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És a nossa Fé!

A sorte protege os audazes

Ganhámos com sorte, sim. Mas haverá campeões sem estrelinha? Creio que não. Por vezes esquecemo-nos de que futebol também é jogo. E o jogo, seja qual for, envolve sempre um componente aleatória.

Uma palavra nos define, acima de outra, nesta final arrancada a ferros ontem à noite, em Braga, frente ao FC Porto: a palavra competência. Com um plantel inferior, em quantidade e qualidade, e um dia a menos de descanso do que a equipa adversária, soubemos fazer das fraquezas força e demonstrar a milhões de portugueses que o Leão, mesmo ferido e desgastado, continua a ser temível.

Repetiu-se o sucedido há um ano, nesta competição que também ganhámos, na altura sob o comando de Jorge Jesus: empate desfeito por penáltis tanto na meia-final como na final. A partida decisiva foi então com o V. Setúbal: os portistas haviam sido eliminados na etapa anterior. Desta vez enfrentámos o próprio campeão nacional, que só conseguiu fazer o primeiro remate à nossa baliza aos 42'. A segunda parte foi de claro domínio azul e branco, culminado no golo aos 79'. A partir daí, o Sporting caiu em cima do antagonista e criou várias oportunidades para empatar. No mais improvável desses lances, aos 89', Óliver derrubou Diaby dentro da grande área. Chamado a converter o penálti, Bas Dost não vacilou.

Na roleta que se seguiu, o holandês voltou a facturar. O mesmo fizeram Bruno Fernandes e Nani. Renan, sucessor de Rui Patrício, defendeu a grande penalidade apontada por Hernâni. E fazia-se a festa de verde e branco na rubra Cidade dos Arcebispos. Pelo segundo ano consecutivo, somos campeões de Inverno.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Não há volta a dar: esta Taça da Liga é muito dele. Sem os três penáltis que defendeu na meia-final contra o aziado Braga, jamais teríamos reconquistado este troféu, ex-taça Lucílio. Ontem voltou a defender outro, revelando-se novamente decisivo. É certo que teve grande responsabilidade no golo que sofremos, aos 79'. Mas o balanço é largamente positivo.

RISTOVSKI. O macedónio não é um primor de técnica, está mais que visto. Ontem confirmou-se lá à frente, quando optou por atirar para a bancada quando tinha Dost e Nani isolados à sua esquerda. Mas bateu-se como um Leão contra Brahimi, um dos mais categorizados adversários. Fez um corte providencial aos 54'. Exibiu boa forma física do princípio ao fim.

COATES. Exibição irrepreensível do internacional uruguaio - e em circunstâncias muito difíceis pois viu-se privado do seu habitual parceiro no eixo da defesa, coabitando com três centrais em dois jogos decisivos. Foi o patrão do sector recuado, autor de cortes providenciais aos 17', 70', 76' e 77'. Só lhe faltou converter o penálti no fim: desperdiçou a oportunidade, como sucedera na meia-final.

ANDRÉ PINTO. Uma das melhores exibições de sempre do central ex-Braga vestido de verde e branco. Na primeira parte, vulgarizou e neutralizou Marega, sem nunca se atemorizar perante o avançado portista. O azar bateu-lhe à porta logo a abrir o segundo tempo, precisamente num choque com Marega: fracturou o nariz e ainda quis jogar em esforço, mas saiu aos 53'.

GUDELJ. Talvez a melhor actuação do sérvio desde que chegou a Alvalade. Competia-lhe aplicar um tampão às ofensivas portistas pelo corredor central. E assim fez, revelando também competência nas dobras aos laterais e na recuperação de bolas. Não está isento de culpas no golo adversário, mas merece nota positiva. Sacrificado aos 83' por motivos tácticos.

WENDEL. Chegou há um ano ao Sporting, mas permaneceu proscrito durante vários meses. Afinal é um jogador talentoso, que está a ganhar lugar cativo no onze titular do Sporting - uma das maiores conquistas de Keizer como técnico. Jogando como médio-ala, no corredor esquerdo, foi essencial na ligação dos sectores e na posse de bola, revelando disciplina táctica e bom domínio técnico.

BRUNO FERNANDES. Muito vigiado, com um raio de acção bastante mais limitado do que é habitual, levou a melhor em sucessivos duelos com Herrera. Quase marcou, de livre directo, no último lance da primeira parte. Passe prodigioso a isolar Raphinha à beira do apito final. Chamado a converter uma grande penalidade, na hora da verdade, cumpriu com brilhantismo. E sem surpresa para ninguém.

NANI. A "casa das máquinas" esteve a cargo do capitão leonino, que fez valer a sua experiência em campo quando era necessário estancar as torrentes de energia portista. Hábil leitor do jogo, sem se atemorizar perante Militão, ajudou a fechar o nosso corredor esquerdo, reforçando o bloco defensivo. Fez um centro fabuloso para Bas (81') e foi competente também a marcar o penálti final.

