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És a nossa Fé!

Super ou Normal? Meta Normal.

  1. Venceu o Benfica. Com justiça e, convém dizer o óbvio, como era esperado.
  2. Pessoalmente até temia um desnível como este. Como o Sporting é um “grande” não entra em finais com a predisposição dos clubes pequenos, em que os jogadores dão 20% ou 30% a mais em busca de fazer História e de serem vistos pelos olheiros certos.
  3. A época desportiva é do Benfica. Um dos pontos interessantes (digamos assim) é verificar quantas vezes vão perder, empatar ou até sofrer golos, tal é a sua superioridade individual, coletiva, técnica e física.
  4. Ou seja, embora possa dar jeito para descarregar alguma frustração, Keizer ou Varandas não são culpados de nada. Não foi Keizer que tentou driblar na área, mas sim Matthieu (grande jogador), nem foi Keizer quem disse a Thierry (grande personalidade e bom jogo) que se atrasasse no lance do primeiro golo.
  5. Se trocássemos Vieira ou Lage para o SCP, acho que tudo ficaria mais ou menos na mesma.
  6. Também não foi por falta de macumba de Keizer ou de Varandas que os presentes do lateral do Benfica no primeiro tempo não deram golo. Por vezes o futebol (ou a vida) é assim: o nosso Thierry demonstrou muito mais que Nuno Tavares, mas quem levou a taça, os encómios e a moral foi o benfiquista.
  7. Claro que Lage demonstrou ser mais sagaz que Keizer na segunda parte e Rafa e Pizzi (que não só jogam juntos há 150 anos como beneficiam de um curioso silêncio mediático) meteram o turbo. Mas é por estas e por outras que o Benfica está melhor, francamente melhor, que o Sporting.
  8. A questão física do futebol é para mim um mistério. Como é que equipas que até viajaram para a América, jogaram com equipas europeias decentes, etc, têm mais cinco ou seis pulmões que outras, escapa-me por completo.
  9. Embora compreenda o estilo de Varandas – que fala para a costela irracional do adepto, fingindo que fala para o seu cérebro – não tenho a certeza que seja o modo mais eficaz de encurtar o enorme abismo entre SCP e SLB.
  10. Se bem conheço a cabeça dos holandeses (e até conheço um pouco) eles não creem em salvadores ou homens providenciais, mas sim em sistemático hardwork.
    Achar que Bruno Fernandes funcionará por osmose e transformará a equipa numa espécie de super equipa de onze Brunos é tolo, mas dá a ideia que todos (exceto o treinador holandês) têm fezada numa coisa dessas. Note-se que o Sporting não vence em jogo jogado há mesmo muito tempo e muitos jogos (perdemos no Porto, empatámos na final Taça, a pré-época foi o que foi, ontem foi o que foi).
  11. Temos todos os motivos para um certo otimismo. Fazer uma época com bom futebol, potenciar jovens, bravos e valiosos jogadores, ir longe na Europa League e tentar ganhar as taças (que no ano passado, não o esqueçamos, nos caíram mais ou menos do céu, porque ganhar em penáltis não é bem a mesma coisa que ganhar lá dentro).

Humilhante

E sem explicação. Assim, é preferível poupar nas contratações e jogar com os sub23 e a formação. Não há nem mais um jogo de benefício de dúvida. Ou ganham no Marítimo ou temos de arranjar um treinador que conheça minimamente o futebol português. Acabou o tempo de tubos de ensaio! 

Este é o homem...

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... que deu cabo de uma equipa e nos fez sofrer uma derrota humilhante. Hoje não se viram Bas Dost, Acuña, Coates, mas tivemos direito a uma “brilhante” jogada estratégica que simplesmente não deu certo. O Sporting não sabe jogar com três centrais e ficaram à vista as várias lacunas no nosso plantel. Ou isto muda rápido ou a nossa vida não vai ser fácil este ano...

 

Segunda e última

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Sofremos ontem a segunda humilhação frente ao Benfica em seis meses. No início de Fevereiro, fomos derrotados em Alvalade por 2-4 para o campeonato. Eu estava lá e senti-me envergonhado, como tantos outros adeptos.

Ontem foi ainda pior: saímos do estádio do Algarve goleados por 0-5 - resultado inédito, para nós, num clássico disputado em campo neutro e 33 anos após o último desfecho por esta marca, numa partida desenrolada na Luz. Como equipa pequena, temerosa, inofensiva, irrelevante, adoptando um esquema táctico que não fora testado e um índice de aproveitamento ofensivo miserável, em comparação com o SLB. Num jogo em que podíamos ter sofrido mais dois ou três. Coroando uma desastrosa pré-temporada - a pior de que me lembro desde sempre, sem uma vitória sequer para amostra em seis jogos, com sucessivos (e inaceitáveis) colapsos defensivos e uma chocante apatia da equipa técnica, incapaz de reagir ao infortúnio. Aqueles que desvalorizam as pré-temporadas deviam ter estado atentos logo aos primeiros sinais negativos - quando fomos derrotados por uma equipa amadora, da terceira divisão suíça.

