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És a nossa Fé!

Quem são os três melhores?

Quando vão decorridas 24 jornadas deste campeonato, chegou o momento de - pela terceira vez - dirigir aos leitores a seguinte pergunta: quem são, na vossa opinião, os três melhores jogadores do Sporting?

Peço-vos que respondam por ordem de preferência para eu poder atribuir um valor decrescente a cada um: três pontos ao primeiro, dois ao segundo, três ao terceiro. No final, daqui a dois ou três dias, farei aqui uma leitura dos resultados e a comparação com as vossas avaliações no final da jornada 8 e no final da jornada 16

Qual será o onze titular?

Eis os jogadores que Marcel Keizer convocou para o nosso jogo de hoje contra o Marítimo, na 23.ª jornada do campeonato nacional de futebol 2018/2019:

 

Guarda-redes

Diogo Sousa, Renan, Salin

Defesas

André Pinto, Borja, Coates, Ilori, Jefferson, Ristovski

Médios

Acuña, Bruno Fernandes, Francisco Geraldes, Idrissa Doumbia, Gudelj, Wendel

Avançados

Bas Dost, Diaby, Luiz Phellype, Raphinha

 

Desta convocatória, relativamente à partida anterior para a Liga Europa, foram riscados três jovens da formação: Jovane, Miguel Luís e Thierry. Para as entradas de Acuña, Idrissa e Francisco Geraldes (este também da formação leonina, como sabemos).

Lanço o desafio aos leitores: qual será o onze titular escolhido por Marcel Keizer para esta partida no Funchal, com início às 19 horas?

Até agora, desde que comecei a lançar estes reptos, ainda ninguém conseguiu acertar num onze escolhido pelo técnico holandês. Espero que desta vez isso se altere.

Qual será o onze titular?

Eis os jogadores que Marcel Keizer convocou para o jogo de hoje contra o Villarreal, na segunda mão da corrente eliminatória da Liga Europa:

 

Guarda-redes

Renan, Salin

Defesas

André Pinto, Borja, Coates, Ilori, Jefferson, Ristovski, Thierry Correia

Médios

Bruno Fernandes, Gudelj, Miguel Luís, Wendel

Avançados

Bas Dost, Diaby, Jovane, Luiz Phellype, Raphinha

 

De notar, em relação à convocatória da primeira mão, as saídas de Acuña (castigado), Bruno Gaspar (lesionado) e Petrovic (por opção técnica). Para estes lugares entram agora Borja, Jefferson e Thierry Correia.

Lanço o repto aos leitores: qual será o onze titular escolhido por Marcel Keizer para esta partida, com início às 17.55?

3 notas e nada mais

1. A prima donna pode falhar as notas todas, entupir a fluidez da récita, deixar o pianista sozinho e à deriva, ah!, mas se tira um dó de peito a casa vem abaixo em aplausos. Tudo isto é um grande equívoco, mas pronto, contra consensos estabelecidos nada a fazer e não vale a pena mostrar os números.

2. Coitado do Wendel que vai a todas sem descanso nem sorte, abandonado pelo tosco que não sabe fazer e pelo artista que só faz se for ele a brilhar.

3. Como sou dos que pagam para ver e não dos que recebem para fazer limito-me a falar do que vejo e não do que deveria ser visto. O menu é o chefe que o elabora, a mim não me resta mais do que estimar que estava sápido ou era uma merda. Mas por uma vez atrevo-me a dar palpite dada a calmidade em curso. Aquilo que se passa no lado direito da nossa defesa é tão catastrófico e tão irremediável, dada a consistência do desatino, que não seria melhor pôr ali o Thierry Correia? Pior de certeza não era porque nada é pior do que aquilo, e ao menos o rapaz lá se ia fazendo.

Reflexão urgente no balneário

A falta de atitude competitiva dos nossos jogadores, aliada à impassibilidade do técnico durante todo o dérbi de domingo, que esteve a um passo de terminar com um resultado ainda mais doloroso para o Sporting, leva-me a questionar se tudo andará bem no balneário leonino. E a resposta, quanto a mim, só pode ser negativa.

