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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.

O dia seguinte

Rafael Toucedo, O Jogo: «O Sporting voltou a apresentar-se com a identidade da época anterior, o que significa ter elevada eficácia defensiva (na época 2015/16 os verdes e brancos terminaram como a melhor defesa da Liga). Em dois jogos na presente edição da prova o Sporting ainda não encaixou qualquer golo, tranquilizando os adeptos que sofreram ao ver o deficitário registo dos jogos de pré-temporada...»

 

Ricardo Quaresma, A Bola: «O Sporting ganhou por um, podia ter conseguido vantagem maior, mas mais golo menos golo o importante eram mesmo os três pontos. E a bem da verdade o Sporting fez mais do que o suficiente para merecê-los.»

 

Vítor Almeida Gonçalves, Record: «A equipa já exibiu algo que o treinador considera essencial para a construção de um colectivo forte e que é a solidez defensiva, assente em rigor táctico e organização. Aspectos que poderiam resumir-se na exibição de Coates, providencial no corte sobre Cícero que garantiu os três pontos, a dois minutos do fim. Com Coates, Semedo e William Carvalho a unir as pontas soltas, o corredor central do Sporting está já muito próximo da qualidade com que terminou a última temporada.»

Grão a grão

...Enche a galinha (salvo seja, cruzes canhoto, vade retro) o papo.

Ou como diria um amigo, "grelim grelim, papim papim".

O campo é tradicionalmente difícil, mas a equipa vestiu o fato de trabalho e pôs mãos à obra.

Empreitada concluída com êxito e com algum brilhantismo, apesar da falta de um dos artistas.

Equipa de arbitragem com alguns erros de pormenor, mas no essencial esteve bem, concretamente nos foras-de-jogo. Um ou outro amarelo que poderia ser mostrado a jogadores da casa, mas na globalidade, actuação positiva.

Venham os andrades.

Os nossos jogadores, um a um

Segundo desafio, segunda vitória, terceiro jogador a marcar, nenhum golo sofrido. Hoje superámos mais uma etapa, num estádio tradicionalmente difícil. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

Em vez do fato de gala, os jogadores vestiram de ganga. Foram operários. O brio colectivo superou o brilho individual neste primeiro jogo sem João Mário: o campeão europeu, de malas feitas para Itália, ficou fora da convocatória.

O golo solitário aconteceu num momento crucial, pouco antes de o árbitro Hugo Miguel apitar para o intervalo. Coroando uma fulminante manobra atacante em que vários jogadores se destacaram - o regressado Slimani a recuperar uma bola que parecia impossível de travar para lá da linha de fundo, Bruno César a centrar de forma impecável, Gelson Martins a recebê-la muito bem de cabeça e servindo Adrien, exímio a marcar. O nosso capitão foi o melhor em campo.

O onze anfitrião não ameaçou a nossa baliza mas fez os possíveis para desarmar o processo ofensivo leonino em largos momentos do encontro. Ainda sem automatismos, com uma equipa a adaptar-se à ausência de um dos seus maiores talentos, o Sporting cumpriu a missão essencial: trazer três pontos da Mata Real.

Vitória escassa, dirão alguns. Mas é de muitas vitórias escassas que se vai construindo um percurso triunfador: já levamos mais dois pontos do que tínhamos há um ano, por esta altura. As longas caminhadas fazem-se de pequenos passos.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sem uma intervenção em toda a primeira parte e raras vezes solicitado na segunda, não deixou de se mostrar atento, como ficou evidente aos 74' ao defender a pontapé fora da grande área.

JOÃO PEREIRA (6). Segundo jogo consecutivo a titular, confirmando-se que o treinador continua a confiar nele. Voltou a ser combativo mas foi mais contido do que no desafio anterior, doseando o esforço com inteligência.

COATES (7). Exibição muito segura, com intervenções cruciais em pelo menos dois lances: um corte acrobático aos 13' e uma intercepção de risco aos 88', pondo fim com brilho à situação de maior perigo causada pelo Paços.