Para mim, com este treinador, esta segunda humilhação seria a última. Por muito menos Frederico Varandas correu com José Peseiro em Outubro do ano passado.

 

P. S. -- Dezasseis golos sofridos nos mais recentes sete jogos.

A camisola

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Não vamos facilitar nem baixar a guarda.
Somos totalmente insuspeitos, pois da nossa parte nunca faltou a esta Direcção o apoio nos momentos mais difíceis.
E - permitam-me sublinhar isto, sem falsas modéstias - não é um apoio qualquer: este é um dos blogues com mais seguidores no universo leonino. Sem sombra de dúvida.

Não nos peçam é aplausos quando somos derrotados por um conjunto do terceiro escalão suíço, não-profissional. 
Há limites que não devem ser transpostos, mesmo num jogo de preparação inserido na pré-temporada. Quem enverga a camisola do Sporting deve ter consciência plena de que está a defender o bom nome do clube a nível internacional, até muito para além das fronteiras do futebol.

Apaguei um postal

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Não foi ontem. Foi durante o jogo com o Feirense. Após uma longa série de jogos sem ganhar o Sporting enfrentou o último classificado, equipa em crise que acabara de despedir o treinador que há anos a dirigia, fazendo-o com relativo sucesso entretanto maculado. E, num jogo dividido, a meio da primeira parte houve um golo limpo anulado ao Feirense. E para quem conteste, bastará o contrafactual - se um golo igual fosse anulado ao Sporting todos viriam aqui falar do vieira, e-toupeira ou outros eiras quaisquer. Escrevi isso. E depois, ao intervalo, logo apaguei. Pois não vale a pena acicatar os ânimos (e a caixa de comentários do És a Nossa Fé é por demais apaixonada para o meu macerado fígado). Mas ficou-me a ideia: após uma longa série de jogos sem vitórias (sim, a taça da liga "estava no autocarro" mas sem se conseguir uma vitória durante os 90  minutos), para se ir ganhar ao último, em crise, foi preciso um empurrão amigo - a tal constante protecção aos "grandes". Que sempre protestamos por ser a nossa menor do que a dedicada ao Porto e ao Benfica, mas nunca o fazemos por ser maior do que a prestada ao Riopele ou à Sanjoanense (ainda existirão estes?).

Ontem mais uma derrota e uma paupérrima exibição. Não vou repetir o que tantos dizem. Mas lembro o que aqui venho escrevendo há meses sobre o meu desgosto com a forma como o futebol sénior é gerido por Frederico Varandas (3.11.18). Ainda que me tenha até entusiasmado com os primeiros jogos deste insuficiente holandês (comi o meu gorro a 14.12.18). Mas insisto que (8.1.19) "Em suma: Keizer canta bem, declama bem, é galã, dança bem. Mas isto é um filme de acção, porra. Mudem já, pois daqui a uns breves meses será já tarde demais." E pergunto-me (30.1.19) "O presidente Varandas está a dormir? A massa adepta, o "Universo Sporting", emigrou? Francamente, dr. Varandas, não há volta a dar-lhe: demita o Peseiro, já! O homem não tem mãos para isto."

Varandas é o responsável máximo do que está a acontecer. Não é Bruno de Carvalho. Nem Sousa Cintra. Ou a "pesada herança" de José Peseiro. Ele (4.2.19) "Fez um "all in". Teve uma "fezada". Foi buscar um treinador sem currículo, agitou a marca Ajax para se justificar, convicto de que é um líder iluminado, capaz de trazer o que mais ninguém poderia antever. Deixemo-nos de coisas, nem a "escola Ajax" é invejável pelos clubes portugueses, nem Keizer é particularmente relevante nela, nem o futebol holandês ultrapassa o português. Isto é uma série de erros e falsidades. Advindos da falta de ponderação do aparentemente seráfico Varandas. Cujo afã de "marcar posição" causou este naufrágio, este descalabro anunciado. Fruto de uma errónea concepção de real, de administração. Como se Iluminada, mas imponderada, incompetente."

Faltam-me mais palavras. Sobram-me apenas as suficientes para lembrar que se o Sporting jogasse tão mal e com tanto insucesso sob o comando de um treinador que não tivesse sido escolhido pelo iluminado capitão do Afeganistão (para o qual a cadeia de comando é sagrada, convém lembrar o pobre quadro mental do actual presidente ...) haveria uma "chicotada psicológica".

