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És a nossa Fé!

O Sporting somos nós

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Sou do tempo em que o Sporting eram aqueles que nos estádios, nos pavilhões e nas pistas conduziam a camisola do clube às conquistas e aos triunfos. Os Yazaldes, Damas, Agostinhos, Lopes, e muitos outros. Os nosso ídolos. Tudo o resto era acessório.

Os tempos são outros, mas em todo o caso é completamente inadmissível e uma vergonha para o Sporting o número de dirigentes, treinadores e jogadores que foram agredidos fisicamente nas instalações do clube nos últimos tempos, com ovos, murros, pontapés, tochas, cintos, e garrafões de água. Foram mais de uma dúzia entre dirigentes, treinadores e jogadores, entre eles capitães de equipa.

Hoje no tribunal de Monsanto, um rapaz de 29 anos que participou no assalto à academia do próprio clube e que trocou mensagens onde manifestou a intenção de "ir bater" veio dizer que "Queria ir lá dar uma espécie de 'aperto', mas nunca foi minha intenção agredir, era mais pedir justificações. A minha intenção nunca seria ir lá agredir jogadores, a minha intenção era assustá-los e fazer com que eles percebessem que deviam ter dado mais no campo, deviam ter ganhado". Pois.

Diz ele também que "É tudo condenável, não me revejo nisto, não sei o que me passou pela cabeça na altura. Percebo que isto chocou o país. Isto, se calhar, era um vício que eu tinha, o Sporting e as claques". Pois.

Mas o que impressiona ainda mais é a quase indiferença de alguns Sportinguistas perante este estado de coisas. Se calhar é um pouco como a violência doméstica. Se eles apanharam, então é porque mereciam. E se a filha menor dum deles foi insultada e cuspida, paciência.

A pergunta que deixo é como é que o Sporting poderá atrair os melhores dirigentes, treinadores, capitães e jogadores, quando o que lhes pode muito bem acontecer é serem agredidos nalgum canto escuro por quem se julga dono do clube. 

SL

Da serenidade

Sei do que falo. À falta de melhor antídoto ou calmante muita coisa física já parti danado que fico com as inúmeras derrotas ou imensos empates do Sporting. A título de curiosidade: comandos de televisão já foram dois para o galheiro, telemóveis outros quantos, e molduras, uma ou outra, às quais nem tubos de supercola3 valeram para as devolver à cómoda. 

Enfim, o que devia fazer quando não jogamos em casa - quando nos batemos em Alvalade o problema não se põe que aí tenho lugar no estádio e os comandos de TV atirados ao chão sempre os substituo por gritos que atiro aos filhos destas e daquelas -, mas, como dizia, o problema põe-se quando jogamos fora porque ver o jogo na televisão, concluo, só o devia fazer num quarto almofadado e eu vestido com camisa de forças. 

Valha, no entanto, a verdade, já que cansado que estou de delapidar o património e consciente que as coisas não têm culpa nenhuma - menos ainda quem além de mim as usa lá em casa -, lá me ordeno:

- Calma! Calma, Pedro. Dou por mim a dizer-me respirando fundo. Faço-o numa altura em que lá fora tudo arde. Bem sei. Mas é também por isso que sobre a fogueira opto por atirar água e não gasolina. 

Devo dizer-vos que o exercício é refrescante e gratificante. Afinal, a cabeça é que manda e na minha é num repente que me transforma numa corporação de bombeiros. O mantra é simples: o século XXI está longe, muito longe, das décadas de 40 e 50 do século passado. Constatação à qual acrescento outra que me diz que no corrente século vai para 19 anos que não somos campeões nacionais de futebol. E antes disso, entre 1974 (ano em que nasci) e o fim do século XX só por três vezes nos sagrámos campeões.

Se desse lado está a sair (ou já saiu mesmo) um indignado e não menos salivante, então, podemos continuar a perder que não te importas?, aviso já, que não há ninguém mais sportinguista do que eu, e, portanto, que não há nenhum sportinguista que goste mais do que eu que o Sporting ganhe.  O que quero dizer é que, infelizmente, o nosso normal é não ganharmos. Esperem, esperem. Insisto já: não quero com isto dizer que não me importo de continuar sem ganhar, não há nenhum sportinguista que queira menos do que eu que o Sporting continue sem ganhar. Não há!

Queria sobretudo e quero afirmar isto: Se por não conseguir ser campeão de futebol sénior o presidente do Sporting fosse destituído, nesse caso, iríamos a caminho da septuagésima destituição, mais destituição menos destituição, que o instituto tão vexativo da reputação do clube querem tratar e usar como se de camisa que se muda fosse.

Seriamente, muito seriamente falando, Frederico Varandas terá de viver 50 vezes, terá de fazer 50 vezes pior do que tem feito, até chegar aos calcanhares de Bruno de Carvalho no que à ameaça à grandeza do Sporting diz respeito. Que fique claro: Bruno de Carvalho foi um cancro, melhor, foi o cancro que corroeu o clube da forma mais mortífera possível e, é o que é, desse famigerado cancro está o clube ainda cheio de metástases. Com isto não estou a apoiar Varandas, de forma nenhuma, mas demarco-me da salganhada de motivações que estão ao barulho neste momento (mais um) de enorme ruído no nosso clube.

Terem-se juntado três mil em contestação à actual direcção, exigindo a sua demissão, é só a prova de que o motivo não é verdadeiramente o de julgar por mérito ou demérito o presidente, o que está em causa, sim, é o desconforto daqueles que Varandas desconfortou. Os três mil deverão ser, mais coisa menos coisa, os Juve Leos e Directivos que se confundem, ou melhor, que confundem o apoio aos apoios das claques com o apoio que dizem devotar ao clube.  

Deixemos esta direcção ir até ao fim do mandato para que foi legitimamente eleita. Não fará melhor do que tem feito até agora? Provavelmente não. Quase de certeza que não, acrescenta a minha expectativa. Varandas é fraco como líder? É. Mas foi ele o escolhido para um ciclo de quase quatro anos de presidência.

