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És a nossa Fé!

A Liga e as multas

A gente sabe que a liga de futebol profissional tem algumas dificuldades financeiras.

A gente também sabe que uma das suas maiores fontes de financiamento são as multas aplicadas, jornada após jornada, aos actores dos jogos que por esta ou aquela razão, infringem os regulamentos. Nada mais justo e legal!

O pior é quando não bate a bota com a perdigota, e os castigos aplicados sobre supostas infracções, afinal não têm razão de existir.

Eu, em jeito de ajuda, dava até uma sugestão: A liga institui uma vaquinha entre todos, jogadores, treinadores, dirigentes, roupeiros, apanha-bolas, bombeiros e maqueiros e mais alguém que por lá apareça, deixa de fazer figuras ridículas e acaba por amealhar o mesmo. Que tal, Pedro, meu querido?

Carrillo descarrilhado

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Depois de ter sido alvo de um processo disciplinar no Sporting, pelos motivos que sabemos, o inefável André Carrillo arrisca-se agora a  ser afastado da selecção do país dele após ter sido apanhado numa noitada, documentada com a foto aqui reproduzida, captada às 5.45 da madrugada de ontem e logo reproduzida nas redes sociais.

Segundo a imprensa peruana, a festarola terá sido muito animada. Mas pode sair cara ao folião, tanto mais que o Peru se estreou a perder contra a Colômbia (de Teo Gutiérrez) na campanha para o apuramento do Mundial de 2018 e é necessária concentração máxima para o desafio contra o Chile, na terça-feira.

Vai de mal a pior este peruano que tem andado a gozar com a massa adepta leonina, que tanta compreensão revelou com ele ao longo destes cinco anos. Mas Carrillo agora não tem dúvidas: a nossa paciência já se esgotou.

chamem-me lá o que quiserem

"A Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD relembra os seguintes factos:

 

1 – O Presidente Bruno de Carvalho foi castigado no dia 24 de Junho de 2014, com suspensão de 45 dias (que teve início dia 1 de Julho de 2014) e multa acessória de 1148 euros por alegada lesão da honra e reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros. Posteriormente o Presidente do Sporting foi absolvido, no dia 29 de Julho de 2014, tendo cumprido 29 dias de suspensão.

2 – No dia 22 de Fevereiro de 2015 realizou-se o jogo entre o Sporting e o Gil Vicente, do qual resultou um castigo para o Presidente Bruno de Carvalho, de suspensão de um mês e uma multa no valor de 765 euros. Em causa estava uma suposta ofensa a um elemento da equipa técnica do Gil Vicente, no decorrer do intervalo do referido jogo, sendo que a realidade dos factos é que o referido funcionário do Gil Vicente havia-se dirigido de forma ofensiva para o Presidente do Sporting e este nunca se dirigiu verbalmente de forma directa e isolada para quem o havia ofendido. Apesar disto, e apesar de as imagens o comprovarem, ainda o elemento do Gil Vicente, José Augusto Ferreira afirmou “que não trocou palavras nenhumas com o Recorrente, que não se apercebeu de nada e nem se lembra de nada”. Apesar de todas estas evidências, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu apenas dar valor à palavra do Delegado da Liga naquele jogo, Tiago Belchior, com o argumento de que a palavra do Delegado é mais credível e relevante.

3 – No dia 26 de Setembro de 2015 realizou-se o jogo Boavista vs Sporting, no qual o Presidente do Sporting foi expulso por supostamente ter ofendido o árbitro Artur Soares Dias. Na sequência da receção do mapa de castigos foi notificada a instauração de um processo disciplinar que irá seguir os seus trâmites legais. Muito embora o Conselho de Disciplina tenha deliberado instaurar o processo disciplinar, foi o Presidente notificado que para além disso se encontra suspenso de forma preventiva provisória pelo período de 20 dias. Isto significa que muito provavelmente haverá um novo período de castigo associado ao actual.

Perante o sucedido, os reiterados enganos e decisões absurdas e perante os factos descritos no relatório do árbitro que ou não são verdadeiros ou estão totalmente descontextualizados dos acontecimentos, vem a Sporting SAD comunicar que o seu Presidente, na qualidade de Presidente do Sporting Clube de Portugal, tomou a decisão de enquanto decorrer esta suspensão e processo, não voltar a nenhum estádio de futebol seja na bancada, tribuna ou em qualquer outra área.

Esta decisão visa a demonstração clara da forte necessidade de alteração imediata de mentalidades e procedimentos do futebol português, obtendo com isso a necessária credibilização, transparência e modernização do mesmo, mais se informando que o Presidente Bruno de Carvalho não se inibirá de dar o seu acompanhamento próximo às equipas de futebol do Sporting Clube de Portugal, bem como, não se coibirá de realizar qualquer acto, seja escrito, seja falado, que deriva do facto de ter sido livremente eleito pelos Associados para Presidente do Sporting Clube de Portugal.

