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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate que o Braga veio impor em Alvalade. Novo tropeção do Sporting no campeonato num jogo em que estávamos a perder a um minuto do apito final contra uma equipa que teve menos dois dias de descanso após a jornada europeia. Valeu-nos um penálti mesmo ao cair do pano para conseguirmos um pontinho. O jogo terminou 2-2 e já vemos o FC Porto quatro pontos à nossa frente.

 

Do nosso meio-campo. Bruno Fernandes e Bruno César, em constantes trocas posicionais, não conseguiram pressionar a saída do Braga para o ataque nem conter o caudal ofensivo da equipa adversária. Battaglia esteve sempre muito desacompanhado como médio de contenção.

 

Da ausência de William Carvalho. Este jogo deixou bem evidente a falta que nos faz o capitão para recuperar bolas, ligar a defesa ao ataque, abrir linhas de passe, temporizar e distribuir jogo.

 

Dos sucessivos falhanços em zona de finalização. Não podemos desperdiçar tantas ocasiões de golo como aconteceu neste Sporting-Braga. Pelo menos três. A primeira, logo aos 5', por Bruno Fernandes. Depois, aos 63, por Bas Dost: o holandês desperdiçou um excelente cruzamento de Bruno César. Finalmente aos 87, quando Doumbia, bem colocado, cabeceou muito por cima da baliza.

 

Da síndrome dos minutos finais. Uma vez mais, tombamos à beira do fim. Vencíamos por 1-0 aos 85' e até ao fim do tempo regulamentar, em quatro minutos, sofremos dois golos. A história repete-se: é algo inaceitável numa equipa ainda com aspirações ao título.

 

De Jonathan Silva. Fábio Coentrão, como aqui se alertou em devido tempo, está com sérios problemas físicos que o deixam mais tempo fora do que dentro da equipa. O argentino, que em regra o substitui, voltou a mostrar que está longe de ter o mesmo talento. É impressionante sobretudo a quantidade de passes que falha ao longo de um jogo, como hoje voltou a acontecer.

 

Da onda de lesões. Já tínhamos quatro jogadores titulares no estaleiro: William Carvalho, Fábio Coentrão, Matthieu e Piccini. Hoje mais dois ficaram incapacitados, em pleno jogo, devido a lesões musculares: Acuña aos 41', Bas Dost aos 78'. Consequências evidentes da baixa rotação da equipa: Jorge Jesus aposta por sistema nos mesmos jogadores, mesmo quando o calendário de partidas aperta.

 

Da reacção tardia de Jesus. O treinador errou ao lançar em campo os mesmos titulares que enfrentara a Juventus: faltava frescura física à equipa. Errou novamente ao demorar a mexer no onze: viu-se forçado a trocar Acuña por Podence aos 44' e esperou que Bas Dost quebrasse para fazer enfim entrar Doumbia, iam decorridos 80'. Mais incompreensível ainda a última substituição, aos 89', trocando Bruno César por Alan Ruiz,

 

De ver jogar Esgaio com a camisola errada. O lateral formado na Academia de Alcochete regressou a Alvalade, mas com a camisola errada. Fez uma boa partida pelo Braga e deixou a sensação de que tinha condições para integrar o nosso plantel.

 

De termos deixado de depender só de nós. Mesmo que consigamos vencer no Dragão, naquele que promete ser o jogo mais complicado da segunda volta, teremos de aguardar novo desaire da equipa treinada por Sérgio Conceição. Já vimos este filme em qualquer lado.

 

 

Gostei

 

Do golo de Bas Dost. Bem assistido por Bruno Fernandes, o nosso artilheiro concluiu da melhor maneira um bom lance de ataque aos 66'. Já leva nove marcados neste campeonato.

 

Do penálti bem marcado por Bruno Fernandes. Mesmo ao cair do pano, no último fôlego da partida, o nosso médio ofensivo não claudicou na linha da grande penalidade, empatando a partida.

 

De Battaglia. Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.

 

Da comparação com o ano passado. O Braga de Abel Ferreira venceu-nos na época passada por 1-0. Do mal, o menos: desta vez não perdemos. Só empatámos.

