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És a nossa Fé!

Passas no Algarve

 

  1. Portimonense tem uma bela equipa e está muito bem armada. Tem ótimos jogadores (bom scouting!) e joga ao ataque, sem manhas, simulações e demais tretas.
  2. Sporting teve a “sorte do jogo” (como não teve na final da Supertaça).
  3. Não acabamos de rastos no final, como com o Braga. Mas eu fiquei com a sensação que ainda não controlamos o ritmo do jogo como uma equipa “grande” deve ser capaz de conseguir. Se estivéssemos na Champions, e seguindo o que disse Pinto da Costa, teríamos levado uma tareia.
  4. Vietto e Bruno fizeram uma bela dupla. Dois craques, também a exibirem-se um contra o outro, mas a vida é mesmo assim e quem ganhou foi o espectador.
  5. O nosso Doumbia não é nenhum William, talvez o jogador que mais falta nos faz.
  6. Wendel parece um velhote de 35 anos. Ou um molengão que se deitou às 5 da manhã.
  7. Nossos centrais, quase sempre desprotegidos, viram-se em apuros. Se Jackson estivesse afinado, não teria acabado 1-3.
  8. Talvez como despedida, muitas bolas cruzadas para o fantasma de Bas Dost que obviamente não estava em campo (porque os fantasmas não existem).
  9. Luiz Phellype é outro tipo de avançado, mais de encostar ou de moer defesas só por moer. Mas já marcou e já sacou uma penalidade.
  10. Depois do jogo de ontem, nunca mais Vietto voltará a ter o espaço que teve ontem. Mas quero crer que em modo contra-ataque e/ou contra equipas de bloco alto será um excelente abre latas e um passador acima de Bruno.
  11. Por falar em Bruno, tenho de ser eu, que nunca o vi na vida, a dizer-lhe que não pode reagir assim às decisões de arbitragem, seja um fora mal ajuizado, seja um cartão por mostrar? Sem querer chocar ninguém, vocês davam 70 milhões por um jogador que se arrisca a ser expulso por protestos? Ou lá fora ele seria mais calmo?
  12. Nosso Thierry está a subir imenso de produção, mas convinha a Raphinha ajudar mais.
  13. Eduardo entra desconcentrado em jogo e já não é a primeira vez. Passa curto, com a bola a queimar o colega, ou passa mal. Também posso falar com ele.
  14. Bas Dost teve sempre a seu desfavor não ser um jogador pintoso, bonitão, tatuado e musculado. Como sabemos, essa impressão que se tem ou não se tem é muito mais importante que parece. Fora isso, foi muito mais sportinguista que muitos dos nossos. E um goleador que ficará na nossa história. Obrigado por tudo!

Armas e viscondes assinalados: BF, PH e TT foram os três tenores

Portimonense 1 - Sporting 3

Liga NOS - 3.ª Jornada

25 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Ficou a centímetros de defender o pénalti que impediu hora e meio de sossego aos adeptos leoninos. À parte isso, encaixou bem um remate rasteiro em zona frontal e observou como os frequentes remates da equipa da casa atingiam as bancadas.

 

Thierry Correia (3,0)

Muito seguro a defender, apesar de ter o perigoso Boa Morte na vizinhança, também se integrou bem no ataque, tirando fruto das oportunidades para avançar no terreno, mesmo que uma dessas arrancadas tenha sido aproveitada pelo videoárbitro para sonegar um pénalti a favor do Sporting. E na única ocasião em que se viu em apuros contou com a ajuda de um cavalheiro uruguaio de elevada estatura.

 

Coates (3,5)

Resolveu com um corte perfeito no timing e na intensidade a jogada mais perigosa do ataque algarvio na segunda parte. Impediu o que poderia ter sido o empate como se fosse mais um domingo no escritório e só não merece nota mais elevada por algum desafinamento na dupla com Mathieu e pela falta de pontaria quando subiu à grande área adversária.

 

Mathieu (2,5)

Ficou marcado pela falta escusada que resultou no pénalti a favor do Portimonense, revelando-se aquém da sua enorme classe em muitos lances. Mesmo assim não se coibiu de fazer circular a bola.

 

Acuña (3,0)

Livre da companhia de Diaby, trocado no onze titular por um argentino que sabe jogar futebol, Acuña venceu a maioria dos duelos com o venenoso Tabata e recorreu ao seu bom critério para construir jogadas de ataque.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Algumas perdas de bola difíceis de explicar comprometeram mais uma exibição plena de esforço. Estando Battaglia a preparar o regresso aos relvados, aconselha-se-lhe que trabalhe ainda mais para aperfeiçoar o seu futebol.

 

Wendel (2,5)

Jogou mais recuado e não se deu bem com a posição, parecendo por vezes desaparecido no relvado. Mas também é verdade que o final de tarde pertenceu aos três tenores, deixando os outros colegas de equipa na sombra. E que o jovem brasileiro saiu esgotado, cedendo o lugar a Eduardo.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Contabilizar o passe para Raphinha fazer o 0-1 como assistência tem o seu quê de exagerado, até porque o brasileiro estava colado à linha lateral, a dezenas de metros da baliza, quando recebeu a bola. Mas foi a movimentação do capitão, capaz de arrastar adversários, que permitiu ao extremo brasileiro ficar no um contra um que resultou no golo inaugural. Magnífico a desmarcar-se ao ser solicitado por Vietto, ofereceu a Luiz Phellype o 0-2 e tirou da cartola o cruzamento para Raphinha selar o 1-3. Faltou-lhe apenas o golo, pois o chapéu com que correspondeu a uma nova abertura de Vietto saiu curto e pouco ensaiou o remate de longa distância. Talvez seja a consequência da compatibilização com o argentino, que coloca dois artistas no meio-campo ofensivo leonino, mas se o capitão ficar em Alvalade após o fecho do mercado haverá muito tempo para afinar o modelo.

 

Raphinha (4,0)

Foi o melhor em campo devido à eficácia letal com que encarou as ocasiões de golo, ultrapassando o calcanhar de Aquiles das suas anteriores exibições. Perfeito na movimentação e remate cruzado do 0-1, oportuno e espectacular na abordagem da bola no 1-3, dominou primorosamente o passe longo de Vietto e ficou à beira de obter um hat-trick. Ficará para a próxima, partindo do princípio que permanece em Alvalade, rumo a sabe-se lá o quê.

 

Vietto (4,0)

Revelou-se o rei do drible, como se tivesse despertado de um encantamento de conto de fadas, mas foi mais pragmático ao juntar precisão de passe longo e visão de jogo. Deixou Bruno Fernandes duas vezes cara a cara com o guarda-redes algarvio, daí resultando o golo de Luiz Phellype e um chapéu afastado das redes por um defesa, mas ainda mais extraordinário foi o passe “coast to coast” que deixou Raphinha em condições de subir a parada para 1-4. Terceiro “tenor” dos verdes e brancos, ainda que afirme encontrar-se em adaptação ao lugar no campo, promete mais alegrias aos adeptos.

