A indumentária do adepto leonino
Há três coisas que um adepto do Sporting deve levar sempre que vai à bola. São elas: o inseparável cachecol; um boné ou gorro; e uma peça de vestuário de cor verde.
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Há três coisas que um adepto do Sporting deve levar sempre que vai à bola. São elas: o inseparável cachecol; um boné ou gorro; e uma peça de vestuário de cor verde.
«Uma vez, na Tapadinha, chovia tanto que éramos os únicos que não abandonámos a bancada. Saímos de lá a escorrer, mas eu achava graça. O meu avô morreu no dia de um Sporting-Sporting da Covilhã. Era suposto ele vir-me buscar de táxi e não apareceu. Eu chorei de fúria: "O avô não cumpriu." Mas depois lá me disseram que o avô tinha desaparecido.»
Eduardo Barroso, hoje, em entrevista ao jornal i.
O Sporting é a melhor equipa do mundo. E podem dizer-me que os factos provam o contrário, que responderei: pior para os factos.
Judo: Jorge Fonseca conquistou medalha de bronze no Europeu de sub-23
Ginástica: Sílvia Saiote ganha medalha de ouro em trampolim sincronizado
Kickboxing: Ricardo Fernandes vence medalha de ouro no Campeonato do Mundo
Ontem cumpriu-se o desígnio do nosso clube: esforço, dedicação, devoção e glória. Foi assim que a equipa de futebol encarou o jogo. No futebol é preciso correr, saltar e rematar mais do que o adversário. Muito diferente do que se havia verificado no jogo de Guimarães.
O Sporting voltou ontem a demonstrar que é a segunda melhor equipa do seu grupo na Liga dos Campeões. O jogo contra o Maribor é para ganhar. Depois é ir a Inglaterra e esperar o melhor possível. Eu acredito.
Embora Nani tenha feito ontem um grande jogo quero aqui destacar o Cédric. Correu que se fartou e foi sempre capaz de combinar bem com Nani, Mané ou Carrillo. Quando aumentar a taxa de sucesso dos seus cruzamentos será um dos melhores laterais da Europa.
Chegava a terça-feira. O fim-de-semana tinha sido relativamente calmo. Mas as hostes de carnide, numa alinça característica com os tripeiros, começavam o discurso: "lembram-se do Bayern..", "desta são quantos? 12?", "não envergonhem as equipas portuguesas", e por aí fora...
Usualmente não sou pessoa de virar a cara à luta, característica tão distinta do Sporting e das gentes desta família, a que chamamos Clube. Mas confesso que inicialmente tinha o meu pensamento no limbo. Por um lado queria ver o meu Sporting, por outro um receio apoderava-se de mim. Tinha medo, e assumo-o sem rodeios. No fundo íamos enfrentar o primeiro classificado da Liga Inglesa, um plantel de milhões, um dos melhores treinadores do mundo (se não o melhor). Tudo isto, com um plantel em construção, jovem, embora cheio de potencial. A caminho do Restaurante Universitário, perguntaram-me onde ia ver o jogo. O receio apoderou-se da resposta e disse: "Muito provavelmente vou estudar. Devo acompanhar o jogo pelo Ipad, no site do Record ou assim..."
Muitos deles adeptos dos Andrades, sedentos de gozo, retorquiram: "Então Fred? Não vais ver o Chelsea? Vais ver o teu Sporting num site?!"
Como se eu não soubesse o que eles queriam e desejavam. Contudo, enchi-me de garra. Talvez tenha lembrado as palavras do Fundador e elas tenham ressoado no meu inconsciente,"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa". E respondi que iria com eles ao pub da Lagoa da Conceição (Florianópolis), o Black Swan.
Fui a casa num instante. Deixei a mala e peguei no cachecol, que religiosamente trouxe comigo para além mar. Saí para a rua num estado de transe. Mas o verde e o branco brilhavam mais que nunca. Além do Esforço, Dedicação, Devoção e Glória espelhados pelo Leão, havia algo que me começava a acalentar o espírito. Cheguei à porta e já lá estavam alguns destes companheiros de jornada. Alguns, quais aúgures, vaticinavam que íamos jogar à retranca. Imbuído de espírito de jogo, respondi ao mesmo tempo que me ia sentando e pondo o "estandarte" no terreno de batalha: "Se for para perder, mais vale jogar olhos nos olhos e sem medo. Nós somos o Sporting!"
