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És a nossa Fé!

Da elevação

Por outras palavras volto ao tema aqui em baixo aflorado pelo Francisco Almeida Leite. Seria sinal de grandeza e sabedoria se o presidente Bruno Carvalho invertesse o rumo da desavença estabelecida com Manuel Fernandes, um dos maiores símbolos vivos do nosso clube. Acontece que os alicerces do clube são precisamente estes vultos que tanto deram para nos fizeram vibrar em torno do nosso grande amor. Por isso guerrear a nossa história e afrontar os nossos heróis resulta inevitavelmente na derrota de todos nós. A um grande presidente, ou para que um dia assim seja recordado, exige-se que seja magnânimo e que assuma ele próprio a dimensão do clube que representa. Nada menos que isso. 

Lenda viva

Gostei muito da primeira goleada da época (0-4 em Barcelos), mas não gostei mesmo nada de ver o grande Manuel Fernandes há pouco na SIC Notícias. Triste e magoado, o Manel mostrou o quanto lhe custou ouvir as palavras duras de Bruno de Carvalho. É bom que se tenha noção de que o Manel gosta genuinamente do nosso clube e que é uma autêntica lenda viva do futebol do Sporting e do futebol "à Sporting". Por causa dele e dos seus golos muitos homens e mulheres da minha geração são do Sporting e não de qualquer outra agremiação. Bruno de Carvalho e Manuel Fernandes vão ter de se entender. Nós não gostamos disto no Sporting e temos muito respeito pelo homem de Sarilhos Pequenos.

Gosto e não gosto

Gosto, e tenho muito respeito, pelo trabalho que tem feito - até agora - o nosso presidente. Cavou fundo, cortou a direito, negociou bem com a banca, defende o clube (nem sempre bem, a meu ver, mas defende com raça). Se hoje houvesse eleições, votaria nele de novo. Mas acho incompreensíveis, e ruins para a imagem pessoal e do clube, alguns comentários, algumas aflorações de pequenas raivas para responder a críticas legítimas e livres. Se o episódio do 'sistema' de bochechas foi uma imagem forte, trouxe também algum dano a essa imagem pessoal e do clube. Hoje, não gostei de ler o comentário feito sobre o Manel Fernandes, não sobre o jogador, mas sobre o «funcionário», porque uma coisa e outra se confundem. Ser tolerante, perante uma das poucas figuras vivas do clube, não é mau exemplo, é sinal de superioridade moral. Desqualificar uma figura, publicamente, é desqualificar algo mais, neste caso. 

Manuel Fernandes - A explicação sóbria e apropriada que se impunha

O trabalho desta direcção tem sido marcado pela disponibilização de informação detalhada e transparente, a tempo e horas, acerca dos assuntos que marcam a vida do nosso Clube, como se pode ver na última edição do nosso Jornal.

Foi pois sem surpresa que vi o esclarecimento do nosso Presidente acerca da saída do nosso eterno capitão dos quadros do SCP.

Foi com pena que o vi sair do nosso Clube, foi com lamento que assisti à entrevista onde ele levantou de forma equivocada e pouco feliz este assunto. Fico satisfeito com a informação que o Manuel Fernandes prestou e com a justificada e digna resposta do Presidente.

Ponto final, parágrafo.

Resta a nojenta herança da péssima gestão da "equipa" de Godinho Lopes que vai sendo pouco a pouco desinfectada e corrigida. Fica a convicção do extraordinário trabalho levado a cabo pela actual direcção e queria salientar que, para sempre, fica a enorme imagem, o imenso respeito e a colossal consideração pelo grande símbolo do Sporting que é Manuel Fernandes.

Bofetada de luva branca

 

"Jamais faria parte de uma lista de candidatura às eleições do clube em que estivessem ex-colegas que foram jogar para Benfica e FC Porto".(...)

 

"Quem sai do Sporting para jogar no Benfica e no FC Porto nunca pode ser considerado uma figura do clube" (...)


"Hoje, o futebol é diferente, os jogadores que jogam no Sporting têm vontade de representar o Real Madrid, o Chelsea ou o Bayern de Munique, mas sair para o estrangeiro é um coisa, sair para os rivais na luta pelo título é outra completamente diferente".


Manuel Fernandes, em 25 de Março de 2011, aqui.

Manuel Fernandes: o símbolo vivo do Sporting

 

Manuel Fernandes está para o Sporting como o "Pantera Negra" está para o clube de Carnide: é um símbolo vivo do clube, o seu maior expoente. Daqueles que sente na pele as alegrias e as tristezas de uma grande instituição como é o Sporting Clube de Portugal. Menoscabá-lo, afastá-lo, levá-lo às lágrimas é não compreender aquilo que o "Manel" representa, hoje, como no passado. Ele, como muitos outros, agora impiedosamente afastados do convívio com os sportinguistas, mas a quem nós todos devemos muito do que hoje somos. Um grande abraço capitão "Manel"! E obrigado.

