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És a nossa Fé!

Jovane Cabral

 

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Entrou em três jogos. Foi decisivo em todos: conquistou um penálti contra o Moreirense, fez assistência para golo contra o V. Setúbal e marcou contra o Feirense.

Prioridade para a futura administração da SAD: rever-lhe o contrato. Com máxima urgência, para evitar o que aconteceu com Dier e Bruma, lançados na equipa principal quando ganhavam tuta e meia.

Pódio: Jovane, Raphinha, Nani

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Feirense pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 18

Raphinha: 17

Nani: 15

Acuña: 15

Battaglia: 15

Coates: 15

Ristovski: 15

Salin: 15

André Pinto: 14

Bruno Fernandes: 14

Montero: 13

Castaignos: 12

Jefferson: 11

Petrovic: 1

 

Os três jornais elegeram Jovane como melhor jogador em campo.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O jovem Cabral

Ontem, em Alvalade, o Sporting mostrou os problemas já habituais, que nos fazem antecipadamente rezar um terço composto por cinquenta avé-marias intercaladas por cinco padre-nossos, face a um treinador do Feirense que com um orçamento para aí umas dez vezes inferior, mesmo numa noite quente, soube estender a Manta o mais que pôde, sem entrar em "burn-out". Manietados os nossos dois laterais, que revelaram as dificuldades já conhecidas em dar profundidade ao jogo ofensivo, e sem Bas Dost para ocorrer aos cruzamentos de Nani, Raphinha ou Bruno Fernandes, a equipa leonina não mostrou soluções alternativas de jogo interior (combinações 2x1, usando Montero) que permitissem encontrar espaços na área feirense. Restou o remate de fora da área, mas a mira esteve desafinada.

 

O nosso meio campo teve grandes dificuldades na organização do jogo: Bruno Fernandes, chegado mais tarde, está fora dela, "Muttley" Acuña, embora "morda as canelas" aos adversários, é mais jogador de passe e centro do que do arrastamento de bola típico de um box-to-box e Battaglia tem muita vontade, presença física, mas não tem "timing" de passe. Mais uma vez, os centrais tentaram compensar, nomeadamente André Pinto (agradável exibição), que nunca se coibiu de subir no terreno.

 

No ataque, Raphinha criou mais dificuldades à equipa fogaceira que Nani, mostrando velocidade e maior imprevisibilidade de movimentos, mas foi Jovane Cabral - um produto da nossa Formação -, saído do banco (substituiu o inoperante Jefferson, recuando Acuña para lateral), que acabaria por resolver o jogo, correspondendo a um bonito detalhe técnico de Raphinha, bem complementado por uma assistência de Ristovski, numa das poucas vezes que o macedónio se libertou. 

 

No final da partida, Peseiro, em conferência de imprensa, usou uma versão pós-moderna da "palavra" inspirada em alguns versículos bíblicos dedicados aos jovens, nomeadamente estes: "é bom que o homem suporte o jugo enquanto é jovem" (lamentações 3:27) e "ninguém o despreze pelo facto de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza" (Timóteo 4:12).

"Dão tudo e não escrevem nada", dito por três vezes, foi a frase encontrada pelo coruchense para, simultaneamente, elogiar o jovem Cabral e dar uma alfinetada a outros produtos da nossa Formação. Mesmo repetida é bem mais económica que o terço, que ameaça vir a ser um rosário, orado pelos adeptos sempre que se avizinham de Alvalade. Parece que Jovane não escreve. Não que não tenha formação para isso. Mas não escreve. Ainda. Estivesse ele há 4 anos para ter uma oportunidade na equipa principal como Palhinha ou Geraldes e, se calhar, até escreveria alguma coisita. Para já, escreve no campo e ajuda a aquecer a garganta de José Peseiro - que tem o mérito de nele ter apostado - da mesma forma que Palhinha também vai escrevendo em Braga. E, se pensarmos bem, se um Jovane ajuda muita gente, mais Jovanes ajudariam muito mais. 

