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És a nossa Fé!

Olímpicos (3)

 

Os adeptos das restantes modalidades que me perdoem, mas os desportos olímpicos para mim são essencialmente dois: atletismo e natação. As anteriores Olimpíadas demonstraram isso mesmo revelando ou confirmando ao mundo dois nomes de excepção, dignos dos heróis da Grécia antiga. Refiro-me ao norte-americano Michael Phelps e ao jamaicano Usain Bolt: em conjunto, trouxeram de Pequim 11 medalhas, recordes mundiais e recordes olímpicos.

O atletismo pode esperar, concentremo-nos agora nas provas de natação que decorrem em Londres. Faltam poucas horas para se produzir um dos raros acontecimentos desportivos dignos de provocar manchetes mundiais: a 18ª medalha olímpica da 'Bala de Baltimore', na final dos 200 metros mariposa - o seu estilo de eleição. Se subir ao pódio, como se aguarda, Phelps igualará o número de medalhas conquistadas pela ginasta soviética Larissa Latynina, distinguida nas Olimpíadas de Melbourne (1956), Roma (1960) e Tóquio (1964) - proeza nunca alcançada até agora. E o norte-americano poderá mesmo ultrapassá-la já quinta-feira, na final dos 200 metros estilos.

Isto sim, é fazer história.

A natação tem ainda a vantagem sobre o atletismo de ser uma modalidade em que os recordes são batidos com muito mais frequência, contrariando todos quantos anteviam a existência de um suposto limite impossível de transpor nesta modalidade. Em Londres já foram ultrapassados três máximos mundiais. Pela chinesa Ye Shiwen, que aos 16 anos arrebatou o ouro (e o recorde) em 400 metros estilos. Pelo sul-africano Cameron van der Burgh, em 100 metros bruços. E pela norte-americana Dana Vollmer, espectacular vencedora dos 100 metros mariposa apesar de ter uma insuficiência cardíaca, o que a obriga a utilizar um desfribilhador.

"Se tiver que morrer, que seja na piscina", declarou em recente entrevista à NBC. O barão Pierre de Coubertin teria certamente gostado de conhecer esta mulher de 25 anos. Campeã no desporto e na vida.

Olímpicos (2)

 

Os Jogos Olímpicos de Londres têm já, aparentemente, a sua primeira superestrela: o norte-americano Ryan Lochte, de 27 anos, cometeu a proeza de derrotar o campeoníssimo Michael Phelps - herói das Olimpíadas de Pequim, há quatro anos - na final dos 400 metros estilos, em natação. Com a marca de 4:05.18, Lochte conquistou a medalha de ouro, ficando a de prata para o brasileiro Thiago Pereira e a de bronze para Kosuke Hagino, do Japão.

Phelps, ao contrário do que é costume, nadou numa das alas da piscina. Terá sido isso que o desconcentrou ao ponto de estar já a ser questionada a sua forma? Em alta competição, o factor psicológico é fundamental. O campeão de Atenas e Pequim (14 medalhas de ouro e duas de bronze nas duas Olimpíadas) terá outras oportunidades para ser aclamado. Mas desta vez, classificando-se em quarto lugar, o pódio fugiu-lhe - algo que não lhe sucedia desde 2004. Eis um homem de extremos: ou ganha ou perde com estrondo.

Fora das piscinas, a rivalidade entre os norte-americanos termina: Lochte e Phelps são amigos. O verdadeiro espírito olímpico passa por aqui.

Olímpicos (1)

 

Isabel II, a primeira estrela dos Jogos de Londres. Com Daniel Craig - Bond, James Bond - como actor secundário desta curta-metragem, intitulada Happy and Glorious e dirigida pelo consagrado cineasta Danny Boyle. Havia quem dissesse que a cerimónia de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim, com o seu monumental fulgor pirotécnico, não conseguiria ser ultrapassada. Mas os britânicos, com superior engenho e arte, acabam de demonstrar ao mundo como é possível fazer mais com menos. Este arranque das XXX Olimpíadas foi provavelmente o espectáculo mais visto de sempre na História da televisão, com uma audiência superior a mil milhões de espectadores que acompanharam em simultâneo as imagens um pouco por todo o globo. Medalha olímpica garantida.

Aos seus lugares!

 

Convoquei a miudagem para que logo à noite larguem as suas rotinas e o Canal Disney para assistirmos todos juntos à transmissão da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Sabemos bem que em matéria de pompa e circunstância os ingleses são insuperáveis. 
Descontando uns quantos fanáticos que estarão no estádio da luz, tudo aponta para que logo à noite o mundo inteiro se reúna a assistir em directo a um acontecimento histórico. 

{ Blog fundado em 2012. }

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