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És a nossa Fé!

Ainda sobre o "debate" de ontem

Uma vez que este assunto foi tratado pelo Colega Pedro Correia e que a lista de comentários já vai tão longa que qualquer informação ali colocada se perde, destaco aqui alguns pontos do comunicado da Lista A, encabeçada pelo João Benedito, a propósito do suposto debate de ontem:

"Após concordar com a agenda proposta pela Sporting TV, que inclui um debate a 7 este domingo dia 19, e um debate João Benedito-Frederico Varandas na segunda-feira 20, informou a CMTV que não participaria neste debate".

"O nome do Candidato João Benedito foi abusivamente utilizado várias vezes na promoção de dois debates onde confirmou atempadamente que não participaria"

Já agora, destaco outra passagem, bastante curiosa:

"No dia 8 de Agosto João Benedito deu uma entrevista escrita e filmada, na sede da candidatura, para o CM / CMTV, que seria publicada e transmitida dia 11 de Agosto. Essa entrevista já editada nunca foi publicada"

Esteve bem, quanto a mim, João Benedito. Delineou uma estratégia à qual foi fiel. Demonstrou ter coluna vertebral e não se vergar facilmente a pressões. Se é verdade que a CMTV insistiu em mostrar imagens de uma cadeira vazia, isso só atesta a falta de integridade de quem lá trabalha (desculpem, não consigo chamar-lhe jornalistas).

Quanto a Frederico Varandas, se havia confirmado a presença, esteve igualmente bem em manter a sua palavra. 

Benedito: a lista completa

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João Benedito formalizou ontem a entrega das listas que candidata aos órgãos sociais do Sporting. 

Eis o elenco completo:

 

Conselho Directivo

João Benedito (presidente)

Pedro Dias Moura (vice-presidente, com o pelouro das modalidades)

Ricardo Andorinho (vice-presidente, com o pelouro das finanças e desenvolvimento organizacional)

Carlos Pereira (vice-presidente, com os pelouros do futebol e da formação)

Henrique Salgado (vice-presidente, com o pelouro dos sócios e núcleos)

Hugo Fonseca (vice-presidente, com os pelouros digital e new business)

Gonçalo Sampaio (vogal, com pelouro jurídico e das internacionais)

André Freitas do Amaral (vogal, com pelouros do marketing e comunicação)

Sónia Sánchez Bermejo (vogal, com pelouro do património e infraestruturas)

Ângelo Felgueiras (vogal, com o pelouro das modalidades)

Daniel Monteiro (vogal, com pelouros da juventude e responsabilidade social)

Duarte Vilaça, Isabel Morais Mendonça, João Esteves de Almeida, Pedro Costa Ferreira (suplentes)

 

Mesa da Assembleia Geral

José Manuel Araújo (presidente)

Pedro Lynce (vice-presidente)

Nuno Sousa Moniz (secretário)

Pedro Pardal Goulão (secretário)

Raul de Castro (secretário)

Ana Cristina Iglésias, Ana Margarida Filipe, André Lourenço  (secretários suplentes)

 

Conselho Fiscal e Disciplinar

Luís Filipe Ferreira (presidente)

Gonçalo Gomas da Silva (vice-presidente)

Isabel Pires Marques, Bruno Fialho, Miguel Gonçalves, João Massano, Salim Givá (membros efectivos)

Miguel Silva Pereira, Carlos Augusto, Fernando Oliveira Gomes (membros suplentes).

J.M.Ricciardi avança e vem baralhar as contas...

Se existe um denominador comum aos sportinguistas, pese embora todas as clivagens, é a vontade de manter o controlo da SAD. Quando se fala na mera possibilidade de um dia o clube perder a maioria do capital, dois nomes aparecem de imediato, Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi. Ontem durante o anúncio da candidatura, Ricciardi garantiu que a sua presidência manteria o controlo da SAD no clube, mas não é possível ignorar que em tempos defendeu exactamente o contrário. Obviamente que é legítimo a qualquer pessoa mudar de opinião, Ricciardi não é uma excepção, mas terá que dar aos sócios do Sporting explicações credíveis, que restabeleçam a confiança, sob pena de obter uma votação residual.

Frederico Varandas terá que se acautelar com a entrada em cena de José Maria Ricciardi, porque o seu candidato para Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Rogério Alves, é advogado de José Maria Ricciardi e admitiu há menos de um mês, a possibilidade de presidente do clube e presidente da SAD, não serem a mesma pessoa. Bem sei que Frederico Varandas já afirmou que tenciona exercer o cargo de presidente da SAD, caso venha a ser eleito, mas nesta altura, com várias teorias conspirativas já a circular, precisa de o reiterar de forma clara e inequívoca. Rogério Alves para não se tornar num activo tóxico para Frederico Varandas, terá que alinhar pelo mesmo diapasão e distanciarem-se ambos da candidatura de José Maria Ricciardi. Qualquer tentativa de fusão envolvendo as candidaturas, não acrescenta votos, diminui as possibilidades do médico que partiu com enorme vantagem, cortar a meta em primeiro lugar.

João Benedito, que considero o principal outsider, pode bem aproveitar, se souber agora conduzir a campanha. Os sportinguistas não querem o regresso a um passado recente de triste memória, foram inequivocamente expressivas no passado sábado, as ovações aos atletas que rescindiram e agora regressaram. Todos sabemos por culpa de quem foram as rescisões, não vale a pena andarmos sempre a carregar na mesma tecla, a bancada de Alvalade mostrou que a maioria de 23 de Junho, se mantém. Mas também em simultâneo, deu para perceber que grande parte dos adeptos, ainda que aprove e agradeça o trabalho de Sousa Cintra, não morre de amores pela actual situação do clube. Pelo contrário, querem é realizar as eleições e enterrar de vez este capítulo da nossa história. E dos candidatos que até agora se apresentaram, apenas Frederico Varandas e João Benedito podem virar a página, se forem claros no discurso, sem meias palavras, sem hesitações, sem dependências de apoios das figuras do passado, o que não invalida serem apoiados como é óbvio, qualquer sócio é livre de apoiar a candidatura que entender, diferente será o candidato aceitar negociar apoios.