É neste contexto que devem ser interpretadas recentes declarações públicas de dois dos mais influentes membros do plantel, Mathieu e Bruno Fernandes. «Temos de falar no balneário», avisou o francês, de rosto fechado, na sequência imediata da tangencial vitória contra o Moreirense, a 19 de Janeiro. «É tempo de cada um fazer uma reflexão e pensar naquilo que está a fazer mal», declarou Bruno Fernandes logo após a humilhante derrota de anteontem, considerada «inadmissível» pelo nosso médio criativo.

Isto enquanto voltamos a emprestar Iuri Medeiros - uma política de "gestão de activos" difícil de entender - e o inútil Castaignos, um dos jogadores com salário mais elevado do plantel, é remetido para a equipa sub-23, castigo que só peca por tardio.

Reflictam, conversem, diagnostiquem todos os problemas e arranjem forma de superá-los. Não queremos outra humilhação como aquela que há dois dias sofremos no nosso estádio.

Oscilações

Ao ler a divulgação do resultado deste inquérito promovido pelo Pedro Correia, veio-me ao pensamento aquilo em que ando a cismar, lendo as análises, jogo a jogo, dos meus colegas de blogue: grandes oscilações na qualidade/rendimento dos jogadores.

 

Para dar três exemplos das conclusões do inquérito:

 

«Há pouco mais de dois meses, Bruno Fernandes nem sequer subiu ao pódio. Agora, fechada a primeira volta, lidera sem contestação».

 

«Inversamente, o vencedor em Novembro, Nani, desta vez nem ascende ao pódio».

 

«Montero, o segundo mais votado no escrutínio anterior, agora não recolhe sequer um voto de consolação: zero absoluto».

 

A isto se junta a incompreensível má prestação de Bas Dost, entrado o ano de 2019, e a inconstância de Diaby, que tanto é elogiado, como acusado de jogar sem tino.

 

Todos somos unânimes em afirmar que Keizer começou bem, mas que agora parece andar um pouco à deriva. Mas será apenas culpa dele? Como tomar decisões de quem fica no banco/quem joga e em que posição, etc., se nenhum jogador inspira confiança?

 

Mais um mistério para o nosso Sporting: o das oscilações!

Os três melhores: Bruno, Bas Dost, Mathieu

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2018/2019, quando ia decorrido metade do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ: registei 39. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

Bruno Fernandes: 100 pontos

Bas Dost                    42 pontos

Mathieu:                   39 pontos

Nani:                          24 pontos

Acuña:                        10 pontos

Jovane:                        8 pontos

Wendel:                       5 pontos

Raphinha:                   2 pontos

Miguel Luís:                2 pontos

Gudelj:                         1 ponto

Bruno Paz:                  1 ponto

Coates:                         1 ponto

 

Breves comentários:

  • Há pouco mais de dois meses, Bruno Fernandes nem sequer subiu ao pódio. Agora, fechada a primeira volta, lidera sem contestação.
  • Inversamente, o vencedor em Novembro, Nani, desta vez nem ascende ao pódio. Apesar de ter continuado a jogar sem interrupções.
  • Mathieu e Bas Dost - lesionados no primeiro terço da época - disparam nas votações, completando assim um pódio totalmente diferente do que foi eleito há pouco mais de dois meses.
  • Montero, o segundo mais votado no escrutínio anterior, agora não recolhe sequer um voto de consolação: zero absoluto.
  • Entradas directas de quatro jogadores que ainda não tinham sido mencionados: Wendel, Miguel Luís, Gudelj e Bruno Paz.
  • Acuña em queda: cai do terceiro posto, com 38 pontos, para o quinto lugar, com apenas dez.
  • Raphinha também com clara tendência descendente: ao fim da oitava jornada era o quinto, com 21 pontos; agora é o oitavo, só com dois.
  • Salin, que anteriormente tinha recebido uma votação simpática, desta vez ficou esquecido. Aliás, nenhum guarda-redes é mencionado. Há 15 meses, no campeonato anterior, o mais pontuado foi Rui Patrício.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

Concluída a primeira volta do campeonato, eis-me novamente a questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiverem cumpridos dois terços da Liga 2018/2019. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Calhaus no caminho

No último post comparei este campeonato a uma maratona com um grupo de quatro bem adiantados relativamente aos demais e à espera dum deslize dalgum deles para reduzir o grupo e restringir os possíveis à vitória final. E que muito precisávamos do espírito de Carlos Lopes (um prazer revê-lo hoje em Alvalade) para triunfar ou ficarmos muito bem na "foto-finish", porque iríamos ter muitos calhaus no caminho.

