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És a nossa Fé!

Bailando

«Você sabe qual é o regulamento do clube? Sabe? Então qual é?», perguntou o treinador leonino, recebendo uma resposta de que os jogadores têm de estar em casa antes da meia-noite. «Meia noite, precisamente. Eles foram jantar fora, se quiser até lhes mostro a factura do restaurante, porque já a vi. Quando eles saíram do restaurante ainda não era essa hora», acrescentou o treinador. 

«A notícia é que não é verdade. Eu nem tinha que lhe dizer nada, porque vocês não têm nada a ver com isso, é uma coisa entre o clube e os jogadores, mas eu digo-lhe que essa notícia não é verdadeira e por não ser verdadeira é que eles jogaram hoje. O castigo foi jogarem hoje, se calhar jogarem outra vez na quarta-feira e voltarem a jogar depois disso.»

 

Resposta a uma pergunta do CM, que tinha feito uma capa com "William e J. Mário apanhados na noite", esta noite na conferência de imprensa.

'Record' precisa de mudar de lentes

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Teremos visto o mesmo jogo?

Leio na página 5 do Record a apreciação ao desempenho individual de William Carvalho no desafio de ontem. É um texto arrasador, que não me parece reflectir minimamente o que sucedeu em campo.

Reza assim: "Um jogo sem intensidade, lento a decidir, com falta de agressividade e muito longe dos momentos que se lhe conhecem. Era uma peça importante na estratégia de Jesus, mas teve momentos de levar o técnico ao desespero." Nota 2, em cinco. Negativa, portanto.

Belisquei-me: não foi, de todo, este o jogo que eu vi.

 

Confusão minha?

Para tirar teimas, consultei outros jornais de hoje. O que escreveram sobre William?

O Jogo: "Um gigante à frente da defesa, dando sempre preciosa ajuda aos centrais, nomeadamente ajudando na marcação a Jonas. Fez inúmeras recuperações de bola e desarmes, além de ter revelado o habitual acerto no passe. Decisivo no controlo de jogo absoluto dos leões."

A Bola: "O príncipe do meio-campo do Sporting precisou apenas de olhar para o seu reino de forma tranquila e sábia, como um verdadeiro candidato a rei. Bastou-lhe colocar-se bem, cortar pela raiz qualquer esboço de ideia que o adversário pudesse apresentar e passar bem a bola. Não encheu o campo, mas tornou o jogo da sua equipa muito mais geométrico e perfeito."

Correio da Manhã: "Eficiente, sobretudo na forma como adivinhava por onde a bola ia passar."

 

Enfim, jornais que me reconduziram de regresso à realidade. Porque aquilo que descrevem foi o mesmo que eu vi: um William fundamental na construção da fulgurante vitória leonina contra o Benfica.

Mais: esta é também a opinião expressa, na página 6 da edição de hoje do Record, por alguém que percebe muito de futebol: Paulo Futre. "Em termos individuais, destaco William, Slimani e João Pereira", assinala o ex-craque do Sporting, que também jogou no SLB. Contrariando o que ficara escrito na página anterior.

Conclusão: o "analista" do Record precisa mesmo de mudar de lentes.

A quem aproveita isto?

Títulos de primeira página - repito: de primeira página - da imprensa desportiva deste domingo:

O Jogo - "Carro do árbitro apedrejado à saída de Alvalade"

Record - "Carro do árbitro apedrejado"

A Bola - "Carro do árbitro Manuel Oliveira apedrejado à saída de Alvalade"

 

Horas depois, em directo num canal televisivo, o presidente da APAF, José Gomes, desmentia cabalmente estas pseudo-notícias. E o próprio árbitro Manuel Oliveira acabou por declarar também que não houve apedrejamento algum nem se apercebeu de qualquer atitude hostil fora do estádio.

Pergunto: a quem aproveita tudo isto?

