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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

Com uma claque leonina entusiástica a apoiar a equipa do princípio ao fim, o Sporting superiorizou-se claramente no estádio da Capital do Móvel perante um Paços de Ferreira que tem dado boa réplica às equipas visitantes ao longo deste campeonato mas hoje acusou a pesada responsabilidade de defrontar o líder da Liga.

O nosso controlo absoluto do corredor central foi o segredo para neutralizar as investidas contrárias nesta vitória categórica.

O primeiro golo surgiu aos 40', marcado por Bruno César, assistido por Slimani: o ex-jogador do Estoril continua de pé quente, confirmando-se como um bom reforço. O argelino, activo como sempre, foi decisivo para ampliar o triunfo, com golos marcados aos 63' e 84'. Ambos com assistência de João Mário, que novamente se destacou com uma exibição de luxo. Outro elemento fundamental nesta vitória leonina foi o nosso capitão: Adrien fez uma primeira parte excepcional. É um dos jogadores que mais merecem sagrar-se campeões no final da época.

Aos 83', vencíamos por 2-0, quando o Paços fez um golo. Houve quem temesse um possível empate mesmo à beira do fim, embora os pacenses pouco ou nada tivessem feito até àquele momento para isso. Mas o nosso craque argelino sentenciou o jogo logo no minuto seguinte. Assumindo de forma cada vez mais evidente a candidatura a rei dos golos nesta Liga 2015/16.

Seguimos com 48 pontos à 19ª jornada: 15 vitórias, três empates e apenas uma derrota.

A figura do jogo, para mim, foi Slimani.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sereno. Não fez uma defesa na primeira parte. Acabou por sofrer um golo indefensável, marcado por Bruno Moreira, a sete minutos do fim.

JOÃO PEREIRA (6). Lutador. Deu combate permanente ao extremo adversário, contribuindo com a sua atitude para travar o ímpeto ao Paços.

PAULO OLIVEIRA (6). Pendular. Regressou à titularidade, após um jogo de ausência, e voltou a cumprir a missão fazendo estancar o ataque pacense.

NALDO (6). Vigilante. Destaca-se mais quando tem Paulo Oliveira a seu lado no eixo defensivo. Demonstrou novamente que Jorge Jesus pode contar com ele.

JEFFERSON (6). Combativo. Grande cruzamento aos 29', procurando Slimani. Fez um exemplar lançamento da linha lateral, com extrema rapidez: daí nasceu o nosso primeiro golo.

WILLIAM CARVALHO (7). Sólido. Regressou à boa forma segurando bem a bola e entregando-a com precisão aos colegas. Matou à nascença muitas investidas do Paços.

ADRIEN (8). Estratego. Levou a equipa às costas na primeira parte, pondo o Paços em sentido. Remates fortíssimos aos 36' e 62'. O nosso segundo golo nasce de uma recuperação de bola dele.

JOÃO MÁRIO (9). Virtuoso. Enorme exibição, nas alas e no centro. Assistência perfeita para o segundo golo (63'). Teve influência no terceiro, servindo Slimani (84'). E ainda mandou uma bola à barra (42').

BRUNO CÉSAR (7). Providencial corte aos 15', no momento exacto, lançando-se no apoio da defesa: o lance podia gerar golo do Paços. Voltou a fazer o gosto ao pé, marcando o nosso golo inaugural (40').

BRYAN RUIZ (6). Elegante. O costarriquenho voltou a exibir bons apontamentos, mas desta vez apenas a espaços. Contribuiu para baralhar marcações do Paços em constante trocas posicionais com João Mário.

SLIMANI (9). Influente. Cada vez melhor em termos técnicos, driblou dois defesas que ficaram plantados no chão e serviu Bruno César no primeiro golo. Os restantes dois foram marcados por ele. E vão 16.

GELSON MARTINS (5). Discreto. Substituiu Bruno César aos 74'. Desta vez não teve a influência revelada noutros jogos: entrou numa fase em que a manobra táctica da equipa não exigia tanto dele.