RÚBEN SEMEDO (7). Outro desempenho muito positivo, com forte sentido posicional. Não falhou uma dobra quando os companheiros das alas se encontravam adiantados. Revela uma maturidade rara num jogador tão jovem.

BRUNO CÉSAR (6). Aposta de Jesus como lateral esquerdo. Aos 29' tentou o chapéu com um remate de 50 metros quando Defendi se encontrava adiantado: teria sido um grande golo. Teve intervenção crucial no lance do golo.

WILLIAM CARVALHO (7). Ocupou-se sobretudo com missões defensivas, contribuindo para a segurança do nosso último reduto. Atento às dobras, acorreu às alas. Fez um excelente passe de ruptura para Slimani aos 64'.

ADRIEN (8). O mais influente em campo. Ninguém como ele ligou tão bem os sectores, ninguém revelou tão boa visão de jogo. Protagonizou uma jogada extraordinária aos 31', deixando três adversários para trás. Marcou um grande golo.

BRYAN RUIZ (5). Exibição apática do costarriquenho, com um rendimento claramente inferior ao demonstrado em grande parte da época passada. Teve o melhor momento no lance de construção do golo. Substituído aos 90'.

GELSON MARTINS (7). É o jogador mais bem posicionado para herdar a posição de João Mário. Segunda assistência para golo no segundo jogo consecutivo. Passe soberbo que Slimani desperdiçou por muito pouco (59'). Saiu aos 80'.

ALAN RUIZ (6). Falta-lhe criar rotinas, mas continua a revelar apontamentos que merecem destaque. Tem uma boa técnica de remate, evidenciada em disparos à baliza pacense (34' e 49'). Manteve-se em campo até aos 66'.

SLIMANI (7). Estreia neste campeonato com uma característica que sempre revelou: nunca desiste de um lance. Foi crucial na recuperação da bola no lance do golo. Quase marcou de cabeça (38') e podia ter marcado com o pé (59').

MARVIN (5). Jesus fê-lo entrar aos 66', encostando-o à ala ofensiva. Protagonizou uma vistosa jogada individual aos 69': a concorrência parece fazer-lhe bem. Aos 76' fez uma falta desnecessária na zona frontal que lhe valeu um cartão.

CARLOS MANÉ (4). Recém-chegado dos Jogos Olímpicos, teve a primeira oportunidade nesta Liga ao alinhar a partir do minuto 80. Tempo insuficiente para mostrar o que vale. Precisa de ganhar confiança. E de trabalhar para isso.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90', essencialmente para queimar tempo. Mostra vontade de jogar e parece querer aproveitar bem cada minuto que o técnico lhe concede.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Fomos arrancar um triunfo ao Paços de Ferreira, por 1-0, num dos estádios tradicionalmente mais difíceis do campeonato português. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

 

De ver a nossa equipa invicta. Segundo jogo a ganhar, segundo jogo sem sofrer golos. É a confirmação de que temos uma defesa muito sólida, como já tinha sido demonstrado na segunda volta da época passada.

 

Dos centrais leoninos. Exibições impecáveis de Coates e Rúben Semedo, perfeitamente articulados e de uma concentração sem falhas, facilitando muito a tarefa de Rui Patrício.

 

Do golo de Adrien. Excelente execução técnica do capitão leonino, numa semi-rotação, disparando para fora do alcance do guarda-redes. Este golo, a um minuto do fim da primeira parte, valeu-nos três pontos. E confirmou o nosso n.º 23 como o melhor jogador em campo. Absolutamente decisivo.

 

De Slimani. Estreou-se a actuar na Liga 2016/17, após um jogo de castigo na jornada inaugural, ainda referente à última época. Não marcou, mas ajudou a marcar: é dele a recuperação da bola junto à linha de fundo, permitindo prosseguir o lance que terminaria no golo. O espírito combativo e a acutilância do argelino continuam em evidência.

 

De toda a jogada do golo. Exemplar trabalho colectivo, que começou com uma boa reposição de bola por Rui Patrício, prosseguiu numa eficiente escala pelo corredor esquerdo protagonizada por Bryan Ruiz, ganhou novo fôlego com a recuperação de Slimani, desenvolveu-se num cruzamento a cargo de Bruno César, prolongou-se com a boa recepção e assistência de Gelson Martins e foi coroado com o golo de Adrien.

