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És a nossa Fé!

Olhar para Espanha

Alguns - muito poucos - receiam que o corte entre a Direcção leonina e duas claques possa reduzir drasticamente a afluência de público ao estádio José Alvalade.

São receios sem fundamento. Basta olhar para o que sucedeu em Espanha. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, baniu os Ultra Sur do Santiago Bernabéu e o ex-presidente do Barcelona Joan Laporta baniu os Boixos Nois de Camp Neu. Decisões que se revelaram extremamente positivas para ambos os clubes.

Aí estão eles, com os estádios cada vez mais cheios. O fim da insegurança provocada pelas claques atraiu ainda mais gente aos recintos desportivos.

Haja equipas com qualidade e pratiquem-se horários decentes - e o público acorre às bancadas, em família, sem receio de distúrbios, agressões físicas e verbais, fumos tóxicos e tochas incendiárias. Não podem é afastar pequenos e grandes ídolos leoninos como Nani, Matheus Pereira, Domingos Duarte e Bas Dost da maneira como afastaram. Para trazerem coxos e inválidos.

Nisto, estou com Varandas

A Direcção leonina encabeçada por Frederico Varandas tem revelado uma conduta pusilânime, parecendo andar à deriva em diversas circunstâncias. Obviamente, com reflexos dentro dos estádios e dos pavilhões. Esta fraqueza produz contágio e os atletas não são imunes aos seus reflexos, tal como as equipas técnicas.

Feito este preâmbulo, condeno sem reservas a atitude miserável dos revanchistas da Juve Leo, que urram por lhes ter sido fechada a torneira da candonga. Esta noite ficou enfim também fechada a torneira do apoio logístico que o Sporting lhe prestava, como revelou a cúpula leonina num extenso comunicado tornado público.

Se há erro nesta atitude, é apenas pecar por tardia. As claques, que nenhum sócio elegeu nem representam ninguém, só têm razão de existir se for para expressar apoio militante aos atletas que servem o Sporting. Se for para insultar, intimidar, injuriar, ameaçar e agredir, não fazem a menor falta. Nos últimos dias, duas destas claques (a outra é a Directivos Ultra XXI) tiveram comportamentos absolutamente reprováveis - manchando e enxovalhando, aos olhos dos portugueses, a imagem desta respeitável instituição de reconhecida utilidade pública que é a casa comum de todos nós.

Nisto, estou com Varandas. Creio que neste momento já só o apoio nesta causa.

Só peca por tardio

O fim do protocolo do Sporting Clube de Portugal com as claques. Apesar de criticar abertamente Frederico Varandas e defender antecipação de eleições, nesta matéria estou totalmente de acordo com a orientação do clube.

O desporto deve ser um espectáculo, onde não cabem arruaça, violência, insulto, a tal patética mentalidade a que chamam ultra. Quando em criança comecei a frequentar estádios de futebol, pela mão do meu pai, era uma festa ir ao futebol e já existiam rivalidades. Se queremos ser grandes, há que seguir os bons exemplos de Inglaterra e Espanha.

Se os parasitas não fazem falta, quero acreditar que a maior parte dos membros das claques, que não os seus cabecilhas, irão continuar a mostrar o seu amor ao clube. É hora de separar o trigo do joio.

Cumpra-se a lei

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Confesso que não esperava outra coisa. O Conselho Fiscal e Disciplinar vai instaurar processos aos energúmenos que transformaram a mais recente assembleia geral do Sporting num chavascal indigno da reputação do clube, em flagrante e grosseiro atentado aos princípios democráticos que o regem.

Não podem passar impunes os insultos - que duraram horas - a membros dos órgãos sociais, com destaque para o presidente do Conselho Directivo, nesta reunião magna da família leonina. Nem o descarado boicote às intervenções no púlpito que levaram até o antigo presidente José Sousa Cintra a prescindir da sua intervenção após ter sido brindado com sonoras vaias e um chorrilho de impropérios.

Estes labregos ligados a uma claque do clube e os saudosistas do antigo regime, incapazes de aceitar as regras democráticas, terão de entender que o Sporting é uma secular instituição de utilidade pública, não uma seita ou um grupo excursionista. E nas instituições as regras existem para ser cumpridas, não para serem ignoradas ou violadas.

 

Os estatutos leoninos são claros: constitui infracção disciplinar «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções»; «atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube»; e «praticar actos ou adoptar comportamentos, no âmbito da actividade de grupos reconhecidos ou identificados com o Sporting Clube de Portugal, ofensivos ou injuriosos de qualquer membro dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal» (art. 28.º, n.º 3).

