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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

 

Gostei

 

De ir a Chaves vencer por 3-0. Derrotámos sem margem para dúvidas a mesma equipa que há duas semanas fez tremer o FC Porto no Dragão, onde perdeu por tangencial 0-1 tendo mandado uma bola aos ferros à beira do fim. Desta vez nada de semelhante aconteceu. O triunfo leonino na bela cidade transmontana não oferece discussão. Mesmo sem cinco habituais titulares no onze inicial: Diomande, Morita, Geny (ausentes nas selecções), Edwards (a recuperar de uma gripe) e Coates (vindo de lesão, tendo só feito o segundo tempo).

 

De Pedro Gonçalves. Voto nele para melhor em campo. Jogando num estádio que conhece bem, muito perto da terra natal, e contra uma equipa onde nasceu para o futebol, o nosso médio ofensivo confirmou encontrar-se na melhor fase desta temporada. Terceiro jogo seguido a marcar: desta vez fechou a contagem com um belo remate, muito bem colocado, aos 56'. Actuando entrelinhas, no apoio directo ao ataque, esteve em mobilidade constante, abrindo linhas de passe e protagonizando acções de ruptura que puseram a defensiva flaviense em sentido. Podia ter marcado mais cedo, aos 27', quando Gyökeres o isolou perante o guarda-redes, mas permitiu a defesa de Hugo Souza. Redimiu-se não só com o golo mas com o conjunto da sua exibição. Ao ser substituído (79') foi brindado com aplausos em todo o estádio.

 

De Paulinho. Foi ele a desbloquear o resultado, quando faltava pouco para o intervalo, em pontapé de ressaca na sequência de um canto: assim nasceu o remate vitorioso, à queima-roupa, com o Sporting a instalar vários jogadores na área. A equipa também melhorou neste capítulo: sabe aproveitar bem os chamados lances de bola parada, ao contrário do que sucedia noutros tempos. 

 

De Trincão. Actuação muito positiva do esquerdino, sobretudo no segundo tempo, quando marcou o mais belo golo da noite, aos 52', num forte remate em arco sem hipóteses de defesa para o guardião do Chaves. Já tinha sido ele a cobrar o canto de que resultara o nosso golo inaugural. 

 

De Nuno Santos. Também ele tem melhorado a olhos vistos, encontrando-se igualmente na melhor fase da época. Assistiu no segundo golo com um cruzamento muito bem medido. Estave sempre em jogo, sempre combativo, sempre comprometido com a equipa. 

 

De ver as nossas redes incólumes. Adán pouco mais foi do que um espectador deste Chaves-Sporting, mantendo a baliza intacta. 

 

De ter igualado o melhor ataque da Liga. Atingimos a marca dos 40 golos, agora a par com o Braga. Com inegável veia ofensiva. Nos últimos três jogos (Estoril, Tondela e agora este), para duas competições diferentes, marcámos 12 e apenas sofremos um. Com 17 jornadas da Liga sempre a fazer o gosto ao pé - ou à cabeça. Sem uma só partida em branco.

 

De sermos campeões de Inverno. Haja o que houver no resto da jornada 17, continuamos na frente. Terminamos a primeira volta da Liga 2023/2024 no primeiro posto, isolados. Somando já 43 pontos. Com o melhor jogador do campeonato (Viktor Gyökeres) e exibindo o melhor futebol da temporada em curso. 

 

 

Não gostei

 

Do tempo. Muito frio, próprio do mês de Janeiro em Trás-os-Montes, chuva incessante e até alguns fragmentos de nevoeiro. Felizmente o jogo começou às seis da tarde, horário sensato que chamou muita gente ao estádio. Incluindo largas centenas de sportinguistas.

 

Do relvado. Empapado pela chuva copiosa, dificultou muito o futebol rendilhado dos nossos jogadores, sobretudo no corredor central. Optou-se, em alternativa, pelo passe longo e directo, com a bola a sofrer desvios nas ocasiões mais inesperadas. Felizmente ninguém se lesionou.

 

De termos esperado muito para ver o primeiro golo. Só chegou aos 44', quando alguns adeptos já se impacientavam e uns mais exaltados até rogavam pragas - que se comprovaram ser injustas - a Trincão e Pedro Gonçalves.

 

De Coates. Manteve-se no banco toda a primeira parte: ainda não está em forma para render um jogo inteiro. Entrou após o intervalo, substituindo Eduardo Quaresma - terceiro jogo a titular, com boa prestação - para nos dar maior conforto no jogo aéreo defensivo. Mas o capitão continua preso de movimentos. Fez uma falta desnecessária que lhe valeu o amarelo (71') e arriscou outra que lhe podia ter valido outro cartão da mesma cor.

 

De rever Rúben Ribeiro, agora no Chaves. Não deixou saudades no Sporting, onde chegou por insistência de Jorge Jesus, passou sem mostrar talento e deu de frosques a pretexto do assalto a Alcochete quase sem ter sido importunado pelas claques. É lembrado, mas por maus motivos

O dia seguinte

Um dia de inverno, um dia de chuva, um dia de ficar por casa no sofá em frente à TV. Após o 3-0 do voleibol em Guimarães veio a 1.ª parte da nossa selecção de andebol e depois foi passar para Chaves, onde o histórico do local (peixeirada do Bruno de Carvalho na cabine incluida), a chuva inclemente, o estado do relvado, o próprio onze escolhido por Rúben Amorim com Pedro Gonçalves no meio-campo, o Godinho "maria vai com o VAR", enfim, tudo fazia pensar no pior. Estavam os ingredientes alinhados para a caldeirada requentada por demais vista à moda dos lampiões e dos morcões.

Mas nada disso aconteceu. Amorim estudou bem o adversário, colocou as melhores peças no tabuleiro e esmagou. Superioridade total do Sporting na 1.ª parte num 3-3-4 muito adaptado às condições do terreno, com Pedro Gonçalves sempre mais um quarto avançado do que um quarto médio e um par de pontas de lança possantes que causavam mossa no adversário. Demorou muito a acontecer o primeiro golo, mas o 1-0 ao intervalo apenas pecava por defeito para o que tinha sido a superioridade do Sporting.

 

Na 2.ª parte Amorim resolveu tratar de muita coisa ao mesmo tempo, dar minutos a Coates, ter a equipa preparada para um futebol mais aéreo dado o estado cada vez pior do terreno, e tudo correu bem, recuperando a bola cá trás logo aconteciam situações perigosas para o adversário, e Trincão e Pedro Gonçalves ditaram o resultado.

Mais golos se foram perdendo muito por culpa do sueco extra-terrestre. Ainda houve tempo para o melhor em campo, Pedro Gonçalves (e quanto a mim o melhor jogador de futebol do Sporting, pelo menos claramente o melhor português, bem acima de alguns que integram a selecção), sair para volta de honra, e entrarem Bragança, Neto e Essugo... todos ajudaram a equipa a sair com registo limpo de Chaves.

Uma palavra para Eduardo Quaresma, cada vez mais focado e eficaz. Bela primeira parte, valor seguro no plantel do Sporting.

Coates a sofrer um pouco neste retorno, mas faz parte. Precisamos muito dele para o que aí vem.