AQUILANI (5). Retraído. Entrou aos 82', para o lugar de Adrien, com a missão de reforçar as acções de contenção a meio-campo. Cumpriu.

SCHELOTTO (-). Substituiu João Mário aos 89'. Mal se deu por ele, mas naquele momento a sua utilidade era residual: todos estavam já a aguardar o apito final.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Novo triunfo fora de casa, desta vez num dos estádios mais difíceis do nosso campeonato. Vencemos sem margem para discussão o Paços de Ferreira, quinto classificado da Liga.

 

De Slimani. Dois golos (63' e 84') e uma assistência para outro (40'). Os números dizem tudo sobre mais uma actuação de alto nível do artilheiro argelino, que merece o título de mais influente em campo. Já com 16 golos registados, caminha a passos largos para se sagrar como melhor marcador do campeonato.

 

De João Mário. Novamente uma exibição soberba. Organiza, temporiza, distribui jogo. Com uma qualidade de passe indescritível. É um mestre no transporte de bola. E leva já seis assistências de golo neste campeonato. Hoje foram mais duas, para os golos de Slimani.

 

De Adrien. Incansável enquanto elemento-chave da organização leonina. O nosso capitão parece estar em toda a extensão do terreno. É um pilar da nossa manobra colectiva. E sempre o primeiro a acreditar na vitória.

 

De Bruno César. É mesmo reforço. Voltou a marcar, abrindo o caminho da vitória leonina de hoje. Está de pé quente. Ainda bem.

 

De William Carvalho. Voltou a ser muito influente após algumas exibições sofríveis. Funcionou como dique bloqueador da manobra ofensiva do Paços de Ferreira. Recuperou bolas e fez bons passes.

 

Do apoio entusiástico da claque leonina. Fez-se ouvir do primeiro ao último minuto nas bancadas da Mata Real.

 

Da arbitragem. Artur Soares Dias teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Que tivéssemos feito melhor resultado com o Paços nesta segunda volta. Na primeira metade do campeonato a equipa pacense foi empatar a Alvalade (1-1).

 

Que nos mantivéssemos no topo do campeonato. Mais uma jornada superada, permanecemos no comando. Com 48 pontos. Dois mais do que o Benfica.

 

 

Não gostei

 

Da apagada réplica do Paços de Ferreira. A equipa adversária vinha de seis jornadas sem perder, mas voltou a tropeçar no Sporting, como tinha sucedido há três semanas, em desafio da Taça da Liga. Pela mesma marca.

 

Que tivéssemos esperado 40 minutos pelo primeiro golo. O Sporting entrou com velocidade, fez muita pressão, mas a vitória só começou a desenhar-se a cinco minutos do intervalo.

 

Do golo sofrido. Iam decorridos 83 minutos, ganhávamos por 2-0. Uma desconcentração da defesa na sequência de uma bola parada facilitou o golo do Paços. Felizmente Slimani ampliou a nossa vantagem um minuto depois.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Grande exibição e vitória concludente nesta estreia na Taça da Liga 2015/16. Vulgarizámos a equipa do Paços de Ferreira, responsável pelo único empate caseiro que sofremos até agora no campeonato.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo, o melhor jogador em campo. Marcou um golo (o segundo) e fez assistência para outro (o primeiro). Missão cumprida com brilhantismo.

 

De começar a vencer cedo.  O nosso primeiro golo surgiu logo aos 8', num disparo de Aquilani, muito bem colocado.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho substituiu André Martins a meio da segunda parte. E não tardou a mostrar serviço, aos 72', marcando um excelente golo, com toda a calma do mundo, fazendo um chapéu ao guarda-redes. Pura classe.

 

De Jefferson. Parece ter regressado à boa forma anterior, com ataques velozes e perigosos. Foi dele a assistência para o golo de Bryan Ruiz.

 

De Matheus Pereira. Grande partida do jovem brasileiro, que teve óptimos apontamentos sobretudo no flanco esquerdo. Foi de um excelente passe dele que nasceu o nosso terceiro golo.

