Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Convém reter...

Podemos discordar, eu discordo, da forma de actuação de Bruno de Carvalho, porém, convém reter o conteúdo desta actuação:

 

«RECORD - O Pavilhão João Rocha será o grande legado de BdC no Sporting ou ainda está muito e melhor por acontecer?

 BdC – É bonito para esta direção. É bonito sermos os primeiros em 111 anos a fazer um pavilhão. Não nos podemos esquecer que tivemos uma nave, que era uma adaptação, e tínhamos duas coisas ali ao pé do metro, que não eram propriamente pavilhões. Mas também ficamos felizes por, em 25 títulos europeus, já termos contribuído para três. Assim como ficamos felizes por termos chegado com 35 modalidades e termos agora 54. Ficamos felizes por todas elas estarem a lutar para serem campeãs. Não é só dar o nome como antigamente. Ficamos contentes por, de facto, podermos, neste momento, estar num futebol em que as pessoas têm uma fé e uma crença em que podemos realmente lutar pelos títulos. Não é aquela história do ‘eterno candidato ao título’... Nada disso. Neste momento somos um candidato ao título. Real. Não é a coisa de ser grande. Antes não éramos. ‘Um dia podia acontecer’. Mas agora não. E, claro, tirar o clube da falência onde estava há quase 20 anos... Fantástico! O estarmos a resolver dramas tremendos com a CM e com outras entidades que já duravam há décadas... Assuntos tremendos que valiam milhões de euros. Só para terem uma noção, em contingências – contingências são possibilidades de dívidas que os bancos puseram de lado na restruturação financeira –... estamos a falar de 21 M€. Neste momento, estamos em 2 M€...

 

R - Está a falar na redução dessas mesmas contingências?

BdC – Exato. Resolvemos 19 milhões. 19 M€! Sem pagarmos um tostão. São coisas brutais. Temos uma série de coisas das quais nos podemos orgulhar, mas há algo que ainda nos orgulha mais e que é inerente a todos: acordamos todos de manhã e achamos que ainda há muita coisa por fazer.»

O que diz Coentrão

img_193x193$2017_08_03_17_40_35_1297361[1].jpg

 

«Sempre tive o sonho de poder jogar neste grande clube, o Sporting. Felizmente surgiu essa oportunidade e nem olhei para trás.»

 

«Espero já ir de cabeça pintada [de verde, ao Benfica-Sporting da segunda volta].»

 

«Temos de ser sinceros: mudou muita coisa no Sporting. Está completamente diferente em relação há cinco, seis anos. Hoje todas as equipas portuguesas temem o Sporting e é isso que nós queremos: que tenham medo do Sporting.»

 

«Não quero ser aquele jogador que veio do Real e já ganhou tudo. Não. Quero ser a pessoa que sempre fui. Uma pessoa sempre humilde e [disposta a] ajudar naquilo que for necessário.»

 

«O que me interessa agora é esta camisola que eu visto, este símbolo que não é campeão há muitos anos. Vou dar tudo para que este clube seja campeão.»

 

«Gostaria que as coisas corressem bem aqui, que pudesse ganhar o título, que as pessoas me acarinhassem, para que possa, quem sabe, acabar a minha carreira aqui.»

 

«Estou encantado. Gosto cada vez mais do Sporting.»

 

Fábio Coentrão, hoje, em entrevista ao Record

Ó Meirim, anda cá ler isto

"Alimpa-te" a este guardanapo e vê se tens um pouco de vergonha cara.

 

"Bacelar Gouveia, ex-presidente do Conselho Fiscal do Sporting, acredita que as recentes decisões do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra Bruno de Carvalho têm "mão vermelha e bem vísivel".

O constitucionalista é directo e claro nas insinuações que faz à interferência do Benfica nos órgãos da justiça desportiva, acusando o emblema da Luz, nesta matéria, de um domínio "escandaloso".

"O Benfica tem vindo a dominar de forma escandalosa a opinião pública e chega aos órgãos da justiça desportiva. Percebe-se que há sempre uma mão, bem visível e vermelha que está a abusar do seu poder. Pode até fazer o seu jogo dentro das regras mas não pode utilizar vias ilegítimas para exercer o seu domínio", dispara Bacelar Gouveia, em entrevista a Bola Branca, apontando a mira à "poderosíssima máquina de propaganda" do eterno rival da Segunda Circular.

