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És a nossa Fé!

Esgaio, Tobias, Podence e Gauld

Vi ontem parte do jogo que opôs o Sporting B ao Santa Clara e confesso que não fiquei muito impressionado. Fala-se com frequência na necessidade de recrutar jovens da equipa B para a equipa A, mas julgo que isso deve ser feito com prudência e parcimónia. Tirando Esgaio, que aliás já jogou na equipa principal e tem mérito mais que demonstrado, do que vi equacionaria apenas dois jogadores: Tobias Figueiredo e Daniel Podence.
Assisti ao desafio sobretudo para analisar a actuação de Ryan Gauld, um dos reforços da nova temporada. Achei-o banal, sem nada que mereça particular destaque, excepto numa jogada em que demonstrou ter bom toque de bola. Mas esteve muito desligado da movimentação colectiva. Julgo que continuará na B por muitos e bons meses.

Um erro de casting?

Paulo Fonseca, no alto da sua confiança cega, disse não ter dúvidas de que André Geraldes será o futuro lateral-direito da Selecção.

No entanto, a avaliar pelos jogos da pré-época e das análises que imprensa e adeptos têm feito às prestações de André Geraldes, poucos sportinguistas porão uma moeda no vaticínio do antigo treinador do Porto.

Ricardo Esgaio, miúdo da formação, com provas mais do que dadas na 2ª Liga, era, no final da época passada, o candidato natural a disputar o posto de lateral-direito no 11 com Cédric. A contratação de André Geraldes acabou, no entanto, por relegar o jovem nazareno para 3ª opção daquela posição. Escrevem, aliás, os jornais que Esgaio já terá pedido para ser emprestado a uma equipa da 1ª Liga para ganhar ritmo, ao invés de continuar a dar um ar da sua graça pela 2ª Liga.

Marco Silva, no alto da sua experiência de ex-futebolista, diretor desportivo e agora treinador, saberá, melhor do que ninguém, com o que pode contar de André Geraldes e Esgaio. O que não pode nem deve fazer é dar, sob o pretexto de se tratar de um reforço, uma tolerância extra a um jogador cujas claras dificuldades de adaptação indiciam, com segurança, que nunca conseguirá vir a ser uma alternativa útil a Cédric, desperdiçando, com isso, outro elemento mais válido para o plantel.

Balanço (18)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre ESGAIO:

 

- Pedro Oliveira: «Como futebolista compararia Ricardo Esgaio com Dani Alves. A mesma altura, 1,73 m, o mesmo signo força e terra (Dani nasceu a 6 de Maio), a mesma vontade de vencer. Tal como o brasileiro do Barcelona, Ricardo sente-se à vontade em todo o corredor direito.» (28 de Novembro)

- João Paulo Palha: «Se me perguntarem se o Sporting deve reforçar-se em Janeiro, tendo em vista o título, direi que sim, se tal for necessário, que vamos aos bês buscar Rúben Semedo ou João Mário ou Iúri Medeiros ou Betinho ou Ricardo Esgaio.» (12 de Dezembro)

- Edmundo Gonçalves: «Se alguma das pérolas sair, olhem, temos o João Mário e o Esgaio e outros miúdos, que defenderão o Leão tão bem quanto estes agora o fazem.» (24 de Março)

Os nossos jogadores (17): Ricardo Esgaio

 

Já quanto a Welder (…) os leões não devem ir ao mercado para colmatar (…)uma vez que para a posição de lateral direito, além de Cédric Soares e Peris há Esgaio in A Bola de 2013-11-27, p. 19

 

Ricardo Sousa Esgaio nasceu na Nazaré a 16 de Maio de 1993 mas a luta de Ricardo não é em ondas gigantes de água salgada, é em campos verdes, sem prancha, com bola.

Chegou ao nosso Sporting na época de 2004/2005, foi campeão nacional de iniciados (juniores C) em 2007/2008 e de juniores (juniores A) em 2011/2012, conquistou, também, como juvenil (juniores B) o campeonato regional de Lisboa em 2008/2009. Já esta época, venceu a Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa.

Como futebolista compararia Ricardo Esgaio com Dani Alves.

A mesma altura, 1,73 m, o mesmo signo força e terra (Dani nasceu a 6 de Maio), a mesma vontade de vencer. Tal como o brasileiro do Barcelona, Ricardo sente-se à vontade em todo o corredor direito, muito concentrado a defender, utiliza a velocidade e a técnica que possui para ir algumas vezes até à linha de fundo de onde “saca” cruzamentos que são meio golo, noutras vezes opta por procurar zonas mais centrais onde se encarrega de finalizar (trifinalizar, às vezes) utilizando, preferencialmente, o pé direito.

Recordo um jogo que vi em Belém (frente ao Atlético). Esgaio tinha acabado de fazer 19 anos e dava os primeiros passos na equipa principal, o que não impediu de ser ele a corrigir posicionamentos e a dar indicações a colegas, nomeadamente a Diego Rubio.

Por tudo o que já nos deu mas, principalmente, pelo muito que nos pode dar, Ricardo Esgaio, o miúdo da Nazaré, nove épocas de leão ao peito e titulado em todos os escalões de formação, foi a minha escolha para Os nossos jogadores.

Visão de mercado

Um bom aviso que não foi escutado na hora "para evitar novos casos Pedro Mendes". Aplauso, portanto, pela renovação com Zezinho, João Mário e Ricardo Esgaio: há que ter visão de mercado. Caso contrário não valeria a pena mantermo-nos como centro formador de excelência, algo de que justamente nos orgulhamos enquanto sportinguistas por fazermos a diferença no futebol em Portugal.

{ Blog fundado em 2012. }

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