). Cada um tem a sua opinião, cada um é mais ou menos movido pelas emoções, mas são precisos todos os sportinguistas para reconstruir o clube - até os que, iludidos, ajudaram a destruí-lo.

Antes de BdC considerava meus irmãos de Sporting gente que agora pertence aos 29%, e que ainda hoje o apoia cegamente. O destino destes "cegos" (passe a expressão) não pode ser o mesmo do livro de Saramago. Porque é que não poderei continuar a considerá-los meus irmãos de Sporting depois disto tudo?

Quando formos vencedores da Champions de futsal, quando formos mais uma vez campeões (nacionais e lá fora) em hóquei em patins, no andebol, no voleibol, até no basquetebol, quando por fim alcançarmos aquilo por que sofremos há tantos anos, sermos campeões no futebol sénior masculino (algo que praticamente nunca vi), quero festejar com esses 29%. Porque também são Sporting, como todos nós.

 

RICARDO ANDRADE

Sócio n.º 117.137-0

Reflexões sobre o Sporting (5)

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Autor convidado: António Cruz

 

Cartilha para a formação da Academia do Sporting

 

I – Aquisição dos 4 Saberes do Sporting Clube de Portugal

Todos os jovens atletas a ingressarem no clube deverão invariavelmente ter uma integração adequada à sua idade e gradual à medida que progridem de escalão como se fosse um plano de estudo com vista à aquisição dos saberes sportinguistas:

  1. Saber Ser Sportinguista – Conhecer toda a história do clube desde a sua fundação, os valores do Sporting, o amor ao clube, saber cantar o hino do Sporting, conhecer as datas marcantes do clube e os seus presidentes, os grandes ídolos de todas as modalidades e participarem nos grandes jogos devidamente integrados nas claques do Clube por adeptos devidamente preparados e certificados pelo Sporting (adepto que saiba respeitar os valores do civismo, do desporto e do Sporting, ter sempre pelo menos um ex-jogador do clube com passado como referência, que nunca tenha traído o clube, em cada escalão para a transmissão dos valores (exemplo: Carlos Xavier, Beto, Nelson, etc.,);
  2. Saber Estar Sportinguista – Existência de um código de conduta sobre a forma de estar no desporto e no clube tendo como o exemplo o nosso expoente máximo da formação, Cristiano Ronaldo: Apresentação (roupas adequadas para a idade, corte de cabelo, desencorajar o atleta a fazer tatuagens), respeito pelos adversários independentemente do seu valor, sem perder a competitividade e sem violência ou vigarice, respeito por si próprio (ter uma cultura de trabalho, esforço, dedicação, cuidados com o seu corpo), respeito pelo Sporting (amor à camisola é mais importante do que os valores materiais, ensinar que a formação no Sporting poderá ser um período transitório mas que deverá sempre respeitar o clube, os seus valores, o seu emblema e os seus adeptos);
  3. Saber saber Sportinguista – o jovem da formação deverá continuar a apostar na sua formação académica. Criar todas as condições para o sucesso escolar;
  4. Saber técnico Sportinguista – Dotar a formação com os melhores treinadores. No passado, o Benfica veio buscar alguns ao Sporting. Porque não também não fazê-lo?

 

II – Imagem do Clube e da Formação e da Academia do Sporting

  1. Eleger os jogadores Cristiano Ronaldo, Figo, Nani, Eric, Cédric e Adrien como os “embaixadores” da nossa Academia com participação em filmes de propaganda do Clube e promocionais nos países de PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Brasil, América latina, Estados Unidos, Europa, Médio Oriente e China;
  2. Abrir a Academia à Comunidade e valorizar a função social do Sporting: promover convívios entre as escolas primárias e secundárias com atletas e visitas à Academia, permitindo o convívio dos atletas da formação com as outras crianças; Promover a participação dos atletas da formação em acções de solidariedade social (Fundação Sporting) em lares de idosos, de crianças e jovens em risco, prisões e hospitais pediátricos (juvenis e juniores).

 

III – Recrutamento

  1. Redefinir o alargamento da rede de recrutamento;
  2. Definir o perfil do olheiro tendo em conta as características humanas, técnicas, amor ao clube e a capacidade de interagir com o meio;
  3. Promover parcerias com as secretarias do Desporto dos Países dos PALOP para estágios na Academia (ainda esta semana, o Real Madrid vai fazer um recrutamento com 80 jovens de todas as partes do mundo, com alguns técnicos portugueses na prospecção e só em Moçambique, com o patrocínio da Secretaria do Desporto, vão oito miúdos fazer um estágio. E o Cristiano Ronaldo foi o estandarte, apesar de já estar na Juventus;
  4. Reforçar o apoio as Escolas/Academias existentes espalhadas pelo Mundo e se possível aumentá-las.