Temos de aguentar porque temos e devemos dar tempo ao surgimento de alternativas viáveis, bem estruturadas, que não sejam meras respostas reactivas que se apressam a preencher vazios de poder.

Destituir um presidente só em caso de gravidade máxima no exercício do poder que lhe foi atribuído pelos sócios, só quando essa presidência por doentio inebriamento de si própria pode matar o princípio e fundamento do clube, ávida dele se servir em benefício de um projecto pessoal de poder e até de existência pessoal. Da minha memória e da memória escrita nos livros da história centenária do Sporting Clube de Portugal só Bruno de Carvalho só ele foi esse inimigo do clube, só ele mereceu ser justamente destituído de presidente.

Fui daqueles que se juntaram em frente à sede da SAD e exigiram a demissão da anterior direcção. Não seríamos mais que 400 a 500. Poucos mas bons sportinguistas e cuja virtude do protesto viria a ser confirmada por uma esmagadora maioria dos sócios que, primeiro, correram com o então presidente e, depois, o expulsaram de sócio.

Confesso que me envergonha assistir à manifestação de mais de três mil sportinguistas que agora se juntaram com as mesmas exigências, mas contra uma direcção que é só incompetente, e que não junta à incompetência as muitas e todas elas gravíssimas suspeitas de crime e  variadas ilegalidades na gestão do clube. Se tivessem um pingo de sentido crítico e de exigência cívica ter-se-iam juntado à manifestação daquela tarde de Junho de 2018 e teríamos sido muitos milhares a exigir o fim do cancro brunista.

O passado já lá vai e a fonte do cancro enterrada, é verdade. Mas o cancro ainda contamina e parece-me evidente que destituir a actual direcção seria alimentá-lo e fortalecê-lo.

A minha esperança é que surjam boas candidaturas e como aqui já escrevi sou particularmente favorável a um nome que, repito, espero se recandidate: Pedro Azevedo. Só alguém que pensa verdadeiramente o clube nas suas virtudes e defeitos poderá contrariar esta tendência que nós Sporting temos tido para não ganharmos campeonatos de futebol e eu, em particular, para partir parte do recheio de casa.  

Claques, trincheiras e o que é mais importante

O presidente Frederico Varandas foi há dois dias entrevistado no jornal da noite da TVI. O que era anunciado pela própria estação como um entrevista onde seriam abordados diversos temas, entre eles a política de contratações, a venda de Bruno Fernandes, a planificação desta época, limitou-se a ter um tema único, durante os cerca de vinte minutos que o presidente Frederico Varandas teve disponível no jornal da noite de um dos canais com maior audiência na televisão portuguesa. O presidente Frederico Varandas resumiu a realidade do Sporting a um tema. Alguém acredita que se por um acaso o actual presidente conseguisse resolver este problema, o Sporting teria pela frente épocas de sucesso desportivo e financeiro? Claro que não. Aliás o tema das claques, da sua violência, dos seus actos criminosos, não é exclusivo do nosso clube, bem pelo contrário. É um problema transversal da sociedade portuguesa e que reflecte em muito essa mesma sociedade. É por isso um tema que extravasa um clube e os seus dirigentes. Não se compreende assim que o presidente Frederico Varandas queira tomar a rédea de um problema do qual é apenas uma das vítimas, em que pela cargo que ocupa, representa o clube, nos representa. Um presidente do Sporting, pela dimensão que o nosso clube tem, deve conseguir perceber que neste caso concreto, a responsabilidade na sua resolução cabe inteiramente ao poder político e judicial. É ao governo, às autoridades policiais e judiciais que o presidente do Sporting deve pedir responsabilidades. Nestes cerca de dezasseis meses que leva de mandato o presidente Frederico Varandas não teve ainda tempo de solicitar uma audiência ao primeiro-ministro? Ao presidente da república? Ser recebido por um desconhecido secretário de estado, sem qualquer autoridade na tomada de qualquer decisão, só nos mostra que o presidente Frederico Varandas não percebeu, ainda ou de todo, o cargo para o qual foi eleito. 

Ao Sporting cabe apenas identificar os membros das claques que prejudicaram de forma concreta o nosso clube e, de acordo com os estatutos, expulsá-los de sócios. Para tudo o resto o clube não tem instrumentos oficiais e legais para resolver o que quer que seja. Por tudo isto pede-se ao actual presidente do Sporting que entregue a quem de direito este problema e que se centre na gestão do clube.

Mas, infelizmente, pelo histórico desta direcção, já percebemos que porventura este presidente quer mesmo continuar a cavalgar este tema e apenas este tema. Cavou uma trincheira e está a tentar abafar as justas críticas de que a sua direcção é alvo. Se Bruno de Carvalho extremou e radicalizou muitos dos adeptos seus apoiantes, Frederico Varandas está a seguir o mesmo caminho, ou estão comigo ou estão contra mim e com as claques. Alguma comunicação social já foi atrás desta fraca versão do "dr. coragem" tecendo loas de herói a Frederico Varandas. O que eu como sócio e adepto do Sporting gostaria de saber é qual o plano, se o tem, para inverter a situação catastrófica do nosso clube. Se para a próxima época os custos com pessoal vão reduzir de forma drástica, se vamos ou não apostar na formação ou se pelo contrário vamos voltar a seguir o modelo desta época. Se os FSE's vão ser efectivamente escrutinados e fortemente reduzidos. Se existe, se há alguma política concreta relativa aos sócios, aos núcleos, qual a política para conseguir inverter a notória redução das assistências no estádio?

São apenas poucas questões, mas muito mais importantes para a vida e para o futuro próximo do nosso clube, do que o problema das claques.

