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És a nossa Fé!

A matreirice de Mourinho

Diz Mourinho que ainda há espaço (...) para o Gana se qualificar.

Da maneira como as coisas estão no grupo de Portugal há espaço para tudo. Não há nenhuma equipa já apurada para os oitavos de final e existe até uma possibilidade curiosa, a Alemanha após ter goleado a selecção dos dois melhores do mundo (André Almeida e Ruben Amorim) fazer as malas, também.

A ber bamos (ler com pronúncia do Norte) mas acho que a brisa, o Bento que nos lebou para o Brasil, será o mesmo que nos bai trazer de bolta, cedo, não já um Bento mas uma tempestade.

"Quando sair do Real Madrid não irei treinar o Málaga"

A frase que intitula o "post" foi proferida por um treinador que ao ser apresentado em Madrid disse:

- Eu não sou especial, sou único.

Assim seria, de facto, um único título por época, zero finais europeias (apesar de ter ao seu dispor os melhores jogadores que o dinheiro pode comprar) enfim um fracasso, embora, a bem da verdade, tenha mantido, a média de Carlos Queiroz... um título.

Às vezes quando fracassamos culpamos os outros, enfiamos os dedos nos olhos dos outros e "achincalhamos" os outros, foi nesse contexto que o actual treinador do Manchester City foi brindado com a frase acima.

Mas enfim...

Não devemos cuspir para o ar; o ex "special one" e actual "special none" deverá pensar nisso, meditar nos 86 pontos do City vs. 82 do Chelsea e last but not least nos 102 golos marcados pela equipa do ex treinador do Málaga vs. os (míseros) 71 marcados pela equipa do ex treinador do SLB (capitaneado per Calado e presidido pelo presidiário Vale e Azevedo).

As raízes do fracasso

 

Verdes Anos, uma excelente reportagem exibida ontem pela RTP - com assinatura de Alexandre Santos, Tiago Passos e Pedro Pessoa - demonstra bem as raízes do fracasso no Sporting: Inácio, que acabara de conduzir a equipa ao título após 18 anos de jejum, foi corrido pela direcção leonina, sob pressão de meia-dúzia de energúmenos. A mesma direcção, insegura e timorata, que cedeu perante o berreiro de três ou quatro basbaques filmados em directo pelas televisões aos gritos "Mourinho nunca!" Segundo o mesmo documentário, aquele que muitos consideram o melhor treinador do mundo terá estado duas horas ao leme da equipa leonina - o que talvez mereça figurar num recorde do livro Guinness.

Despedido no mesmo dia em que foi recrutado para Alvalade, e rumando de imediato a outros destinos onde souberam reconhecer-lhe valor, também José Mourinho experimentou na pele o desgoverno errante da barca sportinguista. Não sei se escreva banca em vez de barca, mas o resultado é o mesmo: quase década e meia de pesadelo. Pela cupidez danosa de alguns, pela incompetente gestão de muitos e pela confrangedora mediocridade de quase todos quantos ascenderam ao poder no clube ao longo deste período negro. Mas também pela cegueira de tantos adeptos, pelo fanatismo inepto da chamada "voz da rua", bem simbolizada naqueles gritos estridentes "Mourinho nunca!"

Quem berrava assim naquela conferência de imprensa tristemente memorável, espumando de ódio contra o mérito alheio perante o embaraço frustre de Luís Duque, dizia afinal pretender um Sporting para sempre arredado dos títulos e das glórias passadas, condenando à presente irrelevância competitiva e ao descalabro financeiro o clube português que ainda mais triunfa no campeonato do ecletismo e da formação de atletas.

Verdes Anos é um retrato fidedigno da realidade leonina - e, por extrapolação, da própria realidade nacional, onde impera uma espécie de alergia ao sucesso que Mourinho personifica. Um retrato que todos os sportinguistas devem ver e rever. Para evitarmos repetir hoje os graves erros de ontem, tão bem documentados neste filme que funciona como um murro no estômago de qualquer de nós.