Cumpra-se a lei.

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

Beijinhos, abraços e muitos palhaços

As Assembleias Gerais do Sporting estão transformadas numa espécie de espetáculo de Trash Television mas com as Redes Sociais a ocuparem o lugar da televisão. Há sempre um cheiro a curiosidade mórbida no ar, todos querem saber o quê e quando vai correr mal. As Assembleias Gerais do Sporting são um barril de pólvora que, acreditem em mim, vai rebentar e magoar muita gente.

Ontem foi só mais um exemplo. Os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha vezes e vezes sem conta. Desta vez com um reforço de peso: as claques.

"Varandas, cabrão, pede a demissão"

Sou completamente a favor das manifestações de opinião. Das palmas e dos assobios nas devidas alturas. Sou é também contra qualquer tipo de ofensa e atitude menos séria só pelo simples facto do eleito não ser aquele em que eu votei.

O grande erro de Varandas e, neste caso, de Rogério Alves é não mandar retirar da sala quem não se está a comportar devidamente. As pessoas que estão interessadas na AG não têm que levar com horas de ofensas. AG após AG, sempre os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha.

Frederico Varandas caiu no erro de reagir à provocação e mandou um beijo para a plateia. Não me choca, porque um tipo não é de ferro, mas é um sintoma de descontrolo. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem que ter força suficiente para não reagir negativamente. Ainda assim não deixa de ser curioso que alguém se ofenda com isso, principalmente alguém que durante meses repetiu "beijinhos à sua mãe".

"Mas não foi ele que se propôs a unir o Sporting?"

Não se pode unir quem não quer ser unido. Hoje em dia, há gente que não quer ser do Sporting, só quer o caos no Sporting.

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

As nossas claques

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Assisti ao jogo junto às nossas claques. Foram (fomos) absolutamente incansáveis, do primeiro ao último minuto. Um verdadeiro show. Nódoa no pano: os insultos a Varandas no final do jogo. Uma ressalva: vieram de uma parte, talvez menos de metade dos adeptos. Os jogadores, ao chegarem junto à bancada do SCP no final do jogo, tiveram mais aplausos do que assobios.

É urgente que a direcção do clube se entenda com as claques. Esta tensão permanente não beneficia nem dignifica o clube. Porque não convocar uma reunião da direcção com os lideres das claques? Temos há muitos anos as melhores claques do país, das melhores do mundo. Andei muitos anos com elas. Vi cair o varandim à minha frente e o very light do Jamor cair poucas dezenas de metros ao meu lado, matando um homem em frente ao filho.

As claques são feitas de Gente que sacrifica muito pelo clube, que o vive como poucos. Há marginais? Claro. Mas são uma minoria. Não os diabolize, dr. Varandas. Um verdadeiro líder sabe estender a mão. Tem de partir de si.

Uma cena já vista

Amanhã vamos defrontar, no Estádio do Algarve, a melhor equipa da Liga no ano passado, que tem um grande treinador português a comandar.

Por difícil que pareça a tarefa, a essa mesma equipa, então com o puto maravilha, e sob o comando do mesmo Marcel Keizer, ganhámos o acesso ao Jamor.

É mais uma vez incrível verificar que vamos ter dum lado o Sporting e os Sportinguistas, que vão encher o estádio ou, como eu, a sofrer bem longe, e do outro, além do adversário, os ressabiados, os arruaceiros das AGs, os que deixaram de pagar quotas ou que nunca as pagaram, o lixo Letal ao Sporting que o agora desgraçado aprendiz de ditador deixou no clube.

Keizer pode ter todos os defeitos, a equipa também, mas amanhã somos Nós todos que estaremos com eles a torcer pela conquista dum caneco que de pouco vale mas que neste contexto, para Nós, vale muito.

Viva o Sporting !!!

 

PS: A guerra civil na Juve Leo foi declarada. Talvez agora se perceba o que realmente aconteceu em Alcochete. O pacto de silêncio que escondeu mandantes e organizadores e que condenou alguns jovens imbecis, sem cadastro e que pouco ou nada fizeram, a 15 meses de prisão não vai durar para sempre.

