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És a nossa Fé!

Vai mesmo ter de falar

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Para já, é indispensável que Frederico Varandas comunique com os sportinguistas. Ao falar a 1 de Fevereiro, logo após o Sporting ter vencido a Taça da Liga, abriu um precedente. Não faz qualquer sentido permanecer em silêncio agora.

Quando se quebram as regras, altera-se a linha de rumo. E nada volta a ser como era antes: há que enfrentar as consequências.

Ao despedir um treinador à oitava jornada cedendo à pressão dos lenços brancos, o presidente abriu um precedente. De alto risco, como na altura referi.

Ao romper o silêncio num momento bom, o presidente passou a ter a obrigação de falar também nos momentos maus. Não é compreensível que proceda de outra forma.

Varandas finta toda a imprensa

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O presidente do Sporting conseguiu negociar um treinador fora do olhar atento da imprensa para mágoa de muitos que estavam mal habituados.

Durantes três dias foram publicados mais de 10 nomes de possíveis treinadores, com alguns órgãos de comunicação a afirmar sem margem de erro, segundo as suas fontes, que o nome era o X e as negociações estavam a ser ultimadas. A verdade é que todos falharam. E o mais impressionante foi ver os comentadores profissionais a seguirem de perto todos os palpites e a meterem água à grande, além do ódio habitual para tentar desestabilizar.

Frederico Varandas tomou a primeira grande decisão do seu mandato e conseguiu fintar tudo e todos. Falta agora saber se o treinador é mesmo Marcel Keizer e o mais importante: o que pretende Varandas reestruturar no futebol verde e branco.

Quanto ao jogo de hoje contra o Santa Clara, a esperança é a de que o Sporting marque muitos golos de preferência com tanta subtileza como aquela que Varandas marcou na baliza da imprensa.

Silêncio

Também se comunica pelo silêncio. Por vezes - muitas vezes - esta é mesmo a forma mais eficaz de comunicar.

Quem não percebe isto, nada percebe de essencial em matéria de comunicação. Infelizmente há muito pseudo-conhecedor do assunto na grande família sportinguista. Refiro-me aos que só valorizam o alarido, confundindo autoridade com berraria e firmeza com bravatas inconsequentes.

Para estes, que teimam em nada aprender com os erros cometidos, Frederico Varandas já devia ter distribuído ralhetes aos jogadores e desautorizado o treinador em público, de preferência no Facebook, dando assim mais "motivação" a uns e outros.

Nem imaginam como estão errados.

Saber comunicar

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Sem espavento, sem alarido, sem fogo de artifício, alguma coisa começou a mudar na comunicação do nosso clube, obedecendo aos critérios definidos pelo presidente Frederico Varandas. Por exemplo, no acesso dos órgãos  de informação a alguns minutos de treino físico dos jogadores, possibilitando recolha de imagens sempre com interesse para os adeptos. Aplaudo, naturalmente, esta mudança. Tal como me parece muito positivo verificar que os profissionais leoninos voltam a merecer destaque nas capas da imprensa desportiva por declarações prestadas em exclusivo, claramente com o aval prévio da Direcção. Isto ficou ontem bem evidente com as entrevistas simultâneas de Montero ao Record e de Raphinha ao matutino O Jogo. Há quanto tempo não sucedia algo semelhante?

São alterações que abrem ainda mais o clube aos inúmeros simpatizantes, permitindo-lhes saber o que pensam os jogadores sobre temas em que raramente costumavam pronunciar-se em público, e que põem fim à absurda fase do presidente-estrela com monopólio dos microfones. Assim se combate a lógica do entrincheiramento hostil e da desconfiança permanente face aos grupos de comunicação social. Que são uma componente importante da indústria futebolística e, como tal, não podem ser ignorados.

Enfim, passos na direcção correcta. O Sporting da lamúria e do queixume está a dar lugar ao Sporting apostado em difundir mensagens positivas, transmitidas aos adeptos por vozes de protagonistas vários. Nada a objectar, pela minha parte. Só posso estar a favor.

Dois erros

Um erro não se corrige com outro erro. Nani cometeu o primeiro, ao sair do campo em Braga como saiu. Mas o treinador também errou ao pronunciar-se publicamente sobre o assunto, que envolve o capitão da equipa.

Estas questões resolvem-se entre as quatro paredes do domicílio profissional, dispensando bravatas na praça pública. Não há que inventar nada: muitas fragilidades ao nível da comunicação dos clubes poderiam ser solucionadas com o recurso ao mais elementar bom senso.

