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És a nossa Fé!

Com o novo mundo mesmo ali ao lado

"Com o novo mundo mesmo ali ao lado", cantavam os xutos quando ainda o eram ... basta cruzar a Segunda Circular, digo agora eu, pois é mesmo "ali ao lado" .... Sim, sei que é um postal nada popular para um ambiente sportinguista. Quando no ano passado, ou coisa assim, um qualquer certame árabe premiou a formação futebolística benfiquista logo se elevou um coro indignado a protestar, que seria coisa da influência da Cofina ou isso ... Está à vista que os árabes não estavam tão enganados assim, ou ao serviço dos pelos vistos abundantes petrodólares da tal Cofina.

O Benfica segue com uma equipa cheia de miúdos da sua formação, comandados por um treinador formado e saído da suas equipas juniores. Joga bem, e alegre. Tem sucesso. O treinador tem um discurso civilizado. Os seus jovens não verbalizam ou executam o desejo de sair já do clube. Nem o invectivam após sair. Um bom ambiente, uma boa escola, uma boa transição para o contexto sénior. O modelo que os sportinguistas queriam, podiam ter tido e desbarataram - muito pela azeda relação com os jogadores da formação, óbvia deriva de um clube que não conquista o título há tempo demais: o exemplo da "maçã podre" João Moutinho, década após ter saído do clube sendo até considerado o melhor de sempre do histórico Wolverhampton e reclamado como modelo de profissional pelos jovens jogadores do clube é sintomático de um desvario interno. E da patética massa adepta, que o continua a invectivar. Foi João Moutinho mas também inúmeros jogadores do clube, que vão saindo sem que o Sporting tenha os lucros necessários com isso, e sem que eles fiquem como símbolos de referência do clube, alimentando o clubismo das novas gerações. 

O Benfica sedimentou este modelo assente nas "toupeiras", "emails", "vouchers", "joões capelas"? É possível. O Benfica foi campeão, nisso sossegou adeptos e estrutura interna, e teve acesso a recursos económicos, através da manipulação da federação e da liga? Sim, os casos dos túneis, com o Porto e o Braga, são das coisas mais vergonhosas da história do futebol português, muito mais do que Calabote, Inácio de Almeida, Francisco Silva ou coisas similares. Mas convém lembrar que o Sporting entregou agora a coordenação da formação a um dos principais implicados nessa monumental aldrabice.

Ou seja, uma simples contratação que retira qualquer argumento moral ao clube para criticar hipotéticas más-práticas alheias. Mas esse fim de uma hipotética "autoridade moral" (e a ver vamos o que dá o "cashball") é bom. Para que as gentes do clube se deixem de centrar nas invectivas contra isto-e-mais-aquilo e possam, com a civilidade dos civilizados, aprender com o que se passa "mesmo ali ao lado". Pois esse é o único futuro de um clube português na economia do futebol actual global.

E tudo o resto, "as viúvas", o "bruno", os "croquettes", "as claques", vale nada e só faz apodrecer. A ver se a gente percebe bem isto. 

(Entretanto, e até ao fim deste ano, sou filho do meu pai, portuense - que nunca ligou ao futebol. A ver se os andrades são Dragões, e que derrubem os malditos lampiões de Carnide).

Eu vi um sapo e engoli-o



1. A melhor forma de começar a ganhar é perceber que se está a perder.

O push imenso dos anos Bruno de Carvalho, incluindo a sua associação ao milionário Jota Jota, custou anos preciosos de R&D em Alcochete. Enquanto isso, Vieira vinha dizendo que o XêXál era o futuro e muitos gozavam ou pelos menos não acreditavam (incluindo eu).

2. O que se verifica é que o Benfica mudou o tabuleiro a seu favor e conseguiu (aparentemente) resolver um dos grandes enigmas da bola lusitana que é o da capacidade física do atleta à altura do talento. Os “putos” do Benfica (alguns pelo menos) jogam sempre a 180 km/h, com os nossos a terem entorses, lesões, períodos de passagem pelo banco, cansaços ao fim de dez minutos de jogo, blackouts, apagamentos, empresários e papás muito vocais e etc.

3. Os “putos” do Porto, tirando o Dalot, nem se sabe quem são.

4. Além do talento e das qualidades técnicas e visão de jogo de Félix (que, suponho são um misto de treino e ADN), o que vemos é um mustang que faz piscinas como se estivesse a jogar na praia com amigos. Como sportinguista, é isso que me custa mais, aquela desenvoltura física dos miúdos do Benfica. 

