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És a nossa Fé!

Tu mereces, Jefferson

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Tu mereces, Jefferson.

Fiquei contente por ti, claro. Mas também por nós. Por todos nós.

Desde que vieste para o Sporting na época passada como primeiro reforço da era Bruno de Carvalho após uma prestação notável no Estoril e foste um dos esteios da equipa-base definida por Leonardo Jardim, deste sempre o máximo em campo. Indifererente aos bitaiteiros das pantalhas - alguns dos quais nem tentam esconder a aversão pelo Sporting - que insistiam que só sabias atacar e não defender ou que apenas sabias correr na ala sem saber centrar ou que eras um zero nas bolas paradas, tu provaste aos adeptos, os únicos a quem tens de provar alguma coisa, que és um atleta com brio e garra.

Como se exige aos verdadeiros leões.

Agora até os tais bitaiteiros tiveram de enfiar a viola no saco depois daquele teu primoroso golo que silenciou o Schalke 04, o segundo da nossa equipa, o que colocou o Sporting a vencer aos 52 minutos, após uma fenomenal assistência do Nani.

Agora vêem-te lá, no onze ideal da UEFA à quarta jornada da Liga dos Campeões, e os tais têm de render-se enfim ao teu talento - mais que não seja fechando a boca, silenciando a matraca.

Lá vens tu, como melhor lateral esquerdo europeu nesta jornada. Num onze em que figuram Pirlo, Koke e Reus.

 

Tu mereces, Jefferson.

Lá estaremos logo a apoiar-te uma vez mais.

Balanço (6)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre JEFFERSON:

 

- Duarte Fonseca: «Jefferson fez mais um excelente jogo.» (18 de Agosto)

- Eu«Jefferson é um daqueles futebolistas capazes de desequilibrar um desafio a qualquer momento. E, dada a sua idade, tem ainda uma larga margem de progressão.» (11 de Novembro)

- José da Xã: «Jefferson e Maurício assentaram nesta equipa que nem uma luva de pelica em mão sedosa.» (16 de Dezembro)

- Filipe Arede Nunes: «Jefferson tem-se destacado na equipa do Sporting como um dos mais sólidos e regulares jogadores.» (20 de Janeiro)

Jefferson: só falta o golo

 

Foi uma das figuras do último campeonato. Por ter marcado um golo decisivo, no empate cedido pelo Benfica na Luz frente ao Estoril, travando o passo à progressão dos encarnados na conquista do título, que seria do FC Porto. Jefferson, eleito homem do jogo nessa memorável partida realizada a 6 de Maio de 2013, negou ainda o golo a Maxi Pereira com um corte cirúrgico no momento certo.

Estas duas jogadas - a do golo e a do corte - num desafio em que o Estoril enfrentou sem receio a turma de Jorge Jesus definem muito da personalidade de Jefferson Nascimento, lateral esquerdo brasileiro de 25 anos agora ao serviço do Sporting.

Foi o primeiro reforço anunciado na presidência de Bruno de Carvalho, ainda em Maio. E as suas palavras iniciais aos sócios confirmavam os pergaminhos que o fizeram rumar a Alvalade: prometeu contribuir para a "grandeza" leonina, "colocando o clube no seu lugar" após a pior época de sempre.

 

Um verdadeiro Leão fala sempre assim, sem temer mostrar as garras. Mas Jefferson não se limita às palavras: já comprovou características de lutador no terreno de jogo. É um daqueles jogadores que revelam sempre vontade de ganhar. Em proporção inversa ao do baixo custo da sua contratação ao Estoril: custou apenas 700 mil euros ao Sporting. Basta comparar esta quantia com a de outro lateral esquerdo, também brasileiro: Alex Sandro custou ao FC Porto, no Verão de 2011, 9,6 milhões de euros.

Rezam as crónicas que o Benfica quis ter Jefferson nas suas fileiras. Mas Bruno de Carvalho antecipou-se. E fez bem, como o ex-estorilista tem vindo a demonstrar em campo enquanto titular quase indiscutível no onze-base definido por Leonardo Jardim. Só por lesão o brasileiro teve de ceder episodicamente o lugar ao paraguaio Piris. Mas retomou-o sem demora: o treinador acredita nele. E as bancadas de Alvalade também. Mesmo alguns resmungões - aqueles que dizem mal de tudo e de todos - já se renderam à tenacidade de Jefferson. Que defende bem e ataca melhor, com extrema rapidez. Os seus cruzamentos levam sempre o selo de perigo às defesas contrárias. E é um dos nossos melhores especialistas na marcação de cantos e livres.

 

Falta-lhe um golo pelo Sporting. Aposto que não precisaremos de esperar muito.

Jefferson é um daqueles futebolistas capazes de desequilibrar um desafio a qualquer momento. E, dada a sua idade, tem ainda uma larga margem de progressão. Oxalá o nosso clube saiba conservar nas suas fileiras este jogador que actua com o número 4 na camisola. Porque ele é, sem dúvida, um dos melhores laterais esquerdos a actuar nos estádios portugueses.

 

 

Texto publicado originalmente a 11 de Novembro de 2013, integrado na série colectiva Os Nossos Jogadores, e que me apeteceu reeditar agora.

Os nossos jogadores (3): Jefferson

 

Foi uma das figuras do último campeonato. Por ter marcado um golo decisivo, no empate cedido pelo Benfica na Luz frente ao Estoril, travando o passo à progressão dos encarnados na conquista do título, que seria do FC Porto. Jefferson, eleito homem do jogo nessa memorável partida realizada a 6 de Maio de 2013, negou ainda o golo a Maxi Pereira com um corte cirúrgico no momento certo.