 

De João Mário. Substituiu Adrien na segunda parte e teve prestação muito positiva a organizar jogo e a lançar os colegas das linhas dianteiras.

 

De Schelotto. Jesus lançou-o em estreia no Sporting, como lateral direito. O italo-argentino começou algo nervoso, mas foi estabilizando e acabou a dominar o seu corredor. Tem elevada estatura e demonstrou boa condição física.

 

Do apoio das bancadas. O jogo atraiu quase 24 mil espectadores ao estádio. Um número que merece registo atendendo ao facto de se tratar de uma competição que o Sporting nunca valorizou e ao período de férias que atravessamos.

 

Do ensaio para o clássico de sábado. O Sporting demonstrou grande robustez física e psicológica, superando mais este obstáculo, enquanto o FC Porto foi derrotado em casa pelo Marítimo (1-3), também hoje, para a Taça da Liga.

 

De dizer adeus a 2015 com uma vitória. Este foi o ano do nosso regresso aos títulos, com a conquista da Taça de Portugal (frente ao Braga) e da Supertaça (contra o Benfica). Para recordar, sem dúvida.

 

 

Não gostei

 

Do desperdício leonino frente à baliza do Paços. A partida foi um festival de golos falhados: Adrien aos 17', Naldo aos 17', Matheus aos 20' e 43', Montero aos 46', André Martins aos 48', Paulo Oliveira aos 65', Slimani aos 82', 86' e 90'+2', Jefferson aos 90'. Dois dos remates de Slimani embateram no poste.

 

De Marcelo Boeck. Hoje titular da nossa baliza, o brasileiro destacou-se pela negativa ao sofrer um golo na sequência de um livre que nem sequer foi muito bem marcado. Um frango, portanto.

 

De Montero. Uma  vez mais ficou aquém das expectativas. Jesus apostou nele como titular do nosso ataque, mas o colombiano foi inofensivo. Aos 58' acabou por dar lugar a Slimani, muito mais acutilante.

 

De André Martins. Voltou à titularidade, mas não aproveitou mais esta oportunidade para demonstrar o seu valor. Foi apenas regular, sem brilhantismo. Desperdiçou de forma infantil um passe de bandeja de Slimani quando se encontrava de frente para a baliza.

Paços, pé. Andebol, mão

Parece que estava a adivinhar, ontem, quando antes do jogo Sporting vs. Paços de Ferreira escrevi um "post" sobre andebol.

Os jogos com o Paços recordam-me sempre o dia 16 de Setembro de 2006.

Um campeonato que podíamos e devíamos ter vencido se não fossem as ferreirices do Manuel de Oliveira que nos calhou naquele dia.

Por falar em Manuel de Oliveira, via "A bola não tem pulmão" um interessante filme dos acontecimentos de ontem e a forma como os jogadores amarelos foram escapando ao amarelamento...

Os nossos jogadores, um a um

Estreia em casa com empate a uma bola frente ao Paços de Ferreira - precisamente o mesmo resultado da época anterior.

Esperava-se que Jorge Jesus optasse por poupar vários jogadores, atendendo à decisiva partida de quarta-feira em Moscovo, frente ao CSKA. Mas limitou-se a mudar, no onze inicial, Teo Gutiérrez por Montero e Adrien por Aquilani. Sem nenhum benefício visível para a nossa equipa, diga-se.

O melhor em campo, para mim, voltou a ser Carrillo.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sereno. Grande defesa aos 57', travando um lance muito perigoso do Paços de Ferreira. Lançou-se bem na grande penalidade mas desta vez não conseguiu defendê-la.

JOÃO PEREIRA (4). Intranquilo. Movimentou-se muito, mas nem sempre bem. Um jogador com a experiência dele não pode cometer protagonizar um lance como o que esteve na origem do penálti contra nós, ainda por cima quando Patrício já tinha a bola controlada.