 

IV – Formação na Academia

  1. Redefinir o método de treino;
  2. Criação do centro de alto rendimento (ideia do candidato Frederico Varandas)
  3. Definir o perfil do treinador tendo em conta as características de liderança, trabalho em equipa, humanas, técnicas (devidamente credenciado), amor ao clube, de preferência um ex-atleta, e pedagógicas;
  4. Definir o perfil do diretor, ex-atleta, tendo em conta as características de liderança, trabalho em equipa, humanas, técnicas, amor ao clube, capacidades de gestão, administrativas para assuntos relacionados com a Federação de futebol e capacidades pedagógicas;
  5. Introduzir na equipa técnica uma psicóloga, preferencialmente uma mulher, para o apoio ao jovem na sua evolução como atleta e como homem.

 

Seria bom se o Sporting conseguisse construir uma Academia em Lisboa para aumentar a procura por parte dos jovens.

 

ANTÓNIO CRUZ

 

Reflexões sobre o Sporting (4)

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Autor convidado: Luís Cunha Miranda

 

Aposta inequívoca na formação

 

A formação do Sporting sempre foi para os sócios a última reserva moral que permitia dizer que apesar dos campeonatos nacionais perdidos o Sporting formava os melhores jogadores e os êxitos desses jogadores reflectiam a qualidade e grandeza do nosso clube. Mas, realmente, uma aposta na formação nunca existiu: apenas serve para ser utilizada em período eleitoral ou em tempos de crise.

Quem não se lembra da terrível época de 2012/13 que apenas de bom serviu para que Eric Dier, Tiago Ilori, Bruma e Esgaio aparecessem e que Cedric e Adrien se cimentassem na equipa após o empréstimo à Académica?

Destes, quantos permanecem no clube seis anos depois?

 

Aquilo que todos sabemos e calamos é que nos últimos três anos contrataram-se 42 jogadores, nos quais se gastaram 107 milhões de euros (in Record, Agosto 2018), e com isso houve X% para o empresário, para o pai, para o amigo e também X% para dirigentes (?) ou treinadores (?). Portanto, a formação é apenas um slogan ou soundbite para toda a gente que dirige o Sporting e fumo para os olhos dos sócios.
Porque quando há dinheiro - ou verbas a receber da TV - ficamos como um clube novo-rico?
O que aproveitámos verdadeiramente das compras, em três anos, de quase quatro equipas de jogadores?
Obtivemos mais-valias económicas e desportivas de quantos?
Para agudizar o caso, os rivais melhoraram muito a sua formação e em certos casos ultrapassaram-nos, nomeadamente no marketing e na visibilidade dada aos seus jogadores e às vendas pelo patamar mínimo de 15 milhões.
 
A culpa da não aposta verdadeira na formação é também nossa. Não só maltratamos e cobramos mais aos jogadores saídos da Academia como não exigimos às direcções que, para comprarem o que se compra, mais vale termos profissionais a custo quase zero vindos de Alcochete.
Permitimos esta suspeição de negociatas que não beneficiam o clube com a rotação de dezenas de jogadores de qualidade duvidosa. É algo que criticamos nos outros clubes e que não devíamos aceitar no Sporting, até por nos afirmarmos diferentes.
 
A solução está em escolher bem a próxima direcção e que esta aposte sem reservas e inequivocamente na formação.
Inovando conceitos e recrutamento.
Passando novamente e definitivamente para a frente dos rivais.
Criando, mais que jogadores, pessoas íntegras que gostem do clube: que sejam acompanhados pelos melhores técnicos e que a estrutura toda respire Sporting.
Tendo lá os nossos ícones do passado a transmitir o amor à camisola, para que cada vez que beijarem o símbolo o sintam genuinamente e que isso não seja apenas para a foto da rede social de escolha.
 
O objectivo é ter uma visão estratégica a longo prazo, tal como existe em alguns clubes. Comprar duas ou três verdadeiras mais-valias mas ter os outros todos feitos no Sporting. Saber quem vai ser a aposta seguinte da formação para cada posição e não ter medo de apostar em miúdos de 17 ou 18 anos.
Se Messi ou Mbappé fossem da academia, só jogavam depois de três empréstimos ou saíam sem nunca renderem desportivamente para o clube, por uma verba diminuta para o seu valor.
 