Mas mais: mesmo sem envolver o nome do Benfica nesta premissa, Bacelar Gouveia traça um diagnóstico altamente negativo das cúpulas do poder no futebol português.

"As pessoas que estão no futebol e que querem fazer uma estratégia ilegítima não são amadoras. O futebol português, ao mais alto nível, está entregue a pessoas muito ardilosas, profissionais e com muita 'manha'. Os órgãos que devem ser independentes, por vezes, podem sentir-se condicionados", prossegue.

Conselho de Disciplina debaixo de fogo. "De juristas têm pouco"

As declarações do antigo dirigente leonino, que não integrou a lista de recandidatura do reconduzido presidente do Sporting, surgem dois dias depois do pesado castigo de 113 dias aplicado pelo CD da FPF a Bruno de Carvalho e poucas horas depois de o órgão presidido por José Manuel Meirim ter aberto novo processo disciplinar ao líder verde e branco, devido a violação das condições da suspensão a que está submetido.

Neste aspecto, Bacelar Gouveia é duro nas críticas dirigidas ao CD, recomendando até um reavivar de teoria básica de Direito aos dirigentes daquele órgão.

"Penso que há uma grande falta de bom senso e falta de cultura jurídica das pessoas que estão na justiça desportiva. De juristas têm pouco e estão a precisar um curso de reciclagem de Introdução ao Direito e do que é a Constituição e o respeito das liberdades fundamentais", remata, rotulando de "manifestamente disparatadas, exageradas e desproporcionadas" as deliberações que visam a proibição de qualquer declaração pública da parte do presidente dos leões.

"Isso é limitar o direito à liberdade de expressão, que é algo de elementar. Admito que possa haver castigos do ponto de vista desportivo e algumas restrições mas nunca chegando a esse extremo. Essa decisão não tem qualquer adequação com o que se pretende com a medida. Se a medida é punir algo que o presidente do Sporting fez de errado, não é preciso chegar a este exagero", aponta.

Recurso para os tribunais civis? "Justiça pode reparar violação grosseira da Constituição"

Ora, a propósito de alegadas limitações ao direito à liberdade de expressão, Bruno de Carvalho reagiu a toda a escala, já depois de ter ficado a saber que enfrenta novo processo disciplinar. O presidente do Sporting não admite que a sua acção verbal, enquanto dirigente, possa ser limitada, prometendo ir até às últimas consequências e, caso seja necessário, interpor recurso junto do Tribunal Europeu.

Bacelar Gouveia compreende a frustração de Bruno de Carvalho, aceita-a e, sobretudo, apoia-a, suportado na Constituição, recordando que as decisões da justiça desportiva, em casos devidamente comprovados, podem ser alvo de anulação por parte do poder judicial civil.

"A questão é saber se se trata de algo estritamente desportivo. Se se verificar que o que está em causa são os direitos fundamentais dos cidadãos, a justiça desportiva não pode nunca ficar imune ao poder judicial do Estado, que pode reparar uma violação grosseira da Constituição", completa."

 

Chamaram Bacelar Gouveia, que ontem tinha dado ao JN uma excelente entrevista, pensando que por ter feito uma ou outra crítica teriam ali outro croquette e saiu-lhes o tiro pela culatra. Lá vai a Renascença chamar o gajo dos ralis outra vez...

 

Entrevista ao Record, take two

Eis a segunda parte da entrevista de Bruno de Carvalho, publicada no Record de hoje, mais uma vez roubada ao "Tu vais vencer".

E começa de forma, desculpem, linda:

"RECORD - Um presidente deve dar assim tanta importância e protagonismo a comentadores ligados ao Benfica? Não se deveria preocupar unicamente com aquilo que o presidente rival diz?
BRUNO DE CARVALHO – Se apenas comentasse o que o meu rival diz, então era o homem mais feliz do Mundo, porque só tinha de falar uma vez por ano."

 

Independentemente da opinião de cada um, este parágrafo, parece-me revelador de muita coisa. Sigam a entrevista.

Entrevista ao Record, take one

"O que é que entretanto senti e sinto? Que há uma falta de militância muito grande das pessoas sportinguistas com algum poder na sociedade e não vejo isso noutros clubes."

Esta parece-me a frase lapidar desta primeira parte da entrevista de Bruno de Carvalho ao Record.