PAULO OLIVEIRA (6). Atento. Não comprometeu nem deslumbrou. Cumpriu a missão que lhe estava confiada, com raros deslizes, mas sem a superioridade que tem revelado noutros jogos.

NALDO (7). Pendular. Foi o melhor elemento da nossa defesa. Cortou diversos lances de ataque do Paços sem nunca recorrer à falta nem complicar. E conseguiu quase sempre entregar a bola bem dominada e bem dirigida.

JEFFERSON (6). Veloz. Fez os habituais raides pela ala esquerda, levando várias vezes perigo à grande área adversária. Destaque para um excelente centro aos 29' que Bryan Ruiz desaproveitou. Caiu fisicamente no segundo tempo. Saiu aos 72'.

AQUILANI (5). Irregular. Estreia oficial em Alvalade do internacional italiano, numa posição a que não está muito habituado, rendendo Adrien, titular habitual. Começou bem, mas pareceu sempre algo perdido enquanto médio defensivo. Aguentou 63' em campo.

JOÃO MÁRIO (7). Buliçoso. Muito influente, uma vez mais, na manobra ofensiva leonina. Precisão de passe, correcta leitura de jogo e capacidade para vencer sucessivos confrontos individuais. Está em boa forma. Foi dos raros leões que não acusaram desgaste.

CARRILLO (8). Comandante. Foi dos pés dele que nasceram os lances mais perigosos do Sporting. E foi ele que marcou o nosso único golo, aos 41'. Antes, aos 22', quase tinha dado outro a marcar a Slimani. Se alguém fez a diferença, nas nossas hostes, foi o peruano.

BRYAN RUIZ (6). Tecnicista. É um dos jogadores leoninos mais bem dotados do ponto de vista técnico. Teve duas excelentes hipóteses de marcar, mas desperdiçou ambas as oportunidades. Redimiu-se no lance do golo: é dele a assistência para Carrillo.

MONTERO (3). Apático. Foi titular, mas transmitiu a impressão de não ter verdadeiramente entrado em campo. Permaneceu quase sempre longe da trajectória da bola, sem criar linhas de passe nem envolver-se em jogadas. Já não regressou do intervalo.

SLIMANI (6). Oscilante. Combativo, mas inconsequente na maior parte dos lances. Pode queixar-se de ter sido travado em falta na grande área do Paços de Ferreira e de um cartão amarelo mal mostrado. Mas continua a desperdiçar boas oportunidades de marcar.

GELSON MARTINS (7). Inconformado. Entrou na segunda parte para acelerar o processo de ataque leonino e cinco minutos depois já estava a levar perigo à baliza do Paços. Foi sempre uma flecha apontada à meta rival. Quase marcava aos 50' e aos 88'.

ADRIEN (6). Eficaz. Rendeu Aquilani aos 63' e soube alargar o jogo leonino, conferindo mais precisão de passe e mais consistência ao nosso meio-campo. Acusou ainda, no entanto, algum desgaste provocado pela partida de terça-feira frente ao CSKA.

JONATHAN SILVA (5). Discreto. Jesus deu-lhe uma oportunidade rara ao lançá-lo na partida aos 72', substituindo Jefferson. O jovem argentino não comprometeu, verticalizando o jogo na ala esquerda, mas sem a mesma acutilância do brasileiro.

Rescaldo do jogo de hoje

2015-08-22 18.54.07.jpg

 

Gostei

 

De Carrillo. Fez a diferença ao marcar o nosso golo, iam decorridos 41'. Fez também a diferença pela atitude em campo, sem nunca esmorecer. E pelos seus dotes técnicos - cada vez mais evidentes, cada vez mais úteis à equipa - como ficou claro num passe longo que fez aos 64' para Slimani, que só seria travado em falta. Pela quarta vez consecutiva, elejo-o o melhor em campo.