 

Luiz Phellype (3,0)

Esteve no sítio certo à hora certa, empurrando a bola ofertada por Bruno Fernandes para a baliza deserta, num daqueles “shitty goals” do ex-colega, e serviu-se da velocidade para ser derrubado no lance que começou por ser livre directo, passou a pénalti e mais tarde foi anulado. Tendo peso no resultado, não menos verdade é que demonstrou fragilidades que aconselham o Sporting a contratar alguém, mesmo que em saldos, para disputar o lugar que era de Bas Dost.

 

Eduardo (2,5)

Entrou para Wendel descansar e, ultrapassado o choque inicial, deu ares de sua graça nas incursões pelo meio-campo adversário.

 

Borja (2,0)

Jogou alguns minutos para terminar os diálogos de Acuña com a equipa de arbitragem. Nada fez de incorrecto, o que nem sempre ocorre consigo.

 

Marcel Keizer (3,0)

Recebeu o prémio por compatibilizar Bruno Fernandes e Vietto, vendo-se em vantagem desde muito cedo. As compensações entre os dois criativos, Raphinha, Acuña e Thierry funcionaram bem, sobrando a palhinha mais curta para Wendel, e pode muito bem ser que tenha ocorrido o dealbar de uma nova era em Portimão. Não deixa, no entanto, de ser preocupante o mau estado físico de uma equipa que ainda só joga uma vez por semana, o que contribuiu para que o Portimonense ganhasse ascendente na segunda parte, bem como a relutância do holandês em confiar naquelas pessoas que leva para o banco e mete a aquecer. Voltou a nem esgotar as substituições, deixando Rafael Camacho e Gonzalo Plata à espera da estreia na Liga NOS.

Keizer não convence...

Apesar da vitória indiscutível, Marcel Keizer continua a não convencer. O jogo começou a ser ganho antes do apito inicial, quando o holandês decidiu colocar Vietto no lugar de Diaby, o que equivale a jogar com 11 jogadores de futebol, o que é bem melhor que jogar com 10 e mais uma nulidade que só atrapalha. Os quatro jogadores mais avançados no terreno, Vietto, Bruno Fernandes, L. Phellype e Raphinha resolveram o jogo, permitindo que a contestação ao treinador fique adiada por mais algum tempo.

Felizmente que o resultado estava feito, o terceiro golo retirou força anímica ao adversário, que ainda assim acabou o jogo por cima, face à deficiente condição física que os nossos jogadores apresentam, foi notória a quebra com o aproximar do fim do jogo, mas o treinador resiste a fazer substituições, quando se pedia que colocasse um dos extremos que tinha no banco, para explorar o adiantamento do Portimonense, mas igual a si próprio, sempre medroso, apenas mexeu no sentido de procurar reforçar a defesa do resultado. O Sporting pode não ter o melhor plantel da I liga, mas olhando para a qualidade dos jogadores e para o trabalho de Marcel Keizer, é caso para dizer que o Sporting parece um carro desportivo, equipado com um motor utilitário...

Perder dinheiro

Desvalorizado pelos 93 golos apontados nas três épocas que vestiu as nossas cores, Bas Dost sai ao que parece por 9 milhões de euros, quando o Sporting tinha gasto 10 milhões na sua aquisição. 

Incompreensível decisão, porque apesar de exibições menos conseguidas nos últimos meses, há que recordar que o jogador sofreu uma lesão que o afastou durante algum tempo dos relvados.

Sou da opinião que o problema de Bas Dost, um finalizador de excelência, um verdadeiro matador, reside no facto das bolas não lhe chegarem. Diante do Benfica na supertaça, foi utilizado mas não jogámos em ataque continuado, diante do Marítimo fartámo-nos de cruzamentos quando o holandês estava no banco. 

O rendimento do avançado baixou com Marcel Keizer, timoneiro que navega à vista, quando não anda à deriva, porque está visto que não sabe mais. Enquanto o Sporting não resolver o problema do comando técnico, continuará a depender única e exclusivamente da inspiração de Bruno Fernandes, que obviamente tem limites, apesar de muitas vezes parecer que não. 

Um conselho ao presidente Frederico Varandas, se quer baixar a folha salarial e não se importa de perder dinheiro, tente vender Diaby, mesmo que seja por 2 ou 3 milhões abaixo do custo. É facilmente substituível, Gelson Dala por exemplo é superior ao maliano e custa bem menos mensalmente. De caminho livre-se do treinador, reconheça que foi uma aposta falhada e siga em frente. Se não o fizer, acabará ligando o destino da sua presidência à falta de resultados que o treinador vem apresentando...

O que faz falta?

Temos o melhor guarda-redes da Liga portuguesa, Renan Ribeiro.

Temos o melhor defesa central do nosso campeonato, Jérémy Mathieu.

Temos um ala esquerdo que é titular da selecção da Argentina, Marcos Acuña.

Temos aquele que é o mais eficaz ponta-de-lança do futebol nacional, Bas Dost.

Temos um capitão de equipa, médio criativo, que é de longe o melhor profissional a actuar nos relvados portugueses, Bruno Fernandes.

Com todos estes atributos individuais, continua a faltar-nos uma equipa que empolgue os adeptos e atemorize os adversários.

Se não é por falta de qualidade dos jogadores, qual será o problema?

Pódio: Bruno, Coates, Acuña, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Marítimo-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 17

Coates: 16

Acuña: 15

Renan: 15

Wendel: 14

Mathieu: 13

Raphinha: 13

Eduardo: 12

Borja: 12

Vietto: 10

Luiz Phellype: 10

Bas Dost: 9

Thierry: 9

Diaby: 5

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor em campo.

Armas e viscondes assinalados: Falhas de sistema defensivo e faltas de sistema atacante

Marítimo 1 - Sporting 1

Liga NOS - 1.ª Jornada

11 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Corria o jogo para um desfecho de 1X2, mas com maior tendência para 1X do que para X2, quando executou a primeira e única defesa digna desse nome, desviando para canto um remate forte e colocado vindo da direita. À parte isso, e alguns raros disparos de muito longe que encaixou sem dificuldade, nada pôde fazer no lance que deu golo ao Marítimo e nos lances que poderiam muito bem ter garantido mais uma derrota em vez de mais um empate caso os adversários estivessem num dia melhor.

 

Thierry Correia (1,5)

Elevado a símbolo da aposta de Marcel Keizer na Academia de Alcochete devido às lesões de Rosier e de Ristovski (e a tudo aquilo que as quatro sílabas do nome de Bruno Gaspar contêm), o jovem lateral-direito teve uma triste tarde na ilha da Madeira. Começou por deixar um adversário escapar em velocidade, sendo incapaz de o impedir de fazer a assistência para o golo madrugador do Marítimo, e embalou para uma exibição pautada por maus momentos no ataque (na segunda parte fez um cruzamento que parecia ser para programa de apanhados) e na defesa. Como quando se deixou antecipar e testemunhou placidamente o cabeceamento de Correa ao poste da baliza do Sporting.

