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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Dezanove triunfos em 27 jogos disputados na Liga 2013/14. Quinta vitória consecutiva: desta vez em casa, contra o Gil Vicente. Com um golo a abrir e outro a fechar. Chegamos quase ao fim do campeonato com o Sporting invicto enquanto equipa visitada: nenhuma derrota em Alvalade. 

 

Da exibição de Cédric. Grande partida do nosso lateral direito: foi dos pés dele que começaram os ataques mais perigosos do Sporting. Sem nunca descurar as missões defensivas. De jogo para jogo vai demonstrando que tem talento e capacidade para representar a selecção nacional.

 

De Carrillo. De longe a sua melhor actuação esta época. Foi um prazer ver jogar a ala direita, formada por Cédric e pelo peruano, sobretudo nos primeiros 45 minutos. Nasceu deles o lance do primeiro golo do Sporting. E Carrillo fez a assistência para o segundo, marcado por Heldon.

 

De Slimani. Oitavo golo do argelino neste campeonato. De cabeça, logo no minuto inicial. É notável a sua capacidade de concretização. Mantém sempre em sentido as defesas adversárias.

 

De Rojo. Uma vez mais em grande nível. E não só a defender: aos 63', a longa distância, atirou um verdadeiro petardo que bateu na barra. A baliza do Gil Vicente tremeu. E o público empolgou-se ainda mais.

 

De Heldon. Entrou aos 88' e marcou logo a seguir o golo que confirmou a nossa vitória por 2-0. O primeiro que marcou vestido de verde e branco.

 

De William Carvalho. Recupera a bola, faz passes de grande precisão, nunca perde a posição em campo e mantém excelente visão de jogo. Actua sempre com inteligência. Voltou a ser um dos jogadores mais influentes da nossa equipa, dominando as operações no meio-campo.

 

Do público sempre entusiasta. Extraordinária, a vibração das bancadas em Alvalade. Com quase 33 mil espectadores a puxarem pela nossa equipa do princípio ao fim.

 

Da classificação. Agora com 63 pontos, reforçámos o segundo lugar isolados. Estamos cada vez mais perto do acesso directo à Liga dos Campeões, que nos valerá logo de início um cheque de quase nove milhões de euros: faltam só dois pontos.

 

 

Não gostei

 

Do resultado. O Sporting dominou por completo, mas apenas conseguiu concretizar dois golos. Soube a pouco.

 

Do nosso ataque muito perdulário. Rematou-se muito mas com falta de pontaria.

 

Do prolongado jejum de Montero. E vão quatro meses sem marcar...

 

Do cartão amarelo a Cédric. Não vamos poder contar com ele no Restelo. E é capaz de fazer falta.

 

Do Gil Vicente. A equipa de Barcelos, muito pressionada pelo Sporting, raras vezes teve espaço para subir em campo. Faltou-lhe consistência, determinação e qualidade de passe. Rui Patrício não fez uma defesa durante todo o jogo.

 

De Hugo Vieira. Há dois anos esteve a um passo de rumar a Alvalade mas preferiu seguir para a Luz. Não contente com isso, deu uma entrevista em que disse isto: "Surgiu o Benfica e nem hesitei. Desde miúdo que tinha uma vontade muito grande de jogar no Benfica." Pouco depois de ter garantido que "jogar no Sporting seria fantástico". Queria valorizar-se para poder jogar no Mundial de 2014, conforme confessou. Pois não lhe valeu de nada essa vontade. E o sonho não tardou a esfumar-se: como não é sérvio, acabou emprestado ao modesto Gil Vicente. Saiu hoje de campo, aos 75', sob uma estrondosa e merecida vaia.

Os melhores prognósticos

O Sporting está de parabéns, por continuar a somar vitórias e seguir em primeiro lugar no campeonato. Mas noutro campeonato - o dos prognósticos, semana após semana, no És a nossa Fé - os parabéns desta vez terão de ser repartidos. Por um homem da casa, o José da Xã, e uma das nossas leitoras, Lina Martins.

Ambos acertaram não apenas no resultado final do Gil Vicente-Sporting (0-2), mas também na autoria dos golos, marcados por Fredy Montero. Confirmando assim, qualquer deles, que tem queda para desafios deste género. Lina Martins já tinha, muito recentemente, acertado em cheio no desfecho do V. Guimarães-Sporting e no marcador do golo (Slimani), enquanto o José da Xã teve pontaria certeira na antevisão do Académica-Sporting e de dois dos marcadores dos nossos quatro golos nesse desafio.

