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És a nossa Fé!

Incompreensível

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João Benedito furtou-se esta noite a um frente-a-frente com Frederico Varandas na CMTV. Como se o concorrente à presidência do Sporting tivesse lepra.

Uma atitude incompreensível. Como bem acentuou Varandas, que disse dar primazia à Sporting TV, nesta mesma noite não estava previsto qualquer debate no canal do clube. E Benedito, na véspera, comparecera na TVI, onde concedeu uma entrevista a solo que aliás tive oportunidade de elogiar.

Não compreendi esta cadeira vazia - símbolo de temor, o que é mau, ou de arrogância, o que é péssimo. Frederico Varandas não merecia ser tratado com semelhante desconsideração. E os adeptos do Sporting também não.

Finalmente, debates na Sporting TV

Segundo comunicado há pouco distribuído pela Comissão de Gestão do Sporting, haverá debates entre os candidatos no canal de televisão do clube. Como se impunha. E como várias vozes vinham reclamando - também aqui no És a Nossa Fé.

Assim, haverá dois debates entre os sete candidatos à presidência do Conselho Directivo.

O primeiro a 19 de Agosto, pelas 21 horas. O segundo a 7 de Setembro, véspera da eleição, pelas 20 horas.

Haverá também um debate entre os sete candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral (a 24 de Agosto) e outro entre os candidatos à presidência do Conselho Fiscal e Disciplinar (27 de Agosto).

Finalmente, serão promovidos debates a dois entre os dias 20 e 30 de Agosto, «segundo uma sequência sorteada na presença dos representantes de todas as candidaturas». Além de entrevistas individuais aos candidatos, entre 31 de Agosto e 6 de Setembro. Sem prejuízo para os tempos de antena que todos terão, diariamente, na televisão do clube.

Assim é que está bem. Aqui fica uma palavra de elogio à Comissão de Gestão.

Para que serve a Sporting TV?

De novo se impõe fazer esta pergunta.

Agora por maioria de razão. Ao vermos um canal de televisão em nada vinculado ao nosso clube antecipar-se nos debates que - estes sim - poderão ser decisivos na formação das intenções de voto para o escrutínio de 8 de Setembro.

Refiro-me aos debates cara-a-cara, em dueto à laia de duelo.

 

Com sete candidatos em liça, não será fácil. Mas a CMTV organizou-os, já os anunciou e vai promovê-los, a uma cadência diária - excepto quando se realizarem jogos de futebol.

Serão vinte e um, no total.

Começarão depois de amanhã, em horário nobre, a partir das 20.45. Com duração prevista entre 20 e 45 minutos.

 

Eis o calendário:

17 de Agosto - Frederico Varandas / João Benedito

19 de Agosto - Dias Ferreira / Rui Rego

20 de Agosto - José Maria Ricciardi / Tavares Pereira

21 de Agosto - Frederico Varandas / Rui Rego

22 de Agosto - João Benedito / Madeira Rodrigues

23 de Agosto - Madeira Rodrigues / Rui Rego

24 de Agosto - Rui Rego / Tavares Pereira

25 de Agosto - Dias Ferreira / José Maria Ricciardi

26 de Agosto - Dias Ferreira / Frederico Varandas

27 de Agosto - José Maria Ricciardi / Rui Rego

28 de Agosto - Frederico Varandas / Tavares Pereira

29 de Agosto - Dias Ferreira / Tavares Pereira

30 de Agosto - José Maria Ricciardi / Madeira Rodrigues

31 de Agosto - João Benedito / Rui Rego

1 de Setembro - Madeira Rodrigues / Tavares Pereira

2 de Setembro - João Benedito / Tavares Pereira

3 de Setembro - Dias Ferreira / João Benedito

4 de Setembro - Frederico Varandas / Madeira Rodrigues

5 de Setembro - Dias Ferreira / Madeira Rodrigues

6 de Setembro - João Benedito / José Maria Ricciardi

7 de Setembro - Frederico Varandas / José Maria Ricciardi

 

E termino como comecei: afinal para que serve a Sporting TV?

Responda quem souber.

Sobre o debate

Ricciardi

 

Negativo:

  1. Da constante utilização do telemóvel;
  2. Quando fala do seu curriculum impera a cultura do eu;
  3. Pouco preparado em tudo que fuja do tema financeiro.

 

Positivo:

  1. Aparentemente bem preparado nas matérias financeiras;
  2. Afirma que depois do dia das eleições, seja qual for o resultado, o presidente eleito será o seu;
  3. Postura institucional.

 

Notas: Acho importante que um líder saiba ouvir todos os membros da sua equipa mas não consigo compreender qual a razão do constante recurso ao telemóvel. Quando fala do seu conhecimento/experiência na área financeira, faz na primeira pessoa e com isto demonstra alguma falta de respeito pela equipa de profissionais que o acompanha. De certeza que não fez tudo sozinho. Parece que a tão criticada cultura do “eu” não é só característica de Bruno de Carvalho. Demonstrou má preparação em assuntos extra área financeira. Mesmo assim, acho que é um candidato a considerar.

 

Dias Ferreira

 

Negativo:

  1. Do final do debate;
  2. Do demasiado tempo que perdeu a explicar o seu percurso profissional.

 

Positivo:

  1. Postura institucional;
  2. Foi assertivo nas palavras e explicou o seu trajeto profissional;
  3. Demonstra conhecimento, frontalidade e bom senso quando afirma que não partilha informação sem confirmação prévia.

 

Notas: Para mim, foi a revelação da noite. Confesso que não conhecia o percurso profissional de Dias Ferreira no futebol. Foi com algum agrado que confirmei que não estamos perante um "rookie". Agrada-me alguém que consegue adaptar o seu discurso. Consegue ser duro quando quer. Soube ouvir. Acho que é um candidato a considerar.

