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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Em Turim para vencer

Aproxima-se a passos largos um dos jogos mais importantes da época para o Sporting, uma oportunidade de ouro de afirmar ao mundo a qualidade do nosso técnico e dos nossos jogadores e de mostrar a pujança do nosso clube. 

Não jogaremos contra uma equipa qualquer: a Juventus é só a finalista vencida da última edição da Champions, tem no seu plantel um "monstro sagrado", campeão do mundo, como o guarda-redes Gianluigi Buffon, centrais experientes (todos acima dos 30 anos) como Chiellini, Benatia ou Barzagli, laterais da classe de um Lichsteiner ou Alex Sandro, um meio-campo com várias opções que vão de Pjanic a Cuadrado, passando por Khedira, Matuidi (ex-PSG) ou Sturaro, e um ataque onde pontificam Higuain, Douglas Costa (contratado ao Bayern), Mandzukic, Bernardeschi (jovem promessa proveniente da Fiorentina) e a estrela Dybala.

Primeira boa noticia: Só podem jogar 11 de cada vez. Segunda boa noticia: 8 dos jogadores supracitados têm mais de 30 anos, com predominância na defesa onde apenas o brasileiro Alex Sandro (26 anos) está abaixo dessa idade.

Para ganharmos em Turim temos de conseguir conciliar duas coisas: muita posse de bola, com ela desgastando os trintões italianos, e máxima eficácia na hora do remate (não podemos repetir os baixos índices de concretização registados no Pireu).

Eu acredito!!!

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História

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O Futbol Club Barcelona foi fundado em 1899 por um grupo de suíços, ingleses e catalães liderados por Joan Gamper. Seis anos antes tinha nascido o Fussball Club Basel, do qual Gamper foi futebolista e capitão. Quando chegou a altura de criar um clube na Catalunha, Gamper escolheu para o Barcelona as cores do seu anterior clube. 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - BATman e SuperMAT

O "poeta" romeno Ovídio (Hategan), apitou com metamorfoses, sensível ao mito de "més que un club", lema do clube catalão. 

Com uma profusão de cartolinas amarelas distribuidas apenas à equipa leonina (6 até aos 58 minutos), O(v)ídio condicionou a possibilidade de o futebol do Sporting vingar, na medida em que, quebrando ramos importantes, retirou vigor à árvore germinada por Jorge Jesus.

Perdemos, é certo, mas em Alvalade apareceu um vigilante (a Messi), um agressivo e intenso argentino com ritmo de tango que num compasso binário, sempre acima e abaixo no relvado, criou a ilusão de que tudo ainda era possível, sempre sem cometer faltas (à atenção da cartilha), de forma a não se sujeitar ao apertado (para nós) critério do médico (é verdade!!!) romeno, evitando que este lhe "tratasse da saúde" . Chamam-lhe Batman, mas a sua verdadeira identidade é Battaglia. Rodrigo Battaglia. A seu lado não estava Robin, mas sim Supermat, ou melhor Mathieu, Jeremy Mathieu, um gaulês também habituado às danças de salão - não tivessem elas sido criadas na corte do rei Luis XIV, em França - que nas ausências de Battaglia soube dançar a par com Messi. Os nossos super-heróis dinamitaram o passe-repasse do Barça, o célebre tiki-taka, com uns últimos 15 minutos de vertigem que quase conduziram a equipa à igualdade. 

E foi quase, porque o nosso homem-golo da época passada, o holandês Bas Dost, é agora um homem dado às causas humanitárias: assiste aqui, assiste acoli, e acaba por não concluir a missão para a qual foi contratado. Espera-se que não acabe no "crescente" Vermelho. Lagarto, lagarto!!!

Além destes, aqui e ali emergiu o talento de Bruno Fernandes. Que grande jogador! E Ruuuuuuuui, Rui Patricio, que manteve inviolável a sua baliza às investidas culés, apenas traído por um desvio infeliz e imerecido de um companheiro, no caso Sebastián Coates.

 

Os nossos jogadores:

 

Rui Patricio - E quando todos falham, eis que aparece Rui Patricio. Foi assim já na parte final do jogo quando Paulinho lhe apareceu isolado pela frente e Rui o convidou a "arrumar as botas", característica que não espanta num Paulinho e que, aliás, é sobejamente conhecida, apreciada e estimada no nosso balneário e pelos adeptos.

Nota: Sol

 

Piccini - Os quadrinhos da Marvel são muitas vezes "dark" e preenchidos com motivos dramáticos. O italiano é o relâmpago que ilumina a noite escura e incrementa a tensão e o suspense. De facto, por vezes, tem lampejos de grande jogador. Ontem à noite, durante a primeira parte, teve mais um desses momentos quando irrompeu pela direita e, à falta de oposição à altura, flectiu para o centro e fez saír do seu pé esquerdo um trovão sob a forma de um remate que assustou Ter Stegen.

Nota: Sol

 

Coates - Ao melhor estilo de um outro sul-americano, Anderson Polga, teve a infelicidade de ser a carambola final de uma brilhante tacada bilharistica (versão snooker) que envolveu dois outros jogadores até atingir a rede. Mais tarde, iniciou um conjunto de fintas à saída da sua área que acabariam por isolar um jogador catalão, felizmente sem consequências. No restante tempo, assistiu com deleite à exibição do seu colega do centro de defesa e resolveu bem o (pouco) que sobrou.