 

Do apoio do público. Éramos 42.844 em Alvalade. Merecíamos ter visto melhor espectáculo. E sobretudo merecíamos que a equipa nos tivesse dado uma alegria, o que não aconteceu.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Faltou a varinha mágica em noite de Halloween

Em noite de Halloween, Rui Patrício viu-se rodeado das habituais caras conhecidas na linha defensiva. Assim, para esse efeito, Ristovski surgiu mascarado de Piccini, André Pinto vestiu o disfarce de Mathieu e Jonathan...bem, Jonathan foi "Jonathan ao Cuadrado", tantas foram as vezes em que se teve de deparar com o extremo colombiano, o qual foi ala e, mais tarde, lateral direito na equipa da Juventus. Nada de anormal, pois à mesma hora, em Manchester, Svilar vestiu a carapaça de Mitroglou, marcando pelo segundo jogo consecutivo naquilo que foi a antecipação do Dia de Finados lá para as bandas da Luz. É caso para dizer que em noite de bruxas, nem (S)vilar das Perdizes os safou. E nem se pode referir, tendo tão boa imprensa, que Svilar tenha as costas largas...

Como curiosidade, o Sporting marcou o seu golo no quarto de hora em que tocou mais vezes na bola (15-30 minutos, 176 toques) e sofreu o tento da Juve nos últimos 15 minutos, período em que teve menos bola (apenas 78 toques). Globalmente, a equipa tocou 450 vezes na bola durante a primeira parte e 275 vezes, na segunda parte (61,1% do registo do primeiro tempo). Assim se conclui que, mesmo em noite de Halloween, não houve actividade paranormal, apenas consequências que decorreram das estatísticas.

Destaque global para Gelson Martins que esteve em todos os lances de perigo da equipa leonina. Aos 19 minutos, brincou com os apoios de Chiellini, torcendo-lhe a espinal medula de tal forma que já terá consulta marcada num quiroprático, no regresso a Turim. Do lance resultaria o golo do Sporting, após defesa incompleta (e para a frente) de Buffon, o qual perdeu o duelo de "Monstros" com o nosso São Patrício, o exorcista do "mal" transalpino. Na segunda parte, o ala arrancou por entre Alex Sandro e Barzagli e, mesmo carregado pelo brasileiro, percorreu 50 metros e conseguiu chegar à área para depois acabar a decidir pessimamente, não rematando à baliza do desamparado guarda-redes "bianconeri". Ainda participaria na jogada concluida com remate ao lado de Bruno César e naquela em que Bas Dost teria marcado se não tivesse cortado as unhas dos pés durante o fim-de-semana. Em suma, Gelson foi um constante pesadelo para a defesa italiana, tranformando o estádio de Alvalade numa casa assombrada para os "piemontesi".

Outro jogador em evidência foi Battaglia. Começou (primeiro quarto de hora) com uns modestos 6,4% de participação na posse de bola leonina, mas já terminaria a primeira parte com uns imponentes 12,4%, concluindo o encontro com uns notáveis - para um trinco, sendo que ainda foi box-to-box e lateral direito - 13,1%. Também acima da média estiveram Patrício, Ristovski (confirmação das boas indicações deixadas na Taça da Liga) e Acuña, o Muro de Alvalade. Bas Dost, em jogo de grande disponibilidade, conseguiu ganhar importantes bolas nos ares e Bruno César voltou a marcar um golo na Champions. Uma nota final para Bruno Fernandes: as coisas podem até não lhe sair bem, mas é indiscutível que tem um extra de qualidade face a qualquer outro jogador do plantel do Sporting, como se tornou bem evidente no lance que marcaria o último suspiro de ataque leonino. 

 

Junto apresento quadro da posse de bola leonina e comparação com os números de Battaglia, a quem pela função específica em campo muitos destes toques correspondem a desarmes efectivos. Eis a tabela:

imagem.png

sportingjuventus2.jpg

 

 

Hoje giro eu - Bremen "quer" Battaglia

Não sabia que uma viagem "relâmpago" é algo que se possa fazer nas "próximas semanas" - conceito que certamente teria alterado o rumo da história para os polacos na Segunda Grande Guerra, assemelhando a Blitzkrieg às cassetes do Raul Solnado -, mas o Record ensina-nos numa crónica assinada por Bruno Fernandes. Fui vêr ao dicionário e há duas possibilidades para significado de relâmpago: luz intensa de curta duração ou, em sentido figurado, que se passa rapidamente. 