Sentei-me e comecei a cumprimentar a malta. Ao pé de mim estava um adepto do Chelsea (nacionalidade Inglesa) e outros três americanos adeptos do Liverpool. Pontas de lança no jogo do whiskey, iam perguntando sobre o Sporting num português mal amanhado. O do Chelsea com alguma sobranceria, falava pouco. Em bom português, deveria achar que eram "favas contadas". Por trás desta falange sentavam-se dois benfiquistas. Do lado direito, estava a hoste azul e branca. À minha esquerda estavam uns espanhóis do Barcelona e uns franceses do PSG. Atrás de mim estavam uns italianos a ver a Roma. E eu sentado no meio desta gente toda, calado e olhos fixos no ecrã. Entretanto, chegou a Marta, vestida a rigor para ver o Sporting, cheia de paixão, garra e uma esperança contagiante. Depois, chegou o Carapuço, calmo como quem vem desfrutar mais de uma cerveja do que do próprio futebol, e seguidamente o Morgado, paciente, muito paciente. Era um misto de emoções, que não nos atrevíamos a revelar. Receio, medo, expectativa, confiança...tudo num "melting pot" que se criava ao som do hino da Champions.
Os tripeiros começavam a entrar em pânico. Batia-se palmas ao golo do Totti, e vibravam à esquerda com o duelo hispano-gaulês. Eu continuava focado no Sporting. Apesar de tudo, e do golo gostei da primeira parte. Fui esperançoso para a segunda. Ao intervalo, perguntavam-me se o João Mário não sabia o que era errar um passe, eu respondia que muito provavelmente ele nunca tinha ouvido falar disso. A conversa com os americanos ia fluindo (o tipo do Chelsea ia roendo as unhas), eles iam elogiando muito o Marco Silva, o William, o João Mário e claro, o Rui Patrício. Eu festejei cada defesa do Patrício como se fosse golo. Gritava Sporting, vibrava com cada passe, pulava da cadeira com qualquer remate. Mas sobretudo arrepiava-me! O jogo do Sporting arriscou-se a tornar-se numa bela sinfonia ou num quadro do MoMa. A construção de jogo, a entreajuda, o espírito de abnegação, a interligação, a raça, o querer, o orgulho daqueles bravos! Mostrou-se que com estes jogadores consegue-se fazer muito, conseguiu-se fazer frente a uma das melhores equipas da Europa!
Eu dizia para mim, se com tanta juventude e "falta de maturidade" (com que os pasquins brindam e acusam a actual equipa), imaginem como jogarão estes miúdos e o Sporting daqui a três/quatro anos. É para dizer que será um caso sério na Europa e no campeonato Português.
O jogo acabou. O resultado era enganador, 0-1. Mas podia ter sido 1-1. Levantei-me, e peguei no cahecol. Pu-lo no ombro e cumprimentei o adversário. Cumprimentei o resto dos Sportinguistas. Mas houve algo que vi no olhar, e certamente o meu também espelhava. Todos tinhamos um grande orgulho nesta equipa! Todos nós vimos um jogo à Sporting, onde jogámos para vencer. Olhos nos olhos. Onde o adversário nos respeita e nos teme (o Mourinho tirou dois atacantes de jogo, e colocou o Obi Mikel). Mostrámos que das três equipas nacionais temos o futebol mais digno de uma noite Europeia, pois jogamos com amor ao Clube e aos Adeptos incansáveis.
Levantei-me e peguei no cachecol. Dirigi-me para a porta. Olhei o sol que já se punha, e pensei para mim, "O Sporting é grande, tão grande como os maiores da Europa, e isso ficou demonstrado alí dentro." Não havia lugar para receios, e isso é algo que levo comigo para o futuro. Ninguém me conseguia tirar um sorriso da boca. Tinha perdido, mas estava feliz. Voltei a ver alma no nosso jogo, voltei a ter alma, e voltei a ver os Sportinguistas felizes e esperançosos.
O caminho é duro, mas é nosso, como o Sporting.