The day after

«Um sonoro rugido de leão ecoava em Alvalade. Era o Sporting, versão 2015/16, em apresentação oficial, antes do jogo com a Roma, para a quarta edição do Troféu Cinco Violinos. O mote estava dado: o acordar do leão - era o que se lia no relvado (...). E este acordar tem um maestro: Jorge Jesus. O novo treinador sportinguista, de resto, foi dos mais aplaudidos da tarde/noite. O efeito Jesus a fazer sentir-se em Alvalade. E ainda por cima o Sporting ganhou o troféu.»

Rui Baioneta, A Bola

 

«O Sporting está a sair de forma promissora na pré-época. Depois de vencer um torneio na África do Sul, apresentou-se aos sócios derrubando o Roma, opositor com assento directo na Liga dos Campeões e que já tinha defrontado Real Madrid e Manchester City sem perder (empatou com ambos e ganhou aos madrilenos nos penáltis). O leão mostra força, organização e princípios de jogo.»

Carlos Machado, O Jogo

 

«Ninguém pode negar à equipa de Jorge Jesus a arte de ganhar bem e mostrar uma superioridade indiscutível.»

Rui Dias, Record

 

«Cinco jogos, outras tantas vitórias e dois troféus conquistados. Sobressaíram [ontem] os nomes de Slimani, incansável e a caminhar a olhos vistos para um estatuto de intocável, e Jefferson, enquanto batedor de bolas paradas capaz de acentuar o factor de desequilíbrio quando o aperto dos jogos for grande.»

Rui Miguel Gomes, O Jogo

 

«Um triunfo frente à Roma, mesmo num jogo com ritmo baixo e sem grandes preocupações competitivas, é um bom tónico para o que se segue. A equipa confirmou que está a crescer e, sobretudo, a conseguir encontrar pontos de definição. Precisamente o que ainda não se viu no Benfica até ao momento.»

Nuno Farinha, Record

 

«A equipa já defende com bastante eficácia, já pressiona com alguma intensidade e é aquela que, na hora de rematar, mais afinada está. Há optimismo no ar para as bandas de Alvalade. (...) E que interessante será, daqui por oito dias, o reencontro de Jesus com o Benfica.»

Rogério Azevedo, A Bola

Manchete revisitada

 

Marco Silva recusa acordo[1].png

 

Se há coisa que gosto de fazer é revisitar antigas primeiras páginas de jornais. Às vezes, por sinal, nada antigas. Foi o que me sucedeu hoje, ao rever a categórica manchete do Record de 26 de Junho: "Marco recusa acordo".

O que recusava ele? Aquilo que lhe oferecia a direcção leonina: "um ano de salários e a proibição de treinar Benfica e FC Porto".

Em poucos dias, esta manchete foi ultrapassada pelos acontecimentos. Houve acordo, sim. Marco Silva aceitou o equivalente a um ano de salários e a interdição de treinar na Luz ou no Dragão nas próximas duas temporadas.

E lá rumou à Grécia, onde lhe desejo a melhor sorte. Sem dramas, sem guerras, sem novas manchetes inflamadas.