 

Também aqui 

Parabéns a vocês

 

Todos os dias fazem anos em Portugal -  presumo que, entre eles, muitos celebrem os seus 40º, 45º, 50º aniversários e por aí fora, números que parecem constituir fetiche de singular abundância de jornalistas e de órgãos de grande peso da comunicação social - figuras relevantíssimas da  vida nacional, cientistas, romancistas, professores, médicos, músicos, poetas, filósofos, investigadores, maestros, engenheiros, cineastas, bailarinos, actores, juristas, editores, jornalistas, pintores, arquitectos, nomes grandes  da nossa ciência, arte, universidade, economia, medicina, direito, indústria, ensino, filosofia e de muitas outras actividades e áreas do conhecimento, nomes que nos engrandecem e nos permitem a sobrevivência como nação, nomes em grande parte pouco conhecidos ou mesmo desconhecidos e que, por isso mesmo, justificariam, em atenção ao nosso interesse colectivo, um acréscimo de preocupações com a sua divulgação. Que efeméride é que os jornais e televisões decidem, no entanto, festejar, num êxtase de analfabetismo militante, em longos e descerebrados minutos de antena? Os 50 anos de Mourinho. Há, de facto, coisas espantosas.

Real Madrid segue exemplo do Sporting?

Vi hoje o jogo do Real e… sinceramente, parecia o Sporting!

A equipa de José Mourinho parece que desaprendeu de jogar futebol. Não há um passe certo, uma jogada com princípio, meio e fim. E, claro, sem isto não há golos e o empate de hoje foi até lisonjeiro, tendo em conta que o Osasuna foi a melhor equipa em campo.

Do mesmo mal tem sofrido este ano (e não só?) o Sporting. De um momento para o outro, todos deixaram de saber jogar. A bola parece pesar toneladas (ou serão as pernas???) e, sempre que um jogador recebe a redonda, a primeira coisa que faz é despachá-la, qual vírus mortal. Vejo esta atitude no Sporting e vejo-a curiosamente também no Real Madrid.

Mas esta tarde/noite a equipa merengue foi vítima de uma acção disciplinar, a meu ver, demasiado rigorosa e que resultou na expulsão de Kaká, que esteve apenas quinze minutos em campo. Mas o Real não pode desculpar o mau resultado com este acontecimento.

Todavia há uma enorme diferença entre Sporting e Real: independentemente da dezena e meia de pontos que medeiam entre o actual campeão espanhol e Barcelona, Mourinho mantém-se firme no seu posto, pelo menos para já. No Sporting vamos (já!!!) no quarto treinador.

 

Publicado também aqui

Portugueses fazem história

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a conquista da Supertaça espanhola, José Mourinho é o primeiro treinador da história do futebol mundial a vencer Liga, Taça e Supertaça em quatro países diferentes. Para não ficar atrás, o «nosso» Cristiano Ronaldo marcou o golo da vitória no segundo jogo da competição e igualou o recorde de Ivan Zamorano, ao tornar-se o segundo jogador da história do Real Madrid a marcar em cinco clássicos consecutivos com o Barcelona. 

 

O que dizem eles

 

« Não se trata de a imprensa espanhola não saber perguntar. É um problema da imprensa em geral. O futebol está cheio de pessoas que dizem entender tudo mas que não entendem nada ».

 

-    José Mourinho    -

 

Observação: A verdade nua e crua que não vai perturbar os que "entendem tudo".

Frase do Dia

 

« Se o futebol é justo, o Cristiano terá de ganhar a Bola de Ouro. É um jogador muito especial, o mais completo do mundo. Marca golos de cabeça, de livre, a 30 metros da baliza, em contra-ataque, o Cristiano faz tudo».

 

-    José Mourinho    -

 

Observação: Já há muito a minha opinião e não apenas por ele ser português e ter sido formado no Sporting.