BAS DOST. Em dois momentos decisivos, cumpriu - tornando-se no improvável homem do jogo. Chamado a converter o penálti após os 90', foi frio e eficaz, metendo-a lá dentro. E redobrou a dose, atirando-a para as malhas da baliza a abrir a ronda final de grandes penalidades. Pressionou muito à frente, ganhou lances aéreos. Podia ter marcado aos 81', mas assim a final teria sido menos emocionante.

PETROVIC. Com Mathieu ausente e André Pinto lesionado logo a abrir a segunda parte, revelou-se uma das mais graves lacunas do nosso plantel: falta-nos um quarto central. Aos 53' o médio defensivo sérvio avançou do banco e fez parceria com Coates. Missão bem sucedida: foi intransponível, mesmo após ter fracturado o nariz num choque (também ele, tal como André). 

 

 

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SINAL AMARELO

 

ACUÑA. Desta vez não brilhou, tendo pela frente as investidas de Corona, embora fosse o mesmo argentino combativo a que já habituou os adeptos. Por vezes é mesmo combativo em excesso: amarelado aos 35', e com a sua natural propensão para discutir com os árbitros, acabou por não regressar ao relvado após o intervalo. Keizer fez bem: o seguro morreu de velho.

RAPHINHA. Ainda não retomou o melhor nível desde que veio de lesão, revelando algum défice de eficácia nos metros finais do terreno: bem servido por Bruno, que o isolou aos 90'+5, desperdiçou essa soberana oportunidade de sentenciar a final antes do apito. Mas completou com eficácia a missão de Ristovski nas manobras defensivas do nosso corredor direito.

JEFFERSON. Esteve em campo durante toda a segunda parte - o período mais complicado para o Sporting, após o nosso notável desempenho colectivo nos 45 minutos iniciais. Foi comedido nas acções ofensivas, certamente por ordem do treinador, e ajudou a fechar o flanco. Ia estragando tudo com um recuo de bola disparatado aos 88', salvo in extremis por um companheiro.

DIABY. Com o Sporting a perder, a cerca de um quarto de hora do fim, Keizer arriscou - e fez muito bem. Saiu Gudelj, entrou Diaby para refrescar o nosso ataque, já muito desgastado. O maliano pouco mais fez do que correr sem bola, ampliando as linhas de passe. Mas teve sorte: numa dessas incursões, já dentro da área portista, foi derrubado à margem das regras. Tudo mudaria a partir daí.

Os prognósticos passaram ao lado

Muita gente correspondeu ao meu pedido de prognósticos para o Sporting-FC Porto, o que não me surpreendeu. Surpreendido fiquei por ninguém ter antecipado o 0-0 final. Desfecho que repetiu o resultado do clássico de Alvalade disputado na época anterior.

Fica a sugestão para próximos vaticínios: irem lembrando os jogos da temporada 2017/2018.

Resta-me desejar que na próxima jornada haja melhor pontaria.

Quem joga para o empate, não vence

Quando se usa a expressão "depender só de nós" é a pensar em jogos destes. No confronto directo entre adversários que poderão discutir connosco a posição final no campeonato. Há dois anos, com Jorge Jesus, recebemos o FC Porto e vencemos por 2-1. Na época passada, o clássico disputado em Alvalade terminou com empate a zero. Ontem à tarde - saúde-se a hora, 15.30, a que começou o jogo - parecíamos ter voltado aos tempos nada heróicos da última época de Jesus, treinador mais bem pago do Sporting e de toda a história do futebol português.

Parecíamos também ter regressado dois meses atrás, ao tempo em que José Peseiro ainda comandava o futebol leonino: este confronto com os portistas terminou com dois médios defensivos de verde e branco, enquanto Jovane e o reforço Luiz Phellype se mantiveram no banco e Francisco Geraldes - estrela apenas no anúncio televisivo à venda de gameboxes, que parece estar em alta na Loja Verde - voltou a não ser convocado, apesar de também ser reforço. Neste aspecto dir-se-ia novamente que a história se repete: Jesus nunca foi à bola com o talentoso médio da nossa formação.

Ao contrário das aparências, quem segura o leme é Marcel Keizer - o mesmo que há mês e meio assegurava ter o "futebol de ataque" como filosofia de jogo, inspirado no dinâmico Ajax da década de 70. Dizem-me que míster Keizer anda a aprender com rapidez a falar o nosso idioma. Também o futebol de retranca muito à portuguesa, concebido menos para marcar do que para evitar que o outro marque, é conceito que parece estar a ser assimilado de forma bem rápida pelo tecnico oriundo da Holanda.

