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És a nossa Fé!

Seria inevitável

Leio nas edições on-line dos jornais que as claques JL e DUXXI terão cinco dias para abandonar as "casinhas".

Não faria sentido que assim não fosse, na sequência da decisão unilateral de quebrar o protocolo existente entre as partes.

Daqui do meu sofá e lá no estádio, no meu lugar "cativo", desejo ardentemente que isto não descambe em violência nos dias dos jogos e nos outros, obviamente.

Entretanto pelo menos para o próximo jogo, os lugares naquele sector não estão à venda. Também faz sentido, se tudo o resto fizer sentido.

As claques que restam, tal como fizeram ontem, não deixarão de puxar pela equipa e até eu farei um esforço para bater umas palminhas.

A ver vamos no que isto vai dar, mas espero que dê saúde ao Sporting, acabe lá isto como acabar.

Diz Dias da Cunha

Em declarações à Rádio Renascença, sobre as claques:
 
"Têm sido um problema sério e acho que ele o resolveu muito bem com a decisão que tomou. As claques estão, desde o princípio, contra ele, porque defendem o Bruno [de Carvalho]. As claques querem correr com ele e isso torna as coisas muito difíceis, porque [Bruno de Carvalho] é quem eles admiram e consideram."

Mas deixou uma certeza: "Não são só as claques que estão a procurar correr com o presidente. Há ex-dirigentes que já se veem como candidatos a presidente. O movimento não é só das claques. Há quem pretenda o lugar e esteja a contribuir para tornar a condução do Sporting difícil. Dou-lhe o meu total apoio. Tudo em nome da estabilidade e porque o considero uma pessoa absolutamente capaz de desempenhar o lugar de presidente do Sporting neste momento muito difícil que o clube está a viver".

Dias da Cunha considerou, por outro lado, que o despedimento de Marcel Keizer foi "um erro".
 
Quem é Dias da Cunha (Wiki Sporting):
 
 

"... Dias da Cunha era Vice-Presidente da Direcção presidida por José Roquete, acabando por chegar à Presidência a 1 de Agosto de 2000, na sequência da demissão do Presidente que estava em rota de colisão com Luís Duque, na altura à frente da SAD.

Devolveu a estabilidade ao Clube e notabilizou-se na luta cerrada contra o "sistema" e na defesa da credibilização e transparência do futebol português, tendo sido o primeiro a ter a coragem de apontar o dedo frontalmente àqueles que considerava serem os grandes responsáveis pelos tais "maus hábitos instituídos" que sempre denunciou.

A 12 de Julho de 2002 foi reconduzido na Presidência do Clube após umas eleições em que não teve oposição.

Foi no seu mandato que foram construídas e inauguradas as mais importantes obras do "Projecto Roquete", ou seja, a Academia Sporting e o Complexo Alvalade XXI.

No nível desportivo, viveu o seu ponto alto em 2002 quando o Sporting foi Campeão Nacional e ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça, sem esquecer a brilhante carreira da equipa na Taça UEFA de 2005, que terminou ingloriamente com a dolorosa derrota na Final disputada no novo Estádio José Alvalade."

 

Dias da Cunha é tudo aquilo que Bruno de Carvalho gostaria de ter sido...

SL

Uma estranha sensação de Déjà vu

1 - Ontem o jogo em Alvalade mostrou um Sporting bipolar: com um futebol escorreito e quase vistoso, com a bola a chegar com perigo à área do adversário na primeira meia hora, e depois uma equipa extremamente insegura, hesitante, com um meio campo excessivamente permeável e demasiados passes falhados (não há ninguém melhor que Doumbia para fazer o número 6?). Para isso não ajudam nada os sinais que vêm da bancada – os adeptos estão impacientes e intransigentes para com o falhanço. Receio que a recuperação de confiança da equipa ainda demore: tarda uma exibição concludente com o consequente resultado. Aqueles jogadores são capazes de muito mais.

2 - Também não gostei do espectáculo final do topo sul, onde as claques afinal se mantêm impunemente empenhadas, não a apoiar o clube, mas para derrubar revolucionariamente o presidente eleito. O Sporting não pode ser dirigido a partir da rua, muito menos pelas claques - nenhuma instituição sobrevive em permanente sobressalto revolucionário. A direcção também precisa de paz institucional, cumprir o mandato para que foi eleita, de preferência corrigindo os erros cometidos na gestão do futebol profissional. Julgo que não seja preciso um curso superior para entender que, com os maus-tratos dos últimos anos, o que está em jogo é a sobrevivência do Sporting como nós o conhecemos. Temos de pôr fim a este processo de autofagia. Não somos campeões há 18 anos? Olhem para o Liverpool (e tantos outros históricos da Liga Inglesa).