 

P.S.: Parece que para alguns, querer Palhinha e Geraldes significa não querer Battaglia ou Bruno Fernandes. Nunca ouvi tal entre amigos e sportinguistas em geral, mas já li por aí. Se quisermos dividir, é um bom caminho. A verdade é que a maioria dos sportinguistas quer apostar na Formação, na medida em que é o único caminho possível para garantir a sustentabilidade do clube, algo que funciona como um axioma, isto é, de tão evidente nem necessita de ser provado. Mas também quer Batta, Bruno e todos os bons jogadores que nos possam ajudar, obviamente. O que não quer são desperdícios e acumulação de stocks de jogadores não muito bons, contratados por treinadores que querem os cromos todos e acabam por não ter uma equipa e que desprezam a nossa cantera e deixam os cofres do clube depauperados. E não, a nossa Formação não é de Marte. Até porque Marte, para quem não sabe, é o planeta vermelho, da cor das camisolas daquele clube que nos últimos anos lançou Ederson, Lindelof, Ruben Dias, Renato Sanches, Gedson e João Felix, entre outros. Não, a nossa Formação é da Terra. E, um dia, quem tiver os pés bem assentes na Terra vai ter de apostar nela. Rather sooner than later, I hope...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jovane Cabral (Raphinha seria uma boa alternativa)

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Pressão alta

Bisoprolol é o que eu tomo diariamente para controlar a pressão arterial.

Estou desde já avisado que em dia de jogos do Sporting, terei que reforçar a dose.

Assisti hoje ao primeiro jogo ao vivo em Alvalade esta época e confesso que, satisfeito pela vitória obviamente, sinto um misto de satisfação e de inquietude, pelo que vi durante o tempo de jogo.

Conseguimos os três pontos, é um facto. A vitória é mais que merecida, sem qualquer dúvida, mas depois de 26 remates enquadrados com a baliza, marcar apenas um golo e quase no final do jogo, sabe a muito pouco.

Se é certo que quem não tem cão caça com gato, não havendo Bas Dost, não se percebe porque se conduz o jogo pelas alas, sabendo-se que Montero não é um homem de área e que Nani já não é o extremo de antigamente.

Aos sessenta e poucos minutos Peseiro percebeu isto e fez sair o inútil Jefferson, desfazendo o desnecessário duplo pivot ao fazer deslocar Acuña para a lateral esquerda, posicionando Nani atrás do ponta de lança e com Jovane em jogo a coisa começou a fluir e em pouco mais de cinco minutos tivemos outras tantas oportunidades de marcar, altura em que o guarda-redes deles deu em fazer de Salin (na Luz) e defendeu tudo e mais um par de botas. Apesar de tarde, Peseiro deu a volta ao jogo, o que abona em seu favor. Já não abonará tanto, o facto de olharmos para a miserável exibição de Bruno Fernandes e pensarmos que o seu substituto natural está agora em Nuremberga e que das três substituições que fez, a única que atingiu o objectivo foi a entrada de Jovane, já que se estava a jogar com um a menos com B. Fernandes em campo, com a entrada de Castaignos e depois de um dos ic's o Petrov, ficou a jogar apenas com oito. E se ganhar com oito ao Feirense é obra, provavelmente parte da culpa é sua.

 

Nota final: O golo solitário que nos deu a vitória foi apontado pelo único jogador da formação que actuou (descontemos Nani, que já tem muito Mundo). Deixem-me concluir que se porventura mais jogassem, talvez o resultado fosse a mesma vitória, mas com outro sabor.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Da vitória, mesmo arrancada a ferros. Triunfo merecido do Sporting neste segundo jogo em casa, por 1-0, contra um Feirense muito compacto e bem organizado no terreno - e que só hoje sofreu o primeiro golo de bola corrida (o anterior havia sido de penálti) e a primeira derrota no campeonato. Exibição leonina com solidez colectiva, maturidade psicológica e exemplar cultura táctica. Uma equipa que está a ser moldada com muita eficácia pelo treinador José Peseiro.

 

Do nosso ímpeto atacante. Caudal ofensivo leonino do princípio ao fim. Entrámos em campo de pé no acelerador e nunca deixámos de pressionar. E esta dinâmica intensificou-se com a entrada de Jovane em campo. Entrada tardia, mas ainda a tempo de alcançar a vitória.

 

De Jovane. Foi ele a fazer a diferença. Quando enfim pisou o relvado de Alvalade, iam decorridos 66', esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular. Voto nele como o melhor dos nossos.

 

De Raphinha.  Impôs-se rapidamente como titular, numa confirmação clara do seu valor. O ex-vimaranense é um verdadeiro reforço, como hoje reiterou num excelente trabalho pelas alas. Sobretudo na ala direita, com destaque para o lance de golo, em grande parte construído por ele com uma arrancada veloz e um túnel que abriu na defensiva adversária.