5. Talvez a venda de Renato, de um Seixal mais antigo, faça cada vez mais sentido. Era um jogador que agitava cá dentro, é um jogador que lá fora coiso. Cancelo e Bernardo são só duas razões para os adeptos do Benfica quererem é que Jota Jota coiso. 

6. Apostaria que há sorte no que se passa na formação do Benfica, mas é inegável que quem lá trabalha e quem manda neles (Vieira) estão vários passos à frente de toda a gente.

7. Há uma frase que uso bastante: o trabalhador mais preguiçoso com uma retroescavadora fará sempre mais buracos que o Ronaldo dos operários com uma pá. Vieira demonstrou visão ao dar meios ao staff do Seixal para que estes gerassem craques para a primeira equipa, em vez de conversas de merda sobre "fazer mais com menos".

8. Não tenho nenhuma simpatia pelo Benfica, mas tenho toda a simpatia por líderes que dão meios aos seus liderados para que estes demonstrem o que valem.

9. Vou mais longe. Esta nossa mania portuguesa de sermos bons a improvisar, bons a fazer a pouco, bons a fazer omeletes sem ovos, é uma mania própria de quem tem vistas curtas.

10. Qualquer omelete com ovos é uma melhor omelete que a melhor omelete sem ovos.  


11. Imagino que Varandas esteja a mexer em Alcochete. Vai durar tempo, mas era necessário e Keizer é parte dessa equação.

Eusébios aos molhos

De facto, há coisas que nunca mudam: todos os anos o Benfica produz um "novo Eusébio" ou um "novo Cristiano Ronaldo". Eu ainda sou do tempo do Mantorras, por exemplo, mas para nos ficarmos só nos últimos três ou quatro anos já foram o Gonçalo Guedes, o Renato Sanches, o Ricardo Horta ou até o Mile Svilar (!?). Agora é o João Félix. O Vieira agradece. O pior é para os próprios (e para a nossa pachorra).

Quinta-feira em Albufeira e em todo o lado

  1. Lage prossegue na sua fase holandês voador como Keizer quando chegou. No ar condicionado do Golfo, Rui Vitória deve andar a dizer “deixa-os poisar” ao seu intérprete, depois de ter visto o resumo e ter confirmado que o golo de Gabriel é 75% de Renan e o de Ilori é 100% de Ilori, que foi queimado um golo limpo ao Sporting e que enfim, coiso.

  2. Na única vez que perdeu, Lage atirou-se à jugular de um pobre mil eurista do CM TV que lhe perguntou se Jonas ia jogar ou algo parecido. Como acontece sempre que há benfiquismos radicais,  assobiou-se para o ar.

  3. Ganhar é fixe e ontem qualquer das equipas podia ter ganho, incluindo o Benfica.

  4. Nos resumos de hoje, nenhuma menção ao “lance” em que Svilar faz asneira e Bas Dost mete golo. Nem o fleumático Lage reparou, entretido que estava a dizer platitudes. Keizer e a estrutura do Sporting também não repararam. Num futebol como deve ser, assim estaria bem. Num futebol que consegue colocar ALEGADAMENTE, TALVEZ, CONSTA, DIZEM, toupeiras num dos alicerces do Estado de Direito, todas as oportunidades de clamar justiça são poucas.

    5. O Benfica chega a empolgar (não estou a ser irónico), tem alma até Almeida, mas abre vias, alas e espaços que uma equipa com bons jogadores e bem organizada saberá aproveitar. Sei lá... tipo um Braga….

    6. Tanta coisa para falar não ter de falar do nosso Sporting, que anda demasiado amador. Por exemplo, até a minha vizinha do 2A, uma senhora nigeriana que nem sabe falar português e só vê críquete, se lembraria de avisar o Ilori para não entrar à Liga Inglesa, que aqui é Liga controlada e se ganha aos cartões (nota: o amarelo aos 10 segundos de jogo foi justo).

    7. Ou a dona Francisca, quase 70 anos e ainda limpa o prédio, também acha que já devia ter sido contratado alguém para controlar a raiva e frustração de Bruno Fernandes, que está feito um autêntico refilador por tudo e por nada.

    8. E este filme de fim de tarde de ninguém ter avisado o Keizer que o Ristovski estava free to go. Ou algo parecido. Quéstamerda, como vi numa t-shirt na Zambujeira. Se não foi nabice interna, atirem-se à Liga ou à FPF ou até à ASAE ou à Fundação Champalimaud, que são tantas organizações que já me perdi.

