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És a nossa Fé!

Palavras sábias de Dias Ferreira

«Bruno de Carvalho, perante as reacções à sua actuação esta semana na Sporting TV, veio dizer que não mudará no seu estilo e na sua forma de comunicar, e que se o quiserem de outra maneira terão de o retirar do lugar pela via eleitoral. Está no pleno direito de usar como quiser a recente esmagadora vitória eleitoral, mas, em minha opinião, e com o devido respeito, a humildade na interpretação do resultado deveria ser directamente proporcional à grandeza desse mesmo resultado.»

 

«Contudo, também acho que tenho o direito (e o dever) de dizer que não gosto da forma, nem do estilo, que retira o foco do conteúdo essencial da sua mensagem, que é aquilo que perturba o sistema, na sua nova e velha roupagem. E é pena, digo-o convictamente, porque um discurso mais sereno, menos ruidoso e, por vezes, silencioso, seria mais assustador e, sobretudo, demolidor.»

 

«Na sua reacção para o interior, não pode Bruno de Carvalho acusar tudo e todos de falta de militância. Militante é aquele que combate e luta por algo, designadamente, por uma causa, neste caso, o Sporting. Nós estamos na mesma causa, mas podemos ter uma maneira diferente de estar nessa luta. Não podemos é estar contra uma cartilha elaborada por alguns militantes que é seguida cegamente por todos, incluindo o chefe e, ao mesmo tempo, dentro de casa, seguir acefalamente a cartilha do chefe.»

 

José Dias Ferreira, ontem, no seu espaço de opinião do jornal A Bola

Futebolês

O futebol lida com emoções. É, de longe, o campo onde a emotividade e a irracionalidade mais ordenam. Qualquer atitude ou opinião é sempre enviesada pelo clubismo. Discutir futebol e defender o seu clube é audiência garantida. Fazendo um paralelismo algo inusitado, o coliseu de Roma, palco das hoje consideradas acções completamente bárbaras, tem como substituto os estúdios de televisão, onde três defensores dos mais representativos clubes do País se digladiam verbalmente. E isto todas as semanas. Quanto mais "sangue" escorrer nestes pseudo-debates, melhor para a estação televisiva. A discussão é normalmente sempre levada para o conflito puro e duro, com excepção da RTP Informação, onde o Sporting não tem qualquer representante. Não há necessidade de esclarecer o que quer que seja, só o conflito interessa. Os intervenientes são levados ao limite. O que aconteceu ontem na SIC Notícias foi a conclusão mais natural do ambiente criado já há umas semanas entre Dias Ferreira e Gomes da Silva. Foi uma relação que foi conduzida, em directo, para culminar na saída intempestiva do representante do Sporting do estúdio. O efeito pretendido foi alcançado. Os jornalistas podem não ser isentos, não o devem ser, pois isso torná-los-ia em meros seres acéfalos. Devem sim ser sérios, na forma como se relacionam com os seus comentadores de serviço. O jornalista devia, tinha essa obrigação, evitar que o conflito que estava bem latente explodisse de vez com o abandono de Dias Ferreira. Mas não interessava ali que o Sporting fosse defendido, ou que Dias Ferreira expusesse os seus argumentos. O que realmente importava era o conflito explodir e assim criar um caso, algo que ficasse na memória daqueles para quem a informação se faz ao nível da peixeirada. Aqui, acima de todos, quem fica mal é a SIC Notícias.

Embaraçante

Definitivamente Dias Ferreira é um péssimo representante do Sporting.

Nas únicas eleições em que Dias Ferreira se incomodou em ir a votos, foi esmagadoramente rejeitado, e não mais serviu do que "comic relief" com a inaudita e célebre conferência de Futre - ninguém o levou a sério. Nestas inventou uma cabala para o impedir de concorrer - ninguém o leva a sério.

Na verdade ele tem sido tratado como um cromo, capaz de atrair audiências televisivas pela sua excentricidade, e o pior é que desempenha tal papel na perfeição, com os seus destemperos emocionais e as suas inflamações verbais por dá cá aquela palha, ao passo que na hora de dizer aquilo que diz que sabe, remete-se ao "agarra-me que eu mato". Há quantos anos vai Dias Ferreira à televisão falar e quantas revelações bombásticas já fez? Zero. "Sigilo profissional" alega ele amiúde, mas então a questão é ética: estará ali para angariar clientela como jurista na especialidade do direito desportivo? Curioso verificar que noutro canal anda outro dito representante do Sporting a "vender" sem rebuço os seus estudos de mercado, não tendo recentemente dispensado comentar umas eleições durante as quais vendeu audiências a uma das partes (erradas, como se veio a verificar...) 

Não é lisonjeiro para o Sporting ter tais maduros a falar por ele, é equívoco, muito pouco transparente, mesmo degradante. Em nome da decência, mudem, por favor - os sportinguistas agradecem.

Não havia necessidade…

Raramente vejo programas onde diversos comentadores do Sporting, Porto e Benfica vão debitando (boas e más!!) opiniões. Seja em que canal for…

Todavia ontem à noite, após a saborosíssima vitória sobre o Braga, andei a palmilhar canais para ver os golos. E dei com o programa da SIC “O dia Seguinte”. A primeira imagem que retenho é a do representante do clube de Carnide a falar sobre a problemática da continuação ou não, de Jorge Jesus como treinador dos encarnados e o doutor Dias Ferreira de costas para aquele comentador abanando a cabeça de forma negativa. Fiquei portanto a ver!

Em primeiro lugar não gostei da pose do representante do Sporting. Ele ao estar ali, deve-o fazer com a cidadania e urbanidade que a educação lhe confere. Não gosta do seu companheiro do lado (eu sei que não!!!), pede para trocar de lugar com outro comentador ou então solicita escusa de representar o Sporting.

Mas aquela atitude em directo abandonando o programa, faltando ao respeito ao moderador, aos outros comentadores e acima de tudo aos sportinguistas é que não é apanágio do nosso clube, nem dos nossos adeptos. Eu jamais o teria feito! Mesmo que tivesse muita razão!

Não é assim que se defende o Sporting, não é assim que mostramos o nível a que sempre temos pautado, não é assim que se deve estar em sociedade.

Todos sabemos como é do Doutor Dias Ferreira… Um fundamentalista pelo Sporting. Mas nem sempre se pode colocar o clubismo exacerbado à frente da razão. Com evidentes prejuízos!

Por isso digo simplesmente: não havia necessidade!

 

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