Temos de mudar ou melhorar três etapas: saber recrutar, saber formar e integrar (futebolisticamente mas também socialmente) e por fim saber valorizar (na equipa ou numa venda).
Ou há honestidade e transparência transversal a todo o Sporting - e assim a aposta na formação é crucial - ou isso é apenas retórica para enganar tolos e levar uns milhões para casa via Panamá ou similar. Temos que incutir aos jogadores que ser da equipa sénior do Sporting não é um ponto de passagem, o mais rápido possível, para o estrangeiro, mas um ponto de chegada, o mais desejado possível.
A mística e o amor à camisola num mundo como o de hoje são difíceis, especialmente numa indústria hiper mediática e que gera milhões, mas ainda possíveis quando se trabalha pensando na excelência e com foco no clube, nos seus sócios e adeptos.

 

LUÍS CUNHA MIRANDA

Sócio n.º 10.710

Reflexões sobre o Sporting (3)

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Autor convidado: Sol Carvalho

 

Mecanismos de consulta aos sócios

 

Será presidente aquele que tiver maioria simples na votação de 8 de Setembro. Dizem os estatutos. Mas se queremos uma direcção que represente a maioria dos sócios do clube, deveria haver de todos os candidatos o compromisso de uma segunda volta (através de eleições ou de uma outra consulta aos sócios, algo que não é proibido e é até aconselhável) de forma a estabelecer-se um candidato com a maioria absoluta e a reunir os pontos de interesse das várias candidaturas. Isto é particularmente importante neste momento de tanta ruptura interna. Assim, os dois candidatos mais sufragados deveriam sujeitar-se a nova consulta aos sócios ou estabelecerem um acordo mútuo.

Aliás, deixo já daqui o repto para que no futuro se adopte com mais frequência mecanismos de consultas que não têm necessariamente de ser Assembleias Gerais. Consultas propriamente ditas, referendos e outros mecanismos podem ser estabelecidos, de uma forma simples e directa (inquéritos, por exemplo), ou usando tecnologias modernas (informatização de consultas que podem atingir os sócios em todo o mundo).

Acho que os candidatos se devem pronunciar sobre isso.

Não será ilegal haver um presidente que ganhe a maioria com 20% ou 25% mas é, sem duvida, politicamente muito mais eficaz que o ganhador seja sufragado por uma maioria absoluta dos sócios.

 

SOL CARVALHO

Sócio n.º 159.833-0

Reflexões sobre o Sporting (2)

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Autor convidado: Luís Barros

 

Recuperar a Alma Leonina

 

Olhemos para o FC Porto. Nos últimos 40 anos criou uma cultura vencedora, porque soube gerir o seu património humano desportivo, mantendo uma linha e uma filosofia que passa de geração em geração. Fernando Gomes, João Pinto, Paulinho Santos, Rui Barros, Sérgio Conceição e até mesmo António Folha, agora treinador do Portimonense, são exemplos de antigos profissionais que estiveram ou estão na estrutura desportiva do FC Porto.

O que se tem passado no Sporting, principalmente nos últimos anos? Vemos um Inácio que entra e sai conforme a vontade e as necessidades do ex-presidente. Vimos um dos grandes símbolos vivos do Sporting, Manuel Fernandes, ser enxovalhado publicamente, ser despedido e readmitido pelo ex-presidente, conforme as suas vontades e necessidades egocêntricas. Quem mais ficou na estrutura desportiva? Ninguém.

Como se pode passar a tão famosa "mística" sem haver um ídolo ou um farol que incentive e crie a ilusão em futuros e jovens craques? Não se pode. Por isso, o Sporting vive com a "mística" da formação e da "criação" de dois craques planetários que o foram mas com as camisolas de outros clubes. Isto tem de mudar: o futuro Presidente terá de tomar isso em conta. Para ressuscitar a formação é imperioso que haja "homens do futebol" na estrutura e não só treinadores de formação.
Oceano, Sá Pinto, Beto e Carlos Xavier são exemplos de homens do futebol que poderiam fazer parte da estrutura e trouxessem de novo, alguma da Alma Leonina que em parte se perdeu e que tanta falta nos tem feito nos últimos anos.