 

Antes que uma tragédia aconteça

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Quem ingenuamente julga que a questão da violência das claques e da delinquência no futebol é um problema exclusivo do Sporting está muito enganado. Porque será que o Estado que se quer meter em tudo, até na nossa vida privada, assobia para o lado nesta matéria tão urgente? Temo que o problema só seja encarado com seriedade quando acontecer uma grande tragédia - o monstro é incontrolável e se não for enfrentado, depois de matar alguém irá matar o futebol.
Aqueles que de boa-fé julgam que o problema do Sporting é Frederico Varandas deveriam pensar se haverá alguém com vontade e qualidades profissionais e humanas para o substituir, sabendo de antemão que se vai confrontar com os mesmos problemas da actual direcção: um clube em guerra civil e recursos tragicamente limitados para ombrear com os seus rivais. A reedificação dum Sporting vencedor (como o que existiu até aos anos 60) é um trabalho de hércules que exige não só um líder extraordinário (que não estou a ver de onde surja), mas de estabilidade para implementar uma estratégia vencedora (atravessar o deserto). Entretanto deixem a actual direcção terminar o seu legítimo mandato. Se no final tiver dominado as claques, devolvido o Sporting aos adeptos e as famílias poderem voltar a frequentar pacificamente as bancadas, já terá valido a pena.

Imagem - Heysel, Bélgica, 29 de maio de 1985

O mito da "União"

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(Há leitores [demasiado] apaixonados pelo tema [e desabituados de ler sobre outras coisas, o que se nota na forma como desinterpretam, invectivam, "julgam"]. São esses que, em não concordando com um texto, logo reagem apenas em função do "sei bem o que é que este gajo quer...". Por isso insisto em convocar o que fui escrevendo ao longo dos anos sobre o SCP. Não é que não mude de ideias, mas é na continuidade do que fui botando que devo ser discordado, desprezado, insultado e não em função desse miserável e corrente "sei bem o que é que este croquette filhodaputa quer ...":

Em 8.6.18 disse-me avesso a Varandas; em 9.7.18 insisti que Varandas não era o homem adequado. Em 4.2.19 apontei a sua falta de ponderação ... que causara "este naufrágio, este descalabro anunciado". Em 29.9.19 insisti que o presidente falhava e que as eleições antecipadas iriam acontecer, mais tarde ou mais cedo. Antes, neste blog, terei sido dos últimos (eu julgo que fui o penúltimo) a apoiar Bruno de Carvalho, ainda que com alguma ironia já desencantada, descrente que ele se reequilibrasse: 10.4.18 #JeSuisBruno. O qual vinha elogiando, como em 5.6.15 por tentar fugir à pérfida economia do futebol. E o qual dissera a personalidade portuguesa do ano em 2013.

Bem antes,  vivendo muito longe, fui vendo como o Sporting ia decaindo num rosário de presidências algo estranhas: a 28.4.06 questionei como podia Soares Franco queixar-se da herança de ... Sousa Cintra. Em 14.3.08. irei-me sobre a rábula do "Projecto Roquette", algo encetado então há quase 15 anos, e que devastou o clube (ainda há pouco li a notícia sobre o início do projecto imobiliário nos terrenos do antigo estádio, coisa que não será pacífica). A 6.11.09 notava a total inaptidão de Bettencourt. Etc.)

Encimo este postal com a fotografia do convívio da Juventude Leonina (que agora, para minha vergonha, um co-bloguista chama em retórica ilusionista "grupo organizado de adeptos"), ocorrido em Fafe, cerca de dois meses após o ataque a Alcochete. Não é necessário grande elaboração. Apenas repetir o óbvio. A crise futebolística e económica que o clube sofre é, em grande percentagem, devida ao indigno e inaceitável ataque que o tal "grupo organizado de adeptos" fez às instalações do clube. Nem discuto se o então presidente teve responsabilidades, directas ou indirectas, nem se os jogadores se aplicavam ou não o suficiente, nem se tinham ou não direito moral e jurídico para rescindir. Digo que o mais antigo e conhecido "grupo organizado de adeptos" do clube, com as suas lideranças participantes, atacou as instalações do clube, agrediu funcionários e causou enormes prejuízos, económicos e morais, ao clube. Digo que meses depois, em confraternização, os outros "adeptos" "organizados" em "grupos" demontraram solidariedade com os agentes dessa acção. E digo que desde então não houve qualquer demonstração de repúdio dessa acção por parte dos "adeptos" que se "organizam" nesse "grupo": nem cisões dentro do "grupo", nem abandonos em massa por parte desses "adeptos", nem eleições internas sob o signo da ruptura. Mais ainda, digo que as suas atitudes nos estádios e pavilhões não têm demonstrando nem repúdio por este passado, nem inflexões comportamentais, nada disso.

Mais, como nos lembrou Paulo Bento, esta pressão agressiva destes "grupos organizados de adeptos" sobre as direcções do clube tem sido constante ao longo já de décadas, com efeitos morais lamentáveis e económicos e desportivos gravosos.

A questão actual fundamental não é se Frederico Varandas é ou não um bom presidente, se é competente ou não na gestão do futebol. Para avaliar se o presidente deve ficar ou se é fundamental realizar eleições antecipadas, convirá saber como estão as finanças e a economia do clube. E se a gestão actual é dolosa. Ou se nessa área tem conseguido, dentro dos constrangimentos conhecidos, conduzir o clube num sentido positivo ("sentido positivo" quer dizer "um bocado melhor do que antes"). Quanto às outras actividades julgo que nada de gravoso se passa. Resta o futebol sénior: onde o panorama é ... algo habitual. Um pouco mais cinzento do que em anos transactos, mas não pior do que em alguns deles. Tudo o resto - como dizer que isto é o pior de que há memória, - não é uma democrática divergência de opiniões, é pura demagogia. Pois não tem base em dados factuais, apenas numa ileitura do passado recente. E do real actual. 

Ontem houve uma manifestação contra a direcção. Faz parte. Há notícias que houve agressões a membros da direcção e a uma familiar. As reacções são tétricas, e mostram o tipo de gente com quem se partilha a paixão clubística: a) alguns dizem que como não há imagens, não será verdade. Ou seja, na cabeça de alguns destes meus concidadãos o que não está filmado não é crível. O que significa isto? Que tenho em meu torno abjectos cidadãos que querem tudo filmado. Isto não é exagero meu. É apenas a reacção ao fedor da bronquidão circundante, de "adeptos organizados" e de "adeptos atomizados"; b) outros exclamam que se é a direcção que o afirma então é uma falsidade. Ou seja, desconfia-se não dos "grupos organizados de adeptos" que têm este historial de violência, intra e extra-muros, mas sim de cidadãos normais que, por paixão, se dedicaram à administração do clube (com alguma falta de jeito para tal, penso eu, mas isso é outra coisa).

