Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Vocês não levem a mal

Não é meu hábito falar muito nos rivais, mas dei por mim a pensar isto:

Ainda bem que o Benfica ganhou na Covilhã!*

 

Eu explico: é que se a coisa tivesse dado para o torto e eles tivessem perdido (e se aquilo esteve tremido, com os Manueis presos por cordas a cairem que nem tordos), a Taça de Portugal, amanhã nos desportivos, deixaria de existir, deixaria de ser a segunda competição nacional, passaria a ser uma coisa sem importância.

 

Repito: ainda bem que o Benfica ganhou na Covilhã!

 

 

*Com toda a simpatia para o SCC, obviamente.

Duplo critério

             

 

Reparem no tratamento editorial destas duas primeiras páginas.

 

Na primeira, a 17 de Setembro, noticia-se uma derrota do Benfica para a Liga dos Campeões, mas o tom é triunfal: a manchete, impressa em letras garrafais (acrescidas de ponto de exclamação), resume-se à palavra "incrível" ilustrada com o treinador Jorge Jesus a bater palmas. Tudo aqui sugere a vitória encarnada contra o Zenit. "Luz aplaudiu de pé o esforço das águias", reza a frase que antecede o título principal, logo seguida de outra, com citação de Jesus embevecido com "manifestação dos adeptos".

O Benfica perdeu 0-2 em casa. Mas ninguém diria.

 

Na segunda, a 18 de Setembro, noticia-se um empate do Sporting fora de casa, também para a Liga dos Campeões, mas o tom é fúnebre: a manchete, impressa em letras garrafais, grita ao leitor: "Dupla traição". Vemos três jogadores leoninos em atitude de desânimo. Tudo aqui sugere a derrota do nosso clube contra o Maribor. "Erro inacreditável dos centrais tira vitória ao leão", proclama a frase que acompanha o título principal.

O Sporting empatou 1-1 fora de casa. Mas ninguém diria.

 

Estas duas edições surgiram nas bancas com um intervalo de 24 horas. São de um jornal que muitos agora dizem "conotado com o Sporting". Não é verdade, como aqui se comprova. Se há coisa que nós, sportinguistas, não precisamos é desta imprensa "amiga". Bastar-nos-ia uma imprensa com critério editorial uniforme. Como nos bastaria uma arbitragem com critério técnico e disciplinar uniforme, que não beneficiasse nem prejudicasse ninguém.

São talvez aspirações utópicas. Por mim, não me cansarei de continuar a lutar por elas.

Faz hoje um ano

 

Em tempo de defeso, prosseguia a minha série "Esteve quase a ser mas não foi". Sobre as ridículas peças "jornalísticas" que pretenderam transformar o Benfica e Jorge Jesus em campeões que não chegaram a ser.

 

A 1 de Junho de 2013 escrevi o seguinte:

«Há jornais que seguem uma orientação confessional. Como os jornais de paróquia. No caso dos 'desportivos', a crença em milagres não move montanhas mas produz manchetes em catadupa. Esta, por exemplo, dada à estampa no Record de 9 de Abril, dia em que se cumpriam 95 anos da batalha de La Lys, de má memória para os pontas de lança portugueses na Flandres - as "competições" europeias daquela época. Menos de dois meses volvidos, este título merece figurar nos anais não como exemplo de clarividência mas como comovente manifestação de fé em Jesus. O Osservatore Romano não faria melhor.»

Faz hoje um ano

 

Finda a época, era também o momento de fazer um balanço do comportamento de alguns jornais especializados em futebol. Foi o que procurei fazer a 30 de Maio de 2013, analisando o tratamento editorial dispensado por dois destes periódicos ao Benfica: ambos trataram-no como o campeão que nunca chegou a ser nessa temporada 2012/13:

 

Primeiro caso:

«Deitar foguetes antes da festa, no futebol como no jornalismo, costuma dar mau resultado. Quando isso sucede, acontecem capas como esta do Record de 30 de Abril: olhando para ela, exactamente um mês decorrido, soa a um daqueles desejos de menino em véspera de Natal que não chega a concretizar-se no momento em que se desembrulham as prendas. "É tão bom, não foi?", rematava uma velha anedota de caserna. Devidamente transposto para a actualidade desportiva e jornalística, o antigo dichote pode agora ler-se assim: esteve quase a ser tão bom, não foi?