Podridões

A tangerina mecânica (aquela coisa que lembrava a laranja mecânica holandesa doutras eras) de Keizer apodreceu, foi sumarenta e gostosa quando surgiu, neste momento chegou a um estado nauseabundo, sem estratégia de jogo nem comando do banco, com um bando de jogadores em campo, alguns deles a cairem em campo e no final dos jogos, e com cartões completamente escusados.

Mas à podridão dessa tangerina somam-se os efeitos da podridão da maçã Brunista (aquela coisa que muito prometia mas pouco entregava), a destruição dum plantel e duma estrutura técnica, o rombo financeiro na SAD, uma pré-época indigente, uma nova estructura técnica e plantel arranjados à pressa, umas claques a mamar da teta do clube (e do vandalismo e dos tráficos de vários tipos a que se dedicam), e uma divisão por demais evidente entre os sócios que por pouco não chegam a vias de facto em plena bancada central de Alvalade.

De qualquer forma, hoje Keizer repetiu Peseiro, ou seja, deu-se ao luxo de enfrentar uma competição que nos poderia dar algum dinheiro a ganhar e algumas alegrias face à situação em que estamos na Liga (onde 3º ou 4º pouca diferença faz), com um misto de craques e entulho herdados do Brunismo e alguns jovens com problemas existenciais. Deu no que deu, uma tristeza. A Peseiro custou o lugar, num desafio a contar para uma competição secundária, o que não era o caso desta.

Disse Keizer depois do jogo que a equipa lutou muito e a prova disso é que três jogadores tinham acabado com cãibras. O que eu digo é que o preparo físico desta equipa é uma vergonha, com jogadores a lesionar-se sozinhos em campo, outros a entrarem sem aquecerem, outros incapazes de pressionarem alto, todos a funcionar no limite das forças. O preparador físico é o antigo fisioterapeuta, e folgas têm sido muitas. Quem é o responsável?

Ganhámos a taça da Liga? Foi óptimo. Mas não chega. Não pode chegar. 

Então, se jogámos na Taça da Liga com os melhores, hoje tínhamos de ter jogado com os melhores. 

Assim vai ser complicado...

SL

Vergonha!

Em 40 anos de sócio nunca me senti tão vexado como esta noite.

De tal forma que abandonei o estádio aos 55 minutos de jogo, ainda as portas estavam todas fechadas.

Assumo aqui e agora que enquanto este presidente estiver em funções e este treinador liderar esta espécie de solteiros e casados jamais irei ao Estádio. Ponto.

Os dirigentes do Sporting têm de perceber que os sócios têm dignidade, que se orgulham em ser do Sporting porque mesmo perdendo lutamos sempre. Mas o que hoje se viu foi uma autêntica vergonha. E não pode ficar sem consequências. Doa a quem doer!

Como pode uma equipa a jogar em casa contra o penúltimo classificado da Liga espanhola fazer o primeiro remate aos 19 minutos? E nem foi enquadrado com a baliza. O primeiro canto aos 30 minutos?

Tenho que reconhecer que Bruno de Carvalho tinha razão do que dizia dos jogadores. Não posso admitir que durante os 55 minutos de jogo que vi o Sporting não tivesse feito uma jogada com cabeça, tronco e membros. Uma só!

Tantos e tantos jogos que assisti em Alvalade e este ficará na retina como o pior de todos.

Será tempo dos sócios perceberam que o Doutor Varandas pode ser muito bom médico, mas não tem arcaboiço para estar à frente de um clube como o Sporting. Temos pena que assim seja mas esta é uma triste realidade.

Tanto que critiquei o antigo presidente pela sua postura sempre guerreira para agora surgirem estes dirigentes educados, bem falantes mas profundamente amorfos.

Avanço ainda com uma pergunta que o meu filho mais velho me fez e que aqui em tempos reproduzi: o que melhorou com a saída de BdC?

Respondo com a ideia que, tirando as redes sociais, não melhorámos nada. Rigorosamente nada. Portanto mordo a língua e, infelizmente, tenho de dar razão ao meu infante mais velho.

Naufrágio colectivo

O jogo que há pouco terminou começou a ser perdido ontem, na conferência de imprensa de lançamento deste desafio da Liga Europa, quando Marcel Keizer disse que o Sporting «não tinha obrigação» de seguir em frente na competição. Necessitaria, para tanto, de vencer em casa o Villarreal, penúltimo classificado do campeonato espanhol, que acaba de interromper no nosso estádio um duro ciclo de dois meses sem triunfos.