A martelo

Entre os dois últimos campeonatos ganhos pelo SCP, que emolduram o nascimento deste milénio, um jogador chamado Martelinho ajudou o Boavista a conquistar o seu primeiro e único título nacional de futebol. Para muitos, o voluntarioso extremo é um ficheiro que a memória já se encarregou de apagar, como o faz cada vez mais assertivamente com aqueles a quem falta o carisma, predicado indispensável à dimensão mítica. Martelinho foi um empregado talentoso, uma simples peça do xadrez. Porque o evoco, então, no meu primeiro post enquanto membro da equipa do És a Nossa Fé? Por razões de ordem diversa: antes de mais porque me disponho aqui, qual Martelinho, a colocar o talento que me possam reconhecer ao serviço de algo maior - o blogue e, claro, acima de tudo, o SCP; depois porque a simpatia com que lembro o jogador e o inesperada que resulta a sua evocação reflectem ambas a sensação que me causou o convite do Pedro Correia, um ex-colega de redacção no Diário de Notícias; ainda porque as festas de S. João já se anunciam e, como bom portuense, também eu conto passar mais uma noite de martelinho na mão; mas principalmente porque, e isto é uma dor de alma para quem ainda se sente jornalista, são cada vez mais as notícias a martelo o que enche as páginas, os ecrãs e o éter dos nossos órgãos de comunicação social. A que hoje me traz aqui é a de dois extremos que se diz quererem jogar no extremo oposto ao de Martelinho: Carrillo e Mané. Daquele, os três diários desportivos quase garantem que se recusa a renovar; deste, um deles chama à primeira página a revelação de que está a "forçar a saída". Ora, Carrillo, como se sabe, nunca jogou a ponta dum corno até esta época, aparecendo e desaparecendo em fogachos inconsistentes que mais não davam do que para lhe detectar um potencial tremendo e lamentar o seu não aproveitamento; caso, na verdade, ele se recuse a renovar, estamos em presença de alguém que cospe literalmente na sopa que lhe foi dada a comer. O SCP teve a paciência de o trabalhar, de insistir com ele, de não o deixar cair, de fazer dele o grande jogador que finalmente prova ser. E a resposta é: agora que estou bom, até à vista. Mané ainda tem de comer muito pão para se alcandorar ao topo, mas, a acreditar nos jornais, quer dar um passo maior do que a perna. À revelia do clube. Em ambos os casos, estas notícias espalham a noção de que o SCP não é um clube-destino, é um clube-passagem. Diminuem o SCP. E, logo aí, têm de ser lidas com o devido distanciamento. O distanciamento crítico de quem sabe qual é hoje a importância estratégica dos jornais no "negócio do futebol" (termo recorrentemente usado e que eu detesto) e como eles a usam. Olhemos um pouco mais em detalhe para a notícia sobre Mané. Na capa d'A Bola ele "força" a saída. Lá dentro, já é o Mónaco que lhe oferece um salário não sei quantas vezes maior que o do SCP. Ou seja, o rapaz não pia, que se saiba. A Carrillo também ainda ninguém ouviu dizer nada de esclarecedor, mas a ordem do(s) dia(s) faz-se com a inevitabilidade da sua despedida. Isto num quadro em que Marco Silva, alegadamente, e desde o Natal, já prepara a nova época noutras paragens. O irónico de tudo isto, se formos a ver, é que se há clube português que tem fugido com dignidade ao fado de ser barriga de aluguer, ele chama-se SCP. E por isso é um exemplo. Podem os jornais espelhar a inveja e o ressabiamento dos outros, tentando de todas as maneiras pegar fogo à casa leonina, no que contam com a ajuda de tantos pretensos sportinguistas. Cada vez mais, a informação fidedigna sobre o SCP é difundida pelo SCP. E a comunicação social tem de se capacitar da sua culpa. A credibilidade está num extremo, a pirotecnia noticiosa no outro. Chamem-me ingénuo, se quiserem: para mim, Mané e Carrillo são dos nossos. Os jornais, esses, podem gastar o defeso inteiro a martelar na mesma tecla.

Jornalismo da treta

No dia de hoje ficamos todos a saber que o Bruno de Carvalho vai vender todos os jogadores do Sporting Clube de Portugal ... e tivemos sorte em ele não vender a meio da época como os do norte ...  ai é que era caixa de jornal ou mesmo tema de comentário na RTP ...

Monopólio vermelho

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Achei insólito ver o jornal mais "azul e branco" em Portugal mudar de cor, como sucede aos camaleões, por pressão de uma campanha publicitária. E surgir ontem nas bancas com uma tonalidade de fazer corar de fúria o próprio Pinto da Costa.

Os outros apareceram pintados da mesma cor. Mas a diferença foi nenhuma, pois já surgem diariamente assim.

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