Indignaçõezinhas muito selectivas

Andam agora alguns por aí muito indignados por terem descoberto que alguém da equipa de colaboradores que participou pro bono na área da comunicação da candidatura de Frederico Varandas será simpatizante do Benfica. É curioso. Nunca vi esses indignados actuais emitirem um vagido de protesto contra o facto de Bruno de Carvalho, nos primeiros três anos do seu mandato, ter contratado dois benfiquistas para directores de comunicação do clube. Um deles, por sinal, é hoje director de comunicação do Benfica.

 

A primeira medida

Totalmente dominada pelos féis de Bruno de Carvalho, a Sporting TV deu-se ao luxo de ignorar olimpicamente a conferência de imprensa da nova Comissão de Gestão leonina, empossada ao fim da tarde de hoje pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Enquanto os novos gestores do clube respondiam às questões dos jornalistas, os adeptos leoninos viam-se forçados a sintonizar outros canais informativos porque a Sporting TV - ao velho estilo cubano ou soviético - optava por pôr no ar a transmissão repetida do "jogo amigável" Macau-Sporting B, realizado a 21 de Maio, seguindo-se outro enlatado com declarações do ainda administrador da SAD Rui Caeiro, um dos seis que acolitam Bruno de Carvalho.

Assegurar a neutralidade absoluta da Sporting TV, impelindo-a a cumprir os seus deveres informativos perante os sportinguistas e impedindo-a de funcionar como veículo de propaganda dos sete que subsistem da direcção cessante, é estrita obrigação da nova Comissão de Gestão. Ignorar este problema será um erro de que mais tarde muitos dos que agora prometem regenerar o clube se arrependerão.

Mistério

Talvez alguém consiga esclarecer-me. Por que motivo o comunicado emitido em Dia de Santo António, feriado municipal em Lisboa, pelo "porta-voz" de Bruno de Carvalho com a enumeração dos futebolistas que integram a nossa equipa A se apressou a incluir os nomes de Battaglia, Rúben Ribeiro e Rafael Leão antes de aguardar pelo fim do prazo em que os jogadores poderiam apresentar rescisões unilaterais invocando justa causa?

A pressa foi tanta, na vã tentativa de atirar poeira para os olhos dos sportinguistas, que o tal comunicado do competentíssimo "porta-voz" já estava desactualizado - e, portanto, sem préstimo algum - 24 horas após ter sido tornado público. Assim anda, cada vez mais errática apesar dos reforços entretanto recebidos, a comunicação do Sporting...

Mas o mais estranho neste comunicado é a omissão dos nomes de dois jogadores: nada consta ali sobre Iuri Medeiros nem Domingos Duarte. Será que a SAD leonina, apesar das nove baixas já registadas no plantel ainda antes do início da temporada, se dará ao luxo de prescindir destes dois profissionais formados no Sporting?

Mistério. Responda quem souber.

Assim vai o Sporting

No Facebook oficial do Sporting, nem uma palavra sobre a vaga de demissões nos órgãos sociais - nomeadamente a Mesa da Assembleia Geral e a quase totalidade dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar, além de pelo menos quatro elementos do Conselho Directivo. Só ontem, houve 16 saídas.

Quem quiser informar-se, terá de recorrer aos tais órgãos de informação que o ainda presidente do Conselho Directivo tanto diaboliza.

Mas não falta um caloroso postal de felicitações à claque "Colectivo Ultras" pelo 16.º aniversário - o que diz muito sobre as alucinadas cabeças que ainda gerem o clube e a SAD leonina. Neste Sporting de Carvalho os valores andam adulterados e as prioridades permanecem invertidas. Rigor, verdade, honra, respeito e brio emigraram para parte incerta.

Erros que se repetem

Há dias escrevi aqui sobre o profissionalismo e o compromisso em todos os pormenores (https://sporting.blogs.sapo.pt/o-compromisso-e-o-profissionalismo-em-3867666). E sobre as deficiências na nossa comunicação e respetivos instrumentos: site e redes sociais. 

Nem de propósito, hoje lá se volta a ler na Agenda que, no domingo, a equipa de Voleibol tem o 3º jogo da final às 15 horas, no PavJR, e que a equipa principal de futebol joga contra o Boavista às 16 horas, no Estádio de Alvalade. Claro que, mais uma vez, não é assim. Mas se nós que nos interessamos por estas coisas, como adeptos, detetamos estes erros, porque carga de água quem, profissionalmente, deveria não os cometer pois é pago para fazer bem, nem os corrige atempadamente? E falo nisto pois o pior é que no anúncio da venda dos bilhetes online o erro é reiterado (só já quando se entra na venda é que se lê, discretamente, a hora certa). Não, o jogo de futebol não é às 16 horas mas sim às 20:15!!! 