Falta acrescentar que outros colegas e/ou leitores acertaram no resultado (embora não nos nomes do goleador nesta partida). Quem foram? António Luís, Bruno Cardoso e Duarte Fonseca. Por sinal, todos eles previram Montero a marcar. Mas apenas um golo em vez de dois.

Duas ou três coisas que sei deles

1. Aquando do primeiro golo a câmara passou por Leonardo Jardim. O nosso fleumático bulldog caminhava de costas para o jogo, com ar de quem ia a algum lado, tirou a mão do bolso, esfregou o nariz e antes de voltar a pô-la no quentinho, vibrou o punho. É assim que ele celebra os golos: como quem tira um molar.

2. O regresso deste André Martins, que andava ausente há um mês, produziu um estranho, mas adorável, efeito de tédio. Mal o meio campo do Sporting dá os cinco primeiros toques percebe-se que os adversários vão ficar condenados à tristeza de Sísifo, a correr para cima e para baixo, a partir de certa altura já sem perceberem para quê. Parece hoje natural o que há uns meses não passava de uma intenção.

3. Os golos do Sporting, convenhamos, resultaram de azares, desleixos, tropeções do adversário. Mas haveremos também de convir que este percalços sucedem porque eles agora assustam-se e desatinam só de verem aproximarem-se as camisolas do Sporting.

4. Foi aqui neste campo, há muitos, muitos anos, no tempo em que os porcos andavam de bicicleta, que o loquacíssimo Gabriel Alves, lídimo e saudoso potestade do comentarismo futebolístico, ainda hoje por ombrear, desferiu uma das melhores perguntas da história da televisão portuguesa. Um púbere Capucho, que no ano seguinte viria a jogar por nós, agarrara na bola e depois de fintar meio Sporting marcara o terceiro golo do Gil Vicente. Perante isto o Gaby questiona-o: "Capucho, Gil Vicente, 18 anos, fantástico drible, grande assistência, e agora?" Tempos heróicos, em que os verbos eram prescindíveis...

5. Pior que Gabriel Alves, aquele mocito pé de microfone da flash interview de hoje. Espertalhão, tentou enrolar Montero com a famigerada questão do "Sporting candidato" ao que levou com as necessárias repetições do implacável "salir a ganar" em legítimo castellano de las Americas. Era mesmo só isto que tinhas para perguntar ao melhor marcador do campeonato, que meteu aqui mais dois golitos, ó paspalho?

6. Ficamos, então, assim: o porto nem com um penalty inventado empata em Coimbra, O benfica está melhor, pois consegue empatar em casa, com o Arouca, com um penalty inventado e nós, coitaditos, lá vamos, incapazes de assumir candidaturas, sem haver quem nos invente penalties.

Uma questão de modas

Antes, a moda era dar 45 minutos à equipa adversária. E assim se justificavam derrotas e maioritariamente, empates com as equipas pequenas. Este ano, a moda é dar 75 minutos à outra equipa e então aí, vemos a equipa a jogar para ganhar. Com o Gil, a sorte protegeu-nos. Ontem, naqueles últimos lances lá à frente, virou-nos as costas. E por mais que custe, o empate foi merecido. Precisamos de mudar de moda, esta não serve para este Outono/Inverno 2012.

Um ambiente de «cortar à faca»

 

Face ao comunicado do Sporting, o presidente do Gil Vicente, António Fiúsa, sentiu a necessidade de também vir a público. Afirmou que está «satisfeito» com a arbitragem em Alvalade, muito embora «tenha ficado uma grande penalidade por marcar» a favor da sua equipa. Na realidade, não é isso que ele quis dizer, mas sim que o seu jogador não conseguiu fazer a necessária simulação: «o nosso jogador leva um toque (de Rojo) só que não soube cair, foi um pouco ingénuo». No entanto, endereçou um louvor ao Sporting: «se fossem os jogadores do Sporting, eles saberiam cair». Adiantou, ainda, que gostaria imenso de ter empatado, «porque os jogadores foram briosos». Aqui fica a dúvida se ele se está a referir ao primeiro remate aos 7 minutos - que deu em golo - ou ao segundo, aos 70 minutos, que não deu. Considerou o jogo «difícil» com um ambiente «muito complicado». Depreende-se que deve ter existido alguma dificuldade em estacionar os diversos autocarros que visavam proteger a baliza gilista. Enalteceu novamente a arbitragem, que «esteve à altura do jogo num ambiente de cortar à faca». A única «facada» que vem à ideia, foi a expulsão de Labyad pelos empurrões do defesa do Gil Vicente e que sublinha os sentimentos de António Fiúsa, com a sua terceira apreciação do género: «queria dar os parabéns à equipa de arbitragem». Em resumo, fica a vaga noção que ele gostou da arbitragem: «satisfeito», «à altura do jogo» e «parabéns». Elogios que não empobrece a quem despende, mas ilude a quem recebe !