E é que não foi mesmo.»

 

 

Segundo caso:

«Nada como ler o jornal A Bola para deparar com notícias destinadas a tranquilizar o povo benfiquista. Como esta sobre Jorge Jesus, por exemplo, na página 2 da edição de terça-feira: "Quatro títulos em quatro anos".

     ******

Quatro títulos na atribulada era de Jesus?!

Intrigado, fui ler. A notícia começa em tom épico: "Melhor arranque era difícil." Pena, para os benfiquistas, estar totalmente desactualizada: esse brilhante "arranque" correspondia afinal ao campeonato 2009/10...

Sempre no mesmo tom, a prosa prossegue: "Jesus começou por empolgar com futebol de ataque, golos e muita emoção. Para aquecer os corações, foi ganhando uma Taça da Liga (a primeira de três conquistadas durante os quatro anos de mandato) e culminou em apoteose com a celebração da conquista do campeonato, em Maio, na praça Marquês de Pombal."

    ******

Conclusão: os "quatro títulos" a que o jornal favorito do SLB fez referência eram afinal... só um. Os restantes três - a Taça Lucílio Baptista - nem meios títulos são. Dará para "aquecer os corações"? A Bola jura que sim. Mas temos que dar o devido desconto ao periódico mais encarnado do País. Por lá, basta surgir uma pomba a esvoaçar do outro lado da janela para haver logo quem imagine tratar-se de uma águia imperial.

Mania das grandezas. Depois ninguém se admira por darem à luz prosas como esta.»

Quem quer ser milionário?

Cá estamos quase a entrar na pior fase da época. Acabam-se os jogos semanais e centram-se as atenções no que mais houver. Vão ser compras, vendas, empréstimos, enfim um ror de acções que apenas vão ser semi-interrompidas por uns quantos jogos da selecção em terras de Vera Cruz.

A crer nos nossos diários desportivos é bem possível que fiquemos apenas com um ou dois jogadores no plantel principal. Mais do mesmo afinal. Vamos ter ofertas mirabolantes dos novos tubarões financeiros que por acaso também são proprietários de clubes de futebol.  A UEFA irá mostrar espanto e repulsa por tão grandes cifras despendidas por alguns magnatas, mas no fim estende placidamente a mão e aguarda pelo seu imenso retorno financeiro.

Os clubes aferroam-se a fundos que lhes dão garantia de ilusão de grande liquidez e força negocial. Caminha assim o futebol, os clubes, para o ocaso. São empresas cotadas, que respondem não com resultados desportivos mas sim com balancetes positivos, cash-flow aceitável e mais uma quantidade de expressões, todas elas indecifráveis num campo da bola.

Ao mesmo tempo iremos assistir a golpadas, avanços e recuos em “negociações de passes”, recusas em aceitar condições impostas, declarações intempestivas nos jornais e rádios e por fim acordos selados com fotos de cortesia e desejos de tudo de bom, amigos para sempre. Os nossos diários desportivos encavalitam-se no tempo para serem os primeiros a dar a boa (ou má) nova. Vamos ouvir falar de negócios da china ou das arábias. E também da Rússia o novo-rico entretanto chegado.

Como sempre, este ano mais ainda, do outro lado da 2ª Circular irá nascer uma equipa que ofuscará a mais cintilante constelação. Lá para cima assistiremos a uma prolongada noite de facas longas, sem sabermos ainda quem será o novo capataz.

As ratazanas têm neste período o seu eldorado. Estarão a esfregar as mãos à espreita de qualquer sinal, ténue que seja. Aligeiram listas de entradas e saídas e agora alguns até já sabem trabalhar em excel, fazem as suas tabelas dinâmicas e mudando um campo ou outro, adequam o resultado às calinadas escritas.

Entretanto nos campos a bola irá correr, os balancetes para aqui não são chamados e pouco contam. São onze de um lado que correm, fintam, chutam, centram, cabeceiam e conseguindo, marcam golo. 

Desculpe, pode repetir?