 

LUÍS BARROS

Sócio n.º 106.542-0

Reflexões sobre o Sporting (1)

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Autor convidado: João Gil

 

A ver passar os campeonatos

 

Uma coisa que deve ser reflectida é porque é que jogadores como Bruma, Rafael Leão, Gelson Martins e outros têm afinal comportamentos deste tipo com o Sporting.

O Sporting patrocina dezenas destes jogadores, que depois mais não fazem que cuspir no prato em que comeram desde que começaram a ser gente. Eles e as suas famílias, diga-se. E estes jogadores e quem os representa fazem-no sem qualquer problema de consciência ou de sentido de ética, moral ou de retribuição. É revelador da politica seguida desde há anos pelo clube e de como é frágil e não protege os interesses de longo prazo do Sporting.

 

É preciso perceber melhor o contexto socio-cultural destes jogadores para se perceber como investir na sua formação desportiva. O Sporting é um clube de amadores e aprende pouco com os exemplos dos outros que sabem melhor como é que se gerem as pessoas em contexto desportivo.

O Sporting não existe para formar homenzinhos. A Academia existe para formar jogadores e para os rentabilizar. Acontece que a Academia do Sporting o que tem feito é formar jogadores para os adversários se aproveitarem deles na plenitude deixando o Sporting a arder e a ver passar os campeonatos. Desgraçadamente.

 

Não está ao alcance do Sporting, por muito que se ache que a Academia do Sporting é uma escola de virtudes, fazer dos Brumas, Rafael Leão e Gelson desta vida homenzinhos com os quais se possa conversar de igual para igual numa relação profissional de paridade.

Quem ganhar as eleições vai ter mesmo de olhar para isto. Caso contrário, vamos continuar com a mesma ruina desportiva e a cultivar novos desaires e em consequência, potencialmente, novos populistas que cavalgam muito bem a onda em cenários de desânimo e desaire colectivo. E para ruina de tudo quanto simboliza o Sporting, devia bastar-nos o exemplo de termos tido como presidente um tipo insano como BdC.

Portanto, e a quem venha: olhe lá com atenção onde, como e em quem andam a gastar o dinheiro. A ver se vale a pena manter o sofrimento (e a despesa) de continuar a pagar quotas apenas para ter como resultado zero campeonatos.

 

JOÃO GIL

Sócio n.º 20.625-0

Repto aos leitores

A partir de amanhã iniciamos aqui uma rubrica destinada a reflectir a situação no Sporting neste período eleitoral. Não se pretende puxar por esta ou aquela candidatura, nem transformar esta secção num espaço de propaganda eleitoral, mas analisar os problemas do clube e antecipar soluções possíveis.

Fica o repto aos leitores para que intervenham: os melhores textos serão aqui publicados. Com nome e número de sócio do signatário. Poderá ser feito para o meu correio electrónico (disponível na minha área de perfil) ou para a caixa de comentários deste mesmo postal.

Os textos não devem ser demasiado extensos, o que desincentiva a leitura. Talvez valha a pena pegar em dois ou três pontos e desenvolvê-los. De forma sucinta, estimulante e original, de preferência. 

Acham bem? Aguardo as vossas respostas.

Pensamentos de um louco

Vamos imaginar o seguinte cenário:

 

Era uma vez um rapaz chamado Zé Ninguém.

 

O Zé nunca tinha conseguido nada na vida, criava umas empresas e comportava-se como o típico patrão português (não empresário), levando-as à ruina reiteradamente. Tinha uma vida normal, lutava para pagar contas e sobreviver. Mas era um homem ambicioso, sendo que o seu maior sonho era presidir o seu clube de coração.

 

Um dia, e após algum trabalho, consegue chegar onde sempre sonhou e inicia as suas funções como presidente do clube. Não podemos esquecer que o Zé tem quarenta e tal anos e pouca experiência em lidar com os “meninos grandes” porque, no máximo, negociou com o Sr. Silva da pequena empresa da esquina.

 

Como também era o menino mimado que os papás sempre ajudaram, no final de tudo acaba por ficar deslumbrado.

 

Quando se deslumbra, começa a tratar todos da mesma forma, revela-se agressivo, autoritário e inicia a sua cruzada, tentando “abater” todos os que considera estarem errados, bastando apenas não concordarem com ele.

 

Cumpre o seu primeiro mandato, que até podemos concordar que foi positivo, apesar do estilo agressivo com que a maioria dos adeptos do clube não concorda, e inicia o seu segundo mandato.