Isto não é má vontade, é desilusão por ver que podemos fazer muito melhor e, no entanto, é o que sevê. Se alguém da organização do Sporting dedica a sua atenção a ler o que escrevemos, pense nisso e então esteja à vontade e mande corrigir a asneira. É o mínimo. Até porque pode ser determinante para maior assistência aos jogos, no caso aos dois.

Para que não restem dúvidas, aqui fica:

 

Sport

 Sport1

Tem uma televisão e prefere o facebook

Por que raio o presidente de um clube que dispõe de um jornal próprio e de um canal de televisão próprio precisa de recorrer ao facebook pessoal para "comunicar" com os adeptos?

Então o jornal serve para quê?

E a televisão serve para quê?

Foi algo que nunca entendi: um dos muitos absurdos deste consulado agora em desagregação. Quanto à recentíssima promessa de Bruno de Carvalho de largar a rede social a que está agarrado (antecipando que o clube vai "perder a voz", algo extraordinário), vale o mesmo que valeu a anterior, a 16 de Maio de 2017.

Rigorosamente nada.

O divórcio

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O presidente do Sporting fez questão em sentar-se ontem no banco dos suplentes - num novo erro de estratégia comunicacional, somado a tantos outros que tem cometido a um ritmo alucinante.

Ficou assim evidente aos olhos de todos que está divorciado da massa adepta, que o insultou pela primeira vez e fez apelos públicos à sua demissão.

Ficou evidente que está divorciado da equipa - daí a sua atitude gélida em ambos os golos leoninos, como se não estivesse a torcer pela vitória do clube, algo inaudito.

Ficou ainda evidente que está divorciado da equipa técnica, exibindo uma crise de lombalgia no preciso instante em que Jorge Jesus mobilizava os jogadores para darem em conjunto a volta ao estádio, merecendo uma entusiástica ovação dos espectadores.

A comunicação vive de símbolos - e este foi desastroso para um dirigente que adora exibir-se na ribalta.

 

Mas o maior sintoma deste divórcio ocorreu depois, quando fez questão de se deslocar à sala de imprensa, sozinho, para falar durante quase meia hora do seu tema preferido: ele próprio. Misturando - como sempre faz - alusões à sua vida familiar com os problemas do clube. Como se não lhe bastasse o texto com mais de dez mil caracteres que publicara três horas antes do desafio de Alvalade na sua rede social favorita com críticas ferozes a jogadores muito acarinhados pela massa adepta leonina - desde logo os campeões europeus Rui Patrício e William Carvalho - e em que aludia a si como "o Presidente".

Falou imenso e não disse nem escreveu uma só palavra para unir, congregar ou mobilizar: só para dividir, incendiar e lançar novos anátemas, em círculos cada vez mais concêntricos. Visando desta vez os restantes membros dos órgãos sociais e os próprios adeptos, incluindo muitos daqueles que o elegeram duas vezes e perante os quais ele forçosamente responde.

 

Podia ter aprendido com Jorge Jesus, que logo a seguir - também na sala de imprensa - falou pouco mas disse o essencial. "A minha responsabilidade é defender os interesses do Sporting. Sei que o barómetro de qualquer clube são os jogadores. Os clubes crescem em função dos jogadores - depois há o treinador, há os presidentes... Jogadores e massa associativa são as duas pedras fundamentais, uns dentro do campo e outros fora do campo."

Quando Jesus dá lições de bom senso, realismo e humildade ao presidente, fica tudo dito sobre a perturbante derrapagem emocional de Bruno de Carvalho, que deixou de ser lesiva só para ele. Já se tornou também lesiva para o Sporting.