Não tendo tido possibilidades de seguir ontem o jogo online, “googlei”, hoje de manhã, «Liga Zon Sagres», a fim de apurar o resultado do Sporting-Belenenses. O primeiro clique levou-me a um artigo de Paulo Resendes, que começa por dizer que a equipa de Belém discutiu o jogo taco a taco desde o primeiro minuto, tendo o Sporting criado uma oportunidade flagrante de golo durante a primeira parte, em cima do minuto 45, desperdiçada por Montero, e destaca que faltou claramente maior agressividade e intensidade ao futebol do Sporting para impor o seu jogo.

 

Paulo Resendes pode ter a sua opinião sobre a partida, mas, como jornalista, espera-se que, pelo menos, informe convenientemente os seus leitores. Num artigo de doze parágrafos, cheguei ao fim do sétimo (quase dois terços do texto) completamente convencida de que as equipas tinham saído para o intervalo empatadas a zero. No oitavo parágrafo, porém, deparo com a frase: foi preciso um penálti muito duvidoso, aos 27 minutos (...) para que o Sporting chegasse ao intervalo em vantagem no marcador.

 

Na segunda parte, o Belenenses entrou disposto a chegar ao empate (...) e pagou caro tanta exposição aos 53 minutos, altura em que o Sporting chegou ao segundo golo e “matou” o jogo. Parece que quem lidera, agora, mata. É motivo para perguntar: os jogos só vivem enquanto se mantêm empatados?

 

Na conclusão, mais uma pérola: os números da vitória são enganadores porque transmitem uma ideia de uma superioridade dos “leões” que não existiu.

 

Enfim, já não nos chegava a falta de terrenos ensopados, também o facto de o Sporting se encontrar isolado na liderança do campeonato não significa superioridade dos “leões” (assim mesmo, entre aspas).

 

Desculpe, pode repetir?

O que a imprensa desportiva não quer ver e é muito óbvio...

O 1.º lugar do Sporting no campeonato, com a liderança isolada, não está a fazer bem a algumas cabecinhas iluminadas da imprensa desportiva doméstica.

Se às segundas, quartas e sextas, os comentadores escrevem que o plantel do Sporting é curto para o título, às terças, quintas e sábados escrevem que o Sporting é que tem sorte pois só tem o campeonato com que se preocupar e mais nenhuma outra competição para desgastar os seus jogadores. Afinal, em que é que ficamos?

Se há poucos meses atrás, depois de mais um campeonato decepcionante, os comentadores carpiam lágrimas pela mó de baixo do Sporting, clamando por um Sporting forte para dar luta ao campeonato, agora que o Sporting lidera a Liga e dá luta aos adversários, existe um misto de crónicas entre o elogio sincero e o elogio com manha, este último insistindo que a fase brilhante do Sporting no 1.º lugar não irá durar muito tempo pois os jogadores não aguentarão com a pressão e mais cedo ou mais tarde o Sporting começará a perder terreno para a concorrência directa.


Esta ideia de que o plantel do Sporting é curto para ganhar o título, que não conseguirá aguentar a pressão e que com naturalidade acabará por sair da liderança, inspira-se nos exemplos de Boavista e Braga (sobretudo) que no passado fizeram campeonatos muito acima das expectativas, mas que, a certa altura, algumas das vezes quase a chegar à praia, acabaram por soçobrar. O Sporting será mais do mesmo, prevê-se com uma certeza tão categórica como a Páscoa calhar no Domingo.

Ora, com o devido respeito, essa leitura está profundamente equivocada.

Desde logo, porque o Sporting é um clube que sabe e tem hábitos de ganhar campeonatos. São 18 ao todo, não 1 nem 0.

Depois, porque boa parte dos jogadores do plantel do Sporting estão doutrinados na disciplina de cultura de vitória e conquista. Sabem o que isso é. E sabem também o que é estar em 1º lugar. São coisas que já vêm com eles desde os «petizes». Por isso, quem ontem esperava tremedeira como varas verdes da equipa perante a hipótese de chegar ao 1.º lugar enganou-se redondamente….

Por último, e não menos importante, existe ainda um outro «pormaior» que Boavista e Braga também nunca tiveram, e que no caso concreto do Sporting está a fazer toda a diferença, até mesmo por comparação com os últimos anos de Porto ou Benfica: o seu 12.º jogador.