Entretanto, porque é demasiado extensa, podem consultá-la no "tu vais vencer".

A entrevista de que todos falam

Recém-chegado a Lisboa, liguei a televisão ontem à noite durante não mais de cinco minutos. Em três canais de notícias, os habituais programas de debate sobre futebol. De que se falava em qualquer destes programas? Da entrevista com Bruno de Carvalho publicada ontem de manhã no Record. Não na enésima "publi-entrevista" de Luís Filipe Vieira ao diário A Bola, tão previsível e ritual a abrir o ano como a bênção Urbi et Orbi do Papa.

Bastaram-me esse minutos a zapar pelos três canais para perceber qual das duas resultou num êxito mediático. A do Record, única que realmente merece o título de entrevista. Não a do outro diário, auto-apresentada como "conversa com um Luís Filipe Vieira muito sereno, fruto da estabilidade social em que o Benfica está a viver e de uma planificação que coloca os encarnados a salvo do improviso", conclui antes de começar que "o Benfica sabe o que quer, para onde vai e como vai", e arranca com esta espantosa pergunta: "Qual foi o momento mais feliz do seu ano desportivo de 2016"?

Não admira que ninguém tenha falado dela.

Que diferença

Uma entrevista a sério. Sem sorrisos embevecidos, sem facilitismos, sem favores. Digna deste nome. Aconteceu esta noite, na SIC: Bruno de Carvalho foi interrogado por um jornalista, Rodrigo Guedes de Carvalho, e não por adeptos de emblema e cachecol, como sucedeu há 48 horas na TVI 24.

Existe uma diferença do tamanho do mundo entre jornalismo e tempo de antena, como a SIC uma vez mais demonstrou, honrando os pergaminhos.

Está de parabéns. Por ter cumprido o seu dever.

As contas e a entrevista

Bruno de Carvalho vai hoje conceder uma entrevista em directo, no jornal das 20.00 horas da SIC.

Será entrevistado, segundo o próprio, pelo apresentador/jornalista R.G. de Carvalho. Ainda pensei que o presidente corria o risco de ser entrevistado pelo Dolbeth, pelo Inácio e pelo Saraiva, mas felizmente iremos assistir a uma entrevista, estou certo.

Não terá sido inocente a publicitação hoje, do relatório e contas da SAD relativo à época 2015/16, havendo assim oportunidade para esclarecer os cerca de 30M€ negativos neste resultado.

Não sendo versado na matéria (eu só sei que não posso gastar mais que o que ganho), do que vi, confesso que estou descansado. Este relatório, divulgado com toda a transparência, e sem maquilhagem de números, convém sublinhar, reflecte os valores a acertar com a Doyen (que numa hipótese muito remota podem até nem ser pagos) e sofre do falhanço no acesso à CL e ainda reflecte as aquisições de jogadores em valores a rondar os 11M€, reforços já para a presente época. Poderia ser maquilhado com a inclusão dos valores de cerca de 18M€ do prémio de acesso à CL deste ano e sem o pagamento à Doyen, que ainda não foi efectuado e as contas estariam praticamente no zero, ou perto disso. Optou e bem a SAD por números concretos. 

Duma coisa podemos ter já a certreza, o exercício desta época será significativamente positivo, com os vários patrocínios, o prémio de entrada na CL e as vendas de jogadores por valores record.

E depois é um consolo, a gente olha para as contas e nem cheiro de fritos.

 

Puxa-saco

Sintonizei anteontem a TVI 24, às 21.30. Em estúdio, o presidente do Benfica. Rodeado de três conhecidos adeptos benfiquistas: Domingos Amaral, Pedro Ribeiro e Diamantino Miranda. Também este, espantosamente, fez as vezes de entrevistador dirigindo perguntas a Luís Filipe Vieira. É caso para perguntar se a Comissão da Carteira Profissional outorgou título de jornalista ao efémero ex-seleccionador de Moçambique.

Aguardei pela primeira pergunta de Diamantino, na certeza antecipada de estar ali perante um protagonista de uma sessão de puxa-saco onde sobrava a claque e faltava o contraditório.

Não tardou muito. O pontapé de saída foi dele.