 

Coates (3,0)

Merece nota positiva pelo golo de cabeça que permitiu o mísero ponto que tanto jeito poderá vir a dar – ainda que talvez só para o apuramento para as competições europeias –, pela quantidade de duelos aéreos ganhos e ainda por um facto capaz de estarrecer os adeptos: naquele seu jeito pesado-desengonçado ainda foi o jogador leonino mais capaz de driblar adversários. Pena é que nos últimos minutos se tenha juntado aos colegas na repetição sistemática de disparates que estiveram quase a dar a vitória ao Marítimo, vendo-se livre desse infortúnio quando Marcel Keizer lhe deu indicação para subir no terreno e brincar aos pontas de lança. Nada a que não se tenha habituado nos períodos finais do jorgejesuísmo e do peseirismo...

 

Mathieu (2,0)

Tal como Thierry repetiu o erro que já tinha custado a desvantagem inicial do Sporting, também o francês resolveu perder uma bola na grande área, valendo-lhe a sorte de o Marítimo não contar com Pizzi e Rafa no quadro. No resto do jogo deixou claro que é um defesa em que a classe e a forma parecem andar inversamente proporcionais.

 

Borja (1,5)

Uma boa combinação com Acuña não camufla a inépcia do colombiano, ao ponto de a mera ideia de o ter como titular indiscutível caso o argentino rume a outras paragens aconselhar a inscrição preventiva de Jefferson. Ficou gravada na retina a paragem cognitiva que o levou a não reparar na presença da bola no seu limitado raio de acção, permitindo o cruzamento que esteve a centímetros de resultar no 2-1.

 

Eduardo (2,5)

Amarelado muito cedo, segundos após uma jogada em que o inevitável Tiago Martins escolheu não ver a falta que travou a sua progressão com bola no meio-campo adversário, o brasileiro tentou servir de pêndulo a uma equipa que teve alguns minutos de bom futebol por entre mais um jogo mal orquestrado. Faltou-lhe a confiança para rematar quando estava em boa posição, mas há que dizer que a equipa esteve longe de melhorar aquando da sua saída.

 

Wendel (2,5)

Rendilhou boas jogadas com Bruno Fernandes no miolo e teve algumas ocasiões para marcar em remates de longa distância que lhe saíram sempre mais dignos de jogo de râguebi. As mexidas que o treinador fez no final vieram lembrar que nenhuma seguradora aceitará uma apólice que tenha como pressuposto a sua presença como médio mais recuado.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Talvez tenha pensado, num ou noutro momento de mais um triste jogo, que até o Championship poderia aparentar uma hipótese de progressão na carreira. Certo é que fez a assistência com conta, peso e medida para o golo de Coates, após uma pontapé de canto nascido de um daqueles seus míticos remates de muito longe e com muita força. Rendeu menos ao ser desviado para as faixas e a coabitação com Vietto nos minutos finais pareceu muito pouco trabalhada, para não dizer pior.

 

Raphinha (2,0)

Teve nos pés a hipótese de oferecer uma vitória contra a corrente do jogo em três ocasiões. Logo na primeira parte ficou na posse da bola desviada por um defesa após um cruzamento rasteiro que foi o melhor contributo de Thierry Correia, mas com tempo e espaço para fazer melhor rematou ao lado do poste. Na segunda parte foi isolado por Acuña e voltou a falhar a baliza, o que talvez o tenha levado a calibrar a chuteira bem ao ponto de fazer cair os ombros a milhões de sportinguistas com o jeito com que fez a bola embater duas vezes consecutivas no mesmo poste. Não é com esta taxa de aproveitamento que o extremo brasileiro dará algum dia o salto para o estrelato que aparenta estar-lhe destinado.

 

Acuña (2,5)

Continua em baixo de forma e sem ritmo, ainda que isso represente mais do que alguns dos seus colegas de balneário podem algum dia almejar. Infeliz nos remates, tanto nos rasteiros como nos mais elevados, fez um excelente cruzamento a que Luiz Phellype não conseguiu chegar a tempo na primeira parte e serviu Raphinha para um enorme desperdício na segunda. O que nunca lhe falta é a vontade de fazer melhor que, num mundo perfeito, continuaria a demonstrar de verde e branco vestido durante muitos e bons anos.

 

Luiz Phellype (2,0)

Escolhido para titular por razões tristemente óbvias, o quinto brasileiro da equipa titular (sem que por isso o Sporting possa ser acusado de ter sido uma escola de samba) demonstrou ser um homem da luta. Pena é que lhe tenha faltado o “killer instinct” que se traduz em golos, chegando invariavelmente atrasado às solicitações dos colegas. Pior ainda foi o seu controlo de bola na jogada em que, na sequência de um canto, a bola ficou à sua mercê em posição frontal. Abandonou o campo tarde, mas sem que disso adviesse qualquer melhora.

 

Bas Dost (1,0)

Outro galo cantaria se tivesse metade da destreza no lance de contra-ataque que matou ao atrapalhar-se com a bola do que demonstrou ao pedir pénalti após a bola embater no peito de um defesa do Marítimo. O ponta de lança holandês teve cerca de 20 minutos em campo que foram mais do que suficientes para recordar aos sportinguistas a sua má condição física e, sobretudo, anímica.

 

Vietto (1,5)

Entrou e tentou fazer alguma coisa. Não foi bem-sucedido nesse intento. Talvez mereça mais minutos e, perante o mau momento das duas opções para ponta de lança fixo, fica uma dica para Marcel Keizer: que tal resolver o problema da compatibilidade do argentino com Bruno Fernandes apostando no abatedor de valor a pagar por Gelson Martins para o papel de falso camisola 9? Como no caso do deputado brasileiro Tiririca, pior dificilmente fica...

 

Diaby (1,0)

Deixou crescer a barba, o que talvez lhe poupe chatices quando se cruza com adeptos no dia-a-dia. Na condição de bola continua, no entanto, igual a si próprio, tornando risível a ideia de que pudesse ser o salvador da pátria leonina. Mas há que referir que não foi por culpa dele que Gonzalo Plata ficou em Lisboa.