 

Com o decorrer do tempo, o Zé esquece as suas raízes, a sua proveniência e quais as razões que o colocaram à frente dos destinos do Clube. O Zé já não se considera um Ninguém, pensa que agora o seu apelido é o Qualquer Coisa. Ele já lida com os “meninos grandes” e as negociações já têm mais do que três zeros… O Zé está crescido! Já vive num condomínio de luxo, anda de BMW, janta no Ramiro e tem vícios caros, tudo o que 99% dos portugueses ambiciona.

 

O grande problema é que o Zé já começa a ficar cansado, no decorrer dos anos colecionou inimigos e compreendeu que a indústria do futebol não lhe vai permitir vencer algumas batalhas.

 

Assim sendo, o Zé começa a pensar como irá conseguir obter o máximo em menor tempo possível, tornando-se assim igual a todos os outros. Logo, começam as negociatas e as comissões, aumenta o seu vencimento, etc… Na prática, este Zé já não interessa ao clube porque iniciou o ciclo da sobrevivência.

 

Agora vamos imaginar a difícil tarefa de estarmos na cabeça do Zé.

 

Como é que ele vai obter o máximo em menor tempo possível? A resposta é simples. Se o Zé chegar a acordo com um grupo económico e desvalorizar o clube, perdendo os seus ativos e com isto permitir que apareça um D. Sebastião (o tal grupo económico) a comprar as ações a um valor diminuto?

 

Não seria uma forma fácil de enriquecer? Parece que sim.

 

O tempo apaga tudo e depois o D. Sebastião:

  1. Adquire as ações do clube a baixo custo;
  2. Conquista a maioria do capital da SAD e torna-se dono do clube;
  3. Volta a capitalizar o clube e renova o plantel;
  4. A massa associativa fica feliz porque alguém salvou o clube e reforçou o plantel;

 

No final o Zé sai de cena mais rico, continua a culpar o sistema e acusa os sócios de não lhe terem dado mais poder para evitar que o clube fosse parar nas mãos do grande grupo económico.

 

Esta história pode ser ficção mas… Eu nunca acredito que alguém chega à presidência com quarenta e tal anos e cometa loucuras. Tento compreender o que está a acontecer para além do que todos sabemos. Penso que estamos perante uma verdadeira jogada de bastidores.

 

Ou seja, o nosso clube está a ser tomado de assalto por alguém que no futuro vamos conhecer.

 

Esta técnica de criar instabilidade para desvalorizar e vender a baixo custo é conhecida e várias vezes utilizada em empresas, países e organizações. Fico triste porque vai acabar o Sporting Clube de Portugal que todos nós conhecemos. Não estou a dizer que o clube vai acabar, mas o modelo sim. Talvez algumas das nossas tradições, mas espero que ao menos se mantenham os princípios basilares do clube.     

Pequena reflexão, ou aviso para futuro acto eleitoral

"Os fascistas do futuro não vão ter aquele estereótipo de Hitler ou Mussolini.

Não vão ter aquele ar de militar durão.

Vão ser homens que irão dizer tudo aquilo que a maioria quer ouvir sobre bondade, bons costumes, família, religião e ética.

Nessa altura surgirá o novo demónio e muito poucos se irão aperceber de que a história se estará repetindo."

 