"Luís Filipe Vieira é conhecido, entre os benfiquistas e não só, como um dos presidentes - senão o único - que tem demonstrado um grande respeito pelos actuais jogadores e pelos antigos jogadores. E eu posso prová-lo."

Primeiras palavras do Diamantino nesta paródia de entrevista. Se tivesse acesso à Benfica TV no meu cardápio de canais, teria mudado para lá. Sempre preferi os originais às cópias.

Grande Rúben Semedo

image[1].jpg

 

«O nosso trabalho foi reconhecido por toda a gente. Fomos a melhor equipa. Praticámos o melhor futebol. Viu-se nos confrontos directos com os nossos adversários. Nem sempre ganha a melhor equipa e este ano foi isso o que aconteceu: não ganhou a melhor equipa.»

 

«Nesta fase não há como ficar mais fraco. Só temos de pensar em ficar mais fortes. A meta é evoluir e evoluir para sermos cada vez melhores e conseguirmos os nossos objectivos. Ser campeão é o principal.»

 

«Fiquei a saber do interesse do Sporting e desliguei-me do Benfica. O Sporting tem a melhor escola. Era o que toda a gente dizia, agora prova-se e eu sei.»

 

Excertos da entrevista dada por Rúben Semedo à edição de hoje do Record.

Os jogadores vistos por Jesus

Montero: «Tinha propostas muito fortes da China, a pressão era muito grande. A cabeça dele não estava cá. Todos os dias queria falar comigo...»

Rúben Semedo: «Tinha feito a pré-época comigo. Vi que estava ali um jogador com muito potencial. Antes de ser emprestado [ao V. Setúbal] disse-lhe que acreditava nele e que se estivesse a fazer um bom campeonato iríamos buscá-lo em Janeiro, como aconteceu.»

Coates: Foi um achado. É um jogador com muito valor, tem-se adaptado muito bem às ideias defensivas da equipa.»

João Pereira: «Tem uma forma muito profissional de estar no futebol. Leva a semana de trabalho sempre muito a sério.»

Bruno César: «Foi uma extraordinária aquisição. Eu sabia que ele poderia resolver vários problemas porque é um jogador tacticamente muito inteligente. Está sempre disponível, o que é muito importante.»

João Mário: «O crescimento dele também se deve ao facto de ser um jogador muito inteligente.»

Bryan Ruiz: «É um senhor em tudo, é um profissional exemplar, é um exemplo para os mais novos. Pode vir a ser um dos capitães da equipa. Tem perfil para isso.»

Barcos: «É um jogador com um sentido profissional muito grande. Chegou ao Sporting com o comboio em andamento, era difícil entrar numa das carruagens.»

Ryan Gauld: «Teve uma lesão muito complicada nesta época. Hoje está recuperado. Vai fazer a pré-época connosco, vamos dar-lhe essa oportunidade. É um miúdo com potencial»

Wallyson, Palhinha, Iuri Medeiros: «São miúdos com um talento muito grande. É um prazer trabalhar com eles.»

Matheus Pereira, Gelson Martins, Podence: «São miúdos muito criativos, tipo jogadores da rua. Acredito muito neles.»

Slimani: «Aquilo de que eu gostava é que ele não saísse.»

Adrien, William Carvalho, Rui Patrício: «Gostava que fossem intocáveis. Além da qualidade que têm, são jogadores de referência. E são exemplos para os mais novos.»

 

Frases extraídas da entrevista de Jorge Jesus à SIC Notícias (ontem à noite)

A entrevista de Bruno de Carvalho à RTP3

Pode ser fastidioso, mas fornecendo o link, o tempo que "perderiam" seria exactamente o mesmo, portanto para quem não teve oportunidade de ver, segue a transcrição, que não anda muito longe da realidade. O link do vídeo completo, com agradecimento ao leitor edpandil.

 

22H30 - Início da entrevista.