Nota:

 

Mathieu - Um tirano, na maneira como "tirou o pão da boca" do franzino Messi. Não se faz! A verdade é que o francês tem aquela qualidade extra(sensorial) que lhe permite adivinhar o momento ideal para o "tackle", o timing certo de entrada na bola. Além disso, é um metrólogo, um cientista da medida do comprimento ou não tivesse  o sistema internacional de medidas sido criado em França, na época da Revolução Francesa. Ele bem avisou antes do jogo: dar 1 metro a Messi. E não lhe concedeu nem mais um centímetro.

Nota: Si

 

Fábio Coentrão - Começou nervoso, desperdiçando com uma ingenuidade juvenil algumas jogadas promissoras de ataque do Sporting. Assim continuaria pelo tempo fora, exceptuando o minuto que perdeu, com o jogo a decorrer, a apertar os atacadores, missão que cumpriria com uma calma olí­mpica e, lá está, mais uma vez com a eficiência de uma criança de 2 anos de idade. Salvou a sua prestação com um corte providencial a evitar um golo certo. Pareceu aliviado quando o árbitro o avisou de que para a próxima iria para a rua. Jesus antecipou-se e fez-lhe a vontade e ficámos a jogar com 10, melhor, com 9 porque simultaneamente saiu Acuña (outro amarelado). Entraram 2 placebos, figurantes de uma peça encenada para outros actores, que pelo menos criaram a ilusão no adversário de que a equipa estava completa em campo.

Nota:

 

William - Como sempre, muito agradável à vista, pormenores de grande técnica, mas roubar bolas aos catalães, "bola". Pareceu jogar ligeiramente adiantado em relação a Battaglia, ao estilo de Adrien, mas sem a intensidade do ex-capitão. Este, aliás, foi sempre o problema do jogo do Sporting: equipa bloqueada pelo medo, pelo mito culé, a jogar mais na expectativa, com pouca iniciativa. Na parte final do desafio ou trocou de posição com o argentino, ou este, dotado de uma mudança a mais na caixa de velocidades em relação aos restantes companheiros, o ultrapassou vertiginosamente nos movimentos atacantes. Ainda assim, apareceria a receber uma assistência de Bas Dost (quem mais...), concluida com um "drop" ao melhor estilo do rugby do País de Gales.

Nota:

 

Battaglia - A quem estava à espera de ver a Ópera de Barcelona, Battaglia respondeu com solos de Bombo Leguero, instrumento de percussão argentino de longo alcance (até 5 km) - produzido a partir de um tronco de árvore oco, a tal que o O(v)í­dio corroeu - que certamente foi ouvido do outro lado da 2ª Circular (pelo menos umas 5 vezes). A sua segunda parte tornou o jogo culé mais confuso e desordenado. A mess(i), como diriam os britânicos. É a alma, o coração e o pulmão da equipa, o que nunca se rende, nem se ajoelha, esta última talvez a única razão plausível para Jesus não o ter posto de início no sábado, no jogo disputado numa vila de cónegos.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - A variar flanco, a rematar de primeira, a rendilhar e pôr filigrana no jogo leonino, Bruno mostrou que esta é a sua casa. Refiro-me não só a Alvalade, mas também à Champions, pois claro. Um jogador de eleição! Parece muito fatigado, a viver mais da garra e da genica do que do pulmão. Pode ser que Battaglia lhe possa emprestar um dos vários que tem a mais...

Nota: Sol

 

Gelson - A sua velocidade de execução peca por ser maior do que a velocidade do seu pensamento. Isso gera alguma anarquia nos seus movimentos, por vezes precipitados, erráticos e inconsequentes. Mas, quando tudo se equilibra, vemos o melhor de Gelson: o desequilibrio, a esquiva, o estilo enganador, tudo qualidades que deixam dúvidas nos adversários. Está longe do seu melhor - ainda que a sua condição actual esteja anos luz acima da de qualquer pretendente ao lugar -, aparentando muito nervosismo, com menos poder de finta, pelo que se recomenda que passe a entrar em campo com dois Lexotan no "bucho", panaceia que certamente lhe retirará tanta sofreguidão.

Nota:

 

Doumbia - Durante a primeira parte foi a carraça nas pernas dos competentes defesas catalães, sempre seguros a passar a bola à saída da sua área. Aos 40 minutos, confundiu Umtiti com dois Titi e acertou num deles. Recebeu um amarelo. De seguida, sugestionado pela saga dos companheiros super-heróis, ensaiou um vôo que terminaria numa saída pela porta pequena, de maca, que isto de heroísmos não é para quem quer, é para quem pode.

Nota:

 

Acuña - Não se percebe, mas a existência de Coentrão talvez o explique, porque teve tão pouca bola na primeira parte, visto que quando a teve mostrou ser o único lá da frente a conseguir segurá-la e tirar centros. O Muro impôs a sua robustez física e bateu-se de igual para igual com qualquer defesa catalão. Saiu exausto, desgastado por muitas desmarcações vãs, pois a bola raramente lhe chegava.

Nota: Sol

 

Bas Dost - Perante tanta bondade, beneficiência, humanidade, magnanimidade, compaixão e altruísmo da sua parte, assiste-me dizer que ou começa a "dostar" ou vai provar da malvadez, ruindade, maldade, malevolência, maledicência e egoí­smo das bancadas de Alvalade. Anda uma pessoa a criar um verbo para isto...