Eu penso que a (não) noticia em si é que é um "relâmpago", pois deu a manchete "Bremen vem a Lisboa tentar Battaglia", criando a ilusão de que se trata de um interesse firme e a ser tratado brevemente. Lá dentro, na página 6, é que nos explicam que o Werder Bremen pode concretizar este interesse mais tarde, nas tais "próximas semanas", só isto, sem referência a montantes que os alemães estariam dispostos a pagar (o argentino tem uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros). Nesta aparente contradição ficamos com a convicção de que, afinal, nada mais se tratou do que de uma luz intensa, mas de curta duração. O suficiente para "dar à luz" uma manchete. Assim vai o jornalismo desportivo português... 

battaglia.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - BATman e SuperMAT

O "poeta" romeno Ovídio (Hategan), apitou com metamorfoses, sensível ao mito de "més que un club", lema do clube catalão. 

Com uma profusão de cartolinas amarelas distribuidas apenas à equipa leonina (6 até aos 58 minutos), O(v)ídio condicionou a possibilidade de o futebol do Sporting vingar, na medida em que, quebrando ramos importantes, retirou vigor à árvore germinada por Jorge Jesus.

Perdemos, é certo, mas em Alvalade apareceu um vigilante (a Messi), um agressivo e intenso argentino com ritmo de tango que num compasso binário, sempre acima e abaixo no relvado, criou a ilusão de que tudo ainda era possível, sempre sem cometer faltas (à atenção da cartilha), de forma a não se sujeitar ao apertado (para nós) critério do médico (é verdade!!!) romeno, evitando que este lhe "tratasse da saúde" . Chamam-lhe Batman, mas a sua verdadeira identidade é Battaglia. Rodrigo Battaglia. A seu lado não estava Robin, mas sim Supermat, ou melhor Mathieu, Jeremy Mathieu, um gaulês também habituado às danças de salão - não tivessem elas sido criadas na corte do rei Luis XIV, em França - que nas ausências de Battaglia soube dançar a par com Messi. Os nossos super-heróis dinamitaram o passe-repasse do Barça, o célebre tiki-taka, com uns últimos 15 minutos de vertigem que quase conduziram a equipa à igualdade. 

E foi quase, porque o nosso homem-golo da época passada, o holandês Bas Dost, é agora um homem dado às causas humanitárias: assiste aqui, assiste acoli, e acaba por não concluir a missão para a qual foi contratado. Espera-se que não acabe no "crescente" Vermelho. Lagarto, lagarto!!!

Além destes, aqui e ali emergiu o talento de Bruno Fernandes. Que grande jogador! E Ruuuuuuuui, Rui Patricio, que manteve inviolável a sua baliza às investidas culés, apenas traído por um desvio infeliz e imerecido de um companheiro, no caso Sebastián Coates.

 

Os nossos jogadores:

 

Rui Patricio - E quando todos falham, eis que aparece Rui Patricio. Foi assim já na parte final do jogo quando Paulinho lhe apareceu isolado pela frente e Rui o convidou a "arrumar as botas", característica que não espanta num Paulinho e que, aliás, é sobejamente conhecida, apreciada e estimada no nosso balneário e pelos adeptos.

Nota: Sol

 

Piccini - Os quadrinhos da Marvel são muitas vezes "dark" e preenchidos com motivos dramáticos. O italiano é o relâmpago que ilumina a noite escura e incrementa a tensão e o suspense. De facto, por vezes, tem lampejos de grande jogador. Ontem à noite, durante a primeira parte, teve mais um desses momentos quando irrompeu pela direita e, à falta de oposição à altura, flectiu para o centro e fez saír do seu pé esquerdo um trovão sob a forma de um remate que assustou Ter Stegen.

Nota: Sol

 

Coates - Ao melhor estilo de um outro sul-americano, Anderson Polga, teve a infelicidade de ser a carambola final de uma brilhante tacada bilharistica (versão snooker) que envolveu dois outros jogadores até atingir a rede. Mais tarde, iniciou um conjunto de fintas à saída da sua área que acabariam por isolar um jogador catalão, felizmente sem consequências. No restante tempo, assistiu com deleite à exibição do seu colega do centro de defesa e resolveu bem o (pouco) que sobrou.

