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És a nossa Fé!

Ponto(s) da situação

Quando José Peseiro foi despedido, entre manifestações de intensa euforia de muitos sportinguistas, incluindo aqui no blogue, seguíamos dois pontos atrás do FC Porto no campeonato e estávamos só um abaixo do Benfica (cumprido já o difícil desafio na Luz). Apesar de termos acabado de perder jogadores nucleares e atravessado um dos Verões mais conturbados de que há memória.

Hoje, após nove jornadas sob o comando de Marcel Keizer, vemos os portistas a dez pontos de distância e temos o Benfica cima pontos acima. Apesar dos reforços entretanto chegados a Alvalade.

As coisas são o que são.

De Peseiro a Keizer

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No tempo de José Peseiro, quando surgiu a enorme contestação dos adeptos, escrevi aqui várias vezes que a responsabilidade principal das más exibições e dos resultados insatisfatórios estava longe de ser exclusiva do treinador.
A culpa foi da atribulada pré-temporada, com as vissitudes que sabemos. E do plantel formado às três pancadas, ao sabor dos palpites do momento, dos humores dos jogadores que haviam rescindido e dos respectivos empresários. E também da perda dos automatismos que haviam sido criados nos três anos anteriores. E ainda da falta de liquidez financeira para contratar profissionais de elevadíssimo nível.

Enfim, Peseiro foi despedido mal os lenços brancos se agitaram nas bancadas.
O despedimento gerou incontidas manifestações de euforia. Até neste blogue.

 

Acontece que, três meses depois, temos o seu sucessor a jogar... à Peseiro.
Não falta sequer o duplo pivô defensivo para ajudar a estacionar o autocarro frente a colossos do futebol como o Moreirense.
Não falta também o novo técnico vangloriar-se, em conferência de imprensa, que a equipa «sabe defender bem».

Pormenor adicional: Keizer orientou até agora a equipa em oito jogos do campeonato. Com o seguinte balanço: cinco vitórias, um empate (com o FC Porto em Alvalade) e duas derrotas (com V Guimarães e Tondela). Precisamente os mesmos números de Peseiro nos oito jogos em que comandou o Sporting na Liga 2018/2019 - também cinco vitórias, um empate (com o Benfica na Luz) e duas derrotas (com Braga e Portimonense).

Ironias do destino...

 

Questiono-me agora quanto tempo demorará até começarem a agitar-se de novo lencinhos brancos em Alvalade.

O problema, nestas coisas, é criar-se um precedente. Se acontece com um, porque não há-de suceder com outro?

Cambada de imbecis

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Temos um plantel cheio de lacunas (um dos mais fracos laterais direitos da nossa última década, um lateral esquerdo adaptado à posição, só um ponta-de-lança digno desse nome, nenhum médio defensivo de raiz no onze titular). Na quinta-feira, em Alvalade, actuámos com dois jogadores vindos de lesão e sem o nosso melhor elemento, ausente por castigo.

Já jogámos esta época em três dos quatro estádios dos adversários mais fortes: falta-nos apenas ir ao Dragão.

Mesmo assim seguimos, isolados, no segundo lugar do campeonato, continuando a depender só de nós. Vencemos nove dos dez jogos disputados sob o comando do novo treinador.

 

Alegria entre os adeptos? Quase nenhuma.

Li o que se foi escrevendo por essa blogosfera leonina e pelos adeptos do Sporting nas redes sociais e fiquei com a sensação de ter visto um jogo diferente do que viram. Refiro-me ao que travámos na quinta-feira frente ao Belenenses SAD, que já venceu o Benfica, encostou o FC Porto às cordas e chegou a Alvalade com nove dos 11 jogadores titulares poupados pelo técnico no desafio anterior, para a Taça da Liga.

Renan? É frangueiro. Coates? Mais lento que William Carvalho (antigo alvo de estimação). Acuña? Tem paragens cerebrais. Gudelj? Só sabe jogar para trás. Miguel Luís? Demasiado inexperiente. Diaby? Nunca devia ter vindo.

Quem ouça ou leia estas carpideiras fica com a sensação de que o Sporting perdeu ou foi até goleado pela turma da SAD pasteleira treinada por Silas. Nada disso: vencemos, amealhámos mais três pontos, somamos 36 em 14 jornadas do campeonato.

 

Típica nota de masoquismo sportinguista: faz parte da nossa identidade, este péssimo costume de dizer mal de tudo quanto é nosso.