 

Marcel Keizer (1,5)

O momento em que o Sporting voltará a vencer um jogo começa a parecer uma lenda comparável ao momento em que alguém voltará a empunhar a espada Excalibur. Apesar da calma demonstrada pelo holandês, desta vez em claro contraste com o triste espectáculo das caretas feitas pelo presidente do clube, a equipa joga pouco, tem processos defensivos suicidas e as soluções fora da caixa tendem a ficar fora da convocatória quando não estão fora de Alvalade. Particularmente penoso foi assistir à forma como mexeu na equipa quando deixou de acreditar que a vitória chegaria de mansinho e as instruções a Coates para servir de ponta de lança tresandam a desespero. Estando os sportinguistas preparados para mais uma época ainda menos feliz do que três tigres, ao ponto de começarem a apontar para o tricampeonato de Inverno mais conhecido por Taça da Liga, Keizer precisará de tirar vários coelhos da cartola (ou de uma sorte sobrenatural) para obter a vitória no próximo domingo, em Alvalade, frente ao Sporting de Braga, que lhe permita permanecer despreocupado e com vínculo laboral.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De ter começado o campeonato logo a perder dois pontos. Irão seguramente fazer-nos muita falta lá mais para a frente, quando andarmos agarrados à maquina de calcular. Num jogo em que aos sete minutos já estávamos a perder. Saímos do Funchal com um empate 1-1. O golo que impediu a derrota foi apontado por Coates aos 29'. Tivemos mais de uma hora para dar a volta ao resultado, sem conseguir. E ainda vimos uma bola embater no poste da nossa baliza, aos 75', e Renan fez uma defesa dificílima, aos 85', negando ao Marítimo o golo da vitória.

 

Da nossa falta de capacidade ofensiva. Uma equipa que aspira a títulos não pode fazer apenas dois remates enquadrados com a baliza num total de 17 - tantos quanto foi tentando ao longo desta partida. Enquanto o Marítimo marcou no primeiro lance de ataque colectivo que construiu.

 

De ThierryÚnico jogador da formação leonina que esteve em campo, nesta estreia no campeonato desperdiçou uma excelente oportunidade para se firmar como titular da lateral esquerda ao ter sido batido - por deficiente movimentação - pelo extremo do Marítimo que centrou para golo. A culpa, neste lance, não foi só dele - toda a defesa do Sporting entrou em derrocada, permitindo a Getterson aparecer isolado frente a Renan. Mas é o segundo erro grave que o jovem defesa comete em dois jogos consecutivos.

 

De Raphinha. Como é possível falhar em tantos lances capitais? O extremo brasileiro foi a imagem viva do desacerto e da falta de capacidade anímica desta equipa no início da Liga 2019/2020. Falhou escandalosamente três golos que qualquer outro teria marcado - aos 32', 79' e 87'. Más decisões numa zona do terreno em que um erro custa muito caro e penaliza seriamente a equipa.

 

Dos reforços. Neste Verão, o Sporting gastou cerca de 25 milhões de euros em vários jogadores supostamente para valorizar e dinamizar o plantel. Mas o técnico holandês deixou-os no banco ou nem sequer os convocou para esta partida. Excepção, no onze titular, para Eduardo Henrique, ex-Belenenses, que foi médio defensivo adaptado por ausência de Idrissa Doumbia, a cumprir castigo. Falta-lhe entrosamento, dinâmica e rodagem, mas esteve longe de ser dos piores.

 

Das substituições. A equipa anfitriã melhorou consideravelmente com as substituições feitas pelo novo técnico, Nuno Manta Santos. Enquanto a nossa piorou a partir dos 73', quando Keizer trocou Luiz Phellype por Bas Dost e Eduardo por Vietto. Nenhuma mudança para melhor também ao fazer sair Borja, aos 85', trocando-o pelo fatal Diaby, novamente irrelevante: o maliano mal chegou a tocar na bola.

 

Da má forma física dos jogadores. O treinador concedeu dois dias de folga aos jogadores após terem sido goleados pelo Benfica na Supertaça - decisão que ninguém consegue justificar. Mesmo assim, foi inegável o extremo cansaço de grande parte deles, que terminaram o jogo quase sem forças. Algo precisa de ser feito com urgência no treino físico do plantel.

 

 

Gostei

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, o nosso melhor jogador. Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.

 

De Acuña. O argentino, que não cumpriu a preparação da pré-época leonina por ter participado na Copa América, está ainda a ganhar forma. Mas já foi um dos nossos melhores em campo, como ala esquerdo. Bom cruzamento que Luiz Phellype desperdiçou aos 25'. Conduziu um contra-ataque muito perigoso culminado num centro perfeito para Raphinha, aos 79'. Garra e vontade não lhe faltam. Falta-lhe apenas melhorar um pouco a pontaria: rematou ao lado aos 32' e atirou por cima aos 63'.

 

Do ponto ganho ao FC Porto. Se o nosso verdadeiro objectivo é competir pelo segundo lugar do campeonato, último que pode permitir o acesso à Liga dos Campeões, estreamo-nos com um ponto de vantagem na Liga 2019/2020 face aos nossos rivais portistas, que no sábado foram derrotados pelo recém-promovido Gil Vicente. Do mal o menos.

A única conclusão possível

Bruno Fernandes está, para o Sporting, bem acima do nível que Ronaldo esteve para o Real Madrid. Só assim se justifica a conquista de dois títulos na última época. Keizer não parece melhorar o futebol. Muito menos compreender como funciona Portugal.

Depois de levar cinco, entramos em campo como se fosse mais um amigável. Falta mentalidade e isso começa num rosto, o do treinador.

O que fazer para melhorar?

Refém de uma transferência

Sem a ida mais uma vez à liga milionária, se quer fazer frente a uma época exigente e se quer atacar o título(?), o Sporting precisa de dinheiro.

A venda dos direitos desportivos e outros (irrita-me utilizar o termo venda do jogador, as pessoas não deverão ser mercadoria) de Bruno Fernandes daria eventualmente para esta e a próxima época, apesar dos quinhões que haverá a distribuir pelos vários interessados, que serão muitos.

Frederico Varandas está desertinho para efectuar a transacção (eu se calhar estando no lugar dele também estaria), mas há um marco, 100M€, a que é impossível fugir. Dou de barato os 120M€ do rapaz do Benfica, negócios à Mendes que não vêm ao caso neste post, mas 100M€ é uma cifra muito difícil de atingir e compreendo que o valor pedido, 70M€, seja o limite mínimo aceitável pelo presidente.

A questão essencial é no entanto esta: Baixando deste valor (não me parece que o faça e muito bem) o presidente ficará com o seu mandato seriamente comprometido. Como dizem os amigos brasileiros, "se ficar o bicho pega, se fugir o bicho morde" e gerir isto não deverá ser fácil.

Comparado com isto, gerir o dossier treinador são "penares"...

Estou preocupado

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Foto Lusa


Marcel Keizer, mostrando a sua pior face de treinador medroso, fez entrar em campo na Supertaça um onze hiperdefensivo contra um Benfica desfalcado de vários titulares da época passada e cheio de miúdos da formação, um dos quais em estreia, de pé trocado, pela ausência do habitual lateral direito. Medroso, repito. Como se o Sporting fosse o Paços de Ferreira a jogar na Luz.

A estratégia falhou em toda a linha, o resultado ficou à vista: fomos goleados como se o Sporting fosse o Tirsense.

 

Ao contrário de Frederico Varandas, que nunca se mostrou tão infeliz ao exprimir-se em público como na noite de domingo, eu estou preocupado.

Muito preocupado.