Fizeste falta, Manel!*

Durante quase duas semanas as expectativas dos bloggers que escrevem no És a Nossa Fé estavam em alta. No final de contas, não é todos os dias que se consegue chegar à fala com um dos nossos ídolos de infância/juventude futebolística e, ainda para mais, quando o próprio acede em jantar connosco, em encontros que, diga-se, são sempre de uma animada tertúlia sportinguista.

Falei com o Manuel Fernandes – se preciso de explicar quem é, então o leitor devia estar a ler o jornal do outro clube da 2ª circular – e convidei-o para o nosso jantar. Prontamente acedeu. Ainda tentei que levasse consigo o Jordão, com quem Manuel Fernandes partilhou jogos memoráveis que estão gravados em todos os sportinguistas. O Jordão é sempre mais difícil, sabíamos isso, – Jordão: se por acaso estiver a ler estas linhas, saiba, desde já, que é sempre convidado – mas o Manuel acedeu de imediato.

Avisados os membros do blog, marcou-se o jantar. Um imprevisto de última hora impediu o Manuel Fernandes de estar connosco, mas prontamente se disponibilizou para o próximo que ocorra. Tivemos um jantar agradável, falámos de futebol e do Sporting. Expliquei os motivos da ausência do Manuel Fernandes aos meus companheiros de escrita e pude ver a tristeza espelhada nos seus rostos. Tal como eu, muitos dos nossos escribas cresceram a admirar o Manuel...

Queria aproveitar este espaço para lhe dizer, Manuel: houve pessoas que trouxeram cachecóis, outros camisolas para o Manuel Fernandes assinar. As máquinas fotográficas estavam prontas para registar o momento. Sei que haverá certamente uma nova oportunidade para falarmos do passado e ouvirmos, em discurso directo e na primeira pessoa, os tempos épicos do Sporting nos anos 80. Mas queria apenas dizer-lhe, num registo mais pessoal, que nos fez falta! Para a próxima, contamos consigo?

 

*artigo desta semana no Jornal do Sporting

Sem papas na língua

Excertos da entrevista de Manuel Fernandes a que o Diogo Agostinho - e muito bem - já fez referência aqui:

 

"Chegaram muitos jogadores para as alas e faltava mais um ponta-de-lança."

 

"Wolfswinkel tem muita margem de progressão, mas tem de ser mais 'malandro' e conhecer a malandrice dos defesas."

 

"O Rinaudo tem perfil pela sua entrega ao jogo, mas tem de saber que a posição é número 6, não é número 10, nem outra qualquer. E o número 6 é uma posição muito específica. A disciplina táctica é fundamental."

 

"Só ao fim de cinco anos de estar no Sporting, de ter a camisola 9 nas costas e de já ninguém a conseguir tirar-me, depois de ter marcado golos atrás de golos, só depois desses cinco anos é que me senti dono do lugar."

 

"É isto que faz as grandes equipas - os jogadores fazerem autocrítica e não pensar que são sempre os melhores e que a culpa dos maus resultados nunca é deles."

 

"Não é desprezo para ninguém ser suplente numa equipa como o Sporting."

 

"Não tenho dúvidas nenhumas que esta equipa B tem um grande futuro. É uma fornada de jogadores que vêm jogando juntos há uns anos, e já na época passada sentia que isto que estamos a viver podia acontecer. A qualidade deles é extraordinária. Neste grupo existe mais de meia equipa com possibilidades de chegar à formação principal do Sporting."

 

"Somos nós, dirigentes dos clubes, que devemos comandar os empresários e não ao contrário, como tantas vezes acontece. Para o bem de um clube, os empresários devem ficar no seu posto e os dirigentes é que devem mandar."

Entrevista de Manuel Fernandes

 

Hoje o nosso Manel dá uma entrevista muito interessante ao Record. Sem papas na língua, diz o que pensa. Dos nossos avançados, da nossa actual situação. Dá-nos ainda a justificação do que anda a fazer pelo Sporting. E em boa hora podemos ter o Manel a ajudar os mais jovens. Tenta incutir-lhes que o objectivo de um jovem na equipa b, tem que ser chegar à equipa principal e vingar. Não são dois jogos, boas fintas e um penteado novo. Não. O que importa é ser capaz de chegar e lutar por um lugar. E consolidar.

 

Mas, também não posso deixar de concordar que teria dado jeito o que o Manel Fernandes sugeriu a Luís Duque quando foi buscar Domingos. No pacote de Braga vir acompanhado com... Hugo Viana, Mossoró e Lima. Foi pena...

