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És a nossa Fé!

Em defesa do Estádio Nacional

 

Podia ter sido assim, ontem. Ir ao Estádio Nacional ver futebol é uma  tradição, uma inaudita experiência que a asae cuidará de extinguir em nome da moral e dos bons costumes: é que o pessoal hoje tem medo da chuva, dos apertos, das abelhas e dos pinheiros, enfim; de fazer chichi sem secar as mãos num secador eléctrico. Quer é o bufete, amais o "speaker", uma cadeira de cinema e já agora um ecrãzito para ver as repetições. Tal e qual como em casa.

Depois da tempestade

 

Não era, mas parecia, aquela nuvem negra que descarregou no Jamor quanto as equipas entraram em campo parecia um presságio. Tanto parecia que tirei esta fotografia. Não tenho grande jeito para floreados kármicos, mas o meu problema é que não sei perder finais como a final que perdemos ontem. Uma Académica medíocre que se arrastou pela campeonato (pior ciclo de derrotas da Europa e só se safou da descida na última jornada) e que pratica anti-jogo do primeiro ao último minuto. Seja como for, foi contra isto que perdemos. Hora e meia disto e a época lá terminou. Terminou sem que ganhássemos nada. O Sporting não ganhou nada. O Sporting mudou de direcção e de órgãos sociais, rompeu com o passado recente em termos de modelo desportivo, investiu brutalmente na refundação do plantel e contratou um treinador competente e ambicioso. Queríamos ganhar. Tínhamos sede de ganhar. Meia dúzia de meses mais tarde, o Sporting despediu Domingos Paciência e chamou Sá Pinto para uma tarefa patriótica: salvar o Sporting da depressão em que inevitavelmente iria mergulhar. Sá Pinto cumpriu e cumpriu muito acima de que se esperava: o Sporting recuperou alegria e força psicológica, bateu recordes de assistências e resgatou o nosso optimismo infantil de sportinguistas. Mas lá  bem no fim, bem, lá no fim, tudo como no princípio: não ganhámos nada - nem sequer a Taça Lucílio Baptista. Quero com isto dizer só isto. Um: o plantel tem uma base de qualidade que pode ser reforçada com contratações que, de facto, acrescentem. Dois: Sá Pinto é treinador para o Sporting não tanto pelo que fez, mas pelas garantias de que poderá fazer muito mais e melhor. Três: o modelo deve ser mantido, ou seja, contratar bem significa gastar dinheiro. Os jogadores que vierem (necessariamente estrangeiros) que sejam bons e que complementem os talentos que a Academia tem de continuar a produzir. Quatro: deixei para o fim a questão dos órgãos dirigentes. Há coisas para serem feitas. Por favor, façam-nas. Faça o que tem a fazer, presidente.

Na triste tarde do Jamor

«Um pouco mais de sol e eu era brasa; um pouco mais de azul e eu era além»

 

1.  Na triste tarde do Jamor, um futebol de Liga Orangina, da qual a Académica esteve próxima e no qual o Sporting se enredou. Os jogadores verdes e brancos do último terço da época estiveram lá, a equipa não. A que esteve, hoje, lembrou Janeiro e Fevereiro. A Académica venceu e justamente. No seu futebol de autocarro à frente da baliza, indigno de uma final de uma Taça do futebol 5º do ranking da Uefa, fez o que a deixaram. E ainda teve oportunidade de marcar mais um ou dois golos. Está dito sobre o que foi o nível desta final, do jogo à arbitragem. Como espetáculo, antes assistir à final da Taça da Escócia.

 

2. Não estou descrente, em relação ao próximo ano. Este fim de época faz-nos acreditar nos amanhãs que cantam... Com alguns ajustes e com uma raça, organização e discernimento que estiveram ausentes neste jogo. Mas falta-nos muita guerra e muitos guerreiros, no campo e nas bancadas. Pela primeira vez assisti ao jogo no meio das fiéis claques. Muito sportinguismo, muita militância, mas poucos guerreiros. Na superior norte, discutia-se mais as incidências do jogo, aplaudia-se a equipa de quando em quando, mas não notei nenhuma atitude guerreira de apoio forte e concentrado e continuado. E é de um espírito guerreiro que o Sporting precisa, a todos os níveis. Sem ele, as vitórias serão poucas e fugazes. Ou passamos a essa fase ou marcaremos passo. Estamos perto da viragem, mas é preciso que todos, todos!, a façam.

A Taça de Portugal é para ganhar

 

Vamos lá ver se nos entendemos: a Taça de Portugal é para ganhar. Não admito nenhuma, mas nenhuma desculpa mesmo para não ir ao Jamor ver o Domingos Paciência de gravata verde a levantar a taça, ver o Insua rir-se com uma cremalheira dentária como há muito não se via no Sporting, ver o Rick sorrir como as crianças e o Capel como se fosse o irmão mais velho. Ver-nos em festa como merecemos ser vistos. A Taça de Portugal é para ganhar. Lá para fora, digam que querem ganhar o campeonato e que o segundo lugar dá acesso à Champions. Lá para fora, digam que perder com o Manchester City na Taça Europa será digno. Lá para fora, digam que a Taça Lucílio Baptista está contaminada pela vergonha. Digam lá para fora tudo o que quiserem, mas aqui, aqui dentro de casa, vocês vão ganhar a Taça de Portugal para nós. A Taça de Portugal é para ganhar.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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