Obrigado, Campeão

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Para além de amigo, o João é o meu maior ídolo em todo o universo do Sporting, clube que é muito mais do que só futebol. Sei bem o amor que o João tem pelo Sporting, a dedicação que 21 anos de casa transmitem, a difícil superação das lesões, a defesa intransigente dos interesses das várias equipas que orgulhosamente capitaneou, a noção do exemplo que é para os mais novos, a sensatez das suas palavras nas vitórias e nas derrotas, o prazer em estar juntos dos núcleos pelo país fora, a disponibilidade e a humildade para estar com quem o abordava para uma fotografia, um abraço ou uma palavra. E sei a mágoa que ele deve estar a sentir por terminar uma carreira tão brilhante de títulos e de sportinguismo sem poder vir a jogar no Pavilhão João Rocha, por quem ele tanto se bateu e em cuja campanha de angariação de fundos tão empenhadamente se envolveu.

O João sabe pela minha boca que ele é o meu maior ídolo no Sporting e não exagero se disser que é um dos maiores ídolos da história do Sporting, hoje que faz 110 anos. Faltam-me as palavras para lhe agradecer tudo o que deu de leão ao peito, tudo o que nos deu, tudo o que transportou com a sua raça, dedicação, devoção, categoria e respeito pelo símbolo e pelos sócios. Que o Sporting o aproveite e valorize daqui em diante, respeite e dignifique o que representa, e não nos desiluda como já fez no passado a tantos símbolos eternos que ficaram esquecidos na história.

Obrigado, Campeão. Um abraço sempre amigo.

Os nossos ídolos (31): João Benedito


«É de pensar que o Sporting é muito grande, e que são estas coisas que valem muito para um clube. São estas coisas que trazem sportinguismo ao clube. Isto não é quantificável. Isto não são 6%, 7%: isto é o Sporting! Isso traz coisas muito importantes ao Sporting. Fervor sportinguista, acima de tudo!» João Benedito, 20-06-2010

 

O Sporting é um clube feito de lendas que marcam gerações e ajudam a escrever a história e a grandeza do clube. Há 34 anos, em Lisboa, nascia uma das mais marcantes lendas sportuinguistas das últimas décadas. João Paulo Feliciano Neves Benedito, veio ao mundo para seguir os passos do mítico Zé Belo, guardião das redes leoninas nos primórdios do futsal português, e consagrar-se como o melhor guarda-redes de sempre do futsal nacional e um exemplo de esforço, dedicação devoção e glória ao serviço daquilo que o próprio considera ser, mais do que outra coisa, uma causa: o Sporting Clube de Portugal. 

 

Fez quase toda a sua carreira de profissional de futsal no Sporting (apenas saiu por um ano para os espanhóis do Playas de Castellón), onde também trabalhou noutras áreas. E em todas se destacou como um brilhante e exemplar profissional. Mas essas atitudes de profissional de topo apenas me merecem uma grande admiração. O que verdadeiramente me encanta em João Benedito é o facto de ele viver a sua relação com Sporting como um adolescente vive o seu primeiro amor: de forma incondicional, arrebatada e emotiva. No seu caso, um primeiro amor feito à primeira vista e para a vida toda. Basta ver o orgulho com que usa a braçadeira de capitão, a alegria com que festeja os títulos do clube e a tristeza com que chora as derroas, o brilho nos olhos quando fala do Sporting e o instinto de leão pronto a defender o clube quando alguém o ataca, fazem de João Benedito um cocktail delicioso de alma, carisma, lenda e sportinguismo. Não há sportinguista que repreenda o seu profissionalismo. Não há sportinguista que questione a sua qualidade. Mas, acima de tudo, não há sportinguista que não se emocione com papel que João Benedito realmente representa: o de guardião do sportinguismo incondicional, do amor à camisola, do fanatismo de quem vê no Sporting a sua vida. 

 

Para além de tudo isto, João Benedito é também produto de um grande património leonino: as suas modalidades. Apesar de muitas vezes desvalorizadas e questionadas, as modalidades do Sporting deram ao clube alguns dos seus mais importantes campeões. João Benedito é um deles, na linha de Carlos Lopes, Joaquim Agostinho, Livramento, Fernando Mamede, Marco Chagas, entre outros, que, para além de grandes campeões, foram grandes exemplos de sportinguismo, sentimento que as modalidades têm ajudado a manter e a propagar.

 

Para terminar, partilho um vídeo com as declarações de João Benedito que transcrevi logo no início do post, e que dizem tudo sobre a sua visão do Sporting e o sentimento que o move. Palavras que se afastam do miserabilismo com que muitos sportinguistas olham para o clube e que servem de arma de luta contra quem, do exterior, nos tenta menorizar. Porque o Sporting deve ser sempre um clube com vontade de ganhar e ser melhor do que os outros e, com isso, crescer. Enquanto houver Beneditos de leão ao peito, o Sporting e a sua grandeza nunca serão postos em causa.

 


Títulos conquistados ao serviço do Sporting:

6 Campeonatos Nacionais

3 Taças de Portugal

4 Supertaças

1 Taça Latina

1 Taça das Nações

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