Frase da Semana

 « Este título não nos foi oferecido por ninguém. Fizemos muitos pontos e isso é uma loucura. Todo o país viu e ninguém terá dúvidas de que é merecidíssimo ».
-    José Mourinho    -
« O Real Madrid é um justo vencedor mas...passaram-se muitíssimas coisas que foram escondidas pelo nosso silêncio ».
-    Pep Guardiola    -

O futebol como metáfora da política

 

O futebol pode ser uma metáfora da política. Pensei nisto esta noite, ao ver o jogo das meias finais entre o Barcelona e o Inter, com um Camp Nou cheio de adeptos a incentivar o clube catalão. Durante 90 minutos, o Barça jogou ao ataque, pressionando o último reduto italiano. E chegou a marcar um belíssimo golo, por Piqué. Insuficiente, no entanto, para anular o 3-1 da primeira mão, jogada em casa do Inter.

Sem uma jogada ofensiva, sem um remate à baliza, sem um único avançado, o clube treinado por José Mourinho ganhou o acesso à final com o Bayern de Munique. Só por ter sido eficaz a defender. O espectáculo que deu no estádio foi deprimente. A "justiça" - termo que os nossos comentadores desportivos adoram - do desfecho foi nula. Mas não estamos no reino da estética: como dizia o outro, quem quer espectáculo compra bilhete para a ópera. E também não estamos no domínio da justiça, como se um relvado fosse um tribunal: se estivéssemos, o Barça seria um vencedor obrigatório.

Estamos no domínio dos resultados. Só isso. Mourinho transformou a sua equipa num intransponível muro de betão. Dando mau espectáculo e condenando ao fracasso o futebol de ataque. Mas carimbou o passaporte para a final.

E é por isto que o futebol me parece uma metáfora da política. Não interessa se o espectáculo é feio ou se o desfecho é "injusto".

Só os resultados contam.

Reedito este texto, publicado originalmente aqui. Faz hoje precisamente dois anos.

Heynckes elogia Mourinho

 
Não deixa de ser triste que, entre tantos portugueses a ventilar comentários derrogatórios e sem nexo, tenha que ser um estrangeiro a elogiar Mourinho. Afirmou Jupp Heynckes, técnico do Bayern Munique: «Não estou de acordo com muitas coisas que dizem de José Mourinho. De pessoas em que se pode confiar só ouvi coisas boas e o facto de ele sair para o balneário (depois da eliminação) é algo normal depois do azar de ter sido eliminado nos penalties.» Nota: Não disse, mas poderia ter dito, que momentos antes da marcação das grandes penalidades, José Mourinho dirigiu-se ao banco adversário, abraçou Heynckes e cumprimentou o "staff" da equipa alemã. Entre as dezenas de comentários depreciativos que surgiram na Internet escolhi dois, como exemplos da mediocridade de certas mentalidades: «É mesmo um palhaço, armado em esperto pensava que ia à final... amocha, tava mesmo em posição para correr pelo relvado como se fosse um herói, só que o tiro saiu-lhe pela culatra! ahahah»  -  «Lá se vai o ego! vamos lá ver uma coisa... o Mourinho é um bom treinador sem dúvida, mas não é nenhum génio da bola, o super-dotado, nada disso, não me venham com essa dos títulos que ganhou... bla... bla.» Embora reconhecendo que este estado de espírito associa-se apenas a uma minoria, é curioso verificar que não se incomodam a comentar o jogo nem a indicar qualquer afinidade clubística para com o Bayern. O escopo fulcral é depreciar e injuriar tanto José Mourinho como Cristiano Ronaldo, consideração que só pode levar qualquer pessoa equilibrada a concluir que o civismo e a decência escassam e a inveja supera o bom senso. 