Ontem, em Barcelos, parecia que se estava em Alvalade. E não foi apenas naquele jogo. O Sporting nas deslocações fora de casa tem contado, como há muito tempo não se via, com um apoio muito presente e bastante alargado dos seus adeptos. Uma falange que nunca se cala, nem nunca se cansa de apoiar a equipa e os seus jogadores.


A imprensa bem pode teimar em querer ler o Sporting e o seu 1.º lugar à luz das leituras que fez no passado sobre Boavista e o Braga. Mas essa leitura é redutora e enganadora, e presta-se a dar grandes dissabores aos seus autores, como o Pedro Correia vem muito bem dando conta.

 

A luta dos jornais pelo universo verde

Interessante esta luta dos dois diários desportivos de Lisboa. Tido como 'próximo' do SCP ou até 'sportinguista', o Record mudou de direção colocando à sua cabeça um conhecido jornalista benfiquista. O universo verde assumiu, de imediato, que o jornal se bandearia para o lado sul da segunda circular. Meia verdade e meia mentira.

Mentira, porque o jornal nunca foi tão próximo do SCP, quanto A Bola esteve e está próximo do SLB - mas era óbvio ser um canal bem mais acessível ao nosso clube do que o diário vermelhusco (e daí o equivoco). Verdade, porque, tendo esta imagem de 'sportinguista' presente, na guerra de audiências e de vendas com A Bola, a nova direção do Record quis libertar-se dela. O projeto da atual direção deste diário é, além de dar amplitude polidesportiva ao seu noticiário, 'comer' no prato tradicional de A Bola: o universo dos leitores benfiquistas. Uma resposta ao percurso inverso feito por A Bola, nos meses da crise que levou ao afastamento de Godinho Lopes da presidência do SCP.

Nesse tempo de brasa, a partir do outono de 2012, A Bola esteve particularmente atenta à luta interna no SCP, colando-se inteligentemente à oposição interna a Godinho e dando-lhe voz - no pressuposto correto de que a popularidade ascendente de Bruno de Carvalho lhe traria leitores, face ao alinhamento do Record de então pelo Sporting institucional. Enquanto o Record ouviu os defensores da linha institucionalista, A Bola deu palco aos defensores da linha brunista, nomeadamente à sua linha avançada, a mesa da AG. Desde esse momento, em que apostou forte, A Bola 'colou-se' ao Sporting de Bruno de Carvalho e... ganhou a aposta. Não sei se ganhou muitos leitores com isso - as imagens tradicionais demoram a ser ultrapassadas pelas imagens novas - mas mantém abertos os seus canais pró-brunismo (cujos partidários mais aguerridos não esquecem os tempos do Record 'pró-Godinho'). 

Mas o Record debate-se ainda com a afirmação da sua nova linha de equidistância e, logo, de aproximação ao SLB. Na primeira fase da nova direção 'sacudiu' a imagem tradicional, depois regressou um pouco a ela - talvez porque o resultado, em termos de vendas e de audiências, não tivesse sido muito brilhante. O Record, ao contrário do seu rival, não teve uma crise interna no SLB para tentar conquistar um novo quinhão de leitores. Por seu turno, A Bola foi-se mantendo no rumo que traçou, com sucesso, em Setembro de 2012: guardar os ganhos do 'tomar partido' e consolidá-los (até porque, até agora, não apareceu oposição visível à nova liderança, dado o consenso sobre o caminho seguido neste meses).

Interessante esta luta em volta do universo verde de leitores e de compradores de jornais desportivos.

Ecos da imprensa

"Verdadeiro hino à alegria, este Sporting que à sétima jornada lidera o campeonato."

Nuno Perestrelo, A Bola

 

"O Sporting está em primeiro no campeonato, e bem. É uma equipa desinibida e alegre. O trabalho de recursos humanos está a ser muito bem feito. Os responsáveis estão a retirar a pressão aos jogadores, deixando-os criar."