A nuvem por Juno

Bom, eu queria aguardar para o pós-jogo de hoje para "dissertar" sobre a problemática das claques, porque estou curioso para ver como se porta "o estádio" com esta nova realidade, mas entendi que a opinião que tenho sobre o assunto não se alterará seja qual seja a atitude da "curva sul" na recepção ao Rosenborg.

Já tenho por aqui escrito e defendido que as claques, não sendo fundamentais ao apoio aos atletas em competição, são um factor muito importante desse apoio e por vezes nalguns locais, o único. Na sua essência, as claques são um factor positivo para os clubes, neste caso particular para o Sporting ainda que circunstâncias várias fossem desvirtuando o seu papel e a sua existência, ao ponto de hoje grande parte dos adeptos as considerarem um factor negativo e desagregador, tão longe do seu papel inicial. E lamentavelmente estarão certos nesta apreciação.

Anos de evolução das claques sem regulação e após regulação sem fiscalização adequada, conduziram-nas a quase todas a grupos compostos maioritariamente por gente boa, é certo, mas em quase todas dirigidos por gente muito pouco recomendável.

São conhecidos episódios de violência extrema protagonizados por membros de claques de outros clubes, alguns até que ceifaram a vida a pessoas de carne e osso; São conhecidos episódios de tráfico de estupefacientes nas "casinhas" das claques de vários clubes; São conhecidos e estão sob alçada da justiça, vários actos criminosos perpretados por elementos de várias claques, entre eles elementos da Juventude Leonina; É público que o dirigente máximo dos super dragões se passeia num automóvel de luxo de alta cilindrada, não se lhe conhecendo fontes de rendimento para tal; Do outro lado da rua passa-se pela porta 18 com uma impunidade arrepiante...

O que quero eu dizer com este intróito? Pois quero dizer que apresentado o cenário atrás descrito, por muito mafiosos que sejam Pinto da Costa ou Filipe Vieira (e falo por ouvir dizer) e por muito mafiosos que tivessem sido Godinho Lopes e Bruno de Carvalho, outros antes deles e Varandas agora, qualquer medida avulsa que seja tomada contra as claques (oxalá eu esteja redondamente enganado), como esta de Frederico Varandas agora, estará condenada não só ao fracasso mas pior, estará intimamente ligada a uma escalada de violência que afastará as pessoas do estádio.

Eu percebo a atitude de Frederico Varandas e em tese até concordo com ela: as claques não podem ser um "estado" dentro de outro "estado" e não podem condicionar a gestão do clube como grupo, ainda que os seus membros enquanto sócios tenham todo o direito a ter opiniões semelhantes e concertadas. Apresentem-nas dentro das regras instituídas e "que ganhe o melhor", se for esse o caso. Pode Frederico Varandas estar no entanto certo que, como disse atrás, esta sua posição/atitude estará condenada ao fracasso se quem tem obrigação de resolver o problema se continuar a demitir da sua obrigação. Falo obviamente do governo, do ministério público e dos tribunais. Tivessem estas entidades em devido tempo prestado atenção ao fenómeno, ao crescimento da violência e criminalidade associadas e Frederico Varandas contaria com um grupo de claques focadas no apoio aos atletas de todas as modalidades e não à contestação ao seu mandato (contaria com ela, mas noutras sedes e noutro contexto) e Godinho Lopes e Bruno de Carvalho não teriam sido seus reféns. Quem afirma que as claques funcionavam como guarda pretoriana dos presidentes que por cá passaram é no mínimo distraído e não está bem a ver a relação de forças. E é de força mesmo que falo! Tudo o que estas duas claques agora penalizadas movimentam, a força da inércia que deslocam, o mundo que à sua volta gira é, por muito que me custe dizê-lo, mais que qualquer presidente e eles têm-se deixado encostar debaixo do toldo "amigo" destas claques, para conseguirem minimamente governar. 