Pois hoje saiu-nos um grande calhau, sob a forma duma equipa ao jeito "rotweiller" do José Mota, que já nos tinha destroçado no Jamor e que na 1ª parte fez supor o pior. Se calhar o jogo começou a mudar naquela cena canalha do Acuna que pôs o açaime a dois dos "rotweillers", mas que o pôs a jeito para a expulsão, essa pelos melhores motivos.

Valeu a classe extra daqueles poucos do plantel que a tem, os tais odiados "retornados" e "traidores" dos brunistas, Bruno Fernandes e Bas Dost, e as contratações do "homem dos tremoços" Sousa Cintra, Nani e Diaby, cada um com dois golos fenomenais. E com isso um resultado enganador para quem se quiser enganar.

Veio a conferência de imprensa e em vez de ouvir banha da cobra e delírios onanistas, oiço o careca de orelhas espetadas, Keizer,  com um discurso simples e directo, da arbitragem não quer saber, quer saber é das deficiências da sua equipa, do mal que jogou na primeira parte, do muito que tem de trabalhar para melhorar, de títulos e conquistas também não, mais à frente se há-de ver e se chegar à frente há-de ser campeão. 

"My Man !  I have a feeling..."  

Mas deixemos os sonhos, desçamos à terra, temos meia duzia de jogadores de classe extra, muito entulho no plantel,  muito trabalho a ter em Janeiro para tornar este Sporting num candidato aos lugares de topo.

Vamos a ver...

SL

O que é isto?

A minha explicação é que eles agora comem bifes mal passados, os banhos de imersão foram a reduzidos a um máximo de 3 por semana e a videoteca está mais provida de filmes do Jet Li. Há também novos jogadores que ainda não tínhamos visto, o Wendel, o Gudelj e o Diaby e um Bruno Fernandes que está mais Pirlo, o que só lhe fica bem. Não consigo imaginar outra teoria para a formidável metamorfose a que estamos a assistir. É para durar?

Notas aos jogadores

Nota 7

Jefferson - Tarde muito positiva do brasileiro, que regressou em boa forma à posição de lateral-esquerdo de que tinha sido arredado por José Peseiro e Tiago Fernandes em benefício de Acuña e até de Lumor. Fez talvez a melhor exibição da corrente época, muito dinâmico no seu corredor, de onde nasceram três dos quatro golos leoninos. Cruzou 19 vezes para a área - dois desses centros resultaram em golos.

Wendel - O novo técnico do Sporting apostou nele como titular, parecendo acreditar nos atributos do jovem médio contratado há dez meses ao Fluminense. Foi o elemento mais avançado do nosso meio-campo e teve influência decisiva no golo inaugural, com uma excelente movimentação no corredor central. Sempre muito activo, recebeu merecidos aplausos ao dar lugar a Bruno César, iam decorridos 79'.

Bas Dost - Sim, há um Sporting sem Bas Dost e um Sporting com Bas Dost. A equipa rende muito mais com ele em campo. O holandês - homem do jogo - voltou a mostrar-se decisivo nesta partida, marcando dois golos: o primeiro, aos 42', respondendo da melhor maneira a uma assistência de Jefferson, e o segundo, de irrepreensível execução técnica, aos 71', também com assistência do lateral brasileiro. Não contente com isto, fez ainda uma tabelinha decisiva com Bruno Fernandes de que viria a resultar o segundo do Sporting, aos 64'. Escutou uma calorosa e justíssima ovação ao sair de campo, substituído por Jovane aos 75'.

 

Nota 6

Renan - Sem responsabilidade no golo sofrido aos 44', foi decisivo em duas ocasiões, impedindo o golo da equipa anfitriã. Mostra-se seguro entre os postes e parece ter conquistado a titularidade na baliza leonina - pesada responsabilidade, pois procura-se ainda um digno herdeiro do inesquecível Rui Patrício.

