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És a nossa Fé!

Gestão

Rui Costa, o boneco manietado por Luís Filipe Vieira quando está em situações de fragilidade, fez hoje a seguinte declaração sobre o nosso presidente:


«Se o treinador do Benfica é para treinar, o presidente do Sporting tem de presidir, e eu já o vi a treinar-se com a equipa».


Para quem ainda tinha dúvidas, fica a certeza de que Rui Costa não percebe nada de gestão.

 

As funções que competem a um presidente são muito mais abrangentes que as de um treinador ou de um administrador.

Dedicado aos profetas da desgraça

Se eu pudesse dedicar esta notícia a alguém seria aos profetas da desgraça que, borrados de medo, previram o caos e acusaram a actual direcção de estar a brincar com o fogo e a esticar demasiado a corda na relação com os empresários, ao cometer o pecado de engrossar a voz e a dar um murro na mesa. Porque é uma pena constatar que há sportinguistas que acham que a fragilidade do clube lhe limita as possibilidades de defesa dos seus interesses e da sua dignidade. Mas é bom ver que há sportinguistas que pensam exactamente o contrário e, melhor ainda, é saber que quem manda actualmente no clube é um deles. Um garoto que tem deixado toda a gente em sentido. 

Ler os outros

Um excelente texto do Domingos Amaral que é, ao mesmo tempo, uma opinião insuspeita (o homem é lampião) e técnica e academicamente muito válida (é professor de Economia do Desporto na Universidade Católica).

 

Uma boa surpresa chamada Bruno de Carvalho

 

Para azar do Sporting, Bruno de Carvalho só ganhou à segunda a eleição para a presidência. Mas, pelo que tenho visto, está a provar ser o homem necessário para o clube de Alvalade.
Diziam dele o pior, até houve alguns que o chegaram a comparar a Vale e Azevedo, mas pelos vistos estavam todos bem enganados.
Até agora, Bruno de Carvalho tem sido inteligente, sereno e firme nas decisões.
E, ao mesmo tempo e quando é caso disso, festeja as vitórias do seu clube - no fustal, no andebol - como um verdadeiro leão de bancada, o que lhe traz popularidade e até desperta simpatia.
Mas é nas decisões de gestão que me tem surpreendido pela positiva. Primeiro, começou a "limpeza", tendo a coragem para despedir quem vivia há muito "à mama" do clube, desde velhas glórias a funcionários inúteis.
Depois, tem sido contundente na negociação com empresários, estabelecendo o princípio de que o Sporting não negoceia na praça pública, não cede a pressões, e só faz negócios quando eles lhe são favoráveis.
Por mais arriscada que seja essa postura, pois pode no curto prazo perder jogadores talentosos, é uma firmeza que dará frutos nos anos seguintes.
Por fim, apresentou um projecto de reestruturação financeira que é essencial e bem pensado, ao contrário do que diz o Camilo Lourenço.
Embora poucos falem disso, as novas regras do Fair Play Financeiro da UEFA podem vir a ser implacáveis para o Sporting se esta reestruturação não avançar.
Qualquer clube que apresente três anos seguidos de prejuízos estará fora das competições da UEFA, e o Sporting tem um longo historial de perdas. Não sei mesmo se, caso este ano se tivesse qualificado, poderia participar.
A UEFA apenas permite um "desvio aceitável" de 5 milhões de euros nos prejuízos, mas o Sporting está ainda muito longe desse desvio.
Assim sendo, só há um caminho: uma reestruturação que transforme os credores em accionistas (debt for equity), e é isso que o Sporting vai fazer, acrescentando depois um aumento de capital, que os mesmos credores, agora já accionistas, deverão subscrever.
Assim, os rácios financeiros começam a melhorar, o que é absolutamente essencial para o futuro.
Também é bem pensado passar o estádio para a SAD, pois é um activo valioso, e as suas dívidas, que também passam para a SAD, não serão contabilizadas em termos de UEFA, que abre excepções nestes casos, bem como nas despesas de formação.
Por fim, é preciso "reposicionar" a equipa de futebol, e parece-me que também aqui Bruno de Carvalho vai no bom caminho.
O Borussia Dortmund é um excelente exemplo, que explico nas minhas aulas de Economia do Desporto na Universidade Católica.
Em 2006-2007, estava à beira de descer de divisão. Apostou então numa equipa de jovens, limpou as dívidas e os passivos, e quatro anos mais tarde era campeão da Alemanha, duas vezes seguidas, e este ano chegou à final da Champions.
É por aí que Bruno de Carvalho deve ir. Apostar nos jovens talentos de Alcochete, pagando-lhes bons salários para os motivar, em vez de gastar dinheiro em contratações inúteis de estrangeiros de qualidade duvidosa.
Esta estratégia tem também um ponto forte adicional. É que a ligação afectiva dos sócios aos miúdos formados em casa é muito maior, bem como a sua tolerância para com as suas compreensíveis falhas. À conta dessa ligação especial o Dortmund tem o estádio sempre cheio.
Se mantiver este rumo e esta postura, Bruno de Carvalho tem tudo para se transformar no presidente que revolucionou o Sporting e o salvou de uma calamidade. Por mais difícil que isso possa ser no início, o futuro será dele.
Espero, daqui a dois ou três anos, poder apresentar aos meus alunos o "case study" bem sucedido da recuperação do Sporting.