É boa a medida? Se quiserem que seja simpático e pensando de forma simplista, sim! No entanto se pensar que nas claques estão jovens sportinguistas que "apenas" querem ajudar o Sporting com o seu apoio incondicional, vibrando pelo clube em cada estádio, em cada pavilhão, em cada local onde compita um atleta do Sporting e que esses jovens são a esmagadora maioria dos membros das claques, se calhar aquilo que já aqui escrevi, ad nauseum, e que é a medida que deveria ter sido tomada logo a seguir à invasão de Alcochete, que era a suspensão (ainda que preventiva até decisão do processo em tribunal) e a consequente proibição de frequentar as instalações do clube aos membros das claques e outros que sendo (ou não, por maioria de razão) sócios do clube, perpretaram aquele acto criminoso, evitaria esta medida radical agora tomada. Será avisado que não se tome a nuvem por Juno, sob pena de estarmos a hipotecar o futuro do clube, que como sabemos pouco tem ganho no futebol nos últimos 40 anos e chamar jovens a um clube que não ganha...

Parece-me que o caminho, mais que uma refundação das claques JL e DUXXI, será "apenas" a aplicação da legislação em vigor, que é quanto baste para que as coisas funcionem na perfeição. Não podendo o clube imiscuir-se na organização interna das claques, que são personalidades jurídicas autónomas, pode no entanto condicionar a sua actuação intramuros à verificação do cumprimento da legislação. Será fácil, cumpre a Lei conta com apoios, não cumpre, não conta!

Não será contudo sério que culpem apenas o "Orelhas", o "Papa", o "Fivelas", o "Kim" e o "Flopes" pelo descambar desta realidade que são as claques em Portugal. Se calhar o "Bolo Rei", o "Sócas", o "Coelhone" e o "Monhé" também têm muitas culpas no cartório. 

Coragem contra as claques

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«Basta ver as arruaças que eles montam nas assembleias gerais do clube, onde só pode falar quem eles deixam, para sabermos de que lado está a razão na guerra civil desencadeada entre as claques e a Direcção do Sporting Clube de Portugal.»

«O que importa é saber se os clubes portugueses, e não apenas o Sporting, devem continuar capturados por bandos de arruaceiros ociosos, que, muitas vezes, não são mais do que associações criminosas - organizadas enquanto tal e apoiadas pelos clubes. Trata-se de saber se os estádios, os pavilhões, os clubes e o futebol é deles ou é nosso.»

«É por isso que a decisão da actual Direcção do Sporting de retaliar contra as suas claques é uma decisão corajosa e que poderá fazer história. Se Frederico Varandas e os seus pares perderem esta luta é provável que o Sporting desapareça para sempre como clube unido por uma paixão comum.»

«A Direcção do Sporting não pode estar sozinha e ser abandonada à sua sorte, neste combate que é de todos e onde se joga o futuro de um espectáculo e de toda uma actividade que a maioria deseja que possa ser frequentável por todos.»

Miguel Sousa Tavares (A Bola, 23 de Outubro)

 

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«O meu elogio vai para Frederico Varandas, como iria igual para os outros presidentes dos outros clubes que tivessem a coragem de fazer o que ele fez. E tem a ver com o corte radical que ele fez com as chamadas claques organizadas. Porque, pelo que me contam, e não é só no Sporting, [elas protagonizam] coisas intoleráveis.»

«Ter a coragem de fazer isto é algo que merece ser elogiado. Não sei se vai conseguir. Dizia-me um sportinguista ferrenho, meu amigo: "A ele não vai bastar apenas uma escolta policial, ele tem que ter muito mais que isso para evitar males maiores." Estamos nisto: a polícia não cumpre o seu dever.»

«[Varandas] é um homem que merece elogios. Ele sabe que, se o Estado não intervier, ele não consegue nada. Porque eles [membros das claques] são uma espécie de estado dentro do Estado.»

José Miguel Júdice (SIC Notícias, 22 de Outubro)

No sítio errado

Algumas claques do Sporting, as ocupantes da tão ardentemente pronunciada "curva Sul", há muito que perderam o pé. E a mão, as mãos. Em bom rigor, as mãos. Foram estas últimas o meio para atingir o fim de um dos episódios mais infames que me foram dados a assistir no estádio José  Alvalade. Muitas daquelas mãos, mãos demais (uma só bastaria para ser demais), essas mãos que deviam limitar-se a aplaudir e a coreografar incansáveis apoios à nossa equipa estiveram, afinal, ao serviço do deplorável arremesso de material pirotécnico contra o nosso guardião. Para qualquer sportinguista interessado em puxar só e apenas pela equipa, aquela foi uma vergonhosa e insultuosa chuva de foguetes que incessantemente caiu sobre a nossa grande área, mal o árbitro apitou para o início do jogo contra o nosso grande rival.

