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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Notícia do dia, faz agora um ano: Godinho Lopes anunciou que não se recandidataria à presidência do Sporting na eleição de 23 de Março. O balanço ainda provisório do seu mandato, nesse dia 6 de Fevereiro de 2013, era desastroso. Prometeu unir - e desuniu. Prometeu sanear - e não saneou. Prometeu vencer - e perdeu. Sob o seu mandato, não ganhámos nada no futebol profissional - o principal cartão de visita e a maior fonte de receitas do clube. E o Sporting estava ainda mais endividado do que no momento em que o presidente iniciou funções, em 2011, sucedendo a José Eduardo Bettencourt.

"Godinho Lopes tinha tudo para falhar, pelo que já se sabia de uma equipa dirigente que juntava boa parte do pior que o nosso clube tem. Devemos procurar escolher sempre os melhores, em tudo, mas no Sporting teimamos em escolher sempre os piores (ou pelo menos em deixar que os piores se façam eles próprios escolher)", escreveu o António Manuel Venda.

E o Diogo Agostinho avisava: "Mais do que um nome, quero uma liderança para o clube e paz no dia-a-dia. Um clube neste grau de loucura diário não aguenta. Os papagaios vão sempre andar por aí, mas quem suceder a Godinho Lopes tem que ter a capacidade de não cair na teia dos notáveis. Hoje de abraços, amanhã de almoços, jantares e bocas conspirativas."

Faz hoje um ano

 

Acentuavam-se os rumores sobre a partida iminente de Vercauteren, fundamentados numa notícia do diário Record, muito próximo do Conselho Directivo do Sporting. Apesar de o presidente Godinho Lopes ter garantido dias antes que o treinador belga não tinha "lugar em risco".

A temporada 2012/13 arrancara com o maior investimento de sempre no futebol. Mas naquele dia 22 de Dezembro de 2012 a realidade era bem diferente das promessas feitas pelos responsáveis leoninos: o pior arranque de uma época futebolística, despedida prematura de três das quatro competições do ano, Liga dos Campeões já (ante)vista por um canudo, crise financeira aliada à crise desportiva, incapacidade de manter uma equipa técnica, incapacidade de fixar um onze-base em campo, contínua depreciação dos nossos jogadores no mercado.

 

Havia ainda, em certos blogues, quem procurasse falar em "normalidade". Mas no Sporting daquele tempo, faz agora um ano, nada havia de normal.

Não era normal termos sido afastados da luta pela liderança do campeonato, estarmos fora da Taça e das competições europeias muito antes do Natal.
Não era normal estarmos muito abaixo não só do Braga mas também do Rio Ave (que nos ganhara em casa) e do Paços de Ferreira.
Não era normal termos perdido duas vezes contra o Moreirense.
Não era normal não termos ganho um só jogo por mais de um golo de diferença quando iam decorridas 12 jornadas do campeonato.
Não era normal termos começado a época com um treinador, depois ter vindo outro, depois mais outro e então já se pré-anunciar outro.

 

O que me levou a escrever isto nessa mesma data: "Um clube tecnicamente falido ainda hoje paga o salário do treinador que viria "reconduzir o clube aos triunfos" (solene promessa presidencial na campanha de 2011) e foi sumariamente despachado há dez meses "por falta de resultados desportivos" numa altura em que a equipa ainda podia ganhar tudo, excepto a Taça Lucílio Batista (a única a que, por ironia, hoje podemos aspirar). O homem que, à falta de vitórias e troféus, nada mais tem a oferecer aos sportinguistas senão palavras desdiz hoje o que disse ontem. E desdirá amanhã o que hoje diz. Afirma este homem que no primeiro ano do mandato conseguiu mobilizar e unir os sportinguistas. É verdade, mobilizou-nos - para derrotas."

