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És a nossa Fé!

Redord(e)

"Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, no seguimento do Comunicado emitido pelo Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD (Sporting SAD), no passado dia 11 de Maio de 2015 e face à notícia hoje publicada no jornal Record intitulada “UEFA pode reter 2 milhões de euros”, vem o mesmo Conselho esclarecer o seguinte:

 

1. A Sporting Clube de Portugal, SAD tem vindo a cumprir as suas obrigações decorrentes do Acordo celebrado com o Club Financial Control Body da UEFA, no passado mês de Maio, o qual vigora até ao final da corrente época desportiva de 2015/16.

2. As sanções de retenção de verbas no montante de 2 milhões de euros e de limitação ao número de inscritos nas provas da UEFA apenas se tornariam efectivas caso o resultado negativo acumulado para o conjunto das épocas 2014/15, 2013/14 e 2012/13 fosse superior a 30 milhões de euros previstos.

3. Na época de 2012/13, a Sporting, SAD apresentou um prejuízo de 43,5 milhões de euros, na época seguinte de 2013/14 apresentou um lucro de 8,6 milhões de euros. Deste modo, para a época 2014/15, para efeitos de cumprimento das regras do Fair Play da UEFA e do break-even agregado das três épocas, seria suficiente um resultado positivo de 4,9 milhões de euros.

4. O resultado do exercício que findou em 30 de Junho de 2015 atingiu um valor positivo, significativamente superior aos acima referidos 4,9 milhões de euros, como é do conhecimento público, sendo que os valores apurados para efeitos de fair-play serão formalmente reportados à UEFA até ao próximo dia 15 de Outubro.

5. Face ao exposto e tendo sido cumpridos pela Sporting, SAD as regras do fair-play financeiro com referência às três últimas épocas desportivas, e tendo sido cumprido o acordo estabelecido em Maio, a Sociedade não será alvo de qualquer das sanções referidas no ponto 2.

6. A UEFA manterá a vigilância até ao final da corrente época, sendo posteriormente a Sociedade monitorizada, tal como todos os restantes Clubes participantes nas competições organizadas por aquela entidade.

Lisboa, 7 de Outubro de 2015
O Conselho de Administração"

 

Os nossos comentadores (não) merecem ser citados

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Um anónimo que assina "olha o cisco no olho" escreveu - neste post do Pedro Correia - o seguinte:

«'penálti' perdoado -
bola na coxa ou NÃO INTENCIONAL bola no braço !?!...
depois de ver éne repetições da jogada, continuo sem certezas absolutas, não juro, nem teimo, que a bola tenha ido, sequer, ao braço do jogador
- fora-de-jogo -
BEM ASSINALADO, visível desde a superfície lunar, se ao João Pereira e ao Sporting se aplicarem as XVII Leis do jogo»

Afinal o fora-de-jogo visível da superfície lunar não existiu como a imagem documenta já a mão na bola existiu e foi visível, como aliás, já tinha referido ontem.

Os árbitros portugueses devem ser leitores assíduos de Antoine de Saint-Exupéry para quem o essencial é invisível (L'essentiel est invisible pour les yeux. Cap.XXI, Le Petit [não, não é o treinador do Boavista] Prince) embora seja mais complicado do que parece, pois ele vêem o que não existe (o suposto fora-de-jogo de João Pereira) mas não vêem o que existe, a mão marota de Paulo Vinicius a impedir a bola de se ir aninhar no interior da baliza.

Mais à frente na obra citada, Antoine refere: Os homens esqueceram a verdade (Les hommes ont oublié [...] vérité) esquecer não esqueceram, digo eu, mas a alguns dá-lhes amanho viver numa realidade paralela, ver o que não existe e não ver o que existe; curiosamente, sempre com o objectivo de prejudicar o Sporting Clube de Portugal.