Só isto deveria ter provocado o fim do protocolo entre o clube e as claques. Nada foi feito. Uma intolerável inimputabilidade que a muitos de nós levou à suspeita de que aquele ataque ao nosso capitão e em pleno estádio, na nossa casa, teria a cobertura ou pelo menos a conivência do à época chefe máximo do clube. O mesmo que dias depois acabou por declarar ser "chato" que alegados elementos das claques tivessem atacado os jogadores na Academia.

Por indecente e má figura, no grandioso dia 23 de Junho de 2018 o "chateado" foi destituído por uma esmagadora maioria de 71,36% dos sócios que rumámos à Assembleia Geral. E que maravilhoso dia, sportinguistas. Maravilhoso. 

Infelizmente, o homem foi-se mas as sementes do ódio por ele deixadas germinaram e germinam ainda. Nas últimas semanas temos assistido a isso de forma inequívoca, servido num espectáculo de terror de novo desvario dos Grupos Organizados de Adeptos, muito mais apostados em fazer-se ouvir contra quem serve o Sporting do que em defesa do clube. 

As claques, como qualquer sócio, não devem perder o sentido crítico, mas pela presença qualitativa e quantitativa que têm nos recintos desportivos, em particular, e na sociedade, em geral, não podem transformar-se em oposição interna à Direcção do clube. Isto por questão de princípio e ainda porque o Sporting Clube de Portugal é mais, muito mais do que parceiro. A oposição em campo aberto a Frederico Varandas e restante Direcção com recurso a ameaças físicas e linguagem altamente ofensiva, injuriosa mesmo, é intolerável, e, além do mais corrobora o título deste texto.

Aquelas claques estão no sítio errado. Não podem nem devem fazer política. Nem oposição a um presidente. Menos ainda no espaço público. Só têm de apoiar. É para isso que lá estão. Foi para isso que o clube celebrou protocolos com as claques Juventude Leonina e Directivo XXI.

No entanto, estar no sítio errado parece ser hoje uma característica exasperante do nosso Sporting. Estamos no sítio errado da tabela classificiativa da primeira liga de futebol. A equipa entra em campo com jogadores nos sítios errados. Tudo parece errado na organização do nosso futebol sénior.

Temos ainda um presidente no sítio errado. E não será este rasgar dos protocolos com as claques (Varandas só podia fazer isto, que diabo!), não será isso que me convence do contrário.

Nos dias que correm assisto com cada vez mais frequência à passagem de pessoas para lugares para os quais não têm perfil ou capacidade. E a mim, com mais ou menos protocolos de claques rasgados, parece-me evidente que o sítio de Varandas não é no gabinete presidencial do Sporting, mas sim num gabinente médico a tratar de luxações e entorses. 

Nas próximas eleições, assim espero, estarei no sítio certo para ajudar a pôr as coisas no sítio.

Claques não são donas do Sporting

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O Sporting Clube de Portugal tem quatro claques que representam pouco mais de três mil sócios, o equivalente a 1,7% do total de sócios do clube e 3,3% do universo de sócios pagantes.

Esta é a gota de massa cinzenta que reclama ter mais direitos que os demais e exerce pressão sobre tudo e todos como se fossem os verdadeiros dirigentes do clube. Não. Não podem, nem devem existir claques que se autoproclamam donas disto tudo.

Claques facilmente instrumentalizadas para causar instabilidade e destruição dentro do Sporting não devem ter palco e muito menos serem patrocinadas pelo dinheiro do clube. Eu como sócio, com quotas em dia, não votei em claques para autodestruir o clube.

Convém lembrar que o Sporting já existia antes das claques e vai continuar bem vivo mesmo sem claques. São os sócios, adeptos e simpatizantes – cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo as estimativas – a razão de ser do Sporting e que constituem a sua alma.

Frederico Varandas, eleito democraticamente, devia ter cortado todo o apoio às claques envolvidas no terramoto de Alcochete logo que assumiu a presidência. A decisão é tardia, mas mais vale agora do que nunca.  

É preciso pulso firme, Dr. Varandas, e não ter receio de decidir para limpar, equilibrar e dar rumo à Nação Verde, para poderemos ser “Tão grandes como os maiores da Europa”.