Desde logo por ver o presidente do Sporting recorrer ao rudimentar glossário do seu antecessor, utilizando um vocábulo que nunca devia ter usado na comunicação em discurso directo devido às conotações profundamente negativas da palavra «chato» na história recente do nosso clube. Depois porque, ao falar como falou, demonstra ser o único sportinguista que não parece preocupado com o estado físico, anímico e competitivo da equipa, o que o põe de passo trocado com a massa adepta.

 

Se o Sporting 2019/2020 já se mostra tão débil ainda com Bruno Fernandes, imagino como será sem ele. Sobretudo não tendo havido plano B para prever a ausência do capitão leonino, como todos percebemos na pré-época.
Por isso estou preocupado também.

Armas e viscondes assinalados: Descalabro para mais tarde recordar

Benfica 5 - Sporting 0

Supertaça

4 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,0)

Consolidou o seu lugar na história do Sporting, já garantido com as duas taças conquistadas no desempate por grandes penalidades, mas desta vez pelos piores motivos: tornou-se o primeiro guarda-redes leonino a sofrer um 5-0 (Lemajic chegaria mais tarde à meia-dúzia, naquele funesto 3-6) frente ao Benfica desde... Vítor Damas, num pesadelo a contar para a Taça de Portugal na época que antecedeu o memorável 7-1. Dos cinco golos que sofreu tem sobretudo responsabilidades no terceiro, pois a magnífica execução de Grimaldo não bastaria caso não tivesse decidido posicionar-se tão distante do poste para onde tentou estirar-se, enquanto nos restantes limitou-se a não fazer milagres. Ainda assim, perante o erro de sistema que assolou tantos dos seus colegas, evitou um resultado ainda mais catastrófico com um punhado de  boas defesas, especializando-se em tirar o pão da boca de Seferovic.

 

Thierry Correia (3,0)

Teve uma primeira parte agridoce, pois múltiplas intervenções positivas, tanto a defender, nomeadamente o corte “in extremis” ao remate do isolado Seferovic, como a criar jogo (apesar da difícil coabitação com Raphinha na direita), não apagam a gravosa consequência do seu calcanhar de Aquiles: a tendência para deixar que apareçam adversários nas suas costas à hora e no local mais inconveniente, como voltou a acontecer no golo inaugural de Rafa. Na segunda parte manteve a chama o mais que pôde, ainda que pudesse fazer melhor no lance que resultou no 4-0. Único representante da Academia de Alcochete nas escolhas do treinador que supostamente iria retirar proveito da formação leonina – e apenas porque a presente gerência contratou um lateral-direito lesionado, tem outro lateral-direito lesionado e um terceiro lateral-direito ainda a recuperar da CAN (aquele que, ao contrário de Gelson Dala, teve direito a número de camisola na apresentação da equipa) –, chorou copiosamente no final do jogo. As lágrimas de quem sentiu a humilhação, enquanto o treinador optava pela táctica do escapismo mental como se fosse o Houdini neerlandês e o presidente do clube fazia as declarações mais desprovidas de noção desde a reacção de Bruno de Carvalho ao “ataque terrorista” à Academia de Alcochete, são para mais tarde recordar, de preferência após serem aprendidas todas as lições daquilo que aconteceu no Estádio do Algarve.

 

Neto (1,5)

Surpresa no onze titular, com o regresso ainda mais surpreendente de Keizer à experiência dos três centrais, distinguiu-se no início do jogo pelo poder de choque e pela facilidade com que lançou jogadas de ataque, tendo sempre a mira no espaço de progressão de Raphinha. Espelho perfeito da sua equipa, iniciou a descida aos infernos perto do intervalo, naquele lance em que deixou Thierry a cobrir dois adversários, o que facilitou a tarefa de Rafa. Dono e senhor do eixo da defesa, ao ponto de o provável futuro capitão de equipa ser encaminhado para o banco de suplentes quando o treinador do Sporting desfez o triunvirato de centrais, foi mais um a ver passar papoilas saltitantes a caminho da baliza defendida por Renan.

 

Coates (1,5)

Descarregou no banco de suplentes a compreensível frustração por sair do relvado em troca com Diaby, mas a triste verdade é que o provável futuro capitão de equipa nunca se encontrou no esquema dos três centrais e a forma como tendeu a ficar ligeiramente mais recuado do que Neto e Mathieu auxiliou diversas vezes o ataque benfiquista. Da primeira parte deixou como cartão de visitas um excelente passe longo para Bas Dost, que logo serviu Bruno Fernandes para um grande remate, mas depois do intervalo ficou marcado pelo disparate a meias com Mathieu que deu origem ao 2-0.

 

Mathieu (1,5)

Um excelente passe a desmarcar Bruno Fernandes na ala esquerda poderia ter servido de arranque para uma terceira taça consecutiva, mas logo no início do jogo ficou claro que não era noite para tão coisa. Raras vezes bem coordenado com Acuña e com os outros dois centrais, o francês manteve a classe até ao lance aziago em que, desentendendo-se com Coates e com as leis da lógica, perdeu a bola no interior da grande área e ofereceu o 2-0 ao Benfica. Incapaz de trazer tranquilidade a uma equipa cada vez mais fragmentada terá decerto questionado a decisão de adiar a reforma por mais um ano.

 

Acuña (2,0)

Nem a ele saíram assim tão bem os cruzamentos, à excepção de uma magnífica desmarcação que teria mitigado a goleada se Raphinha não tivesse decidido acumular um número de más decisões só comparável ao saudoso passatempo “quantas pessoas cabem num Mini”, embora tenha servido Bruno Fernandes para o que, noutra noite qualquer, poderia ser um bom golo ou uma excelente assistência para Bas Dost empurrar para as redes. Ausente durante a maior parte da desastrosa pré-temporada do Sporting, provavelmente ainda muito aquém da melhor forma física, nunca deixou esgotar a vontade de vencer que o manteve a empurrar a equipa para a frente quando o marcador já estava mesmo muito pesado, mas Diaby encarregou-se de dar maus seguimentos com aquela coerência que caracteriza o maliano.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Viu-se muitas vezes rodeado de adversários no início das jogadas leoninas e saiu-se quase sempre bem, servindo-se da velocidade e capacidade de choque para fazer avançar a bola. E sendo verdade que muito ainda tem a aprimorar no passe e na posse, dir-se-ia que é um dos talentos com maior margem de progressão no plantel. Resta saber se poderá melhorar assim tanto com Keizer e se conseguirá aprender a dosear o ímpeto que o levou a ser o único contemplado com um duplo amarelo entre a legião de advertidos pelo árbitro Nuno Almeida.

 

Wendel (1,0)

Prisioneiro do meio-campo do adversário, raras vezes encontrou sentido para a sua presença naquele relvado. Numa época que terá de ser forçosamente de afirmação, sobretudo se ocorrer a tão adiada quanto aparentemente inevitável transferência de Bruno Fernandes, o jovem e talentoso brasileiro será um dos sportinguistas que mais beneficiará da penosa experiência de ver (e rever) os vídeos deste descalabro.