Professor Neca, Record

 

"Numa época em que o tecto do orçamento desceu do quinto andar ao rés do chão, eis que Alvalade descobre uma equipa humilde, mas entusiasta, sem grandes vedetas mas profundamente solidária, sem basófias de grande, mas grande, de facto, na dignidade profissional, na entrega ao jogo, na concentração competitiva."

Vítor Serpa, A Bola

 

"Apesar do desinvestimento da responsabilidade da direcção de Bruno de Carvalho, face ao período de agonia financeira em que o clube vivia, o Sporting não foi tímido na hora de contratar. Não no preço, evidentemente, mas na qualidade."

Luís Pedro Sousa, Record

 

"O Sporting vai fazendo o seu caminho sem pressões, sem promessas, sem o anúncio de ambições desmedidas. Para já, é uma equipa de futebol que oferece excelente espectáculo, com notável capacidade ofensiva, excelente organização de jogo, disciplinada, mas não aborrecida, não perdendo, apesar da coesão do conjunto, importantes áreas de liberdade para os seus jogadores criativos."

Vítor Serpa, A Bola

 

"A forma como Cédric, William Carvalho e Adrien, entre outros, se estão a revelar ultrapassa em muito as expectativas dos mais optimistas."

Luís Pedro Sousa, Record

 

"Há um ano, o futuro do Sporting era um lugar estranho onde quase só se poderia chorar. Agora, não: o futuro parece ser cada vez mais um lugar sedutor onde só se pode sonhar."

António Simões, A Bola

Ecos da imprensa

"Este jogo tinha um significado especial: o da luta pelo 3º lugar. O Sporting fica assim com uma vantagem tremenda."

Dito, Record

 

"Em Braga, contra equipa que também se assume como candidata aos lugares cimeiros, o leão deu um passo em frente. E que passo! Com pezinhos de lã começa a ficar à vista de todos que este Sporting nada tem a ver com o passado recente."

Carlos Rias, A Bola

 

"A equipa [do Sporting[ nunca se desuniu [contra o Braga], nem ficou ansiosa perante uma oportunidade que não podia desperdiçar."

João Querido Manha, Record

 

"Vulgarmente conhecida como 'puxão de orelhas', a entrada de Bruno de Carvalho no balneário do Sporting para pedir um 'esforço suplementar' deu resultados visíveis na deslocação a Braga."

António Varela, Record

 

"Logo que William Carvalho ganhe alguma matreirice e Carrillo esteja mais vezes acordado que a dormir, atenção ao Sporting de Fredy Montero..."

José Manuel Delgado, A Bola

 

"A capacidade para jogar entre linhas e a inteligência do colombiano [Montero] são inquestionáveis."

António Bernardino, Record

 

"Montero tem tudo para ser a esta hora um homem feliz, até porque continua rei dos marcadores neste campeonato."

Carlos Rias, A Bola

 

"O bom início de campeonato dos homens de Alvalade não se explica pelas contratações efectuadas no último defeso, que respeitaram um orçamento reduzido, mas pela forma como Leonardo Jardim está a tirar partido dos jovens talentos com que Alvalade já contava."

Luís Pedro Sousa, Record

Revista de imprensa

 

"Sporting mostra confiança de candidato - Isto é a sério"

Manchete do Record

 

"Montero cola Leão ao topo"

Manchete d' O Jogo

 

"O melhor Leão deste século"

Manchete d' A Bola

 

"Montero é um avançado que cheira o golo e está sempre no sentido da bola. Parece que tem íman. Aquele triângulo no meio-campo do Sporting também faz a diferença."

Ulisses Morais, Record

 

"Mais importante do que a confirmação da veia goleadora do colombiano será a demonstração de maturidade dada numa equipa cada vez mais segura de si própria e distante da fragilidade emocional da última temporada. E um Sporting assim, sem a pressão dos jogos europeus que complica a gestão dos rivais, pode mesmo revelar-se um caso muito sério."

Jorge Maia, O Jogo

 

"Quatro jogos, dez pontos, 12 golos marcados são números aos quais se soma futebol de qualidade, muito talento individual, espírito solidário e uma onda de entusiasmo contagiante. Tudo isto junto faz com que se cole ao Sporting o estatuto de candidato - que historicamente lhe pertence, mas que, por razões óbvias, parecia irremediavelmente comprometido. Passo a passo, porém, está a ser recuperado."