Olhar para Espanha

Alguns - muito poucos - receiam que o corte entre a Direcção leonina e duas claques possa reduzir drasticamente a afluência de público ao estádio José Alvalade.

São receios sem fundamento. Basta olhar para o que sucedeu em Espanha. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, baniu os Ultra Sur do Santiago Bernabéu e o ex-presidente do Barcelona Joan Laporta baniu os Boixos Nois de Camp Neu. Decisões que se revelaram extremamente positivas para ambos os clubes.

Aí estão eles, com os estádios cada vez mais cheios. O fim da insegurança provocada pelas claques atraiu ainda mais gente aos recintos desportivos.

Haja equipas com qualidade e pratiquem-se horários decentes - e o público acorre às bancadas, em família, sem receio de distúrbios, agressões físicas e verbais, fumos tóxicos e tochas incendiárias. Não podem é afastar pequenos e grandes ídolos leoninos como Nani, Matheus Pereira, Domingos Duarte e Bas Dost da maneira como afastaram. Para trazerem coxos e inválidos.

Nisto, estou com Varandas

A Direcção leonina encabeçada por Frederico Varandas tem revelado uma conduta pusilânime, parecendo andar à deriva em diversas circunstâncias. Obviamente, com reflexos dentro dos estádios e dos pavilhões. Esta fraqueza produz contágio e os atletas não são imunes aos seus reflexos, tal como as equipas técnicas.

Feito este preâmbulo, condeno sem reservas a atitude miserável dos revanchistas da Juve Leo, que urram por lhes ter sido fechada a torneira da candonga. Esta noite ficou enfim também fechada a torneira do apoio logístico que o Sporting lhe prestava, como revelou a cúpula leonina num extenso comunicado tornado público.

Se há erro nesta atitude, é apenas pecar por tardia. As claques, que nenhum sócio elegeu nem representam ninguém, só têm razão de existir se for para expressar apoio militante aos atletas que servem o Sporting. Se for para insultar, intimidar, injuriar, ameaçar e agredir, não fazem a menor falta. Nos últimos dias, duas destas claques (a outra é a Directivos Ultra XXI) tiveram comportamentos absolutamente reprováveis - manchando e enxovalhando, aos olhos dos portugueses, a imagem desta respeitável instituição de reconhecida utilidade pública que é a casa comum de todos nós.

Nisto, estou com Varandas. Creio que neste momento já só o apoio nesta causa.

Só peca por tardio

O fim do protocolo do Sporting Clube de Portugal com as claques. Apesar de criticar abertamente Frederico Varandas e defender antecipação de eleições, nesta matéria estou totalmente de acordo com a orientação do clube.

O desporto deve ser um espectáculo, onde não cabem arruaça, violência, insulto, a tal patética mentalidade a que chamam ultra. Quando em criança comecei a frequentar estádios de futebol, pela mão do meu pai, era uma festa ir ao futebol e já existiam rivalidades. Se queremos ser grandes, há que seguir os bons exemplos de Inglaterra e Espanha.

Se os parasitas não fazem falta, quero acreditar que a maior parte dos membros das claques, que não os seus cabecilhas, irão continuar a mostrar o seu amor ao clube. É hora de separar o trigo do joio.

Cumpra-se a lei

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Confesso que não esperava outra coisa. O Conselho Fiscal e Disciplinar vai instaurar processos aos energúmenos que transformaram a mais recente assembleia geral do Sporting num chavascal indigno da reputação do clube, em flagrante e grosseiro atentado aos princípios democráticos que o regem.

Não podem passar impunes os insultos - que duraram horas - a membros dos órgãos sociais, com destaque para o presidente do Conselho Directivo, nesta reunião magna da família leonina. Nem o descarado boicote às intervenções no púlpito que levaram até o antigo presidente José Sousa Cintra a prescindir da sua intervenção após ter sido brindado com sonoras vaias e um chorrilho de impropérios.

Estes labregos ligados a uma claque do clube e os saudosistas do antigo regime, incapazes de aceitar as regras democráticas, terão de entender que o Sporting é uma secular instituição de utilidade pública, não uma seita ou um grupo excursionista. E nas instituições as regras existem para ser cumpridas, não para serem ignoradas ou violadas.