    9. Ou alguém arranjar narrativas para explicar porque o pendular Miguel Luís não joga. Inventem o que quiserem, atirem-nos areia para os olhos, se bem que a verdade também está bem.

    10. Esta coisa das Xtruturas são importantes, mas fundamental são mesmo os sócios e os adeptos.

Quente & frio

Gostei muito do golo marcado por Bruno Fernandes na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, ontem à noite, frente ao Benfica no estádio da Luz. Foi o melhor golo do desafio, que perdemos por 1-2. Marcado de livre directo, a 30 metros das redes. Um tiraço do nosso capitão, sem defesa possível para o guarda-redes Svilar, dirigido ao canto superior mais distante da baliza. Um livre que nasceu de uma falta sobre o próprio jogador, que foi o nosso melhor em campo neste clássico em que saímos novamente derrotados: segundo desaire consecutivo perante o nosso mais velho e histórico rival.

 

Gostei de ver o Sporting em cima da baliza benfiquista no quarto de hora final, quando o treinador Marcel Keizer apostou sem complexos num 4-4-2, reforçando o ataque com a entrada de Bas Dost, que a partir dos 76' fez parceria com Luiz Phellype (e quando este saiu, aos 90', com Raphinha), completada por Diaby numa espécie de tridente. Foi nesse período que nasceu o nosso golo, marcado aos 82'. E poderia ter ocorrido outro, empatando-se a partida, se o árbitro não anulasse, mesmo à beira do fim, um lance ofensivo leonino por uma pretensa carga de Dost sobre Svilar que nunca existiu. Isto num jogo em que alinhámos sem Mathieu, Nani e Ristovski.

 

Gostei pouco da prestação do colombiano Borja, reforço de Inverno para a nossa lateral esquerda, em estreia absoluta de verde e branco no onze titular escalado por Keizer para este desafio. Naturalmente sem rotinas defensivas, teve responsabilidades directas nos dois golos encarnados: no primeiro, aos 16', foi incapaz de fechar o corredor por onde penetrou Salvio; no segundo, aos 63', estava muito mal posicionado e deixou João Félix centrar como quis. Apesar destes lapsos com indiscutível gravidade, revelou bons pormenores de ordem técnica, mostrando vocação atacante e capacidade de criar desequilíbrios. Merece o benefício da dúvida.

 

Não gostei de saber que a segunda mão desta meia-final, a disputar no nosso estádio, só vai realizar-se a 3 de Abril. Um absurdo, estes dois meses de intervalo: é uma decisão ridícula da Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da Taça de Portugal. De qualquer modo, o Sporting mantém em aberto todas as possibilidades de passar à final da competição. Bastará vencermos o Benfica por 1-0 em Alvalade. Será que nessa altura ainda contaremos com Acuña? Actuando como médio-ala, o argentino foi um dos nossos melhores nesta primeira mão.

 

Não gostei nada da nossa primeira parte. Com desempenhos desastrosos no reduto defensivo, sobretudo de Bruno Gaspar, que voltou a ser ultrapassado várias vezes no seu flanco, nomeadamente no golo inaugural dos encarnados, em que escancarou ma avenida para o golo de Gabriel, e do regressado Ilori, que fez parceria com Coates no eixo da defesa e revelou uma arrepiante fragilidade, culminada num autogolo que ditou a nossa derrota. No meio-campo voltou a imperar a mediocridade de Gudelj na posição de médio defensivo, incapaz de travar o ímpeto encarnado e de contribuir para o início de lances ofensivos: o primeiro golo do SLB nasce de uma bola perdida por ele. Nestes primeiros 45 minutos revelámos fragilidades colectivas, concedemos demasiado espaço aos adversários nas alas, fomos incapazes de ganhar segundas bolas e sair em construção organizada, não dispusemos de um único canto e só conseguimos um remate enquadrado (por Bruno Fernandes). Também não gostei nada de um golo desperdiçado por Wendel que, isolado por Acuña e tendo apenas Svilar pela frente, rematou frouxo e muito ao lado no minuto 57. Nem da passividade do treinador, que a perder por 0-2 - frente a um adversário banal, sem Vlachodimos, Fejsa nem Jonas e um puto estreante no eixo da defesa - só aos 71' começou a mexer na equipa. Menos ainda gostei de ter perdido pela segunda vez em quatro dias com o Benfica, com um saldo muito negativo: três golos marcados e seis sofridos. E de só termos vencido, no tempo regulamentar, um jogo dos últimos oito que disputámos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do banho de bola que levámos do Benfica em nossa própria casa. As dinâmicas colectivas não funcionaram, não vencemos um confronto individual, o nosso corredor direito era um autêntico passador, só em teoria tínhamos um médio defensivo em campo, fomos incapazes de ganhar bolas divididas.