Sob este prisma, Keizer foi bem sucedido: o clássico, que contou com mais de 45 mil espectadores nas bancadas, terminou 0-0. Problema: precisávamos muito mais do que o FCP de vencer este jogo, disputado em nossa casa. Finda a primeira volta, os portistas continuam a oito pontos de distância. E as goleadas ao Vildemoinhos e ao Qarabag já eram.

Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Vem demonstrando a cada jogo como foi acertada a sua vinda, ainda no tempo de Sousa Cintra. O guarda-redes emprestado pelo Estoril - e que ficará em Alvalade na próxima época - voltou a ser decisivo ao parar, em cima da linha da baliza, um perigoso remate de Soares. Esta defesa, aos 56', evitou que perdêssemos o solitário ponto ontem conquistado no nosso estádio.

COATES. Um dos melhores em campo. Ajudou a secar a temível dupla Marega-Soares, apoiado - é certo - pelos colegas que recuaram linhas em conjunto. Só uma vez, com um alívio deficiente aos 60', sobressaltou os adeptos que o aplaudiram ao vivo nas bancadas. Excepção numa tarde em que primou pela concentração e pela consistência, sem temer a equipa adversária.

MATHIEU. Actuação soberba do francês, cada vez mais imprescindível no onze titular leonino. Pela forma como controla todo o espaço aéreo da nossa defesa, pela rapidez de reflexos e noção exacta do tempo nas acções de corte - e também por ser o jogador que inicia com mais eficácia a nossa construção ofensiva, com a bola bem colocada, sem recorrer ao pontapé-para-a-frente. O melhor em campo.

JEFFERSON. É o patinho feio da equipa, fazendo arrepelar os cabelos de quem assiste ao jogo no estádio, mas desta vez teve uma actuação impecável. Veloz e concentrado a atacar, sem comprometer nas acções defensivas nem temer Marega, seu adversário directo. Bons cruzamentos aos 19' e 36'. Grande passe a isolar Bas Dost aos 45'+1. Abriu muito bem para Nani aos 69'.

RISTOVSKI. Chamado a jogo devido a lesão de Bruno Gaspar, aos 47', cinco minutos depois já tinha feito mais e melhor do que o colega. Dinâmico a atacar, muito combativo a defender, cumpriu na cobertura a Brahimi, um dos mais perigosos extremos do futebol português. Num lance de insistência, aos 77', cruzou para a cabeça de Bas Dost, que falhou o momento da impulsão. Merece a titularidade.

 

 

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SINAL AMARELO

 

GUDELJ. Dá a sensação de actuar na posição errada. Não é médio defensivo de raiz e isso nota-se na falta de automatismos, própria de quem não está habituado a movimentar-se naquela zona do terreno. Muito recuado, sempre a curta distância dos centrais, ajudou a neutralizar o caudal ofensivo portista. Isolou Diaby aos 15' com excelente passe. Melhor momento: o tiro que desferiu aos 77', a 35 metros da baliza, para grande defesa de Casillas.

WENDEL. Actuação de formiguinha no miolo do terreno, a ligar sectores, por vezes demasiado agarrado à bola e sem sombra de ousadia no passe longo. Foi um elemento útil até as forças lhe começarem a faltar e se tornar evidente que, vindo de lesão recente, está ainda longe do fulgor físico exigido na posição. Saiu tocado, aos 90', mas devia ter sido substituído mais cedo.

NANI. Tarde pouco inspirada do capitão leonino, que parece longe da melhor forma física. Ainda assim, protagonizou bons momentos neste clássico, com destaque para um remate bem colocado aos 33', que Felipe desviou por instinto, e na precisão do seu passe curto. Foi decaindo no segundo tempo, terminando o jogo exausto. Percebe-se mal porque se manteve em campo até ao apito final.

BRUNO FERNANDES. Quando lhe deram espaço, teve os seus habituais momentos de qualidade, capazes de decidirem a sorte de um jogo. Sobretudo ao nível do passe cruzado a longa distância, desmarcando Diaby ou Nani aos 36', 40' e 52' - sempre de modo infrutífero. Muito menos eficaz nas bolas paradas, sobretudo na cobrança de livres e cantos. Também liderou, de longe, o nosso vasto caudal de passes falhados.

RAPHINHA. Talvez a equipa ganhasse com ele no onze titular, em vez do desastrado Diaby. Mas o extremo que veio de Guimarães ainda parece longe de aguentar mais de 45 minutos em plena forma. Desta vez entrou demasiado tarde, aos 81', e numa fase em que a equipa já agia mais por impulsos do que por convicção táctica. Limitou-se a incutir algum dinamismo ao flanco direito.

PETROVIC. Chamado a render Wendel já no tempo extra, a sua entrada em campo confirmou à equipa que o técnico estava satisfeito com o empate a zero. Ajudou a tapar linhas de ataque reeditando o duplo pivô com Gudelj que tantas críticas mereceu dos adeptos no tempo de José Peseiro. Cumpriu no essencial, sem brilho nem desacerto táctico.