Castigo do Conselho de Disciplina: "Decisão relativa à minha suspensão é perfeitamente normal. Decisão do CD é justa e normal. O futebol poderia ser um pouco mais célere e a decisão também. Já ocorreu estar castigado e depois não havia motivo para castigo. Em termos de expulsão no jogo, acho que foi justo. O Sporting já pediu acesso ao relatório. Se é o que está lá escrito [na conferência de imprensa], é falso. É falso [sobre acusação de corrupção]. Não posso dizer o que lhe disse [ao fiscal de linha]. Não posso revelar porque vai decorrer o processo. Nós criamos uma ideia à volta de tudo. Num jogo de futebol, ninguém generaliza nada. As pessoas estão indignadas com uma equipa específica, com aquela equipa de arbitragem. Com aquilo que disse, toda a gente no futebol era expulso. Faço a defesa pela dignificação da arbitragem. Tenho dito que os árbitros são pais, são filhos e têm direito a fazer tudo. Já disse isto muitas vez. Não chamei corrupto a ninguém. Corrupção é uma palavra que evito porque não gosto da fonética. Acho um bocado apardalado. Não é uma expressão minha. Fico espantado no futebol como é que nós, agentes desportivos, ouvimos por todo o lado que o Mundo do futebol é um Mundo de corrupção. Agora, já perceberam que têm de alterar esta perceção. Há pessoas muito capazes no futebol. Os clubes são grandes empresas mas não vamos confundir. Queremos saber o critério de nomeação, de observação... há uma série de coisas em volta da arbitragem que é preciso esclarecer. Colocar as notas do jogo do Sporting na comunicação é terrível mas acontece agora. Os clubes não têm acesso às notas dos árbitros. Se calhar o árbitro teve nota 1 e eu ainda não sei. Depois, eu faço uma reclamação do jogo e eu não sei a nota do árbitro. Clarificar isto mudava o relacionamento entre os clubes e os árbitros".

Protestos no jogo com o Tondela: "Vou-lhe dizer a total realidade. Fui expulso e subi para a tribuna, local onde não gosto de estar. A tribuna é muito de hipocrisias. Os presidentes estão um ao lado do outro e não se pode festejar. Não estava contente pelo penálti, por ter sido expulso e aquilo que disse não deixa ninguém num banco de futebol. Era engraçado um dia estarem a filmar sem as equipas saberem. Só podiam passar isso entre as 4 e as 5 da manhã. A única coisa que vi foi na TV. Honestamente, posso dizer que não vi nada [imagens a criticar o árbitro]. Não ouvi nada do treinador agarrar nada. Ouvi uma história, que quando o bandeirinha levanta a bandeira, Jesus tenta agarrar-lhe no braço. Isso ouvi.

"Só não lhe dei um chuto no rabo porque tive medo que ele gostasse". "Não disse isso [ao árbitro]. Percebo que eu não seja uma pessoa consensual. Neste país deixou de haver a PIDE. Qualquer dia, estamos a conversar com um amigo e vem alguém... a assembleia-geral é do mais privado possível. É absolutamente tudo fora de sentido, tudo descontextualizado. Tenta-se passar uma imagem duma pessoa que não respeita os outros, não respeita os árbitros, que tem problemas de religiões. Há uma fórmula mágica que quase sempre vem do mesmo sítio que parece pidesco. Foi uma AG, é privada. Estavam 350 pessoas na AG. Fiz um discurso que foi público. Quando acabou o jogo disse claramente o que tinha para dizer. Agora não vamos querer fazer um filme de algo que sai porque se não poderia fazer um jornal todos os dias. Sou uma pessoa que respeita todos. Quando tenho de dizer algo, digo-o publicamente. Não tenho de pedir desculpas nenhumas. As pessoas não sabem o que lá foi dito. Podemos estar aqui no diz que disse, disse que fez. O que tive para dizer, disse em público. Eu sou frontal. A frontalidade é total. As pessoas têm de compreender que todos nós temos um papel a cumprir. Ser presidente do Sporting - daqui a uns tempos hão de ser fáceis - e as coisas não são fáceis. Cheguei a um clube falido, amorfo. É assim nos clubes que perdem."

Forma de ser presidente: "A mim interessa-me a eficácia, do que digo. Até hoje, pelos resultados que se têm visto - financeiros e organizativos, intervenção junta da FIFA e UEFA, a eficácia tem sido máxima. Muita gente não percebe as minhas intervenções. Não percebendo, as minhas intervenções não caem bem. Clube era aguentado pela massa adepta tremenda e grande. Quando uma grande não é ouvida tem de gritar. Quando não é respeitada, tem de se fazer respeitar."