José Saramago, prémio Nobel da literatura

No alto da madrugada

É sempre um bom momento para pensar e partilhar no blogue, o exercício interior que a madrugada nos permite. Dias de convulsão, onde a par da tragédia do terrorismo, aqui tão perto, temos a tragicomédia da administração Trump - só coisas que nos ralam -, a observação do estado de espírito de muitos Sportinguistas, nas redes sociais em especial, dá que pensar. Não há como nós para tudo questionar e pôr em causa, mesmo que, ou sobretudo, a procissão ainda vá no adro. Ainda nem cumprida que está a terceira jornada, e já se vaticina o pior. Calma. A equipa ainda não está a corresponder à expetativa coletiva, eu diria até à ansiedade generalizada, mas estamos no início. Nem se ganhou nem se perdeu nada.Temos de dar tempo ao tempo, de nos dar o benefício da dúvida. Há, sobretudo, um fator muito importante que precisamos de interiorizar. O Sporting precisa de unidade à volta da equipa, dos adeptos, do clube em geral. Se queremos vencer, temos de afastar uma certa bipolaridade emocional. Bem sei que pessoas com responsabilidade falam demais, ou fora de tempo. E que por vezes mais valia estarem calados. Mas a tentação do microfone à frente... Sou dos que acredita, sobretudo na nossa força e na nossa superioridade, a vários níveis (eles não gostam de ouvir... e querem calar-nos...eles!). Não é por acaso o tratamento noticioso que nos dedicam e as decisões disciplinares cirúrgicas para nos enfraquecer. Mas nisso devemos encontrar forças, resistências, engrandecermo-nos. Sendo um exemplo. Acredito no nosso lema, nas nossas cores, nos nossos atletas das várias modalidades, não entro em crise só porque empatamos um jogo. Vibro no andebol, no futsal, no ciclismo, no ténis de mesa, no judo, na natação, no atletismo, no goalball, etc., no masculino e no feminino, nos jovens e nos seniores. E na nossa obra social, na IPSS Leões de Portugal. Apenas porque o Sporting Clube de Portugal é tudo isso. Aquém e além mar. Sim, logo vamos vencer em Guimarães e dia 3 de setembro lá estarei em Coimbra para apoiar as leoas na supertaça de futebol. Se cada um de nós der mais um pouco de si ao clube, a fasquia da exigência sobe relativamente a todos os que nos representam, impondo-lhes mais esforço e mais dedicação. No alto da madrugada fica este pensamento. Temos de ter cultura de vitória, sim, e de conviver mal com a derrota, mas também espírito de unidade e de coesão à volta do clube, como temos demonstrado nas bancadas.Todos, sem exceção. Acreditar e ter esperança. Afinal temos tanta coisa para ganhar esta época!

IMG_3713.

É tempo de recuperar a equipa

Os adeptos na Madeira protestaram ruidosamente. E com toda a razão: não podemos compactuar com a falta de atitude revelada pelos jogadores frente ao Nacional.

Espero que os responsáveis leoninos - do presidente ao treinador - se deixem enfim de questões laterais e se concentrem na recuperação da equipa.

Não é tempo para desperdiçar energias com comunicados consecutivos, bravatas nas redes sociais, falatório em excesso, almanaques de mil novecentos e troca o passo, "vídeos motivacionais" da treta e alarido na praça pública a propósito de cem assuntos secundários enquanto se perde de vista o essencial.

É tempo de a direcção olhar mais para o Sporting e menos para os rivais. Venho escrevendo isto há semanas e sinto o imperativo de o reiterar aqui.

 

Leitura complementar:

Breves notas a propósito do jogo de sábado

Devemos imitar Gelson Martins

Contra a apologia das vitórias morais

Devemos imitar Gelson Martins

Eles apostam tudo na desestabilização do Sporting. E alguns sportinguistas, para meu espanto, caem na esparrela. Em vez de se concentrarem no essencial, que passa por novas conquistas desportivas, estes sportinguistas andam entretidos no campeonato que não interessa: o campeonato das tricas e dos decibéis. Sem perceberem que estão no terreno onde eles nos querem confinar. Porque sabem muito bem que isso nos dispersa e fragiliza.

Só devemos travar os desafios que verdadeiramente importam - aqueles que nos permitirão ganhar novos troféus desportivos, continuar a valorizar atletas no mercado internacional e consolidar as nossas bases financeiras. Consumir tempo e recursos noutros planos e noutros palcos, dando protagonismo a personagens secundárias, equivale a perder o foco do essencial, desperdiçando energia anímica. As refregas verbais são passatempo de miúdos nos recreios escolares. E nunca a comunicação institucional de um clube como o Sporting deve ser contaminada por bravatas destinadas a alvejar gente menor. Não por ser uma manifestação de força, mas um sintoma de fraqueza.

Sun Tzu, mestre de todos os mestres da táctica, ensinava que um dos mandamentos para alcançar a vitória é recusar ceder às manobras alheias. Quando nos querem levar para um lado, vamos para o outro. No fundo, devemos imitar aquilo que Gelson Martins tão bem executa em campo: a finta de corpo para desposicionar adversários. Sempre com os olhos na baliza.

Na hora do balanço, só contam as que lá entram. O resto são bolhas de espuma: podem inchar muito, mas não tardam em dissolver-se. E delas não reza a história.