Há muita gente, e neste blog também, que continua a defender que é necessário "unir" os sportinguistas, quem ataque os "divisionistas", aqueles a quem repugna a co-pertença desta gente. Só me pergunto, que género de comunhão é possível com este tipo de cidadãos? Que objectivos comuns se têm (ganhar a "taça"?)? Que racionalidade comum se tem? Aqueles que pugnam pela necessidade da união com a malta das catacumbas, dos insultos, das agressões, pugnam por terem os mesmos valores, de algo comungarem com essa turba? Alguns dirão que o valor é o "Sporting" mas seria interessante que explicitassem isso, sem debitarem o lema "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória", pois isso é o lema, não são valores. Que comunhão há com esta gente? Gritar ao mesmo tempo quando uma bola entra entre postes? É importante que o explicitem. Um clube é uma associação desportiva, "é-se" de um clube por "associação" voluntária com outros. Que associação tendes com estes holigões, que associação quereis ter com estes holigões, que ideias e práticas comungais com estes holigões? São importantes porque fazem barulho no estádio? "Animam"? Não vedes o resultado, moral, económico, securitário, desportivo, desse "barulho", dessa "animação"?

Finalmente: um blog é um espaço de diálogo. Mas até que ponto é que é aceitável produzir textos, promover o debate entre gente que partilha a paixão do clube, ou a paixão de clubes (temos aí um pequeno núcleo de comentadores benfiquistas, que nos vem cutucar), e ao longo de anos acoitar, e nisso até promover, vozes insanas, adeptas da violência, do desrespeito cívico, da apropriação do património moral e da dissipação do património económico do clube? Qual é a lógica de continuar a aceitar a boçalidade, a agressividade, o insulto, a perfídia caluniosa, e até a ameaça, a aleivosia constante, que alguns continuam a deixar, continuamente, nos comentários deste blog? Democracia não é aceitar isso. Democracia é aceitar que estas gentes, na sua hediondez, têm direito a ter blogs, a neles escreverem. E aí dizerem as baboseiras que os caracterizam, e a pugnarem pelas desideias que os comandam. Ou seja, qual a razão de continuarmos, nós, co-bloguistas, a aceitar este lixo internético neste espaço gratuito, sem agenda interesseira? Porque damos nós palco a isto? Chega.

Terra Queimada (2º Capítulo)

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Ontem em Alvalade, mais uma vez (em 11/09/2020 já me tinha referido ao assunto), a coligação comandada pela claque que assaltou Alcochete e que se viu desprovida das suas fontes de rendimento conseguidas à custa do clube conseguiu transformar um dia e um fim de semana que foi de sucesso em todas frentes - com vitórias nas quatro modalidades de pavilhão e a reconquista do terceiro posto na Liga de Futebol - numa jornada de protesto nas ruas, de desprezo pelo sucesso desportivo do clube e pelos jogadores que o representam no estádio e até duma reportada agressão cobarde a dirigentes e uma filha menor à porta dum elevador.

O caricato é que, camuflados pelo discurso da indignação relativa à incompetência e falta de união provocada pelos dirigentes legitimamente eleitos pelos sócios, aparentemente conseguiram mesmo agredir aquele dirigente que tem o pelouro das tais modalidades que muito ganharam no ano passado e estão a ganhar de novo, que estão no primeiro ou nos primeiros lugares dos respectivos campeonatos e com passagens a fases seguintes nas competições europeias, isso imediatamente a seguir duma vitória retumbante no futsal perante o rival de sempre, o Benfica.

Ficou assim mais uma vez demonstrado que o que os move é apenas e só a guerra para voltarem a tomar conta do Sporting, incapazes de aceitar o julgamento de Alcochete, incapazes de aceitar a perda de regalias, incapazes de aceitar a destituição e expulsão do ex-presidente, incapazes de aceitar a decisão do processo eleitoral, incapazes de aceitar as derrotas em todas as AGs realizadas desde então, incapazes de se mostrarem dignos do Sporting.

Gritam "O Sporting somos nós". O que estão a fazer é tentar destruir o clube, para que das cinzas nasça algum clube controlado por eles, e à custa de todos os outros.

 

O Sporting é dos sócios, não deste presidente, não do outro, não das claques, não desta ou daquela seita. De todos os Sócios, cujas decisões maioritárias têm de ser respeitadas. Ontem mais uma vez, no estádio, a grande maioria dos sócios presentes assobiou e vaiou aqueles que em vez de estarem a apoiar a equipa se entretinham a insultar o presidente. Aqueles que cada vez são menos e cada vez se ouvem menos na curva Sul.

Os candidatos a presidente, aqueles que foram derrotados nas últimas eleições e aqueles que têm ambições a lá chegar, deviam reflectir um pouco e pensar qual é o clube que quererão receber, em termos de governabilidade, urbanidade, tranquilidade para a realização de objectivos e autoridade perante seitas internas e inimigos externos. Ou que Sporting quererão para levar os seus filhos e netos ao estádio e pavilhão e fazer deles novos Sportinguistas. E vir a público condenar vivamente e sem reservas o que se passou. 

Amanhã vamos saber se vamos ter ou não uma AG. A existir (não tenho formação jurídica nem conheço a fundo os estatutos, limito-me a achar que alegada incompetência não é motivo para destituição) será mais uma jornada em que uma minoria ruidosa e arruaceira vai tentar intimidar, insultar, perseguir e agredir quem se atrever a defender a não destituição destes orgãos sociais. Mas a existir temos de lá ir todos, mais uma vez surdos e mudos, mais uma vez para derrotar esta seita.

Falando em arruaceiros, também existem os arruaceiros das redes sociais, os "stalkers", os "bullys", temos também aqui de sofrer com a sua presença, mas não contribuir para lhes dar a importância que não têm e estragarem este espaço de pluralidade e amor Sportinguista.