Viva, mas viva senpre o Sporting Clube de Portugal! Que as palavras do Visconde de Alvalade ecoem na Eternidade do tempos!
Saudações Leoninas!
P.S: Li que o João Mário acertou 41/42 passes, 98% de eficácia. Mais que o Fábregas, Matic, Óscar, Hazard...é caso para dizer "é Leão!"
Durante uma boa parte do jogo com o Gil Vicente senti um desconforto que durou praticamente 88 minutos: a partir do 2º minuto e até ao 90°. Como exprimir esse aborrecimento que vinha de dentro do campo, com algumas exceções de jogadores empenhados? Tenho que agradecer ao Luciano Amaral que aqui já explicou no comentário "O que é que é?". Ele não sabe, mas eu pensei o que ele escreveu, o que só acrescenta mérito à sua capacidade de interpretar os sentimentos, meus e de certamente muitos Sportinguistas. Mas eu ainda acrescentaria mais qualquer coisa que também pensei e comentei no jogo. Depois de uma época trágica, a equipa elevou imenso a fasquia, sem que lhe tivesse sido pedido tamanha altura. O que veio trazer maior responsabilidade aos jogadores face às expetativas criadas aos milhares e milhares de adeptos leoninos que se ergueram pelo país fora numa demonstração de que não há só "preto e branco" (e encheram estádios). Mas, lá aparece sempre o terrível mas, como referiu o Luciano, de repente, quando nos vemos no 2.º lugar a 7 pontos do Olimpo (e nós sabemos porque são tantos...), começámos a pisar o relvado só para prestar serviços mínimos. Sobretudo em Alvalade. E ontem, quando vi os muitos milhares de Sportinguistas nas bancadas, em particular na B, pensei quantos daqueles não tiveram que fazer sacrifícios para pagar quotas, comprar bilhete ou ter a gamebox da época. E depois olhei para dentro do campo e não vi o mesmo espírito do dar tudo por parte de alguns jogadores, a dar o litro para estarem ali nas quatro linhas e merecerem o apoio, os gritos e as ovações de quem, estando de fora, fez das tripas coração para dizer presente, cantando o Sporting nunca vai acabar. Por isso não chega ganhar. Nem ganhar é tudo. Honrar a camisola e merecer o entusiasmo e dedicação dos milhões de adeptos em qualquer circunstância, sim, sem nunca desistir. Faltam 3 jogos para terminar uma época surpreendente. Talvez se os jogadores perceberem isto, todos como equipa, a próxima época ainda traga maiores surpresas. O que é que é? É que têm que dar sempre tudo em campo! Não é por acaso que a nossa divisa é "esforço, dedicação, devoção e glória".
Eu já sei que estamos todos muito irritados com o Vasco Santos, que foi um incompetente sem descrição. Indiscutível.
Também já sei que toda a gente tem também muito mais anos de Sporting e de (alegadamente) roubalheira que eu. E sou muitas vezes a que não percebe, "oh tu não percebes", dizem-me. E se calhar não, mas por isso falo do que e quando me apetece.
E percebo que golo anulado após golo anulado a irritação cresça e o discernimento seja difícil. Percebo que se vá perdendo a paciência mas vejo que também a objectividade.
O que eu não percebo é onde passou a ser preferível não se distinguirem as coisas e partir-se para a acusação generalizada. E o que isso nos trará de bom. Pior, a desresponsabilização total que isso traz ao discurso das pessoas.
Outra coisa que eu sei é que poucos se lembram onde estávamos há um ano. Eu sei, estava lá. E no ano anterior. E outros. E não foi culpa de árbitros, lamento, o sétimo lugar. Lamento porque era muito mais simples justificá-lo. Atribuir resultados a erros de arbitragem é redutor para o que vi. E se eu gosto do Sporting, por Deus eu ainda perco o sono com o Sporting. Ainda espumo se me perguntam quem prefiro que seja campeão, "o Benfica ou o Porto?", mesmo quando o Sporting não está entre os três primeiros.