 

De Alan Ruiz. Recém-chegado, ainda não está rotinado a jogar com Slimani, mas voltou a demonstrar bons pormenores: é jogador de área e tem vocação para o remate. Como comprovou por duas vezes, suscitando defesas difíceis do guardião Defendi.

 

Do regresso de Carlos Mané. O nosso olímpico, que parecia fora dos planos de Jorge Jesus para esta época, volta a ter uma oportunidade. Foi suplente utilizado, a partir dos 80': merece mais esta oportunidade.

 

De ver seis portugueses no nosso onze inicial. Mesmo com João Mário ausente, o Sporting continua a marcar a diferença também neste pormenor. Que é pormaior.

 

Do apoio dos adeptos. Nas bancadas do estádio Capital do Móvel os cânticos de incentivo das claques leoninas fizeram-se ouvir do princípio ao fim.

 

Do estado do terreno. Excelente relvado, o da Mata Real. Oxalá se pudesse dizer o mesmo de todos os palcos deste campeonato nacional de futebol.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu não viajou a Paços de Ferreira, estando eventualmente em vésperas de rumar ao Inter. Faz-nos falta, sem dúvida alguma.

 

Das escassas oportunidades de golo. O jogo esteve muito embrulhado a meio-campo, faltando-lhe acutilância ofensiva - sobretudo da parte da equipa anfitriã.

Os nossos jogadores, um a um

Com uma claque leonina entusiástica a apoiar a equipa do princípio ao fim, o Sporting superiorizou-se claramente no estádio da Capital do Móvel perante um Paços de Ferreira que tem dado boa réplica às equipas visitantes ao longo deste campeonato mas hoje acusou a pesada responsabilidade de defrontar o líder da Liga.

O nosso controlo absoluto do corredor central foi o segredo para neutralizar as investidas contrárias nesta vitória categórica.

O primeiro golo surgiu aos 40', marcado por Bruno César, assistido por Slimani: o ex-jogador do Estoril continua de pé quente, confirmando-se como um bom reforço. O argelino, activo como sempre, foi decisivo para ampliar o triunfo, com golos marcados aos 63' e 84'. Ambos com assistência de João Mário, que novamente se destacou com uma exibição de luxo. Outro elemento fundamental nesta vitória leonina foi o nosso capitão: Adrien fez uma primeira parte excepcional. É um dos jogadores que mais merecem sagrar-se campeões no final da época.

Aos 83', vencíamos por 2-0, quando o Paços fez um golo. Houve quem temesse um possível empate mesmo à beira do fim, embora os pacenses pouco ou nada tivessem feito até àquele momento para isso. Mas o nosso craque argelino sentenciou o jogo logo no minuto seguinte. Assumindo de forma cada vez mais evidente a candidatura a rei dos golos nesta Liga 2015/16.

Seguimos com 48 pontos à 19ª jornada: 15 vitórias, três empates e apenas uma derrota.

A figura do jogo, para mim, foi Slimani.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sereno. Não fez uma defesa na primeira parte. Acabou por sofrer um golo indefensável, marcado por Bruno Moreira, a sete minutos do fim.

JOÃO PEREIRA (6). Lutador. Deu combate permanente ao extremo adversário, contribuindo com a sua atitude para travar o ímpeto ao Paços.

PAULO OLIVEIRA (6). Pendular. Regressou à titularidade, após um jogo de ausência, e voltou a cumprir a missão fazendo estancar o ataque pacense.

NALDO (6). Vigilante. Destaca-se mais quando tem Paulo Oliveira a seu lado no eixo defensivo. Demonstrou novamente que Jorge Jesus pode contar com ele.

JEFFERSON (6). Combativo. Grande cruzamento aos 29', procurando Slimani. Fez um exemplar lançamento da linha lateral, com extrema rapidez: daí nasceu o nosso primeiro golo.

WILLIAM CARVALHO (7). Sólido. Regressou à boa forma segurando bem a bola e entregando-a com precisão aos colegas. Matou à nascença muitas investidas do Paços.