Agora que o mercado fechou

Tem alguma graça a exigência que já está a ser colocada no SCP, depois do fecho do mercado lhe ter dado quase unanimemente o troféu de campeão (do mercado). Tem graça porque a equipa perdeu dois elementos nucleares que têm o peso específico de cada um, o peso atribuível no equilíbrio da dinâmica colectiva e ainda – talvez mais importante – aquele factor xis que os jogadores que valem milhões têm e que os distinguem. Para quem não se lembra, o SCP demorou anos a libertar-se do fantasma de Liedson - que era tão especial que condicionou a equipa a um tipo de jogo que se revelou tão terrivelmente ineficaz sem ele que até ficámos em sétimo num dos anos seguintes.
Slimani era o primeiro trinco da equipa e João Mário, muitas das vezes até era o segundo (porque Teo não estava para isso e porque Bryan é outro tipo de pressão, mais macia). Quem voltar a ver os jogos da nossa selecção no Euro, em especial os quartos, meias e final, verá um João Mário de arte invisível mas de uma utilidade e maturidade táctica invulgares. O Sporting ganhou em Paços também porque Slimani, mesmo com a cabeça nas nuvens da liga inglesa, ganhou aquela bola gasta que haveria de servir para dar o golo a Adrien.
Slimani é um avançado rijo, combativo, com gosto de golo e de glória, ambicioso e determinado e com o pulmão de um toiro. Como diria JJ, ninguém veio dar uma trintena de milhões pelos que agora o SCP cá tem, pois não?
Dizer que o SCP é ‘obrigado’ a ganhar o título e ‘obrigado’ a bater-se de igual para igual com Real e Dortmund é um daqueles saltos lógicos próprios de uma mentalidade oito-ou-oitentista.
Aceitemos que o plantel do SCP é forte e potencialmente muito forte, mas no Benfica quase todos os jogadores foram campeões várias vezes e muitos deles são obviamente muito bons. Numa liga de ataque sistematizado como a nossa (em 95% dos jogos) não há ninguém como Jonas para a meter lá dentro, aparecendo vindo sabe-se lá de onde.
É nos joguitos cansativos, de sábado de chuva, no lusco-fusco, em campos onde há corneteiros, que os jogadores de milhões se têm de motivar e lutar para ganhar a adversários chatos que dão tudo por tudo. Não estou por dentro do processo de manutenção de uma equipa de futebol de topo, mas intuo que não deve ser nada fácil extrair rendimento total de um artista e de uma equipa numa sexta à hora de jantar na Choupana ou no Bessa, que sabe que na quarta vai jogar com o Dortmund. O desafio será esse. E não há muito tempo. Para ilustrar o meu ponto, no ano passado, a loucura saudável de Renato Sanches nesses jogos, a levar a equipa às costas, foi essencial para o Benfica ganhar esses joguinhos e o título. 
RS era alguém que não se poupava e foi esse o sortilégio do Benfica. Se Rui Vitória resolver o problema depressa, o Benfica será o principal candidato, acredito. 
Porquanto, dizer que o SCP tem obrigação de ganhar o campeonato é uma tolice. Tem a obrigação de fazer um grande campeonato, como o Benfica tem e o Porto terá ligeiramente menos. No fim ganhará apenas um, para acabar de forma óbvia, mas é jogo a jogo que a história se escreverá, para terminar de maneira ainda mais óbvia.

Eu quero é o Sporting campeão

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1

Faz hoje apenas um mês, a selecção nacional conquistou a nossa maior proeza de sempre no futebol. Uma vitória há décadas sonhada por milhões de portugueses apreciadores da modalidade que mais apaixona o planeta desportivo. E no entanto parece ter já acontecido há bastante mais tempo. E poucas lições terão sido extraídas deste feito inédito, conseguido com dez jogadores formados na Academia de Alcochete, incluindo quatro do actual plantel leonino.

Como se fosse algo banal. Como se isto estivesse sempre ao nosso alcance.

Num país que andou meio século a entoar hossanas a um terceiro lugar num Mundial como se fosse a última coca-cola no deserto, verdadeiro paradigma das "vitórias morais", confesso o meu espanto por esta tentativa de esquecer tão depressa uma vitória bem real.

 

2

Lamento, mas eu não esqueço. 