 

Madeira Rodrigues

 

Negativo:

  1. Fala muito mas acrescenta pouco.

 

Positivo:

  1. Da coragem na defesa dos seus argumentos;
  2. Do respeito por todos os outros candidatos

 

Notas: Um candidato com um discurso vago, pouco assertivo e pouco motivador. Gostei particularmente do respeito que demonstrou por todos os outros. Sabe e compreende o que é o ADN Sporting Clube de Portugal e os princípios do clube. Penso que não terá hipótese de ser o Presidente do Sporting Clube de Portugal, apesar do seu sportinguismo.

 

Rego

 

Negativo:

  1. Não se deu a conhecer.

 

Positivo:

  1. Falou pouco mas foi assertivo;
  2. Afirmou que estava mais interessado em discutir o futuro do que em falar no passado.

 

Notas: Lamentavelmente, não conseguiu passar a mensagem porque esteve muito discreto. Gostei particularmente da vontade que demonstrou em responder a questões colocadas pela plateia mas que infelizmente não lhe permitiram. Tem um discurso virado para o futuro e foi a debate para isso. Penso que não terá hipótese de ser o Presidente do Sporting Clube de Portugal.

 

Conclusões:

 

O debate foi pouco conclusivo mas deu para retirar algumas notas. Eu também gostaria de assistir a um debate com a presença de João Benedito e Frederico Varandas, mas compreendo as suas razões. Não gostei que todos tivessem “atacado” a ausência dos dois. Vamos esperar por próximos debates para retirar mais conclusões.

 

Saudações Leoninas

O debate a quatro

 

Ricciardi

O melhor - Parecia jogar em casa.

O pior - Procurar cábulas no telemóvel.

 

Ferreira

O melhor - Propor pacto para uma segunda volta.

O pior - Dispersão por questões secundárias.

 

Madeira

O melhor  - Lembrou que fez um teatrinho para o Sporting.

O pior - Quer resolver a dívida aumentando a dívida.

 

Rego

O melhor - Teve uma oportunidade de se dar a conhecer.

O pior - Desperdiçou a oportunidade.

 

Vencedores do debate de hoje

Fernando Tavares Pereira, Frederico Varandas e João Benedito.

Porque estiveram ausentes.

 

Não faz qualquer sentido promover um debate entre candidatos antes de esgotado o prazo para a validação das candidaturas, que só então poderão trocar argumentos em plano de igualdade e legitimidade. Tal como é um absurdo anunciá-lo como "decisivo" antes de a campanha propriamente dita começar.

Falta um mês para votarmos. E até lá ainda muita coisa irá acontecer.

Palpites

A ver pelas declarações "sem tino", ou melhor, a la Octávio (vocês sabem do que é que eu estou a falar...), de um certo candidato muito bem lançado na corrida, palpita-me que o guru da comunicação que lhe presta acessoria, vai fazer de tudo para que não haja qualquer debate, na televisão ou em qualquer outro palco, durante a campanha eleitoral. Mas isto sou só eu a dizer...

O debate na blogosfera leonina

A Norte de Alvalade: «São inegavelmente inequívocas as fragilidades de Pedro Madeira Rodrigues e sobretudo da máquina que suporta a sua candidatura. Tal torna ainda mais difícil de percorrer o caminho a que se propôs, que já de si comportava uma tarefa ciclópica: constituir-se como alternativa à aura messiânica que uma grande parte dos Sportinguistas vêem em Bruno de Carvalho, quanto a mim de forma hiperbólica, injustificada e sobretudo perniciosa para o clube e até para o próprio.» (José Duarte)

 

A Tasca do Cherba: «É simples: só mesmo A Bola e O Jogo para escreverem que “Madeira Rodrigues marca pontos” e “Madeira aperta Bruno”, depois de uma noite em que o candidato da lista A se limitou a ataques pessoais, a frases feitas e a espalhar-se ao comprido de cada vez que queria falar mais a sério (as alarvidades de cada vez que fala na formação são impressionantes, por exemplo). Fico cada vez mais com a ideia que Madeira Rodrigues foi escolhido para ser o rosto de um conjunto de interesses. O problema é que é tão mau actor que nem ele parece acreditar no que diz…» (Cherba)

 

Bancada de Leão: «Há muito que se pede um Bruno de Carvalho mais calmo, controlado, sem recorrer ao registo mais agressivo que tem sido marca dos últimos quatro anos. O candidato ontem seguiu por uma das vias que mais considero essenciais para um debate desta natureza: argumentos com dados (ou factos) concretos. Do outro lado, devo dizer que se viu um Pedro Madeira Rodrigues mais assertivo que o normal, na forma e colocação de voz, firme, mas, infelizmente para o debate sem argumentos, sem propostas e com um vazio de ideias muito aquém do que se pretende para um candidato à Presidência do clube.»

 

Leão de Plástico: «O actual presidente quis essencialmente não fazer prolongar o impacto deste debate nos dias a seguir, não quis dar gasolina para o queimarem e diga-se, nesse objectivo, cumpriu impecavelmente. O confronto foi, regra geral, enfadonho… o que penso ter sido o que muitos benfiquistas e portistas menos desejavam e o que muitos sportinguistas estariam dispostos a aceitar como muito melhor do que peixeirada, insultos ou histeria.» (Javardeiro)

 

Leoninamente: «Pedro Madeira Rodrigues superou as minhas expectativas, pela desenvoltura e agressividade que me surpreenderam, mas acabou por confirmar a "verdura" que sempre se me afigurara desde o lançamento da sua candidatura: haverá uma série demasiado grande de lacunas no seu conhecimento sobre a missão a que se propôs, que nenhuma demagogia do mundo consegue disfarçar. Não me parece que tenha conseguido convencer um único sportinguista, para além dos seus apoiantes.» (Álamo)

 

Míster do Café: «Bruno de Carvalho adoptou uma posse mais institucional, algo que acaba por ser normal perante a posição de Presidente. Já Pedro Madeira Rodrigues partiu da posição de quem não tem nada a perder e adoptou uma postura de ataque deliberado contra o actual conselho directivo e as medidas que tomou. Foram inúmeras as tentativas de Madeira Rodrigues em baixar o nível do debate. Bruno de Carvalho resistiu sempre à tentação de responder à letra e conseguiu sempre manter o seu "plano de jogo". A cara de tédio de Bruno de Carvalho a ouvir os soundbytes de Madeira Rodrigues fica para mim como o principal momento visual do debate. Priceless