No meu caso assim farei.

SL

A trampa “estalinista” de ontem…

que voltou a escrever mais uma página negra no nosso clube, não vencerá!

Os tristes acontecimentos que ontem ocorreram, lembraram-me o amor que esta imensa massa adepta, independentemente da inabilidade e incompetência da Direcção e dos grupos terroristas - travestidos de claques - que querem aprisionar o Sporting, continua a ter por este clube.

Shostakovich, Concerto para Piano n.º 2, Segundo Andamento

 

«Em 1957 o colosso da música russa, Dmitri Shostakovich, compôs o seu segundo concerto para piano para comemorar o aniversário do filho. Talvez por causa da pessoa para que foi escrito, revelou-se uma pausa no seu habitual estilo sardónico, abespinhado e opressivo (ouça a sua quinta e maior sinfonia para um exemplo inequívoco do que acabei de dizer). Ao contrário de quase todos os seus contemporâneos, Shostakovich permaneceu toda a sua vida na Rússia, apesar da agitação e da loucura estalinista que forçaram a saída de Prokofiev, Rachmaninov e outros. Shostakivich ficou e lutou através da música, utilizando ocasionalmente as suas composições para retratar paródias musicais de um país depauperado.

Era voluntarioso, político, destemido e revolucionário, tendo proferido as belíssimas palavras: «Um artista criativo trabalha na sua próxima composição porque não está satisfeito com a anterior.»

Este lento andamento, com reminiscências do Concerto do Imperador de Beethoven, surge como uma das mais românticas e belas composições, principalmente se pensarmos nos horrores que estavam a acontecer à sua volta quando a compôs.»

 

In. RHODES, James - Instrumental. 1ª ed. [S.l.] : Alfaguara, 2017. p. 119

O Zé Carlos perdoar-me-ia, certamente

Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

Ali andou mãozinha de reaça.

Deixaram fugir mais oitenta e nove…

Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

Ali andou mãozinha de reaça.

Deixaram fugir mais oitenta e nove…

 

Os pides desceram pela corda alegremente.

Os guardas andavam passeando em Alcoentre.

E a esquerda levou com mais um corno pela frente.

Esta maldade não se faz à gente.

Que merda!

 

As grades foram todas serradas a preceito.

A fuga aproveitou-se do que era imperfeito.

E a esquerda, por causa da vergonha deste feito,

pode apanhar uma bala no peito…

Que merda!

 

Quem foram os que de fora das grades ajudaram?

Quem foram os que dentro das grades os armaram?

A esquerda não esquece tubarões que a torturaram.

Não pode perdoar se a enganaram.

Que merda!

 

Agora, a vigilância é tudo o que nos resta.

Pr’ós pides, a vida na prisão… era uma festa.

E a esquerda tem mais do que razão quando protesta,

pois pode apanhar um tiro na testa…

 

Que merda!

 

Adaptem como quiserem, substituam os protagonistas por quem quiserem. No fim a "esquerda" (o Sporting) perde sempre.

 

Nota: "Fado de Alcoentre" letra de José Carlos Ary dos Santos musicada por Fernando Tordo.

Acreditar na PSP? Ou na direcção do SCP?

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Tendo estado presente ontem na manifestação pela demissão da direcção do Sporting, sem pertencer a qualquer grupo organizado de adeptos, e em abono da verdade, eis o que pude testemunhar:

1. A concentração foi, em todos os momentos, pacífica, apesar do elevado número de presentes (a imprensa de hoje fala em 3.000); pediu-se a demissão, gritou-se "Sporting, Sporting" e terminou com uma volta ao Estádio;

2. A maioria dos presentes não pertenciam a qualquer grupo organizado de adeptos (aliás, quando estes GOAs chegaram ao local, c.16:20, depois de terminado o jogo de futsal, o "grosso" dos manifestantes já lá estava).

Sobre o que se terá passado com elementos da direcção à saída do pavilhão João Rocha, não estranho que houvesse selvagens de algum GOA capazes de o fazer, mas estranho que não houvesse polícia no local. Terá a PSP falhado em assegurar a protecção dos alvos, num dia de tensão em Alvalade?

Fiquei ainda mais na dúvida depois de ouvir um agente da PSP (na RTP): 

"Não chegou a nós pela estrutura do SCP qualquer situação relatada, de incidente" (no pavilhão João Rocha);
"Tudo corrreu dentro da naturalidade... quer com os adeptos visitantes, quer visitados, tudo deccoreu sem incidentes".

A PSP falhou?

E como é que a direcção do SCP não reporta à PSP um incidente desta gravidade?

Sobre o que penso da estratégia que esta direcção tem vindo a seguir em relação às claques, que me pareceu sempre incendiária, reitero o que disse aqui há uns meses:

https://sporting.blogs.sapo.pt/guerra-5195989

Também aqui, este não é o caminho.

E não há só as opções da guerra ou cedência/ condescendência. 

Os sportinguistas não devem ser reféns de medíocres nem de selvagens. A selvajaria de um punhado de gente não pode ser a única razão válida para continuarmos entregues à maior mediocridade de que há memória no Clube.

 

Adenda (18:00) - Vice-presidente e vogal da direção do Sporting apresentam queixa na PSP por agressão https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/vice-presidente-e-vogal-da-direcao-do-sporting-apresentam-queixa-na-psp-por-agressao

O dia em que os manifestantes foram feitos reféns

Emboscar, intimidar, agredir, ameaçar. Em fevereiro de 2020 toda a família leonina está sob ameaça, ainda, ou outra vez.

Frederico Varandas tem razão nesta constatação: mudam os presidentes, os treinadores, os jogadores, mas mantêm-se as caras que protagonizam a tribo violenta, interesseira e mafiosa que tomou conta de uma parte das claques do clube.  É esta, ainda, a face de uma fação de criminosos que atuam cada vez mais em falange de combate que procura tomar de assalto o clube, manietando-o, condicionando-o pela algazarra e violência física como tantas vezes conseguiu no passado.