 

E quem desbloqueou o jogo marcando o primeiro golo? Paulinho. Outro golo decisivo dum jogador que desde que entrou se mostrou importante para o Sporting, ao contrário de muitos pseudos pontas de lança que só deram despesa.

Amarelo a Gyökeres? O Godinho agora é o cão do dono Vítor Baía? Vai ter boa nota desta vez, depois de Faro?

E agora? Rumo a Vizela, contra tudo e contra todos, inclusive daquela ressabiada "turma do malhão" acantonada na tasca. 

SL

2023 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Foi eleito, sem favor, o melhor da Liga Europa. Golo extraordinário, daqueles inesquecíveis, daqueles que gostaremos de recordar aos nossos netos. 

Golo de Pedro Gonçalves, marcado a 16 de Março no empate em Londres (1-1) que nos valeria - após a ronda de penáltis no fim - a eliminação do Arsenal, então líder da Liga inglesa, e a passagem aos quartos-de-final daquela competição europeia. Com ecos em toda a imprensa internacional mais influente.

Aconteceu com Pedro frente aos gunners o que tantas vezes lhe sucede: parecia alheado do jogo, algo escondido, pouco interventivo. Não lhe peçam para correr atrás da bola: ele funciona sobretudo com ela no pé. O golpe de génio ocorreu aos 62': pegou nela logo após a linha do meio-campo, ainda dentro do círculo central, e quase sem balanço, a 48 metros de distância, desferiu um remate mortal para as redes anfitriãs, num magnífico chapéu ao guarda-redes Ramsdale. Golaço de fazer abrir a boca, conforme as imagens documentam. E até valeu ovação de adeptos adversários.

Visto e aplaudido nos cinco continentes. Para gáudio e júbilo de toda a massa adepta leonina. Obra-prima do futebol.

 

Vale a pena destacar três menções honrosas de 2023, todas para lembrar também:

- O golo de Trincão no Sporting-Estoril, a 27 de Fevereiro (ganhámos 2-0);

- O golo de Nuno Santos no Sporting-Boavista a 13 de Março (vencemos 3-0);

- O golo de Nuno Santos no Paços de Ferreira Sporting, a 7 de Maio (ganhámos 0-4).

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

Golo do ano em 2020: Nuno Mendes, contra o Portimonense

Golo do ano em 2021: Paulinho, contra o Boavista

Golo do ano em 2022: Edwards, contra o Tottenham

Amanhã à noite em Guimarães

Deslocação bem difícil, a de amanhã a Guimarães para defrontar o Vitória local. Pelo adversário, pelos riscos de exclusão de alguns para o clássico e pelo apitador de serviço, que tem sido levado ao colo pela APAF/CA como um valor da arbitragem europeia, mas cujo cadastro nacional no que respeita ao Sporting é por demais conhecido. Um árbitro ou incapaz de distinguir as palhaçadas dos Taremis e Otávios desta vida, ou encontrando nelas o alibi para ganhar o dele e beneficiar outros.

Num dos últimos editoriais de A Bola se dizia que o "melhor futebol desta Liga foi até agora o futebol do Sporting". Pouco vejo os jogos dos rivais para ter opinião sobre o assunto, o que posso dizer é que o melhor futebol das equipas do Sporting de Rúben Amorim foi o melhor futebol desta equipa. Muito por "culpa" dum "extraterrestre" Gyökeres, incluido com Diomande e Hjulmand num trio de reforços altos e fortes de que o Sporting muito precisava.

 

São já 20 jogos apenas com duas derrotas e três empates. Nestes cinco casos (Braga, Atalanta, Rakow, Benfica, Atalanta) existiram sempre situações fortuitas e já dissecadas que impediram melhor sorte, morremos na praia ingloriamente. E sofrer menos do que temos sofrido, com equipas que conseguem o golo na primeira vez que chegam próximo da nossa baliza. Podíamos estar melhores do que estamos, mas é o que temos.

Pedro Gonçalves foi e continua a ser o melhor jogador - ou pelo menos o jogador mais importante - desta equipa. No apoio aos médios a defender e a construir, no passe curto e longo, nos centros com precisão e nos golos, que nesta altura por falta de confiança ou de sorte têm escasseado. Neste último jogo já se viu melhor articulação com o sueco, com uma assistência para golo. 

 

Com Coates, Bragança e St. Juste de fora, o onze inicial deverá ser muito próximo daquele contra o Gil Vicente, deixando Catamo no banco como "joker" para entrar com tudo mais tarde. Isto é:

Adán; Diomande, Inácio e Matheus Reis; Esgaio, Hjulmand, Morita e Nuno Santos; Edwards, Gyökeres e Pedro Gonçalves.

E é para ganhar. Obviamente.

 

PS: Quanto mais oiço o Conceição mais gosto de Amorim. Decididamente. 

SL

Orquestra afinada com algumas fífias

Acossado por dois defesas em três passadas Gyökeres já corre sozinho para a baliza. O estádio levanta-se a celebrar antecipadamente o golo, porque com ele o óbvio acontece sempre. Era o quarto se não fosse anulado por off-side.

Se tivesse sido com Paulinho, haveria um momento de ansiedade: tropeçaria na bola? Atiraria ao lado ou à figura? Muito provavelmente, pois foi o que aconteceu pouco depois quando se isolou diante do guarda-redes.

Pior se tivesse acontecido com Pedro Gonçalves. Talvez nem se desembaraçasse dos defesas e no momento de chutar, arrebicaria o remate, bem puxadinho a um ângulo difícil de maneira a passar ao lado. Depois ficaria de braços pendurados a dar à cabeça, naquele gesto contrafeito de quem no momento de abrir a porta repara que se esqueceu das chaves. A linguagem corporal de Pote é deplorável e cada jogo que passa fica mais distante dos tempos em que lhe bastava meia oportunidade para marcar golo. Agora o jogo não vai ter com ele, nem ele o agarra, é como uma estação de caminho de ferro muito vistosa, numa linha desactivada.

Mas o caso mais enervante é o de Inácio. Há já uma série de jogos que anda e empenhado em estragar o árduo e óptimo trabalho do resto da equipa. Contra a Atalanta foi duas vezes uma desgraça, em Alvalade no centro da defesa, sem voz de comando, deslaçou tudo, em Bérgamo duas vezes foi lá acima e não voltou, oferecendo uma planície às cavalgadas de Scamacca, uma deu em golo, a outra só por milagre não deu. Na Luz cometeu duas faltas com a maior displicência e comprometeu toda a equipa e o resultado. Ontem esteve na origem do golo do Gil Vicente com uma falta desastrada e inútil. Nas lamentáveis respostas dadas na flash interview em Bérgamo, ficámos sem saber se ele é inarticulado, anda enfadado ou é apenas parvo. Encheram-lhe a cabeça com Reais Madrids e vôos assim, e agora dá ares de achar que o Sporting é um estorvo.

Que venha Janeiro depressa para tudo resolver. O Sporting deste ano está muito bem afinado, (Diomande, Coates, Morita, Hjulmand, Geny, Bragança, St. Juste, Edwards, são um gosto de ver jogar) é só remover as prima donas, que se estão fartas de nós, nós estamos ainda mais fartos delas.