[imagem retirada do Record d' hoje p. 6]

 

 

"As mentiras de Pedro Guerra"

O jornal Record lançou hoje um comunicado onde confirma o que já sabíamos. Fica agora tudo dito sobre esta personagem:

«Ontem, no programa Prolongamento, da TVI 24, o sr. Pedro Guerra referiu que Jorge Jesus teria dito em off aos dois jornalistas de Record, José Ribeiro e Alexandre Carvalho, autores da entrevista que o nosso jornal publicou na sua edição de domingo, que "o Benfica não é comparável ao Sporting", que "a estrutura do Sporting não existe" e que "no Sporting as coisas são todas muito..." [n.d.r.: não se percebeu onde queria chegar Pedro Guerra com esta frase].

Em momento algum (em on ou em off) Jorge Jesus fez qualquer tipo de comparação entre a ‘grandeza’ do Benfica e a do Sporting. Acrescenta-se que, em momento algum, Jorge Jesus se referiu à estrutura do Sporting em off. A única vez que falou sobre o assunto foi em on, declarações que estão reproduzidas nas páginas do nosso jornal. "O FC Porto tem uma estrutura de 30 anos; o Benfica tem uma estrutura de 6 anos; o Sporting tem uma estrutura que só agora está a começar a ser preparada para estes desafios…" [pág. 9, da edição de 6 de setembro de 2015].

Nem José Ribeiro nem Alexandre Carvalho conhecem ou alguma vez falaram com o sr. Pedro Guerra. Nesse sentido, não se percebe de onde é que surgiram as supostas ‘informações’ (e nunca as aspas funcionaram tão bem como aqui) que o senhor em causa levou para o programa da TVI 24.

Agora, caberá ao sr. Pedro Guerra provar nos locais próprios a veracidade das insinuações que dirigiu aos jornalistas de Record, colocando em causa o jornal e a ética dos seus profissionais.»

A entrevista de Jorge Jesus

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O Record está de parabéns. Na semana em que assinalou o aniversário da entrada em funções de António Magalhães como director, conseguiu o exclusivo que certamente a concorrência mais cobiçava: uma longa entrevista com Jorge Jesus. A primeira na imprensa desde que o treinador rumou ao Sporting.

São proezas como esta que definem o prestígio dos títulos jornalísticos. E o Record faz justiça a Jesus, concedendo-lhe nada menos de dez páginas da edição de hoje - mais a manchete, com o título "Posso fazer no Sporting o que fiz no Benfica".

Esta é a ideia forte da entrevista: o mais prestigiado técnico a trabalhar no futebol português, durante o diálogo travado com os jornalistas José Ribeiro e Alexandre Carvalho, deixa bem evidente que não pensa noutra coisa senão num Sporting vencedor. Quer chegar à final da Liga Europa e fará tudo para celebrar o título do campeonato português em Maio de 2016.

"No Benfica, houve um ano em que fui campeão [2009/10] e fiquei 28 pontos à frente do Sporting. 28? Isso não existe... Não quero esse Sporting, quero o do passado, que orgulhe os adeptos, que os faça saber que pode não ser campeão, mas que vai disputar o título até ao fim. Isso vai."

Uma entrevista para ler com atenção. Da primeira à última linha.

Nani no jogo que eu vi

Há coisas que tenho dificuldade em entender na imprensa desportiva. Uma delas é a das classificações atribuídas aos jogadores após cada desafio. Fico muitas vezes com a sensação de que vimos jogos totalmente diferentes.

Voltou a acontecer-me esta segunda-feira ao pegar no Record. Nani é ali brindado, na página 6, com nota 1 - a mesma que foi atribuída a Carlos Mané («quase não se deu por ele»), Tanaka («não teve bola para tentar o que quer que fosse») e André Martins («refrescou o meio-campo»).

Mal queria acreditar. Nani com nota igual a André Martins e inferior a Slimani, que mereceu um 2 por «ter dado trabalho aos centrais»?

 

Luís Avelãs - um jornalista por quem tenho consideração - foi o responsável pelas notas, justificando assim a de Nani: «Ainda menos em jogo que Carrillo [nota 2]. Aliás, por vezes, até deu a sensação que não estava nos Barreiros. Teve um outro pormenor, mas passou ao lado da partida.»