 

De Salin. Voltou a actuar bem entre os postes: começa a transmitir a ideia de que será o guarda-redes titular durante a temporada. Saímos de campo não apenas com três pontos mas também sem golos sofridos, o que ajuda a moralizar ainda mais a equipa. E a ele isso se deve também: chamado a intervir, cumpriu sempre. E assim transmitiu confiança aos colegas.

 

Do balanço destes quatro jogos.  Dez pontos amealhados em 12 possíveis - e já fomos à Luz. Quem diria, no início da temporada, que seríamos capazes deste desempenho com um plantel destroçado e um clube afectado por graves convulsões internas nestes meses mais recentes? Apesar das lacunas ainda existentes na equipa, da falta de automatismos e das lesões de titulares fundamentais. Mérito para todos, a começar no treinador.

 

Da homenagem a Nelson Évora. O grande atleta leonino foi medalhado e ovacionado ao intervalo, recebendo calorosos aplausos dos 38 mil espectadores por se ter sagrado campeão europeu do triplo salto. Um enorme Leão que sabe rugir.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino estiveram novamente ausentes por se encontrarem ainda com problemas físicos. Ambos fazem falta, sobretudo o holandês: precisamos de um avançado posicional que Montero, o seu substituto, claramente não é.

 

Do sofrimento até aos 88'. Estamos muito habituados a isto: a nossa paciência está sempre a ser testada em cada jogo, sobretudo nos que se disputam em Alvalade. O empate nulo que se registava ao intervalo e se manteve tempo de mais começou a irritar os adeptos, o que muito se compreeende. Só não consigo compreender quando esta impaciência se traduz em assobios.

 

Dos cantos desaproveitados. Beneficiámos de muitos pontapés de canto, mas fomos incapazes de conseguir transformá-los em ocasiões de golo. Foi confrangedor ver tanto desperdício.

 

Do festival de golos falhados. Battaglia, Montero, Nani, Raphinha e até André Pinto tentaram o golo, sem conseguir. Graças à boa exibição de Caio Secco, guardião do Feirense. Mas sobretudo por notória e exasperante falta de pontaria: 26 remates, apenas um golo.

 

De Jefferson. O brasileiro voltou a demonstrar que está abaixo do patamar médio de qualidade da equipa. Não apenas no plano defensivo, onde se desposiciona com muita facilidade, mas também no défice da sua prestação ofensiva: hoje não lhe saiu um só cruzamento com qualidade. Foi bem substituído aos 66', quando Jovane entrou e Acuña recuou para lateral esquerdo.

 

Do árbitro Rui Oliveira. O senhor do apito fez tudo para estragar o espectáculo desatando a exibir cartões amarelos por tudo e por nada. É caso para perguntar-lhe se assistiu ao recente Mundial da Rússia: o seu critério disciplinar em nada coincidiu com o que vimos no maior certame planetário da modalidade. O futebol é um desporto de contacto físico, facto que o senhor Oliveira ainda não percebeu.

Este não é o Sporting que eu quero

O Benfica, com Rui Vitória, lançou já nesta época três jovens na sua equipa principal: Gedson, Alfa Semedo e João Félix (que nos marcou um golo na Luz).

O FC Porto, com Sérgio Conceição, lançou entretanto o jovem Diogo Leite (que já marcou um golo no campeonato) e reforçou a aposta em André Pereira.

O Sporting, que sempre se orgulhou de estar na vanguarda da formação e de saber colher frutos desta aposta, tem remado na direcção oposta. Só neste mês prestes a terminar já despachámos, por empréstimo,  Francisco Geraldes a um clube alemão,  Domingos Duarte a um clube espanhol, Demiral a um clube turco (com opção de compra deste), João Palhinha ao Braga (ondé ficará por duas épocas e logo se estreou a marcar). Entretanto, Iuri Medeiros permanece emprestado ao Génova e já se fala nas saídas de Matheus Pereira e Carlos Mané.