A importância de ter memória

"É um bocado sobranceria minha, mas sinto que se não tivesse vindo para cá, se não tivesse a equipa que tenho, se não tivesse feito o investimento que fiz, o Sporting tinha acabado. É o que eu acho. (...) Vamos manter os jogadores que cá temos e, quem vier, é por empréstimo ou um jogador nosso que esteja emprestado."

Godinho Lopes em Dezembro de 2011, "feliz por ter conseguido unir os sportinguistas"

Percebeu bem

O Conselho Leonino aprovou por unanimidade - repito: por unanimidade - o plano de reestruturação financeira do Sporting. E até Godinho Lopes apela aos sócios para que dêem luz verde a esse plano na assembleia-geral do próximo domingo. Porque, a seu ver, o clube precisa de união e estabilidade. Também ele já percebeu que o novo rumo que todos queremos para o Sporting é incompatível com um clima de instabilidade, só favorável aos nossos adversários históricos.

Percebeu bem.

 

A culpa também é deste

 

Não é só do senhor da foto do texto do Tiago Loureiro. Com efeito, recorda-nos o Correio da Manhã: "O Sporting vai ter direito a receber 3,5 milhões, pois detinha 25 por cento de uma venda do médio superior a 11 milhões. Além desta verba, o Sporting teria direito a receber mais 1,18 milhões pelos direitos de formação, dos quais abdicou quando contratou Miguel Lopes ao FC Porto." E se tivesse vindo o Kleber, também em Janeiro, o Sporting não teria recebido dinheiro nenhum.

Mudam-se os tempos...

Há não muito tempo havia quem dissesse que não era justo indicar a porta da rua a Godinho Lopes ao fim de apenas dois anos de mandato. São, genericamente, os mesmos que hoje fazem da sua única preocupação recorrente no que diz respeito à vida do Sporting, qual obsessão diária, procurar e inventar oportunidades para condenar Bruno de Carvalho, presidente que tomou posse... há menos de dois meses.

Golpe no Sporting (parte 2)

Um grupo de adeptos sportinguistas realizou um documentário intitulado 'Golpe no Sporting', que pretende denúnciar alguns acontecimentos e factos obscuros do mandato de Godinho Lopes e do chamado 'roquetismo'. Esta é a segunda parte, relativa às Eleições de 2011. Para que o que aconteceu não caia no esquecimento.

 

Diz sair "tranquilo" mas que merecia ficar

"Saio tranquilo. Tenho pena de não ter acabado o mandato. Acho que o merecia: era a forma de concluir um programa que passava pela reestruturação, que era fundamental para a estabilidade do Sporting. Acredito que o futuro me fará justiça."

Palavras de Godinho Lopes, esta manhã, pouco depois de votar em Alvalade.

Palavras que bastam para definir quem as proferiu.

Palavras que merecem alguma reflexão: chega sempre o momento em que temos o direito - e até o dever - de dizer nunca mais.

O ponta de lança dos credores

Se for verdade que Godinho Lopes se demitiu de presidente do Sporting para ser gestor dos interesses dos credores (foi nisto que este homem se tornou),  então tem de fazer o favor de explicar uma ou duas coisas sobre o golpe que representa a venda do Wolfswinkel:

 

1 - O dinheiro servirá para pagar ordenados ou também para outras despesas? Se sim, quais?

 

2 - Os credores receberão também parte do dinheiro? Se sim, quais credores e quais verbas?

 

3 - E os avalistas? Os avalistas também são filhos de Deus, eu sei, por isso: os avalistas serão também libertados de alguns incómodos?

 

Afinal, eram 3 coisas, mas a terceira está a chatear-me: pensar que o gestor Godinho Lopes vendeu um jogador por debaixo da mesa para safar avales pessoais ou outro tipo de compromissos assumidos como ponta de lança dos credores. As dívidas são para pagar, sim senhor, mas de preferência com o dinheiro de quem deve. Não com o dinheiro dos outros. Não com o património do Sporting. Não com o nome do Sporting. Não colocando em risco a sobrevivência imediata de um clube centenário. Coveiros, há muitos; clubes centenários, nem por isso. Sporting, só há este. 