 

De João Mário. Outra actuação muito positiva: o nosso golo nasce de uma excelente jogada dele no flanco esquerdo. Combina muito bem com os colegas, tanto nas alas como no corredor central. Tem uma notável precisão de passe e nunca desiste numa disputa de bola. Mantém-se como titular indiscutível.

 

De Bryan Ruiz. Continua a revelar boa visão de jogo e qualidade de passe. Ponto alto no jogo de hoje: a assistência na área para o golo de Carrillo. É um jogador inteligente e com experiência, que se torna útil à equipa. Peca apenas às vezes por algum défice de rapidez.

 

De Gelson Martins. Entrou no segundo tempo, substituindo Montero, e nos primeiros cinco minutos em jogo já tinha feito mais e melhor do que o colombiano. Aos 50', após uma simulação superlativa à entrada da área, disparou à baliza do Paços de Ferreira: a bola só não entrou por centímetros. Aos 61', fez um excelente cruzamento para a área, quase oferecendo o golo a Bryan Ruiz. Aos 88' esteve novamente muito perto de marcar.

 

De Jefferson. Outra exibição de grande qualidade. Pela tenacidade de que dá sempre mostras, pela velocidade que imprime às suas descidas no flanco esquerdo e pela qualidade dos seus cruzamentos: um deles, aos 29', ia originando um golo de Bryan Ruiz.

 

De Naldo. Muita personalidade, muita segurança, muita bola bem colocada nos espaços dianteiros a partir do eixo da defesa. Ganhou o lugar e neste momento ninguém o discute.

 

De ver esta estreia do Sporting no campeonato em Alvalade com as bancadas cheias de adeptos. Hoje estivemos 40.639 no nosso estádio.

 

 

Não gostei

 

Que repetíssemos o resultado em casa, frente ao Paços de Ferreira, que registámos no campeonato anterior. Primeiros dois pontos perdidos, logo à segunda jornada.

 

De Montero. Jorge Jesus apostou pela primeira vez nele como titular num jogo oficial, pondo-o a fazer dupla com Slimani. Aposta falhada: o colombiano passou ao lado do jogo. Com ele em campo, parecia que jogávamos só com dez. Bem substituído ao intervalo: um castigo mais que merecido.

 

De Aquilani na posição 6. O treinador colocou-o a titular, como médio defensivo, para poupar Adrien. Mas o italiano recém-chegado ao Sporting parece pouco vocacionado para este lugar: não foi o distribuidor de jogo que se exigia nem serviu de dique aos contra-ataques adversários. Um lançamento longo para Slimani aos 14', seguido de um chapéu ao guarda-redes quando o argelino lhe devolveu a bola, foi o melhor que fez em campo. Saiu aos 63', dando lugar a... Adrien.

 

Que o Sporting baixasse o ritmo do jogo na segunda parte. Os jogadores já estariam a pensar no próximo desafio com o CSKA?

 

Da actuação do árbitro. Manuel Oliveira é um juiz sem experiência nem categoria, revelando uma lamentável dualidade de critérios: fez vista grossa a uma evidente placagem de Slimani na grande área do Paços, iam decorridos 64', mas um quarto de hora depois já não teve a menor dúvida em expulsar João Pereira e assinalar grande penalidade ao Sporting num lance muito mais discutível. Custa entender (ou será que não?) esta nomeação para o primeiro jogo do Sporting em Alvalade na Liga 2015/16.

 

Fotografia minha, tirada hoje em Alvalade

Os prognósticos passaram ao lado

Desta vez ninguém acertou no resultado. Mas se as oportunidades fossem golos o Sporting teria saído da Mata Real com uma vitória folgadíssima. Ficámo-nos pelo empate (fazendo melhor do que o Benfica, que lá perdeu 0-1 em Janeiro), mas não chegou para as nossas aspirações - longe disso.

Fiquemos desde já a torcer pelo triunfo frente ao Nacional, quarta-feira, na meia-final da Taça. Esse é o jogo que agora importa.

Fetiche

1-1 é o fetiche deste ano. São nove empates em vinte e sete jornadas, o que dá um terço de jogos empatados e sempre com o mesmo resultado.