 

Os estatutos leoninos são claros: constitui infracção disciplinar «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções»; «atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube»; e «praticar actos ou adoptar comportamentos, no âmbito da actividade de grupos reconhecidos ou identificados com o Sporting Clube de Portugal, ofensivos ou injuriosos de qualquer membro dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal» (art. 28.º, n.º 3).

Cumpra-se a lei.

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

Beijinhos, abraços e muitos palhaços

As Assembleias Gerais do Sporting estão transformadas numa espécie de espetáculo de Trash Television mas com as Redes Sociais a ocuparem o lugar da televisão. Há sempre um cheiro a curiosidade mórbida no ar, todos querem saber o quê e quando vai correr mal. As Assembleias Gerais do Sporting são um barril de pólvora que, acreditem em mim, vai rebentar e magoar muita gente.

Ontem foi só mais um exemplo. Os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha vezes e vezes sem conta. Desta vez com um reforço de peso: as claques.

"Varandas, cabrão, pede a demissão"

Sou completamente a favor das manifestações de opinião. Das palmas e dos assobios nas devidas alturas. Sou é também contra qualquer tipo de ofensa e atitude menos séria só pelo simples facto do eleito não ser aquele em que eu votei.

O grande erro de Varandas e, neste caso, de Rogério Alves é não mandar retirar da sala quem não se está a comportar devidamente. As pessoas que estão interessadas na AG não têm que levar com horas de ofensas. AG após AG, sempre os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha.

Frederico Varandas caiu no erro de reagir à provocação e mandou um beijo para a plateia. Não me choca, porque um tipo não é de ferro, mas é um sintoma de descontrolo. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem que ter força suficiente para não reagir negativamente. Ainda assim não deixa de ser curioso que alguém se ofenda com isso, principalmente alguém que durante meses repetiu "beijinhos à sua mãe".

"Mas não foi ele que se propôs a unir o Sporting?"

Não se pode unir quem não quer ser unido. Hoje em dia, há gente que não quer ser do Sporting, só quer o caos no Sporting.

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

As nossas claques

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Assisti ao jogo junto às nossas claques. Foram (fomos) absolutamente incansáveis, do primeiro ao último minuto. Um verdadeiro show. Nódoa no pano: os insultos a Varandas no final do jogo. Uma ressalva: vieram de uma parte, talvez menos de metade dos adeptos. Os jogadores, ao chegarem junto à bancada do SCP no final do jogo, tiveram mais aplausos do que assobios.

É urgente que a direcção do clube se entenda com as claques. Esta tensão permanente não beneficia nem dignifica o clube. Porque não convocar uma reunião da direcção com os lideres das claques? Temos há muitos anos as melhores claques do país, das melhores do mundo. Andei muitos anos com elas. Vi cair o varandim à minha frente e o very light do Jamor cair poucas dezenas de metros ao meu lado, matando um homem em frente ao filho.

As claques são feitas de Gente que sacrifica muito pelo clube, que o vive como poucos. Há marginais? Claro. Mas são uma minoria. Não os diabolize, dr. Varandas. Um verdadeiro líder sabe estender a mão. Tem de partir de si.

Uma cena já vista

Amanhã vamos defrontar, no Estádio do Algarve, a melhor equipa da Liga no ano passado, que tem um grande treinador português a comandar.

Por difícil que pareça a tarefa, a essa mesma equipa, então com o puto maravilha, e sob o comando do mesmo Marcel Keizer, ganhámos o acesso ao Jamor.

É mais uma vez incrível verificar que vamos ter dum lado o Sporting e os Sportinguistas, que vão encher o estádio ou, como eu, a sofrer bem longe, e do outro, além do adversário, os ressabiados, os arruaceiros das AGs, os que deixaram de pagar quotas ou que nunca as pagaram, o lixo Letal ao Sporting que o agora desgraçado aprendiz de ditador deixou no clube.

Keizer pode ter todos os defeitos, a equipa também, mas amanhã somos Nós todos que estaremos com eles a torcer pela conquista dum caneco que de pouco vale mas que neste contexto, para Nós, vale muito.

Viva o Sporting !!!

 

PS: A guerra civil na Juve Leo foi declarada. Talvez agora se perceba o que realmente aconteceu em Alcochete. O pacto de silêncio que escondeu mandantes e organizadores e que condenou alguns jovens imbecis, sem cadastro e que pouco ou nada fizeram, a 15 meses de prisão não vai durar para sempre.