ADRIEN (8). Estratego. Levou a equipa às costas na primeira parte, pondo o Paços em sentido. Remates fortíssimos aos 36' e 62'. O nosso segundo golo nasce de uma recuperação de bola dele.

JOÃO MÁRIO (9). Virtuoso. Enorme exibição, nas alas e no centro. Assistência perfeita para o segundo golo (63'). Teve influência no terceiro, servindo Slimani (84'). E ainda mandou uma bola à barra (42').

BRUNO CÉSAR (7). Providencial corte aos 15', no momento exacto, lançando-se no apoio da defesa: o lance podia gerar golo do Paços. Voltou a fazer o gosto ao pé, marcando o nosso golo inaugural (40').

BRYAN RUIZ (6). Elegante. O costarriquenho voltou a exibir bons apontamentos, mas desta vez apenas a espaços. Contribuiu para baralhar marcações do Paços em constante trocas posicionais com João Mário.

SLIMANI (9). Influente. Cada vez melhor em termos técnicos, driblou dois defesas que ficaram plantados no chão e serviu Bruno César no primeiro golo. Os restantes dois foram marcados por ele. E vão 16.

GELSON MARTINS (5). Discreto. Substituiu Bruno César aos 74'. Desta vez não teve a influência revelada noutros jogos: entrou numa fase em que a manobra táctica da equipa não exigia tanto dele.

AQUILANI (5). Retraído. Entrou aos 82', para o lugar de Adrien, com a missão de reforçar as acções de contenção a meio-campo. Cumpriu.

SCHELOTTO (-). Substituiu João Mário aos 89'. Mal se deu por ele, mas naquele momento a sua utilidade era residual: todos estavam já a aguardar o apito final.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Novo triunfo fora de casa, desta vez num dos estádios mais difíceis do nosso campeonato. Vencemos sem margem para discussão o Paços de Ferreira, quinto classificado da Liga.

 

De Slimani. Dois golos (63' e 84') e uma assistência para outro (40'). Os números dizem tudo sobre mais uma actuação de alto nível do artilheiro argelino, que merece o título de mais influente em campo. Já com 16 golos registados, caminha a passos largos para se sagrar como melhor marcador do campeonato.

 

De João Mário. Novamente uma exibição soberba. Organiza, temporiza, distribui jogo. Com uma qualidade de passe indescritível. É um mestre no transporte de bola. E leva já seis assistências de golo neste campeonato. Hoje foram mais duas, para os golos de Slimani.

 

De Adrien. Incansável enquanto elemento-chave da organização leonina. O nosso capitão parece estar em toda a extensão do terreno. É um pilar da nossa manobra colectiva. E sempre o primeiro a acreditar na vitória.

 

De Bruno César. É mesmo reforço. Voltou a marcar, abrindo o caminho da vitória leonina de hoje. Está de pé quente. Ainda bem.

 

De William Carvalho. Voltou a ser muito influente após algumas exibições sofríveis. Funcionou como dique bloqueador da manobra ofensiva do Paços de Ferreira. Recuperou bolas e fez bons passes.

 

Do apoio entusiástico da claque leonina. Fez-se ouvir do primeiro ao último minuto nas bancadas da Mata Real.

 

Da arbitragem. Artur Soares Dias teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Que tivéssemos feito melhor resultado com o Paços nesta segunda volta. Na primeira metade do campeonato a equipa pacense foi empatar a Alvalade (1-1).

 

Que nos mantivéssemos no topo do campeonato. Mais uma jornada superada, permanecemos no comando. Com 48 pontos. Dois mais do que o Benfica.

 

 

Não gostei

 

Da apagada réplica do Paços de Ferreira. A equipa adversária vinha de seis jornadas sem perder, mas voltou a tropeçar no Sporting, como tinha sucedido há três semanas, em desafio da Taça da Liga. Pela mesma marca.

 

Que tivéssemos esperado 40 minutos pelo primeiro golo. O Sporting entrou com velocidade, fez muita pressão, mas a vitória só começou a desenhar-se a cinco minutos do intervalo.