Qual é o drama afinal?

O Sporting desperdiçou anteontem a possibilidade de ficar em 1.º lugar no grupo da Liga Europa e terá de disputar uma eliminatória extra em Fevereiro.

Como aconteceu também na época passada, quando ficámos em 3.º lugar na Liga Europa. Na altura empatámos em casa por 1-1 e ganhámos fora ao Midtjylland por 4-0, com bis de Pedro Gonçalves.

Sabem quem é? O mesmo que ontem falhou quatro oportunidades flagrantes de golo. Afinal até marca uns golitos na Europa, o Pedro, aquele que com sueco ou sem ele continua a ser o melhor jogador do plantel.

E quais foram os resultados do Sporting nesse período?

01/02 - Sporting 5 - Braga 0

06/02 - Rio Ave 0 - Sporting 1

12/02 - Sporting 1 - FC Porto 2

16/02 - Sporting 1 - Midtjylland 1

20/02 - Chaves 2 - Sporting 3

23/02 - Midtjylland 0 - Sporting 4

27/02 - Sporting 2 - Estoril 0

04/03 - Portimonense 0 - Sporting 1

Foram 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota, esta no clássico.

Isto naquela época do 4.º lugar, que alguns dizem a pior de sempre, uma vergonha, etc, etc, e gelado na testa.

 

Mas consultando os grupos da Champions:

-  O Sp.Braga muito provavelmente lá estará também e nem precisa de fazer muito por isso, o Nápoles trata do assunto.

-  O Benfica vai dar o litro e meio na Áustria para lá estar também. Ou então prefere um Fevereiro mais descansado, e não andar nestas trabalheiras. É perguntar ao alemão em inglês, já que não fala português.

- O FC Porto, com mais uma derrota no grupo, corre o risco de lhe acontecer o mesmo frente aos ucranianos do Shakhtar Donetsk.

 

Qual é o drama afinal? Não entendo. 

Ou melhor, até entendo de papagaios vermelhos ou azuis, de letais também sempre à procura da tragédia do dia. De leões não entendo mesmo.

Se vierem com o ranking UEFA só pergunto se é pelo ranking que vamos saber quem nos calha no sorteio.

 

PS: 

Para já são 63 golos marcados em 3 épocas e picos:

23/24 - 5

22/23 - 20

21/22 - 15

20/21 - 23

É um ponta de lança? Não, é o Pedro Gonçalves.

SL

Quente & frio

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Pedro Gonçalves, campeão do desperdício em Bérgamo: quatro golos fáceis falhados

Foto: Michele Maraviglia / EPA

 

Gostei muito de Edwards. Entrou só depois do intervalo no nosso jogo de ontem contra a Atalanta, em Bérgamo, mas fez logo a diferença. Após um primeiro tempo em que concedemos a iniciativa ao adversário, muito pressionante na nossa saída de bola, o Sporting veio da pausa revigorado. Quase irreconhecível, para muito melhor. O péssimo corredor direito foi alterado, com o inglês - tal como no desafio de Alvalade - a fazer novamente a diferença lá na frente. Aos 47' esteve à beira de marcar após boa combinação com Geny (outra entrada após o intervalo que trouxe grande dinâmica). E aos 56' marcou mesmo, lançado por Gyökeres, com perfeito domínio da bola superando quem tentou pará-lo. Meteu-a lá dentro, disparando com o seu pior pé - o direito - em  estreia absoluta como artilheiro na Liga Europa. Merece elogio até porque na véspera tinha sofrido um aparatoso acidente de automóvel, felizmente sem sequelas físicas nem psicológicas. Melhor em campo. 

 

Gostei das substituições feitas por Rúben Amorim: graças a elas, e em réplica quase perfeita do desafio contra os italianos em Alvalade, a 5 de Outubro, o onze leonino pressionou, dominou e empurrou em largos períodos a Atalanta para o seu reduto. Foi pena, uma vez mais, termos dado 45 minutos de avanço à turma que nos defrontou. Mas agora, pelo menos, conseguimos um empate (1-1), afastando o estigma da derrota (1-2) como a que ocorreu no nosso estádio e que tanto nos desagradou. Também gostei de ouvir centenas de adeptos a puxar pela nossa equipa, desafiando o frio de Bérgamo. E, naturalmente, de ver o Sporting garantir o segundo lugar no grupo D: este já ninguém nos tira.

 

Gostei pouco de ver tantos passes falhados em zonas de risco, sobretudo na primeira meia hora de jogo. Com a dupla Morten-Morita incapaz de suster o meio-campo da Atalanta e os nossos corredores laterais sem capacidade para produzir jogo ofensivo. Geny, pela direita, e Nuno Santos, pela esquerda, são bem mais acutilantes do que Esgaio e Matheus Reis nas mesmas posições - como viriam a comprovar na segunda parte.

 

Não gostei de perder a luta pelo primeiro lugar no nosso grupo: estivemos apenas a um golo do acesso praticamente garantido aos oitavos da competição. Assim teremos de disputar dois jogos extra, num play off, a 15 e 22 de Fevereiro - daí ter ficado perplexo com aqueles minutos finais em que os nossos andaram a queimar tempo à espera que o desafio acabasse, como se não pudéssemos ou não quiséssemos sair vitoriosos. Também não gostei de ver Gonçalo Inácio novamente amarelado sem qualquer necessidade logo no início, agora aos 11': Amorim devia fazer treino específico com ele para evitar a repetição destas entradas imprudentes que podem penalizar seriamente a equipa - e penalizaram mesmo, no clássico da Luz. 

 

Não gostei nada de sofrer o golo tão cedo, logo aos 23', marcado por Scamacca, goleador da Atalanta que já tinha concretizado duas vezes antes, mas sem valer por estar fora-de-jogo. Desta vez valeu, devido a uma perda de bola de Diomande junto à linha do meio-campo, à incapacidade dos restantes defesas de fecharem o corredor e à incorrecta posição de Adán, muito adiantado: ainda tocou na bola com a ponta dos dedos, sem conseguir pará-la. Via-se que faltava ali Coates, ausente do onze titular e só em campo a partir do minuto 80 (rendeu St. Juste, central à direita, com o marfinense ao meio). Também não gostei nada das exibições de Esgaio e Trincão, totalmente ineficazes no corredor direito: o primeiro foi incapaz de fazer um cruzamento, o segundo perdia a bola com uma facilidade impressionante, parecendo com a cabeça noutro lugar qualquer. Já não voltaram do intervalo, em claro benefício da equipa, que recuperou eficácia. Enfim, quase desesperei com Pedro Gonçalves, que desperdiçou quatro golos: aos 35' (chapéu falhado por completo após ter sido isolado por Gyökeres), aos 66' (bem servido por Edwards, consegue fazê-la embater nos dois postes sem entrar), aos 68' (atirou para cima da barra) e aos 71' (isolado por Morita, opta por um passe frouxo ao guarda-redes). Repetiu a desastrosa exibição em Lisboa: anda irreconhecível.

Tornar tudo mais difícil

Quatro grandes oportunidades desperdiçadas pelo Sporting na segunda parte, há pouco, em Bérgamo. Três delas escandalosas, por responsabilidade de um Pedro Gonçalves irreconhecível. Incapacidade total na finalização.