Nota:

 

Mathieu - Um tirano, na maneira como "tirou o pão da boca" do franzino Messi. Não se faz! A verdade é que o francês tem aquela qualidade extra(sensorial) que lhe permite adivinhar o momento ideal para o "tackle", o timing certo de entrada na bola. Além disso, é um metrólogo, um cientista da medida do comprimento ou não tivesse  o sistema internacional de medidas sido criado em França, na época da Revolução Francesa. Ele bem avisou antes do jogo: dar 1 metro a Messi. E não lhe concedeu nem mais um centímetro.

Nota: Si

 

Fábio Coentrão - Começou nervoso, desperdiçando com uma ingenuidade juvenil algumas jogadas promissoras de ataque do Sporting. Assim continuaria pelo tempo fora, exceptuando o minuto que perdeu, com o jogo a decorrer, a apertar os atacadores, missão que cumpriria com uma calma olí­mpica e, lá está, mais uma vez com a eficiência de uma criança de 2 anos de idade. Salvou a sua prestação com um corte providencial a evitar um golo certo. Pareceu aliviado quando o árbitro o avisou de que para a próxima iria para a rua. Jesus antecipou-se e fez-lhe a vontade e ficámos a jogar com 10, melhor, com 9 porque simultaneamente saiu Acuña (outro amarelado). Entraram 2 placebos, figurantes de uma peça encenada para outros actores, que pelo menos criaram a ilusão no adversário de que a equipa estava completa em campo.

Nota:

 

William - Como sempre, muito agradável à vista, pormenores de grande técnica, mas roubar bolas aos catalães, "bola". Pareceu jogar ligeiramente adiantado em relação a Battaglia, ao estilo de Adrien, mas sem a intensidade do ex-capitão. Este, aliás, foi sempre o problema do jogo do Sporting: equipa bloqueada pelo medo, pelo mito culé, a jogar mais na expectativa, com pouca iniciativa. Na parte final do desafio ou trocou de posição com o argentino, ou este, dotado de uma mudança a mais na caixa de velocidades em relação aos restantes companheiros, o ultrapassou vertiginosamente nos movimentos atacantes. Ainda assim, apareceria a receber uma assistência de Bas Dost (quem mais...), concluida com um "drop" ao melhor estilo do rugby do País de Gales.

Nota:

 

Battaglia - A quem estava à espera de ver a Ópera de Barcelona, Battaglia respondeu com solos de Bombo Leguero, instrumento de percussão argentino de longo alcance (até 5 km) - produzido a partir de um tronco de árvore oco, a tal que o O(v)í­dio corroeu - que certamente foi ouvido do outro lado da 2ª Circular (pelo menos umas 5 vezes). A sua segunda parte tornou o jogo culé mais confuso e desordenado. A mess(i), como diriam os britânicos. É a alma, o coração e o pulmão da equipa, o que nunca se rende, nem se ajoelha, esta última talvez a única razão plausível para Jesus não o ter posto de início no sábado, no jogo disputado numa vila de cónegos.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - A variar flanco, a rematar de primeira, a rendilhar e pôr filigrana no jogo leonino, Bruno mostrou que esta é a sua casa. Refiro-me não só a Alvalade, mas também à Champions, pois claro. Um jogador de eleição! Parece muito fatigado, a viver mais da garra e da genica do que do pulmão. Pode ser que Battaglia lhe possa emprestar um dos vários que tem a mais...

Nota: Sol

 

Gelson - A sua velocidade de execução peca por ser maior do que a velocidade do seu pensamento. Isso gera alguma anarquia nos seus movimentos, por vezes precipitados, erráticos e inconsequentes. Mas, quando tudo se equilibra, vemos o melhor de Gelson: o desequilibrio, a esquiva, o estilo enganador, tudo qualidades que deixam dúvidas nos adversários. Está longe do seu melhor - ainda que a sua condição actual esteja anos luz acima da de qualquer pretendente ao lugar -, aparentando muito nervosismo, com menos poder de finta, pelo que se recomenda que passe a entrar em campo com dois Lexotan no "bucho", panaceia que certamente lhe retirará tanta sofreguidão.