Nota: Mi

 

Jonathan Silva - Jesus decidiu simultaneamente trocar todo o flanco esquerdo e a coisa não teve o efeito desejado: ofensivamente, nada a registar; defensivamente, deixou buracos sabiamente compensados pela destreza da dupla Bat&Mat.

Nota: Mi

 

Bruno César - Ao brasileiro aplica-se o mesmo que foi dito acima em relação a Jonathan, exceptuando ter dado a sensação de já ter entrado cansado e, por isso, ter passado mais tempo deitado na relva. Numa dessas "investidas" para o chão ainda ganhou um livre nas imediações da área, o que constituiu a última réstia de esperança dos adeptos leoninos.

Nota: Mi

 

Tenor "Tudo ao molho..." (melhor em campo): Rodrigo Battaglia, a.k.a, Batman.

 

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Prognósticos só antes do jogo

O problema de jogar com o Barcelona não é só poderio do adversário, ainda para mais em óbvia recuperação após o relativo ocaso no final do consulado de Luiz Enrique. O novo técnico Valverde está na senda do sucesso, reabilitou tacticamente a equipa, incrementou (ao que se diz) os mecanismos de pressão, soltou (ainda mais) Messi, e flanou sobre a cisão Neymar. E tenho para mim que este, até pelo seu narcisismo parisiense, em breve será apenas uma memória sarcástica no Estádio Nou. Certo que Xavi será sempre uma saudade e Iniesta para lá caminha, ainda que tenha muito para dar. Aos colegas, e a todos os que amam futebol (eu sou daqueles que diz Iniesta Regla [será assim que se escreve?]). Mas a equipa Barça monumentaliza-se de novo. 

O problema crucial está no Sporting. O técnico Jesus falha nas competições europeias, não tem fineza táctica para estes embates. Para ele Vilar Formoso ainda é fronteira, o que talvez lhe seja questão geracional ou até défice cultural. E, apesar da massa financeira que sempre despende, aposta em jogadores insuficientes para a grandeza do clube, ainda que possam ter alguns méritos, e neles insiste desmesuradamente. Nisso desprezando a formação do clube, muito devido à sua fixação no mercado futebolístico sul-americano, sempre uma lotaria na adaptação dos jogadores ao difícil futebol europeu. Exemplos disso são a contratação absurda de Battaglia, pelo qual se pagou uma fortuna, em dinheiro, passe de Esgaio e empréstimo de Jefferson, um jogador que o próprio Braga emprestara épocas a fio a clubes secundários. Ou a vinda de Acuña, um nítido Gaitan de segunda ou terceira ordem. Ou mesmo de Coates, um central pesado e pouco esclarecido. Acumulando a tudo isso está a sua fixação em profissionais em final de carreira, andarilhos, em estados físicos depauperados e com pouca disponibilidade para se integrarem com afinco nos objectivos do clube e na sua mentalidade, na nossa mística. Será preciso recordar os paradigmáticos casos de Fábio Coentrão, um nítido fetiche de Jorge Jesus, uma espécie de sua birra, ou Doumbia, um avançado possante mas pouco dotado, já para nem falar do veteraníssimo Mathieu, aqui chegado quase tão velho como José Fonte, Pepe ou até Bruno Alves?

É com todo este défice de preparação do plantel, que ecoa também as fragilidades da organização da secção de futebol sénior e, em boa verdade, de todo o clube, que o Sporting vai enfrentar o colosso Barcelona, este apressado na senda da recuperação do cume europeu. 

Por tudo isto o meu prognóstico para o jogo de hoje em Alvalade é: Sporting 3 - Barcelona 2. 

(Se falhar pago uma bela garrafa, daquelas mesmo belas, de vinho tinto num futuro jantar de bloguistas do És a Nossa Fé. Ou duas, caso a bancada esteja tão cheia que a isso convoque).

A maldição da Champions volta a atacar

Já estava a estranhar: ainda não tínhamos ido do oitchenta e otcho ao otcho, com jogos da Champions de permeio. Este ano, aconteceu antes e, vá lá, não perdemos 1-3. Só espero agora não estarmos na 4ª à noite a dizer que "pusemos o Barcelona em sentido" com uma derrota "honrosa" no bucho. Por muito que goste do William, o seu adversário directo na 4ª vai ser o Messi. Os centrais vão ter que parar o Suárez e o Piccini vai ter pela frente o Iniesta. Vai ser preciso lidar com estes gajos e ainda sobrarem forças para o Porto no domingo. In Jesus we (have to) trust.

Trabalho específico

Rui Patrício não teve uma boa exibição em Atenas.

Jogar com os pés nunca foi o seu forte e então quando está inseguro no jogo, cada atraso para o nosso redes é um ai Jesus! Com o capital de experiência acumulado e créditos firmados, já era tempo de o guardião leonino gerir melhor a sua relação com a bola no pé.

Peter Schmeichel volta e meia, nas peladinhas, gostava de treinar noutra posição que não à baliza. Era do modo que ia trabalhando o seu jogo de pés. Não sei se em Alcochete Rui Patrício costuma fazer esse trabalho específico, mas convirá que o faça, porque mesmo que nunca se venha a tornar um primor no jogo com os pés, sempre poderá mitigar esse seu handicap e, consequentemente, os inevitáveis calafrios de cada vez que o jogo não estiver a correr de feição.