 

Do treinador. Tal como sucedera em Tondela e em Guimarães, Marcel Keizer estudou insuficientemente o adversário e artilhou muito mal o nosso onze titular. Tem uma pose inacreditável em campo, permanecendo durante todo o jogo estático e de mãos nos bolsos. E vem gerindo de forma cada vez mais desastrada as substituições. O cúmulo do caricato ocorreu ontem por volta do minuto 80, quando mandou entrar Petrovic, um médio defensivo, quando estávamos a perder 1-4. Seria para "segurar o resultado? Brindado com uma vaia monumental, optou afinal por Jovane, mandando sentar o sérvio. Esta hesitação nas escolhas diz quase tudo sobre a (in)capacidade de liderança do holandês.

 

Da troca de Nani por Diaby. O instinto do treinador foi testado - e chumbou - na decisão assumida ao intervalo: excluir o capitão da equipa enquanto fazia entrar o jovem maliano que tem sido uma autêntica nulidade nos jogos disputados em 2019. Um erro colossal, não apenas pela capacidade que Nani - mesmo fatigado - tem de resolver um jogo, a qualquer momento, com um lance de inspiração. Sobretudo pelo sinal que deu para dentro de campo: o internacional formado em Alcochete tinha acabado de inventar um grande golo, oferecido de bandeja a Bruno Fernandes. Que prémio recebeu? Ter ido tomar duche mais cedo.

 

De Bruno Gaspar. Intriga-me por que motivo Keizer, confrontado com falta de recursos no plantel, não recorre aos sub-23. Desde logo para a lateral direita, desguarnecida pelo injustíssimo castigo aplicado a Ristovski pelo apitador Helder Malheiro. Bruno Gaspar, está mais que provado, não tem categoria para jogar no Sporting: foi uma das mais desastradas contratações do último ano. Incapaz de articular com Raphinha, foi ultrapassado vezes sem conta por Grimaldo, que o transformou num monumento à impotência.

 

De Gudelj. O meio-campo defensivo estava, em teoria, entregue ao sérvio que veio da China. Na prática, ficou desguarnecido: Gudelj parece ter emigrado para parte incerta, afogado no fluxo ofensivo encarnado, liderado pelo miúdo João Félix. Não restam dúvidas que não tem talento nem rotinas para assegurar a posição, apesar de Keizer teimar em mantê-lo ali. Mais incompreensível se torna ainda que Miguel Luís e Idrissa Doumbia tenham ficado ausentes da convocatória. 

 

Do desastre da nossa defesa. Levamos já mais golos sofridos do que o V. Setúbal e tantos como o Marítimo.

 

De ver a nossa formação marginalizada. Ontem, durante quase uma parte inteira (a segunda), voltámos a jogar sem nenhum elemento formado em Alcochete. Miguel Luís foi de novo remetido para a bancada, Francisco Geraldes só serve para promover gameboxes na Sporting TV e Jovane entrou à beirinha do fim, só para iludir as estatísticas. Acontece que Keizer veio para o Sporting, entre outros supostos atributos, por valorizar a formação. Onde está essa mais-valia?

 

Do resultado. Esmagadora e humilhante, a derrota por 4-2 em Alvalade. Desde a época 1997/1998 que não perdíamos por números tão arrasadores, mesmo num dérbi destes, onde existe uma lamentável tendência já claramente desenhada: nos últimos dez anos, só por uma vez vencemos o Benfica no nosso estádio para o campeonato. Dá que pensar. E não é um pensamento lisonjeiro para as nossas cores.

 

Do nosso percurso recente no campeonato. Apenas vencemos um dos últimos cinco jogos da Liga 2018/2019: uma vitória esforçada e tangencial em casa com o Moreirense. De resto, dois empates (com V. Setúbal e FC Porto) e duas derrotas (com Tondela e Benfica). Se somarmos a estas partidas os dois desafios da Taça da Liga que também não vencemos no tempo regulamentar (embora tenhamos conquistado o troféu nas grandes penalidades), a margem negativa aumenta: só uma vitória em sete jogos.