 

Do golo sofrido. Iam decorridos 83 minutos, ganhávamos por 2-0. Uma desconcentração da defesa na sequência de uma bola parada facilitou o golo do Paços. Felizmente Slimani ampliou a nossa vantagem um minuto depois.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Grande exibição e vitória concludente nesta estreia na Taça da Liga 2015/16. Vulgarizámos a equipa do Paços de Ferreira, responsável pelo único empate caseiro que sofremos até agora no campeonato.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo, o melhor jogador em campo. Marcou um golo (o segundo) e fez assistência para outro (o primeiro). Missão cumprida com brilhantismo.

 

De começar a vencer cedo.  O nosso primeiro golo surgiu logo aos 8', num disparo de Aquilani, muito bem colocado.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho substituiu André Martins a meio da segunda parte. E não tardou a mostrar serviço, aos 72', marcando um excelente golo, com toda a calma do mundo, fazendo um chapéu ao guarda-redes. Pura classe.

 

De Jefferson. Parece ter regressado à boa forma anterior, com ataques velozes e perigosos. Foi dele a assistência para o golo de Bryan Ruiz.

 

De Matheus Pereira. Grande partida do jovem brasileiro, que teve óptimos apontamentos sobretudo no flanco esquerdo. Foi de um excelente passe dele que nasceu o nosso terceiro golo.

 

De João Mário. Substituiu Adrien na segunda parte e teve prestação muito positiva a organizar jogo e a lançar os colegas das linhas dianteiras.

 

De Schelotto. Jesus lançou-o em estreia no Sporting, como lateral direito. O italo-argentino começou algo nervoso, mas foi estabilizando e acabou a dominar o seu corredor. Tem elevada estatura e demonstrou boa condição física.

 

Do apoio das bancadas. O jogo atraiu quase 24 mil espectadores ao estádio. Um número que merece registo atendendo ao facto de se tratar de uma competição que o Sporting nunca valorizou e ao período de férias que atravessamos.

 

Do ensaio para o clássico de sábado. O Sporting demonstrou grande robustez física e psicológica, superando mais este obstáculo, enquanto o FC Porto foi derrotado em casa pelo Marítimo (1-3), também hoje, para a Taça da Liga.

 

De dizer adeus a 2015 com uma vitória. Este foi o ano do nosso regresso aos títulos, com a conquista da Taça de Portugal (frente ao Braga) e da Supertaça (contra o Benfica). Para recordar, sem dúvida.

 

 

Não gostei

 

Do desperdício leonino frente à baliza do Paços. A partida foi um festival de golos falhados: Adrien aos 17', Naldo aos 17', Matheus aos 20' e 43', Montero aos 46', André Martins aos 48', Paulo Oliveira aos 65', Slimani aos 82', 86' e 90'+2', Jefferson aos 90'. Dois dos remates de Slimani embateram no poste.

 

De Marcelo Boeck. Hoje titular da nossa baliza, o brasileiro destacou-se pela negativa ao sofrer um golo na sequência de um livre que nem sequer foi muito bem marcado. Um frango, portanto.

 

De Montero. Uma  vez mais ficou aquém das expectativas. Jesus apostou nele como titular do nosso ataque, mas o colombiano foi inofensivo. Aos 58' acabou por dar lugar a Slimani, muito mais acutilante.

 

De André Martins. Voltou à titularidade, mas não aproveitou mais esta oportunidade para demonstrar o seu valor. Foi apenas regular, sem brilhantismo. Desperdiçou de forma infantil um passe de bandeja de Slimani quando se encontrava de frente para a baliza.

Paços, pé. Andebol, mão

Parece que estava a adivinhar, ontem, quando antes do jogo Sporting vs. Paços de Ferreira escrevi um "post" sobre andebol.

Os jogos com o Paços recordam-me sempre o dia 16 de Setembro de 2006.

Um campeonato que podíamos e devíamos ter vencido se não fossem as ferreirices do Manuel de Oliveira que nos calhou naquele dia.

Por falar em Manuel de Oliveira, via "A bola não tem pulmão" um interessante filme dos acontecimentos de ontem e a forma como os jogadores amarelos foram escapando ao amarelamento...