Como é possível escrever isto se Nani foi responsável directo pelo melhor lance do jogo - precisamente aquele que viria a decidir o desfecho da partida?

E como é possível escrever - como escreveu o editor-chefe José Ribeiro na crónica do jogo publicada na página 4, também do Record de ontem - que o Sporting «não contou com Nani, a fazer talvez a exibição mais fraca desde o regresso ao clube»?

 

Nani2[1].jpg

 

Consolidei a minha impressão inicial: teremos visto jogos diferentes.

No jogo que eu vi, partiu dos pés de Nani - da arte incomparável de Nani - a simulação perfeitamente temporizada que desposicionou a defesa anfitriã e o passe milimétrico para a grande área, onde Jefferson recebeu a bola e viria a ser carregado em falta, originando o penálti convertido por Adrien.

Bastaria este lance - excepção numa partida insípida e lenta - para que Nani merecesse melhor classificação, como aliás logo salientei aqui.

 

Estaria eu equivocado?

Talvez não, como verifiquei na página 7 da mesmíssima edição do Record. Na sua excelente rubrica "Visto à lupa", Rui Malheiro analisa o jogo ao pormenor.

Passo a transcrever, com a devida vénia, as linhas que dedicou a Nani. Os sublinhados a negro são da minha responsabilidade. 

 

«Capaz de sair a jogar com qualidade, o Sporting soube explorar os corredores laterais, através de Nani, Carrillo e Jefferson, sempre solícito a buscar a profundidade, como também o corredor central, onde Nani, extremamente incisivo a procurar o espaço interior e a proporcionar passes de ruptura, e João Mário, superlativo a pressionar, recuperar, conduzir, constuir e romper, mas a quem faltou uma melhor tomada de decisão em zona de definição, fizeram a diferença.»

«Um livre no corredor central, apontado por Nani, está na origem do penálti que define a vitória do Sporting. O internacional português, perante a passividade do adversário, apesar de ter oito jogadores num espaço muito curto à entrada da área, soltou um brilhante passe de ruptura que descobriu a desmarcação de Jefferson nas costas de João Diogo e Marega.»

 

Este foi o jogo que eu vi.

Duplo critério

             

 

Reparem no tratamento editorial destas duas primeiras páginas.

 

Na primeira, a 17 de Setembro, noticia-se uma derrota do Benfica para a Liga dos Campeões, mas o tom é triunfal: a manchete, impressa em letras garrafais (acrescidas de ponto de exclamação), resume-se à palavra "incrível" ilustrada com o treinador Jorge Jesus a bater palmas. Tudo aqui sugere a vitória encarnada contra o Zenit. "Luz aplaudiu de pé o esforço das águias", reza a frase que antecede o título principal, logo seguida de outra, com citação de Jesus embevecido com "manifestação dos adeptos".

O Benfica perdeu 0-2 em casa. Mas ninguém diria.

 

Na segunda, a 18 de Setembro, noticia-se um empate do Sporting fora de casa, também para a Liga dos Campeões, mas o tom é fúnebre: a manchete, impressa em letras garrafais, grita ao leitor: "Dupla traição". Vemos três jogadores leoninos em atitude de desânimo. Tudo aqui sugere a derrota do nosso clube contra o Maribor. "Erro inacreditável dos centrais tira vitória ao leão", proclama a frase que acompanha o título principal.

O Sporting empatou 1-1 fora de casa. Mas ninguém diria.

 

Estas duas edições surgiram nas bancas com um intervalo de 24 horas. São de um jornal que muitos agora dizem "conotado com o Sporting". Não é verdade, como aqui se comprova. Se há coisa que nós, sportinguistas, não precisamos é desta imprensa "amiga". Bastar-nos-ia uma imprensa com critério editorial uniforme. Como nos bastaria uma arbitragem com critério técnico e disciplinar uniforme, que não beneficiasse nem prejudicasse ninguém.

São talvez aspirações utópicas. Por mim, não me cansarei de continuar a lutar por elas.