 

 

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SINAL VERMELHO

 

 

BRUNO GASPAR. Bruno de Carvalho foi despedido pelos sócios a 23 de Junho, Bruno César regressou ao Brasil e este Bruno também não parece fadado para permanecer muito tempo em Alvalade. É certo que enfrentou Brahimi, mas sempre muito retraído, sem nunca conseguir canalizar jogo pelo seu flanco. Jefferson, do outro lado, fez muito mais. Saiu tocado, aos 47'.

DIABY. O jovem maliano vindo da Bélgica, uma das contratações mais caras do defeso, tarda em mostrar utilidade. Move-se muito mas trabalha pouco para o colectivo. E parece deslocado tanto no eixo do ataque (como ficou bem evidente na derrota em Tondela) como no flanco direito, onde jogou este clássico. Incapaz de municiar Dost, desperdiçou passe de bandeja de Gudelj aos 15' e rematou frouxo aos 63'. Substituído aos 81', já saiu tarde.

BAS DOST. Tarde para esquecer do avançado holandês, que parece apagar-se nestes jogos de alta pressão e continua sem conseguir marcar ao FC Porto. Três vezes bem servido à frente, nunca preocupou Casillas: aos 36' e aos 77', cabeceou sem força e ao lado; isolado perante o guarda-redes aos 45'+1, parecia um defesa a atrasar-lhe a bola. Aos 49', centrou rapidamente para ninguém, como se a redondinha lhe queimasse os pés na área.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

 

Que não tivéssemos sido derrotados em casa pelo FC Porto. Marcel Keizer montou um sistema de jogo apostado essencialmente em não perder o primeiro clássico do futebol português de 2019. Com uma boa organização defensiva, recuando as linhas e concedendo a iniciativa de jogo ao adversário. Objectivo alcançado: o nulo inicial manteve-se até ao fim.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Primeiro jogo das competições nacionais terminado com a baliza leonina inviolada desde que o técnico holandês está ao comando da nossa equipa: há oito jogos seguidos que encaixávamos golos nas nossas redes. Demonstra maior solidez do quadrante defensivo do Sporting.

 

De Mathieu. O melhor em campo, com um desempenho impecável. Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.

 

De Coates. Formou uma sólida barreira defensiva com o colega ex-Barcelona. Fundamental para travar as investidas mais perigosas do trio atacante dos azuis e brancos. Um dos nossos jogadores com exibição mais positiva.

 

De Renan. O guarda-redes emprestado pelo Estoril ao Sporting voltou a valer-nos pontos. Desta vez ao travar no momento decisivo um remate à queima-roupa de Soares. Evitou assim que saíssemos derrotados deste clássico. Cada vez mais confirma como foi acertada a decisão de o trazer para Alvalade e de accionar a cláusula de opção para garantir a sua presença no nosso plantel da próxima época.

 

Do fortíssimo remate de Gudelj. Foi o grande momento do jogo, aos 77': um tiro disparado pelo sérvio a 35 metros da baliza, que proporcionou a Casillas a defesa da tarde. Com um guarda-redes menos qualificado entre os postes portistas do que o campeão mundial e bicampeão europeu, a bola teria entrado. Seria o golo da jornada. E, desde já, um dos golos do ano.

 

Da hora a que se disputou o jogo. Finalmente, jogámos num horário decente. Às 15.30 de sábado, calendário propício às famílias que gostam de assistir a desafios de futebol. Como tantas vezes aconteceu, durante décadas, nos espectáculos desportivos em Portugal antes de os canais de televisão terem começado a impor aos clubes os seus calendários em função das conveniências das respectivas programações.

 

Da grande adesão do público. Hoje estivemos 45.174 nas bancadas de Alvalade - foi, de longe, a maior afluência desde o início do mandato de Frederico Varandas, há quatro meses. Uma afluência justificada não apenas pelo adversário, campeão nacional, mas pelo horário convidativo e pelas perspectivas de combatividade da nossa equipa. Pena não ter havido golos: este público tão entusiasta e fervoroso, que não cessa de apoiar o Sporting, merecia um futebol com mais olhos nas balizas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sido incapazes de vencer o FC Porto. Terceiro embate neste campeonato com um clube que figura entre os melhores da Liga portuguesa. O balanço não é brilhante: em nove pontos possíveis, só conseguimos dois. É certo que dois desses jogos foram disputados fora de casa, mas mesmo assim estamos perante um indicador claro de que o Sporting 2018/2019 tem claudicado em momentos decisivos. Pior ainda: nestes três desafios só fomos capazes de marcar um golo. Hoje, em largos momentos da partida, tivemos toda a equipa a defender atrás da linha do meio-campo, atitude própria das equipas pequenas.