Bruno Fernandes - Uma actuação com duas faces: desconcentrado e com défice competitivo nos primeiros 45 minutos, em que pecou por uma comprometedora perda de bola, originando o golo da turma adversária; e próximo da sua melhor forma no tempo complementar, cabendo-lhe a autoria do nosso segundo, com primoroso pormenor técnico coroado no remate vitorioso para as redes do Lusitano, aos 64'.

Nani - Não foi uma das melhores partidas do capitão leonino, que falhou mais passes do que nos tem habituado. Mas foi um exemplo de tenacidade, espírito competitivo e bom recorte técnico. Participou na construção do segundo golo, lançando Bruno Fernandes à entrada da área, e foi dele a assistência para o quarto, servindo Diaby de bandeja com um cruzamento que só pediu um ligeiro empurrão à bola.

Jovane - Marcel Keizer deixou-o no banco, optando por Diaby como titular na posição de extremo direito em que o maliano evidenciou lacunas. Jovane deu mais acutilância, velocidade e profundidade a esse sector da nossa equipa, confirmando-se como um suplente de luxo. Seria certamente ainda mais útil se não tivesse entrado em campo numa fase (aos 75') em que a vitória leonina já estava construída e quase só havia que defender o resultado.

 

Nota 5

Coates - Limitou-se a cumprir a tarefa posicional no eixo defensivo, sem fazer a diferença na fase de construção nem tentar vistosas incursões ofensivas, ao contrário daquilo a que nos tem habituado. Comportamento mediano, sem especial brilho. O golo adversário surgiu na sua zona de jurisdição, embora a maior responsabilidade, na sofrível cobertura, fosse de Bruno Gaspar.

Matthieu - Uma escorregadela sua, logo aos 8', abriu uma avenida ao extremo do Lusitano que poderia ter aberto o marcador nessa fase embrionária da partida. Alternou entre o bom, com lançamentos longos para o sector mais avançado, e o sofrível, falhando muitos passes. Pareceu longe do fulgor físico exibido noutros jogos.

Gudelj - Foi o nosso médio mais recuado, cabendo-lhe desta vez a missão que costumava ser confiada a Battaglia. Assegurou operações de patrulhamento do nosso corredor central, mas faltou-lhe ousadia para participar no processo ofensivo e continua a revelar défice de velocidade. Deu lugar a Petrovic, aos 85'.

Diaby - Keizer apostou nele, em detrimento de Jovane, como condutor do ataque leonino na ala direita. Mas o maliano parece preferir movimentar-se no eixo do terreno, onde pode ser alternativa enquanto segundo avançado. Foi nesta posição, entretanto improvisada, que deu a melhor sequência a um centro de Nani, oriundo do corredor esquerdo. Estávamos no minuto 73: após 13 jogos vestido de verde e branco, Diaby estreava-se a marcar. Mais vale tarde que nunca.

Petrovic - Entrou aos 85', numa fase de óbvia contenção, com o resultado já construído e quando havia necessidade de poupar forças com vista aos próximos desafios. Missão cumprida.

 

Nota 4

Bruno Gaspar - Continua a beneficiar de oportunidades, face à lesão de Ristovski. E continua a decepcionar os adeptos. Nova exibição frouxa, sem acutilância atacante, muito contrastada com a exuberância revelada por Jefferson na ala oposta. Centrou pouco e quase sempre sem perigo. Teve responsabilidades no golo sofrido ao ser batido em velocidade por Diogo Braz.

Bruno César - Constará da lista de jogadores a dispensar em Janeiro. Hoje fez pouco ou quase nada para contrariar este destino que parece traçado. Em campo desde o minuto 79, destacou-se por uma perda de bola em zona perigosa e comprometedora. Só não causou maior calafrio devido à confortável vantagem que o Sporting já tinha nessa fase do encontro.