Eu não gosto do Porto nem do Benfica. Nem de Vitória nenhum. Abomino o Paços de Ferreira. Não gosto do Belenenses. Nem de ninguém, nesta matéria sou intolerante. Não me interessa se os favorecidos são sempre os mesmos, não consigo ver objectividade nisso quando é dito semana após semana. Eu pouco ou nada vejo jogos de outros aliás. Acho bem que se fale e até que se esperneie. Os outros ficam a ver, a gozar o prato. No fundo nisto dos clubes as reacções são como as das pessoas porque também delas vivem, quando se está bem não se quer saber dos outros. Tudo bem, são as regras com que a sociedade se entretém e há coisas mais graves que o futebol, e é-me indiferente quem está ou não ao lado do Sporting, ou o que pensam os outros.
Interessava-me sim que isso (costuma ser aqui que entra o não perceber disto) desse alento ao Sporting para fazer sempre mais e melhor. Este por-agora-segundo-lugar devia ser aproveitado, e lutado até ao fim. Sê-lo-á, espero, mas não devia ficar sujo pela generalização que já perdeu o controlo. Pode ser que resulte em indignação e raiva, motivação na equipa para se superar (aqui também costumo ouvir uns "mas isso não é assim"). Se assim for dou a mão à palmatória. De bom grado.
Acho bem que se reclame e se faça barulho. Dizer que este ou aquele lugar nos pertencia sem os erros não, não me revejo nessa postura. Porque se se fossem ver erro a erro provavelmente a tabela desandava toda, mas ninguém se vai dar ao trabalho, digo eu. Eu não estou a dizer que não há erros, e sei lá eu quem encomenda o quê. Eu sei que houve as escutas e que existe corrupção. Mas para insinuar e apontar o dedo sem certezas, expor todo um clube assim, não posso perceber.
"Eu não choro" costumo dizer. E não. Eu, se vejo um lance como o do Cedric com o Belenenses ou o golo em fora-de-jogo do Montero prefiro pensar (literalmente assim) "tá dito tá dito", por troca dos erros contra o Sporting. E não acho que isso seja compactuar com sistema nenhum, há erros que o são e pronto (não estou a falar consigo, Vasco Santos).
Detestaria que o futebol para mim fosse semana após após semana o árbitro, eu nem os fixo nem quero fixar. Vejo o copo meio cheio, sou ingénua talvez, mas vivo melhor assim. E não me vejo mudar.
Desde Setembro ou Outubro leio e ouço que "a equipa do Sporting ainda não chega lá", e não o discuto. Mas o não chega, e os erros se quiserem, trouxeram-nos a Março em segundo lugar depois de um ano como o passado (e não me digam que é por estarmos fora da outras competições porque há um ano onde é que elas já iam todas). Se isso é mau e motivo para tudo isto então sim, eu não percebo nada do assunto. Eu acreditei e até fiz campanha pelo não sermos candidatos ao título e de repente só se fala no primeiro lugar. O Pedro Correia fez a análise certa a Setúbal num post mais abaixo, e há uma crónica do Carlos Daniel no DN que diz o que penso sobre esta semana: o Sporting tem sido prejudicado sim, mas se for pelo futebol praticado também não merecia o primeiro lugar. E isto custa-me muito dizer, não se pense que não.
Denuncie-se a incompetência alheia, mas tenha-se o discernimento para ser objectivo e ver o que está mal connosco.
Posto isto, domingo lá estarei grandamando e a torcer para que o Porto continue sem ganhar em Alvalade.
Foto minha, tirada em Alvalade a 2 de Fevereiro

O mundo sabe que
Pelo teu amor eu sou doente
Farei o meu melhor
Para te ver
Sempre na frente
Irei onde o coração
Me levar e sem receio
Farei o que puder
Pelo meu Sporting
«Conseguimos a permanência num jogo épico, não é qualquer equipa que empata com a Oliveirense. Merecemos completamente, temos um projecto que chegou cedo demais ao topo, um orçamento de cerca de 80mil€, a paixão e competência (acontecesse o que acontecesse) do Eng. Gilberto Dias Borges! O hóquei em patins só tem a ganhar com a presença do Sporting na 1ª Divisão. Ao contrário de outros, incluindo os clubes de topo, não temos ordenados em atraso, não abandonamos ringues, não fazemos faltas de comparência, não agredimos jogadores adversários. Cada vez mais tenho orgulho nesta secção, apesar de ter falhado o último jogo. Acreditámos em vocês, deram tudo e aqui estamos! Obrigado! SPOOOOORTING!»