António Magalhães, Record

Um Sporting embrumado?

O caso Bruma tornou-se objectivamente num caso de teimosia: o Sporting não aceita os valores pedidos pelo jogador ou pelo seu representante e este considera a proposta de Bruno de Carvalho demasiado baixa para a eventual valia do jogador.

 

No fundo, um braço de ferro entre as partes, com eventuais terceiros envolvidos e (muito) interessados em que as coisas não se resolvam a bem de ambos. Não menciono nomes porque como é óbvio não tenho quaisquer provas do que escrevi atrás. Mas sinto que algo neste negócio não está bem.

 

Desde que Bruno de Carvalho tomou “conta” do Sporting, paira no ar uma vontade férrea, por parte dos adversários internos e externos, de que o actual Presidente do Sporting não tenha sucesso. Ao mesmo tempo a imprensa desportiva também não lhe tem dado quaisquer tréguas.

 

Ainda não consegui entender o porquê desta postura tão anti-sportinguista, por parte de jornais, rádios, televisões já para não falar até de “ilustres” adeptos verde e branco. Nos últimos anos o Sporting nem necessita de adversários, porque se tem derrotado a si mesmo, tal a forma pouco saudável como o clube tem sido gerido, tanto no cariz financeiro como no desportivo. E sendo assim a pergunta é quase obrigatória: porque atacar mais o Sporting?

 

Não sei obviamente responder com exactidão à questão, mas acredito que haverá (demasiados!) interesses nesta campanha soez.

 

 

Publicado também aqui

Entendimentos Fuscos (2): Os Clubes Desportivos e a Pátria Amada

A imprensa desportiva em geral, essa mestra dos lugares comuns e dos chavões mais primários e deprimentes, propaga entusiasticamente, sempre que um clube português ou a selecção nacional jogam com adversários estrangeiros, a extraordinária ideia de que desejar a vitória desses clubes ou da selecção é uma questão de patriotismo, que se oporá às desprezíveis reacções clubistas dos adeptos mais fanáticos, incapazes de reconhecer o carácter sublime e a elevação moral de um sentimento tão nobilitante.

 

Presas de deleitosa exaltação, os jornalistas desportivos são, como já uma vez disse neste blog, os únicos que, pelo menos de forma tão desembaraçada, se consideram desvinculados dos deveres fixados pelo Estatuto do Jornalista. Quais rigor, isenção e independência, vamo-nos a eles que não são portugueses. Curioso conceito de amor à pátria. A língua portuguesa, por exemplo, não tem importância nenhuma, não lhe devemos nenhum respeito, trata-se de uma brasileirice a que tal imprensa não atribui mais do que uma muito moderada ligação com o orgulho que devemos às nossas instituições e à nossa história.

 

Os jornais e os programas desportivos da televisão e da rádio são, nesta matéria, despudorados estendais de ignorância, de escarnecedor e zombeteiro desdém pela língua, é quase impossível percorrermos umas poucas linhas ou ouvirmos mais do que meia-dúzia de frases sem depararmos com inacreditáveis insultos ao português, com as mais miseráveis agressões à gramática, com a execução sumária da sintaxe mais básica e com o desconhecimento grosseiro e indigno do vocabulário mais elementar. Mas o que deve contar, o que demonstra os nossos mais nobres sentimentos de paixão por Portugal é, segundo estes desapiedados e emperdernidos carrascos da língua, o apoio incondicional e veemente, alegre e ardente aos clubes que disputam com os seus congéneres estrangeiros as provas da UEFA. Mesmo que não gostemos deles nem um bocadinho.