SL

O nosso Sporting está de volta

Ontem no Jamor e depois em Alvalade vimos aquele Sporting que amamos e que seguimos para todo o lado. Vimos um Sporting de gente boa e de boa gente, vimos um Sporting de bancadas cheias de famílias e amigos, vimos um Sporting a sofrer, vimos um Sporting a lutar, vimos um Sporting a vencer. Vimos muita gente à beira dum ataque cardíaco, vimos muita gente a chorar. A começar pelo presidente.

Vimos também as claques reduzidas a quase nada, órfãs das traficâncias de bilhetes e doutras substâncias, alguns órfãos dum líder agora preso, vimos um pano a relembrar aquele infeliz que aparentemente liderou o ataque terrorista a Alcochete e que agora enfrenta problemas graves de saúde. As mesmas claques que afastam os adeptos e sócios nos jogos fora de casa, forçando-os ao mesmo vergonhoso tratamento que as autoridades reservam aos desordeiros. Parece que essas claques depois em Alvalade resolveram extravasar a frustação de ver as bancadas cheias a festejar com os atletas e "festejaram" elas também com a polícia de choque. 

Soubemos também que os ex-capitães Rui Patrício e Adrien estiveram no Jamor, e que Nani e Montero, bem longe, sofreram pela vitória. O meu muito obrigado para eles.

De Bruno de Carvalho e dos seus próximos não ouvimos nada, e ainda bem. Excepto de Elsa Judas, que ficou extasiada com Sérgio Conceição. Toda aquela labreguice encantou-a, pelos vistos ficou a ser a sua nova paixão.

Não se trata aqui de ser ingrato a quem ao longo dos anos trabalhou e se esforçou pelo Sporting. Tudo o que se fez de bom tem de ser reconhecido. Trata-se de reconhecer que a deriva totalitária e afastada dos princípios do clube foi derrotada, o rombo na SAD foi ultrapassado e o nosso Sporting está de volta.

De volta aos bons princípios. De volta a ganhar no estádio e no pavilhão. De volta a ser um grande do desporto em Portugal. Que merece ser reconhecido como tal e não ser tratado como parente menor pelos diversos poderes instalados.

 

PS: A época terminou com uma grande vitória do Sporting. Estive no Jamor. Vi quase todos os jogos em Alvalade. Fora estive presente em Tondela, Setúbal, Chaves, Vila da Feira, Jamor-Belenenses e Porto-Dragão. Também em Londres (Arsenal). Como eu muitos sócios e adeptos espalhados pelo mundo acompanharam o clube aqui e ali. Para o ano, uma nova época. Outros jogos, outras oportunidades para acompanhar o Sporting, assim haja saúde, outras vitórias para vivenciar e outras memórias para guardar.

Porque o Sporting, para mim e muitos outros, é isto mesmo. Ganhando ou perdendo, uma paixão incontrolável. 

Para todos os Sportinguistas, festejar e muito agora. E desejar uma grande, grande,  nova época!!!

SL

Nuvens negras...

Ponto prévio, com o mal dos outros, posso eu bem. Sou sportinguista, por isso problemas ou questões internas dos rivais passam-me ao lado, mas também sou adepto de futebol, em especial de futebol internacional, porque cada vez gasto menos tempo com o tuga soccer, à excepção dos jogos do meu Sporting.

Por uma questão de princípio, defendo que as claques não são mais importantes que qualquer outro adepto que pague bilhete e vá ao estádio assistir a uma partida de futebol e muito menos têm qualquer direito de avaliar o grau de profissionalismo de qualquer atleta ou técnico dos clubes. Essa é uma tarefa que cabe única e exclusivamente aos dirigentes responsáveis de cada clube, pese embora todos tenhamos direito à opinião enquanto apaixonados do futebol.

Confundir direitos e obrigações de cada um, levou a que no nosso clube, jagunços imbecis tenham pretendido tirar satisfações no aeroporto do Funchal e garagens do estádio, iniciando uma escalada que levaria ao infame e cobarde assalto à academia. Ontem no estádio do Dragão, uma claque recusou sair das bancadas, forçando mesmo os jogadores a um regresso do balneário. Os vídeos andam por aí, as imagens já passaram nos noticiários, não me vou pronunciar sobre o conteúdo, é um assunto do F.C.P., não comento, mas caso algo idêntico se passasse em Alvalade, ou qualquer outro campo em que o Sporting se desloque, por mim os energúmenos ficariam mesmo a urrar e grunhir sozinhos na bancada.

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