Hoje, 22 horas, SIC Notícias

Não tenho por hábito ver o Dia Seguinte, um programa em que há demasiada gritaria e pouco debate e que é, acima de tudo, mal frequentado por quem representa o benfica. Mas o programa de hoje tem um especial motivo de interesse para os sportinguistas. O presidente Bruno de Carvalho marcará presença, numa oportunidade para falar dos seus quase três meses de mandato, esclarecer algumas dúvidas, acalmar algumas preocupações e explicar alguns dos pontos mais importantes da próxima Assembleia Geral, a bem do contraditório com as notícias mais ou menos fundadas que têm vindo a público sobre a mesma. E quem sabe se não haverá tempo para uma ou outra surpresa?

Leitura obrigatória

 
É obrigatório ler a entrevista do Presidente Bruno de Carvalho ao Record de hoje, na qual, sem medo, mete o dedo em várias feridas: o comportamento dos agentes com o Sporting e sua influência sobre os jogadores, os salários e as despesas principescas praticadas no clube mesmo num cenário de caos financeiro, as dificuldades desportivas que se aproximam, os podres do futebol português e a vontade de fazer diferente, por muito que isso custe. Uma entrevista corajosa e frontal, em que se percebe que, gostando-se ou não, tendo as consequências que tiver, o feitio Bruno de Carvalho é claro: antes quebrar que torcer.

 

Boas notícias a caminho?

Não sei quandos dias passaram desde que Bruno de Carvalho anunciou ter investidores para entrar no capital da SAD. Também não me lembro de quantos dias passaram desde que o presidente esclareceu o óbvio: nenhum investidor colocaria um cêntimo no Sporting sem que a reestruturação financeira estivesse delineada e aprovada pelos sócios. Mas já se sabe que a Assembleia Geral para discutir o assunto está para breve. E também se sabe que o plano de reestruturação financeira prevê um aumento de capital de até 38 milhões de euros, sinal de que o dinheiro dos tais investidores estará a chegar, devendo cobrir parte desse valor. As perspectivas são positivas. Ainda assim, manda a cautela que se aguarde por notícias definitivas. Para já, os passos têm sido dados na sequência e no ritmo certos, tal como a batida dos ponteiros de um relógio. Aguardemos.

Dois cavalheiros

 

«Quero agradecer a Jesualdo Ferreira. Todo este processo foi conduzido com todo o respeito por todas as partes. Decidimos em conjunto só falar sobre o assunto no final do campeonato. Foi muito agradável ter trabalhado com Jesualdo Ferreira, que terá sempre uma porta aberta em Alvalade. Eu e os sportinguistas nunca o esqueceremos.»

Bruno de Carvalho

 

«Aprendi a gostar do Sporting, de facto não é difícil... Foi uma benção de Deus treinar este clube. O que nos afastou não foram questões financeiras, nem questões de poder e estou triste com esta decisão que tomei. É dos momentos mais difíceis da minha carreira mas igualmente um momento de honestidade.»

Jesualdo Ferreira

O que realmente interessa

 

Uma boa maioria dos sócios elegeu no passado dia 23 de Março um presidente que apresentou, na campanha eleitoral e respectivo programa, uma ideia clara para a gestão do futebol do clube. Se a mesma terá sucesso não se sabe, mas que tem legitimidade para avançar sabe-se perfeitamente. E tem a melhor legitimidade possível: a democrática.