Neste seguimento, o Presidente Bruno de Carvalho nunca se negará à defesa intransigente do Sporting Clube de Portugal, nem de dar as devidas opiniões e explicações sobre todas as temáticas que abranjam o âmbito das suas funções que por direito democrático e legal desempenha no Sporting Clube de Portugal."

 

Dobrado contra singelo que os castigos (do presidente e de Jesus) aparecem antes do derby?

Dois pesos, duas medidas

"O que vocês estão a fazer é uma vergonha". Uma frase tão grave e tão grosseira como esta deu direito à expulsão do treinador leonino do seu posto como técnico no estádio municipal de Coimbra, onde foi forçado a acompanhar a segunda parte do jogo Académica-Sporting da bancada.

Estou plenamente de acordo com esta mão pesada dos árbitros, agora que Jorge Jesus mudou da Luz para Alvalade. Só estranharia a severidade dos senhores do apito se ele tivesse dito algo tão inócuo e gracioso como "ele viu tudo e só não marcou porque não quis".

Os nossos comentadores merecem ser citados

«É possível que o aparecimento da Benfica TV contribua, mais cedo ou mais tarde, para acabar com os castigos baseados em imagens televisivas. Estes são, aliás, um erro antigo: o recurso à TV sempre implicou uma injustiça, porque nem todos os jogos têm transmissão e porque nem todos são transmitidos com recurso aos mesmos meios.»

PRB, neste texto do João Paulo Palha

Eu já nem falo nos castigos que resultarão daqui...

 

Infelizmente, sabemos bem como funciona a justiça desportiva... Eu já só falo mesmo da forma como as duas notícias são dadas - ao título das mesmas, sobretudo (sendo que a imagem relativa à do Benfica é muito mais eloquente). Isto da parte do jornal que, de há dois dias para cá, não desiste de tentar causar instabilidade no balneário do Sporting (imagem via O Cacifo do Paulinho).

Penáltis e cartões

 

Um olhar estatístico às vezes basta para dizer quase tudo. Reparemos por exemplo nos penáltis. Quantos golos foram marcados de grande penalidade, em sete jornadas, pelas equipas que disputam este campeonato? Vinte e um. FC Porto e Benfica tiveram quatro contabilizados - dois para cada, numa espécie de justiça salomónica. E o Sporting? Zero. Em sete jogos, nem um penálti marcado. Mas três sofridos (dois contra o FCP, ambos mal assinalados, e um contra o Estoril).

E quem lidera em cartões? Pois, o Sporting. Na lista dos 30 jogadores que receberam mais cartões desde o apito inicial do campeonato nas sete primeiras jornadas, cinco são do nosso clube - mais do que qualquer outro. O Benfica tem um e o FC Porto nem sequer aparece.

As vitórias e as derrotas têm muito a ver com isto. Olhemos para as estatísticas: elas respondem-nos a muitas das perguntas que possamos fazer.

Luisão: pena mínima

 

O Conselho de Disciplina da FPF considerou procedente a acusação contra Luisão - por agressão ao árbitro na sequência do incidente protagonizado na Alemanha no jogo entre o Benfica e o Fortuna Dusseldorf - e castigou o jogador com dois meses de suspensão e 2,550 euros de multa. Para o efeito e salvo algum recurso que poderá ainda surgir por parte do Benfica, a sanção imposta significa que o jogador estará afastado dos relvados até ao dia 14 de Novembro, potencialmente falhando os próximos 11 jogos do Benfica - seis da Liga, quatro da Liga dos Campeões e um da Taça de Portugal. Isto, partindo do princípio de que a participação da decisão que foi remetida à FIFA resultará no castigo ser alargado a todas as competições internacionais. A pena imposta foi a mínima, já que o relevante artigo do Regulamento Disciplinar das Competições Organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional estipula que para transgressões desta natureza o castigo aplicável é de dois meses a dois anos. 

 

Para uns será um castigo excessivo, para outros insuficiente, mas fica a ideia de que o jogador foi punido pelo mínimo dos mínimos, mas suficiente para não provocar a ira da FIFA, que possui a autoridade para chamar o caso a si. Uma vez que os ânimos dos alemães já foram apaziguados pela visita de Luís Filipe Vieira, não é de esperar qualquer reacção adversa dessa parte. Algo me diz, face às circumstâncias, que o Benfica será aconselhado a não recorrer da decisão para não levantar mais «poeira jurídica» que poderá não aprazer a autoridade máxima do futebol mundial. Isto, não obstante os reconhecidos «trunfos» ao seu dispor no Conselho de Justiça da FPF. Em qualquer dos casos, face à pena mínima que foi pronunciada, um eventual recurso satisfatório aos interesses encarnados só poderá ser a total absolvição do jogador, um cenário muito improvável, mesmo para os imprevisíveis corredores do poder do futebol português.