 

Do banco de suplentes. Surpreendente, a ausência de Miguel Luís: foi o melhor em campo há duas jornadas, frente ao Belenenses. Contra o Tondela, não chegou a ser utilizado. Desta vez não mereceu sequer figurar na convocatória. Tudo isto é estranho. E mais estranho ainda por não ser fornecida qualquer explicação aos sócios e adeptos.

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Foi um regresso muito badalado e aplaudido, serve para fazer publicidade às gameboxes, que estão a ser vendidas a bom ritmo, mas nem sequer para o banco de suplentes é convocado. Como se tivéssemos voltado à era Jorge Jesus. Algo não bate certo aqui.

 

Da passividade do treinador. Marcel Keizer demorou uma eternidade a mexer no sector ofensivo, onde mais se impunham alterações. Diaby, incapaz da acutilância que se exige a um extremo num clube com as ambições do Sporting, saiu apenas aos 81', dando lugar a Raphinha. Percebe-se mal por que motivo o ex-ala do V. Guimarães não entrou mais cedo - e até porque não foi ele a figurar no onze titular. Nani, extenuado, manteve-se em campo até ao fim. E Wendel, igualmente no limite das forças, só saiu por lesão aos 90'.

 

De Bas Dost. O internacional holandês claudica por vezes nos chamados "jogos grandes". Até hoje, por exemplo, nunca conseguiu marcar ao FCP. Desta vez voltou a fazer uma exibição apagadíssima, passando praticamente ao lado da partida. Bem servido por Jefferson aos 45'+1, isolado perante o guarda-redes, matou o lance com um frustrante passe para as mãos de Casillas. Aos 77', de novo isolado, cabeceou frouxo e ao lado. Foi só. Mesmo assim, manteve-se em campo até ao fim. E o reforço Luiz Phellype, ainda por estrear, manteve-se também sentado no banco de suplentes até ao fim.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Seguimos a oito pontos do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga: fomos incapazes de aproveitar o tropeção de ontem da equipa bracarense, que empatou (1-1) em Portimão. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

 

Foto minha, tirada esta tarde em Alvalade

Traumatismo craniano

Enquanto Bas Dost convalescia do traumatismo craniano do jogo contra o Belenenses, Keizer (e se calhar todos nós) apanhou um de características diferentes em Tondela, e hoje os dois Holandeses, com alguns compatriotas nas bancadas (um grupo de mais de 10 com uma bandeira no meu sector) estiveram um tanto ou quanto apáticos e fora do registo que nos habituaram. 

Bas Dost falhou duas ocasiões interessantes, escorregou várias vezes estragando jogadas promissoras e quase sempre apareceu murcho e distante.

Keizer, com Alvalade quase cheio, holandeses na bancada (no meu sector eram uma dezena com uma bandeira e tudo)  e a equipa a ser apoiada do princípio ao fim, baixou linhas, compactou o meio campo (o B.Fernandes podia ter ido tomar banho mais cedo), pôs o Renan a colocar a bola na frente (mais uma vez não comprometeu e evitou a possível derrota numa grande defesa), e deixou o ataque quase até ao fim entregue a 3 tristes avançados, alem do Bas Dost em dia não, um Nani em deficit físico e um Diaby a conseguir estragar tudo aquilo que procurava construir. 

No final de tudo um empate que não deixa de ser o mal menor, e resultado melhor tambem seria difícil porque o Porto está realmente noutro patamar de plantel e de rotinas de jogo, e o empate chegava-lhe para manter uma liderança folgada da Liga. 

Importa agora terminar a reestruturação do plantel e não desgastar ainda mais os 6 magníficos (Coates, Mathieu, Acuna, Nani, B.Fernandes e Bas Dost) na taça da Liga, aproveitando a Fase Final da mesma para dar minutos aos jovens do plantel e integrar as aquisições.

SL

 

Mixed feelings

Boa atitude dos nossos jogadores, com alguma sorte poderíamos ter marcado e levado o rival de vencida, mas há que reconhecer que o F.C. Porto possui uma excelente equipa, mas hoje não teve oportunidades por aí além, limitando-se a controlar o jogo, mais interessado em não perder, que correr riscos na busca pela vitória, o que se percebe pela vantagem pontual, com a vantagem de receber Benfica e Sporting em casa na segunda volta. Fica a sensação que talvez pudéssemos ter ido um pouco mais longe, Bas Dost falhou um cabeceamento perto da baliza e Casillas defendeu um excelente remate de Gudelj.

Para além de boa equipa, o F.C. Porto tem um plantel bem superior ao nosso, com várias opções no banco e até fora dos convocados, reforçado agora com o ingresso de Pepe e Fernando. Sem equívocos há que reconhecer que Keiser não tem as mesmas armas que Sérgio Conceição. A planificação da época foi o que sabemos, apesar de tudo não ouvimos o presidente ou qualquer dirigente com queixumes sobre a herança, ou desculpas para o insucesso. Praticamos um bom futebol, estamos no bom caminho, mas precisamos reforços capazes de entrar no onze, sem perder qualidade. Mais entulho é que não, já bastam os vários casos que temos por resolver, com um enorme peso na massa salarial.

