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És a nossa Fé!

A evolução é uma coisa estranha... para alguns

Digam o que disserem do video arbitro, sem dúvida que se trata de uma evolução tremenda.

Quero lá saber se mata a emoção do jogo, o que ainda hoje se viu que é mentira, pois tive uns minutos de sofrimento desnecessário.

A verdade é que este jogo, no passado, originaria choro e discussão, durante a semana inteira, por parte de adeptos de outros clubes, que afirmariam que o Sporting tinha ganho com um golo irregular, quando também teria sofrido um golo irregular, mas isso normalmente não lhes interessa.

Os melhores prognósticos

Não há fome que não dê em fartura. Depois de duas jornadas sem ninguém acertar, desta vez houve nada menos de cinco vencedores. Todos vaticinaram não apenas a vitória do Sporting por 2-0 na Amoreira, mas também Bas Dost como marcador de pelo menos um dos golos (o outro foi Bryan Ruiz, que ninguém conseguiu antecipar, sem qualquer surpresa.)

Eis o quinteto dos vencedores: Carlos Silva, José da Xã, Leão do Fundão, Leoa Maria e Orlando.

Parabéns a todos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais três pontos conquistados. Vitória merecida frente ao Estoril na Amoreira, por 2-0, com golos de Bryan Ruiz (22') e Bas Dost (86'). Terceiro triunfo consecutivo, após as vitórias frente ao Moreirense e ao Rio Ave. Segunda melhor série de jogos do Sporting nesta Liga 2016/17.

 

De Rui Patrício. Saiu muito bem dos postes, sem hesitar, aos 75', negando assim o golo ao Estoril. Outra exibição convincente do nosso guarda-redes, que regressou à boa forma.

 

De Gelson Martins. Por vezes parece o único jogador que imprime velocidade à equipa leonina. Parte os rins às defesas adversárias, ganha sucessivos confrontos individuais, desequilibra sempre na sua área e oferece golos de bandeja, que os colegas teimam em desperdiçar. Ele próprio desperdiçou hoje um. Mesmo assim, merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. O que dizer de um avançado que lidera a lista dos goleadores no campeonato português, levando 18 golos marcados em 23 jornadas, tantos quantos os que Slimani conseguira faz agora um ano? Hoje Bas Dost desperdiçou dois, mas mesmo assim voltou a marcar. Com a originalidade de ter sido o seu primeiro golo de penálti, convertendo-o sem problema - missão de que costuma encarregar-se o colega Adrien, hoje ausente.

 

De Palhinha. Regressou à titularidade, substituindo o castigado (e lesionado) Adrien embora na posição habitualmente ocupada por William, que hoje jogou mais adiantado no eixo do meio-campo. Cumpriu com zelo a missão de que estava encarregado. E não se limitou a bloquear as vias de acesso dos estorilistas ao nosso reduto defensivo: já na segunda parte, soube também construir lances de ataque com qualidade.

 

De ver desfeita a "maldição Adrien". Até hoje, o Sporting teve sempre maus resultados quando o capitão estava ausente. Mas o feitiço quebrou-se. Já era tempo.

 

De voltar a ver Bryan Ruiz marcar um golo. O costarriquenho não marcava desde a primeira jornada.

 

De outro jogo sem golos sofridos. A nossa defesa cumpriu: Coates e Paulo Oliveira estão a revelar-se o melhor duo da época no eixo defensivo do Sporting

 

 

Não gostei

 

Do festival de golos falhados. De quantas tentativas precisamos para marcar um golo? Hoje os nossos jogadores voltaram ao carrossel do desperdício, sem que se perceba bem porquê. 39': grande passe de trivela de Gelson Martins, Bas Dost falha à boca da baliza, chutando para a bancada. 45': excelente lance desenvolvido por Gelson, que endossa a bola a William Carvalho, mas este remata sem nexo, muito acima da barra. 56': primorosa combinação entre Alan Ruiz e Gelson, com este a servir novamente Dost e o holandês novamente a falhar. 70': foi a vez de Gelson Martins desperdiçar um golo cantado, desta vez na sequência de um passe de ruptura de Palhinha.