Não apenas perdemos a partida. Fizemos também uma exibição medíocre, ressalvando-se dois desempenhos positivos: Coates e Bruno Fernandes, incapazes de remar contra o naufrágio colectivo. Nada que surpreenda, afinal: a equipa arrastou-se no relvado em sintonia com as palavras abúlicas e conformistas do treinador, que nos últimos sete jogos só uma vez foi capaz de conduzir o Sporting à vitória.

Reflexão urgente no balneário

A falta de atitude competitiva dos nossos jogadores, aliada à impassibilidade do técnico durante todo o dérbi de domingo, que esteve a um passo de terminar com um resultado ainda mais doloroso para o Sporting, leva-me a questionar se tudo andará bem no balneário leonino. E a resposta, quanto a mim, só pode ser negativa.

É neste contexto que devem ser interpretadas recentes declarações públicas de dois dos mais influentes membros do plantel, Mathieu e Bruno Fernandes. «Temos de falar no balneário», avisou o francês, de rosto fechado, na sequência imediata da tangencial vitória contra o Moreirense, a 19 de Janeiro. «É tempo de cada um fazer uma reflexão e pensar naquilo que está a fazer mal», declarou Bruno Fernandes logo após a humilhante derrota de anteontem, considerada «inadmissível» pelo nosso médio criativo.

Isto enquanto voltamos a emprestar Iuri Medeiros - uma política de "gestão de activos" difícil de entender - e o inútil Castaignos, um dos jogadores com salário mais elevado do plantel, é remetido para a equipa sub-23, castigo que só peca por tardio.

Reflictam, conversem, diagnostiquem todos os problemas e arranjem forma de superá-los. Não queremos outra humilhação como aquela que há dois dias sofremos no nosso estádio.

O dia seguinte

Já todos sabemos que a derrota de ontem foi humilhante e que o momento é mau. A conquista da Taça da Liga não apaga semanas de mau futebol nem a sensação de desilusão com Keizer, após a promessa de bom futebol, de ataque e com recurso a jovens formados na Academia. Miguel Luís e Jovane Cabral cada vez se vêem menos e outros, como Thierry Correia, Bruno Paz e Pedro Marques, nunca mais se viram. Elves Baldé e Daniel Bragança serão vistos apenas na próxima época. 

Keizer chegou com um bom plano A, com pressão e com o ataque a ser o foco da equipa. Eu não quis ver que a cada goleada correspondia pelo menos um golo sofrido e não quis acreditar que os golos marcados deixariam de ser suficientes. Keizer tem um bom plano A e ainda não encontrou o B. Petrovic, Gudelj ou Diaby são teimosias do holandês que parece agora trair-se, com cautelas demasiadas. 

A noite de ontem foi dura mas a época está longe de acabar. Não vamos ser campeões e a esta altura o quarto lugar até parece o cenário mais provável. Não o devemos aceitar já e devemos lutar por subir o máximo na tabela mas não dependemos só de nós. Não nos podemos esquecer é que ainda há a Taça de Portugal e a Liga Europa. Vencer a primeira e chegar às meias (mais do que isso, também é bem vindo) da segunda seriam metas para uma época interessante.

Keizer não se pode atrever a apostar nos mesmos na Luz. Acredito que alguns, como Dost, Raphinha, Nani ou Wendel, saibam fazer muito mais (aliás, já o fizeram). Outros há que acredito que não possam dar muito mais. Para o lugar destes, é quase obrigatório apostar-se no que há. E o que há são jovens de qualidade. Thierry e Abdu não fariam melhor nas alas defensivas? Ilori já cá está, que jogue. Bruno Paz ou Doumbia seriam melhores trincos do que o atual e, para ajudar Bruno Fernandes a não se sentir sozinho no meio-campo, gostaria de ver Miguel Luís a jogar mais. No ataque, Jovane precisa de mais minutos e se Pedro Marques não puder ser lançado de início, que vá sendo gradualmente.

O momento é mau, há um contexto que nunca podemos esquecer (onde estávamos há seis meses?), o plantel é mais fraco do que gostaríamos mas há tempo e recursos para fazer muito melhor. Assim Keizer se lembre de um plano B, os jogadores mostrem a sua garra e os jovens sejam lançados. Assim Keizer volte a ser fiel à sua escola de futebol de ataque e de aposta nas camadas jovens. Assim Keizer deixe as cautelas e se abra. Afinal de contas, o 2-4 de ontem teria custado menos se tivéssemos visto uma equipa de jovens portugueses, com garra e a atacar.

Indefinição definida ou o traidor Keizer

Não soubemos defender. Não soubemos atacar. Jogámos ao nível de uma equipa menor. Onde é que isso nos poderia levar e levou mesmo? Ao merecimento da derrota, claro.

Sofridos que foram aqueles noventa e tal minutos, não há dúvida, merecemos perder o jogo contra o rival. 