Só resta ganhar

Triste pelos acontecimentos obviamente. Bruno de Carvalho foi um dos melhores presidentes que vi no meu clube, mas será para sempre recordado pelos erros que cometeu a seguir ao jogo de Madrid e cujos efeitos totais ainda não conhecemos verdadeiramente.  
É interessante porque BdC tem razão em muito do que diz e sente. Qualquer pessoa deteta que os seus erros comunicacionais se devem a uma profunda incapacidade de lidar com a frustração, ou seja, que nada têm que ver com desporto ou clubes, mas sim com ele próprio. Neste enredo, aos jogadores coube o papel mais fácil, de justa vitimização – repito, justa vitimização – e acredito que no seu enésimo round de Dilema do Prisioneiro, BdC tenha sido surpreendido a um grau que ele não julgava possível.  
Em português mais claro, BdC tanto esticou a corda que esta partiu.
A sua única possibilidade é conseguir ganhar, vencer. Como? Não faço ideia. Mas na bola, o que interessa é ganhar e tudo se perdoa, esquece e varre para debaixo do tapete, desde (alegados) espiões no sistema informático da Justiça a pedidos de convites a eito, mails bizarros, coação judicial e demais jogos de influência. Note-se como mal se apanharam em cima do primeiro lugar, insignes adeptos – em especial aqueles que são pagos para escrever e opinar - esqueceram tudo o que veio a lume sobre o Benfica e os métodos muito peculiares que alguns funcionários seguiam na sua estreita relação com outras figuras do futebol indígena. Ironicamente, o bastante provável penta campeonato do Benfica demonstra que o que interessa é ganhar e que portanto BdC ainda não está morto. O resto é mesmo fumaça.
Caso sejamos campeões – ou até vençamos a taça - com BdC a presidente veremos se tenho ou não razão.

A diferença de um golo

A paranóia coletiva instalou-se por causa de um golo. Não marcado. Tivesse Montero marcado aquele golo e a nossa vidinha tinha seguido como sempre, nesta chuvosa primavera. E já falhamos tantos golos...

Então que aconteceu? Bruno de Carvalho decidiu jogar à roleta russa, apontando à cabeça da equipa mas com o tambor cheio de balas. E disparou. A partir daí conhece-se a sequência.

Que tristeza profunda com o clube que eu amo entregue à sua sorte, por causa de um golo não marcado e sem liderança.

Sem informação no site ou na SportingTV, ou comunicados oficiais, os sportinguistas foram votados ao abandono e ao escárnio dos adversários. E à imprensa que nos abomina. Imperdoável.

Estamos na bancada a assistir ao nosso próprio suicídio coletivo, impotentes, arrastados. Surrealismo total que, quem dera, fosse apenas um pesadelo.

Mas é tudo tão mau, que quase nem há forças para a pergunta que se impõe:

E agora? 

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores. É o que falta ao Sporting para dar o grande salto. Enquanto nas redes sociais temos gente de grande dedicação, pro bono, a divulgar a agenda das atividades, resultados e até análises estatísticas de desempenho de jogadores e de performance do clube, acedo à página do Sporting na internet, consulto a Agenda e vejo, por exemplo e para grande surpresa minha que, afinal, jogamos em Alvalade para a Liga NOS no sábado, às 16 horas, contra o Paços de Ferreira (nem tem bilhetes à venda online). Na verdade jogamos no domingo, dia 8, às 20:15... logo após recebermos, em Futsal, no Pav. João Rocha, às 18:00 o Pinheirense. E sábado, dia 7 temos, isso sim, também no Pavilhão, o importante jogo da 2ª mão da Liga Europeia de Hóquei em Patins, contra a Oliveirense (vencemos por 3-2 a 1ª mão). Estamos a um passo de chegar, muitos anos depois, à elite do Hóquei Patins europeu.

Estas linhas que escrevo não são embirração. Antes fossem. Já há muito que constatava esta insuficiência e, face ao que vejo do trabalho dos nossos adeptos nas redes (há bem mais, mas volto a citar o GAG, https://grandeartistaegoleador.blogs.sapo.pt/ e @GAG no Twitter, pois acho que faz serviço público leonino impecável), pergunto-me se não era possível adotar algo de  semelhante na comunicação do Sporting. Conhecer a atividade do Clube no seu todo e os resultados, reforça o conhecimento e a identidade dos sportinguistas e torna mais forte a relação com o Sporting. Este desabafo é um apelo para que as coisas melhorem.

A estrutura profissional do Sporting tem de ter presente que o compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores é o que faz um clube grande ser também um grande clube!

Agenda

 

 

Cada vez mais gordos

Gostava que o presidente do Sporting parasse de fazer publicidade gratuita aos mais escabrosos e desqualificados cartilheiros lampiónicos.

Nem ele tem estatuto para descer ao nível desses sujeitos nem eles têm o menor crédito para subirem ao nível de interlocutores ou destinatários das prosas do líder leonino.

Em comunicação, estas coisas contam. E de que maneira.

Cada vez que Bruno de Carvalho escreve os nomes desses desqualificados nos seus lençóis do facebook dá-lhes palco e fama. Que é precisamente o que eles querem.