 

Dizem as notícias que uma eventual não continuidade de Jesualde dever-se-á ao facto de o mesmo não aceitar trabalhar com as funções e competências que Bruno de Carvalho lhe propôs, dentro da estrutura que foi apresentada aos sócios e que mereceu a aprovação da maioria. Jesualdo tem legitimidade para ter a convicção que quiser sobre o assunto. Já o Presidente do Sporting tem obrigação de aplicar convictamente o seu projecto. Estranhamente, há adeptos que entendem que devia ser ao contrário. Que a vontade de um treinador com meio ano de casa vale mais do que a vontade de quem foi eleito por mais de metade dos sócios.

 

Em clubes bem geridos, um bom projecto, um bom designío estratégico, uma certeza de onde se queria chegar e de que forma o fazer, é muito mais importante do que os treinadores que por lá passam. Basta olhar, por exemplo, e para mal dos nossos pecados, para o fcporto, onde qualquer treinador medíocre se arrisca a ser um treinador campeão, num processo em que é apenas uma peça numa engrenagem que já funcionava bem sem ele.

 

Por isso, após anos de deriva estratégica de Bettencourt e Godinho Lopes, após meses de campanha em que a maioria dos adeptos exigia responsavelmente um 'projecto' e uma 'estratégia' em vez de reforços e nomes sonantes, é de estranhar ver tanta carpideira a chorar a eventual saída de um treinador se a mesma acontecer, como se prevê, porque o mesmo não concorda com a estratégia de quem a tem de ter no clube: o presidente.

Se, se e se...

Se Jesualdo não continuar como treinador do nosso clube; se o presidente não entender que a continuidade na construção do futuro do futebol do clube é muito importante para solidificar uma equipa basicamente vinda da formação; se se não adotar, de uma vez por todas, o binómio presidente-treinador, como base de um crescimento desportivo estável; se se não compreender que a continuidade do treinador é uma garantia para os jovens jogadores (e não apenas estes) lançados depois de Fevereiro e um firme sinal de confiança neles e no seu crescimento...

 

... então teremos o primeiro momento de fragilidade do novo presidente. E eu não desejo isso, como sócio.

eu que não sou de intrigas... III

A estratégia, para o futebol, nos clubes com C grande tem de ser Presidente/Treinador. Só isso garante visão estratégica e caminho firme e apoiado. Dispenso-me de apontar exemplos, aqui ou no estrangeiro. Um Presidente sólido e um treinador sólido e competente. Um jovem talentoso a comandar esta equipa de miúdos talentosos é uma prova de fogo e uma solução de risco. Com Jesualdo aprendemos que a sua experiência e perspicácia são muitos úteis - se não fundamentais - para fazer crescer estes talentos, pelo menos mais uma temporada. Deixando os amanuenses de pensamento mediano e discurso fácil, mas pouco competentes, como... amanuenses apenas. A solução certa, e sem hesitações, é o binómio Bruno de Carvalho/Jesualdo Ferreira. Assim, tão simples como isto.

eu que não sou de intrigas... II

Postaram aqui - e certeiramente! - a reprodução de duas primeiras páginas de A Bola, comparando o tratamento dado a Benquerença e a Capela. Mas qual a dúvida, sobre o que defende e quem defende A Bola? Alguém tem dúvidas de que o órgão oficioso dos papoilas é aquele diário desportivo? Alguém tem dúvidas de que o Sporting será sempre menorizado, naquelas colunas? Houve um momento em que parecia que eles estavam 'preocupados', bonzinhos que são, com o que se passava de ruim no nosso clube. Bons samaritanos, querendo o Bem do nosso Sporting, comovente até às lágrimas! Não, o que eles queriam e fizeram foi ajudar a fragilizar mais o clube (e não me interessa, agora, se a saída encontrada pelos sócios foi boa ou má..., esperando apenas que tenha sido boa, mas isso é uma conversa entre nós). Voltarão a fazê-lo quando e se chegar, de novo, a oportunidade. Não sejamos anjinhos. A estratégia para a comunicação social terá de ser outra.

Uma discussão inevitável

Tenho acompanhado pouco a campanha presidencial, não por desinteresse mas por falta de tempo, porém tento ir espreitando os temas que andam a ser debatidos, e ou muito me engano ou a questão prioritária para clube não tem feito parte da discussão: a posição do Sporting na estrutura accionista da SAD (actualmente maioritária). Se ainda não, seria bom que este tema saltasse para a agenda dos candidatos. Está na hora de largar as calúnias, o ajuste de contas e a política baixinha para se começar a discutir o que importa: o futuro do Sporting. 