Muito me chateia, desgasta, faz desesperar nesta que parece ser uma sina que nos leva mais vezes a "chorar" do que a sorrir. Seria até fastidioso desfiar as causas para tanto desalento e não vou por isso fazê-lo - para massacre já nos chegou o jogo de ontem -, mas a liderança de Keizer ou a falta dela não a poupo.

O líder do grupo anda literalmente a apanhar bonés entre a táctica que depressa e bem defendeu gostar de aplicar, e a táctica que o futebol português lhe impôs. Bastaram duas derrotas para passarmos a assistir a essa penosa, disparatada e, evidentemente ineficaz reinvenção do holandês.

Nunca mais lhe ouvimos a máxima: "prefiro ganhar por 4-3 do que por 1-0." Belíssima ode ao golo marcado, aquele que devia ser sempre, mas sempre, o principal objectivo de uma equipa de futebol. Uma deliciosa tirada atirada sobre a mediocridade do futebol jogado nas nossas competições, sempre tão avesso ao golo, ao golo que se procura marcar, já que o outro, 90% das equipas nada querem com ele, obstinadas que estão em não sofrer, apenas. 

Keizer está a trair-se. Está. E está também a trair-nos. Keizer traiu-nos. Keizer é um traidor.

Começou com goleadas, todas elas justificadas, todas elas fruto de uma orientação para o golo e para a vitória. Mas isso foi noutra vida. Onde é que isso já vai? Pergunto, até. E faço-o suspeitando que essa vida que nos enchia de esperança já não voltará.

Essa é uma imperdoável traição aos sportinguistas que vibraram com aquelas vitórias robustas resultado de um futebol positivo jogado por jogadores galvanizados, alegres, que abraçavam plenamente aquela forma de jogar. Percebíamos que era assim que os nossos queriam e gostavam de jogar. E nós, falo sobretudo por mim, era assim que os queríamos ver em campo. Olhos apontados à baliza adversária e atitude ganhadora. E ganhavam.   

Acredito que Keizer está a ser vítima de se estar a trair a ele próprio. Não lhe perdoo que nos traia a nós também. 

Somos diferentes...

Confesso que não vi o jogo, ontem era impossível eu ver jogo algum. Tinha a expectativa de, à posteriori, o rever, porém não o fiz. Sei o resultado e chega para não querer saber mais nada sobre ele. Não sei as ocorrências nem tão pouco quem marcou os golos. Não sei nada, nem quero saber, aliás, sei que perdemos!

 

Sim, perdemos! Mas ganhámos, pois dentro da nossa tristeza, sinto um enorme orgulho em ler os vários textos que aqui foram escritos.

 

Somos diferentes!

No país das segundas-feiras de manhã

1. Há qualquer coisa de ardilosa no treinador português que normalmente exige o contexto português. Ou seja, os nossos treinadores no futebol português, quando têm bons jogadores, tendem a ser excelentes, porque conhecem bem as regras do jogo e com craques no plantel safam-se smpre. Mas ontem Lage nem precisou de meter o chapéu de “treinador português a treinar em Portugal” tamanha foi a sua superioridade profissional sobre o antagonista.
Fica-se com a ideia que dos treinadores que estão no ativo na primeira Liga, qualquer um teria vencido Keizer ontem. E até podemos incluir alguns dos que foram dispensados nos últimos meses.

  1. Frederico Varandas - que apoiei – cometeu um erro de novato e foi all-in antes do jogo, chegando ao cúmulo de dizer que o seu plantel nem era grande coisa. No poker convém saber que cartas ainda estão na mesa, mas o nosso presidente ignorou que o Benfica teve mais descanso, tem um treinador português a treinar em Portugal que conhece o contexto, e tem excelentes e fortes jogadores (Félix, Rafa, os centrais, Pizzi) que dominam os códigos do futebol português. São rijos, rápidos, intimidam árbitros e adversários, jogam com o público, rebolam no chão para perder tempo, espetam o dedo na cara, etc. Ontem nada disto foi necessário, mas se fosse acreditem que seria só desembainhar o “futebolista português” que habita em cada futebolista português. Não é por acaso que nosso refilão Bruno Fernandes seria dos poucos a poder ter lugar no plantel do Porto e do Benfica.
    A este propósito, veja-se o caso do Porto que joga segundo esta lógica trauliteiro-estratégica e nunca, mas mesmo nunca, se esquece de vazar para a arbitragem parte da responsabilidade pelo mau resultado.

  2. Os únicos tipos que perdem ainda mais vergonhosamente com o Benfica do que nós, também o fazem e ficarão em terceiro lugar muito por causa disso.