Podia ter sido mas não foi (7)

 

 

Há anos que não se via tanto frenesim sobre aquisições de jogadores, reais ou imaginárias, na imprensa desportiva. A coisa começou logo na abertura do defeso, a 17 de Maio, quando o Record anunciou: "Rotariu para o ataque". Do Sporting, apesar de o jovem Dorin Rotariu, de 18 anos, ser exibido com equipamento encarnado na capa do matutino.

Razão para esta manchete? O jornal esclarecia: "Sporting procura reforçar-se no estrangeiro". Como se um clube que gastou apenas cerca de 250 mil euros para contratar Slimani - considerado o melhor em campo em dois jogos do Campeonato do Mundo, Argélia-Coreia do Sul e Argélia-Rússia - precisasse de despender "no mínimo" um milhão para trazer este extremo-esquerdo do Dínamo que também pode adaptar-se a ponta-de-lança.

"A indefinição em redor do comando técnico não emperra a máquina leonina", elogiava o jornal, aparentando, a toda a largura da primeira página, estar garantido aquilo que não passava de uma hipótese. Mais de três meses depois, conclui-se que se tratou de um remate para golo que saiu ao lado. Algo que durante a silly season aproxima este matutino da selecção nacional: rematam muito e acertam pouco. Ou nada.

Aliás neste caso nem foi preciso esperar três meses: bastaram três dias.

Podia ter sido mas não foi (6)

 

Quantos exemplares de jornal se venderam este Verão à conta da baliza do Sporting? Nunca saberemos. Sei, isso sim, que Rui Patrício não deixou de constituir uma obsessão para certa imprensa. Quando a baliza era o problema número 1, bem real, de outros clubes (estou a lembrar-me do Benfica, por exemplo), algumas manchetes preencheram-se com problemas imaginários. Dando o passo maior que a perna, como bem ilustra este título bombástico do Record de 14 de Junho, que nem admitia a dúvida: dava-nos a certeza.

"Vagner eleito", berrava o jornal, garantindo que Marco Silva "já escolhera" o estorilense para nosso guarda-redes. Por sua vez, Patrício rumaria ao Mónaco sem olhar para trás.

Eis o jornalismo imitando as telenovelas. Com muita emoção, paixões à solta, cenas dos próximos capítulos - e uma relação muito distanciada com a vida real.

Cheguei a ter a sensação de que o director deste matutino se chamava Joaquim Rita. O mesmo que a 27 de Julho de 2013 declarou aos microfones na Antena 1: «É inevitável a saída de Rui Patrício.» Ou que se chamaria Rui Santos. O mesmo que a 7 de Maio de 2012 declarou na SIC Notícias: «Tenho a sensação de que o Rui Patrício não quererá ficar no Sporting.»

Golos na própria baliza. Sem a mínima hipótese de defesa.

Manha sem recorde e Record sem Manha

Ao que tudo indica, há uma possibilidade de podermos voltar a olhar para a capa do Record e não sentir aquela espécie de nojo e repugnância que, por vezes, certos répteis nos provocam. Um ano é muito tempo, mas suficiente para alguém perceber que não chega manha para recorde. Os Sportinguistas bem que se ergueram, et voilá, Record sem Manha. Parafraseando, quem se mete com o Sporting leva! Para já, para o Record, o benefício da dúvida. Os tempos são outros. Na verdade, já se respira melhor. Até na luz, como se viu.