Estas duas jogadas - a do golo e a do corte - num desafio em que o Estoril enfrentou sem receio a turma de Jorge Jesus definem muito da personalidade de Jefferson Nascimento, lateral esquerdo brasileiro de 25 anos agora ao serviço do Sporting.

Foi o primeiro reforço anunciado na presidência de Bruno de Carvalho, ainda em Maio. E as suas palavras iniciais aos sócios confirmavam os pergaminhos que o fizeram rumar a Alvalade: prometeu contribuir para a "grandeza" leonina, "colocando o clube no seu lugar" após a pior época de sempre.

 

Um verdadeiro Leão fala sempre assim, sem temer mostrar as garras. Mas Jefferson não se limita às palavras: já comprovou características de lutador no terreno de jogo. É um daqueles jogadores que revelam sempre vontade de ganhar. Em proporção inversa ao do baixo custo da sua contratação ao Estoril: custou apenas 700 mil euros ao Sporting. Basta comparar esta quantia com a de outro lateral esquerdo, também brasileiro: Alex Sandro custou ao FC Porto, no Verão de 2011, 9,6 milhões de euros.

Rezam as crónicas que o Benfica quis ter Jefferson nas suas fileiras. Mas Bruno de Carvalho antecipou-se. E fez bem, como o ex-estorilista tem vindo a demonstrar em campo enquanto titular quase indiscutível no onze-base definido por Leonardo Jardim. Só por lesão o brasileiro teve de ceder episodicamente o lugar ao paraguaio Piris. Mas retomou-o sem demora: o treinador acredita nele. E as bancadas de Alvalade também. Mesmo alguns resmungões - aqueles que dizem mal de tudo e de todos - já se renderam à tenacidade de Jefferson. Que defende bem e ataca melhor, com extrema rapidez. Os seus cruzamentos levam sempre o selo de perigo às defesas contrárias. E é um dos nossos melhores especialistas na marcação de cantos e livres.

 

Falta-lhe um golo pelo Sporting. Aposto que não precisaremos de esperar muito.

Jefferson é um daqueles futebolistas capazes de desequilibrar um desafio a qualquer momento. E, dada a sua idade, tem ainda uma larga margem de progressão. Oxalá o nosso clube saiba conservar nas suas fileiras este jogador que actua com o número 4 na camisola. Porque ele é, sem dúvida, um dos melhores laterais esquerdos a actuar nos estádios portugueses.

Lembram-se?

Eu até emprestava o Jefferson este fim de semana ao Estoril. Só para matar saudades do campeonato que limpou ao Benfica na época passada. Eu sei: este ano, uma vitória do Estoril só vai dar para atrasar o Benfica na luta pela Europa e acelerar a crucificação do homem do kispo vermelho. A mim, também serve.

Lesões: Jefferson

Jefferson tem-se destacado na equipa do Sporting como um dos mais sólidos e regulares jogadores. A sua lesão, e consequente afastamento por cerca de um mês, é algo que me preocupa em função do facto de o seu substituto natural (Rojo) poder não conseguir dar a mesma dimensão ofensiva ao flanco esquerdo. Espero que o Leonardo Jardim consiga encontrar os equilíbrios necessários para que a equipa não perca acutilância e bi-verticalidade.

Jogar a sério do princípio ao fim

Como de costume, a imprensa especializada em futebol limitou-se a sublinhar o óbvio: o exelente desempenho de Montero no golo que fechou a sua conta individual - e a do Sporting - na vitória por 5-1 contra o Arouca.

Mas faltou ir um pouco mais longe. Para se perceber bem até que ponto esta é uma equipa renovada, em que a vontade de vencer prevalece sobre tudo o resto. Sendo o futebol um desporto colectivo, nunca é de mais destacar esta dimensão de uma modalidade que tanto nos fascina.

 

A jogada do quinto golo, por exemplo, transcendeu muito o celebrado virtuosismo do avançado colombiano. Teve outros intervenientes que merecem destaque. Porque, cada qual a seu modo, todos simbolizam a nova atitude de um Sporting que se quer leão não apenas no símbolo.

Jefferson iniciou o lance ofensivo, encostado à linha esquerda. A equipa vencia já por 4-1, a poucos minutos do fim: o mais cómodo seria atrasar a bola, devolvê-la porventura ao guarda-redes. Mas para Jefferson recuar não era opção: neste Sporting joga-se para a frente, não para trás. E assim fez.

Capel recolheu-a. E acelerou ainda mais, rumo ao único objectivo que interessava: a baliza adversária. Já tinha feito uma assistência para golo, a equipa vencia por uma vantagem dilatada, mas não lhe bastava isso. Era preciso mais. Podia entreter as bancadas com uns floreados. Mas para Capel a jogada inócua não era opção. O jogador - um dos grandes ídolos de Alvalade - voltou a fazer um passe cirúrgico tendo Montero por destinatário.

E, enfim, o colombiano. Já tinha marcado dois, já tinha sido brindado com aplausos merecidos. Podia fazer de conta que tentava mais um golo. Mas para Montero fazer de conta não era opção: ele ambicionava outro - o terceiro golo, o mais requintado do ponto de vista técnico, o que lhe garantiu uma ovação ainda maior.

 

Três intervenientes nesta brilhante jogada colectiva. Três leões.

Jefferson assina pelo Sporting

Depois de Bruno, agora vem Jefferson. O defesa esquerdo brasileiro vai ser jogador do Sporting nas próximas quatro temporadas. Com 24 anos, revelou-se um dos melhores esquerdinos do campeonato e desempenhou papel importante e activo na excelente campanha do Estoril. Jefferson participou em 31 jogos e assinou vários golos, sendo que um deles foi precisamente ao Sporting e o outro ao Benfica.

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