Os nossos jogadores, um a um

Estreia em casa com empate a uma bola frente ao Paços de Ferreira - precisamente o mesmo resultado da época anterior.

Esperava-se que Jorge Jesus optasse por poupar vários jogadores, atendendo à decisiva partida de quarta-feira em Moscovo, frente ao CSKA. Mas limitou-se a mudar, no onze inicial, Teo Gutiérrez por Montero e Adrien por Aquilani. Sem nenhum benefício visível para a nossa equipa, diga-se.

O melhor em campo, para mim, voltou a ser Carrillo.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sereno. Grande defesa aos 57', travando um lance muito perigoso do Paços de Ferreira. Lançou-se bem na grande penalidade mas desta vez não conseguiu defendê-la.

JOÃO PEREIRA (4). Intranquilo. Movimentou-se muito, mas nem sempre bem. Um jogador com a experiência dele não pode cometer protagonizar um lance como o que esteve na origem do penálti contra nós, ainda por cima quando Patrício já tinha a bola controlada.

PAULO OLIVEIRA (6). Atento. Não comprometeu nem deslumbrou. Cumpriu a missão que lhe estava confiada, com raros deslizes, mas sem a superioridade que tem revelado noutros jogos.

NALDO (7). Pendular. Foi o melhor elemento da nossa defesa. Cortou diversos lances de ataque do Paços sem nunca recorrer à falta nem complicar. E conseguiu quase sempre entregar a bola bem dominada e bem dirigida.

JEFFERSON (6). Veloz. Fez os habituais raides pela ala esquerda, levando várias vezes perigo à grande área adversária. Destaque para um excelente centro aos 29' que Bryan Ruiz desaproveitou. Caiu fisicamente no segundo tempo. Saiu aos 72'.

AQUILANI (5). Irregular. Estreia oficial em Alvalade do internacional italiano, numa posição a que não está muito habituado, rendendo Adrien, titular habitual. Começou bem, mas pareceu sempre algo perdido enquanto médio defensivo. Aguentou 63' em campo.

JOÃO MÁRIO (7). Buliçoso. Muito influente, uma vez mais, na manobra ofensiva leonina. Precisão de passe, correcta leitura de jogo e capacidade para vencer sucessivos confrontos individuais. Está em boa forma. Foi dos raros leões que não acusaram desgaste.

CARRILLO (8). Comandante. Foi dos pés dele que nasceram os lances mais perigosos do Sporting. E foi ele que marcou o nosso único golo, aos 41'. Antes, aos 22', quase tinha dado outro a marcar a Slimani. Se alguém fez a diferença, nas nossas hostes, foi o peruano.

BRYAN RUIZ (6). Tecnicista. É um dos jogadores leoninos mais bem dotados do ponto de vista técnico. Teve duas excelentes hipóteses de marcar, mas desperdiçou ambas as oportunidades. Redimiu-se no lance do golo: é dele a assistência para Carrillo.

MONTERO (3). Apático. Foi titular, mas transmitiu a impressão de não ter verdadeiramente entrado em campo. Permaneceu quase sempre longe da trajectória da bola, sem criar linhas de passe nem envolver-se em jogadas. Já não regressou do intervalo.

SLIMANI (6). Oscilante. Combativo, mas inconsequente na maior parte dos lances. Pode queixar-se de ter sido travado em falta na grande área do Paços de Ferreira e de um cartão amarelo mal mostrado. Mas continua a desperdiçar boas oportunidades de marcar.

GELSON MARTINS (7). Inconformado. Entrou na segunda parte para acelerar o processo de ataque leonino e cinco minutos depois já estava a levar perigo à baliza do Paços. Foi sempre uma flecha apontada à meta rival. Quase marcava aos 50' e aos 88'.

ADRIEN (6). Eficaz. Rendeu Aquilani aos 63' e soube alargar o jogo leonino, conferindo mais precisão de passe e mais consistência ao nosso meio-campo. Acusou ainda, no entanto, algum desgaste provocado pela partida de terça-feira frente ao CSKA.