 
O Artista do Dia: «Bruno de Carvalho procurou mostrar as virtudes do trabalho que desenvolveu ao longo dos últimos quatro anos, enquanto Pedro Madeira Rodrigues jogou mais ao ataque. Em alguns casos, Madeira Rodrigues excedeu-se nesses ataques, entrando em considerações da vida pessoal e profissional de Bruno de Carvalho que nada têm a ver com a sua presidência. Não sei se a ideia seria tentar conseguir reacções mais a quente de Bruno de Carvalho, mas o presidente manteve-se bastante calmo - aliás, mais calmo do que seria de esperar.» (Mestre de Cerimónias)
 
Sporting Visto Por Nós: «Para quem durante estes anos, como eu, apontou a Bruno de Carvalho um enorme defeito comunicativo, divisionista até, viu-se ontem na obrigação de o repensar pois, afinal, Pedro Madeira Rodrigues, do outro lado da "barricada" apresenta-se nessa mesma índole. Em algumas situações, pior até, revisitando o paradigma dos Viscondes, quando afirma com a maior das naturalidades que "os Sportinguistas têm mais dinheiro que os outros". Deste proto-elitismo propalado pelo candidato que reúne em si a oposição estou eu mais que farto!» (Mauro Silva)
 
Tu Vais Vencer: «Pedro Madeira Rodrigues entrou preparado mas foi cometendo várias gafes, como aquela em que disse que Wolfswinkel tinha sido vendido por esta direcção, quando foi vendido por Godinho Lopes para "pagar salários" que só foram pagos quando Bruno de Carvalho chegou ao Clube. PMR mostrou ter ideias válidas mas o somatório dessas ideias está longe de formar um projecto desportivo convincente para o Sporting Clube de Portugal.»

Alguém ficou com dúvidas?

Ontem, por afazeres profissionais não consegui ver o debate em directo, de modo que tive que "andar para trás" com a pantalha e estive até às 3,30 horas a ver isto. O debate, pronto...
Confesso que quase fechei os olhos nalguns momentos.
Como eu de comunicação percebo tanto como de física quântica, o que me estava ali a interessar era conhecer os planos do candidato Madeira para o Clube e não se um olhava para a câmara e o outro metia a cara nos papeis. Já tenho muitos anos disto e desde miúdo que vejo vender banha da cobra, portanto não é um "gajo" bem falante e que me olha nos olhos que me leva à certa. Se bem que também não aprecie muito quem fale comigo e olhe para o chão, mas enfim.
Também me irrita que num debate com um tema claro, se esteja constantemente a arremessar ao adversário com ataques pessoais. Trazer a família para o debate é de muito mau gosto, eu diria mesmo que é reles!
Quando um pretendente a um cargo o quer ocupar e tem pela frente alguém que cumpriu o seu programa na íntegra (esqueçam os resultados desportivos, porque ninguém pode afirmar que irá ganhar, não joga sozinho), o caminho que deve trilhar deverá ser o do confronto de ideias, tipo " ok, o senhor fez isso, muito bem, mas nós temos aqui esta proposta para fazer melhor e esta e esta e esta", para os mais variados assuntos.

Resumindo, esprimidinho espremidinho, dali saiu muito pouco sumo. A única novidade foi a do encontro no "Ramiro" com Jorge Jesus. Esclarecedor...
Bom, o que é certo é que para além do que já se sabia e era tão pouco, alternativas ao trabalho da equipa que exerce funções, como diria JJ, bola! O que ficámos a saber foi que o candidato Madeira não está habituado a perder.
Ou seja, no mundo virtual de Madeira, o Sporting é campeão há quarenta e cinco anos!
Onde é que é a sede desse clube, que eu quero fazer-me sócio?

Abecedário do debate de ontem

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AUTOCARRO. Pedro Madeira Rodrigues, que partiu para esta campanha com notoriedade próxima do zero, precisava de vencer este debate por goleada para manter a esperança de uma vitória nas urnas a 4 de Março. A Bruno de Carvalho, que partiu com larga vantagem, bastava um empate. Por isso decidiu estacionar o autocarro - ao jeito das equipas menores - e concedeu a iniciativa ao adversário. Teve uma derrota tangencial devido à postura excessivamente defensiva e por falta de remates enquadrados.

 

BOLONI. O treinador que levou o Sporting à conquista do campeonato de 2002 virá do estrangeiro para liderar o futebol leonino, sob a batuta de Madeira Rodrigues. Problema: estamos em 2017, não em 2002.

 

CAMPEONATO. Os maus resultados do Sporting nesta época desportiva são vitais para o candidato alternativo, que se agarrou ao tema com unhas e dentes. Quanto pior melhor?

 

DELFIM. Outro nome avançado por Madeira Rodrigues para o futebol leonino. Foi campeão como jogador nas duas épocas em que actuou no Sporting. Será mesmo trunfo?

 

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EXPECTATIVAS. Um debate vive muito de expectativas. Pedro Madeira Rodrigues tinha à partida expectativas muito baixas. Superou-as ao mostrar-se mais preparado e sobretudo mais acutilante do que se previa. Num frente-a-frente com estas características, é quanto basta para sair vencedor. O que não equivale a sair em frente.

 

FAMÍLIA. O candidato alternativo jurou que não pretendia transformar os "valores familiares" em trunfo eleitoral. Mas não parou de falar da família durante o debate.

 

GELO. Os dois candidatos obviamente detestam-se. Isso ficou bem patente durante o debate de ontem. Bruno emitiu de quando em vez sonoras expressões de enfado. Via-se que procurava conter a irritação. Disfarçou mal.

 

HERANÇA. A de 2013 foi bem pesada: "o clube estava na falência", recordou Bruno. Nem o seu antagonista foi capaz de levantar um dedo em defesa de Godinho Lopes.

 

INSULTOS. Madeira mente mal: alegou desconhecer os insultos desbragados e soezes que um membro da sua lista aos órgãos sociais do Sporting dirigiu ao presidente. Devia ter-se demarcado dessa linguagem sem sofismas nem sonsices.