Comunicado do Sporting

«O jogo entre o Sporting Clube de Portugal e o Gil Vicente ficou marcado por uma má arbitragem, que culminou com a inacreditável expulsão do nosso atleta Labyad, a primeira da sua carreira desportiva, depois de se ter limitado a ser empurrado pelo adversário, mesmo à frente do auxiliar João Santos.

 

Pela segunda jornada consecutiva, depois do sucedido frente ao Marítimo, o Sporting foi vítima de arbitragens com óbvio prejuízo para a sua equipa.

 

O Sporting respeita todos os intervenientes no espectáculo desportivo, mas também exige ser respeitado por todos. Não pode aceitar ocorrências sucessivas que ameaçam colocar em causa a verdade desportiva.

 

O Sporting não é cego, nem surdo e reagirá sempre que se sentir prejudicado por todos os meios ao seu alcance. O Sporting espera que os responsáveis pelo sector estejam também muito atentos e saibam actuar no sentido de garantir a igualdade de tratamento entre todos os clubes».

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. A primeira desta temporada no campeonato. Tanto mais saborosa por ter sido muito sofrida. E merecida.

 

Da táctica vitoriosa. O treinador dispôs os seus jogadores num sistema claramente ofensivo. O 4-1-3-2 resultou em cheio nesta vitória sobre o Gil Vicente.

 

Da atitude. Esta noite, em Alvalade, entrou em campo um onze "à Sá Pinto". Com garra, com brio. Sem nunca virar a cara à luta.

 

Do regresso de Rinaudo. Já fazia falta. E ajudou a fazer a diferença.

 

Dos golos. Em particular o da vitória, marcado por Wolfswinkel. Hoje foi um ponta-de-lança digno desse nome, à moda antiga.

 

 

Não gostei

 

Do desperdício de oportunidades. Tanto domínio de bola e tantos remates à baliza mereciam pontaria mais afinada e justificavam um triunfo mais volumoso.

 

De sofrer tanto. Dos sete aos 76 minutos, à espera que a nossa equipa virasse o resultado.

 

Do Gil Vicente. Fechou-se no reduto defensivo após o golo de avanço e nunca revelou intenção de disputar a vitória em jogo aberto.

 

Da expulsão de Labyad. Uma decisão absurda do árbitro Vasco Santos, que não revelou a competência que este encontro exigia.

 

Dos jornais que garantiam antes deste jogo que o balneário do Sporting não estava unido. Este jogo demonstrou bem que andaram muito longe da verdade.

 

Paixão por Bruno

Bruno Paixão encontrou enfim um advogado de defesa: o presidente do Gil Vicente acaba de enaltecer a "excelente arbitragem" ocorrida no jogo de segunda-feira, em que o Sporting foi escandalosamente espoliado.

Reconheça-se: António Fiúza tem o mérito de se mostrar grato a quem o beneficia. Ao menos este atributo temos de reconhecer a quem, com a mesmíssima lógica com que agora elogia o pior árbitro português, ainda há pouco tecia loas ao absurdo alargamento do número de clubes na Liga - que felizmente não se concretizará - como uma "grande vitória" do desporto-rei. E sugeria até que os "grandes" fossem "competir para Marrocos", o que diz muito sobre o que vai naquela cabeça.

Esta paixão dupla de Fiúza - por Bruno e pelo alargamento - é muito esclarecedora. Ao ponto de me apetecer até citar Gil Vicente, o verdadeiro. Aquele que pela boca do Joane se exprime de forma tão expressiva no Auto da Barca do Inferno. Não fala de futebol, mas está lá quase tudo quanto Fiúza merece escutar depois de se ter pronunciado como pronunciou.

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