 

Neste campo, a adopção do famigerado acordo ortográfico por esta imprensa tão embevecida pelo seu amor pátrio aos clubes desportivos constitui mais uma ironia. Temos que ser todos por um, exorta-nos, quando é um dos nossos não há clubismos, inflama-se, mas já não se importa de espalhar, com insolente e sobranceiro arrebatamento, as exalações pútridas de um instrumento indecoroso e soez de degradação da língua, essa sim, a merecer, talvez como nenhuma outra instituição da nossa cultura e da nossa história, uma dedicação apaixonada e sem comedimento. Mas isso não lhe interessa, que importância tem o aviltamento do português, mesmo se este é determinado por ignominiosas preocupações mercantis, por que deveria preocupar-se com o facto de a nossa língua estar sujeita aos humores de maiorias parlamentares ocasionais, indiferentes aos rigores técnicos e científicos, que relevância assume a circunstância de aplicar com tamanha diligência um acordo internacional que não está e é possível que nunca venha a estar em vigor? Nada, nada disto tem importância para ela. Mas dá lições de patriotismo, adverte-nos, de dedo em riste e voz tremente, para a imperdoável transgressão de não vibrarmos por um clube português num simples desafio desportivo internacional. Como é óbvio, não me passa pela cabeça dar troco a este  tipo de menoridades pseudo-patrióticas.

 

Hoje estive pelo Chelsea e gostei do resultado, porque, pura e simplesmente, como é natural, gosto mais do Chelsea do que do Benfica. Como gosto mais do Palmense, do Arouca ou do Marrazes do que do Benfica. E, a bem da nossa sanidade colectiva e do justo peso do desporto profissional na sociedade em que vivemos, espero que, em Maio de 2005, os adeptos benfiquistas tenham estado pelo CSKA e tenham ficado satisfeitos com o resultado. Não por não serem patriotas mas, pura e simplemente, por, como é natural, gostarem mais do CSKA do que do Sporting. Como gostavam e continuam a gostar mais do Palmense, do Arouca ou do Marrazes do que do Sporting.

 

 

P.S. O Pedro Correia acaba de publicar um livro dedicado, exactamente, ao tema do acordo ortográfico. Ainda não o li, mas fá-lo-ei, certamente, com todo o prazer. E é muito satisfeito e orgulhoso por nele colaborar que vejo, aqui no És a Nossa Fé, alguns dos seus co-autores, não sei se todos, mas, a julgar pelos textos publicados, um número significativo, manifestarem uma saudável indiferença pelo acordês.

À medida do blog e sem perder de vista os seus objectivos, também podemos lutar pela nossa língua.

Força Pedro, que as mãos nunca lhe doam.

Mourinho e a Marca

O recente desaguisado entre o jornal madridista Marca e o Real Madrid é um exemplo claro da manipulação de 'factos' por alguns media. A Marca noticiou, em grandes parangonas, que os capitães do R Madrid haviam feito um ultimato ao presidente do clube, colocando-o, em Junho, perante a escolha entre alguns jogadores ou o treinador. Florentino Pérez desmentiu vigorosamente, os jogadores também. O diretor da Marca afirmou manter a notícia, esclarecendo não ter havido nenhum ultimato, mas uma conversa. O certo é que a Marca apresentou o assunto como ultimato e o diretor esqueceu esse pequeno pormenor na não correção corrigida. Pormenor: o arqui-inimigo de Mourinho em Madrid, Valdano, tem um relacionamento muito particular com os dois jornais madridistas que fazem campanha contra o treinador português - precisamente a Marca e o El País. Coisas... Em Portugal, também o jornal vermelho por fora e vermelho por dentro apoia tudo e todos que batem no Sporting. Coisas...

Criatividade

Hoje na RTP 1:

"O árbitro (...) acusou Luisão de o ter agredido. O jogador encarnado deu uma peitada no juiz da partida, o árbitro caiu no chão aparentemente inanimado e depois de pôr fim à partida anunciou que vai apresentar queixa".

Pelos vistos tudo não passa de uma invenção do árbitro, uma vez que tudo não passou de "um contacto absolutamente normal entre o árbitro e todos os jogadores que ali estavam e o árbitro de uma forma, digamos patética, amanda-se para o chão". Até porque eles é que se quiseram vir embora, para "proteger os jogadores", uma vez que "não houve final de jogo, não foi apitado como se o jogo tivesse terminado, não houve amostragem de cartões amarelos".

Eu acho que se perdem enormes talentos da ficção nestas histórias, digamos, patéticas. Toda a gente viu que o Luisão deu apenas um encosto gentil ao senhor e que este só caiu pela emoção de estar tão perto daquele jogador tão frágil e carente. Mesmo assim, nada desculpa o facto de, apesar de estar desmaiado, não ter mostrado o cartão amarelo nem ter apitado o final do jogo... que incompetência!