    4. Keizer chegou e implantou um sistema otimista e juvenil. Agora parece um homem que teme a sombra. A catadupa de jogos com boas equipas (Guimarães, Belém, Porto, Braga e Benfica) deve ter metido a sua entourage – e a malta que orbita a entourage – à rasquinha e Keizer, que será sempre funcionário leal, deve ter obedecido.

    5. O nosso futebol, como qualquer contexto, tem regras próprias. Numa guerra no Iraque se calhar não é preciso levar esquis, mas convém – por exemplo – ter malta tradutora em que se possa confiar. Contratar esquiadores campeões nas olimpíadas militares e apanhar os primeiros tradutores à mão no aeroporto à chegada, não é boa ideia.

    6. Ora o futebol português dá trabalho. É criativo-caceteiro. Os adversários têm agenda e esforçam-se aqui, mas já abrem as pernas ali. Compensa malhar nos árbitros e compensa malhar agora no VAR. Compensa ter cara de pau nas conferências de imprensa, porque os jornalistas juniores se encolhem e os “escribas” na imprensa da especialidade até gostam que os seus heróis tenham mau perder. Compensa mandar fazer coisas próprias de séries da Netflix, porque Portugal não é propriamente um regime decente de contrapesos e checks and balances, mas sim uma gigantesca e dinâmica bola de conhecimentos, mãos debaixo da mesa, subornozinhos, favores, jogadas, jeitinhos e jeitos que a dita “sociedade civil” até acha graça se for o seu clube a vencer.
     
    7. A probabilidade de Keizer estar por cá no arranque na próxima temporada é, por isto, muito baixa. Para um holandês, um país calvinista onde o “hard work”, o cumprimento de regras e uma noção fortíssima de comunidade onde não há lugar a trapaceiros e cada um tem de vergar a mola, tudo isto é muito latino, muito Narcos, muito livro do Tintin, muito próprio dos sítios onde eles vão de férias.

    8. Claro que a Holanda é um dos países mais ricos e fantásticos da história da humanidade, que até foi capaz de resgatar território ao mar. Mas who cares, quando o que importa é poder chegar segunda de manhã e humilhar o Costa lá do escritório?

  3. p.s. Espero que fique claro que o Benfica ganhou com 101% de mérito, justiça e até deveria ter ganho por mais.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do banho de bola que levámos do Benfica em nossa própria casa. As dinâmicas colectivas não funcionaram, não vencemos um confronto individual, o nosso corredor direito era um autêntico passador, só em teoria tínhamos um médio defensivo em campo, fomos incapazes de ganhar bolas divididas.

 

Do treinador. Tal como sucedera em Tondela e em Guimarães, Marcel Keizer estudou insuficientemente o adversário e artilhou muito mal o nosso onze titular. Tem uma pose inacreditável em campo, permanecendo durante todo o jogo estático e de mãos nos bolsos. E vem gerindo de forma cada vez mais desastrada as substituições. O cúmulo do caricato ocorreu ontem por volta do minuto 80, quando mandou entrar Petrovic, um médio defensivo, quando estávamos a perder 1-4. Seria para "segurar o resultado? Brindado com uma vaia monumental, optou afinal por Jovane, mandando sentar o sérvio. Esta hesitação nas escolhas diz quase tudo sobre a (in)capacidade de liderança do holandês.

 

Da troca de Nani por Diaby. O instinto do treinador foi testado - e chumbou - na decisão assumida ao intervalo: excluir o capitão da equipa enquanto fazia entrar o jovem maliano que tem sido uma autêntica nulidade nos jogos disputados em 2019. Um erro colossal, não apenas pela capacidade que Nani - mesmo fatigado - tem de resolver um jogo, a qualquer momento, com um lance de inspiração. Sobretudo pelo sinal que deu para dentro de campo: o internacional formado em Alcochete tinha acabado de inventar um grande golo, oferecido de bandeja a Bruno Fernandes. Que prémio recebeu? Ter ido tomar duche mais cedo.

 

De Bruno Gaspar. Intriga-me por que motivo Keizer, confrontado com falta de recursos no plantel, não recorre aos sub-23. Desde logo para a lateral direita, desguarnecida pelo injustíssimo castigo aplicado a Ristovski pelo apitador Helder Malheiro. Bruno Gaspar, está mais que provado, não tem categoria para jogar no Sporting: foi uma das mais desastradas contratações do último ano. Incapaz de articular com Raphinha, foi ultrapassado vezes sem conta por Grimaldo, que o transformou num monumento à impotência.

 

De Gudelj. O meio-campo defensivo estava, em teoria, entregue ao sérvio que veio da China. Na prática, ficou desguarnecido: Gudelj parece ter emigrado para parte incerta, afogado no fluxo ofensivo encarnado, liderado pelo miúdo João Félix. Não restam dúvidas que não tem talento nem rotinas para assegurar a posição, apesar de Keizer teimar em mantê-lo ali. Mais incompreensível se torna ainda que Miguel Luís e Idrissa Doumbia tenham ficado ausentes da convocatória. 