Mas o que eu acho mesmo imperdoável é verificar que - uma vez mais - centenas de alegados adeptos leoninos vaiaram neste jogo mais recente esse grande jogador que é o Nani. Filho da casa, formado entre nós, campeão europeu em título. Um dos mais inteligentes e experientes profissionais de futebol a actuar em Portugal.

Assobiam-no em vez de o aplaudirem por terem o privilégio de vê-lo actuar ao vivo - e ainda dizem ser do Sporting. Cambada de imbecis.

Entre o ontem e o amanhã

Foi um daqueles jogos que tinha tudo para correr mal, depois da descompressão das Festas, sem Bruno Fernandes, com um Belenenses bem preparado física e tacticamente e com um Capela apostado em desestabilizar, começando logo por deixar um amarelo por mostrar aos 2 minutos de jogo.

O estado de graça de Keizer acabou. O modelo de jogo é conhecido, os pontos fracos explorados, o onze tem deficit de envergadura física, perde ou faz falta nas divididas, as equipas entram em campo preparadas para manietar o meio-campo e pôr a defesa em dificuldades.

Começámos mais uma vez por entrar muito mal no jogo, e podíamos facilmente estar a perder por 1 ou 2 no final do primeiro quarto de hora. Bobby Robson tinha o princípio que o primeiro remate ao golo e o primeiro canto da partida tinham de ser conquistados a todo o custo. Faz todo o sentido. Dar de avanço não faz sentido nenhum.

Por outro lado, parecia que tínhamos voltado ao tempo do Jesus, muito envolvimento, muita tentativa de entrar na área, e Bas Dost a passar o tempo sem qualquer oportunidade de finalizar. O único que parecia saber que estava lá o ponta de lança era Acuña. Do outro lado, Diaby e Bruno Gaspar conseguiam tornar aquele flanco uma nulidade ofensiva e defensiva. Até finalmente encontrarem uma boa combinação e o golo. Quantas vezes não podia o B. Gaspar ter solicitado de primeira Bas Dost em centros tensos na diagonal a partir de zonas recuadas como Acuña tentou uma ou outra vez fazer ?

Depois o segundo golo, o duplo trinco a voltar e mesmo assim o golo sofrido ao cair do pano.

Coisas boas, além da vitória importantíssima na jornada em que o Benfica escorrega e Rui Vitória viu a luz ao fundo do túnel, o passaporte para os milhões árabes, foram o regresso às opções de Wendel e Raphinha (este na sequência de Guimarães e V. Feira), Renan a continuar a não comprometer e a ausência de lesões.

Outra coisa boa que está a acontecer é a reestruturação do plantel, libertando entulho da era Bruno/Jesus (Viviano, Marcelo, Bruno César, Jotobá) e trazendo gente nova, com potencial de evolução, como os dois emprestados pelos clubes ingleses, o Francisco Geraldes e o Luiz Phellipe. Espero que Acuña fique, mas tenho o pressentimento que estará de saída, em função de acordos que possam ter sido feitos post Alcochete. A verdade é que o rapaz está uma pilha de nervos.

Importante libertar mais alguns (Castaignos, Misic, Lumor) e encontrar dois ou três reforços efectivos para a equipa. O que seria esta equipa com três reforços tipo Telles, Danilo e Marega ?

De qualquer forma, quem diria que depois do "tsunami" brunista e dos prejuízos de milhões, estaríamos neste início de ano em 2º lugar na Liga, à frente de Braga, Benfica e Guimarães, e ainda os indo receber em Alvalade na 2ª volta ?

SL

Ahahahah!

Quer dizer que o Sporting, depois do Bruno, de Alcochete, das rescisões, do Marta Soares, da Judas, do Cintra, do Sinisa e do Peseiro, chega praticamente ao Natal com mais 2 pontos que o Benfica já depois de ter visitado a Luz? Ahahahahah... Hmm... Ahahahahahahahahah!

Três pontos

Mais três pontos somados, apesar de termos jogado sem quatro titulares indiscutíveis - Mathieu, Battaglia, Nani e Bas Dost.

Contabilizamos quatro vitórias, um empate e uma derrota para o campeonato. Cumprindo acrescentar que o empate foi na Luz (como há um ano) e a derrota tangencial foi em Braga (como há um ano). Dois dos três estádios mais difíceis para as nossas cores.

Outra boa notícia: só dependemos de nós. Estamos a dois pontos do primeiro lugar.