Nos jornais desportivos é que ainda precisam de treinar a escrita criativa. Dois nem se atreveram a fazer capa com o Benfas, não lhes fugisse a boca para a verdade.

Tudo normal, portanto. Só não percebo é porque é que aquele senhor que prestou os "esclarecimentos" à RTP transpirava tanto. Deve ser porque é verão, não tem nada a ver com a falta de verdade.

Tele...porrada - Episódio 111

O Luisão não fez nada (pessoalmente também acho que o arbitro em causa deve ter um trauma de juventude com alguma tentativa falhada de carreira no teatro!), aliás, nunca ninguém do clube de Carnide faz nada de mal ou errado em futebol (e muito menos em futsal!!!).

 

Os comentadores desportivos e os jornais desportivos uniram-se para garantir que Luisão não fez mesmo nada, num esforço patriótico notável.

Pena que não seja sempre assim... e para todos.

 

Ainda ontem me intrigava porque é que a notícia com a declaração do treinador do Horsens - "O treinador sublinhou que os leões são claramente favoritos e que, no futebol português, «estão logo atrás de FC Porto e Benfica», que vão disputar a Liga dos Campeões." - no MaisFutebol apareceu ora com um título, ora com outro, ficando "na indecisão" com um titulo no artigo - "Sporting está logo atrás de FC Porto e Benfica" - e com um destaque diferente na homepage do site - "Está atrás de Benfica e F.C. Porto», diz treinador do rival europeu".


É subtil a diferença... mas não é inócua!


Podem os meus caros amigos dizer que é azar, acidente ou falta de jeito, mas tantas são as pérolas (de Rui Santos a Joaquim Rita), tantos são os erros e truncagens nas notícias sobre o nosso SCP, tamanha é a diferença de tratamento entre o clube de Carnide e o nosso, que, sinceramente, dou um enorme valor acrescentado ao esforço dos nossos dirigentes, equipas técnicas e atletas.

 

Há sempre uns Velhos do Restelo caseiros a remoer, há sempre uma pacotilha de Mostrengos de encomenda a atacar, há sempre uma Quinta Coluna a sabotar e uns quantos "papagaios" a dar efeitos especiais a todos os obstáculos que o nosso grande Clube enfrenta!

 

É obra! É colossal!

 

 Esta imagem foi partilhada via http://aquintacoluna.blogspot.pt/2005_04_01_archive.html

 

Vai uma apostinha?

Confesso: ando cansado de ouvir falar no Nélson Oliveira. E tenho bons motivos para isso. Na segunda-feira, 48 horas antes do Portugal-Dinamarca, dois diários desportivos puseram o jovem suplente do Benfica em destaque nas suas primeiras páginas. "Estamos de cabeça levantada", dizia o jovem, cujo retrato ocupou praticamente a capa inteira desse dia do diário A Bola. A justificação para o destaque fotográfico, esclarecia o jornal, tinham sido os três golos apontados pelo rapaz... no treino da véspera.

Como não há coincidências, no mesmo dia O Jogo apressava-se a antecipar a presença do jovem Nélson no lugar de Helder Postiga como ponta-de-lança da selecção. A sua inexperiência em jogos internacionais, o facto de nem Jorge Jesus o incluir no onze titular das águias e a certeza de não ter marcado um único golo no campeonato pareciam irrelevantes perante a onda mediática que ia engrossando em torno do seu nome, agigantando-se qual tsunami a chegar à costa. "Nélson Oliveira ganha espaço", titulava nesse dia o Record, tentando não perder a corrida. "Nélson Oliveira é um trunfo para Paulo Bento", dizia a RTP no dia seguinte, citando o treinador Rui Vitória.

Foi preciso Paulo Bento pôr fim a tanta especulação com quatro palavras apenas: "Vai jogar o Helder." Que por acaso até marcou contra a Dinamarca.

Nélson jogou meia hora, como suplente de Postiga. Sem marcar. Mas nem por isso desaparecerá das manchetes. Vai uma apostinha?

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D