 

Do desastre da nossa defesa. Levamos já mais golos sofridos do que o V. Setúbal e tantos como o Marítimo.

 

De ver a nossa formação marginalizada. Ontem, durante quase uma parte inteira (a segunda), voltámos a jogar sem nenhum elemento formado em Alcochete. Miguel Luís foi de novo remetido para a bancada, Francisco Geraldes só serve para promover gameboxes na Sporting TV e Jovane entrou à beirinha do fim, só para iludir as estatísticas. Acontece que Keizer veio para o Sporting, entre outros supostos atributos, por valorizar a formação. Onde está essa mais-valia?

 

Do resultado. Esmagadora e humilhante, a derrota por 4-2 em Alvalade. Desde a época 1997/1998 que não perdíamos por números tão arrasadores, mesmo num dérbi destes, onde existe uma lamentável tendência já claramente desenhada: nos últimos dez anos, só por uma vez vencemos o Benfica no nosso estádio para o campeonato. Dá que pensar. E não é um pensamento lisonjeiro para as nossas cores.

 

Do nosso percurso recente no campeonato. Apenas vencemos um dos últimos cinco jogos da Liga 2018/2019: uma vitória esforçada e tangencial em casa com o Moreirense. De resto, dois empates (com V. Setúbal e FC Porto) e duas derrotas (com Tondela e Benfica). Se somarmos a estas partidas os dois desafios da Taça da Liga que também não vencemos no tempo regulamentar (embora tenhamos conquistado o troféu nas grandes penalidades), a margem negativa aumenta: só uma vitória em sete jogos.

 

 

 

Gostei

 

Do nosso único golo de bola corrida. Aconteceu aos 43', o que nos fez reduzir a desvantagem para 1-2, nascendo daí a ilusão de que a segunda parte poderia ser muito disputada. Um golo que emerge do talento e da criatividade de Nani ao desenhar uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência. O segundo seria marcado no declinar do jogo, de penálti, por Bas Dost, que reduziu para 2-4.

 

De termos, apesar de tudo, evitado a goleada. Na segunda parte, quando perdíamos por 1-4, chegou a pairar no estádio o espectro da repetição dos famigerados 3-6, sofridos há um quarto de século, ainda no tempo em que João Vieira Pinto jogava na equipa errada.

 

Do público que encheu o estádio. Éramos ontem 45.503 oficialmente contabilizados em Alvalade. Prontos a puxar pela equipa e a aplaudir os nossos. Saímos de lá com uma imensa frustração. Pelo resultado, pela péssima exibição e pela esperança que vai morrendo: depois do adeus ao título, o adeus ao acesso à Liga dos Campeões, quase o adeus à qualificação directa para a Liga Europa. E temos o V. Guimarães pronto a morder-nos os calcanhares, à distância de sete pontos do quarto lugar - tanta como a que nos separa do Braga, que ocupa o último lugar do pódio.

Crónica de um descalabro anunciado?

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(Pirro, representado como deus Marte)

 

Não há muito a dizer. Derrota em Guimarães, derrota em Tondela, empate em casa com o Porto, a jogar algo encolhido e o Porto a jogar o q.b. Depois um empate com um Braga superior e vitória nas grandes penalidades. E um empate com o Porto, idem. Dando uma aprazível vitória numa taça desprestigiada, feita para jogar com os suplentes mas agora motivo para exaurir plantéis curtos, no afã de (efectivamente) vãs vitórias. Foi uma vitória de Pirro, como é óbvio. Depois, um empate em Setúbal a jogar pessimamente (tal como em Tondela se tinha jogado mal). E ontem um descalabro (foi 4-2 mas podiam ter sido 6 ou 7). Será preciso recuar um quarto de século para encontrar desastre parecido em dérbis mas, ainda assim, o de então teve outros contornos qualitativos.

 

Nem vale a pena discutir aquilo de uma equipa (que vai jogando cada vez pior) estar a levar um banho de futebol, não conseguir criar algo, chegar ao intervalo e tirar o seu jogador mais esclarecido, Nani, e meter um avançado que tem sido uma constante desilusão, Diaby. Pormaior que demonstra um timoneiro à deriva. Não vale a pena porque é evidente que Keizer não serve para isto e tem que sair. O mais depressa possível. A responsabilidade é de quem o contratou? Em primeiro lugar, "quem não tem competência não se estabelece". E Keizer foi muito atrevido em aceitar um convite para vir treinar um grande clube num campeonato onde há muito mais saberes do que os que ele tem. Keizer pode ser simpático, ter um discurso contido e civilizado. Mas foi de uma falta de humildade enorme, a roçar a inconsciência. Não tem competências para o lugar que ocupa, aquilo do "princípio de Peter". E é ele o principal responsável por toda esta situação. 