Os três melhores: Nani, Montero, Acuña

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2018/2019, quando vai decorrido cerca de um quarto do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ: registei 48. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Nani:                        104 pontos

Montero:                   44 pontos

Acuña:                        38 pontos

Bruno Fernandes:   28 pontos

Raphinha:                  21 pontos

Jovane:                         9 pontos

Salin:                             9 pontos

Coates:                          6 pontos

Mathieu:                       4 pontos

Bas Dost                       2 pontos

 

Breves comentários:

  • Há um ano, por esta altura, os três jogadores mais valorizados pelos leitores e autores deste blogue foram Rui Patrício, Mathieu e Bruno Fernandes.
  • Dos jogadores destacados no ano passado, só Mathieu, Bruno Fernandes, Bas Dost e Acuña repetem.
  • Apenas Nani (um regresso a Alvalade, onde se formou) e Raphinha são jogadores que vieram como reforços desta nova época.
  • As modestas votações de Bas Dost e Mathieu reflectem o facto de terem estado lesionados durante grande parte deste tempo, com prejuízo óbvio para a equipa.
  • Ausência total de alguns nomes: Battaglia, André Pinto, Wendel, Gudelj, Renan e Ristovski.
  • Jovane, na minha opinião, merecia mais votos: foi a grande revelação deste início de temporada.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

Decorridas oito jornadas do campeonato, e estando portanto já quase superado um quarto da prova, creio ter chegado a altura de questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os três melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiver cumprida metade da Liga 2018/2019. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Notas aos jogadores

Nota 7

Raphinha - Dos raros jogadores leoninos que não pareceram ressentir-se com a importância do jogo na Pedreira. Mesmo sem o conveniente apoio de Ristovski, quando jogou na ala direita, fez boas movimentações, sempre de olhos fitos na baliza. O primeiro sinal de perigo foi levado por ele, aos 16'. Remates a rasar o poste (73' e 82'). Cruzamento perfeito para Coates, que falhou o cabeceamento (76'). Merecia o golo: foi o melhor do Sporting.

Jovane - Desta vez não foi o talismã de que a equipa precisava, nem ninguém pode exigir-lhe isso - sobretudo quando fica fora do onze titular e só é lançado, quase em desespero, para render um Nani que andava exausto havia uma quarto de hora. Mesmo assim, protagonizou o melhor momento do jogo leonino, aos 88', num belo lance individual em que deixou três defesas fora do caminho e rematou cruzado, para grande defesa do guardião bracarense.

 

Nota 6

Salin - Quando era preciso, estava lá. Travando João Novais com uma excelente defesa (66') e retardando o golo de Dyego Sousa (57'). Sem culpa no descalabro defensivo de que resultaram os três pontos para o Braga, também por Dyego. Só precisa de melhorar no capítulo da reposição da bola em jogo com os pés.

André Pinto - Muito assobiado do princípio ao fim, cada vez que tocava na bola, o central não pareceu afectado por este desagrado do público afecto à sua ex-equipa. Combinou bem com Acuña: no primeiro tempo, sobretudo, foi pela ala esquerda que saiu sempre o nosso jogo ofensivo. Falhou a cobertura a Dyego Sousa no golo bracarense, mas a principal falha neste lance crucial surgiu dos colegas incapazes de impedir o cruzamento.

Acuña - Actuou pelo segundo jogo consecutivo como lateral esquerdo, voltando a merecer nota positiva tanto no capítulo técnico como no compromisso táctico, sobretudo nas acções defensivas. Não desiste de um lance, o que lhe confere utilidade suplementar num onze muito irregular neste domínio. 

 

Nota 5

Coates - No golo do Braga, acorreu à dobra de Ristovski, mas este seu desposicionamento foi fatal: o eixo da defesa ficou desguarnecido, o que facilitou a penetração de Dyego Sousa. No jogo aéreo, lá à frente, também não esteve feliz: continua sem fazer a diferença. Compensou com bons cortes aos 12', 42' e 48'.

Battaglia - Batalhador, a fazer jus ao apelido de origem italiana, mas sem o discernimento que já revelou noutros desafios. Continua a falhar passes promissores e a confundir progressão ofensiva com transporte de bola. Mas no capítulo da recuperação esteve melhor do que Gudelj, que parece pouco talhado para a posição de médio defensivo.