JONATHAN SILVA (5). Discreto. Jesus deu-lhe uma oportunidade rara ao lançá-lo na partida aos 72', substituindo Jefferson. O jovem argentino não comprometeu, verticalizando o jogo na ala esquerda, mas sem a mesma acutilância do brasileiro.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

De Carrillo. Fez a diferença ao marcar o nosso golo, iam decorridos 41'. Fez também a diferença pela atitude em campo, sem nunca esmorecer. E pelos seus dotes técnicos - cada vez mais evidentes, cada vez mais úteis à equipa - como ficou claro num passe longo que fez aos 64' para Slimani, que só seria travado em falta. Pela quarta vez consecutiva, elejo-o o melhor em campo.

 

De João Mário. Outra actuação muito positiva: o nosso golo nasce de uma excelente jogada dele no flanco esquerdo. Combina muito bem com os colegas, tanto nas alas como no corredor central. Tem uma notável precisão de passe e nunca desiste numa disputa de bola. Mantém-se como titular indiscutível.

 

De Bryan Ruiz. Continua a revelar boa visão de jogo e qualidade de passe. Ponto alto no jogo de hoje: a assistência na área para o golo de Carrillo. É um jogador inteligente e com experiência, que se torna útil à equipa. Peca apenas às vezes por algum défice de rapidez.

 

De Gelson Martins. Entrou no segundo tempo, substituindo Montero, e nos primeiros cinco minutos em jogo já tinha feito mais e melhor do que o colombiano. Aos 50', após uma simulação superlativa à entrada da área, disparou à baliza do Paços de Ferreira: a bola só não entrou por centímetros. Aos 61', fez um excelente cruzamento para a área, quase oferecendo o golo a Bryan Ruiz. Aos 88' esteve novamente muito perto de marcar.

 

De Jefferson. Outra exibição de grande qualidade. Pela tenacidade de que dá sempre mostras, pela velocidade que imprime às suas descidas no flanco esquerdo e pela qualidade dos seus cruzamentos: um deles, aos 29', ia originando um golo de Bryan Ruiz.

 

De Naldo. Muita personalidade, muita segurança, muita bola bem colocada nos espaços dianteiros a partir do eixo da defesa. Ganhou o lugar e neste momento ninguém o discute.

 

De ver esta estreia do Sporting no campeonato em Alvalade com as bancadas cheias de adeptos. Hoje estivemos 40.639 no nosso estádio.

 

 

Não gostei

 

Que repetíssemos o resultado em casa, frente ao Paços de Ferreira, que registámos no campeonato anterior. Primeiros dois pontos perdidos, logo à segunda jornada.

 

De Montero. Jorge Jesus apostou pela primeira vez nele como titular num jogo oficial, pondo-o a fazer dupla com Slimani. Aposta falhada: o colombiano passou ao lado do jogo. Com ele em campo, parecia que jogávamos só com dez. Bem substituído ao intervalo: um castigo mais que merecido.

 

De Aquilani na posição 6. O treinador colocou-o a titular, como médio defensivo, para poupar Adrien. Mas o italiano recém-chegado ao Sporting parece pouco vocacionado para este lugar: não foi o distribuidor de jogo que se exigia nem serviu de dique aos contra-ataques adversários. Um lançamento longo para Slimani aos 14', seguido de um chapéu ao guarda-redes quando o argelino lhe devolveu a bola, foi o melhor que fez em campo. Saiu aos 63', dando lugar a... Adrien.

 

Que o Sporting baixasse o ritmo do jogo na segunda parte. Os jogadores já estariam a pensar no próximo desafio com o CSKA?

 

Da actuação do árbitro. Manuel Oliveira é um juiz sem experiência nem categoria, revelando uma lamentável dualidade de critérios: fez vista grossa a uma evidente placagem de Slimani na grande área do Paços, iam decorridos 64', mas um quarto de hora depois já não teve a menor dúvida em expulsar João Pereira e assinalar grande penalidade ao Sporting num lance muito mais discutível. Custa entender (ou será que não?) esta nomeação para o primeiro jogo do Sporting em Alvalade na Liga 2015/16.

 

Fotografia minha, tirada hoje em Alvalade

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