 

Bruno Fernandes (2,0)

Também chorou no final do jogo, ainda que as suas lágrimas se possam distinguir das vertidas por Thierry sem recurso a análises laboratoriais. O ainda capitão do Sporting poderá ter feito o último jogo de verde e branco, deixando como última memória, aos adeptos e a si próprio, um resultado histórico no pior sentido da palavra. E esteve nas suas mãos, melhor dizendo nos seus pés, a hipótese de fazer uma noite muito diferente. Logo no início, com Bas Dost completamente isolado à entrada da área, fez um cruzamento terrível (que, mesmo assim, Ferro ainda fez questão de encaminhar para a baliza, valendo os reflexos de Vlachodimos), repetindo a asneira bem mais tarde, ao preferir ganhar o duelo com o guarda-redes grego em vez de servir o holandês, tão bem posicionado que só teria de empurrar para o fundo das redes. Terá sentido saudades de Svilar noutro lance, quando um “daqueles” remates de longa distância foi desviado para canto com uma excelente defesa, mas a propensão para rematar à primeira oportunidade, chegando a tentar fazê-lo da linha de meio-campo, num lance em que o árbitro até já tinha assinalado falta contra o Sporting, foi sintoma de duas maleitas assaz preocupantes: a absoluta falta de soluções da equipa e a vontade de tirar um coelho da cartola que desbloqueasse a transferência que parecia certa antes do 5-0 e provavelmente continuará certa, para mal de uma equipa que se tornou demasiado dependente de um enorme futebolista que, também ele, teve uma noite de profunda desvalorização.

 

Raphinha (1,5)

Vítima do seu próprio talento, apaixonado pelos seus dribles, esteve muito em jogo mas decidiu quase sempre muito mal. O exemplo acabado disso ocorreu no final do jogo, ao receber a bola cruzada por Acuña no coração da grande área benfiquista. Em vez de arriscar o remate em esforço procurou controlar a bola, perdendo ângulo, e acabou por encaminhá-la para as mãos de Vlachodimos quando tinha dois colegas na grande área. Também se distinguiu pela falta de ligação com Thierry, optando por ignorar o jovem lateral nos lances de ataque, e pelos remates descabelados. Precisa de, em bom português, acordar para a vida.

 

Bas Dost (2,0)

Pois que é lento, pois que aparenta ser um corpo estranho quando a equipa não se dedica a jogar para a sua cabeça, mas a verdade é que esteve em posição de marcar em dois lances em que Bruno Fernandes errou no cruzamento ou preferiu desfeitear a grande baleia branca greco-germânica que tinha pela frente. Também combinou bem com o capitão e outros colegas, servindo Bruno Fernandes para o remate que permitiu a defesa da tarde a Vlachodimos. Na segunda parte começou realmente a desaparecer do relvado até à inevitável substituição.

 

Luiz Phellype (1,0)

Entrou em campo em vez daquele cavalheiro argentino avaliado em 7,5 milhões de euros por metade do organismo que Jorge Mendes e o Atlético de Madrid incluíram na negociata de Gelson Martins. Nada fez e ainda teve umas boas dezenas de minutos.

 

Diaby (1,0)

O velocista maliano que Sousa Cintra legou ao Sporting em troca do dobro do dinheiro obtido com a venda de Demiral recebeu vários passes de Acuña, chegou primeiro do que o adversário e... nada conseguiu. A culpa é, sobretudo, de quem o mantém num plantel sem espaço para Gelson Dala e Matheus Pereira. E que vai travando a progressão de Gonzalo Plata.

 

Borja (1,5)

Acostumado a ser um dos piores em campo, teve a felicidade de entrar tarde, só para evitar que Acuña recebesse um segundo amarelo.

 

Marcel Keizer (0,5)

Tentou surpreender Bruno Lage com a táctica dos três centrais, e talvez até o conseguisse caso o capitão prestes a zarpar tivesse as chuteiras mais calibradas. Resultou, mais ou menos, até perto do intervalo, mas o golo de Rafa foi o prenúncio de uma segunda parte de profundo pesadelo a que nunca soube reagir, tal como foi ainda mais incapaz de evitar. Nada conseguiu melhorar com as substituições, às quais não poderia faltar o seu “fétiche” Diaby, e ainda pior sucedeu depois do apito final. Passou a imagem, seguindo o exemplo do homem responsável pela sua contratação, de que perder por 5-0 com o Benfica é “business as usual”, perdendo todo o capital decorrente da conquista de dois troféus na temporada passada. Depois de uma pré-temporada muitíssimo negativa, com uma nova falsa aposta na formação, fica com tolerância abaixo de zero para um início de temporada com visitas ao Marítimo e ao Portimonense, a meio da recepção ao Braga, aquele Sporting que aposta a sério na formação leonina, com Sá Pinto no banco e Ricardo Esgaio, Diogo Viana, João Palhinha e Wilson Eduardo no relvado.

Coragem

Seria preciso uma coragem brutal para perceber que são ínfimas as possibilidades de Marcel Keiser dar em treinador que consegue extrair o melhor de uma equipa que tem que singrar no futebol português e europeu de alto nível. 
A direção acredita mesmo que sem o melhor jogador da época passada, sem o capitão da equipa e sem o verdadeiro treinador de campo, por mais que se reforce com um ou dois craques, o atual treinador tem unhas para levar a época a bom porto?

Não falemos de gratidão, nem de palmarés recente, falemos de evolução da equipa, da história real do caminho que se fez até às conquistas recentes e da convição quanto às probabilidades de sucesso futuro e, também, de empolgamento e reunião na fé.
Se a direção acreditar - até porque assiste no dia a dia aos treinos, ao desempenho e comportamento da equipa - que o defenda intransigentemente e que trace o seu destino com o destino do treinador. Sim, também é disso que estamos a falar. É a tragédia do Sporting, mas é o Sporting que temos.

Mas se tem dúvidas, se percebeu que, de facto, o treinador terá timings e ideias que lhe ditarão o fracasso antes de qualquer evolução significativa, que tenha a coragem de arrepiar caminho. Muito simplesmente: Marcel Keiser pode não ser treinador para um Sporting sem Bruno Fernandes e a atual direção pode não resistir com saúde às consequências da concretização desse facto.

O situação é absurda. Seria absurdo despedir o treinador que conseguiu dois títulos numa época mas é também absurdo esperar que ele tenha sucesso outra vez. Seria esperar muitos milagres, em especial, sem Bruno Fernandes no plantel.