Nani - Falta-lhe fulgor físico - e isso notou-se em excesso neste jogo. Parece fazer pouco sentido mantê-lo numa ala quando temos Jovane e Raphinha - sem esquecer o ausente Carlos Mané. Rende certamente mais nas costas do ponta-de-lança. Mesmo assim, o momento mais perigoso foi dele - um excelente cabeceamento com selo de golo aos 35', proporcionando a Tiago Sá a defesa da noite.

 

Nota 4

Gudelj - O sérvio abusou do jogo físico e arriscou mesmo um cartão "alaranjado" ao dar uma cotovelada na face de Wilson Eduardo que o árbitro Soares Dias não viu. Talvez para compensar as dificuldades que foi enfrentando como médio mais recuado, lugar para o qual parece pouco vocacionado. Desposicionou-se com frequência, comprometendo o equilíbrio do corredor central leonino.

Bruno Fernandes - O rei dos passes errados, chegando a fazer entregas comprometedoras de bola ao adversário. Corre muito, gesticula bastante, protesta em excesso com o árbitro. Mas na hora da decisão tomou quase sempre más opções, como quando preferiu o remate, aos 65', quando tinha Raphinha em melhor posição. Tarda em voltar à boa forma da época anterior.

Montero - Faz as vezes de ponta-de-lança, mas desta vez mal se deu por ele na área. Abusa das incursões atrás para entregar a bola supostamente a alguém que devia ser... ele próprio. Passou em larga medida ao lado do jogo, excepto num bom centro que Bruno Fernandes desperdiçou aos 65'. Muito pouco para alguém com os pergaminhos deste colombiano que se mantém divorciado dos golos.

 

Nota 3

Ristovski - Porque estaria tão nervoso? Foi sempre um dos elementos mais intranquilos do onze leonino. Défice na progressão atacante e no apoio a Raphinha, parecendo preso às missões defensivas, o que não impediu que o golo do Braga começasse a ser desenhado pelo seu flanco: nem o auxílio de Coates lhe serviu.

 

Nota 2

Castaignos - Entrou aos 79', por troca com Montero, e revelou-se igual a si próprio: é um avançado que nunca marcou pelo Sporting. Manteve-se fiel à tradição que sempre demonstrou em Alvalade desde os tempos de Jorge Jesus: evidencia insuperáveis problemas no capítulo técnico. Quando a bola lhe chega, não sabe o que fazer com ela.

 

Sem nota

Diaby - Em desvantagem desde o minuto 67', precisávamos de reforçar a frente atacante. Mas Peseiro optou por manter no banco o reforço do Mali contratado para marcar golos. Quando entrou, aos 85', por troca com o extenuado Gudelj, já pouco lhe restava para fazer. E não fez mesmo. 

Notas aos jogadores

Nota 8

Jovane - Precisávamos dele mais cedo. Mas entrou ainda a tempo de desfazer o nó, acelerar o jogo e marcar um golo que festejou exuberantemente. O seu primeiro golo pela equipa principal. Na época passada, este jovem caboverdiano que se encontra no Sporting desde 2014 já tinha marcado 12 pela equipa B. Está a ser a estrela do plantel.

 

Nota 7

Coates - Com Mathieu ausente, assume-se como patrão indiscutível do reduto defensivo leonino, hoje novamente inviolável. Bons cortes aos 35', 42', 68' e 75'. E ainda é capaz de sair com a bola controlada, em transição ofensiva, como demonstrou no primeiro tempo.

Raphinha - Parece ter conquistado a titularidade neste Sporting de Peseiro. Exibição muito consistente, com intensidade e acutilância ofensiva. Foi ceifado à margem das regras quando acelerava rumo à área do Feirense, pelo lado esquerdo. Mais tarde, pela ala direita, começou a construir o nosso golo.

 

Nota 6

Acuña - Fez duas posições neste jogo. Primeiro como médio interior - posição em que Peseiro tem vindo a testá-lo, tentando potenciar as qualidades do argentino - e a partir dos 66' como lateral esquerdo, rendendo Jefferson. Sempre muito combativo: não desiste de um lance.

André Pinto - Com actuação mais sóbria do que o seu colega do eixo da defesa, foi seguro e competente. Muito posicional, atento às dobras. Esteve quase a marcar, num remate seco travado in extremis pelo guarda-redes do Feirense.