SL

O nosso Sporting está de volta

Ontem no Jamor e depois em Alvalade vimos aquele Sporting que amamos e que seguimos para todo o lado. Vimos um Sporting de gente boa e de boa gente, vimos um Sporting de bancadas cheias de famílias e amigos, vimos um Sporting a sofrer, vimos um Sporting a lutar, vimos um Sporting a vencer. Vimos muita gente à beira dum ataque cardíaco, vimos muita gente a chorar. A começar pelo presidente.

Vimos também as claques reduzidas a quase nada, órfãs das traficâncias de bilhetes e doutras substâncias, alguns órfãos dum líder agora preso, vimos um pano a relembrar aquele infeliz que aparentemente liderou o ataque terrorista a Alcochete e que agora enfrenta problemas graves de saúde. As mesmas claques que afastam os adeptos e sócios nos jogos fora de casa, forçando-os ao mesmo vergonhoso tratamento que as autoridades reservam aos desordeiros. Parece que essas claques depois em Alvalade resolveram extravasar a frustação de ver as bancadas cheias a festejar com os atletas e "festejaram" elas também com a polícia de choque. 

Soubemos também que os ex-capitães Rui Patrício e Adrien estiveram no Jamor, e que Nani e Montero, bem longe, sofreram pela vitória. O meu muito obrigado para eles.

De Bruno de Carvalho e dos seus próximos não ouvimos nada, e ainda bem. Excepto de Elsa Judas, que ficou extasiada com Sérgio Conceição. Toda aquela labreguice encantou-a, pelos vistos ficou a ser a sua nova paixão.

Não se trata aqui de ser ingrato a quem ao longo dos anos trabalhou e se esforçou pelo Sporting. Tudo o que se fez de bom tem de ser reconhecido. Trata-se de reconhecer que a deriva totalitária e afastada dos princípios do clube foi derrotada, o rombo na SAD foi ultrapassado e o nosso Sporting está de volta.

De volta aos bons princípios. De volta a ganhar no estádio e no pavilhão. De volta a ser um grande do desporto em Portugal. Que merece ser reconhecido como tal e não ser tratado como parente menor pelos diversos poderes instalados.

 

PS: A época terminou com uma grande vitória do Sporting. Estive no Jamor. Vi quase todos os jogos em Alvalade. Fora estive presente em Tondela, Setúbal, Chaves, Vila da Feira, Jamor-Belenenses e Porto-Dragão. Também em Londres (Arsenal). Como eu muitos sócios e adeptos espalhados pelo mundo acompanharam o clube aqui e ali. Para o ano, uma nova época. Outros jogos, outras oportunidades para acompanhar o Sporting, assim haja saúde, outras vitórias para vivenciar e outras memórias para guardar.

Porque o Sporting, para mim e muitos outros, é isto mesmo. Ganhando ou perdendo, uma paixão incontrolável. 

Para todos os Sportinguistas, festejar e muito agora. E desejar uma grande, grande,  nova época!!!

SL

Nuvens negras...

Ponto prévio, com o mal dos outros, posso eu bem. Sou sportinguista, por isso problemas ou questões internas dos rivais passam-me ao lado, mas também sou adepto de futebol, em especial de futebol internacional, porque cada vez gasto menos tempo com o tuga soccer, à excepção dos jogos do meu Sporting.

Por uma questão de princípio, defendo que as claques não são mais importantes que qualquer outro adepto que pague bilhete e vá ao estádio assistir a uma partida de futebol e muito menos têm qualquer direito de avaliar o grau de profissionalismo de qualquer atleta ou técnico dos clubes. Essa é uma tarefa que cabe única e exclusivamente aos dirigentes responsáveis de cada clube, pese embora todos tenhamos direito à opinião enquanto apaixonados do futebol.

Confundir direitos e obrigações de cada um, levou a que no nosso clube, jagunços imbecis tenham pretendido tirar satisfações no aeroporto do Funchal e garagens do estádio, iniciando uma escalada que levaria ao infame e cobarde assalto à academia. Ontem no estádio do Dragão, uma claque recusou sair das bancadas, forçando mesmo os jogadores a um regresso do balneário. Os vídeos andam por aí, as imagens já passaram nos noticiários, não me vou pronunciar sobre o conteúdo, é um assunto do F.C.P., não comento, mas caso algo idêntico se passasse em Alvalade, ou qualquer outro campo em que o Sporting se desloque, por mim os energúmenos ficariam mesmo a urrar e grunhir sozinhos na bancada.

Os devotos da IURB

Não pagam quotas e gabam-se disso.

Insultam o presidente legitimamente eleito.

Assobiam e ameaçam os jogadores.

Anseiam por derrotas da nossa equipa.