Erros de arbitragem deliberados: "Temos de ser justos. Essa inversão eu não gosto. O problema é que existe uma campanha orquestrada desde o início da época em que é dito que o Sporting está a ser beneficiado, que os jogadores do Sporting são todos caceteiros. Tenho desmontado essa estratégia ao mostrar lances diferentes. Não é o Sporting que coloca notas dos árbitros para criar pressão nem fui eu que disse que o Sporting é o mais beneficiado, utilizando os meus lacaios. Se saem as notas dos árbitros negativas, antes dos jogos do Sporting, o que será?"

Obsessão com o Benfica? "É algo em que penso muito pouco na minha vida. São estratégias. Quando as entidades são atacadas, há que reagir. Quem exemplos? O Sporting reestruturou a dívida interna há dois anos. Quando estava a negociar com os bancos, numa altura muito difícil, o Benfica por Rui Gomes da Silva, José Eduardo Moniz e depois o presidente, tiveram intervenções a dizerem que o Sporting estava a ter perdões de dívida. Isto é entrar na vida interna. Nunca iria falar de outros clubes. O presidente do Benfica deu uma entrevista no seu canal a falar do perdão de dívida quando estávamos num momento muito difícil. O Sporting está muito bem. Veja quem é que aparece a dizer que o Sporting faz pressão: João Gabriel. Eu dou a cara e querem-me atribuir as coisas todas a mim. É inacreditável: há uns processos de uns cachecóis que está a decorrer, e o Benfica fez a notificação, além do Sporting, à minha pessoa. Fizeram uma notificação para minha casa. Não se introduz a família no meio disto. Faz-se uma notificação para o estádio, ninguém faz isto. Não me agrada num processo que é público, que envolve dois clubes, que me façam notificações para minha morada. O juiz apeteceu-lhe... Perceba onde é que nós já chegámos. O presidente do Sporting começa regras? Fui eu que me auto-ameacei? Fui eu que falei sobre o clube rival num período muito crítico desse clube? Fui eu que disse que era foclore quando se falou sobre tochas, que matam pessoas? 

Jesus a falar sobre Rui Vitória e a estratégia do Sporting: "Tem de perguntar a Jesus. Vou dizer o que acharia. Não acho normal como foi tratado porque o Benfica não o quis. Ponto. Não valia aquilo do "não paga e não paga". É lógico que isso acarreta mágoa. Foram seis anos que não é fácil largar. Depois era a história dos SMS. Não é um trauma. Se me atacam, eu ataco. Percebo perfeitamente. Estes últimos tempos têm sido um ping-pong. Agora já fala um e fala o outro."

Dívida à Doyen: "Há o recurso. Não suspende o pagamento mas há outros mecanismos que podem suspender. Saiu a informação que o Sporting tinha 3 dias para pagar (12 milhões de euros). Três dias para pagar, sim, no dia em que o Manchester United vender o Rojo a outro clube. Está a decorrer tudo dentro dos trâmites legais. Nesta AG, nós mostrámos que no ano passado, em vez de apresentarmos um lucro de 16 milhões, fizemos a previsão de 4."

Mais um central para a equipa? "É um problema adicional que não estávamos a contar: a operação do Tobias. Estamos a equacionar. Não iria dizer claramente [nomes]. Temos excelentes jovens com muito valor para fazermos alguma compensação. Nós, a nível de jovens, estamos muito bem servidos. Rúben Semedo é mais um excelente central que temos a nível de jovens. Estamos a estudar com alguma calma. Têm saído muitos nomes de pontas-de-lança. Damião? Não há negociações. Não estamos à procura de um ponta-de-lança." 

Saída de Teo: "Tenho muitas dúvidas sobre estes nomes que estão a sair. No verão fizeram uma lista e saíram quase 80 nomes. O Sporting está no mercado e estão todos os clubes. Esta janela é terrível. O empresário de Teo nunca falou. Você está a confundir o empresário do Cardozo que agora é dirigente do Cerro com o empresário. Ele não tem nada ver com o Teo Gutiérrez. Isso é um assunto do Sporting. Ele jogou como viu. Os clubes estão sujeitos a tudo. Há coisas boas e coisas más. Enche-se a cabeça dos jogadores."

Proposta por Mané: "É verdade. Têm chegado propostas por jogadores. Muito nos honra porque é uma equipa que está a jogar um bom futebol. A nossa vontade é nem haver entradas e nem haver saídas. Basta um telefonema para mudar tudo."