Battaglia - Mostra-se em melhor nível do que quando Peseiro colocava outro médio de cobertura ao seu lado. Cumpriu com rigor táctico a missão que lhe foi confiada, não apenas como primeiro elemento do dique defensivo mas também nas transições ofensivas. Tentou o golo aos 30', 76' e 79', sempre sem sucesso.

Nani - Menos influente do que nas partidas anteriores, desde logo devido às marcações a que foi sujeito, pôs a sua maturidade ao serviço da equipa em lances cirúrgicos. Rendeu mais como segundo avançado, no quarto de hora final. Substituído aos 90' só para queimar tempo.

Salin - Pouco chamado a intervir, cumpriu com zelo a missão quando foi necessário. Nomeadamente aos 58', com uma defesa apertada. Esticou-se bem aos 16', quando uma bomba disparada por Edinho levou a bola a bater na barra. Parece estar a ganhar a titularidade na nossa baliza.

 

Nota 5

Bruno Fernandes - Jogou a espaços como segundo avançado e mais tempo na posição 8, cumprindo no essencial mas sempre distante do virtuosismo a que habituou os adeptos na época passada. Não foi feliz nas bolas paradas e protestou demasiado com o ábitro.

Montero - Muita dificuldade em penetrar na compacta muralha defensiva do Feirense. Mas arrancou justos aplausos aos 41', com uma finta de corpo e um forte remate de fora da área. Continua, no entanto, longe do golo. Substituído por Castaignos aos 79'.

Ristovski - Várias vezes surpreendido pelas acções atacantes de Luís Machado - o melhor jogador de campo do Feirense. Pareceu sempre nervoso. Mas redimiu-se na decisiva intervenção que teve no lance do golo, recebendo a bola de Raphinha e assistindo para Jovane.

 

Nota 4

Jefferson - O mais fraco elemento do onze titular. Incapaz de fechar com eficácia a sua ala na manobra defensiva e com notório défice de qualidade nas acções ofensivas. Pressionou pouco e mal. Substituído, sem surpresa, aos 66'.

 

Nota 3

Castaignos - Entrou aos 79', por troca com Montero, e revelou-se igual a si próprio: é um avançado que nunca marcou pelo Sporting. Estava lá, no momento do golo, mas falhou, como de costume. Felizmente Jovane não desperdiçou a oportunidade. Mantém-se no plantel: nem para um clube da Segunda Liga conseguimos emprestá-lo.

 

Sem nota

Petrovic - Rendeu Nani aos 90', com a missão de segurar o jogo. Mal se deu por ele, mas também não era necessário: o Feirense tinha estoirado fisicamente e a partida estava controlada.

Notas aos jogadores

Nota 8

Nani - A figura do jogo. Foi ele a conduzir a equipa à vitória - e a amealhar três pontos que podem tornar-se preciosos - com uma exibição de classe, coroada com dois belos golos marcados em cada parte: o primeiro aos 9', o segundo aos 66'. E ainda levou um petardo a embater na barra.

 

Nota 7

Coates - Um esteio do equilíbrio defensivo leonino, protagonista dos cortes mais decisivos. Coube-lhe ainda algum protagonismo no lançamento da equipa para o ataque. 

Jovane - Pelo segundo jogo consecutivo, saltou do banco para dar um fortíssimo contributo à dinâmica da equipa, criando sucessivos desequilíbrios e abalando a muralha defensiva adversária. Em campo desde o minuto 59', foi dele a assistência para o segundo golo.

Mathieu - Voltou a combinar na perfeição com Coates no eixo defensivo. Incansável nas dobras a Jefferson, muitas vezes desposicionado. Ainda tentou o golo, no último lance da partida. 

 

Nota 6

Battaglia - Voltou a ser essencial na recuperação de bolas, embora seja evidente a falta de entrosamento com Misic. Esteve em crescendo nesta partida, batalhador até ao fim. Falhou por pouco o golo, aos 35': o cabeceamento rasou a barra.

Montero - Entrou bem, na segunda parte, rendendo o lesionado Bas Dost. Contribuiu para abrir brechas na defesa setubalense, incluindo no lance do golo da vitória. Ele próprio ia marcando, de cabeça, aos 53', forçando o guarda-redes Cristiano a uma grande intervenção.