Quanto mais revejo as imagens dos desafios do Euro 2016, mais me convenço que com Fernando Santos a treinar nunca teríamos perdido em 1984 a meia-final do Campeonato da Europa frente à França de Michel Platini e Alain Giresse. Desperdiçada porque em momentos cruciais vários dos nossos jogadores não souberam segurar a bola nem integrar-se nas missões defensivas que se impunham.
Esta foi também a lição que o Euro 2016 nos transmitiu: o rigor técnico - ter o adversário bem estudado, anular-lhe a manobra ofensiva - é uma componente essencial do futebol moderno.
Porque o futebol também é xadrez, não é só pugilismo, ao contrário do que alguns imaginam.
 
3
Manuel Fernandes, eterno capitão do Sporting, declarou que u
m dos melhores jogos do Campeonato da Europa foi o Alemanha-Itália, que terminou empatado 1-1, ao fim de 120 minutos. Com apenas um golo marcado em lance corrido.
Ele, homem do futebol, sabe bem do que fala. Porque de nada vale a técnica sem a táctica, de nada vale o poderio físico sem a inteligência para utilizá-lo no instante exacto (como Cristiano Ronaldo demonstrou naquela cabeçada certeira contra o País de Gales, que passará a figurar em todas as antologias dos melhores golos de sempre).
 
4
Não por acaso, Portugal teve quatro dos seus jogadores no onze ideal do Europeu.
Não por acaso, Portugal teve dois golos nos cinco melhores do Euro 2016 seleccionados pela UEFA.
Não por acaso, Portugal teve o melhor jogador jovem do torneio.
Não por acaso, Cristiano Ronaldo prepara-se para receber a Bola de Ouro pela quarta vez.

5
Isto não resulta de fé, nem de fezadas. É trabalho continuado, que a Federação Portuguesa de Futebol tem desenvolvido.
Não por acaso, já vencemos quatro europeus sub-16 e três europeus sub-19.
Não por acaso, somos vice-campeões europeus sub-21 (final perdida há um ano, contra a Suécia, por grandes penalidades).
 
6
Isto é produto de um plano rigoroso, de muito esforço, de muito trabalho.
É também produto do bom planeamento desenvolvido nos clubes.
Nunca em Portugal se trabalhou tanto e tão bem no futebol.
Quando Manuel José vem dizer que prefere o tempo em que se "jogava à bola" está a insultar demasiada gente ao mesmo tempo.
Está a insultar alguns dos melhores profissionais que temos em Portugal. Porque em nenhuma outra actividade europeia ou mundial podemos competir tão bem com qualquer outro país como no futebol.
 
7
Quanto ao nosso Sporting: eu quero é vê-lo campeão. Quer jogue bonito ou jogue feio. Esta deve ser, para os sportinguistas, a principal lição a extrair do Europeu que conquistámos.

Quinze anos de jejum já bastam.

Reflexões adicionais sobre o jogo de ontem

Entrámos em campo sem cinco dos habituais titulares (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Slimani) contra uma equipa da Liga dos Campeões.
O que menos importa é o resultado num caso destes.
A exibição foi mediana. Mas superior às dos restantes jogos da pré-temporada, valha ao menos isso.

Antes progredir do que regredir.

Preocupa-me pouco, confesso, a ausência do João Mário. Dou já por adquirido que o nosso médio criativo sairá para um dos maiores clubes europeus. O Sporting precisa de gerar receitas com os jogadores da sua formação. Não andamos a nadar em dinheiro, longe disso. E que melhor ocasião para vender do que esta, logo após a grande exibição dos nossos profissionais no palco do Euro 2016?
Preocupar-me-ia, isso sim, se saíssem os quatro.

Ou cinco, contando com Slimani.
João Mário seria o mais fácil de substituir porque temos soluções no plantel para a posição dele. Para os outros não temos - nem um guarda-redes que chegue aos calcanhares do Rui Patrício nem um avançado posicional com a fome de golo do nosso argelino.

O que me preocupa é a qualidade dos reforços - desde logo a do ausente Spalvis, que vai estar seis meses inactivo por lesão.

Petrovic, que se movimenta num espaço muito restrito e parece incapaz de fazer passes de ruptura, continua a não justificar a contratação.

Barcos, rotulado de "goleador", vai no nono jogo sem marcar.

Bruno Paulista continua a ser um enigma: nem ontem calçou.

Andamos a trazer jogadores sem que se perceba qual foi o critério da contratação. E continuamos sem uma segunda linha que nos permita encarar com confiança o desempenho nas competições europeias.

Alan Ruiz é a excepção à regra, como felizmente esta pré-temporada tem deixado à vista. Haja ao menos uma escolha que parece ter sido acertada.

Mas não chega, como é óbvio.

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