 

JESUS. Mal aconselhado, o candidato alternativo transformou esta campanha numa espécie de duelo com o treinador em funções no Sporting. Também neste debate gastou demasiado tempo a pronunciar-se sobre Jorge Jesus, sem nunca apresentar soluções concretas. Como pagará a indemnização?

 

LIMPINHA. Foi o sound bite da noite: "A saída de Jorge Jesus do Sporting será limpinha, limpinha", disse Madeira Rodrigues. Tem graça. Mas nada esclarece.

 

MODALIDADES. Futebol, futebol, futebol: Madeira esqueceu-se que o Sporting é um clube eclético, hoje com 50 modalidades - algumas recuperadas por Bruno, como o hóquei em patins, o ciclismo e o futebol feminino. Esquecimento imperdoável.

 

NENHUM. Em quatro anos, nem um só campeonato ganho. Como nos onze anos anteriores. O candidato alternativo jura: não se recandidatará se o clube permanecer nos próximos quatro arredado do título. O problema é que ninguém pode prometer vitórias. Porque elas não dependem só de nós.

 

OLHOS. Madeira Rodrigues marcou pontos ao fixar de frente o adversário, em evidente contraste com o olhar errante de Bruno de Carvalho. A comunicação não-verbal é fundamental, sobretudo em televisão.

 

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PAPÉIS. Bruno de Carvalho, em determinadas fases, agarrou-se demasiado aos papéis que tinha à sua frente. De cabeça baixa. Atitude defensiva, que não lhe ficou bem.

 

QUATRO. De Março. O Dia D. Continuidade ou mudança radical no Sporting?

 

REDES SOCIAIS. O candidato alternativo afirmou que não frequenta o Facebook, procurando estabelecer contraste com Carvalho. Mas pouco depois mostrou-se conhecedor de tudo quanto o presidente escreve nesta rede social. Uma coisa não joga com outra.

 

SPORTING TV. Este foi seguramente o programa com mais audiência de sempre da Sporting TV. Prejudicado, no entanto, pelos problemas sonoros existentes no início da emissão.

 

TEMPO. O frente-a-frente era para durar uma hora, talvez esticada para 80 minutos, e acabou por durar quase duas e meia. O candidato-presidente mostrou-se mais acutilante na recta final. Mas nessa altura o efeito cansaço já se fazia sentir junto dos telespectadores. Um debate deste género não deve durar mais que um jogo: hora e meia basta.

 

UM. Há quatro anos houve dois debates televisionados entre os três candidatos à presidência (Carvalho, Couceiro, Severino). Desta vez, apenas um. Nisto, em vez de se caminhar para a frente, andou-se para trás.

 

VISCONDE. O fundador do Sporting foi o único, a par da actual direcção, a "dar património ao clube". Palavras de Bruno. Manifestamente exageradas.

 

X. Quem será o treinador da equipa principal do Sporting caso Madeira Rodrigues vença? Mistério. O trunfo - se de facto o for - continuou na manga.

 

ZURRAR. Do mal o menos: este deselegantissimo verbo não surgiu no debate. Mas ladrar, sim. Com Bruno a garantir que não ladra, mas ruge. E Madeira a jurar que não só ruge mas morde. Não havia necessidade.

Frases do debate de hoje na Sporting TV

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BRUNO DE CARVALHO:

"O Sporting necessita que os sportinguistas se mobilizem no dia 4 de Março, que demonstrem a força desta instituição e transformem estas eleições nas mais concorridas de sempre."

"A primeira vez que representei o clube, o clube estava na falência e ia acabar. E as pessoas, cobardemente, não se apresentaram."

"Em quatro anos anos saíram duas pessoas dos meus órgãos sociais. Mas em 15 dias já saiu uma da equipa deste senhor [Madeira Rodrigues]."

"Se há coisa que não estamos é isolados. Se há coisa em que o Sporting tem crescido é na união da família sportinguista."

"O próprio Madeira Rodrigues disse que uma das coisas boas que eu fiz no Sporting foi acabar com as dinastias."

"Mantivemos a maioria na SAD quando toda a gente dizia que não."

"Fizemos as duas maiores vendas de sempre do Sporting, sendo que uma delas é a maior de todos os tempos em Portugal de um jogador português para o estrangeiro." 

"Entre a equipa A e a equipa B, entre vendas e compras [de jogadores], há um saldo positivo de quase 82 milhões."

"Jesualdo Ferreira atacou-me numa conferência de imprensa. Mas para não desestabilizar a equipa eu disse que ele era o meu treinador, era o treinador do Sporting. E a verdade é que o mantive até final."

"Temos um excelente treinador, temos um plantel onde só três jogadores é que não foram lançados ou comprados por esta direcção."

"Recuperámos, parcialmente ou na totalidade, percentagens de passes de 37 jogadores do Sporting durante estes quatro anos." 

"A Onda Verde pôs-nos no top 5 de clubes com mais sócios no mundo e uma média absolutamente fantástica de assistências que devia orgulhar todos os sportinguistas, mas pelos vistos alguns não ficam muito orgulhosos."

"Estamos em primeiro lugar nos juniores A, em primeiro lugar nos juvenis A, em primeiro lugar nos iniciados A."

"Passámos de 35 modalidades para 50. Recuperámos para o clube modalidades históricas como o hóquei em patins e o ciclismo. Trouxemos também de volta o futebol feminino."

"Tivemos sempre lucro desde que chegámos ao clube."

"O pavilhão está pago, é do clube. Esta foi das poucas direcções - para não dizer a única, tirando a do Visconde - que deu património ao clube."

"Connosco as quotas [dos sócios] passaram 100% para o clube e as suas modalidades."

"[Madeira Rodrigues] está muito preocupado com a palavra imbecil e já me chamou pateta."

"Já fui acusado de berrar, de ladrar. Mas vou continuar a rugir: é isso que faz o leão."

 

 

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MADEIRA RODRIGUES:

"Sempre gostei de ganhar. E não arranjo desculpas quando não ganho."