Vimos de lá com um empate (1-1) quando podíamos ter vencido até por mais de um golo de diferença. O que nos deixaria em primeiro lugar no nosso grupo, quase com presença garantida desde já nos oitavos-de-final da Liga Europa.

Temos esta mania de tornar tudo mais difícil.

Pódio: Pedro Gonçalves, St. Juste, Bragança

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Raków, da Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 19

St. Juste: 17

Daniel Bragança: 16

Edwards: 16

Gonçalo Inácio: 16

Esgaio: 15

Nuno Santos: 15

Paulinho: 15

Trincão: 15

Fresneda: 14

Coates: 14

Adán: 13

Diomande: 13

Morten: 11

Matheus Reis: 11

Tiago Ferreira: 6

 

O Jogo e A Bola elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo. O Record optou por Daniel Bragança.

Quente & frio

 

Gostei muito da vitória do Sporting (2-1), na noite passada, em jogo da Liga Europa contra o Raków, campeão polaco. Triunfo que nos mantém no segundo posto do grupo D nesta competição europeia: permanecem intactas as leoninas aspirações à fase seguinte da prova. Vale a pena anotar: foi o nosso 16.º desafio da temporada em curso, com balanço largamente positivo. Treze vitórias, dois empates, apenas uma derrota. Percentagem de sucesso: 81,2%. Demonstração inequívoca do mérito desta equipa tão bem orientada por Rúben Amorim.

 

Gostei que tivéssemos marcado cedo - na conversão de um penálti, logo aos 10', por Pedro Gonçalves a castigar falta claríssima (punida com cartão vermelho) cometida sobre St. Juste quando conduzia um lance de ataque na meia esquerda, em plena grande área polaca. Aos 52', o nosso n.º 8 viria a marcar igualmente o segundo golo, também de penálti, desta vez a punir mão na bola a remate de Edwards. Tem de ser creditado como melhor em campo. Leva já cinco golos nesta época - estes foram os seus primeiros na Liga Europa 2023/2024. Total até agora: 63 convertidos de verde e branco. Merece elogio? Claro que sim.

 

Gostei pouco que não tivéssemos exibido superioridade na chamada zona de decisão, sobretudo porque defrontámos uma equipa só com dez jogadores durante 80 minutos. Construímos oportunidades, mas fomos incapazes de convertê-las em lances corridos - ou por falta de pontaria ou devido a grandes defesas do guarda-redes sérvio da equipa polaca, que só tem um polaco no plantel (o Sporting teve sete portugueses no onze inicial). Paulinho, que ontem festejou 31 anos, foi um dos elementos com nota insuficiente. Outros foram Nuno Santos e Esgaio, pouco eficazes a municiar o ataque pelos flancos. Para compensar, registou-se a estreia em jogos oficiais da equipa A do jovem Tiago Ferreira, que actuara na pré-temporada: outro miúdo da nossa formação lançado por Amorim. Foi mera amostra, insuficiente para conclusões sólidas. Aos 21 anos, Mamede - como também é conhecido - tem-se destacado no Sporting B, onde já fez dez golos e duas assistências. Oxalá consiga singrar entre os "adultos".

 

Não gostei da ausência de Gyökeres, ausente por castigo. Nota-se uma diferença enorme, para pior, quando ele está fora do onze titular. A nossa linha ofensiva perde engenho, criatividade, talento, energia, explosão, acutilância, capacidade de desequilíbrio e capacidade de pressionar a saída dos adversários. Felizmente vamos tê-lo de volta no dérbi da Luz, já depois de amanhã. Num jogo em que a equipa da casa contará com mais 24 horas de descanso do que a nossa após ter humilhado o futebol português em San Sebastián, frente à Real Sociedad (equipa que vencemos 3-0 na pré-temporada).

 

Não gostei nada de ver o Sporting sofrer um golo, aos 70', na sequência de um livre convertido com rapidez e eficácia pelo Raków enquanto alguns dos nossos jogadores se limitaram a defender com os olhos. Quatro jogos da Liga Europa, em todos sofremos golos. Falta-nos capacidade de concentração em momentos cruciais e alguma consistência defensiva. Também não gostei nada dos nossos 20 minutos finais, com a equipa a recuar muito no terreno, mantendo posse estéril de bola e parecendo recear a desfalcada turma adversária. Enfim, continuo a não gostar nada de Fresneda, desta vez em campo desde o minuto 56 (substituiu Esgaio). Está muito longe de ser um novo Pedro Porro. E até agora nem demonstrou sequer qualidade para integrar o plantel principal do Sporting.

Cantámos vitória onde o Benfica perdeu

Boavista, 0 - Sporting, 2

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Pedro Gonçalves, melhor em campo no Bessa: golo de calcanhar valeu-lhe nota artísrica

Foto: José Coelho / Lusa

 

Contraste enorme entre esta época e a anterior, bem reflectida na nossa posição à nona jornada: vamos agora no comando do campeonato, com mais nove pontos do que há um ano na mesma fase da prova. Na comparação, ganhamos um ponto por jornada. É obra. 

Talvez a nossa mais saborosa vitória até ao momento, na Liga 2023/2024, tenha sido este Boavista-Sporting, disputado anteontem num relvado muito maltratado em estádio sempre difícil. Há poucas semanas a equipa comandada por Petit derrotou ali o Benfica, por 3-2. 

Rúben Amorim surpreendeu o técnico rival, apresentando o seu onze titular disposto de maneira inabitual no terreno, numa espécie de 4-3-3 em que o lateral esquerdo formava muitas vezes linha defensiva enquanto Diomande encostava ao lado oposto, compensando o adiantamento de Geny, muito mais extremo do que ala, sobretudo na primeira parte.

 

Esta alteração táctica funcionou. O Sporting teve quase sempre superioridade nas diversas fases do encontro. Fomos para o intervalo a vencer 1-0 e podíamos ter marcado mais dois ou três, enquanto Adán não fez uma defesa digna desse nome nos primeiros 45'. 

Não fomos apenas eficazes: também soubemos dar espectáculo. Como comprovou precisamente esse lance do nosso golo inaugural, primor de futebol colectivo construído com 46 segundos ininterruptos de posse de bola: 17 passes que envolveram oito jogadores. Culminando num magnífico centro de Matheus Reis que Geny aproveitou da melhor maneira estreando-se como artilheiro leonino em desafios do campeonato.

 

No segundo tempo agigantou-se Pedro Gonçalves, que já estivera envolvido no primeiro golo. Foi ele a fixar o resultado aos 85', em lance de insistência iniciado numa oportuna recuperação de Morten que levou o n.º 8 a rematar ao poste, sentado no relvado. No ressalto retomámos a posse de bola e aí destacou-se Esgaio a assistir. Pedro Gonçalves estava no sítio certo, embora de costas para a baliza. Num toque de génio, à Madjer, marcou de calcanhar.

Valeu-lhe nota artística. E justa menção como melhor em campo.

 

Não nos limitámos a vencer: também convencemos.