 

Nota 5

Jefferson - Nota positiva na frente ofensiva - com destaque para a participação no primeiro golo, que ajuda a construir numa tabela com Nani. Nota negativa nas missões defensivas: por vezes abriu auto-estradas no seu flanco.

Ristovski - Combativo, aguerrido, nunca comprometeu. Mas também nunca conseguiu fazer a diferença, sobretudo nas missões atacantes. 

 

Nota 4

Acuña - Inoperante nos flancos, por falta de dinâmica ofensiva, pareceu em má forma física. Errou muitos passes. Marcou bem um livre aos 35' e fez um bom cruzamento aos 65' - contributos demasiado escassos.

Bas Dost - Com problemas físicos, jogou apenas a primeira parte. Conseguiu ser eficaz em lances de bola parada defensiva, mas à frente a bola nunca lhe chegou em condições nem ele foi capaz de a procurar.

Bruno Fernandes - Muito condicionado de movimentos, devido à competente marcação de que foi alvo, foi incapaz de repetir a influência evidenciada no desafio anterior. Desta vez nem os passes lhe saíram bem.

 

Nota 3

Salin - Acusou em excesso o ano de inactividade no Sporting, à sombra de Rui Patrício. Com uma saída em falso dos postes, aos 19', proporcionou o golo do V. Setúbal. Nervoso, nunca se refez por completo deste erro, que nos podia ter saído muito caro.

Misic - Única novidade no onze titular, recorreu em excesso às faltas, falhou diversos passes e revelou um chocante défice de capacidade de construção de lances ofensivos. Saiu demasiado tarde, aos 59'. 

 

Sem nota

Petrovic - Rendeu Nani aos 85', com a missão de segurar o jogo. Contribuiu para isso.

Notas aos jogadores

Nota 7

Bas Dost - Dois golos - o primeiro de penálti, o segundo com um magnífico chapéu ao guarda-redes. Novo campeonato, volta a valer-nos três pontos.

Bruno Fernandes - Esticou o jogo, criou movimentos de ruptura. Marcou o primeiro golo, assistiu no terceiro. Incansável.

Coates - Um pilar na defesa. Atento e decisivo: cortes aos 15', 29', 54', 60' e 65'. É ele quem inicia o nosso golo inicial com um passe longo a acompanhar a linha lateral.

 

Nota 6

Battaglia - Essencial na recuperação de bolas, embora ainda longe da forma anterior. Ia marcando de cabeça aos 52'.

Jovane - Entrou aos 69', com a missão de introduzir velocidade e dinâmica ao ataque leonino. Missão cumprida: três minutos depois era carregado em falta e conquistava um penálti.

Raphinha - Entrou aos 70', substituindo Nani. Rápido, vê-se que quer agarrar um lugar no onze titular. Esticou o jogo com sucesso no nosso melhor período do jogo.

Salin - A surpresa do onze inicial leonino. Saltou do banco para render o magoado Viviano e cumpriu o essencial da missão. Espectacular defesa aos 68'. Pode vir a ser titular.

 

Nota 5

Jefferson - Demasiado contido nas incursões atacantes, mas sem comprometer a manobra defensiva. Bom cruzamento aos 24' que originou o golo injustamente anulado a Dost.

Mathieu - Desta vez não foi o pilar a que nos habituou. Duas vezes ultrapassado em velocidade, desposicionou-se em zonas perigosas. Compensou com passes longos de precisão.

Nani - Longe da melhor forma física, mas ainda capaz de notáveis pormenores técnicos, como se viu na primeira parte. Saiu esgotado, aos 70'. Esperamos muito mais dele.

Ristovski - Foi o melhor lateral e esteve em foco no cruzamento que deu golo a Bruno Fernandes aos 16'. Mas teve responsabilidade no golo adversário ao falhar a marcação.

 

Nota 4

Acuña - Demasiado discreto, jogou com alguma errância táctica, primeiro nas alas e depois no eixo, sem nunca verdadeiramente pegar no jogo. Substituído aos 69'

Petrovic - Perde em larguíssima medida na comparação com o anterior titular da posição 6, William Carvalho. Cumpre na contenção mas está muito distante do que se exige na construção.

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