 

Da lentidão da nossa equipa. Será só cansaço?

 

De Jefferson. Continua a ser um modelo de ineficácia. À beira do fim do jogo, endossou a bola a um adversário em zona proibida. Podia ter sido golo.

 

Da entrada tardia de Podence. Para quê dar um minuto de jogo ao ex-extremo do Moreirense resgatado há semanas pelo Sporting, fazendo-o entrar já no tempo extra? Uma decisão incompreensível de Jorge Jesus, tanto mais que nem precisava de queimar tempo pois a nossa equipa já vencia 2-0.

Prognósticos antes do jogo

Vai ser o primeiro jogo do Sporting desde a pré-temporada que não verei em directo: a essa hora estarei a apresentar em Braga o meu livro Política de A a Z. Mas abro aqui, mesmo assim, o habitual espaço para prognósticos, desta vez reservados a respeito do Estoril-Sporting que se disputa este sábado, a partir das 18.15, com arbitragem de Rui Costa.

Vejam lá se acertam no resultado.

O dia seguinte

Mário Duarte, O Jogo: «O Sporting chegou à vantagem com naturalidade, na sequência dos atributos técnicos dos seus jogadores em manobra interpretada por Gelson - arranca pela direita e tira o cruzamento calibrado ao segundo poste - e Bas Dost antecipa-se a Lucas Farias e faz o golo de cabeça em gesto técnico perfeito -, porventura duas das figuras em maior destaque nesta fase da época entre os leões: um pela sua explosão, o outro pela eficácia demonstrada desde a chegada à equipa.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «Se esquecêssemos as balizas, o futebol verde-e-branco chegou a ter pormenores deliciosos. Porém, era quase tudo fora da área. Muitas trocas de bola que encantavam os adeptos, mas bastante dificuldade para entrar na área. Até que Bryan Ruiz descobriu Gelson na direita e este, depois de receber a bola e olhar para a área, descobriu a cabeça de Bas Dost. Não era, aliás, difícil: o holandês era o mais alto da área. E, sendo o mais alto, foi-lhe relativamente simples colocar a bola no fundo da baliza de Moreira. Se já não há Slimani, parecia passar a haver Bas Dost. Muito Bas Dost, sejamos ainda mais objectivos.»

 

Sérgio Krithinas, Record: «Foi com as feridas abertas por duas derrotas bem dolorosas, cada uma à sua maneira, que o leão voltou a casa. À sua espera, o apoio de mais de 40 mil pessoas, compreensivas e carinhosas, mesmo aquilo que se pretende depois de um mau dia no trabalho. E o leão agradeceu, sacudindo os fantasmas antes mesmo de eles poderem aparecer, vencendo o Estoril de forma clara, numa demonstração de força que não deve ser subestimada pelos rivais.»

Os nossos jogadores, um a um

Regresso às vitórias, regresso às exibições convicentes. Com uma equipa madura, bem oleada, protagonista de inúmeras jogadas vistosas, denotando clara superioridade frente a um débil Estoril que foi incapaz de dar réplica ao Sporting.

Vencemos 4-2. Mas o resultado é enganador, tão grande foi a disparidade entre os dois conjuntos. Ao intervalo, vencíamos 1-0. Aos 62', vencíamos 3-0. Os estorilistas apontaram os seus golos em duas das três ocasiões em que dispuseram de algum espaço na nossa área durante toda a partida. Então já a turma leonina deixara de carregar tanto no acelerador, poupando energias suplementares para o desafio de terça-feira, frente ao Legia de Varsóvia, a contar para a Liga dos Campeões.

O melhor deste jogo foi a confirmação da veia goleadora de Bas Dost. O internacional holandês marcou o primeiro e o terceiro, encabeçando já a lista dos melhores marcadores da Liga 2016/17 a par de André Silva (FCP) e Marega (V. Guimarães). Mas com menos minutos disputados. Em três jogos já pôs a sua assinatura em quatro golos. Nada mal.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Encaixou mais dois golos. Sem hipóteses de defesa no primeiro, pareceu no entanto mal batido no segundo, com uma saída extemporânea da baliza.