Pela primeira vez, neste campeonato, não sofremos golos fora de casa. Impusemos ao Boavista a primeira derrota no Bessa. Reforçámos a liderança da prova, ainda mais isolados - com mais três pontos do que Benfica e FC Porto, também com mais três pontos do que na nossa inesquecível campanha de 2020/2021 que culminou no título. 

Motivos mais do que suficientes para a equipa estar de parabéns.

 

A verdade é que o Sporting não perde um jogo em provas nacionais desde Abril - facto relevante. 

Entretanto, com este triunfo no Bessa, Rúben Amorim tornou-se o treinador português com mais vitórias em toda a história do nosso clube: já são 118. Acabou de ultrapassar Paulo Bento, precisando de menos jogos para esse efeito.

Agora, acima dele, apenas se destaca o húngaro Joseph Szabo, treinador que passou onze épocas no Sporting - a última das quais em 1954/1955, ainda jogavam alguns dos Cinco Violinos. 

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Só aos 83' fez uma defesa apertada. Exibiu segurança neste regresso à titularidade após duas partidas em que viu Israel assumir protagonismo entre os postes.

Diomande - Impecável nas dobras a Geny, que tinha ordens para actuar como extremo, sem recuar. Pilar na organização defensiva. Passou a central ao meio com a saída de Coates.

Coates - Exibição um pouco mais apagada do que o habitual do capitão uruguaio. Cedeu a braçadeira a Adán ao sair (69'), por precaução, queixando-se de uma dor na perna.

Gonçalo Inácio - Iniciou construção do primeiro golo com um passe de ruptura que originou soberba jogada colectiva. Sabe usar cada vez melhor o seu pé esquerdo para queimar linhas.

Geny - Titular por mérito neste jogo que lhe correu muito bem. Aos 8' ameaçou marcar num forte disparo à malha lateral. Aos 37' passou da ameaça ao acto: foi o seu golo de estreia na Liga.

Morten - Exibição segura do internacional dinamarquês, que protagonizou sete recuperações. Vital no lance do segundo golo, que ajudou a construir com boa visão de jogo e precisão de passe.

Morita - Organizador do meio-campo, esteve em nível muito elevado até as forças lhe começarem a faltar, por volta dos 70'. De uma tabelinha entre ele e Matheus Reis nasceu o primeiro golo.

Matheus Reis - Primou pela disciplina táctica, compensando em consistência defensiva o adiantamento de Geny na ala oposta. Mas brilhou na frente ao assistir o moçambicano no golo.

Edwards - Criou desequilíbrios no reduto adversário. Soberba execução técnica ao picar a bola aos 31', fazendo-a sobrevoar a defesa. Mas desperdiçou um golo cantado aos 53'. Intermitente.

Pedro Gonçalves - Metade dos nossos quatro remates enquadrados foram dele. Aos 31', isolado, chutou para a bancada. Redimiu-se num excepcional golo de calcanhar que fixou o resultado.

Gyökeres - A partida menos conseguida do craque sueco desde que chegou ao Sporting. Muito marcado, desperdiçou duas ocasiões de golo (11' e 61'). Mas foi lutando sempre.

St. Juste - Substituiu Coates aos 69', tomando conta do lado direito da defesa. Desta vez sem brilhantismo. Após longa lesão, parece estar ainda algo preso de movimentos.

Esgaio - Rendeu Edwards (74'). Não falhou um passe e brilhou ao assistir Pedro Gonçalves no golo. Já fez mais assistências nesta Liga do que os laterais do SLB e do FCP somados.

Nuno Santos - Entrou aos 75', substituindo Matheus Reis. Teve logo um lapso defensivo que nos poderia ter saído caro. Mas redimiu-se com um par de centros bem medidos.

Paulinho - Substituiu Gyökeres aos 86'. Pressionou, movimentou-se bem na área, rematou com convicção aos 87'. Mas, servido por Nuno Santos, falhou emenda aos 90'+2: bastaria encostar.

Trincão - Entrou ao minuto 86', ocupando o lugar de Geny.  Protagonizou dois lances que nada renderam pelo seu defeito do costume: perde-se em fintas e acaba por ficar sem bola.

Pódio: Pedro Gonçalves, Geny, Morten

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 18

Geny: 18

Morten: 17

Edwards: 16

Matheus Reis: 16

Esgaio: 15

Nuno Santos: 15

Adán: 15

Diomande: 15

Morita: 15

Gyökeres: 14

Gonçalo Inácio: 14

Paulinho: 13

Coates: 13

Trincão: 12

St. Juste: 12

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

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Geny muito cumprimentado pelos colegas após marcar o seu primeiro golo no campeonato

Foto: José Coelho / Lusa

 

Gostei

 

Do nosso triunfo num dos estádios mais difíceis. Fomos ao Bessa derrotar a turma axadrezada por 2-0 (um golo em cada parte do desafio). Vitória sem discussão numa partida emotiva, quase sem tempos mortos, com futebol de qualidade. Perante um adversário que já venceu o Benfica nesta Liga 2023/2024 e no mesmo estádio onde há um ano fomos derrotados (1-2). Comprovando assim, para quem ainda tivesse dúvidas, que estamos francamente melhor do que na época anterior. Cada vez mais embalados para o título.

 

De Pedro Gonçalves. Respondeu da melhor maneira, em campo, à infeliz e deselegante frase do seleccionador Roberto Martínez, que o acusou numa entrevista de ser um jogador «com azar». Rúben Amorim esteve bem, na conferência de imprensa de domingo, ao não alimentar lamúrias: limitou-se a incentivar o jogador a «melhorar, marcar golos, assistir e correr muito». Pedro assim fez: exibição de qualidade frente ao Boavista, culminando no nosso segundo golo, marcado com nota artística, de calcanhar, com assistência de Esgaio (85'). Imediatamente antes, no chão, tinha rematado ao poste. E logo aos 6' quase marcou, de livre directo - proporcionando grande defesa ao guarda-redes João Gonçalves. Demonstrou a atitude certa. E mantém uma contabilidade elevada: 61 golos em 106 jogos de verde e branco. Melhor em campo.

 

De Geny. Lançado como titular, correspondeu à confiança que nele depositou o treinador. Amorim facilitou-lhe a tarefa, mantendo-o com extremo direito, só com missão ofensiva, num desenho mais próximo do 4-3-3 (com Matheus Reis mais recuado) do que do habitual 3-4-3 - o que parece ter confundido Petit, treinador do Boavista. O jovem moçambicano pressionou e fixou os defensores adversários, baralhando marcações e abrindo espaços lá na frente. Sai deste jogo com boa nota, sobretudo pelo belo golo que marcou, aos 37', aproveitando um excelente cruzamento de Matheus a quase toda a largura do terreno. Foi a sua estreia como artilheiro no campeonato. Não custa vaticinar que terá sido o primeiro de muitos.

 

De Morten. Talvez a sua melhor exibição desde que chegou ao Sporting. Está mais solto, mais seguro, com maior precisão de passe, sempre de frente para o jogo. Fez boa parceria com Morita: completam-se bem no centro do relvado. Com o japonês tendo como missão central a distribuição de jogo e o internacional dinamarquês actuando sobretudo como médio de contenção. Ganhou a maioria dos duelos contra uma das equipas mais combativas do nosso campeonato. O segundo golo nasce de uma recuperação dele. Só foi pena aquele cartão amarelo tão desnecessário, por falta cometida aos 90'+7, no penúltimo minuto da partida.