Arquivo do Passado

-    Manuel e Tiago Fernandes    -
Em algumas partes, Manuel Fernandes não é apenas recordado pela sua histórica carreira de «leão ao peito» ou até pelos célebres quatro golos que marcou ao Benfica na famosa derrocada dos 7-1.  Em Julho de 1986 o Sporting Clube Português de Toronto, Filiai n.º 138, decidiu convidar o «capitão» ao Canadá a fim de o homenagear, não só pelo seu glorioso percurso como futebolista, mas também para sublinhar a sua vincada indignação por o melhor marcador do Campeonato Nacional da época - 30 golos - ter sido excluído do Mundial do México por José Torres. O Manel fez-se acompanhar pela sua então mulher e pelo seu filho Tiago, que celebraria em breve o seu 5.º aniversário. Entre as diversas cerimónias que tiveram lugar na cidade, foi realizado um banquete de gala na então sede do clube luso-canadiano. 
À boa portuguesa, o jantar inicialmente marcado para as 19 horas só começou a ser servido por volta da 20 horas. Numa sala repleta com cerca de 300 pessoas, todas a postos para satisfazer o grande apetite que já se fazia sentir, quando o Manel verificou que o Tiago não estava à mesa. Questiona a mulher, alguns dos presentes, dirigentes do clube, mas ninguém tinha visto um cabelo da criança, salvo terem uma vaga ideia de ele ter estado a brincar com outras crianças à entrada do prédio. A inevitável preocupação começa a invadir o consciente de todos e uma «posse» de voluntários foi imediatamente formada para iniciar a busca. Na sede do clube não se encontrava, nas imediações também não e o mistério arrastava-se de modo alarmante, com o «capitão» a chorar profusamente. Foi finalmente decidido que a única alternativa era participar o incidente às autoridades policiais. O jantar e as restantes cerimónias ficaram todas de parte enquanto se esperava qualquer notícia do jovem Tiago.
Já passava das 22 horas quando, de repente, surge o descontraído «fugitivo» no clube, pelas mãos de dois agentes policiais. Relataram estes que o foram encontrar num pequeno mercado a uns 4 kilómetros do local, onde ele se deslocou com o intento de comprar um gelado. Os proprietários, estranhando a presença solitária da criança no seu estabelecimento àquela hora tardia, telefonaram prontamente à polícia, que o veio socorrer. Não descreverei o reprimendo que o Manel atribuiu ao «artista» - bastará dizer que foi mais em tom de encarnado do que verde-e-branco. Apesar do seu grande engenho em iludir a «marcação cerrada» dos seus pais em tenra idade, o Tiago nunca exibiu esse nível de habilidade nos campos de futebol e registou uma muito modesta carreira como futebolista. Hoje, aos 30 anos e chefe de família, já se retirou dos relvados. Passados 26 anos, este insólito episódio da vida do nosso lendário Manuel Fernandes ainda é lembrado com frequência e...com muito humor à mistura.
Nota:A fotografia de Julho de 1986 foi-me enviada por José Rafael Vicente, sócio do SCP. ex-presidente e sócio n.º 1 do Sporting Clube Português de Toronto.  

Os nossos ídolos (16): Manuel Fernandes

Começo com uma pequena revelação, que serve como uma espécie de registo de interesses: sou sportinguista desde sempre e era um pouco fanático em miúdo. Em vez de desenhar casas, árvores, carros e aviões, os meus desenhos eram quase invariavelmente sobre o Sporting, os jogadores do Sporting e o estádio do Sporting (o velhinho José Alvalade). No meio disto tudo tinha vários ídolos, entre jogadores, treinadores (Malcolm Allison à cabeça) e dirigentes (João Rocha, claro), mas um fazia a diferença: o capitão Manuel Fernandes.

O "Manel", como muitos lhe chamam no clube, nasceu em Sarilhos Pequenos, em 1951, mas cresceu e fez-se futebolista para criar grandes sarilhos aos nossos adversários, em especial ao rival de sempre. Quem se pode esquecer dos seus quatro golos no célebre jogo dos 7-1, a 14 de Dezembro de 1986? Eu nunca esquecerei.

Manuel Fernandes começou no futebol profissional ao serviço da extinta CUF (em 1970) e acabou a carreira no Vitória de Setúbal (em 1988). Pelo meio jogou doze anos no Sporting, vários deles como capitão e ao lado de figuras como Rui Jordão, Vítor Damas, António Oliveira, Manoel, Virgílio ou Keita. Manuel Fernandes era único. Com um apetite insaciável pelas redes adversárias e um faro único pelos golos, foi sempre injustiçado nas chamadas à selecção nacional. Um jogador que fez 433 jogos com a camisola do Sporting e marcou 256 golos apenas vestiu a camisola das quinas 31 vezes (marcou nove golos)!? Quem sabe onde teríamos chegado naquele Europeu de 1984 se o Manuel Fernandes estivesse num onze onde cabiam e brilhavam Jordão e Chalana, entre muitos outros?

O "capitão" foi sempre digno de pertencer uma linha de goleadores do Sporting onde já figurabam Travassos, Peyroteo, Hector Yazalde, entre outros. Manuel Fernandes tem ainda outra característica importante: não gosta de vira-casacas. Ainda no ano passado, no decurso das eleições para a presidência do Sporting, disse que não achava normal que jogadores que foram parar ao FCP e ao SLB se intitulassem e fossem tratados como "figuras do clube". Concordo, quem vai já não volta.

Em miúdo consegui o autógrafo dele e da equipa toda. Há cerca de um ano tive a honra de o conhecer pessoalmente, apresentado pelo Presidente do SCP na tribuna de honra do Alvalade XXI. Só tive uma coisa para lhe dizer: "O Senhor é uma lenda viva".

{ Blog fundado em 2012. }

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