O campeonato ficou mais difícil, mas há que continuar a lutar pela melhor classificação possível, a taça de Portugal é para tentar vencer, uma boa prestação na Liga Europa é perfeitamente possível. O torneio da carica continuo a acreditar que interessa para rodar jogadores, sobretudo evitando que possamos sair da coisa com lesionados ou castigados. Verdade que em Dezembro sonhámos com o título, mas face ao conturbado período que vivemos, quando muitos profetas da desgraça anunciaram a nossa morte iminente, a época está muito longe de perdida, eu diria que bem acima das expectativas iniciais. Há que não perder a noção da realidade, sem esquecer o ponto de partida.

O melhor prognóstico

Se os nossos jogadores tivessem tanta pontaria no momento do disparo à baliza como os nossos leitores e comentadores, além dos meus caros colegas de blogue, o Sporting seria de longe a equipa com mais golos marcados - em vez de ser apenas a quarta, como acontece nesta Liga 2017/2018.

A título excepcional, lancei-lhes aqui um repto para anteciparem o resultado da meia-final da Taça verdadeira que disputámos contra o FC Porto. Eis quem acertou no prognóstico:

Ângelo

Black Lion

Ricardo Roque

Aplicado o critério do desempate, regista-se um claro triunfo do leitor Ângelo, que não apenas antecipou o desfecho no momento em que se concluíam os 90 minutos da partida como a existência de um prolongamento sem golos e a vitória do Sporting no desempate por grandes penalidades.

Ele, acima de todos, merece os parabéns.

Quente & frio

Gostei muito de tudo. Do jogo repleto de emoção do princípio ao fim. Das bancadas em Alvalade cheias de adeptos vibrantes. Da nossa capacidade de superar obstáculos - com 55 desafios já disputados nesta temporada, contra apenas 47 dos portistas. Da entrega dos jogadores leoninos à luta pelo segundo troféu mais cobiçado do futebol português. Da nossa superioridade durante quase toda a partida. Do nosso triunfo em campo frente ao FC Porto, por 1-0 - o primeiro clássico que terminamos nesta época com vitória no tempo regulamentar de jogo. Do nosso acesso à final da Taça de Portugal, que disputaremos a 20 de Maio no estádio do Jamor.

 

Gostei do golo de Coates, que nos permitiu empatar a eliminatória, após termos sido derrotados 0-1 na primeira mão, no Porto. O internacional uruguaio, que tinha estado no centro de todas as críticas pela desastrada exibição frente ao Atlético de Madrid, na capital espanhola, soube redimir-se esta noite em Alvalade, não apenas por ter sido o único a meter a bola nas redes adversárias mas também pela sua excelente actuação no plano defensivo, com corte soberbos aos 31', 42' e 111'. Destacou-se ainda, no desempate por penáltis, por ter convertido a nossa quarta grande penalidade. Após Bruno Fernandes, Bryan Ruiz e Mathieu, e antecedendo Montero. Nenhum deles falhou neste momento decisivo.

 

Gostei pouco do sofrimento a que fomos submetidos até este desfecho bem sucedido - o terceiro que conseguimos por marcação de penáltis, após a meia-final da Taça da Liga (contra o FCP) e a final desta competição (contra o V. Setúbal), também decididas por grandes penalidades, com a balança a pender sempre a nosso favor. Prova inequívoca da maturidade competitiva e da força mental do plantel verde e branco, por mais que o cansaço físico prevaleça. Tudo está bem quando acaba bem.

 

Não gostei da ineficácia ofensiva dos nossos avançados, incapazes de marcar um só golo em lances de bola corrida ou bola parada. Bas Dost, anulado pelos centrais portistas, praticamente passou ao lado do jogo. Montero teve bons apontamentos (nomeadamente quando partiu os rins a Alex Telles, numa incursão pelo flanco direito aos 116') mas só foi bem sucedido na ronda dos penáltis finais. Doumbia entrou muito tarde, aos 105', e pouco ou nada fez no escasso tempo em que esteve em campo.

 

Não gostei nada da meia hora inicial desta meia-final em Alvalade, em que o Sporting se mostrou lento, previsível, inofensivo à frente, com notória falta de intensidade. Felizmente soubemos dar a volta por cima e melhorar muito no segundo tempo, culminando no golo aos 84' que levou a partida para prolongamento. Era já meia vitória, antecipando o bom desfecho desta difícil partida que ainda mais valoriza o triunfo leonino. Prenúncio de novas e ainda mais saborosas vitórias.