Hoje giro eu - E esta, hein?

Aqui há alguns anos atrás, Fernando Pessa apresentou um conjunto de reportagens vintage - escola BBC - onde eram descritas variadíssimas situações bizarras ou insólitas que ocorriam na cidade de Lisboa e que terminava com a frase: "E esta, hein?".

Vem este arrazoado a propósito das previsões  dos "especialistas" do futebol português para o desempenho na Champions, condenando, ao melhor estilo manuel machadês, o Sporting à luta pela qualificação para a Liga Europa e dando favoritismo a Benfica e Porto para seguirem para a segunda fase da prova milionária.

Sabe-se lá por que sortilégio da fortuna, então não é que a realidade lhes pregou uma peça nesta primeira ronda , tendo o "underdog" Sporting vencido (e fora) e os super-híper favoritos Benfica e Porto perdido (em casa)?

Pode ser que isto fique por aqui, mas que deu gozo ver a cara dos gurus da bola depois destes acontecimentos, lá isso deu. Homenageando (e parafraseando) o grande Pessa, é caso para dizer: "E esta, hein?".  

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 Sentido obrigatório para a Segunda Fase da Champions?

 

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Olhe que não, olhe que não...

Reescrever a história

Digam o que quiserem sobre a performance das equipas portuguesas ontem na Champions, mas houve uma equipa que ganhou 3 pontos e 1,5M€, e outra que ganhou...nada. Bem podem tentar reescrever a história...mas a técnica, de tão velha e tão estafada, só traz boa disposição e lembranças de outros tempos.

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Tudo ao molho e Fé em Deus - A esmerada arte de perdoar

Bobby Robson quando treinou o Sporting queixou-se da falta de "killer instinct" da equipa de futebol do clube. Passados 23 anos verificamos que a realidade continua igual: tivemos 9 oportunidades claras de golo, concluidas com 3 golos, 3 bolas nos ferros e 3 perdidas na cara do guarda-redes grego; em contrapartida, o Olympiacos em três meias-oportunidades (no 1º golo, Pardo estava rodeado por 4/5 jogadores leoninos, o segundo golo é caricato, tal a desconcentração de Jonathan e Patricio) marcou 2 golos.  

Assim, uma importante vitória quase fica com sabor a derrota. Triste sina esta a de ficar a ver os jogos agarrado ao desfibrilhador. Não há coração de adepto que resista quando a equipa entra em modo Twilight Zone, subitamente parecendo estar noutra dimensão. 

O próprio Jesus - parabéns pela sobriedade, lucidez e assertividade na entrevista no final do jogo - mostrou genialidade na maneira como preparou cada pormenor do jogo, surpreendendo com os alas invertidos que proporcionaram mais jogo interior, e definindo bem a zona de pressão para roubo de bola e transição rápida, mas depois fartou-se de inventar em substituições ad-hoc (deixando Iuri e Podence na bancada) que quase iam destruindo a obra-prima que, certamente com esmero, dedicação e trabalho, criara, como se os impulsos sombrios de um Mr Hyde ameaçassem devorar o trabalho bem intencionado do cientista Dr Jekyll. Atenção a estes "pormenores". Como bem diz o Filipe Arede Nunes, os nossos jogadores - que também não estão isentos de culpa - não se devem desleixar, nem perder tão flagrantemente a intensidade, apesar de compreender que alguns têm uma acumulação já muito grande de jogos e  viagens em tão curto espaço de tempo.

De qualquer forma, não nos esqueçamos do essencial: foi uma noite de grande futebol (na 1ª parte) e jogadores e treinadores merecem o nosso elogio pela exibição de gala e, principalmente, pela vitória conseguida fora, o mais importante. 

A outra boa noticia da noite é que Ristovski - entrada em campo coincidente com os 2 golos encaixados - está destinado a uma grande carreira. Pelo menos a fazer fé no que ontem escreveu Nuno Pombo, no Record, comparando a fraquissima estreia de Renato Sanches pelo Swansea com os maus inícios de Zlatan Ibrahimovic, pelo AC Milan e Messi (!), pela selecção argentina. Já sobre a estreia do Zé das Nicas, protofenómeno da Praia do Vau, nem uma linha. Não se compreende...Convenhamos que é obra, tal o rebuscado da coisa, mas já agora aproveito o balanço para animar o macedónio, enquanto não encontro pormenores escabrosos da carreira de Garrincha, Pelé ou Di Stefano. SL

Que camadão de nervos

Eram decorridos 85 minutos do jogo de hoje e o meu mano, em casa de quem vi o jogo e jantei um belo bacalhau com broa, disse "desta vez não sofremos". Respondi-lhe que não deitasse ainda os foguetes.

Meu dito, meu feito! De um resultado de sonho (que poderia ter sido "do outro Mundo"), passámos em dois minutos a ter o credo na boca, como em tantas vezes tem acontecido.

A verdade é que se alguém me tentasse vender um resultado de 2-3 antes do jogo começar, eu comprava sem discutir preço, mas após aquela primeira parte estupenda e os três golos marcados sem resposta, fica um sabor amargo com o desequilíbrio mental dos últimos minutos que me fez vir à memória Madrid e as consequências nefastas que daí advieram.