Graças ao presidente do Sporting, tais cartilheiros sobem de escalão nas tenças e avenças auferidas por fazerem terrorismo opinativo. Não admira que andem por aí cada vez mais gordos.

Elevar-se para olhar mais longe - uma reflexão sobre a política de comunicação do Sporting

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Que a presidência de Bruno Carvalho tem reforçado a militância dos adeptos do Sporting parece-me um dado confirmado pelas assistências aos jogos nos últimos anos. Assim como o ruído das claques que durante a última década acedeu às redes de “media social”, que tomou como um prolongamento dos rituais de apoio ao clube nas bancadas – os sportinguistas “fanáticos” andam mais motivados por estes dias, e isso é positivo, digo-o sem qualquer desdém: são eles (nós) que preenchem os lugares no estádio, pagam as quotas, contribuem para a Missão Pavilhão ou outra, compram merchandising para oferecer aos sobrinhos ou afilhados, e alguns ainda compram o Jornal do Sporting no quiosque e, imaginem, participam na vida associativa do clube.

O problema quanto a mim é que o Sporting não é sustentável só com este núcleo duro, chamemos-lhe assim, tem de se elevar para olhar mais longe e reconquistar as margens e periferias, para ser uma marca atractiva num universo mais lato. Acontece que, tão importante quanto os militantes, é o universo de simpatizantes mais ou menos desprendido que não assina canais pagos de desporto e só vai ao futebol muito ocasionalmente, mas que socialmente funciona como que um “farol leonino”: na família ou no trabalho assume a simpatia pelo seu clube mas sem grande compromisso, seja porque o desporto tem um lugar secundário na sua hierarquia de interesses, ou porque não está para se chatear com mais polémicas, intrigas e aborrecimento… e porque não tem grandes expectativas que o clube lhe devolva um pouco do entusiasmo que despendeu algures no passado sendo campeão. É com este último grupo que me preocupo mais: além dos meus filhos eu “eduquei” os meus muitos sobrinhos para serem resilientes sportinguistas. Levei-os ocasionalmente ao futebol, ofereci-lhes o Cachecol que hoje ainda guardam, mas com os anos e anos seguidos de frustrações foram-se desligando. Aqui chegados, queixam-se que o Sporting, não se sagrando campeão, praticamente só dá nas vistas com as polémicas estúpidas que saem nas parangonas dos jornais e que são peroradas nas TVs.
É por tudo isto que estou convicto que o Sporting para sobreviver a longo prazo tem de aumentar a atracção dos simpatizantes mais ou menos desprendidos. É evidente que a conquista do título é a fórmula mais eficaz para tal desiderato. Mas há outras, como por exemplo uma comunicação amigável que os seja capaz de cativar, que não esteja fixada nos escândalos e guerrilhas mais ou menos artificiais que os polemistas, numa violência inaudita, berram insanamente na televisão. O futebol não pode expulsar da sua órbitra as pessoas razoáveis, que não o vivem como se essa actividade fora uma guerra sem quartel em que os grunhos são preponderantes.

Desconfio que por estes dias a forte militância sportinguista esteja a mascarar este divórcio que se adivinha crescente e exponencial das pessoas normais com o futebol. Na minha modesta opinião, o Sporting tem de, urgentemente, elevar-se da lama comunicacional em que é tentado chafurdar e acautelar uma política que não afaste definitivamente da sua órbita os simples simpatizantes. Ou começar a pensar nisso, pelo menos.

Crise no Benfica com direito a gabinete

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A comunicação do Benfica é tão "eficiente" que, enquanto procura desmentir a existência de uma crise, põe em cena o presidente do clube dando a conhecer ao País a entrada em funções de um "gabinete de crise" no estádio da Luz.

Com este preciso nome.

A imaginação não lhes chegará, ao menos, para escolherem outra designação para o tal gabinete?

 

Entretanto Vieira, arguido na Operação Lex, continua sem responder a uma só pergunta de um jornalista não-avençado pela agremiação com sede em São Domingos de Benfica.

Desde que o seu braço direito para os assuntos jurídicos e contratuais foi detido, o ainda presidente encarnado apareceu duas vezes em público. Uma para fugir dos repórteres, limitando-se a dizer que só sabe o que se vai passando "pelos jornais". Outra para falar sem contraditório, com um nervosismo sem precedentes, ameaçando tudo e todos.

 

O que é outra forma de confirmar que a crise existe.

Com uma gravidade sem precedentes.

E talvez o pior esteja para chegar.

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