 

O proverbial «um peso e duas medidas» mais o indecoro

No rescaldo da decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol sobre Jorge Jesus, a indignação faz-se sentir pelo universo futebolístico português, salvo, como era de prever, no foro dos adeptos do clube do outro lado da segunda circular. Preservando a sua notória »isenção» jornalística, o jornal Correio da Manhã seleccionou este comentário como o mais popular: «Temos de louvar o CD pela paciência e trabalho difícil de julgar este caso e a punição de poder aplicá-la sem castigar nenhum jogo, Jorge Jesus e o Benfica. BOM TRABALHO A BEM DO DESPORTO». Dá para imaginar o clube da maior simpatia do autor. Curiosamente, um dos que se sente mais incomodado pela decisão e que votou pela absolvição de Jorge Jesus, é precisamente o ex-juiz conselheiro e actual presidente do Conselho de Disciplina da FPF, Herculano Lima, reconhecido adepto do FC Porto, ex-juiz do processo «Apito Dourado» e ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF. Afirmou ele: «Jesus, que era um dos mais ofendidos, passou por artes mágicas a arguido. O acordão é ilegal. O árbitro tinha todas as condições para ver a falta e a obrigação funcional de o fazer. Não fez por motivações que só ele sabe».

Este surpreendente raciocínio, vindo de um juiz, é caso para fazer parar o País e ponderar uma nova República. Desde quando é que acções indevidas por parte dos intervenientes num jogo de futebol são julgadas pela exactidão das decisões da arbitragem? Por essa ordem de ideias, a mesma abordagem é aplicável ao lance, minutos antes do golo que provocou a ira de Jorge Jesus, em que Cardozo comete falta flagrante para grande penalidade quando desvia o esférico, não com uma mas com as duas mãos, e que o árbitro não assinalou. Muito sinceramente, não sei qual é a agenda jurídica do juiz Herculano Lima, mas é mais do que óbvio que, neste caso, existe um qualquer outro menos transparente factor.

Não pretendo defender a decisão em campo neste lance, mas sim o princípio fundamental que governa as acções dos intervenientes no futebol, assim como as das autoridades que supervisam a modalidade. Jorge Jesus declarou, então, que o árbitro-auxiliar «não marcou porque não quis. Ele viu tudo e na consciência dele sabe perfeitamente que estavam fora de jogo». A realidade jurídica, é que as imagens do lance em questão permitem verificar que um erro foi cometido, mas não permitem chegar à conclusão de que o erro foi deliberado.

A decisão do Conselho de Disciplina da FPF assentou-se na premissa de que «as declarações de Jorge Jesus são objectivamente susceptíveis de atingir a honra e a reputação do árbitro assistente e de também por essa via constituirem uma violação de ética desportiva». Como era de prever, o treinador reagiu com a sua usual «humildade», declarando que não concorda com a decisão por ser «injusta». Questionado sobre o curioso timing da sanção, Jorge Jesus respondeu: «Um castigo é um castigo. Apesar de não impedir nenhum jogo, vai afectar os treinos da equipa». E o mundo vai acabar amanhã!!!

 

Alguém deveria chamar a atenção do técnico dos encarnados que Paulo Sérgio, enquanto liderava o Sporting, foi suspenso por dez dias, pela sua expulsão num encontro com o Olhanense por protestar uma decisão do árbitro, e que essa suspensão impediu-o de estar no banco precisamente no embate frente ao Benfica.

A decisão do Conselho de Disciplina então: «Lesão da honra e reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros». Ainda mais, em 2009, Paulo Bento, treinador do Sporting, foi punido com 20 dias de suspensão e 2750 euros de multa pelas declarações então proferidas contra o árbitro Duarte Gomes no jogo contra o FC Porto. Igualmente multados, com 2250 euros nessa ocasião, foram Dias Ferreira e Rogério Alves, ambos dirigentes do Clube. A premissa jurídica da sanção aplicada a Paulo Bento: «Lesão da honra e reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros», exactamente a mesma que levou à punição de Jorge Jesus e de Paulo Sérgio. Se isto não consta de «um peso e duas medidas» na muito apregoada, mas não existente, justiça desportiva portuguesa, terão que me explicar a contenda por outras palavras mais ao alcance das minhas faculdades intelectuais.

Isto anda tudo ligado

"Após 23 jornadas, o Sporting lidera o mapa de castigos da Liga, com um registo de 96 infracções (e número correspondente de multas), mais do que V. Setúbal (90), Académica e FC Porto (ambos 89), e mais ainda do que Benfica (86), Paços de Ferreira e V. Guimarães (85 cada)."

Notícia do Record de ontem

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