Enfim, uma reprise com fita muito gasta, mas que continua a rodar ano após ano, como uma (má) sina.

No entanto, como eu comprava este resultado antes do jogo começar, apesar do camadão de nervos por que me fizeram passar, estou imensamente satisfeito. P'ra já porque estamos em primeiro do grupo, fazendo companhia ao Barcelona e porque a ansiedade associada a este primeiro jogo numa luta a dois, passou e pode dar-nos embalagem para encarar os jogos contra os "galifões" de igual para igual e, quem sabe, ao contrário do que alguns previam e outros desejavam, fazer uma gracinha num grupo muito complicado. Como disse num post lá atrás, não há vitórias ou derrotas antecipadas e o futebol é uma caixinha de surpresas.

Por fim, nota positiva para os marcadores, nota negativa para Jonathan Silva (e um bocadinho também para Patrício) e nota assim-assim para Jorge Jesus, que esteve bem na antecipação ao jogo, montando muito bem a equipa e mais uma vez esteve péssimo nas substituições.

Já cá cantam três pontos e 1,5 milhões. Há quem, aqui ao lado, contasse com eles e nickles!

Carcela ganhaaaaaaaaaaaaa!

Carcela (um ex-jogador do Benfica) joga em casa (em Atenas) pelo campeão grego (pote três) o desafiante do pote quatro, nem é necessário referir o nome, vence fora (na altura em que escrevo) por 0-3.

O comentador da RTP 1, HD, tem um espasmo, uma gritaria, um momento de felicidade e quase se engasga ao comunicar que Carcela ganhou um lance (minuto 58).

(esse lance não deu em nada... mas diz muito)

 

Hoje giro eu - A "ditadura das vitórias" contra a democracia ateniense

Tic-tac para o início do jogo mais importante do ano para o Sporting: o próximo (tem de ser assim até ao fim).

O palco será o estádio Karaiskakis (homenagem ao herói da Guerra da Independência travada pela Grécia contra o Império Otomano), situado no Pireu, Atenas. O adversário, o Olympiacos, o maior clube grego.

Com o início da Champions, vem aí uma excelente oportunidade de afirmação do Sporting. É muito importante começarmos a ganhar pelo que os níveis de concentração e ambição têm de ser máximos. 

Na antevisão de um duelo como este, queria chamar aqui a atenção para alguns pontos que, em meu entender, merecem algum preocupação e para outros que, para meu gáudio, são motivo reforçado de confiança no futuro desta equipa. Então, com a Vossa paciência, aqui vão:

 

Pontos Fracos

1. Depois de uns primeiros 4 jogos em que a nossa baliza ficou inviolável, sofremos golos (4) em cada um dos últimos 3 jogos: 1 em contra-ataque, 1 de fora da área, 1 numa rotação sobre o nosso defesa concluida com um remate cruzado na área e 1 numa "bola parada".

2. Quando Battaglia alinhou na posição "6", o Sporting apenas sofreu 1 golo (em contra-ataque). Sofremos 1 golo do Estoril quando Petrovic substituiu Adrien, recuando para "6", subindo Battaglia para "8"; O Feirense marcou-nos 2 golos com Battaglia a defesa direito e não no meio-campo. Será que o que nos agrada aos olhos, não nos enche necessáriamente a barriga? 

3. Desde que Naldo saiu, não temos um central especialmente forte na marcação. Esta lacuna torna-se mais gritante quando William ocupa a posição "6". Ao contrário de Fejsa ou Danilo Pereira, uns "bichos" no roubo de bola, William é um jogador mais cerebral, com excelente controlo, domínio de bola e passe vertical que catapulta a equipa para o ataque. A solução poderia passar por recuar Battaglia e fazer avançar William para "8". Estará isso nos planos de Jesus? Será André Pinto o jogador que nos falta, que impõe presença perante os avançados e permite ao outro central jogar na dobra?

4. Na lateral esquerda, com Fábio Coentrão lesionado, Jonathan parece curto. É um jogador lento para jogar numa ala e tem muitas dificuldades em ir à linha e centrar. Assim, não permite o desdobramento do nosso 4-3-3 (com William, Battaglia e Bruno Fernandes), num 3-5-2 (recuando William, os laterais subindo, o ala do lado da bola metendo para dentro, o ala oposto ao lado da bola juntando-se ao ponta-de-lança).

5. Piccini tem melhorado, mas na sua ausência deverá surgir Ristovski. Espero que Jesus não repita a experiência com Battaglia, não porque o argentino tenha comprometido naquela posição, mas devido a fazer falta no meio-campo. Existem algumas dúvidas sobre a sua qualidade, mas haverá melhor partida para lançar o macedónio do que contra um adversário que tem Alexandre, O Grande, no seu emblema?

6. Plano B (só com 2 médios centro) com Alan Ruiz não funciona.

 

Pontos Fortes:

1. Rui Patricio: o nosso guarda-redes está no ponto ideal de amadurecimento. É um líder no balneário e Jesus parece tê-lo escolhido para comandar as tropas no campo. Se bem que eu prefira um jogador de campo para capitão, Rui é um campeão europeu, tem personalidade e outras características capazes de gerar um mimetismo no resto da equipa.