JOÃO PEREIRA (6). Combativo, como sempre. E muito bem integrado na frente atacante, tabelando com Gelson Martins. Batido em velocidade no primeiro golo do Estoril.

COATES (6). Fez o gosto à cabeça apontando o segundo golo leonino, na sequência de um canto. Bem a defender excepto no segundo golo do Estoril, em que pecou por falha de marcação.

RÚBEN SEMEDO (6). Exibição impecável até aos 85', com a autoridade e a concentração que já nos habitou. Falhou na acção de cobertura ao marcador do Estoril no primeiro golo adversário.

JEFFERSON (5). Recuperou a titularidade por impedimento físico de Marvin. Voluntarioso, com vontade de mostrar serviço. Mas não esteve inspirado nos cruzamentos, a sua habitual mais-valia.

WILLIAM CARVALHO (8). Soberba partida do nosso médio de contenção, especialista em recuperações de bola. Assistência para o terceiro golo e intervenção na construção do quarto com excelentes passes de ruptura.

ADRIEN (7). Voltou a ser o dínamo da nossa equipa, alargando e alongando a manobra ofensiva leonina. É também um poço de energia. Único senão: agarrou-se por vezes demasiado à bola. Saiu ovacionado aos 76'.

GELSON MARTINS (8).  De jogo para jogo assume-se como um dos melhores profissionais que actuam no campeonato português. Fez a assistência para o primeiro golo, confirmando a sua influência no bloco ofensivo leonino.

BRYAN RUIZ (6).  Assistiu no quarto golo, participou na construção do primeiro e soube pressionar o Estoril. Mas mantém uma relação complicada com a baliza: voltou a falhar um golo a escassos metros da linha final.

ALAN RUIZ (3). Com ele em campo, na primeira parte, o Sporting pareceu jogar só com dez. O argentino fez um bom remate mas isto esgotou a sua intervenção no jogo. Jesus decidiu castigá-lo retirando-o ao intervalo. Fez bem.

BAS DOST (8). Titular de novo, deu a resposta adequada. Com dois golos que o confirmam como artilheiro. O primeiro num bom cabeceamento, o segundo culminando uma excelente jogada de bola corrida. Saiu aos 73', muito aplaudido.

ANDRÉ (6). Entrou na segunda parte, conferindo mais dinâmica à equipa em comparação com o que fizera Alan Ruiz nos primeiros 45 minutos. Autor do quarto golo, que certamente lhe transmitirá mais confiança para os próximos jogos.

MARKOVIC (6). Substituiu Bas Dost aos 73'. Protagonista de duas arrancadas que empolgaram os adeptos, aos 74' e 81'. Tem clara vontade de mostrar o seu valor aos sportinguistas, que lhe retribuíram com gestos de incentivo.

ELIAS (4). Substituiu Adrien aos 76'. A equipa em nada beneficiou com a troca, muito pelo contrário. O brasileiro, mal recebe a bola, despacha-a de imediato, sem progredir com ela. Inócuo e banal.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória folgada. Vencemos o Estoril em Alvalade por 4-2, num jogo totalmente dominado pela nossa equipa. Quarto triunfo em quatro desafios já disputados em Alvalade neste campeonato.

 

Da nossa exibição. O onze leonino revelou grande dinâmica de jogo, traduzida numa claríssima superioridade sobre a equipa adversária, e uma inegável capacidade de pressão, reduzindo o Estoril à insignificância durante quase toda a partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês marcou dois belos jogos (13'+62') e foi sempre uma referência no ataque leonino, o que me leva a elegê-lo como melhor jogador em campo. Justamente saudado com calorosos aplausos ao ser substituído, no minuto 73, o ponta-de-lança já leva quatro golos marcados em apenas três jogos.

 

De William Carvalho. Exibição notável do nosso médio-defensivo, com incontáveis recuperações de bola e diversas acções de desarme com notório virtuosismo técnico. Primorosa assistência para o nosso terceiro golo. Foi ele também a iniciar a jogada que originou o quarto. Só lhe faltou marcar.

 

De Gelson Martins. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Estoril em contínuas acções ofensivas pelo nosso flanco direito. De uma dessas investidas resultou o centro milimétrico que acabou por gerar o nosso primeiro golo. E vão quatro assistências na Liga 2016/17.