Carrillo: "Está a decorrer o processo. Ele arrolou uma série de testemunhas que têm de ser ouvidas. É um assunto que não cria conforto nas pessoas. Desconforta todo o processo. Desconforta que não se tenha resolvido de outra forma o processo. Desconforta-me que não se tenha chegado à renovação. Já se conseguiu renovar com mais de 40 jogadores. Temos uma série de jogadores de quem falavam que nunca iríamos renovar. Não se pode ter sucesso em todos os casos. O comunicado foi extenso o suficiente para se perceber o que se passou. Somos livres de todas as decisões. Não sou é livre de prejudicar a entidade patronal. Fez-se o melhor possível."

Peseiro: "Temos uma relação de amizade. Ainda há pouco nos cruzámos. Estava eu a ir para Barcelona ver o nosso hóquei patins. Desejo-lhe toda a sorte do mundo menos que ganhe títulos em Portugal. Não é por estar no FC Porto que deixo de ter a admiração que tinha por ele."

Hipótese de Jesus no FC Porto: "Ele já falou suficientemente disso. Nem me parece que isso seja uma notícia."

Continuidade de Jesus até final do contrato: "Era a mesma coisa que eu lhe dizer que você amanhã está vivo. Ele está super contente. Se sair, irá cumprir algum desejo. Ele já o disse várias vezes. Ele gostaria de um dia treinar uma daquelas equipas que lutam pela conquista da Liga dos Campeões. Já começámos a conversar e a falar da próxima época. Se isso acontecer, será numa situação muito boa para ele. Está muito empenhado neste projeto. Se acontecer, também será muito bom para o Sporting, não querendo que ele saia. O Jesus foi contratado numa ideia clara de um projeto, de uma primeira fase de 3 anos. Eu gostava que se prolongasse. Não tenho dúvida nenhuma que será para os sportinguistas, uma desilusão se não ganharmos [o campeonato]. Aquele talento [de Jesus]... fazemos uma boa dupla, entendemo-nos muito bem. Adoro a forma de trabalhar dele. O Jorge tem o rótulo de ganhador. A minha ambição é clara e evidente."

Aproximação do Benfica na Liga NOS: "Há muito tempo que eu não podia estar nesta situação. Se há alguém que tem de estar assustado é quem está atrás. Os que estão atrás não me assustam. Se à frente não está nenhum, não estou assustado. Há respeito máximo por toda a gente. Acho engraçado ler capas que dizem que "Benfica e FC Porto só dependem deles próprios".

Intervenções públicas de Bruno de Carvalho: "Posição radical não digo. Só em Portugal é que me chamam disso. O que é que para mim é radical? É estar num clube que tinha 3 meses de salários em atraso. No primeiro dia em que entrei no clube, tinha de pagar 3 milhões de euros para estar nas competições europeias. Isso para mim é radical. O Sporting era um clube que estava sujeito a três folhinhas onde constava a reestruturação financeira. Era um clube que não disputava de facto o campeonato. Era um clube que tinha a maior dívida dos três grandes, um clube que não contava para as esferas do futebol. Agora somos um clube respeitado, com a menor dívida dos três grandes, temos ganho títulos e estamos no primeiro lugar. Até somos exemplo lá fora. Fizemos um negócio superior a toda a dívida do Sporting. Isto não é radical mas dá muito trabalho. Não estou no Sporting há 10 anos. E já estou com um pavilhão a ser construído." 

Financiadores: "Somos nós próprios. Temos tido sempre lucro. Quando concorri, diziam que era impossível o futebol dar lucro. Desde que cheguei, o futebol deu sempre lucro. Não temos financionadores, não devemos nada aos bancos. Havia uma dívida que foi convertida para capital."

Expulsão de antigos presidentes e Rui Barreiro: "As decisões de expulsão de antigos dirigentes não têm nada a ver com a direção. Temos solidariedade uns com os outros. Se eu fiquei triste com a expulsão? Não. Eu não expulsei ninguém. As pessoas mereceram ser expulsas. Não teve nada a ver com críticas. [Sobre Rui Barreiro] Um orgão social não é livre como um sócio. Há estatutos para cumprir e são claros. Se quiser, apresenta a demissão de orgão social e depois pode fazer as críticas que quiser como um sócio."

23h30 - Fim de entrevista.

 

A fonte é a RTP3, via Record

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D