2. Bruno Fernandes: o maiense entrou em Alvalade como um furacão, devastando as defesas adversárias com um manacial de truques há muito tempo não visto por estes lados. Finta, passe, recepção, contenção e, principalmente, capacidade de remate, forte e enquadrado, temperando bem os dotes de construtor de um Deco ou Rui Costa com a potência balística de um Maniche ou Carlos Manual. O jogador mais influente da equipa. Um jogador raro!

3. Battaglia: o argentino tomou de surpresa as bancadas de Alvalade. Desde Oceano que não havia um jogador tão electrizante e que cobrisse tanto terreno. Acresce que possui boa técnica de drible (não tanto de passe), o que é um "plus" face ao antigo jogador leonino. Vive um momento exuberante do ponto-de-vista físico e aguarda-se com expectativa a forma como se adequará à posição anteriormente ocupada por Adrien , afinal a sua por natureza, onde as suas cavalgadas com bola poderão ser marcantes.

4. Marcus Acuña: excelente contratação, o ex-jogador do Racing defende-ataca os 90 minutos. Um jogador de equipa que tem tudo para ser o Rei das Assistências, tal a sua qualidade de cruzamento. Pressiona o defesa direito adversário na saída de bola, contribuindo para que o Sporting ganhe a bola mais à frente. Alternativa para bater livres.

5. Bas Dost: o "flying dutchman", na terra ou no ar, é uma mais-valia para toda a equipa. Exímio marcador de golos, excelente profissional e um "gentleman", o holandês tem um espírito de equipa indesmentível, em cima do qual Jesus tem condições para criar uma equipa solidária.

6. Iuri, Doumbia e Podence: três jogadores que permitem transformar o Plano A de JJ. Penso que o treinador leonino deve dar mais oportunidades a Iuri, eventualmente testando-o no plano B, últimamente entregue a Alan Ruiz, jogando assim numa posição mais central, podendo trocar de posição com Gelson, o que também permitiria a este executar movimentos interiores que lhe potenciem mais golos. Doumbia poderá ser o Plano C, isto é, 2 pontas-de-lança em paralelo, tendo o marfinense uma outra capacidade de receber de costas e rodopiar sobre os defesas. Podence pode ser alternativa atrás de Dost ou a jogar nas alas, mas vejo-o mais, nesta fase da sua carreira, como um jogador de transições rápidas, ideal para lançar quando estamos na frente do marcador.

7. Gelson: apesar de por vezes parecer querer fazer tudo demasiado depressa, Gelson tem claramente uma velocidade a mais do que todos os outros. Uma nuance táctica, num sistema 4-4-2 - com Iuri, não Alan - poder-lhe-ia trazer maior exposição perante o golo, tornando-o ainda mais participativo (e menos previsível) na manobra ofensiva. Empatado com Dost, é o segundo jogador mais influente da equipa neste arranque de época, com presença em 7 golos da equipa.

8. Dinâmica da equipa: o desdobramento do 4-3-3 no 3-5-2 no Plano A de JJ parece estar a funcionar em pleno. Quando Battaglia, Adrien e Bruno Fernandes jogaram juntos, obtivemos duas "manitas" seguidas. Saiu Adrien, entrou William, não penso que a dinâmica se ressinta.

 

Assim, concluimos que a maior parte das incertezas ou fragilidades são atrás, havendo também alguma indefinição sobre qual será a melhor solução para o 4-4-2 (Podence e Alan não corresponderam totalmente). Num sistema 4-3-3, do meio-campo para a frente e em processo ofensivo não vejo debilidades, pelo contrário, vejo uma equipa com uma dinâmica muito difícil de parar., como o demonstra os 6 vitórias (e 1 empate) em 7 jogos.

 

Tic-tac, está quase na hora, SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING !!!!!

Sem derrotas antes de tempo

O Sporting não parte derrotado para a Liga dos Campeões. Pode ter uma história curta na prova e ter pela frente dois “gigantes” mas não entrará em campo para fazer figura de corpo presente e dar alegrias a adeptos de Barcelona e Juventus. O Sporting, como mostrou no ano passado, sabe jogar futebol, de qualidade e de coragem. E, se no ano passado lhe faltou experiência para aguentar o resultado no Bernabéu, por exemplo, este ano conta com Mathieu, Coentrão ou Doumbia, homens mais experientes na prova. Quero com isto dizer que de certeza que vamos passar aos oitavos? Nada disso. Afirmo apenas que o Sporting entrará com garra e com vontade de honrar a camisola. Em termos realistas, somos favoritos ao terceiro posto. O Olympiacos domina a liga grega mas essa é uma liga mais fraca do que a portuguesa. No mínimo, conto com seis pontos, 3 milhões de euros e bilhete para a Liga Europa. Quanto aos outros quatros jogos, ao contrário do que se vai dizendo e escrevendo, o Sporting não entra derrotada e muito menos entra goleado. Que role a bola. 