Hoje fez reféns dos seus atos violentos todos os que se manifestaram pacificamente contra a atual direção bem como outros que até partilharão da deseperança quanto à capacidade da atual direção em dar a volta a um texto escrito com incompetência atroz mas que se recusam a ser confundidos ou manipulados para servir aquilo que não podem admitir e que, apesar de tudo, está num patamar acima da incompetência de gestão: a de autorizar a violência como um meio de atingir algo que deve estar reservado à decisão livre e democrática dos associados.

Frederico Varandas é incompetente e não oferece garantias de levar o clube por bom rumo. É esta a minha opinião neste momento, perante os factos públicos que conheço.

Antecipar o fim do mandato é tentador.

Mas fazê-lo quando isso poderá ser também a vitória de um grupo criminoso que quer manter o clube refém dos seus interesses...

Qual é maior risco?

Ajudar à mudança mas estar com isso a criar um precedente onde, no final do dia, o que se irá reter é que uma direção caiu pela mão de um grupo de agressores que luta por um interesse completamente desalinhado com o que é partilhado pelos valores e interesses do clube?

Ou engolir em seco e cerrar fileiras, apoiando uma direção legitimamente eleita e que tem no seu maior crime ficar muito aquém das expectativas que gerou quando se fez eleger, por manifesta incompetência comunicacional e técnica ao nível da gestão da equipa sénior de futebol? 

As opções de escolha não são propriamente agradáveis!

Se pensarmos bem, mais uma vez, um grupo de descontrolados com uma agenda desalinhada com o genuíno interesse do clube, está a vedar aos sócios, pelo menos a alguns (talvez já a maioria), de encontrarem desde já uma melhor alternativa para o destino do clube.

Pela parte que me toca, não me consigo imaginar, na atual conjuntura, a manter o pedido de demissão desta direção. Não enquanto estes estiverem a ser fisicamente agredidos e intimidados no decurso do exercício das suas funções bem como quando na companhia das suas famílias.

Enquanto este problema não for sanado, enquanto for possível confundir estas práticas com a genuína intenção de mudança respeitando os estatutos do clube, não resta mesmo outra alternativa senão cerrar fileiras em torno da direção e esperar que algum milagre lhes permita cumprir o mandato bem além das expectativas que geraram até aqui.

Imitando o Pedro Correia, uma última nota para dizer:

GOSTEI

Da tarja da Torcida Verde, hoje na curva sul.

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Um dia de domingo em Alvalade, por ordem cronológica

1 – Excelente vitória da nossa equipa de futsal diante do arqui-rival S.L.B., permitindo aos comandados de Nuno Dias assumir o comando do campeonato.

2 – Javardos serão sempre javardos. Imbecis agrediram, insultaram e cuspiram dirigentes e familiares do S.C.P., mais um triste episódio protagonizado pela turba arruaceira. Que fique claro, jamais o clube poderá reabilitar estas claques, pelo menos enquanto forem dirigidas por delinquentes cadastrados. Não pode haver cedências ou sequer diálogo com marginais.

3  - O mais antigo gang da curva Sul promoveu uma manifestação de descontentes com a actual direcção, exigindo demissão ou destituição. Ao todo uns 3 mil estiveram presentes. Muitos passaram perto, ignorando-os. No interior do estádio, mal entoaram os cânticos foram apupados, assobiados. Hoje felizmente nem sequer apresentaram o já habitual show de piro-javardice. Estou plenamente convencido que na hipótese de ser agendada a AG destituitiva, irão sair derrotados. No fundo servem como idiotas úteis a F. Varandas, porque boa parte dos sócios, entre os actuais órgãos sociais e qualquer possibilidade de regressar ao passado de má memória, nem hesita. Prefere o presente à ordinarice reles que aturámos tempo demais.

4 – Apesar dos equívocos tácticos de J. Silas, dando uma parte de avanço ao adversário, o Sporting C.P. conquistou 3 pontos diante do Portimonense e regressou ao 3º lugar no campeonato. Vitória sofrida, mas merecida e necessária, para tranquilizar o plantel.

A "escola" de Alcochete

Uma claque que tem como missão apoiar o clube insulta, agride, cospe, esmurra, pontapeia. À rédea solta, em obediência ao presidiário que a lidera.

Essa claque já não poupa sequer menores indefesas, como hoje sucedeu com a filha adolescente de Miguel Afonso, vogal do Conselho Directivo com o pelouro das modalidades. O que revela bem a cobardia destes energúmenos, incapazes de conter os instintos predadores perante uma miúda de 16 anos.

É a "escola" de Alcochete. A mesma que foi responsável pela página mais negra da história do Sporting ao invadir e destruir o nosso centro de estágio e formação. Com efeitos reputacionais para o clube que demorarão anos a dissipar-se.

Haverá adeptos que apoiam e até aplaudem isto. Tenham paciência, mas eu estou na margem oposta.

Disse Paulo Bento

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Disse Paulo Bento no programa 'Mais Futebol', da TVI24:

"Aquilo que fica à distância é que o Sporting é um clube desunido, partido, que está permanentemente numa guerra. Durante muitos anos, até antes de eu ser treinador, e depois também, era um sítio onde os treinadores aguentavam muito pouco; agora parece que é um sítio onde os presidentes aguentam muito pouco também. Isso é traumático (...) Se fico surpreendido [Ataque à Academia]? Não me surpreende. Apesar de achar que aquilo que sucedeu na Academia foi o momento mais negro da história do Sporting. Foi algo que veio em crescendo. Não queria ter razão, mas creio que em novembro de 2009, após a minha saída do Sporting, disse algo parecido com isto: enquanto não se pensar que 60 mil são mais importantes do que 6 mil, ou enquanto deixarem que 6 mil sejam mais importantes do que 60 mil, o Sporting vai ter problemas. E a verdade é que os teve. Deixou que uma minoria ruidosa pusesse o nome do Sporting na lama. Acho que isso é deplorável e triste. Não nasci sportinguista, mas tenho um carinho muito grande por aquela instituição e custa-me ver o Sporting no estado em que está. (....)  Vivi momentos extremamente desagradáveis, não a este nível porque não calhou. Mas tive de meter as minhas filhas dentro do carro na garagem do Sporting para não verem certos episódios. Tive de ser escoltado até minha casa para não haver qualquer tipo de consequência; tivemos de estar com as famílias fechadas num balneário ao lado do balneário equipa da casa, para que estivessem um bocadinho mais tranquilas. Tive a seguir à famosa eliminatória, pela negativa, dos 12-1 uma espera na Academia onde parei para falar com as pessoas.... Estas são situações são como bola neve, crescem... (...) Quando se permite que haja poder no clube para destituir treinadores e fazer determinadas manifestações, isto está invertido. Não sou contra as claques, mas elas não podem ter direitos e não cumprirem os seus deveres. Estive num país [Grécia] onde os adeptos do clube visitante não podem ir ao estádio, acho que estamos a caminhar para isso. Já tivemos pedras a voar nas autoestradas quando as camionetas vão para cima ou para baixo, estamos a fechar os olhos até que aconteça mais alguma tragédia. O que estamos a fazer é tirar as famílias do futebol, a impedir que possam ir as crianças e a senhora e não apenas o homem. Estamos a subverter tudo isto, em vez de irmos para uma festa, parece que estamos a ir para um sítio de terror. Alguém tem de meter mão nisto", finalizou.

Não é preciso dizer mais nada, e eu não diria melhor.

Parabéns Paulo Bento.

SL

Refundação

Texto de Sol Carvalho

Tudo indica que o caminho mais digno seria a iniciativa, pela Mesa, de uma Assembleia Geral para identificar se o clube (dono da SAD) está ou não de acordo com a actual gestão.

Imagino algo fortemente concorrido e com inúmeras tentativas de desvio, mas não se vislumbra outra opção que:

1) Corte em definitivo com a incompetência geral demonstrada pela SAD em muitas das frentes, especialmente o futebol;

2) Crie uma ruptura com a actual guerra interna do clube abrindo espaço para um programa de mais união dos sócios;

3) Mobilize os sócios para objectivos claros internos e "externos";

4) Faça desde já a preparação da proxima época (formação, juventude, equipa, treinador, etc...);

5) Monte uma estrutura com mais experiência e capacidade.

É uma refundação? É, sim senhor.

Há outro caminho alternativo sério? Venham de lá as ideias...


PS: As claques são necessárias? Sim. Mas quando, além de serem críticas do actual estado interno, também o sejam do actual estado "externo". Não me venham com a ideia de que todos os amarelos foram bem mostrados nem que Jorge Sousa fez um bom trabalho em Braga. Porque a melhor "esperteza" desse senhor foi a dualidade de critérios: falta inexistente contra Sporar numa ocasião de golo, Galeno, pisadas...etc. O estranho não é ver uma faixa contra Varandas, é não ver nenhuma contra este estado de coisas... Não acredito em bruxas, pero que las hay...

Sim, continuam.

É a minha resposta à pergunta colocada pela “Juventude Leonina 1976 - JUVE LEO”: «Continuamos a ser nós, que vamos a todo o lado, o problema?», colocada no seu último comunicado.

Não só, mas também, respondo eu.

 

Gostávamos de ver uma Juventude Leonina no genuíno apoio às equipas das várias modalidades do clube, tal como o fez no passado. Temos saudades disso. Gostávamos que os nossos atletas, os nossos futebolistas, olhassem para vocês e dissessem, com orgulho, aquilo que outros disseram no passado: Temos a melhor claque da Europa

Esta Juventude Leonina não o é assim. Tem uma agenda e "nas assembleias-gerais ameaçam as pessoas e fizeram isso com o Acuña e a sua mulher. Há pessoas que têm medo da JuveLeo" (…).», disse Fraguitonossa antiga glória.

Esta Juventude Leonina está relacionada com a página mais negra da história do clube. E disso os sócios, os adeptos, jamais se esquecem.

 

O Sporting não precisa de vós!

Que diferença

 

Por cá, as "claques" ameaçavam, insultavam, agrediam.

Por cá, as "claques" chamavam "rato", "traidor" e ainda pior àquele que foi o melhor jogador do campeonato e o médio mais goleador de sempre na Europa. Como se não quisessem ver um craque com tanta categoria a jogar no clube.

Lá, é assim: recebido com todo o carinho, com toda a euforia e com um cântico só para ele. Chamam-lhe «o magnífico português». E ele, naturalmente, retribui: foi o melhor em campo logo na estreia.

Desejo-te toda a sorte do mundo, Bruno Fernandes.

Cansaço

Uma equipa do Sporting cansada mental e fisicamente sofreu muito para levar de vencida um Marítimo que muito lutou e pouco jogou e um árbitro que deixou bem vincado que estava ali para ser mais uma dificuldade. Nas bancadas notou-se a falta de muita gente, também ela cansada com este estado de coisas.

Foi uma noite de sofrimento também pelos dois golos anulados e o remate à trave, que só terminou quando o herói improvável, Borja, dum ângulo difícil, a meteu lá dentro. E assim as claques em guerra (desta vez a Torcida Verde fez um número ridículo para justificar a sua cobardia e demissão no apoio à equipa) já se puderam concentrar nos insultos ao presidente do Sporting à vontade, deixando os "palhaços que jogam à bola" em paz e sossego.

O Sporting até começou bem, com vontade de resolver as coisas depressa e criando situações sucessivas de potencial perigo, goradas por um último passe, cruzamento ou remate mal feitos, mas a lesão estúpida do LP29 (volta depressa, és o segundo marcador da equipa e precisamos de ti) desconcentrou a equipa que pouco a pouco foi deixando o Marítimo recuperar, sentir-se confortável no jogo e criar um par de oportunidades.

Sporar entrou sem ritmo competitivo mas com pormenores de ponta de lança, e as substituições desta vez resultaram, Plata e Jovane trouxeram coisas novas à equipa, Jovane acabou por fazer a assistência para golo.  Bruno Fernandes, mesmo com o vai-não-vai-fica-não-fica, foi mais uma vez o melhor em campo com uma grande remate à trave, Acuña e Mathieu fizeram muita falta (que se passa, Neto, são apenas nervos ?), Wendel e Doumbia correram muito e jogaram pouco, e tudo somado foi mais uma exibição que deixou muito a desejar.