 

O próximo presidente do Sporting tem a obrigação ética de explicar tudo muito bem explicadinho sem se deixar condicionar pelos credores que passarão a ser os seus credores. É no casaco dele que andarão pendurados. Mas se tiver essa coragem, se for um sportinguista livre, terá depois de dar o passo seguinte: mandar para a justiça aquilo que for da justiça, mandar para a decisão dos sócios, aquilo que for dos sócios.

Dia 23

Acho que só podemos dizer: ainda faltam dois dias para Godinho Lopes ir embora! 

 

Que belo final de mandato. E que sinal de "força". Eu contratei, eu alimentei, vendo se quiser. 

 

E que bela gestão. Ah. Esperem, quando chegou também tinha dois ordenados em atraso. Pois é. Deixem cá lixar os próximos. 

 

É de longe o pior Presidente que o Sporting conheceu. De longe! 

Acidentes de campanha (18)

Um dia saberemos com algum pormenor os verdadeiros motivos que levaram o ainda presidente do Sporting a descapitalizar ainda mais a equipa principal de futebol apenas a três dias das eleições internas para a escolha do seu sucessor, retirando-lhe o único ponta-de-lança disponível. Mas é já possível adiantar que, com este gesto, Godinho Lopes voltou a interferir no processo de decisão dos sócios, condicionando o voto. Neste caso, será prejudicado o candidato que estiver mais conotado com a gestão cessante, a mais catastrófica de que há memória no clube.

Ele já tinha avisado, ao proferir a frase mais infeliz da temporada: "Se tiver de vender quem comprei, se tiver de vender quem alimentei, qual é o problema?" A transferência de Ricky para o Norwich a preço consideravelmente mais baixo do que o seu potencial valor de mercado*, correspondendo a prementes necessidades de tesouraria, força a reconstrução do nosso ataque e confirma o fracasso desta equipa directiva que abandona o clube em muito pior estado do que o encontrou. Com uma gestão desportiva caótica, que produziu os piores resultados de sempre, a gestão financeira só podia redundar naquilo que hoje é evidente aos olhos de todos: quando se vende um dos jogadores com maior potencial na equipa, e já se fala na saída de Capel, em desespero de causa, para o cumprimento de um dever tão elementar como é o do pagamento dos salários referentes ao mês de Fevereiro aos atletas e funcionários do clube, não pode haver maior atestado de incompetência a uma equipa directiva.

Imaginemos com que ânimo o Ricky jogará até ao fim desta temporada no Sporting quando já se sabe que a direcção teve de sacrificá-lo em Alvalade para evitar rescisões de contratos laborais com justa causa aos seus colegas. Ele, que tão criticado foi por falhar penáltis, só merece afinal elogios em comparação com um presidente especializado em meter golos onde não devia. Na própria baliza, para vergonha de todos nós.

 

* Segundo A Bola e o Record, o negócio com os ingleses foi fechado por dez milhões de euros, cabendo ao Sporting só 3,5 milhões, pois 65% do passe de Wolfswinkel já não era nosso. Há um mês, segundo foi noticiado, a direcção terá recusado uma oferta superior, do Dínamo de Kiev. A cláusula de rescisão do jogador estava fixada em 22 milhões.

 

Onde é que eu já vi este filme?

 

José Eduardo Bettencourt chegou a presidente entronizado pelos credores e abençoado pela dinastia do croquete. Perante os resultados desastrosos, fugiu às suas responsabilidades, mas antes de se pirar vendeu o ponta de lança do Sporting por meia dúzia de tostões. Godinho Lopes chegou a presidente entronizado pelos credores e abençoado pela dinastia do croquete. Perante os resultados desastrosos, fugiu às suas responsabilidades, mas antes de se pirar prepara-se para vender o ponta de lança do Sporting por meia dúzia de tostões. Agora vamos para Alvalade chorar pelo Ricky para depois vê-lo no Benfica ou Porto. Este tipo de gestão tem um nome, não tem?, mas agora não lembro bem qual.