Desta semana a Kiev

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Telefona-me agora um amigo meu, grande e velho amigo, do tempo dos bibes azuis do colégio, e desde aí sempre, a dizer-me "vamos ver o Barça!". E eu, ai, ai, "óh pá, não posso pá!, é muito taco, nesta altura não posso", e nisso treme-me a voz, ou a alma, ou ambas, raisparta tudo isto, que vou perder o ao vivo da malta do Bruno a aviar o magno Messi e a sua colecção de cromos. Mas logo ele "deixa-te de merdas, convido eu, vou agora comprar os bilhetes" e eu feliz como um puto logo "assim não posso dizer que não", desavergonhado pois a gente somos manos, não há cá cerimónias entre nós, e rimo-nos. "Mas ouve lá, então combinamos assim", avanço, "tu pagas este e depois ..." mas ele logo me manda calar, que entre nós não há isto do "toma lá, dá cá". Mas eu insisto, "espera, espera-pouco, isto vai-me melhorar, portanto tu pagas agora e eu pagarei os bilhetes de Kiev". E ele ri-se, também feliz, também agora feito puto, e fica combinado: eu e o Joni, se calhar com mais alguns amigos, iremos à final da Xampions, no 26 de Maio próximo, lá em longínqua Kiev. 

 

***

 

A xampions começa esta semana, e para mim o jogo mais importante é mesmo o próximo. Não só porque é o próximo, que é sempre o mais importante. Não só porque o primeiro, que é sempre o mais importante quando há grupos de qualificação. Mas também por causa dos potes do sorteio. Como todos sabemos o malvado Benfica ficou no pote 1, o pote dos campeões nacionais, e ele foi-o, pois ganhou o último campeonato neolítico (a era pré-VAR). E não teve o azar dos Távoras, o grupo não é incontornável, apesar dos lampiões não estarem a jogar grande coisa e terem uma defesa que parece um bocado rançosa se para grandes cometimentos. O horrível Porto, lá por causa dos bons resultados dos últimos anos, não excepcionais mas aceitáveis e, acima de tudo, por ser cliente habitual, ficou no pote 2, e calhou-lhe um pacote um bocado mais difícil mas um bom Porto, não excepcional mas um bom Porto, pode pensar em avançar. E a gente, muito pelos fracotes resultados europeus do último quinquénio que nos atiraram escadaria UEFA abaixo, ficámos num grupo lixado. É assim a xampions. E por isso ganhar esta semana em Atenas seria excelente para aquilo de seguirmos em frente na Europa. Na Liga Europa. 

 

***

 

Eu e o meu amigo Joni, e se calhar com mais alguns amigos, iremos à final da Liga. Da Liga dos Campeões. E vai ser muito bonito (aliás, tanto que decido agora, ao escrever este postal, que levarei a minha filha Carolina) ver a malta do Bruno ganhar ao Real Madrid, de preferência, por causa do prestígio e do "nosso" Ronaldo. Ou ao Manchester United, se o mago Mourinho os puser este ano já capazes de tamanha coisa. E já estou em lágrimas, comovidíssimo, agora mesmo, a ver, aqui mesmo à minha frente, o capitão Rui Patrício a erguer a taça. "A xampions é nossa!".

 

***

 

Esperemos que o jogo desta semana, em Atenas corra bem. A vitória ou, pelo menos, o pontito. A ver se se segue até à Liga Europa.

Sporting, feito de...?

Adaptando o mote da campanha de início de temporada, o teste de mais logo à tarde será importante para percebermos que Sporting poderemos aguardar nos próximos meses, em que a equipa disputará a Champions.

O histórico não é favorável. Nos jogos domésticos pós-partida de Champions, a equipa, regra geral, costuma soçobrar (confirmando a infeliz ideia de que as equipas portuguesas não aguentam jogar várias partidas com intervalo de poucos dias). Ora este ano era bom que, à semelhança do que aconteceu na Roménia, também nesta matéria o borrego fosse morto e bem enterrado.

O Estoril não será um adversário fácil, pelo que será o teste ideal para sabermos de que será feito este Sporting versão 2017/2018, num ano em que todos queremos mesmo muito ser campeões.

Outros testes a tomar nota:

 

27/09: Sporting x Barcelona

01/10: Sporting x Porto

31/10: Sporting x Juventus

05/11: Sporting x Braga

 

Ce sont les meilleures equipes

Quem não se arrepia ao ouvir estas palavrinhas? Quem não se arrepia é como quem não sente, não pode ser filho de boa gente. Nunca percebi o porquê de assobiarem o hino da Champions. Os outros é que tinham fixações com o Platini e a UEFA. Obviamente que não esqueço a noite da Gazprom, mas esta peça é um hino ao futebol. Ela transmite o que é o Futebol!

 

Parece que em três minutos vemos um jogo, as defesas in extremis, os vôos dos guarda-redes, as arrancadas dos laterais, as virtuosidades dos extremos, os duelos a meio-campo, a temporização do maestro da equipa, aquele passo a rasgar, o golaço! e aquela celebração de braços abertos olhando o público, os holofotes e o estádio como se tivesse chegado ao Olimpo! Ouvir esta música é sonhar levantar o troféu, é acreditar que tudo é possível.

Eu fiquei feliz com o sorteio, confesso. 

Comecemos pelo ínicio. O Sporting fez uma grande caminhada para estar aqui. Começou há um ano. Um campeonato duvidoso, com erros que prejudicaram o nosso acesso directo. Houve mudanças na equipa, naquele e neste ano, e fomos ao play-off. A primeira-mão foi dura, um soco nas aspirações de goleada de cada Sportinguista seguido pelo desalento das palavras menos certeiras do treinador, qualificando duas realidades de iguais quando estavam muito distantes uma da outra. A segunda-mão foi diferente, parecia que cada jogador do Sporting, menos o Coates, tinham um headphone nos ouvidos com esta música em repeat. Jogaram, lutaram e marcaram que se farta. Uma mão cheia de golos. Estamos onde merecemos contra tudo e contra todos - não fosse o pasquim "A Bola" tentar vaticinar a nossa morte com negro na capa, e no dia anterior ao play-off, que iríamos ver a Champions na bancada pondo as fotografias da equipa nas mesmas, é um exercício interessante ver a azia destes fol(het)eiros.