"Sinto na rua cada vez mais apoio."

"Claramente somos muito diferentes como pessoas e no estilo de liderança. Temos projectos diferentes."

"O Sporting nesta altura está completamente isolado e afastado dos centros de decisão."

"Eu não quero estar rodeado de yes men."

"Nós, sportinguistas, estamos habituados a ser ofendidos, insultados, e vários até processados pelo presidente do Sporting."

"Quem me chamou de imbecil, de zero à esquerda, de amador e antes de eu aparecer até de abutre e lampião, foi você."

"Boloni e Delfim vão ajudar o Sporting a voltar a ganhar. São campeões."

"Os sportinguistas estão cansados de segundos lugares."

"Eu não vou despedir ninguém. Jorge Jesus é que se afastou de mim e disse que não queria trabalhar comigo."

"Jesus em dois anos tem ganho muito dinheiro e até agora só ganhou uma Supertaça."

"A saída de Jorge Jesus do Sporting vai ser limpinha, limpinha."

"Os sportinguistas não querem continuar com este presidente nem com aquele treinador [Jesus]."

"Com Bruno de Carvalho o Sporting falhou em 85% das contratações."

"Se eu não for campeão nos próximos quatro anos como presidente do Sporting, eu nem me recandidato. Quatro anos chegam para fazermos do Sporting campeão."

"O seu comportamento no balneário em Chaves desestabilizou a equipa."

"Vamos trazer de volta o basquetebol."

"Bruno de Carvalho teve o mérito de fazer a obra [pavilhão] e eu vou ter o mérito de a pagar."

"Quando fala de títulos, infelizmente, títulos para o nosso futebol, recentemente, só os títulos de jornal."

"O seu mandato é sinónimo de vitórias para o Benfica."

"Não nos vamos limitar a rugir. Vamos morder."

"A minha mulher disse-me: 'Este senhor [Bruno de Carvalho] não merece ser presidente do Sporting Clube de Portugal."

Há quatro anos foi assim

Em 2013 houve três candidatos à presidência do Sporting: Bruno de Carvalho, Carlos Severino e José Couceiro. E dois debates. O primeiro na SIC Notícias, a 19 de Março, moderado por Paulo Garcia. O segundo no canal então denominado RTP informação, a 21 de Março, com moderação de Helder Conduto.

Recordo o que aqui escrevi sobre o primeiro debate. Pormenor curioso: tanto Bruno como Couceiro defendiam a manutenção de Jesualdo Ferreira à frente da principal equipa do futebol leonino, enquanto Severino advogava a contratação imediata de Jorge Jesus.

E aproveito para lembrar também o que escrevi aqui sobre o segundo debate, bastante mais crispado do que o primeiro.

"Quase escaldante", como então concluí.

Com Bruno de Carvalho a prometer Luís Freitas Lobo como elemento da estrutura do futebol verde e branco, Couceiro a anunciar a contratação de Pedro Barbosa como director desportivo e Severino apostando no regresso a Alvalade de André Santos e Diogo Salomão.

O vencedor de ambos os debates - aos pontos, não KO - foi Bruno de Carvalho.

Como será esta noite?

 

Debater o Sporting.

Respondendo ao repto lançado pelo Pedro, aqui fica, apelando ao debate, a minha opinião.

 

Ontem acabou a época de futebol sénior para nós, como a pensámos no início da mesma. Porque os objectivos passavam, e bem, por ganhar títulos, e porque acho que a partir de ontem isso tornou-se inatingível. Mas isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.

 

A imprensa quer culpados, eu dou-lhos: todos são culpados. Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, os jogadores. Vamos por partes.

 

Bruno de Carvalho tem culpa. Não enquanto Presidente do Sporting (aí, há muito mais em jogo), mas enquanto responsável pelo futebol sénior. A época foi mal planeada, com vendas muito tarde e reforços em cima do fecho de mercado, sem tempo para adaptações como elas devem ser feitas, e sem reforços para posições onde eles eram necessários.

 

Jorge Jesus tem culpa. Enquanto responsável da equipa técnica, tem culpa no futebol praticado. Não percebeu que Bas Dost não dá o mesmo ao jogo que Slimani nem Gelson dá o mesmo que João Mário, e não soube adaptar-se a isso. Procurou manter o seu modelo (não o culpo por isso, tem tido sucesso há muitos anos), e não funcionou. E quando precisa de mudar algo, não o consegue fazer.


Os jogadores. Porque quem está lá dentro são eles, eles têm culpa. Da falta de garra, do baixar de braços que tantas vezes vemos em campo. Das desconcentrações que nos fizeram perder tantos jogos perto do fim. Da pouca vontade que parecem ter de ultrapassar isto. 

 

E o que tem de se mudar? Um bocadinho de tudo. Bruno de Carvalho, enquanto responsável, terá de fazer uma limpeza do plantel, afastando muito do peso morto e repescando miúdos que por aí andam a mostrar qualidade. Jorge Jesus (e nem pensar em sair: já demonstrou ser um grande treinador, e tem toda a capacidade para voltar a mostrá-lo) tem de parar para reflectir, e adaptar o modelo aos jogadores (ou trabalhar melhor os jogadores para encaixarem no modelo), já pensando em lançar jovens que podem ser importantes para o ano. O que nos leva aos jogadores. Os jogadores terão de mostrar mais, de ter vontade de vencer, de personificar o que é o Sporting. Porque no fim do dia, são eles que as têm de meter lá dentro.

 

(amanhã, este post ficará também disponível no blog Manifestação Espontânea)

Este é o momento de falar

Chego ao blogue e verifico que está em pousio, como se nada se passasse. Acontece que este não é momento para silêncios.

Apetece-me portanto lançar o repto aos meus colegas e aos leitores do És a Nossa Fé: falem agora ou calem-se para sempre.

 

Digam aqui quais devem ser agora as prioridades leoninas perante a grave crise em que o clube mergulhou após Bruno de Carvalho ter elevado as expectativas para um patamar sem precedentes, prometendo conquistar tudo e arriscando-se a não ganhar nada - ao nível do futebol profissional, incluindo a equipa B, e das modalidades ditas amadoras. Apesar do fortíssimo investimento efectuado.