Por estranho que possa parecer, acho que o ato de maior coragem não será o de se manter fiel ao treinador, protegendo-o neste noite negra. Digo-o porque - sem estar na academia e só assistindo aquelas partes que se traduzem em fracasso ou glória, os jogos - não acredito que quem perceba de futebol ache mesmo que não estamos perante um erro de casting que nos levará a uma época absolutamente penosa de equívocos e erros com resultados humilhantes como o 2:4 em Alvalade ou o 5:0 em Faro-Loulé, sem os disfarces saborosos de glória que a genialidade de Bruno Fernandes nos ofereceu.
Juntando uma ou duas peças chave ao plantel, creio que teremos uma equipa combativa mas não teremos general, nem o já referido treinador de campo. E sem isso não haverá coragem em defender um fraco líder, só uma péssima decisão que se pagará muito caro.
Noite difícil, momento pivot para a época do Sporting.

Se calhar também teria sido mais corajoso eu ter ficado calado. Ou talvez não.

CL7 vs. BF8, um duelo ao pôr-do-sol

bf8.jpg

Hoje. 20H45. Estádio do Algarve.

Dum lado, Caio Lucas, o número sete das águias, um homem que faz um jogo contra a Fiorentina, repito, contra a Fiorentina e a seguir diz o seguinte: "estou a matar um leão por dia", o jornal A Bola, publica.

Do outro lado, Bruno Fernandes, o número oito dos leões, um homem amargurado, triste, um "meio João Félix" (ou nem isso).

Ganhassem-se os jogos nas páginas d' A Bola e o Benfica golearia (e mataria mais um leão ou dois) como os jogos, supostamente, se vencem dentro das quatro linhas; espero que tanto Caio Lucas como Bruno Fernandes façam um bom jogo e que no final vença o melhor, o que fizer o melhor jogo, hoje.

Um plantel do presente ou do futuro?

Não tendo visto o último jogo, não vou comentar a táctica e o desempenho de um ou outro jogador. À distância parece-me que, com a novela Bruno Fernandes, Marcel Keizer se encontra entre a espada e a parede, a rezar para que o dia 8 chegue depressa duma forma ou doutra.

De qualquer modo, a responsabilidade primeira pelo que se passou ontem em Alvalade é mesmo dele, quer pela organização (ou falta dela) da equipa em campo ou por apostar em jogadores que fazem a diferença ou por apostar naqueles de quem se espera sempre o pior, e o pior quase sempre acontece.

Mas a responsabilidade primeira pela constituição do plantel é do presidente, e é por aí que deveremos analisar a estratégia para o futebol do Sporting para esta época e seguintes.

Foram apresentados 29 jogadores, com uma média etária de 23,8 anos e um valor de mercado de 194 M€:  31% 17-20, 17% 21-23, 24% 24-26, 17% 27-29, 10% 30-35

Trata-se, como mais uma vez venho dizer, duma grande aposta na formação: 48% do plantel é sub-23, sendo que 60% desses, oito no total, são mesmo produtos de Alcochete (considerando Camacho de fora). 

Depois é um plantel equilibrado em termos etários, com apenas três jogadores a ultrapassar os 30 anos.

Quanto a jogadores de classe extra, existem apenas cinco: Bruno Fernandes, Coates, Mathieu, Acuña e Bas Dost. Qualquer saída neste sector vai ser muito difícil de colmatar.

Quanto a jogadores sem classe para jogar no Sporting, de capacidade insuficiente para os objectivos do clube, infelizmente existem alguns no plantel. Uns que escaparam à triagem do entulho da era Bruno/Jesus, outros que chegaram mais recentemente e sabe-se lá porquê. Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Diaby e Vietto têm muito que mostrar para provarem a sua utilidade e serem mais-valias para a equipa em vez de pesos mortos.

Sendo assim, vamos ter um plantel à altura dos desafios desta época ou vamos ter um ano zero de algum futuro qualquer?

SL

Os destaques: Bruno, Idrissa, Thierry

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Terminamos a pré-temporada sem uma vitória. Nem ao menos o Troféu Cinco Violinos conseguimos ganhar no nosso estádio. Ontem defrontámos o Valência - detentor da Taça de Espanha e quarto classificado no mais recente campeonato do país vizinho - e até começámos a vencer, logo aos 4', mas acabámos derrotados por 1-2. E ainda vimos Renan defender um penálti, algo em que já se especializou.

Destaque para a entrada de Thierry como titular na lateral direita: o ex-campeão europeu sub-17 e sub-19 deu boa conta do recado. Bruno Fernandes foi remetido para a ala esquerda, o que funciona nele como um espartilho, para ceder protagonismo a Vietto no corredor central. Foi uma experiência para esquecer: nem o capitão rende aquilo de que a equipa necessita encostado à linha nem o argentino conseguiu demonstrar até agora que é um verdadeiro reforço neste Sporting 2019/2020.

Aspecto mais positivo: o grande golo de Bas Dost, culminando um eficaz lance colectivo em que avultou um soberbo passe de ruptura de Bruno Fernandes, variando o flanco, seguido de boa recepção de Raphinha, que tocou para o holandês potenciar o pé canhão - sem defesa possível para o guardião Domenech. Exibições muito positivas de Idrissa, que parece ter agarrado a posição de médio mais recuado, e do regressado Acuña, que só jogou no segundo tempo. O melhor em campo, embora longe do brilhantismo a que já nos habituou, voltou a ser o capitão da equipa.

Destaque, pela negativa, para Borja - com responsabilidade evidente no primeiro golo espanhol - e para a incapacidade finalizadora de Vietto. Nas substituições, Diaby (outro regresso) e Luiz Phellype nada acrescentaram. E é inaceitável a tremideira que se apodera do onze leonino nas bolas paradas defensivas, uma das quais resultou em golo nesta partida presenciada ao vivo por mais de 32 mil adeptos. Também inaceitável é continuamos a sofrer, em média, dois golos por jogo: uma equipa que aspira a títulos não pode ser tão permeável no sector mais recuado. Eis o aspecto a rectificar com mais urgência.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: defendeu uma grande penalidade aos 55'. Excelente defesa aos 27, negando o golo ao Valência.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Thierry (20 anos).

Mais: titular na lateral direita, neutralizou Gonçalo Guedes. Muito concentrado e veloz, fez um grande corte aos 36'. Integrou-se bem no ataque.

Menos: aos 66' deixou escapar Rodrigo, que centrou para o segundo golo do Valência.

Nota: 7

 

Coates (28 anos).

Mais: grande corte logo aos 5'.

Menos: ainda preso de movimentos, por ter estado ausente durante quase toda a pré-temporada. O primeiro golo sofrido nasce de um canto totalmente desnecessário provocado pelo uruguaio.

Nota: 5

 

Mathieu (35 anos).

Mais: aos 33, marcou um livre que rasou a barra da baliza adversária. 

Menos: duas "roscas" com o seu pé menos bom, o direito.

Nota: 6

 

Borja (26 anos).

Mais: esforçou-se para centrar lá à frente, sempre sem êxito.

Menos: deixou Kondogbia elevar-se à vontade para marcar o golo inaugural do Valência, aos 9'.

Nota: 4

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: sempre interventivo na primeira fase de construção, soube também recuperar muitas bolas.

Menos: o impulso ofensivo leva-o por vezes a abandonar a posição, desequilibrando o seu sector.