 

Da nossa organização defensiva. Teve dois elencos, ambos resultaram. Primeiro com o habitual trio Diomande-Coates-Gonçalo Inácio: inabalável. Depois, com a saída de Coates aos 69', o jovem marfinense passou a central ao meio e St. Juste colocou-se à direita. Desempenho recompensado: a nossa baliza ficou incólume (Adán só fez uma defesa difícil, aos 83') no primeiro jogo desta Liga em que o Boavista permaneceu em branco. Temos de momento a segunda defesa menos batida do campeonato - sete golos, só mais um do que o FCP.

 

Da homenagem a Bas Dost ao minuto 28. Os adeptos leoninos, que compareceram em força no Bessa, prestaram um comovente tributo ao craque holandês neste momento da partida, em alusão ao número que ele usava no Sporting. Bas caiu, inanimado, num jogo da Liga holandesa disputado no domingo. Ainda hospitalizado, aguardando veredicto médico, já agradeceu os justos aplausos e o familiar cântico que lhe foram dedicados.

 

Da arbitragem de Nuno Almeida. Sereno e competente. Não atrapalhou, deixou jogar. Oxalá todos fossem assim.

 

De termos conquistado 25 pontos em 27 possíveis. Mais nove do que na mesma fase do campeonato anterior. Eficácia sem margem para dúvida. Marcámos até agora em todos os jogos. Aliás estamos há 17 jornadas seguidas a marcar.

 

De termos cumprido outro jogo sem perder na Liga. Se somarmos as 14 rondas finais do campeonato anterior às nove decorridas deste, são já 23 desafios seguidos sem conhecermos o amargo sabor da derrota na prova máxima do futebol português. Venham mais assim.

 

De ver o Sporting cada vez mais líder. Comandamos o campeonato. Mantemo-nos no topo há quatro rondas consecutivas. Somos a única equipa que ainda não sofreu qualquer derrota. Ampliámos a vantagem, estando agora ainda mais isolados no posto de comando. Beneficiando do empate do Benfica com o Casa Pia na Luz. Seguimos com mais três pontos do que os encarnados e a turma portuense, mais seis do que o V. Guimarães e já com mais oito do que o Braga. Para desgosto de uma minúscula falange de adeptos que anseia por desaires da equipa e tem como lema "quanto pior, melhor". Não acertam uma - nem sequer nisto.

 

 

Não gostei

 

De alguns golos desperdiçados. Desta vez a "fava" calhou a quatro: Gyökeres, estranhamente muito apagado, falhando emenda à boca da baliza (11'); Pedro Gonçalves, isolado por Edwards com um passe picado de excelente execução técnica (31'); Edwards, também só com o guarda-redes pela frente (53'); e Paulinho, incapaz de a meter lá dentro com Nuno Santos a servi-lo de bandeja (90'+2).

 

Do calafrio aos 77'. Quando o Boavista conseguiu introduzir a bola nas nossas redes. Os adeptos da casa festejaram, mas em vão. O golo acabou anulado pelo VAR: havia deslocação de 27 cm. 

 

De Trincão. Foi o último a entrar - só aos 86', substituindo Geny. Já com o Boavista acusando evidente desgaste fisico. Mesmo assim, falhou o drible nas duas vezes em que teve a bola nos pés. Atravessa um período de baixo rendimento já excessivamente prolongado.

 

Do péssimo estado do terreno. Chamar àquilo "relvado" é um insulto a qualquer relvado. Cada vez que alguém dava um pontapé na bola, saltava um tufo de ervas do lamaçal do Bessa.

 

Das tochas lançadas pelas claques. A Juve Leo e o Directivo XXI não têm emenda: obrigam o Sporting a pagar multas atrás de multas em todas as jornadas. Ontem forçaram a interrupção do Boavista-Sporting por vários minutos após arremessarem vários engenhos pirotécnicos... contra a nossa própria baliza, perturbando Adán. E contribuindo para lesar o nosso clube. São mesmo letais ao Sporting.

O dia seguinte

Não foi um grande jogo do Sporting na Áustria, muito longe disso, mas foi uma grande vitória perante o Sturm Graz, uma das melhores equipas austríacas. Todos se lembrarão doutros resultados contra equipas desse país, um futebol físico e objectivo sempre a correr e a dar no osso. Depois existe a questão das prioridades e da gestão do plantel. Bragança e Trincão têm de jogar para contarem mais à frente, mas a verdade é que agora deixam imenso a desejar. Catamo a ala, continuo a dizer que é um erro de casting, um jogador ali não pode perder bolas por insistir em fintas nem muito menos deixar sair a jogar o defesa depois de perder a bola. De qualquer maneira o Sporting chegou a meio da segunda parte com a equipa contrária cansada e apostada em defender a magra contagem, entrou Pedro Gonçalves e tudo mudou. Dois golos merecidos e a vitória assegurada. Obviamente que entrando com os titulares a vitória teria sido mais fácil de obter, mas ao insistir sempre no mesmo onze corre-se o risco de chegar às decisões e termos metade do plantel rebentada e a outra metade desmotivada. SL

Com poucos remates é mais difícil marcar

Braga, 1 - Sporting, 1

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Pedro Gonçalves regressou aos golos marcando logo aos 25' na Pedreira

Foto Lusa

 

Comecemos pela boa notícia. À quarta jornada, vamos no topo do campeonato nacional de futebol. A par de Boavista e FC Porto - que nesta ronda arrancou a ferros um pontinho no Dragão em jogo que deve ter constituído escandaloso recorde mundial: 25 minutos de prolongamento, frente ao Arouca (3 na primeira parte, 22 na segunda). Com o empate portista a ocorrer aos 19' deste inacreditável tempo extra final.

Em doze possíveis, conquistámos dez pontos até agora. Muito acima do que estávamos precisamente na mesma fase do campeonato anterior: concluídas as primeiras quatro partidas, o título tornou-se logo então praticamente impossível para nós, com oito pontos perdidos. Nada a ver com os dois que agora deixámos pelo caminho. Precisamente na partida contra o Braga, em casa do adversário. Na mesma casa onde tínhamos empatado logo a abrir a Liga 2022/2023, então por 3-3.

Comparando este Braga-Sporting (1-1) com o da época anterior, mantém-se um padrão: estivemos a vencer mas fomos incapazes de segurar essa vantagem. Por incapacidade absoluta de resolver a questão em tempo útil, quando os índices motivacionais e psicológicos estavam em alta. Logo no primeiro tempo, em que fomos superiores - vantagem traduzida no 0-1 registado ao intervalo. Com Pedro Gonçalves, no regresso aos golos, a facturar logo aos 25' - correspondendo da melhor maneira a primorosa assistência de Diomande.

Houve um segundo golo, aos 38', mas não valeu. Seria uma estreia em grande de Morten como artilheiro leonino, mas o VAR invalidou-o alegando que Pedro Gonçalves, em fora-de-jogo posicional, interferiu no ângulo de visão do guarda-redes Matheus. Tese que todos os especialistas em arbitragem, sem excepção, validaram na imprensa de ontem.