Dizem-se adeptos do Sporting Clube de Portugal mas comportam-se a todo o momento como inimigos do Sporting.

Gostariam de ver o clube transformado em seita. A seita deles, IURB - Igreja Universal do Reino do Bruno.

Vivem ajoelhados, em perpétua adoração ao messias que lhes proporcionou cinco gloriosos anos de segundos e terceiros lugares, sempre abaixo do Benfica. 

O que disse Frederico Varandas

O dia do maior rombo financeiro e desportivo

«É legítimo a claques criticarem a exibição da equipa? Claro que é. Mas também é legítimo eu criticar a exibição das claques. E não gostei, confesso, não gostei da atitude das claques nos nossos últimos dois jogos em casa

Querem um grupo de trabalho com mais internacionais portugueses? Querem um grupo onde exista um maior talento da formação? Nós também: trabalhamos todos os dias para isso. Mas sabem qual é a pior razão para hoje não termos um grupo assim? Eu lembro: 15 de Maio de 2018, o dia do maior rombo financeiro e desportivo da história do Sporting.»

 

Voltamos a receber ameaças intimidatórias

«Hoje, quando o clube se está a reerguer, voltamos - antes de um jogo importantíssimo em casa - a receber ameaças intimidatórias. Vejo elementos de claques a protestarem com sócios anónimos que simplesmente estão a apoiar a sua equipa em Alvalade.

Eu, nos anos 90, fiz parte da Juventude Leonina. Havia excessos? Havia. Mas havia sobretudo um amor puro pelo clube. Havia um dar sem nada receber em troca. Hoje não reconheço esse espírito. Hoje vejo negócios.»

 

O Sporting nunca mais será refém das claques

«Enquanto aqui estiver, o Sporting Clube de Portugal nunca mais será refém de quem quer que seja - de nenhuma claque, de ninguém. Enquanto estivermos aqui, não haverá ninguém acima do sócio anónimo que paga as suas quotas e os seus bilhetes.»

 

Um plantel muito desequilibrado

«Em Junho de 2018, o clube viu-se confrontado com a perda de cinco titulares e da principal promessa da sua formação. A Comissão de Gestão conseguiu recuperar dois jogadores que tinham rescindido.

Herdámos um plantel desequilibrado, com jogadores sem minutos mas com uma massa salarial muito pesada. Não é esta a visão que temos, não é este o plantel que idealizámos.»

«O nosso plantel terá sempre na base a formação. Mas temos que a ter. Porque não basta dizer: têm que jogar os melhores. E se queremos voltar a jogar com a formação, aqueles miúdos têm de voltar a ser os melhores.»

 

Alan Ruiz: de 3,9 milhões para 8 milhões

«Vamos comprar pouco e bem.»

«Quero dar a garantia, a todos os sportinguistas, que com esta equipa [directiva] não teremos nenhuma contratação investigada pelo Ministério Público, como a contratação do Alan Ruiz, que foi anunciada por 3,9 [milhões] mas que depois, no relatório de contas, aparece 8 milhões.»

 

38 jogadores comprados só para a equipa B

«Nos últimos cinco anos, foram contratados 38 jogadores directamente para a equipa B. Isto fez com que os miúdos que naqueles anos subissem à equipa B perdessem espaço competitivo, além de se desviar investimento da formação para a contratação de jogadores.

O mais curioso é que, desses 38 jogadores da equipa B, nenhum chegou à equipa A. E a própria equipa B desceu de divisão e decidiu-se acabar a equipa B.»

 

Treinar num campo com buracos

«O abandono da Academia não foi só nos meios humanos: foi também nas infra-estruturas. O futebol profissional, e hoje a equipa sub-23, treina num relvado com mais de 16 anos. A duração máxima de um relvado é dez anos. Substituir um relvado custa cerca de 200 mil euros. É ali onde a equipa treina todos os dias.

Os juniores e o futebol feminino profissional treinavam num campo sintético com buracos. Lieralmente com buracos.»

 

Academia: tudo igual desde 2002

«O ginásio da formação está igual. As máquinas de musculação, rasgadas. Tudo está igual desde 2002, desde a inauguração da Academia.»

«O Sporting, num ano, vendeu João Mário e Slimani, e encaixou 70 milhões de euros. Tinham esse dinheiro e deixaram a Academia assim.»

 

O lugar de Carvalho é longe do Sporting

«Um mentiroso compulsivo será sempre um mentiroso compulsivo. O senhor Bruno de Carvalho já obrigou duas vezes os sócios do Sporting a saírem de casa e a dizerem que o lugar dele é em casa, longe do Sporting.»