Prognósticos antes do jogo

Não costumo alargar esta janela de prognósticos a jogos que não integrem o campeonato nacional de futebol. Mesmo assim são 34 por temporada - o que perfaz 68 textos, pois faço sempre questão em assinalar quem venceu ou, se não houver vencedor, em deixar isso mesmo expresso. Até para registo futuro.

Pois hoje vou abrir uma excepção, a poucas horas daquele que pode bem ser o nosso principal desafio da actual época futebolística. Peço os vossos vaticínios para o resultado do Sporting-FC Porto desta noite de quarta-feira, na importante segunda mão da meia-final da Taça verdadeira. Sem esquecer os nomes dos marcadores dos nossos golos, se os houver.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da derrota. Não há volta a dar: nesta temporada somos incapazes de derrotar um dos nossos rivais. Balanço fraquíssimo: um empate com o Benfica, dois empates com o FC Porto e um par de derrotas com esta mesma equipa, que ontem voltámos a enfrentar, desta vez no Dragão, de onde saímos com novo resultado negativo: perdemos 1-2. Talvez a melhor exibição em clássicos desta época, mas o que conta são os números finais. Estes afastam-nos de vez da corrida pelo título de campeão nacional, colocando-nos a oito pontos do FCP quando faltam ainda nove jornadas. Um resultado igual ao do campeonato anterior, que nos tirou dessa corrida ainda antes, com 12 jornadas por disputar.

 

Do penálti perdoado ao Porto. Dizem que Artur Soares Dias é o melhor árbitro português: isto serve para mostrar a fraquíssima qualidade dos apitadores nacionais. Geralmente resguardado para os chamados "jogos grandes", é raro aquele em que sai com folha limpa. Desta vez prejudicou claramente - e grosseiramente - o Sporting ao perdoar uma grande penalidade cometida aos 17' pelo jovem defesa Dalot sobre Doumbia, quando o avançado leonino tinha a bola dominada e progredia dentro da área. O vídeo-árbitro, convicto da falta, alertou Soares Dias, que visionou o lance mas não deu o braço a torcer. E mesmo depois disto vão continuar a dizer que se trata do melhor árbitro português...

 

Das ausências. Se há jogo em que pesaram as ausências, foi este. Do nosso lado faltaram Bas Dost, Piccini e Podence (todos por lesão) e ainda o indispensável Gelson Martins (por castigo). Todos fizeram falta, cada qual a seu modo. É verdade que do lado do FCP Sérgio Conceição também não contou com Alex Telles (rei das assistências no campeonato), Danilo e Soares - nosso carrasco da época passada. Mas o Sporting (a)pareceu mais desfalcado neste clássico.

 

Das oportunidades perdidas. A história do jogo teria sido bem diferente se Rafael Leão, em vez de ter marcado apenas um golo, tivesse marcado dois: dispôs de oportunidade para isso, aos 89'. Antes dele aconteceu o mesmo a Doumbia (20'), Bruno Fernandes (22'), Coates (64'), Bryan Ruiz (65'), Montero (86') e novamente Coates (86'). Como noutros desafios, o Sporting tentou muito e quase conseguiu. Quase.

 

De Doumbia. Há jogadores, tal como existem alguns treinadores, que bem podem ser brindados com a alcunha de pés-frios. É o que parece ocorrer com o avançado marfinense: nem a lesão de Bas Dost o colocou como titular indiscutível do Sporting. Ele tenta bastante, mas parece ficar sempre com a tarefa por cumprir - ou por falta de jeito ou por manifesta falta de sorte. Recentemente viu dois golos limpos serem-lhe anulados, para duas competições diferentes. Agora, no Dragão, foi o chamado "melhor árbitro nacional" a negar-lhe um penálti que todo o país futebolístico viu. Aos 41', colocou mal o pé e lesionou-se sozinho, acabando substituído dois minutos depois. Alguém lhe lançou mau feitiço: Doumbia tem de ir ao bruxo.

 

De Ristovski. O jovem lateral direito não tem a mesma pedalada do ausente Piccini - isso voltou a ficar bem evidente numa exibição muito aquém daquilo que os adeptos esperavam dele. Aos 49' deixou Brahimi movimentar-se à vontade e fazer o golo da vitória portista. Nunca teve a acutilância que se impunha no apoio do ataque. Saiu aos 67', para entrar Rúben Ribeiro, ficando Battaglia no seu lugar.

 

Da estreia adiada de Wendel.  Aureolado de grande reforço, o médio que veio do Fluminense continua remetido para o banco, ainda sem um só minuto ao serviço do Sporting. O que se passará para demorar dois meses para vestir enfim de verde e branco?

 

Dos cartões amarelos. Na próxima partida teremos outra deslocação muito difícil: vamos a Chaves. Desfalcados de dois dos nossos melhores jogadores. Acuña e Bruno Fernandes viram cada qual o quinto cartão amarelo acumulado neste clássico, ficando assim impedidos de actuar em Trás-os-Montes.