 

De Adrien. Incansável, uma vez mais. Voltou a pautar o jogo da nossa equipa com um intensidade digna de aplauso e uma energia que parece inesgotável.

 

Da estreia de André a marcar. Decorria já o tempo extra quando o avançado brasileiro meteu a bola na baliza, após assistência de Bryan Ruiz. Era o nosso quarto golo - e o primeiro dele com a camisola verde e branca.

 

Do apoio convicto dos adeptos. Hoje fomos 41.994 espectadores em Alvalade. Está a ser a temporada com maior assistência média desde que o actual estádio foi construído.

 

 

Não gostei

 

Dos dois golos consentidos. Quase ao cair do pano, duas raras incursões dos estorilistas pela nossa grande área resultaram num par de golos perfeitamente evitáveis. Rúben Semedo não travou o primeiro, Coates falhou a intercepção no segundo. O resultado devia ter sido mais desnivelado para traduzir o que se passou em campo.

 

Dos golos falhados. Bryan Ruiz teve a baliza à sua mercê aos 29', acabando por rematar para a bancada. O mesmo sucedeu a William Carvalho aos 79'.

 

Do marcador ao intervalo. Ganhávamos apenas por 1-0 - resultado manifestamente escasso para a exibição evidenciada nos primeiros 45 minutos.

 

De Alan Ruiz. Uma nulidade enquanto esteve em campo, durante o primeiro tempo: sem dinâmica, sem capacidade de jogar sem bola, estático e conformista. Jorge Jesus fez bem em substituí-lo ao intervalo por André.

 

De Elias. Entrou aos 76', substituindo Adrien. Exibição falhada: é incapaz de transportar a bola, que parece queimar-lhe os pés.

Lição da semana

A lição da semana é: a jornada europeia começa na jornada da Liga que antecede o jogo da Champions e só termina na jornada da Liga que segue ao jogo da Champions. E não vale a pena vir com histórias de mudança de "chipe". Não serve de nada ir jogar a Madrid como se fôssemos o Barcelona para depois vir jogar com o Rio Ave como se fôssemos o Feirense. Talvez a lição devesse já estar estudada para a próxima jornada europeia, que começa na sexta-feira: Estoril-Legia-Guimarães. Está bem que o Legia não é o Real, mas cada uma destas equipa é suficientemente chata para não poderem existir distracções.

O melhor prognóstico

Desta vez voltaram os prognósticos correctos. E logo aos pares: dois dos nossos leitores, Sam e José Vieira, acertaram no resultado do Estoril-Sporting (1-2).

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada cabe a José Vieira, que vaticinou um dos dois golos de Slimani.

Na 26ª jornada haverá mais palpites. E - espero - também mais golos do nosso craque argelino, Leão dos quatro costados.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória num estádio muito difícil. Tínhamos nove "finais" pela frente. Agora só temos oito. Mais um obstáculo foi ultrapassado, há pouco, com o nosso triunfo frente ao Estoril, equipa que se encontra na sua melhor fase desta época e vinha de quatro vitórias em cinco jogos.

 

Da vantagem inicial. Já vencíamos quando estavam decorridos apenas 5' de jogo, o que transmitiu mais confiança. Aos jogadores e aos adeptos.

 

Do nosso domínio absoluto na primeira parte. Supremacia total do Sporting neste período, em que o Estoril não dispôs de nenhuma oportunidade.

 

De Slimani. O homem do jogo: voltou aos golos, marcando dois (5' e 45'). E voltou também às grandes exibições. Podia ter marcado mais dois e ainda serviu Bryan Ruiz de calcanhar num dos melhores lances do desafio, aos 27'. Já leva 24 golos marcados nesta temporada.

 

De João Mário. O maestro da equipa, superando a ausência de Adrien com muita qualidade de passe e uma excelente visão de jogo. As suas constantes trocas posicionais foram um elemento fundamental para o domínio territorial leonino durante quase todo o encontro. Podia ter marcado aos 72'.