 

Após a interrupção, repetiu-se um filme que já vimos demasiadas vezes.

O Sporting recuou as linhas, deixou à equipa anfitriã a iniciativa do jogo e tentou desatar o nó com ataques à profundidade, procurando explorar o avanço dos braguistas. Já sem Paulinho em campo mas com Gyökeres disponível para tal função. Acontece que o internacional sueco foi pouco e mal servido, além de andar muito distante da zona de tiro. Ao contrário do que devia acontecer.

Para agravar o problema, o nosso ataque fluiu pouco pelas alas e o meio-campo perdeu capacidade de choque com as substituições que Rúben Amorim foi fazendo - nenhuma delas com vantagem para a equipa. Ressalvo apenas a entrada, aliás muito tardia, do jovem Fresneda, que assim se estreou de verde e branco. Parece ter bom toque de bola, mas é cedo para avaliações.

 

Foi aí, nessa débil segunda parte, que deixámos fugir dois pontos. Pena: uma vitória na Pedreira ter-nos-ia dado a liderança isolada do campeonato como único emblema invicto à quarta ronda. Faltou-nos aquele suplemento de energia anímica indispensável para superar os obstáculos mais difíceis. Isto funciona também como elogio ao Braga, que tem uma bela equipa, aliás reforçada com vários elementos ex-Sporting - com destaque para José Fonte, impecável como patrão da defesa, enquanto Bruma mantém intactas as qualidades que já o distinguiam na Academia de Alcochete.

Muita incapacidade de jogo directo, muito drible inconsequente, muito rodriguinho com a bola sem saber ao certo o que fazer com ela. Muitos passes falhados - aqui, infelizmente, Daniel Bragança distinguiu-se pela negativa. E, acima de tudo, muita incapacidade de acertar no alvo. Ou sequer de o tentar. Basta reparar neste dado: chegámos ao fim com apenas cinco remates. Não rematávamos tão pouco desde Agosto de 2021 em desafios do campeonato.

Assim tudo se torna mais difícil. Apetece perguntar: será que nos treinos da nossa equipa o remate à baliza é aspecto secundário? A pergunta pode parecer absurda, mas pelo sofrível futebol que anteontem exibimos na segunda parte deste confronto em Braga talvez faça algum sentido.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Sofreu um golo indefensável, de livre directo, marcado de forma irrepreensível por Álvaro Djaló (78'). Logo aos 13', desviou com defesa aparatosa um tiro de Ricardo Horta.

Diomande - Um dos melhores em campo. É dele a assistência para o nosso golo, numa das ocasiões em que saiu com bola dominada, pleno de confiança. Impecável a defender: anulou Pizzi.

Coates - Outra grande exibição do capitão uruguaio, decisivo em recuperações, muito atento à manobra ofensiva do Braga. Deu nas vistas sobretudo com um duplo corte aos 66'. Pura classe.

Gonçalo Inácio - Jogando agora enfim na metade do terreno que mais potencia as suas características, travou duelo bem sucedido com Ricardo Horta. Corte oportuníssimo aos 55'.

Esgaio - Claro défice no capítulo ofensivo, parecendo sempre mais preocupado com as marcações ao extremo adversário. Quando progredia, via-se sem soluções e optava por recuar a bola.

Morten - Médio de equilíbrio, permitiu soltar Morita para fazer a ligação ao ataque. Tem bom remate, como evidenciou no golo (anulado) aos 38'. Saiu cedo de mais, talvez por fadiga física.

Morita - Excelente actuação do médio nipónico, sobretudo na primeira hora de jogo. Notável assistência para o golo (anulado) do dinamarquês. Joga muito e faz jogar, abrindo linhas de passe.

Nuno Santos - Tal como Esgaio no corredor contrário, abusou dos passes à retaguarda e pareceu várias vezes não saber ao certo o que fazer com a bola. Atravessa um período de menor fulgor.

Pedro Gonçalves - Integrando o trio da frente, onde sempre rende mais, fez jus à sua boa fama ao marcar o primeiro golo da temporada (25'). Muito festejado. Que seja o primeiro de muitos.

Paulinho - Terá entrado condicionado no plano físico, o que suscita a interrogação: por que motivo figurou no onze? Apático, sem iniciativa, acabou por não regressar do intervalo.

Gyökeres - Outro jogo sem marcar. Poderia tê-lo feito, isolado por Edwards, aos 57'. Aos 63', foi desarmado por Fonte. Desgasta-se em excesso a procurar a bola. Devia ser ele a recebê-la.

Edwards - Fez toda a segunda parte, substituindo Paulinho. Mantém as intermitências a que já nos habituou e o péssimo hábito de se agarrar demasiado à bola, como se jogasse sozinho.

Geny - Entrou aos 60', rendendo Nuno Santos. Substituição pré-agendada, repetindo ao minuto o que sucedera na partida anterior. Desta vez manteve-se na ala esquerda. Sem deslumbrar.

Daniel Bragança - Substituiu Morten aos 60'. Pouco ou nada lhe saiu bem. Desperdiçou lances de ataque, entregou duas vezes a bola, fez um livre desnecessário de que nasceu o golo do Braga.

Trincão - Entrou aos 72', substituindo Pedro Gonçalves. Com os defeitos do costume: rodopia com a bola, entretém-se com ela, vai-se esquecendo do jogo colectivo. Bateu muito mal um livre.

Fresneda - Estreia absoluta pelo Sporting, rendendo Esgaio ao minuto 85. Ganhou um canto aos 90'+7. Pouco tempo em campo para merecer uma opinião fundamentada. Venham mais jogos.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

De perder dois pontos em Braga. Os primeiros que desperdiçamos nesta Liga 2023/2024, perante um adversário que há quatro anos não consegue vencer-nos em casa. Soube a pouco. Soube exactamente ao mesmo do Braga-Sporting da época anterior, em que fomos à capital do Minho empatar 3-3. Só com a diferença, desta vez, de o empate ter sido com menos golos: 1-1. Mas não fizemos melhor.

 

De falharmos a possibilidade de nos distanciarmos do FC Porto. A equipa azul-e-branca deixou-se ontem empatar no Dragão perante o Arouca, num jogo em que perdia por 0-1 aos 90 minutos e teve 23' de tempo extra - seguramente recorde nacional nesta matéria. Seria uma ocasião soberana de ficarmos com mais dois pontos do que os nossos rivais do Norte. Um desperdício.

 

De termos visto um golo anulado. Seria o nosso segundo, muito bem marcado por Morten - o seu primeiro de Leão ao peito. Por alegado fora-de-jogo posicional: Pedro Gonçalves estaria deslocado, sem interferir na jogada, mas interferindo no ângulo de visão do guarda-redes Matheus. Aconteceu aos 38', coroando o melhor lance colectivo do Sporting nesta partida, com destaque para os contributos de Gyökeres e Morita.

 

De Paulinho. Jogava num estádio onde já foi feliz. Mas isto não parece tê-lo motivado. Passou ao lado do jogo. O treinador decidiu prescindir dele ao intervalo. Assistiu à segunda parte no banco de suplentes.