 

 

 

Gostei

 

Do nosso único golo de bola corrida. Aconteceu aos 43', o que nos fez reduzir a desvantagem para 1-2, nascendo daí a ilusão de que a segunda parte poderia ser muito disputada. Um golo que emerge do talento e da criatividade de Nani ao desenhar uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência. O segundo seria marcado no declinar do jogo, de penálti, por Bas Dost, que reduziu para 2-4.

 

De termos, apesar de tudo, evitado a goleada. Na segunda parte, quando perdíamos por 1-4, chegou a pairar no estádio o espectro da repetição dos famigerados 3-6, sofridos há um quarto de século, ainda no tempo em que João Vieira Pinto jogava na equipa errada.

 

Do público que encheu o estádio. Éramos ontem 45.503 oficialmente contabilizados em Alvalade. Prontos a puxar pela equipa e a aplaudir os nossos. Saímos de lá com uma imensa frustração. Pelo resultado, pela péssima exibição e pela esperança que vai morrendo: depois do adeus ao título, o adeus ao acesso à Liga dos Campeões, quase o adeus à qualificação directa para a Liga Europa. E temos o V. Guimarães pronto a morder-nos os calcanhares, à distância de sete pontos do quarto lugar - tanta como a que nos separa do Braga, que ocupa o último lugar do pódio.

Os miúdos da academia

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Noticia o Record (a pérfida Cofina, que anda um bocado abandonada nos comentários aqui no blog) que o Benfica promoveu 4 jogadores da sua formação ao plantel principal. Beneficiando, decerto, do conhecimento do seu treinador principal, anterior responsável pela equipa B. No Benfica tem brilhado aquele miúdo, João Félix, que Vitória lançou e Lage segurou. Um puto que joga muito, não sei se vai ser uma grande estrela mas é uma delícia ver um franzino daqueles jogar - sim, é do Benfica, mas eu gostando de futebol gosto mais de ver um reguila daqueles a jogar do que ler sobre onde irá o presidente do clube assistir ao jogo ou coisas similares habituais nos jornais desportivos, ou ouvir dissertações sobre o que escreveram os "oficiais de comunicação" dos clubes. Confesso, nos jornais desportivos, para além do jogo só me interessam mesmo as abundantes referências às actuais, pretéritas e futuras namoradas ou amigas dos jogadores da bola, está agora muito na berra a namorada de um tipo, Buta, que veio do Benfica aqui para a Bélgica, uma mulher magnífica, que formas generosas, a rapariga dá vida a um proto-morto como eu, e ele é do Benfica, malandro, mas caramba, sim senhora, assim sim, que jeitosa que vai a gaiata ... (estava eu a escrever sobre o quê? ah, já sei ...).

Bem, era sobre os jovens do Benfica. Enfim distraí-me com outros assuntos, mas ... enfim, era só para dizer que o Benfica (malvados, malandros, lampiões, vieiristas, gatunos) despachou alguns jogadores, decerto que a perder algum dinheiro que nestas coisas de contratações falhadas deve ser assim, depois de ter substituído o treinador. Fez o subir o treinador dos miúdos, já lançou um belo artista este ano, e agora promove um punhado de rapazolas, uns terão sucesso outros talvez nem tanto.

Dá-me a sensação que é assim. 

Pronto, era só para dizer isto. Agora vou voltar para os jornais desportivos. Há por lá muita informação, não sei se já vos disse.

Hoje giro eu - Vitória épica no hóquei

Não sei se o meu colega Ricardo Roque, colaborador do És a nossa Fé que mais acompanha as modalidades, teve a oportunidade de ver o jogo desta tarde no Pavilhão Fidelidade, na Luz, e assim poder complementar esta minha peça. A ganhar logo no reínicio por 1-0 (Raul Marin), o Sporting viu-se sujeito a uma série interminável de suspensões de 2 minutos motivadas por cartões azuis recebidos pelos seus jogadores Marin, Girão e Ferran Font. Ao fim de 8/10 minutos - foram tantas as suspensões que perdi a conta aos minutos que os nossos jogadores estiveram fora - , e quando finalmente o 5º jogador nosso estava no ringue (há não mais de 5 segundos), eis que o leão Romero apanha novo cartão azul. O Benfica aproveita para finalmente empatar, situação que automaticamente permite repor a paridade de jogadores em campo. Depois, um jogador do Benfica também é suspenso por 2 minutos. Escândalo de lesa-Pátria para a BenficaTV, pois claro. Imediatamente, Ferran Font marca, no livre directo correspondente, através de uma belíssima execução. Seguidamente, através de uma penalidade, o mesmo jogador fez o 3-1. Finalmente, Pedro Gil colocou o 4-1 final no placard. 