Os vírus da época

 

O que se começa aqui a dizer já foi dito de outras maneiras nos últimos anos e com os resultados que sabemos. Eu lembro-me de quando o povo leonino se levantou e invadiu a porta 10 A para impedir a contratação de José Mourinho. Esta insurreição popular empurrou Mourinho directamente para o Porto com breve passagem por um apeadeiro em Leiria. Pois foi: dois campeonatos, uma Taça de Portugal, outra da UEFA e uma Champions e todo o resto que sabemos. Eu também me lembro de quando o povo leonino se calou perante o putsh que depôs Bobby Robson em Alvalade para que depois pudesse triunfar no Porto. Pois foi: dois campeonatos, uma Taça de Portugal e duas Super Taças. O que se está a começar a fazer ao Domingos já foi feito ao Mourinho e ao Robson pelos mesmos motivos: intolerância e impaciência. Esta equipa do Domingos é a nossa equipa que já jogou grande futebol numa fase desta época. Eu acredito que os mesmos podem voltar a fazer o mesmo para depois fazerem ainda melhor. Eu também entendo a angústia, é a minha angústia, mas ainda é cedo para querer tomar o Palácio de Inverno.

Perder a Taça, empatar o jogo e ficar a ganhar

 

Ao fim de nove partidas, nove, Mourinho encontrou o caminho. Nada de muito complicado, elaborado ou transcendente. Basta jogar futebol. E o futebol não se joga de autocarro. Foi por jogar de autocarro na 1ª mão que Mourinho perdeu a eliminatória. Mas hoje, tendo empatado no resultado, ganhou o jogo mais importante. O psicológico. Desta vez, dentro de campo. O Real Madrid mostrou que não deve nada ao Barcelona. Não se trata já de ser igual. Pode mesmo ser superior. Perdendo na Copa del Rey, Mourinho pode muito bem ter encontrado o combustível anímico indispensável para ganhar La Liga. É bom ter de volta o Special One. Retomando a via do futebol jogado, para ser o melhor do mundo falta-lhe apenas aprender a sorrir e a pôr de parte aquela cara de vinagre. Se lhe faltarem outros motivos, pode sempre rir-se da exibição vergonhosa do árbitro.

Cordas novas para as costas de Mourinho

Num jogo disputado no Dia Internacional do Riso, era bom de ver que só o Barcelona podia ser feliz. Nos embates com a equipa catalã, Mourinho entra sempre condicionado pela história. Se o seu traço característico é o desplante, frente à equipa de Guardiola o Special One transpira medo e frustração. Por isso, refugia-se em tábuas. Acossado pela memória de desastres recentes, monta a equipa com base na tensão muscular. O seu estandarte é Pepe. Um futebolista sem cabeça e sem razão. O método baseia-se na presença, em doses iguais, de ignorância futebolística e pancada, ronha e retranca, contra-ataque e contenção. Nestas ocasiões, o Real Madrid de Mourinho tanto pode ser uma equipa de futebol como um grupo de assentadores de ladrilhos que enfrenta o destino com os dentes cerrados e um rol de queixas do patrão. É claro que um dia por outro lá pode calhar uma vitória.  Foi assim quando Mourinho orientava o Inter do Milão. Pode voltar a ser na 2ª mão desta Copa del Rey. Nunca será, nessas condições, filha do mérito, mas a prova contextual de um axioma organizador da contingência ludopédica: um autocarro parado em frente a uma baliza tem razão duas vezes numa década. Fora disso, o trilho escolhido leva inexoravelmente ao insucesso. Bem pode Pepe resfolegar durante toda a partida. Basta que Messi respire por um segundo, que se distraia da apneia, e logo a arte invadirá o espaço restrito onde não chega o machado do lenhador luso-brasileiro. Consumado o desequilíbrio, já poderá o argentino mergulhar nas profundezas da vulgaridade consentida, como realmente fez durante todo o jogo. Tal como na vida, na bola a condição essencial para ser feliz é querer ser feliz, ousar o sorriso, ansiar pela gargalhada. Ter como único objectivo ceifar as pernas do adversário poderá, pontualmente, levar ao sucesso. Mas, nunca levará à felicidade. Por isso, este Mourinho que começou o jogo a rosnar Ai se eu te pego, acabou a partida a murmurar Nossa, você me mata. Foi exactamente isso que Abidal recordou aos presentes quando festejou o segundo golo do Barça coreografando a canção do insuportável Michel Teló. Por essa altura, já as costas de Mourinho tinham trocado as tábuas pela cordas.

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