 

De Nuno Santos. Desde que veio de lesão ainda não parece em plena forma. Novamente com desempenho muito apagado, recebeu ordem para sair aos 60'. Anda a abusar dos passes à retaguarda em vez de mostrar aquilo que bem sabe fazer: cruzamentos com o seu potente pé esquerdo. Abusa também do excesso de teatralidade no relvado, o que pouco ou nada o favorece perante as equipas de arbitragem.

 

Da saída de Morten. O reforço dinamarquês estava a ser pendular no meio-campo, conferindo segurança e robustez ao nosso corredor central, jogando de cabeça bem levantada, com noções apuradas de tempo e espaço. Causou surpresa a decisão do treinador de tirá-lo aos 60', contribuindo para desguarnecer aquela zona em tarefas de contenção e recuperação da bola.

 

De Daniel Bragança. Nenhuma das cinco substituições feitas por Rúben Amorim foi muito feliz. Mas o desempenho do nosso médio criativo, que tantas vezes tenho elogiado, esteve claramente abaixo daquilo que esperamos dele. Em campo como substituto de Morten, entregou duas vezes a bola em zona perigosa e é ele a causar o livre directo, absolutamente desnecessário, quase à entrada da nossa área que gera o golo do empate do Braga, marcado por Álvaro Djaló, aos 78´.

 

Do desgaste de Gyökeres. O internacional sueco voltou a jogar muito para a equipa. Procura a bola em frenesim constante, tenta ser útil em toda a largura do terreno, mas vai-se desgastando em missões demasiado longe dos postes, abandonando a zona de tiro - precisamente aquela em que melhor faz a diferença. Gostaria de vê-lo mais enquadrado com a baliza e menos como interior ou até como extremo ao longo das partidas. Porque precisamos dele, sobretudo, a marcar golos.

 

De ver Bruma e José Fonte com outra camisola. Bons desempenhos do veterano central (e campeão europeu em 2016) e do avançado que agora alinham pelo Braga. Ambos são produto da formação leonina, como é sabido.

 

 

Gostei

 

Do grande golo de Pedro Gonçalves. Já tínhamos saudades de o ver fazer o gosto ao pé. Após três jogos em branco, voltou a facturar - abrindo o marcador aos 25'. Belo golo marcado de ângulo muito apertado, o que o torna de execução técnica difícil, só ao alcance de um predestinado. Merece ser designado o melhor Leão em campo.

 

De Diomande. Vai crescendo de jogo para jogo. Não apenas útil na contenção defensiva, como central do lado direito, mas também na saída de bola - exibindo segurança e maturidade muito acima dos seus 19 anos. Teve intervenção decisiva no nosso golo: é ele a fazer a assistência vertical, muito bem medida, para Pedro Gonçalves. Chamem-lhe reforço: é a palavra certa. 

 

De Morita. Voltou a demonstrar extrema utilidade. Quer a calibrar o nosso meio-campo e acorrendo às dobras de vários companheiros ao fechar corredores em manobra defensiva quer a descobrir linhas de passe para colocar a bola bem medida nos pés dos avançados. Muito eficaz nas recuperações. Foi ele a fazer a assistência para o golo de Morten que acabou por ser anulado sem a menor culpa nem do internacional nipónico nem do dinamarquês. 

 

De termos chegado ao intervalo a vencer 1-0. Fomos superiores na primeira parte e podíamos ter construído uma vantagem mais dilatada. Entrámos a recuar muito no segundo tempo, como tantas vezes já aconteceu, e permitimos que o Braga assumisse o controlo do jogo, mesmo criando poucas oportunidades de golo. Bastou concretizar uma para nos impedir a conquista dos três pontos.

 

Da estreia de Fresneda. O jovem espanhol, recém-chegado do Valladolid, vestiu pela primeira vez a verde-e-branca aos 85', quando substituiu Esgaio. Tempo insuficiente para fazer um juízo sobre o seu desempenho, apenas para assinalar que já o pudemos ver em acção.

 

Da qualidade do jogo. Bem disputado, com emoção até ao fim, foi um cartaz apelativo para a promoção do futebol. Certamente apreciado pelos 22.781 espectadores que compareceram no estádio municipal de Braga.

 

De termos cumprido 18 jogos seguidos sem perder. Se somarmos o de ontem às 14 rondas finais da Liga 2022/2023 e às vitórias nas três jornadas iniciais do campeonato em curso, é este o número de desafios que já levamos sem conhecer o mau sabor da derrota em partidas oficiais. À frente de qualquer outra equipa.

 

De termos dez pontos em 12 possíveis. Seguimos no comando do campeonato, integrando um trio que também inclui Boavista e FC Porto. Há um ano, à quarta jornada, só tínhamos quatro pontos. Faz enorme diferença.

Obrigado pelo apoio

Aparentemente alguns que se dizem adeptos do Sporting foram para as redes sociais do Pedro Gonçalves enxovalhá-lo depois da vitória em casa com o Vizela, e esta foi a frase com que o Pedro reagiu, e depois apagou. Porque "jogador honrado não tem ouvidos", só tem de demonstrar em campo a estupidez das críticas.

Não foi realmente a melhor exibição do melhor jogador do plantel, muito por culpa da eficácia dos remates, mas na avaliação dos jornalistas desportivos abaixo indicada no blogue foi a terceira melhor dos jogadores do Sporting. 

Não é qualquer um que joga a avançado no primeiro tempo e a médio centro no segundo, fazendo "piscinas" constantemente, correndo para junto dos defesas, e logo a seguir aparecendo na entrada da área para rematar. Seguramente que o Pedro Gonçalves foi o jogador que mais kms correu em Alvalade. Seguramente que não seria Messi ou Neymar a fazê-los.

Se calhar esta dispersão de funções não ajuda o Pedro nem ajuda a equipa. Não o ajuda porque não ganha automatismos na função, que para mim seria a de interior esquerdo muito por causa da capacidade goleadora que ele demonstra. Não ajuda a equipa porque o meio-campo fica sem patrão, o jogador que pauta o jogo através da progressão ou do passe curto ou longo e lhe dá o ritmo mais indicado. Que poderá ser ele caso se fixe a 8, Morita ou Daniel Bragança. Mas tem de ser alguém com continuidade, não pode ser desde lá de trás o Coates.

Está agora o Sporting e Frederico Varandas a fazer uma coisa que tem resultado muito bem: renovar os contratos com Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Gonçalo Inácio, ajustando cláusulas e duração, ajustando os vencimentos ao estatuto no plantel, e assegurando que clube, jogadores e empresários estão tranquilos e satisfeitos com a situação contratual e desportiva e ao abrigo de investidas de "piratas". 

O tempo do presidente estar lá para defender os interesses do Sporting e os jogadores que defendam os deles terminou na forma que sabemos.

Infelizmente alguns que se dizem adeptos ainda sonham voltar a assaltar Alcochete e bater nos jogadores. Na falta disso, insultam nas redes sociais.

Obrigado pela confiança que tens no Sporting, Pedro. Sabes que terás sempre dos verdadeiros Sportinguistas o maior apoio.

SL

{ Blogue fundado em 2012. }

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