 

O que me irrita é a sensação que aqueles gajos dão de que não faz mal falhar agora porque há sempre mais uma oportunidade. Pois, realmente há sempre mais uma oportunidade, mas como é encarada da mesma maneira ficamos à espera da próxima e da próxima e da próxima... Eh pá, o raio da bola é para meter lá dentro mal se pode. Olha o Paços: zero oportunidades, um golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da primeira parte. O Sporting dominou por completo os 45 minutos iniciais, em que o Paços de Ferreira não dispôs de qualquer oportunidade. E foi ainda claramente superior durante pelo menos 25 minutos do segundo tempo.

 

Do nosso golo. Nani acelerou pelo flanco esquerdo, isolando-se e fazendo um passe perfeito para Slimani empurrar a bola. Ia decorrida meia-hora do encontro, que prometia mais golos. Infelizmente a promessa não se concretizou.

 

De Nani. Foi, de longe, o melhor em campo. Jogou muito e bem. E fez jogar os colegas, nomeadamente com a assistência para o golo. A primeira grande oportunidade do Sporting nasce dos pés dele, logo aos 2', com uma assistência para Slimani que viria a ser mal sancionada com fora-de-jogo. Aos 61' fez outra assistência perfeita, desta vez para Carrillo. Aos 69, jogando pela ala direita, tira do caminho três adversários e centra para Slimani. Voltou a jogar com alegria. E é um prazer redobrado vê-lo jogar assim.

 

De Slimani. É um ponta-de-lança clássico - e voltou a demonstrar isso com o golo de hoje. Mas também serviu muito bem os colegas pelo menos em duas ocasiões: aos 33' quase ofereceu um golo a Nani. Aos 60', coloca a bola nos pés de João Mário, protagonista da maior perdida do desafio.

 

Da dupla de centrais. Foi a oitava desta época oficial no Sporting. E esteve bem. Tobias Figueiredo e Ewerton, jogando pela primeira vez juntos, cumpriram a missão. E quase marcaram ambos, de cabeça, na sequência de cantos exemplarmente marcados por Nani - Tobias aos 18', Ewerton aos 83'.

 

 

Não gostei

 

De um fora-de-jogo mal assinado a Slimani logo aos 2'. O árbitro Cosme Machado considerou deslocação do argelino. Mas Slimani - bem lançado por Nani - estava em jogo, como as imagens confirmam.

 

Do cartão amarelo mostrado a Nani logo aos 26'. Sem nada que o justificasse, o árbitro serviu-se do internacional português para assumir protagonismo. Esquecendo-se que num jogo bem arbitrado o protagonismo nunca é dos homens do apito. Por causa deste cartão não teremos Nani na próxima jornada do campeonato, frente ao Vitória de Setúbal.

 

De João Mário. Desperdiçou três oportunidades para marcar quando se encontrava livre de marcação, com a baliza à sua mercê. Falhou. Pior ainda, perdeu a bola em zona proibida aos 74': desse brinde à equipa adversária resultou o golo do Paços de Ferreira.

 

Da tardia substituição de Carrillo. O peruano, muito fatigado na sequência de uma longa viagem à América do Sul, onde actuou pela selecção do seu país, saiu extenuado aos 85'. Já quando o Sporting tentava desesperadamente virar o resultado. Devia ter saído mais cedo.

 

Da inexplicável saída de Slimani. Logo após o golo do empate, quando precisávamos mais que nunca do argelino para saírmos da Mata Real com uma vitória, Marco Silva troca-o por Montero. Uma troca inútil: como seria de esperar, o colombiano nem de longe incomodou a defesa contrária.

 

Da ausência de Adrien, por castigo. Foi substituído como titular por André Martins, que novamente confirmou as suas manifestas lacunas, nomeadamente na condução do jogo ofensivo.