Resta Jovane para salvaguardar os mínimos - resta ver por quanto tempo - enquanto continuam a chegar pseudo-craques do estrangeiro ao mesmo ritmo a que desembarcavam nos outros anos. Este não é o Sporting que eu quero.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Made in Sporting

Para quem ainda tivesse dúvidas, esta semana provou que o Sporting é um clube formador, uma (os meus amigos benfiquistas que pensam ter descoberto a pólvora que me desculpem) Universidade. Clássica, por sinal, tal a discussão de Direito que ocorre nas nossas instalações. Também temos uma Faculdade de Economia, com mestrado em finanças, a funcionar praticamente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Até nisso somos um "case study": quem diria que houvesse tantos especialistas entre os sportinguistas, estando Portugal em 111º lugar (entre 144 países), atrás do Chade ou do Burkina Faso, da Mongólia ou do Turquemenistão, num Ranking de Literacia Financeira elaborado pela prestigiada Standard&Poor? Adicionalmente, os sportinguistas vivem na expectativa dos comunicados à CMVM ou à CMTV ou lá o que é. Muito de vez em quando, lembramo-nos de que somos um clube desportivo, com grande vocação eclética e de aposta na Formação. Ontem, numa dessas raras ocasiões em que nos focamos na nossa missão, houve futebol em Alvalade. E mais de 40.000 não se esqueceram...

 

O jogo não foi bom, nem foi mau (afinal, ganhámos), foi antes uma coisa em forma de assim, como diria O`Neill. Assim-assim, mas não assim sim, pelo menos até ao momento em que o jovem Cabral (Jovane) descobriu o caminho marítimo até ao último portinho (da Arrábida) defendido pelo irmão do nosso Tobias ("or not" Tobias, Figueiredo, actualmente o xerife da defesa do Nottingham), Cristiano. Nani completou a ancoragem. Aliás, não deixou de ser irónico que os jogadores mais influentes em campo tenham sido exactamente os dois únicos formados em Alvalade. À atenção de todos os dirigentes e treinadores que têm passado pelo clube na última década, antes da chegada provável do próximo contingente de "ic(s)". 

 

O Sporting começou o jogo com o entediante sistema de duplo-pivot no meio-campo, algo que consiste, na prática, numa improvisada forma de jogarmos com menos um. De facto, com Misic (ou Petrovic) ao seu lado, Battaglia anula-se. Sem ele, solta-se e a equipa volta a jogar com onze. Mas, os nossos problemas não terminam aí. Jefferson, regressado a Alvalade, continua apostado em ligar o complicómetro (será que não dá para pôr uma providência cautelar, a fim de evitar que entre em campo nestas condições?) e Acuña mostra grande apatia (para não dizer azia) e o treinador vislumbra nele qualidades de interior. Se juntarmos a isto a, provavelmente, pior exibição de Bruno Fernandes (pareceu ter um problema no pulso, mas pode ter sido só um tique) de leão ao peito e as visíveis limitações físicas de Bas Dost, então se percebe porque qualquer adversário se assemelha a um gigante Adamastor. Adicione-se a oferta de Salin, no golo sadino, e a tarefa torna-se quase ciclópica, para mais quando do outro lado está um treinador que, desta vez sem precisar de recorrer a cambalhotas, consegue anular o nosso melhor jogador (Bruno Fernandes).

 

A nossa equipa vive de individualidades. Durante a maior parte do jogo, o Sporting não conseguiu produzir mais do que dois/três passes seguidos em progressão(!!!). Valeu o lance de inspiração de Nani que abriu o marcador, a jogada que deu origem ao segundo golo - com especial ênfase na temporização e centro perfeito de Jovane Cabral - e mais dois lances de bola parada que terminaram com a bola a beijar a barra da baliza vitoriana. Há jogadores como Lumor e Raphinha - ambos à espera de uma oportunidade para entrarem na equipa - que poderiam trazer outra velocidade ao nosso jogo, pois em termos de imprevisibilidade só podemos actualmente contar com a destreza técnica de Bruno Fernandes, Nani ou de Jovane. Geraldes já não mora aqui e Wendel ainda estará a aprender mandarim - para quê(?), ninguém sabe, ninguém responde -, razões pelas quais o nosso miolo (do campo) tem pouco "fermento". Salvam-se a qualidade de Coates e de Mathieu e a abnegação e comprometimento de Ristovski com o jogo, para evitar males maiores. Mas, de todas as insuficiências e até equívocos que ontem saltaram à vista, se pudesse alterar algo seria a dupla de pivots. Que bom seria que Peseiro lesse o poeta (Régio) quando diz "não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí!". Enquanto tal não acontece, lá nos vamos safando com a qualidade de Bruno, Dost e da prata da casa. Nani e Jovane. "Made in" Sporting. Dá que pensar, não dá?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luís Nani

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