O que deve ser feito sem mais demora?

Quais são as prioridades absolutas?

Que cenários devemos recusar?

 

Enfim vamos debater as medidas que têm de ser tomadas sob pena de o Sporting retroceder quatro anos. Ao início do mandato do actual presidente, quando atingimos a pior classificação de sempre no campeonato, comprávamos jogadores que comprovaram ser autênticas nulidades, vendíamos outros para pagar despesas correntes, despedíamos treinadores como quem muda de camisa e éramos alvo de chacota generalizada.

 

Acrescento o óbvio: este é um repto que apenas se destina a sportinguistas. Da nossa casa tratamos nós.

Faz hoje um ano

 

O ponto da situação estava bem resumido nestas palavras do Tiago Cabral: "Estamos a poucas horas da eleição daquele que poderá ser o presidente com mais responsabilidades no Sporting. Quem for escolhido terá pela frente a tarefa mais árdua dos últimos 20/30 anos: recuperar um clube que está em falência, com dívidas astronómicas que vão impedir e condicionar qualquer acção. Seja José Couceiro ou Bruno de Carvalho o escolhido, a gestão nunca poderá ser muito diferente. Vamos esperar que consigam ultrapassar a fase mais negra da história do Sporting."

 

Estávamos a 22 de Março de 2013, véspera de uma crucial eleição no nosso clube. E fazia-se ainda o rescaldo do debate televisivo de véspera, realizado na RTP1 (houve apenas dois nesta campanha e nenhum em sinal aberto). Um debate com poucas novidades: a maior talvez tenha sido o anúncio, feito por José Couceiro, de que Pedro Barbosa seria o director desportivo do Sporting caso vencesse o escrutínio.

"Bruno de Carvalho falou o tempo todo como se acreditasse que será eleito. Nunca pôs o verbo no condicional. Pareceu mais presidenciável do que os outros dois." Palavras minhas, registadas num abecedário do debate aqui publicado poucos minutos após ter terminado.

 

O debate anterior, na SIC Notícias, tinha sido insípido e morno. Este, moderado pelo jornalista Helder Conduto, foi muito mais quente. Ou "medíocre", como o qualificou o José Manuel Barroso. Com Carlos Severino a ameaçar impugnar a transferência de Wolfswinkel, anunciada a três dias do fim do mandato de Godinho Lopes. E a brindar Couceiro com o rótulo de "oportunista".

Este, por sua vez, disparou esta frase a Bruno: "Você é zero." 

Comentei assim: "Ficou-lhe mal. Por revelar nervosismo. E porque há formas muito menos deselegantes de desqualificar um adversário." Atribuindo a vitória no debate a Bruno, tal como já sucedera com o da SIC Notícias. Não por KO, mas aos pontos.

Faltava o veredicto das urnas. Não seria preciso esperar muito.

Faz hoje um ano

 

20 de Março de 2013: rescaldo do debate eleitoral na SIC Notícias.

Escreveu o Alexandre Poço: «O debate de ontem consubstanciou a realidade actual do Sporting: não houve vitória de ninguém nem nenhum jogou para ganhar. Até aqui, arrrrre!»

Escrevi eu: «Muita convergência no diagnóstico e na terapia - maior do que muitos supunham. Os três candidatos à presidência do Sporting estão de acordo na necessidade de reestruturação financeira do clube, na renegociação da dívida, na injecção de capitais, na formação enquanto elemento-base da equipa de futebol e na revitalização das modalidades.»

Escreveu o Tiago Cabral: «Os dois principais candidatos nestas eleições convergem em quase tudo. (...) A questão principal resume-se a liderança. Qual dos candidatos consegue transmitir aos sócios que é o melhor para liderar o Sporting?  A mim ontem pareceu-me ser Bruno de Carvalho.»

 

José Couceiro, que continuava a ser apontado como quase inevitável vencedor em alguns blogues e nas sondagens da Eurosondagem, recolhia entretanto um apoio de última hora: Pedro Baltazar, candidato derrotado às eleições no Sporting de 2011, anunciava que votaria nele.

Justificação: "Defendo uma linha de credibilidade para o nosso Sporting Clube de Portugal. Tenho gostado da sua campanha séria e do falar verdade e vejo que ele conta com uma equipa que pode fazer uma ruptura com o passado. Faço um apelo aos sócios porque o clube atravessa a mais grave crise da sua história desportiva e financeira e não pode cair em aventureirismos."

Abecedário do debate de ontem

 

ALVERCA. Com José Couceiro ao leme, o Alverca "desceu de divisão". Frase proferida por Bruno de Carvalho, que jogou mais ao ataque no debate de ontem à noite, na RTP informação, do que fizera no anterior, realizado nos estúdios da SIC Notícias. Não só ele: Carlos Severino e José Couceiro fizeram o mesmo. 

 

BARBOSA. Foi uma das escassas novidades do debate: se for eleito, Couceiro terá Pedro Barbosa como seu braço direito para o futebol, nas funções de director desportivo.

 

CRUYFF. Carlos Severino invocou demasiadas vezes o nome de Cruyff - uma das lendas do futebol - para caucionar a sua candidatura. Falou com tanto exagero que não evitou sorrisos irónicos dos antagonistas.

 

DEBATE. Foi o segundo e último desta campanha. Lamentavelmente, não houve nenhum debate televisivo em sinal aberto. Soube a pouco.

 

EMPRESÁRIO. "Eu sei porque é que o José Couceiro não fala do Izmailov. Porque o empresário do Izmailov é o mesmo empresário do José Couceiro para a Rússia, é aquele que o poderia colocar lá novamente." Uma acusação de Severino que ficou por demonstrar. O remate saiu-lhe ao lado. 

 

FINANÇAS. Couceiro não tem um responsável financeiro na sua lista eleitoral porque diz confiar nos dois que já trabalham no Sporting. Custa a crer.