Nota:

 

Doumbia - Durante a primeira parte foi a carraça nas pernas dos competentes defesas catalães, sempre seguros a passar a bola à saída da sua área. Aos 40 minutos, confundiu Umtiti com dois Titi e acertou num deles. Recebeu um amarelo. De seguida, sugestionado pela saga dos companheiros super-heróis, ensaiou um vôo que terminaria numa saída pela porta pequena, de maca, que isto de heroísmos não é para quem quer, é para quem pode.

Nota:

 

Acuña - Não se percebe, mas a existência de Coentrão talvez o explique, porque teve tão pouca bola na primeira parte, visto que quando a teve mostrou ser o único lá da frente a conseguir segurá-la e tirar centros. O Muro impôs a sua robustez física e bateu-se de igual para igual com qualquer defesa catalão. Saiu exausto, desgastado por muitas desmarcações vãs, pois a bola raramente lhe chegava.

Nota: Sol

 

Bas Dost - Perante tanta bondade, beneficiência, humanidade, magnanimidade, compaixão e altruísmo da sua parte, assiste-me dizer que ou começa a "dostar" ou vai provar da malvadez, ruindade, maldade, malevolência, maledicência e egoí­smo das bancadas de Alvalade. Anda uma pessoa a criar um verbo para isto...

Nota: Mi

 

Jonathan Silva - Jesus decidiu simultaneamente trocar todo o flanco esquerdo e a coisa não teve o efeito desejado: ofensivamente, nada a registar; defensivamente, deixou buracos sabiamente compensados pela destreza da dupla Bat&Mat.

Nota: Mi

 

Bruno César - Ao brasileiro aplica-se o mesmo que foi dito acima em relação a Jonathan, exceptuando ter dado a sensação de já ter entrado cansado e, por isso, ter passado mais tempo deitado na relva. Numa dessas "investidas" para o chão ainda ganhou um livre nas imediações da área, o que constituiu a última réstia de esperança dos adeptos leoninos.

Nota: Mi

 

Tenor "Tudo ao molho..." (melhor em campo): Rodrigo Battaglia, a.k.a, Batman.

 

sportingbarcelona1.jpg

 

Hoje giro eu - Battaglia do Pireu

Embalado por uma série vitoriosa que não é inédita - em 1990/91, com Marinho Peres ao leme, ganhámos os primeiros 11 jogos do campeonato - o Sporting ainda denota alguns problemas, tanto na sua organização defensiva como na ofensiva.

Atendendo ao historial clínico de Fábio Coentrão não parece haver uma alternativa credível. Jonathan Silva é esforçado, mas torna uma simples ida à linha de fundo para centrar num dos doze trabalhos de Hércules, tal a falta de velocidade que evidencia. Menos mal que, sendo o próximo jogo em terras gregas, a penitência lhe possa merecer alguma simpatia daquelas gentes.

No eixo da defesa, JJ optou por manter em Santa Maria da Feira um homem afectado pelo "jet lag" e outro adoentado. Entre as olheiras de Coates e o nariz e garganta irritados de Mathieu, André Pinto ficou no banco. Dada a má época realizada anteriormente por Tobias, se o ex-bracarense não cumpre os serviços mínimos ao ponto de não merecer a confiança de Jorge Jesus num jogo daqueles e com aquelas circunstâncias, então temos aqui um problema.

Finalmente, a insistência no actual Alan Ruiz ameaça comprometer o plano B do treinador leonino, isto é, a alteração do sistema de 3 médios centro (William, Battaglia, Bruno Fernandes), para 2 mais um "mezzapunta". O argentino, não só nos faz perder a batalha do meio-campo como não desequilibra na frente, demorando uma eternidade a definir os lances e não se movimentando o suficiente no sentido de baralhar as marcações adversárias e criar espeços aos seus colegas.

O jogo da próxima terça-feira em Atenas poderá marcar a estreia de Ristovski. Será o jovem macedónio, fiel ao legado do Grande Alexandre, capaz de comandar a ala direita do exército leonino até à tomada do Porto de Pireu?

Uma coisa é certa: contaremos com o nosso Zorba, Rodrigo Battaglia, que vive a vida na essência do que nos transmitia Jung: ama o futebol, é intenso, odeia as burocracias do centro do terreno, procura com espontaneidade galgar metros e traz a energia cósmica e a sorte que pareciam perdidas em Alvalade.

Assim, por volta das 21:30 desse dia, espero ver Battaglia dançar o Sirtaki. E que os gregos não partam um prato !