 

Em segundo lugar Varandas. O Pedro Correia já me pediu para eu não adjectivar o presidente. Ok. Que fiquem explícitas duas coisas: a) desejo todos os sucessos possíveis ao presidente Varandas, seria a minha e nossa alegria; b) eu não gosto, nem uma pitada, de Varandas. O seu dístico presidencial "a cadeia de comando é sagrada" - entenda-se, nem na tropa o é - mostra uma concepção irracional das funções de dirigismo. Que ele vem demonstrando. No contexto em que emergiu a nova direcção teria que reforçar (renovar?) os alicerces e calafetar os rombos. E, se vier a ter possibilidade para isso, lá mais para a frente, tratar dos rodapés. Ao abdicar de Peseiro, que fizera exactamente isso no âmbito das suas funções, Varandas mostrou que aponta para um rumo contrário. Peseiro trancou a equipa para lhe conquistar alguma tranquilidade para cruzar esta época que seria sempre de contidas expectativas, Peseiro foi inteligente. Perdeu com o Portimonense? Sim, e depois? O Braga ganhou lá? O Benfica ganhou lá? Perdeu em casa com o Estoril para a taça da Liga com nove suplentes? E depois, a taça Lucílio Baptista é mesmo relevante? Ainda para mais num ano de difícil gestão do plantel?

 

Varandas fez o contrário, qual "anti-Peseiro". Fez um "all in". Poderia ter segurado a cautela experiente do treinador, por cinzento que ele seja, e tratado de reestruturar o clube - reforçando formação e prospecção, como todos auguram necessário. Mas não. Teve uma "fezada". Foi buscar um treinador sem currículo, agitou a marca Ajax para se justificar, convicto de que é um líder iluminado, capaz de trazer o que mais ninguém poderia antever. Deixemo-nos de coisas, nem a "escola Ajax" é invejável pelos clubes portugueses, nem Keizer é particularmente relevante nela, nem o futebol holandês ultrapassa o português. Isto é uma série de erros e falsidades. Advindos da falta de ponderação do aparentemente seráfico Varandas. Cujo afã de "marcar posição" causou este naufrágio, este descalabro anunciado. Fruto de uma errónea concepção de real, de administração. Iluminada, imponderada, incompetente.

 

Durante meses aqui eu, e outros, escrevemos convocando os membros da direcção de Bruno de Carvalho para que pusessem termo ao profundo desatino do clube. Não houve eco, como é sabido. Mas está na altura de convocar os membros da direcção do Sporting para que exerçam um poder colegial. Para que terminem este desvario futebolístico. E que fique explícito, não é Keizer que é Pirro, vestindo-se como o deus da guerra. É Varandas, na sua aparente fleuma britânica. Imaginem qual seria o conteúdo das críticas que faríamos a Bruno de Carvalho se dias antes de um Sporting-Benfica, sempre importante, tivesse vindo agitar as águas acusando o presidente do Benfica de malfeitorias e, como não quer a coisa, fosse dizendo da fragilidade do plantel do Sporting. E depois não só levasse 4-2 em casa como visse a sua equipa a anos-luz de qualidade de um Benfica que mudou de treinador e dispensou um punhado de jogadores, sem fazer contratações para os substituir. Foi exactamente isso que Varandas fez. Qual Marte vituperando o Benfica. E qual Bruno protestando a qualidade dos seus jogadores. Pode parecer "british". Mas é péssimo.

 

Que pesadelo....

Cheguei agora a casa. Fiz 500Km para ver o Sporting. Duzentos e cinquenta até Lisboa, e depois o regresso. Em silêncio, apreensivo, enquanto conduzia deu para pensar em muita coisa. Não merecemos isto. Aquilo que fizeram ao Sporting no início da época, está-se agora a pagar a fatura e com juros altíssimos. Perdemos recursos humanos, perdemos referências, e claro, hoje estamos a perder dentro de campo. Era prevísivel, também estamos a cometer alguns erros, mas o que mais me custou hoje, foi ver um jovem de 17 anos com gamebox, na fila por baixo da minha a chorar copiosamente, metendo os dedos entre os cabelos e dizia "... que pesadelo... que pesadelo, bolas quando é que isto acaba, quando é que vimos ao estádio e saímos daqui alegres?" Quando passei por ele, passei-lhe a mão pelos ombros, mas não tive coragem de dizer nada... absolutamente nada. Mesmo que quisesse, também não sabia o que lhe havia de dizer.

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