 

'GAFFE'. O candidato da lista C, ex-treinador no Dragão, queria dizer "Sporting" e disse "Porto". Foi a maior gaffe deste debate.

 

HELDER. O moderador foi o jornalista Helder Conduto. Suscitou a acutilância que o momento televisivo exigia, mas lutou sempre contra o tempo: o debate devia ter durado mais meia hora.

 

INCOMPETENTE. Quando o debate aqueceu, já na recta final, Carvalho chamou incompetente a Couceiro. Esta mensagem não cola com outra, já confirmada pelo mais jovem dos três candidatos, que em 2011 convidou Couceiro a integrar a sua equipa: ninguém convida um incompetente.

 

 

JESUALDO. Se forem eleitos, Bruno de Carvalho e José Couceiro manterão Jesualdo Ferreira como treinador da equipa principal de futebol. Severino tem outra preferência: Jorge Jesus. Se não for agora, pode ser daqui a três anos. E também começa por J.

 

KO. Não houve. Mas Carvalho ganhou aos pontos. Repetindo a vitória tangencial do primeiro debate.

 

LOBO. Pela segunda vez, Bruno aludiu a Luís Freitas Lobo como elemento da estrutura do futebol em Alvalde. Faltou-lhe especificar em que função concreta.

 

MODALIDADES. Tal como no outro debate, falou-se na recuperação das modalidades. Ciclismo, hóquei em patins e voleibol. Passar das palavras aos actos é um dos principais desafios da próxima direcção nesta matéria.

 

NERVOS. Severino voltou a ser o mais nervoso dos três, como já tinha sucedido no debate anterior. E, a certa altura, conseguiu enervar Couceiro. Carvalho foi o mais sereno.

 

OPORTUNISTA. Foi um dos epítetos com que Severino brindou Couceiro. Não havia necessidade de vermos um debate descambar para algo que copia o pior da política. Mas este descambou mesmo.

 

PRESIDENCIÁVEL. Bruno de Carvalho falou o tempo todo como se acreditasse que será eleito. Nunca pôs o verbo no condicional. Pareceu mais presidenciável do que os outros dois.

 

 

QUENTE. O debate anterior, na SIC Notícias, tinha sido morno. Este foi quente. Quase escaldante.

 

REMUNERAÇÃO. Deve o presidente do Sporting ser remunerado? Bruno de Carvalho e José Couceiro acham que sim. Só Carlos Severino está pronto a trabalhar de borla.

 

SALOMÃO. Diogo Salomão é um dos jogadores emprestados pelo Sporting que Severino mandaria regressar a Alvalade. Outros seriam Wilson Eduardo e André Santos.

 

TÍTULO. Daqui a três anos o Sporting voltará "de certeza" a ser candidato ao título, assegurou Severino. Os outros candidatos, mais prudentes, nada prometeram.

 

UNIÃO. Uma palavra que esteve ausente do debate. Mas o Sporting precisa dela, mais que nunca.

 

VENDA. "Quando entrei no Sporting, em 2011, o Izmailov estava vendido ao FC Porto, tenho documentos a comprová-lo. Fui eu quem impediu a sua venda." Foi talvez a maior revelação do debate, da boca de Couceiro. Dois anos depois, a venda consumou-se.

 

WOLFSWINKEL. "Alguém demissionário não deve fazer negócios", protestou Bruno. "Quando se tomar posse apuram-se as questões", considerou Couceiro. Carlos Severino foi mais longe: ameaçou impugnar a transferência de Wolfswinkel, anunciada a três dias do fim do mandato de Godinho Lopes.

 

XANDÃO. Ninguém falou dele. Nem fez falta no debate. Figura aqui só para preencher o X, que é sempre a letra mais complicada.

 

YAZALDE. De Yazalde também ninguém falou, claro. Esses eram outros tempos, do Sporting campeão com o inesquecível craque argentino sempre a facturar. Bruno de Carvalho gatinhava, José Couceiro era adolescente em Angola e Carlos Severino andava na tropa. Nenhum deles sonhava concorrer à presidência do clube, então confiada ao recém-falecido João Rocha. Bons tempos.

 

ZERO. "Você é zero", disse Couceiro a Carvalho. Ficou-lhe mal. Por revelar nervosismo. E porque há formas muito menos deselegantes de desqualificar um adversário.

Frases do debate na RTP informação

 

CARLOS SEVERINO:

"Quando Jesualdo criticou Rui Patrício e Wolfswinkel, essa declaração desvalorizou completamente os jogadores. Resta saber com que sentido isso foi feito. Se houver vendas de jogadores, vamos impugná-las. Os direitos do Sporting têm de ser defendidos."

"Jesualdo Ferreira é o treinador de Godinho Lopes ou é treinador do Sporting? Se for treinador de Godinho Lopes, não poderei contar com ele pois sairá com Godinho Lopes."

"O meu plano B passa por um treinador que queira aceitar o meu projecto."

"Se não levar Jorge Jesus [para o Sporting] este ano, pode ser noutra altura."

"Se não fosse o Rui Patrício, nesta época provavelmente o Sporting estaria em último lugar."

"O presidente do Sporting, que está em gestão corrente, não deve estar a renovar com os jogadores. Deve deixar isso para o novo presidente."

"Os fundos ganham mais do que o clube com a venda de jogadores."

"Não vou receber um cêntimo do Sporting nem ninguém da minha lista receberá."

"Sugiro que cada um de nós apresente amanhã a sua declaração de IRS para daqui a três anos se perceber se cumprimos aquilo que estamos a dizer."

"O meu orçamento para a próxima época será, sensivelmente, de 22 milhões."

"Temos dois bancos portugueses que nos financiam com a liquidez necessária."

"Tenho um curso de gestão e de administração de empresas desportivas. Estou à-vontade: conheço bem o Sporting e o futebol português."

"Terei o Aurélio Pereira, o Manuel Fernandes, o Beto, o Nelson e o Vidigal. Ainda não falei com eles mas conto com eles."

"Não terei um director desportivo porque não necessito."

"Na estrutura do Sporting, fui campeão duas vezes. Ganhámos uma Taça de Portugal, ganhámos três supertaças e fomos à final da Taça UEFA."