 

De William Carvalho. Uma das notícias mais positivas deste jogo: o melhor William está de volta. Infatigável, o nosso médio defensivo foi fundamental para consolidar o dique defensivo leonino e distribuir jogo. Boa nota para os seus passes de rotura, lançando os companheiros. Foi assim aos 55' para Bryan Ruiz, aos 71' para Slimani e aos 72' para João Mário.

 

De Rui Patrício. Grande actuação do nosso guarda-redes, que foi decisivo para conter o ímpeto atacante do Estoril no quarto de hora final. Sofreu um golo indefensável, à queima-roupa, mas impediu outros dois.

 

Do resultado ao intervalo. Os jogadores foram para o balneário com a noção do dever cumprido: os 2-0 abriam boas perspectivas para a vitória final, que acabou por ocorrer.

 

Do nosso jogo colectivo. Grande dinâmica ofensiva aos 22'/23' e aos 75'/76' - só para indicar dois exemplos de controlo territorial e supremacia técnica do Sporting.

 

Da entusiástica onda verde. O estádio António Coimbra da Mota encheu, com 7729 espectadores - a esmagadora maioria dos quais exibindo cachecóis verdes. O "12º jogador" não revela o menor sinal de desânimo ou descrença, muito pelo contrário. Continuamos animados no sonho de conquistar o título.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Manuel Mota teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Do nosso regresso ao comando do campeonato. Vantagem, ainda que provisória, para o Sporting - de novo no primeiro lugar.

 

 

Não gostei

 

Da contínua aposta de Jorge Jesus em Teo Gutiérrez. Uma vez mais, o colombiano foi um elemento muito abaixo da dinâmica média da equipa. Custa perceber por que motivo o treinador insiste em convocá-lo como titular.

 

Da ausência de Adrien. A qualidade do jogo leonino reflecte-se, para pior, com a ausência do nosso capitão. Como hoje aconteceu.

 

Do sofrimento no quarto de hora final. A equipa relaxou e confiou demasiado na vantagem por duas bolas, desorganizando-se. Não havia necessidade.

 

Das substituições tardias. O técnico fez entrar Bruno César aos 67' para o lugar do inócuo Teo - substituição que não adiantou nem atrasou. Mas não voltou a mexer na equipa até aos 90'+2', quando Barcos entrou enfim, só para queimar tempo e tocar uma vez na bola. Isto quando havia já vários jogadores à beira da exaustão, com destaque para Bryan Ruiz e Aquilani.

 

Do resultado. A vitória só pecou por ser escassa.

Agora sim, vou assinar a sportv

Diz que vão colocar lá um tipo especialista em leitura labial.

Houvesse essa opção e teria sido mais fácil entender o que disse JJ ao quarto árbitro.

Mas pronto, como não havia, eu dou uma ajudinha a quem desconhece, para que não restem dúvidas.

Daquela boca santa sairam estas palavras: "Um melão! Eu sei bem que o de Almeirim é o melhor. E casca de Carvalho também é bom, óvistes?".

Só me ocorre que o Vitinho seja produtor de "pele de sapo"...

A "lei" da compensação

O tema já foi abordado e com a acutilância característica do Pedro Correia, mas logo depois do jogo ficou a ideia de escrever qualquer coisa sobre isto.

Eu vi o jogo na tv e logo ali, na jogada corrida, no lance do penalti, vi que havia fora-de-jogo de Teo Gutierrez. O penalti é clarinho, mas já lá vamos...

Assistimos a uma prestação menos boa de alguns elementos da equipa e demo-nos conta da falta de Adrien, mas também nos apercebemos que como equipa o conjunto esteve muito bem, ou seja, o colectivo superou-se ao individual; Confesso que não sei se isto é bom ou mau, mas perguntem ao Rui Vitória, ele é capaz de ter alguma opinião. Apenas uma referência individual e porque é justo, já que lhe bati noutras circunstâncias: João Pereira voltou a fazer um excelente jogo.

Eu não sei bem se o Estoril atravessou o autocarro, mas que trouxe duas vanettes da Amoreira, disso eu não tenho dúvidas nenhumas e com duas linhas muito juntas que coartavam a iniciativa aos nossos homens da frente e permitiam saídas rápidas para o contra-ataque, foi criando perigo e dando trabalho a Rui Patrício, tendo até oportunidades para marcar, bem anuladas pela exibição segura do nosso número um, que vai provando uma evolução enorme a cada época que passa.