Alfredo di Stéfano e a estátua de Pushkin

 

Ontem, a falta de sentido do ridículo abateu-se de forma estrondosa, em simultâneo, sobre dois jornais, o Record e a Bola. A propósito da morte de Alfredo di Stéfano, o primeiro põs em título, na capa, Di Stéfano, Morreu o ídolo de Eusébio, e o segundo, também na capa, Morreu Don Alfredo, O Ídolo de Eusébio.  A Marca disse, enaltecendo com comparativa modéstia a figura de Di Stéfano, que  Su muerte supone el adiós al jugador más importante de la historia del conjunto blanco y a uno de los grandes de la historia del fútbol mundial. Estivesse este jornal mais bem informado e tivesse, portanto, conhecimento das preferências de Eusébio e o título da notícia seria, por certo, semelhante aos do Record e da Bola. Tal carência informativa é partilhada com todos os jornais cujos títulos li, já que, em nenhum deles, o futebolista único ou quase único que di Stéfano foi é relacionado com o moçambicano. Falta de cuidado, é claro. Em lugar de irem ao que interessa, põem-se a divagar sobre a importância do homem para o futebol, para o Real Madrid, para Espanha, para o River Plate e para a Argentina e para toda uma série de minudências da mais absoluta irrelevância.  

 

A ideia extravagante de, com a distinção de primeiras páginas, atribuir o prestígio e a importância de alguém como o fenomenal jogador hispano-argentino à conta em que era tido pelo simpático Pantera Negra, que, como é óbvio, não tem nenhuma culpa nesta tolice, só pode ocorrer a espíritos  seriamente embotados por uma dose reforçada de fanatismo. A cegueira nacionalista, clubística ou uma mistura de ambas tão frondosamente exibida, nesta ocasião, pelas duas gazetas faz-me lembrar uma história que se contava nos tempos da guerra fria sobre a maneira como Estaline preparou as cerimónias do centenário da morte de Alexander Pushkin. Tendo sido decidido edificar um monumento que prestasse devida e grandiosa homenagem ao genial poeta russo, permanecia a indecisão sobre as particularidades da estátua que aí tomaria o lugar de maior relevo. Até que o Secretário-Geral do PCUS proferiu, com o desembaraço que lhe era tão peculiar, uma sentença definitiva:a estátua representá-lo-ia a ele mesmo, Estaline, lendo um exemplar de Eugene Onegin.

A absurda nota do 'Record' a Rojo

 

Por vezes leio com estupefacção as apreciações jornalísticas de jogos que todos nós temos ocasião de ver. Chego a ficar com a impressão de ter visto desafios muito diferentes daquele que são relatados. O mesmo sucede com a análise do desempenho dos jogadores: alguns desses textos roçam o caricato por serem tão dissonantes com a realidade.

Fica a promessa: de vez em quando, com a regularidade possível, falarei disto aqui. E começo já hoje, com a inacreditável nota 1 atribuída na edição de ontem do Record a Marcos Rojo pelo seu desempenho no jogo do Sporting em Arouca. A mesma nota que é dirigida pelo jornalista Paulo Renato Soares ao inócuo Magrão face aos escassos oito minutos da sua presença em campo.

Não há o menor fundamento para uma nota tão baixa. Rojo, que é defesa, marcou o primeiro dos dois golos do Sporting e foi nesta partida o nosso jogador com mais remates, a par de Montero - segundo nos informa o mesmíssimo Record. O próprio jornalista que lhe dá esta "nota menos positiva" (notável eufemismo, como se no fundo não assumisse o juízo que elabora) escreve o seguinte sobre o argentino neste jogo: "Fez o primeiro golo do Sporting, com um remate de cabeça à maneira dos 'livros': de cima para baixo. Podia ter bisado, mas acabou por atirar a bola por cima da baliza."

Paulo Renato Soares procura justificar a nota mínima pelo facto de Rojo ter sido expulso "numa altura em que o empate ainda imperava". Esquecendo que só havia empate porque o argentino tinha marcado. Curiosa duplicidade de critério: Tinoco, do Arouca, recebeu nota 2 do mesmo jornalista apesar de também ter sido expulso por um árbitro obcecado em distribuir cartões amarelos por tudo e por nada num rectângulo de jogo transformado em lamentável lamaçal devido à chuva que não cessou de cair.

Os jornalistas têm direito à opinião, naturalmente. Mas é bom que saibam justificar o que sustentam. Para evitarem cobrir-se de ridículo. E - pior ainda - para evitar que os jornais onde trabalham passem a merecer também "nota menos positiva" dos seus leitores.

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