Texto de Miguel Paim no Facebook
Na sequência deste meu post "O conformismo é a sabedoria coletiva da ignorância individual", depois de ler com mágoa e atenção o excelente post do Pedro Correia "Vinte meses de pesadelo", depois de sair com a lágrima ao canto do olho ontem do Estádio José Alvalade (nunca designarei a nossa casa por outro nome, lamento), depois de ver bem espalhada a raiva quase suicida de muitos sócios e adeptos, sentindo-me esmagado pela desistência, rendição e falência emotiva ou emocional de outros tantos, depois de mais uma derrota em casa, sobre a qual o treinador adversário pode dizer com propriedade e verdade que a sua equipa (Paços de Ferreira!) venceu (em Alvalade!) mas nem fez um bom jogo porque "o Sporting conseguiu criar-nos dificuldades" (nivel zero do respeito por um clube "Grande"!), evoluí a minha opinião e considero agora que a ganância e/ou a demência são as únicas justificações para a manutênção de Godinho Lopes ao leme dos desígnios do BES, para realizar mais valias com o futuro investidor estrangeiro, e como capa para outras parcerias/negócios realizadas sob o "chapéu" do nosso Clube, no imediato ou a curto prazo.
Depois de ler o artigo do António Samagaio no Público acerca do inferno financeiro para o qual o grupo de interesses representado por Godinho Lopes empurra o Sporting, depois de ouvir explicações funestas para a permanência do Rui Oliveira e Costa como comentador-tragico-cómico alegadamente em nome do SCP num programa de TV, depois da vergonhosa e asquerosa acusação deduzida contra o ex-dirigente do SCP que realizava espionagem mal amanhada e armadilhas mal enjorcadas para Godinho Lopes, na ressaca do bizarro acordo de troca dum activo consolidado (Só para relembrar o Izmailov, o Elias e o engenheiro Godinho) com contrato de longa duração por um jovem sem provas dadas em final de contrato com o FCP, depois de me aperceber que o treinador belga que veio ganhar 1.8 milhões de euros por 6 meses de frete não sabia que ia ser despedido e desautorizado passado um mês pelo benfiquista principescamente (35 mil euros na actual situação do clube!?!) remunerado Jesualdo Ferreira (que já confirmou implicitamente que será o treinador na próxima época se Godinho Lopes conseguir levar o SCP para a Liga onde o Sporting B agora joga), tenho a impressão que quem defende a permanência deste presidente subscreve um código moral, obedece a uma bíblia ou uma constituição, tem uma ideia sobre a acção, ou melhor, a inacção, perante a realidade, que não é a minha e que, na minha modesta opinião, parece ser patológica, com consequências fatais para o nosso Clube.
Com todo o respeito, permitam-me dizer a esses sócios e adeptos que estamos e estaremos sempre em bancadas diferentes, que estarei do outro lado da barricada.
Na minha "bíblia", na minha "constituição", o Sporting Clube de Portugal é, tem de ser, quer mesmo ser, custe o que custar, doa a quem doer, "um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa"!
João Fernandes, um grande sportinguista. Enorme, acrescentaria eu.
«Quando fui buscar o meu filho mais novo - nove anos, adepto (diz ele) do SLB, um grupo de outros miúdos jogava à bola, naqueles jogos de ataque puro, sem lei, sem regras, sem comentadores e apenas na busca do golo e da glória.
A dada altura, uma das equipas marca um golo. Os miúdos explodem de alegria e, para minha tão boa surpresa, desatam a gritar SPORTING! SPORTING! SPORTING! Corriam, saltavam e abraçavam-se!
Miúdos de oito ou nove anos que nunca sentiram o Sporting campeão! Mas gritavam com alma! Um arrepio subiu-me pela coluna, e a alegria e o orgulho invadiram-me. Ser do Sporting é, sobretudo, um acto de fé e muito, muito orgulho! Até ao fim!
Neles, nestes miúdos que sentem um clube que está longe e não é campeão há mais de dez anos, está o futuro e está a prova de que o Sporting é muito superior a tudo o que se diz e escreve.
Vim para casa como se tivesse celebrado a conquista de uma taça!»
António Luís, neste meu postal.
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