 

Da intervenção de Frederico Varandas, esta tarde, em conferência de imprensa

Claques

«Foi com enorme estranheza e até, admito, vergonha alheia que assisti, no jogo entre o Sporting e o Sp. Braga, ao silêncio total, durante os primeiros 12 minutos, das claques leoninas. Meus senhores, desculpem-me a sinceridade, mas aquilo é tudo menos futebol Portanto, não deveria estar dentro de um recinto desportivo no qual pais e avós gostariam de levar, em segurança, filhos e netos. O apoio dos adeptos (clubes ou não) é importante? É essencial. Mas o que aconteceu em Alvalade foi um acto político. Por isso, mais valia fazerem um dia inteiro de silêncio à porta da SAD. Em "território sagrado" é que não.»

 

Alexandre Carvalho, na edição de hoje do Record

Preventiva and Chustiça for all

Com a idade um tipo fica mais sensível e voltei a perceber isso em maio que passou, na invasão a Alcochete. Não abalou o meu sportinguismo, mas fez-me repensar o meu entusiasmo. Hoje ligo muito menos.
Ontem soube-se que o processo em cima daqueles presos preventivos passou a XPTO (introduza aqui o legalês que quiser). Na prática, as pessoas que invadiram Alcochete podem ficar de cana até setembro. De maio de 18 a setembro de 19 é perto de ano e meio de prisão preventiva. Ora, hoje nos media, a coisa é dada en passant, ninguém se admira muito ou sequer abre a pestana.
Uma Chustiça que prende antes de julgar durante e meio é uma Chustiça muito muito coiso.
Alguns daqueles “terroristas” [usando a terminologia legalês aplicada ao caso] são miúdos que tiveram azar de seguir as ideias de outros mais velhos, meteram uns cachecóis a tapar a cara e foram berrar e atirar umas tochas. Azar o deles estarem a contas com a justiça? Certamente. Merecem um ano e meio de preventiva? É evidente que não. Não eles, nem ninguém diria eu.
Sim, podiam ser os nossos filhos, insuflados pelo nosso sportinguismo, que cometeram o erro de ir a Alcochete armados em heróis e agora vão ficar ano e meio na pildra antes sequer de irem a julgamento. Vou repetir: muitos dos que estão em prisão preventiva são miúdos sportinguistas como nós, que levaram o seu fervor longe demais.

Nota: Não conheço nenhum, ninguém me encomendou nada, nunca fui de claques, nem sequer vou muito ao estádio, nunca levei os meus filhos sequer a um jogo grande com Porto ou Benfica nem quero que eles lá vão.  Como já disse há uns meses, eu é mais Fórmula 1 e cada vez mais.

Zero Ídolos

Foi uma tarja que vi na curva Sul, penso que da Torcida Verde, que agora anda numa fase criativa, se calhar na tentativa de ganhar o espaço livre na cena Ultra pela decadência acentuada das duas mais centrais, muito marcadas por tudo aquilo que sabemos.

Zero Ídolos. Esta gente não tem ídolos, deve ter entrado no futebol por tudo aquilo que não é do futebol: ganzas, fraternidades, viagens que ficam para a vida, pirotecnia e pancadaria de vez em quando, mas nada de futebol.

Porque o futebol são ídolos. Os do Sporting, Peyroteo, Yazalde e tantos outros, os do Benfica, os do Porto. O futebol do Sporting são os nossos ídolos.

Zero idolos ? apenas para vocês que andam nisto por outras razões que o futebol. 

O Sporting é feito de ídolos, no futebol e nas modalidades. No meu tempo, Yazalde, Damas, Manuel Fernandes, Jordão, Joaquim Agostinho, Carlos Lopes, Livramento e tantos outros. Ídolos.

E os nossos ídolos de hoje são Bas Dost, Bruno Fernandes e Nani, num 2º plano todos os outros grandes jogadores do plantel, Acuna, Coates e Mathieu, como no passado próximo foram Rui Patrício, William, Adrien e Slimani, são aqueles que as crianças veem e admiram, por eles escolhem o clube como seu,  e como surge no brilhante filme publicado nesta semana, invadem a academia para acarinhar e presentear. 

Ganhando ou perdendo, sempre a apoiar os nossos ídolos, Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

E um óptimo e santo Natal para todos, anónimos e toupeiras incluídos.

SL

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