"Vou aconselhar-me com o senhor Johan Cruyff."

"Não há um investidor, há uma mão-cheia de investidores [para o Sporting] que são arrastados pela Cruyff Football International."

"Se eu for presidente do Sporting, o Wilson Eduardo virá de imediato da Académica. O Salomão virá do Corunha, o André Santos... Esses regressarão todos."

"Os sportinguistas podem esperar títulos. A partir do terceiro ano, de certeza o Sporting será um forte candidato ao título."

"Ninguém fala do Izmailov... Eu sei porque é que o José Couceiro não fala do Izmailov. Porque o empresário do Izmailov é o mesmo empresário do José Couceiro para a Rússia, é aquele que o poderia colocar lá novamente e é aquele que tirou Caneira, Paulo Costa e Alhandra do Sporting. É o inimigo público número 1 do Sporting e é o empresário que o levou para a Rússia."

"Tu [Couceiro] queres iludir os sportinguistas. Vens aqui ter a tua terceira oportunidade para iludir os sportinguistas."

"Não me chamas ignorante. Porque se me chamares ignorante eu digo-te [Couceiro] que és um oportunista."

 

 

 

JOSÉ COUCEIRO:

"O Sporting vive o momento mais crítico da sua história desportiva."

"Alienar um jogador para suprir falhas de tesouraria demonstra bem a crise em que estamos."

"No futebol de alta competição e no desporto profissional as pessoas têm de estar em full time. O Sporting tem nos seus estatutos a possibilidade de uma comissão que decide a política de remunerações."

"Há dois anos houve quatro listas que me abordaram, entre elas a do Bruno de Carvalho. Eu disse a todas a mesma coisa: eu sou um profissional do Sporting e quando forem eleitos nós conversamos."

"Tentarei investir entre 27 e 28 milhões no futebol, na próxima época."

"Temos de garantir a tesouraria de curto prazo. Neste momento o Sporting está deficiente, não tem a força necessária para entrar em negociação."

"Vou conseguir abrir o capital social da SAD com um conjunto de investidores sportinguistas."

"Se não equilibrarmos a nossa conta de exploração, acontece o que acontecia no passado."

"O Sporting tem na sua estrutura dois directores financeiros. Portanto, eu tenho responsáveis financeiros dentro do Sporting."

"O Sporting não tem de depender de mecenas. Esse é um erro crasso."

"Nós temos de recuperar a credibilidade no mercado pelas nossas práticas, não pelas nossas palavras."

"O futebol profissional vai depender directamente de mim."

"Quero ter uma conversa com Jesualdo Ferreira."

"Fazer uma equipa demora algum tempo. Destruir uma equipa, é na hora."

"A pessoa que estará entre o treinador e o presidente será o Pedro Barbosa. Está mais que assegurado. É uma pessoa experiente, com conhecimento. É uma mais-valia para este projecto."

"Eu e o Carlos Severino manifestámo-nos sempre favoráveis a todos os debates. E você [Bruno de Carvalho] não quis debater."

"Em toda a minha carreira nunca fui despedido a meio de uma época."

"Onde é que você [Bruno de Carvalho] tem passado no desporto? Não tem nenhum. Você não tem passado no desporto, você não é ninguém no desporto, não sabe nada. Zero. Zero."

"Desculpa, mas tu [Severino] és ignorante."

"Quando entrei no Porto... no Sporting, em 2011, o Izmailov estava vendido ao Porto. E fui eu que proibi. Tenho a documentação. São factos."

 

 

 

BRUNO DE CARVALHO:

"Alguém que está demissionário não deve fazer negócios, seja de Wolfswinkel seja de Rui Patrício. Deve ser o novo presidente a fazer estes negócios."

"Não há necessidade nenhuma de o presidente demissionário estar a fazer qualquer negócio para pagar salários. É uma questão totalmente imoral. A partir de segunda-feira resolverei essas questões."

"Temos que dar todo o apoio à equipa técnica que temos, ao Jesualdo e a todos os jogadores. Para darmos ainda algumas alegrias aos sportinguistas. Não podemos andar neste momento com planos B, ou C, ou D. O Sporting já passou por demasiados treinadores nos últimos tempos."

"Não quero remunerações nem em comissões, que acabam por ser sempre negociatas com o próprio clube. Serei remunerado pelo valor que os sócios decidirem, seja ele qual for."

"Há dois anos convidei José Couceiro para fazer parte da estrutura. Ele aceitou."

"Vou investir entre 25 e 30 milhões na próxima temporada. Será esse o orçamento para o futebol."

"Não teremos necessidade de vender jogadores [para reestruturar a dívida]. Tudo o que seja compra e venda de jogadores terá a ver com a política desportiva e não com a gestão financeira."

"Vai ser feita uma auditoria de gestão. Se houver gestão danosa serão responsabilizadas as pessoas."

"É preciso fazermos as pazes com o nosso passado e perceber como é que chegámos de 40 milhões a 430."

"No futebol vou mandar eu."

"Gostaria de contar na SAD com Tomaz Morais e Freitas Lobo. São pessoas que me agradam, em termos do seu conhecimento e da sua valia."

"Eu sempre defini que devia haver dois debates."

"Nem toda as experiências na área do futebol são positivas. Se fosse pela experiência, todos os treinadores de Portugal podiam ser presidentes do Sporting. O Sporting precisa é de pessoas que tragam sucesso desportivo." 

"Importante é os sportinguistas perceberem quem será o próximo presidente do Sporting, não o próximo treinador."

"Você [José Couceiro] passa duas vezes pelo Sporting e é afastado. São factos. Você vai ao Alverca e a equipa desce de divisão."

"José Couceiro, porque é que você não tem um responsável financeiro na sua lista?"

"Eu sou o único daqui que vai às assembleias-gerais."

"A guerra [no Sporting] vai acabar porque vai haver um líder, vai haver uma política desportiva de sucesso e uma reestruturação da dívida que fará com que isso deixe de ser um tema no Sporting."

 

(actualizado)

 

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