 

Ouve, tem que ser!

Devem ter sido estas as palavras que Godinho Lopes terá ouvido por parte dos principais financiadores do clube acerca da imperiosidade de vender jogadores para pagar salários.

Por muito que Godinho Lopes mereça o nosso maior repúdio pela decisão de ter vendido Wolfswinkel, seja pelo acto em si, pelo timing escolhido, ou seja pela verba paga, a verdade é que não houve outra escapatória possível. Ainda na última edição do Expresso, escreveu-se que o BCP decidiu não dar nem mais um tostão para o futebol.

Perante esse contexto, em que a torneira está para já fechada, e sabendo-se que não há poços de petróleo em Alvalade, assim como não surgiu à data nenhum mecenas (apesar das viagens à China, Angola ou Índia), forçoso se tornou ter de vender activos para se poderem cumprir os compromissos salariais e financeiros.

Posso perguntar?

  
Quando se começar a fazer a História do presente no Sporting vai ser preciso ir além das tricas dos viscondes. Eu sei: haverá gente a exigir uma auditoria às contas, gente a denunciar vendas clandestinas de jogadores, gente indignada com ordenados em atraso, gente em estado de choque com o abismo. Muita gente irá pedir a expulsão e a responsabilização em tribunal. Eu contento-me com pouco: alguém me explica o que continua a unir estes dois homens? Posso perguntar o que sabem um do outro para terem o seu destino assim amarrado? 

 

Acidentes de campanha (16)

 

Godinho Lopes insiste, insiste, insiste: decorre uma campanha eleitoral no Sporting mas o presidente quase-cessante não se cansa de procurar a ribalta mediática sem perceber que o seu tempo já passou. E tem o condão de, em cada intervenção pública, deixar bem evidente a sua falta de capacidade para liderar um clube com a dimensão, a grandeza e o percurso histórico do Sporting.

Sexta à noite, em Loures, não fez a coisa por menos: admitiu pela enésima vez vender Wolfswinkel. Em vez de pedir perdão aos sócios pelo rotundo fracasso da sua política desportiva, que nos legou apenas um ponta-de-lança, reitera o seu desejo de alienar precisamente este jogador como se não reparasse que assim deixaria o plantel ainda mais desguarnecido de estrutura atacante. Talvez Godinho Lopes, que sai de Alvalade sem títulos futebolísticos, ambicione afinal deixar o Sporting como equipa com pior ataque de sempre no campeonato, manchando a memória de inúmeros goleadores que brilharam no nosso clube, de Peyroteo a Yazalde.

Mas o pior nem foi isto. O pior não é sequer Godinho Lopes abandonar o cargo deixando os cofres de Alvalade ainda mais depauperados do que estavam quando chegou. O pior foram os termos usados pelo ainda presidente para exprimir esta ideia, fazendo lembrar aqueles miúdos birrentos e malcriados que pegam na bola e a levam embora, nos jogos de rua, quando estão a perder: "Os actos de gestão são praticados por quem cá está. Eu comprei 25 jogadores e alimentei os outros todos. Se tiver de vender quem comprei e quem alimentei qual é o problema?"

Qual é o problema, engenheiro Godinho Lopes? Vou dizer-lhe qual é o problema. Falar de seres humanos nos termos que utilizou - dignos de um senhor feudal ou de um negreiro - é totalmente inaceitável. Uma pessoa não é um objecto nem um animal doméstico, que se "compra" e se "alimenta". Pior que perder em campo é perder jogos num campeonato muito mais importante - o campeonato da civilidade e da decência. Com declarações como esta, perdeu por goleada. O que não deixo de lamentar, mesmo sem ficar surpreendido.

{ Blog fundado em 2012. }

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