Em toda a minha vida, nunca vi nada igual. Por isso, não consegui conter a indignação e decidi escrever. Também, para deixar o meu louvor a hóquistas, treinadores e restante estrutura da secção do hóquei, que nas condições mais adversas possíveis escreveram mais uma página de glória da história do Sporting Clube de Portugal. 

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(Fonte imagem: Record)

Posso repetir um postal? ... Obrigado

JJ.jpeg

(Aqui botei em 29 de Novembro passado. E repito-me ...)

 

Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Pirilampo vermelho

Alguém explique ao Rui Vitória que o objectivo (goal, em inglês) do jogo é o golo, não o auto-golo. Não é normal, é paranormal, caso suficiente para convocar (S)vilar (dois golos na Champions de 2017/18) das Perdizes, a fim de esconjurar o mal, pelo menos enquanto não surge uma solução das Arábias. Vitória com Abel foi um monstro, com José esteve para ir de Mota e em Portimão viu fazerem-lhe a Folha. Por isso, estou em crer que, a acender e a apagar desta forma, se calhar a luz que Luis Filipe Vieira viu foi a de um pirilampo. Em todo o caso, termino, desejando um bom ano de 2029 (estão 10 anos à frente) a todos os benfiquistas!

Pedro, o super-agente!

O nosso "treinador" Pedro Correia terá por aí uma agenda paralela e uma actividade também ela a circular ao lado de outras que exerce com reconhecida competência: A de agente de jogadores de futebol.

Senão vejamos, Pedro Correia insinuou aqui que dois jogadores estariam a fazer uma temporada menos boa no seu clube, disfarçada com um tom jocoso e tal, mas que vemos agora ter um interesse claro: Colocar os jogadores em clubes onde joguem e onde são cobiçados e que lhe tragam uns belos cobres em comissões. A tabela parece ser a mesma de sempre, quinje, quinje milhões...

Pedro, penso que não é sério usar o blogue como plataforma de negócios!*

 

* A não ser que a comissão seja gasta em bifes e imperiais no Império. eheh

O gozo que isto dá

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Este ano regressei à infância. Coleccionando e colando na caderneta respectiva os cromos da Panini com o elenco completo dos jogadores que alinham no campeonato nacional. 

Tive sorte: a primeira equipa que ficou completa foi a do Sporting. A segunda foi a do Rio Ave, que também veste de verde e branco.

Confesso: estou a achar muito divertido. Há uma rubrica final nesta caderneta reservada àquilo a que chamam "Top Aquisições". Lá figuram dois "reforços" do Benfica, com legendas que me dão imensa vontade de rir.

Legendas que aqui reproduzo para que os caríssimos leitores possam rir também.

A Crise do Bayern

Classificação alemã 2018.JPG

 

Dir-me-ão que o Bayern é sempre o Bayern. E é verdade. Mas não menos verdade é que o clube alemão está, neste momento, a passar por uma grande crise, encontrando-se no quinto lugar da tabela, a nove pontos do primeiro classificado (Borussia de Dortmund). E, como sempre acontece nestas situações, ninguém se entende, no clube. Os dirigentes discutem, os jogadores atacam-se uns aos outros na imprensa e nas redes sociais e há muita gente a reclamar, há bastante tempo, a substituição do treinador Niko Kovac.

 

E eis que Nico Kovac é salvo pelo gongo! Perdão, pelo Benfica! O croata estava quase de malas aviadas, mas, depois da goleada, é claro que não fazia sentido mandá-lo embora. Por sua vez, os lampiões perderam uma boa oportunidade de fazerem um brilharete a nível europeu, não sabendo aproveitar este momento fraco do gigante alemão.

 

Já o Sporting soube aproveitar bem a sua oportunidade.

Esperemos que este seja realmente o início de uma nova era! Como dizia o poeta: «o caminho faz-se caminhando.»

Após Vitória

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Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

 

Adenda: que chatice, afinal só vou a Lisboa depois do Natal ...

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