As eleições vistas pelos mais novos*

No outro dia, estava com os meus filhos a ver televisão e apareceram notícias de Alvalade. Sabendo eles que o pai escreve no jornal do Sporting e que está atento ao que se passa no nosso Clube, lá me chamaram a atenção para as notícias relativas ao processo eleitoral em curso. Do que viram e ouviram, ficaram sem perceber (quase) nada.

 

Explico. Para os meus filhos, o Sporting são os jogadores, os jogos que vêem na televisão ou os relatos que ouvem na rádio. Ou, no limite da ingenuidade infantil, todas as pessoas que se vestem de verde. Ou seja, ainda não estão na fase de entender que alguém manda e gere o nosso Clube.

 

Daí que explicar-lhes que o nosso Clube vai para eleições foi um enorme desafio. O conceito de eleições é, já por si, para eles, um mistério da natureza. Tentar fazê-los perceber que há “um senhor que manda” no Sporting e que vai agora dar o seu lugar a outro mais difícil é.

 

As perguntas sucederam-se com natural curiosidade e, confesso, existiram algumas a que eu próprio não consegui responder. Mas no fim desta conversa lá conseguiram entender que o Sporting não vai acabar, que os jogadores continuam a jogar e que, com sorte, as vitórias vão chegar. E a pergunta, inevitável, lá surgiu: “E quando é que vamos ao Estádio conhecer o novo chefe do Sporting?”

 

Fica aqui então lançado o repto ao futuro Presidente do nosso Clube para, um dia, se assim o entender, ser apresentado a dois admiradores seus. Lá em casa, caro Presidente, não querem saber quem o senhor é, quais os seus projectos, ou a sua equipa, mas apreciam-no por aquilo que representa, mesmo que nem sequer o conheçam.

 

Com isto, descobri que os meus filhos aprenderam uma valiosa lição. Mostraram que não se metem no que não percebem, e são, acima de tudo, institucionalistas. Se todos no Sporting fôssemos assim, o nosso próximo Presidente iria ter, seguramente, a sua vida bem mais facilitada. Pela minha parte, digo-lhe, desde já, que terá o meu apoio a partir do dia em que tomar posse. Porque é o meu Presidente.

 

*Artigo desta semana do jornal do Sporting

Do vencimento do Presidente

Deparamos muitas vezes, quase sempre por alturas de eleições, com a questão do vencimento dos órgãos executivos. Dizia-nos a tradição que o cargo de presidente de um clube deveria ser executado de uma forma pro bono. Quem quisesse concorrer teria que ter uma vida financeira desafogada. Falar no caso era factor eliminatório de qualquer candidato. Era um tempo em que para ser presidente de um clube havia a obrigatoriedade de ter fortuna. Ora este facto limitava de forma muito acentuada a escolha dos sócios. Com o advento dos conselhos de administração e o aparecimento das sociedades anónimas desportivas chegámos a um novo paradigma, a entrada de gestores profissionais na vida dos clubes. O que antes era uma coutada particular de alguns, passou a estar ao alcance de muitos. Mas a questão da remuneração do presidente manteve-se como um tabu. Estamos em 2013 e talvez fosse altura de acabar de vez com este quase dogma nos clubes. A complexidade da gestão de um clube nos dias de hoje, não se coaduna com amadorismo nem com um part-time. Quer-se e exige-se uma dedicação a tempo inteiro, pretende-se que todas as forças do presidente estejam viradas e concentradas na gestão do clube. Advogo que o presidente deve ser remunerado. Deve ser obrigatório que assim seja e não apenas uma mera possibilidade inscrita nos estatutos.

Esta questão leva-nos a outra dificuldade, qual o vencimento do presidente. Cada vez que se fala nalgum candidato avança-se com um número, cem mil para um, quarenta mil para o outro, é um bocado à vontade do freguês. E é esta questão que torna todo o processo opaco. A ideia que fica é que tudo é tratado em segredo, como se fosse um pecado, uma falta de virtuosismo. Recordo-me de ouvir José Bettencourt a tornear a questão dizendo que nem sabia quanto ia auferir. Para dar a devida elevação que o cargo merece, deveria estar consagrado estatutariamente o valor a auferir pelo presidente e, para que não surgissem quaisquer dúvidas, ser indexado por exemplo ao do chefe de Estado, 90% desse vencimento. Acabava-se assim com esta hipocrisia sobre ser considerado menos sportinguista aquele que pretender ser remunerado.

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