 

Saiu-nos o Barcelona, a Juventus e o Olympiacos:

Barcelona - Em reestruturação, mas contam com um dos deuses do Futebol. Continuam com o seu estilo de jogo, sempre em posse, triangulações, sustentados pela genialidade do Messi, Suárez e Iniesta. Sem esquecer os laterais rápidos, a defesa fortíssima com o Piqué, Umtiti ou Mascherano e a visão brilhante do Rakitic e Busquets. De orgulho ferido, todas as equipas se tornam perigosas. E o Barça está disposto a reivindicar o seu estatuto de "melhor equipa de sempre" esta época.

Juventus - Não tenho a certeza, mas julgo que foram eles que reabilitaram o 3-5-2 que hoje vemos inúmeros treinadores a impor às suas equipas. Uma defesa, mesmo sem Bonnuci, que mais parece uma parede de betão armado, tão sólida que causa medo ao olhar - ao estilo de "Porcos, Feios e Maus" starring Chiellini and Barzagli. Depois um meio campo que joga de olhos fechados, completamente coordenados com total percepção dos espaços com estrelas como Pjanic, Khedira, Matuidi, Marchisio. Como se não bastasse uma frente de ataque com Higuain, Cuadrado, Douglas Costa, Mandzukic e o novo "10", Dybala. Não se afigurando fácil, as redes são protegidas por um homem que devia constar nos doze trabalhos do Hércules, Buffon, uma lenda viva das balizas e do Futebol.

Olympiacos - Mais "modesto" que os outros dois, é um clube que em 17 anos, ganhou 16 campeonatos, por isso habituado a jogar a fase de grupo da Champions. Conta com o nosso André Martins! Já foi treinada por Leonardo Jardim, Marco Silva e Paulo Bento. Conta ainda com conhecidos nossos: Sebá (ex-Estoril) e Pardo (ex-S.C.Braga). 

Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal. Em cada jogo quero que os 11 Leões escolhidos dignifiquem o Clube e o Futebol de elite. Orgulhem-nos, Sportinguistas! Queremos jogar a Champions sem grupos acessívei, jogamos com "os mestres, os melhores, as grandes equipas, os campeões"!

Porque somos um deles!

P.S - Avizinha-se uma das melhores Liga dos Campeões dos últimos anos, a julgar pela qualidade das equipas.

 

 

Crónica de uma morte desanunciada

2017-08-24 (2)

Comecei por um título inspirado em Gabriel García Márquez e é por esse caminho que vou.

Há um episódio delicioso na vida de "Gabo", contado por Carlos Fuentes; Dezembro de 1968, dirigem-se os dois, de comboio, de Paris para Praga, onde os espera Kundera: «chegámos de madrugada a Praga, esperava-nos na estação Kundera, que nos levou, a Gabo e a mim, a uma sauna, quando pedimos um duche para tirarmos o calor, Milan conduziu-nos ao rio Ultava e empurrou-nos, nus como minhocas, para a água congelada. Recordo o comentário de Gabo quando saímos roxos do rio: "Por um instante Carlos, julguei que íamos morrer juntos na terra de Kafka"».

O que tem isto a ver com o jogo de ontem?

Tudo.

Por muito que hoje ufanemos, houve um momento, ontem, que nos sentimos como minhocas em água congelada.

Nada. com o Nacional da Madeira.

Nada a ver, ontem, desceu em mim um espírito (uma fé) e comecei a rever um jogo acontecido há dez anos e uns meses na Madeira com o Nacional da Madeira.

Houve um gajo qualquer do Nacional que marcou um golo, vamos para o intervalo a perder.

Penalty a favor do Sporting, Liedson falha.

Nus, minhocas, água congelada.

Qual quê; troca de Carlos, sai Martins, entra Bueno e o improvável goleador aponta quatro golos, Liedson redime-se do penalty falhado e o Sporting vence o Nacional na da Madeira com o mesmo resultado que ontem venceu em Bucareste.

Há pesadelos que se transformam em sonhos.

(à atenção de Barcelona, Juventus e Olimpiakos).

Para terminar, não fui só eu, não fomos só nós, sportinguistas, a recear, o pior, ontem, a Bola, até já nos tinha embrulhado em papel negro, estavam preparados para anunciar a nossa morte, tiveram que a "desanunciar".

 

Hoje foi dia de sorteio

1111logo-steaua-interior.jpg

 

Venha o Steaua.

Parece que a nossa sorte está a mudar.

Primeiro o video-arbitro que faz com que não sejamos prejudicados, depois uma conjugação de resultados inesperada que nos torna cabeça de série no sorteio da Champions, agora um sorteio amigo, ao contrário do que costuma acontecer.

Não sei o que se passa mas estou a gostar e espero que as boas surpresas continuem e que seja um sinal de que as coisas nos vão começar a correr melhor.

Agora é preciso vencer já os 2 primeiros jogos do campeonato e entrar com tudo para cima dos romenos no dia 15.

Venham de lá esses jogos!

 

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