 

De ter o pássaro na mão e deixá-lo fugir. Foi o que aconteceu hoje na Capital do Móvel, onde o Benfica tinha perdido, no final de Janeiro. Conservamos o terceiro lugar, isolado, mas vemos o segundo cada vez mais distante. Por culpa própria: podíamos ter vencido com facilidade, mas afinal só empatámos. Ninguém obtém sucesso desperdiçando tantas oportunidades de golo.

Do oitenta para o oito

Contra o FC Porto, o Paços de Ferreira já entrou derrotado em campo. Depois de ter jogado contra o Benfica como se não houvesse amanhã.

Contra o Benfica, o Marítimo já entrou derrotado em campo. Depois disso jogou contra o FC Porto como se não houvesse amanhã.

Há quem justifique tudo isto com um chavão da bola: "aconteceu futebol". Não sei se a verdadeira explicação será essa.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do empate. Mais um - o terceiro em casa neste campeonato. Já empatámos mais do que vencemos em Alvalade.

 

Do golo mal anulado a Montero. Iam decorridos 87' quando o colombiano marcou o seu segundo golo - que seria o da vitória do Sporting. O árbitro Bruno Esteves invalidou-o por pretenso fora-de-jogo que nunca existiu, como as imagens televisivas confirmam.

 

Da lentidão da equipa na primeira parte. Foi quase exasperante a forma como o Sporting entregou o jogo ao Paços de Ferreira durante cerca de 35 minutos. Os nossos jogadores perdiam rapidamente a posse da bola, deixando os adversários tomar a iniciativa no preenchimento dos espaços - tanto a atacar como a defender.

 

Das oportunidades perdidas. Carlos Mané e Capel, isolados, perante o guarda-redes. E sobretudo Slimani, três vezes a curta distância da linha de golo. Todos falharam. Não se pode desperdiçar tanto golo quase feito.

 

De Carrillo. Depois de uma boa exibição frente ao Schalke 04, em que foi suplente utilizado, o peruano desta vez desapareceu de jogo. Lento, desconcentrado, acomodado. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De William Carvalho. Também substituído ao intervalo, parece nem sequer ter entrado em campo. Hoje mal se deu por ele. E fez falta.

 

Do antijogo do Paços de Ferreira. Há limites para a falta de desportivismo no futebol de alta competição. Os pacenses ultrapassaram várias vezes esses limites. Tiveram um jogador expulso, por acumulação de cartões, e viram o guarda-redes receber o amarelo por demorar a reposição da bola - uma vez entre muitas outras.

 

De mais dois pontos perdidos. Em duas jornadas, vimos o Benfica distanciar-se cinco pontos. Uma equipa candidata ao título não pode perder tantos pontos, sobretudo em casa.

 

De ver o Sporting em sétimo lugar à décima jornada. A partir de agora tem de ser sempre a subir. Nem admito outra hipótese.

 

 

Gostei

 

Da segunda parte do Sporting. Foi pena a nossa equipa não ter sido assim durante 90 minutos: agressiva, com posse de bola e fome de golo. Neste período Rui Patrício não fez uma defesa. Jogar só metade do jogo, como hoje aconteceu, costuma desembocar nisto: mais um empate.

 

Das substituções. Marco Silva voltou a acertar, como tem sucedido noutras partidas. Fez sair William e Carrillo ao intervalo, trocando-os por Carlos Mané e Montero. Isso facilitou a dinâmica de jogo do Sporting, que só foi muito superior ao Paços de Ferreira a partir daí.

 

Do golo de Montero. Quatro minutos depois de entrar em campo, aos 49', o colombiano marcou um excelente golo, a passe de Nani, disparando um tiro à meia-volta sem defesa possível para o guarda-redes, que se encontrava ligeiramente adiantado. Montero - que marcou outro golo, muito mal anulado pelo árbitro aos 87' - foi o melhor jogador leonino nesta partida.

 

Do apoio do público. Não foi por falta de incentivo das bancadas que a nossa equipa manteve a toada sonolenta durante quase toda a primeira parte e esteve a perder entre os 31' e os 49'.

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