Nota: 7

 

Wendel (21 anos).

Mais: alguns lances vistosos, denotando técnica individual.

Menos: pouco influente nas movimentações colectivas durante os 68' em que esteve em campo.

Nota: 5

 

Raphinha (22 anos).

Mais: assistiu Dost no golo leonino.

Menos: muito preso à bola, denotando individualismo em excesso: aspecto a corrigir.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: o passe longo para Raphinha, aos 4', foi quase meio golo. Rematou com selo de golo, aos 85': o seu disparo só foi travado por uma defesa "impossível" de Cillessen.

Menos: o segundo golo espanhol nasce de um passe errado dele, aos 66'.

Nota: 7

 

Vietto (25 anos).

Mais: um bom passe de ruptura, aos 48': Raphinha desperdiçou.

Menos: continua a pecar por deficiente finalização: atirou ao lado aos 30' e aos 43'.

Nota: 5

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: regressou aos golos e fez levantar o estádio, com os adeptos a gritarem o seu nome.

Menos: muito discreto durante o resto do jogo: pouco e mal servido pelos companheiros.

Nota: 6

 

Neto (31 anos).

Mais: desde os 61' em campo, rendendo Mathieu: estreia de verde e branco em Alvalade. Bom corte aos 81'.

Menos: falhou a intercepção a Kevin Gameiro, marcador do segundo do Valência.

Nota: 5

 

Acuña (27 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Borja, com óbvia vantagem para a equipa. Aos 70', soberbo passe longo a que Bruno Fernandes não soube dar boa sequência.

Menos: nesta estreia na pré-temporada leonina, a sua actuação soube a pouco: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: substituiu Dost aos 61', procurando movimentar-se mais na área do que o holandês, sem o conseguir.

Menos: continua muito distante dos golos.

Nota: 4

 

Diaby (28 anos).

Mais: estreia na pré-temporada, recém-vindo de férias. Substituiu Vietto aos 61', permitindo libertar Bruno Fernandes para o centro do terreno.

Menos: tendência insólita para escorregar em momentos decisivos. O ex-Leão Piccini ganhou-lhe todos os duelos. Bem servido por Bruno, falhou o golo aos 84', quando lhe bastava encostar o pé.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: em campo desde os 67', rendendo Coates. Bom corte aos 78'.

Menos: só pode ter ficado desmotivado ao ouvir vários assobios no estádio, até por terem sido imerecidos desta vez.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 67' nesta sua estreia em Alvalade de Leão ao peito. Participou na construção de um lance muito perigoso, aos 76'.

Menos: falta-lhe ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: só entrou aos 88', substituindo Idrissa. Tentou - sem conseguir - dar dinâmica ao nosso meio-campo.

Menos: um passe errado, aos 90'+1, podia ter resultado no terceiro golo espanhol.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: substituiu Thierry aos 88', sem comprometer.

Menos: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 88': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 88', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: merecia mais tempo.

Nota: 6

Pódio 2018/2019: Bruno, Raphinha, Nani

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato pela soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes lidera as três classificações, largamente destacado, enquanto Raphinha e Nani compartilham os três pódios. Vale a pena salientar que o ex-capitão leonino jogou pouco mais de meia época, tendo mesmo assim garantido lugar entre os três primeiros.

Entre as subidas, em comparação com a temporada anterior, regista-ss uma progressão: Acuña sobe de 1 para 6 votos. Inversamente, Bas Dost (líder destacado em 2016/2017 e segundo em 2017/2018) cai para a sexta posição, baixando de 18 para apenas 5 votos.

Em relação aos reforços de Inverno, só Luiz Phellype marca posição neste quadro, valorizado com a inclusão de Jovane e Miguel Luís, jogadores oriundos da formação leonina. Desta vez Coates ficou ausente.

Só a A Bola destacou Miguel Luís. E apenas O Jogo fez alusão a Wendel e Diaby. Vale a pena ainda sublinhar a boa posição de Renan, com apenas menos dois votos do que os obtidos por Rui Patrício na temporada anterior.

 

Bruno Fernandes: 41

Raphinha: 16

Nani: 11

Renan: 7

Acuña: 6

Bas Dost: 5

Mathieu: 4

Jovane: 4

Salin: 3

Luiz Phellype: 2

Miguel Luís: 1

Diaby: 1

Wendel: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (15), Nani (4), Raphinha (4), Acuña (3), Renan (3), Bas Dost, Salin, Jovane, Miguel Luís, Mathieu.

Record: Bruno Fernandes (15), Raphinha (6), Nani (4), Acuña (2), Renan (2), Bas Dost, Salin, Jovane, Mathieu, Luiz Phellype.

O Jogo: Bruno Fernandes (11), Raphinha (6), Nani (3), Bas Dost (3), Jovane (2), Renan (2), Mathieu (2), Salin, Diaby, Acuña, Wendel, Luiz Phellype.

 

Nota:

Há um ano foi assim.

Há dois anos foi assim. 

Há três anos foi assim.

Bruno e Tiago

Não sei se repararam. Um dos melhores momentos do Liverpool-Sporting em Nova Iorque foi a descasca dada por Bruno Fernandes a Tiago Ilori depois de vir cá atrás, em corrida rapidíssima, impedir um golo quase certo, perante a apatia total do nosso lateral direito, que parecia ter sido acometido de uma paragem cerebral.
E Bruno é mais novo que Ilori. Que diferença entre a maturidade competitiva de um e outro...

Bruno Fernandes: o insubstituível!

Sempre que leio ou oiço falar sobre a eventualidade de BF se transferir para outro clube cresce em mim um misto de sentimentos antagónicos.

O primeiro é de alegria por o Sporting ter sido capaz de valorizar um recurso humano e que com a sua saída poderá ajudar o clube financeiramente. O segundo é de tristeza porque se tal acontecer a Liga portuguesa em geral e o Sporting em particular perderá um dos melhores jogadores que vi passar, nos últimos anos, por Alvalade.

Diz a sabedoria popular que o cemitério está cheio de insubstituíveis. Esta parece ser uma verdade insofismável. Porém e adaptando outrossim uma frase célebre diria que há jogadores mais insubstituíveis que outros. E digam o que disserem o (ainda) nosso Capitão é um grande exemplo de homem e atleta e será, se sair, insubstituível.

Da mesma maneira que CR7 foi insubstituível no Real Madrid, de tal forma que a equipa merengue na última época ganhou unicamente a Taça do Mundo de clubes, que será sempre um torneiro menor.

Mas regressando a Bruno Fernandes, acrescento que a sua possível saída irá criar uma revolução na equipa. Ficar sem um jogador deste calibre por onde passa todo o jogo atacante do Sporting (e não só) é prepararmo-nos para ver em campo os jogadores presentes sofrerem e lutarem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais do que até aqui.

Termino reafirmando o título deste texto: Bruno Fernandes é neste momento um jogador insubstituível.

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