Mas o que importa são os três pontos. Famalicão e Guimarães perderam em casa, o Braga tem uma deslocação complicada onde pode perder pontos, vamos chegar a Braga no terceiro lugar e pelo menos com dois pontos de vantagem esperando um desfecho bem diferente no terreno de jogo. Não há sorte que sempre dure.

Que Silas veja e reveja o jogo da Taça da Liga, e que faça tudo diferente também. E que o Bruno... fique!

SL

Ultra-javardice...

 

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Lamentável, mas pouco surpreendente, a cada jogo a javardice instalada na bancada Sul mostra a sua verdadeira face. Não consegui perceber a razão porque hoje a PSP não evacuou o local, retirando à força se necessário, o gang que prejudicou o espectáculo. Sugiro à direcção da Sporting SAD que pondere encerrar a bancada A superior Sul em próximos jogos e coloque noutras áreas do estádio os detentores de gamebox. Para grandes males, grandes remédios. De futebol falarei noutro post, não vou misturar o Sporting com imbecis. 

 

P.S. -  Não publicarei insultos nem comentários que pretendam enviar recados a terceiros. Como é hábito nos meus posts, a crítica é bem vinda, a divergência é respeitada. Escusam de tentar usar os meus posts para guerras que não me dizem respeito. Saudações leoninas.

O inimigo dentro de casa

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Imagens do estádio José Alvalade, esta noite, no início da segunda parte do Sporting-Benfica. Na curva sul, local cada vez mais mal frequentado, assim que soou o apito para o recomeço da partida começaram a voar petardos, tochas e potes de fumo sobre o relvado, caindo junto à baliza à guarda de Luís Maximiano.

 

Parecia a reedição do ataque contra Rui Patrício, em Maio de 2018 - por coincidência ou talvez não, também num Benfica-Sporting. Houve incêndios nas bancadas e no relvado, o estádio cobriu-se de densos fumos tóxicos e o árbitro viu-se forçado a suspender a partida durante quase seis minutos. Quando as duas equipas estavam empatadas a zero. No extremo oposto, os adeptos benfiquistas gozavam o prato, como se estivessem de visita à aldeia dos macacos. Naquele momento ficou bem evidente que não precisamos de inimigos externos: o maior inimigo está dentro de casa.

Os jogadores do Sporting, ao verem que os supostos adeptos os brindavam novamente daquela forma incendiária durante o confronto com os nossos mais velhos rivais, não esconderam o seu desalento, bem patente na linguagem corporal durante o interminável interregno, enquanto se combatiam as chamas e se procurava dissipar parte do fumo. Eles sabem, melhor do que qualquer de nós: estes actos criminosos que ameaçam a tranquilidade e a segurança de milhares de cidadãos civilizados que pagam bilhete para verem um espectáculo desportivo derivam do mesmo caldo de cultura que originou o ataque à Academia de Alcochete. Onde o ovo da serpente foi chocado.

 

De alguma forma, o jogo terminou naquele momento. Muitas pessoas - várias com filhos menores - abandonaram prematuramente o estádio, onde o Sporting acabaria por sair derrotado (0-2). Mas desta vez a derrota em campo, perante o sucedido nas bancadas, é o que menos interessa. O que importa sublinhar é este deplorável facto: há um grupo ultra-minoritário ligado a uma claque entretanto extinta que insiste em transformar cada partida de futebol do nosso clube num cenário de guerra. Para esta escumalha, que aposta literalmente na política de terra queimada, quanto pior melhor.

Não estamos já só perante um problema do Sporting: este é um problema do desporto português e da sociedade portuguesa ao qual o Governo, a Federação de Futebol e a Liga de Clubes não podem continuar a fechar os olhos, assobiando para o ar. A menos que estejam à espera que um dia destes ocorra uma tragédia num estádio para desatarem todos a chorar lágrimas de crocodilo.

Não me venham com as claques!

Não são as claques que escolhem os jogadores.

Não são as claques que os compram.

Não são as claques que contraram os treinadores.

Não são as claques que escalam quem vai a jogo.

Não são as claques quem determina a táctica.

Não são as claques que encomendam arbitragens "inteligentes".

Não são as claques que têm falta de qualidade, empenho e raça.

Apesar de as claques serem uma bela e valente merda!

E hoje mais uma vez fizeram merda (não terão gostado do testemunho do Max, digo eu...).

Mas foram as claques que perderam o jogo?

Foram as claques?

Não, não foram!

Quem perdeu o jogo foi a falta de qualidade de quase todos os que estavam lá dentro, desde Ilori  ao "ponta de lança" que tem um cu que pesa uma tonelada. E o Wendel, que é exímio no "para trás e para o lado", tão característico do nosso futebol, há anos... e do Ristovsky, que não sabe parar uma bola em condições e do Doumbia que parece que tem molas quando tem a bola nos pés e invariavelmente a perde e do Bolasie que em quarenta oportunidades de golo não marca uma. E quando assim é, não colhe o "número" das claques. Ainda que as claques sejam efectivamente uma valente merda. E que eu me envergonhe de ter umas claques de merda no meu clube e de se ter que entregar os cabecilhas daquilo às autoridades e impedi-los de entrar em recintos desportivos, sob pena de nunca mais termos paz em Alvalade.

O assunto claques é um caso de polícia (que aliás não entendo como não actuou naquela bancada como actuou nas outras), sendo um problema que tem que ser resolvido, mas não é, longe disso, o maior problema do Sporting.

Temos ainda que ir ao Dragão, à Luz, a Braga e a... Famalicão.

Ou se resolve o grave problema que afecta o Sporting, ou nem à Liga Europa vamos.

O nome da doença? Tem nome de médico: Frederico Varandas!

E só há um remédio para ela. Tenhamos coragem para aplicar o tratamento!

 

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