 

 

Gostei

 

De Rafael Leão. Estreia de sonho do nosso jovem avançado, ainda júnior, num clássico da principal competição de futebol português. Jorge Jesus deixou-o de fora do onze inicial mas convenceu-se enfim de que ele fazia falta lá dentro após a lesão de Doumbia, mandando-o entrar aos 43'. Não podia ter começado da melhor maneira: marcou logo na primeira vez em que tocou na bola, aos 45'+1, com uma excelente mudança de velocidade, baralhando a marcação de Felipe e Dalot, e colocando muito bem a bola, que passou entre as pernas de Casillas. Fazia assim o empate, gelando o Dragão. Aos 63', noutra progressão perigosa, foi travado em falta, arrancando o amarelo a Felipe. Podia ter feito o 2-2 mesmo ao cair do pano, quando atirou por cima da baliza após bom centro de Rúben Ribeiro. Balanço muito positivo: em duas partidas, com apenas 88 minutos jogados, uma assistência e um golo. Valia a pena ter apostado nele mais cedo.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do costarriquenho, a melhor de verde e branco desta época. Começou como substituto de Gelson, jogando como ponta direita, mas rapidamente o treinador o remeteu para o corredor central, colocando-se atrás de Doumbia, por troca posicional com Bruno Fernandes. Foi bom na manobra ofensiva: é dele a assistência para o nosso golo. E foi bom também no momento defensivo: logo aos 12' salvou um golo quase certo do FCP, tirando a bola da linha da baliza, com Rui Patrício já batido (viria a suceder algo semelhante a Battaglia, aos 79'). Ainda ajudou a construir o lance que deu penálti (não assinalado) aos 17'. E esteve quase a marcar, num bom cabeceamento aos 65': a bola rasou o poste. Terminou o jogo novamente na ala direita, parecendo desta vez infatigável. Foi o melhor do Sporting.

 

De William Carvalho. Às vezes mal se dá por ele, mas não falha nos momentos decisivos. Voltou a ser crucial para a boa exibição leonina no Dragão, tanto na tarefa de recuperar bolas como na construção dos nossos lances ofensivos. É ele, com uma notável simulação, a iniciar o lance do golo, libertando a bola para Bryan Ruiz. Já tinha sido ele, com um passe longo, a começar a jogada que culminaria na grande penalidade (não assinalada) a Doumbia. Controlou o corredor central, sempre naquele estilo de falso lento de que alguns não gostam. Haveremos de ter saudades dele quando deixar de equipar de verde e branco.

 

De Bruno Fernandes. Começou como segundo avançado, mas por volta do minuto 10 Jesus mandou-o para a ala, com a missão de fazer incursões para o eixo do ataque. Com a transferência de Battaglia para lateral direito, aos 67', recuou para a posição 8, competindo-lhe comandar as operações ofensivas a partir daí. Jogou com a intensidade a que já nos habituou, criando linhas de passe (aos 17', numa das nossas melhores jogadas), fazendo bons centros (aos 20', para Doumbia) e tentando ele próprio o remate de meia-distância (aos 22', para defesa difícil de Casillas). Sendo um dos nossos jogadores mais utilizados, já denota algum desgaste físico. Mas nunca baixa os braços.

 

Da intensidade do jogo.  Ao contrário de outros embates entre as duas equipas já travados nesta temporada, este foi um verdadeiro clássico. Um desafio com transições rápidas, de parte a parte, quase sempre muito bem disputado, e com emoção de sobra até ao fim. Só o resultado, para nós, não esteve ao nível do resto.

Estorilgate (parte 2)

Espero que as instâncias jurisdicionais do futebol português, como se impõe, abram um processo de averiguação às declarações do ainda treinador do Estoril na sequência da miserável prestação da sua equipa na Amoreira. Num jogo que teve duas partes separadas por trinta e sete dias, o que permitiu ao FC Porto - a perder ao intervalo - fazer "seis alterações" de uma assentada na equipa.

Quando o próprio técnico, sem papas na língua, se vem queixar de que os jogadores fizeram "pouco ou nada" e aquele conjunto de 11 indivíduos (a que recuso chamar equipa) "quase dava dó", o cheiro a esturro é evidente.

Ivo Vieira é um treinador que me merece consideração e respeito. Ele sabe, melhor que ninguém, que não existe a menor correspondência entre o Estoril que ganhava ao FC Porto por 1-0 na primeira parte disputada em 15 de Janeiro (ou que derrotou o Sporting por 2-0 em 4 de Fevereiro) e a vergonhosa autoestrada ontem aberta no estádio António Coimbra da Mota em benefício dos portistas.

Já basta ter existido um Estorilgate (parte 1), numa das mais vergonhosas épocas desportivas de que há memória. O futebol português não pode continuar assim, chafurdando de lamaçal em lamaçal.

 

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