Três pontos satisfazem sempre os adeptos leoninos. Todos? Todos, não. São dias negros para certas viuvinhas, que continuam de luto carregado.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Made in Sporting

Para quem ainda tivesse dúvidas, esta semana provou que o Sporting é um clube formador, uma (os meus amigos benfiquistas que pensam ter descoberto a pólvora que me desculpem) Universidade. Clássica, por sinal, tal a discussão de Direito que ocorre nas nossas instalações. Também temos uma Faculdade de Economia, com mestrado em finanças, a funcionar praticamente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Até nisso somos um "case study": quem diria que houvesse tantos especialistas entre os sportinguistas, estando Portugal em 111º lugar (entre 144 países), atrás do Chade ou do Burkina Faso, da Mongólia ou do Turquemenistão, num Ranking de Literacia Financeira elaborado pela prestigiada Standard&Poor? Adicionalmente, os sportinguistas vivem na expectativa dos comunicados à CMVM ou à CMTV ou lá o que é. Muito de vez em quando, lembramo-nos de que somos um clube desportivo, com grande vocação eclética e de aposta na Formação. Ontem, numa dessas raras ocasiões em que nos focamos na nossa missão, houve futebol em Alvalade. E mais de 40.000 não se esqueceram...

 

O jogo não foi bom, nem foi mau (afinal, ganhámos), foi antes uma coisa em forma de assim, como diria O`Neill. Assim-assim, mas não assim sim, pelo menos até ao momento em que o jovem Cabral (Jovane) descobriu o caminho marítimo até ao último portinho (da Arrábida) defendido pelo irmão do nosso Tobias ("or not" Tobias, Figueiredo, actualmente o xerife da defesa do Nottingham), Cristiano. Nani completou a ancoragem. Aliás, não deixou de ser irónico que os jogadores mais influentes em campo tenham sido exactamente os dois únicos formados em Alvalade. À atenção de todos os dirigentes e treinadores que têm passado pelo clube na última década, antes da chegada provável do próximo contingente de "ic(s)". 

 

O Sporting começou o jogo com o entediante sistema de duplo-pivot no meio-campo, algo que consiste, na prática, numa improvisada forma de jogarmos com menos um. De facto, com Misic (ou Petrovic) ao seu lado, Battaglia anula-se. Sem ele, solta-se e a equipa volta a jogar com onze. Mas, os nossos problemas não terminam aí. Jefferson, regressado a Alvalade, continua apostado em ligar o complicómetro (será que não dá para pôr uma providência cautelar, a fim de evitar que entre em campo nestas condições?) e Acuña mostra grande apatia (para não dizer azia) e o treinador vislumbra nele qualidades de interior. Se juntarmos a isto a, provavelmente, pior exibição de Bruno Fernandes (pareceu ter um problema no pulso, mas pode ter sido só um tique) de leão ao peito e as visíveis limitações físicas de Bas Dost, então se percebe porque qualquer adversário se assemelha a um gigante Adamastor. Adicione-se a oferta de Salin, no golo sadino, e a tarefa torna-se quase ciclópica, para mais quando do outro lado está um treinador que, desta vez sem precisar de recorrer a cambalhotas, consegue anular o nosso melhor jogador (Bruno Fernandes).

 

A nossa equipa vive de individualidades. Durante a maior parte do jogo, o Sporting não conseguiu produzir mais do que dois/três passes seguidos em progressão(!!!). Valeu o lance de inspiração de Nani que abriu o marcador, a jogada que deu origem ao segundo golo - com especial ênfase na temporização e centro perfeito de Jovane Cabral - e mais dois lances de bola parada que terminaram com a bola a beijar a barra da baliza vitoriana. Há jogadores como Lumor e Raphinha - ambos à espera de uma oportunidade para entrarem na equipa - que poderiam trazer outra velocidade ao nosso jogo, pois em termos de imprevisibilidade só podemos actualmente contar com a destreza técnica de Bruno Fernandes, Nani ou de Jovane. Geraldes já não mora aqui e Wendel ainda estará a aprender mandarim - para quê(?), ninguém sabe, ninguém responde -, razões pelas quais o nosso miolo (do campo) tem pouco "fermento". Salvam-se a qualidade de Coates e de Mathieu e a abnegação e comprometimento de Ristovski com o jogo, para evitar males maiores. Mas, de todas as insuficiências e até equívocos que ontem saltaram à vista, se pudesse alterar algo seria a dupla de pivots. Que bom seria que Peseiro lesse o poeta (Régio) quando diz "não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí!". Enquanto tal não acontece, lá nos vamos safando com a qualidade de Bruno, Dost e da prata da casa. Nani e Jovane. "Made in" Sporting. Dá que pensar, não dá?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luís Nani

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Reload

Nao tenho vontade de falar dos últimos tempos, dos próximos. Leio, ouço, acompanho. Não gosto do que vivemos, não gosto dos ataques e faltas de respeito constantes. Custa-me que se confunda a instituição com comuns mortais, mas vivemos tempos assim. Mantenho-me à margem das discussões, votarei no dia para o efeito em quem entender.  Adiante. 