 

battaglia.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Estoril 2-1 [Jogo de (lou)VAR]

Grande partida de futebol em Alvalade. O Sporting, tendo marcado dois golos nos primeiros onze minutos, desperdiçou a hipótese de golear o Estoril e terminou em aflição para conquistar os três pontos. Demérito da equipa leonina, porque falhou inúmeros golos "cantados", e mérito da equipa da Linha, excelentemente orientada por Pedro Emanuel, que nunca renunciou ao jogo e mostrou qualidade de posse de bola e boa organização colectiva. 

Para além dos dois clubes, o outro protagonista foi o Vídeo-árbitro. O VAR tirou, aos 92 minutos, anulando um golo de Bas Dost por, no início da jogada, Piccini ter partido em posição de fora-de-jogo, e o VAR deu, invalidando correctamente um tento a Pedro Monteiro, do Estoril, na última jogada do jogo.

No entretanto, o público aplaudiu efusivamente o "terceiro" golo leonino e entrou em profusa depressão no "segundo" da equipa canarinha. Tudo para, logo de seguida, voltarmos à primeira forma. E ainda há quem diga que o VAR retira emoção ao jogo...

Eu, confesso, tive uma má premonição quando aos 70 minutos avistei uma pomba negra em vôo circulante sobre o relvado e nunca mais fiquei em paz. Afinal, era a pomba Vitória e tudo acabou em bem.

 

Análise dos jogadores um-a-um:

Rui Patricio - Durante a maior parte do tempo, limitou-se a participar na manobra ofensiva da equipa, jogando com os pés. Batido por um remate nada católico, disparado por um Evangelista, só com asas o poderia ter defendido, mas o clube não é patrocinado pela Red Bull...

Nota: Sol

 

Piccini - O italiano deu razão ao adágio popular que diz que "no melhor pano cai a nódoa". Estava a realizar um jogo excelente, com segurança defensiva e constantes cavalgadas à linha de fundo quando, apertado por dois adversários, desviou a bola de cabeça para a entrada da sua área, lance que resultaria no golo do Estoril. Sujou o naperon, perdão Macron, mas ainda teve tempo de compensar esse deslize quando assistiu Bas Dost para o terceiro, lance que viria a ser invalidado pelo VAR.

Nota: Sol

 

Coates - O uruguaio fez um bom jogo, embora longe do fulgor que já lhe vimos. Sendo um jogador bastante alto e pesado é natural que o excesso de jogos (6) em 3 semanas o esteja a condicionar. No entanto, não só não comprometeu como notabilizou-se pelos seus passes de longa distância a isolar na ala direita as duas motos de alta cilindrada leoninas (Gelson e Piccini). No restante tempo, lá continuou, como uma vespa, a morder as canelas a todos os adversários que lhe apareceram pela frente.

Nota: Sol

 

Mathieu - Temos 3 Mateus: este gaulês, o jovem brasileiro da nossa formação, com perfume de bom futebol, emprestado ao Chaves e, ainda, outro brasileiro, emprestado à bancada. São um pouco como os 3 Reis Magos: o primeiro traz ouro, o segundo incenso, o terceiro mirra (literalmente)...Jesus parece satisfeito com o "presente" que este francês representa para a equipa. Ele não corre, desliza sobre o relvado, tomando sempre a decisão que melhor se ajusta à situação de jogo. E joga de cabeça levantada todo o tempo, algo que não se via por estas bandas desde que um senhor, de seu nome André Cruz, nos deixou.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Apesar do natural cansaço, parece cada vez mais entrosado com a equipa. Participou activamente na jogada do primeiro golo, defendeu bem e incorporou-se no ataque, combinando com Acuña. Ameaçou lesionar-se, no início da segunda-parte, deixando a multidão à beira de um ataque de nervos. Afinal, era só fumaça e, passado algum tempo, Jesus decidiu poupá-lo a quaisquer contratempos adicionais. Sendo caxineiro, aguarda-se que vise mais vezes as redes adversárias, o que não deverá tardar dada a sua subida de forma.