Isto era tão bom se fosse como quando éramos putos, como diz o Pedro Oliveira ali em baixo: Muda aos cinco e acaba aos dez e, felicidade suprema, sem árbitros! As discussões eram muitas, mas dissipavam-se logo que se via que uma equipa era melhor que a  outra e os argumentos técnico-tácticos se sobrepunham à retranca. A única autoridade que por vezes intervinha era o polícia, que quando estava com os azeites, lá aplicava a fatídica multa que levava a bola a ficar encarcerada por largo período de tempo, até os pais se esquecerem da pastilha aplicada. No início dos anos sessenta, 50$50 (cinquenta mil e quinhentos, cinquenta escudos e cinquenta centavos, qualquer coisa como vinte e cinco cêntimos de euro) era uma quantia que fazia mossa à maior parte das famílias. Ainda se o estádio fosse alguma coisa de jeito, mas a rua era (ainda é) de calçada de granito, completamente desnivelada, pondo a cada jogada à prova a genialidade dos praticantes, uma pedra mais alta que outra a originar quedas aparatosas e "falta! é falta, cara..." gritado a plenos pulmões e a vizinha do 103 a vir à janela incomodadíssima (eu acho que era despeito, porque a senhora nunca teve filhos, mas isto é agora a quase cinquenta anos de distância) a chamar a atenção para a "asneirada que por aí vai". Ninguém me tira da cabeça que era ela a culpada da visita do chui.

Ah, pois! O árbitro. É hoje um elemento essencial ao bom decorrer de qualquer jogo de qualquer modalidade. As equipas jogam quase todas com os mesmos argumentos e para evitar salgalhadas, instituiu-se que um tipo com um apito na boca e dois com uma bandeira na mão metem ordem naquilo. Às vezes! É que, se nos jogos de miúdos, a qualidade de uma equipa impunha a disciplina, por vezes (vezes demasiadas infelizmente) a falta de qualidade dos árbitros e assistentes é o óbice a um desfecho perfeito num qualquer jogo, neste caso concreto de um jogo de futebol.

E o jogo de Sábado teria tido um final perfeito, se o tipo do apito e os da bandeira, tivessem demonstrado alguma qualidade. A ver: Se os três homens tivessem demonstrado estar interessados em fazer a sua parte de acordo com as leis de jogo, estaríamos a falar de um bom jogo de futebol, com um resultado suado mas com uma diferença por duas ou três bolas e onde, apesar dos protestos dos jogadores do Sporting, o árbitro não marcou uma grande penalidade, quando o jogo já estava em 2-0, por fora-de-jogo de Gutiérrez antes de sofrer falta clara para penalti. Mas não, o que vamos ouvir durante esta semana e até final do campeonato, é que o Sporting venceu o Estoril com um penalti precedido de fora-de-jogo e quando os palermas do costume vierem fazer o balanço do campeonato, lá irá aparecer este lance, sendo cirúrgicamente esquecidos todos os restantes, incluíndo uma raquetada com a mão de um dos do Estoril (nem de propósito, Mano de seu nome) e um fora-de-jogo escandalosamente assinalado a Gutiérrez, que está em jogo praí meio-campo (pronto, dois, três metros, mas é apenas para verem o tamanho do erro), que até quando recebe e domina a bola ainda está atrás do defesa estorilista. Portanto, para aqueles que vierem com tal argumento, encomendo-os para declarações de Diego Armando Maradona, um rapaz argentino da minha idade, que não tem papas na língua; Vocês sabem do que é que eu estou a falar...

Claro que poderia ainda falar daquele amarelo mostrado ao Jefferson, mas isso era estar a colocar o árbitro no mesmo patamar do polícia da minha infância e apesar dos cinquenta mil e quinhentos, o bófia tinha a seu favor a lei, que cumpria escrupulosamente.

Pensando melhor, eu acho que o Jorge Ferreira é mais a vizinha do 103...

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