Começa hoje para nós novo campeonato de futebol (senior, A, masculino, não se vá julgar que é preciso dizer que o Sporting é mais que isso). Já aqui foi reforçada a necessidade (cada um fará como entende claro está) de nos unirmos nesta hora. 

Esperei pelo dia de hoje com alguma ansiedade. Agora abstraio de tudo o resto e sigo a equipa. Quero que sejam capazes, quero que estejam à altura. Se somos o underdog, que sejamos dignos.

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Hoje giro eu - Que a bola comece a rolar

Arranca o campeonato, temporada 2018/19, e com ele a análise aos principais favoritos:

  1. O Porto é uma nação, cujos alicerces estão assentes nas chuteiras dos jogadores de futebol do clube mais representativo da cidade. De pitões de alumínio, que até ao pescoço é canela e a alma portista voltou a ser a cola que une as peças todas. Como tal, parte à frente;
  2. No Benfica, Rui Vitória é o Arquimedes do futebol português. Versão melhorada. A sua máxima é "dêem-me três pontos de apoio (um pode não ser suficiente) e eu levantarei o `caneco`". A ter sempre em atenção, mesmo com o VAR;
  3. O Sporting parte como `underdog`. Poderá vir a melhorar com o decurso da competição, mas precisa ultrapassar o "complexo de vira-lata", como um dia classificou o genial Nelson Rodrigues a actuação do escrete brasileiro nas Copas do Mundo até 1958. Mais do que "ladrar", é preciso começar a "morder";
  4. Debaixo de água, no que toca à luta pelo título, mas ainda assim a respirar por um(a) Palhinha está o outro Sporting. O de Braga. A verdadeira razão pela qual o Sporting desistiu da sua equipa B. Abel, Ricardo Esgaio, Wilson Eduardo e... Palhinha estão aí para o provar.

Farto

Leio com espanto, na blogosfera leonina e na própria imprensa, que o Sporting ficou "afastado do título" anteontem à noite. Não é verdade. O Sporting disse adeus ao sonho de reconquistar o campeonato nacional de futebol há dois meses, a 2 de Fevereiro, quando foi perder ao Estoril, com o último classificado da Liga 2017/18.

Chegou lá em primeiro, saiu em terceiro. Despedindo-se não apenas do título mas da hipótese, ainda que remota, de aceder à Liga dos Campeões.

As coisas são o que são, não adianta varrer os assuntos incómodos para debaixo do tapete. Manda a mais elementar honestidade intelectual reconhecer estes factos. E apontar os responsáveis em vez de, bem à portuguesa, empurrarmos os problemas com a barriga.

Aqui há um responsável principal: é o treinador mais bem pago de sempre do futebol nacional, Jorge Jesus.

Por mim, estou farto. E não é de agora.

Um calendário infernal

Ninguém negará, mesmo em tempo de Páscoa: temos um calendário infernal pela frente. Aguardam-nos oito jogos difíceis, cada qual à sua maneira, para três competições diferentes.

 

O primeiro é já no próximo sábado, 31 de Março, às 20.30. Para a Liga, frente ao Braga - desafio a disputar na Pedreira Um campo sempre difícil: este ano não é excepção, tanto mais que a equipa bracarense - reforçada com o empréstimo de Jefferson e a transferência a título definitivo de Esgaio - está muito combativa. E até leva mais golos marcados.

Segue-se, a 5 de Abril, aquele que à partida parece ser o desafio mais complicado: o Atlético de Madrid-Sporting, com início previsto às 20.05 desse dia. Primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa. 

Após um intervalo curtíssimo, a 7 de Abril, joga-se o Sporting-Paços de Ferreira, novamente para a Liga. Não será nenhuma pera doce, até porque se adivinha que a nossa equipa virá desgastada de Madrid.

A 12 de Abril (quinta-feira), Alvalade recebe - seguramente com casa cheia - o Atlético de Madrid para a segunda mão da eliminatória da Liga Europa iniciada na capital espanhola. Jogo com início previsto para as 20.05.