Nota: Sol

 

Battaglia - O que se pode dizer mais sobre Battaglia? O homem não parece humano, é assim uma versão argentina do Exterminador Implacável, enviado a Alvalade para alterar o curso da história leonina. Pior que o efeito conjugado do míldio e do oídeo, destruiu qualquer semente de criatividade plantada pela fina-flôr estorilense. Ainda teve tempo para instituir o pânico no reduto da equipa canarinha, oferecendo um golo a Coates, isolando Acuña pela esquerda e tentando o golo de cabeça em duas ocasiões . O melhor em campo, não recebe nota máxima porque, dado Petrovic estar em campo e a anular a superioridade numérica do adversário na grande-área, não se encontrar na cabeça da área na altura do golo da equipa da Linha. Nesse lance pensou mais como um "6" do que como um "8", o que também não espanta pois essa é a rotina que transporta esta época.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Não mostrou a sua rotatividade habitual, mas mesmo com uns cilindros a menos, o seu motor ainda teve "cavalos" mais do que suficientes. Bateu inapelávelmente Moreira, na execução irrepreensível de um livre directo e, no resto do tempo, deliciou com outros pormenores de génio. A brincar, a brincar, é o seu terceiro golo (em 4 jogos) em remates de fora da área e o primeiro de toda a equipa na marcação de um livre, situação que espantou a Bancada Norte, habituada a receber o esférico nesses momentos. 

Nota:

 

Gelson Martins - Conseguiu fintar todas as criaturas que lhe apareceram pela frente. Às tantas, para variar, até se fintou a si próprio. Marcou um bom golo, fez sprints para cortar contra-ataques perigosos do adversário, criou e falhou oportunidades de golo. Sempre com a moto ligada, sempre em alta rotação. É o Bip-Bip da equipa.

Nota:

 

Marcus Acuña - Muito poderoso fisicamente. É o "Muro"! Assistiu Gelson para o primeiro e ia marcando um golo no final da partida. Parece que não é suficientemente rápido ou suficientemente desequilibrador, mas a verdade é que para o campeonato já soma 3 assistências. A somar a mais uma assistência e um golo na Europa. Tacticamente perfeito e bom defensor quando não tem a bola, vai contribuindo com números astronómicos naquele seu estilo de jogador quase-bom, com que engana os adversários que têm o azar de o apanhar pela frente.

Nota:

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de salto-alto, estragando muitas jogadas de perigo por défice de intensidade. Assim, não "calça". De todo o modo, ganhou o livre em posição frontal que resultaria no segundo golo do Sporting. 

Nota:

 

Bas Dost - Desperdiçou duas soberanas ocasiões de golo, uma com o pé, outra de cabeça, o que não é normal nele. Ironia do destino: servido por Piccini, e com um tempo de salto perfeito, marcaria o golo da tranquilidade já nos descontos, lance que, no entanto, viria a ser invalidado pelo VAR, o que não invalidou que, no entretanto, desse azo ao seu habitual cavalheirismo, indo logo ao encontro do italiano para lhe agradecer o gesto. No restante tempo, lutou bravamente pelos ares, ajudando a equipa a ganhar bolas para atacar a baliza estorilense.

Nota: Sol

 

Bruno César - A defesa esquerdo, foi Bruno César na sua pior versão. Ajudou-o haver um Mathieu ao seu melhor nível que estancou todas as bolas colocadas entre o central e o lateral. Foi do seu lado que saiu o centro que esteve na origem do golo canarinho. Em versão atacante, mostrou a sua habitual boa relação com a bola e com o espaço onde a equipa se movimenta, assistindo com categoria Gelson para mais uma oportunidade perdida.

Nota:

 

Petrovic - Mostrou óptimo transporte de bola, sinal de que respira confiança, o que não deixa de espantar dado o "slow start" do ano anterior e o facto de ter pouco tempo de jogo. 

Nota:

 

Iuri - Entrou em cima do fim do jogo. Percebeu-se que Jesus lhe queria dar minutos, mas como o 3-0 não apareceu...

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho..." - Rodrigo Battaglia

 

Bons negócios e maus negócios

Rodrigo Battaglia, do Braga, vem para Alvalade a troco de 3,5 milhões de euros. De Alvalade saem Esgaio (a título definitivo) e Jefferson, emprestado por um ano. Não discuto o custo do passe porque não sei o valor de mercado do jogador argentino, mas confesso que me custa ver sair Esgaio sem que lhe tenha sido dada uma hipótese séria de ser titular. Espero que seja um bom negócio mesmo.

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