Três dias depois, a 15 de Abril, disputa-se o Belenenses-Sporting, de novo para a Liga. Esperamos encontrar no Restelo menos dificuldades que o Benfica, incapaz de ali conseguir melhor do que um empate (1-1) à beira do fim.

A 18 de Abril, Alvalade volta a ter partida de gala: vai disputar-se o Sporting-FC Porto, desafio da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Partimos com desvantagem, pois na primeira mão os portistas venceram por 1-0. Mas aspiramos à presença na final do Jamor, como não podia deixar de ser.

O calendário prossegue com a partida Sporting-Boavista, na contagem decrescente para o campeonato, já então na recta final. O jogo está marcado para 22 de Abril.

Este calendário nada fácil do próximo mês futebolístico leonino conclui-se com outro embate para a Liga: o Portimonense-Sporting, previsto para 29 de Abril.

 

Um mês de alegrias?

Um mês de muito sofrimento?

Veremos o que acontece. Jogo a jogo, como é nosso timbre.

E vão 29 jogadores neste campeonato

Jorge Jesus estreou ontem Wendel no onze principal leonino.

Foi o 29.º jogador utilizado pelo treinador nas 27 partidas do campeonato já disputadas desde o início da época.

Destes 29, doze são portugueses (oito dos quais formados na Academia de Alcochete).

 

Eis a lista, por ordem de entrada em cena:

Rui Patrício

Piccini

Coates

Mathieu

Fábio Coentrão

William Carvalho

Adrien

Gelson Martins

Acuña

Bruno Fernandes

Bas Dost

Podence

Battaglia

Jonathan Silva

Bruno César

Doumbia

Iuri Medeiros

André Pinto

Alan Ruiz

Petrovic

Ristovski

Bryan Ruiz

Rúben Ribeiro

Montero

Lumor

Rafael Leão

Misic

Palhinha

Wendel

 

Na vossa opinião, quais são os cinco melhores e os cinco piores desta lista tão vasta, com mais de uma estreia por jogo em termos médios?

Não foi para isto

Mencionei antes o Rafael Leão - e não por acaso. Se há capítulo em que o Sporting tem falhado estrondosamente neste campeonato em que já não podemos ambicionar melhor que o segundo lugar, é no da finalização.

Reparo na tabela classificativa e confirmo a triste e lamentável realidade: temos neste momento menos 19 golos marcados do que o FC Porto, menos 18 do que o Benfica e - aqui a minha perplexidade dispara - menos seis golos do que o Braga.

Quando Jorge Jesus veio para Alvalade, há quase três anos, uma das expectativas que mais alimentávamos era de o ver reforçar o futebol de ataque do Sporting - em quantidade e qualidade. Expectativa só concretizada na primeira época, precisamente aquela em que treinou uma equipa mais herdada do que escolhida, ainda quase sem o seu dedo. E também aquela que contou, de longe, com o orçamento mais baixo.

Haverá quem encolha os ombros e considere isto normal. Eu não. Recuso-me a aceitar que, a nove jornadas do fim do campeonato, o nosso Sporting tenha menos golos marcados que o Braga.

Não foi para isto que contratámos o treinador mais caro do futebol português.

Até para o ano, campeonato

A nove jornadas do fim, acabamos de dizer adeus ao título. Derrotados no Dragão por 1-2, vemos agora o Porto a oito pontos de distância - que seriam nove, na prática, se fosse aplicado o critério do desempate.

Há quatro anos, com Leonardo Jardim ao leme da equipa técnica do Sporting, por esta fase também já nos tínhamos despedido do título.

Com uma diferença: nessa altura íamos em segundo, o que nos deu acesso imediato à Liga dos Campeões; desta vez seguimos em terceiro.

Com outra diferença: nessa altura tínhamos um plantel que custava menos de metade do actual e um treinador muito mais barato.

Vale a pena reflectir nisto. Desde já.

Já não dependemos só de nós

Deixámos de depender só de nós para a conquista do campeonato nacional. Há que reconhecer: a partir de agora, com o FC Porto situado cinco pontos à nossa frente, com mais 14 golos marcados e menos três sofridos do que o Sporting, este objectivo tornou-se bastante mais difícil. Sabendo-se, ainda por cima, que temos um calendário mais complicado do que os portistas e ainda há que cumprir uma deslocação ao estádio do Dragão.

Nunca é recomendável ansiar por hipotéticos tropeções de terceiros para compensar aquilo que devíamos ter feito mas deixámos por concretizar no momento próprio.

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