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És a nossa Fé!

Quando muito seria obstrução por parte de Carlos Pinho

No caso da hetero-proclamada cuspidela do túnel de Alvalade as imagens são claras. É o Presidente do Arouca que antecipa a possível trajectória de saída de uma osga da boca de Bruno de Carvalho e que desloca o seu corpo até o colocar em posição de interceptar o putativo jacto de saliva, promovendo intencionalmente um eventual contacto. Não há qualquer infracção às leis do jogo por parte de Bruno de Carvalho.

Os truques do "Público" e de "O Jogo"

As imagens foram divulgadas e demonstram inequivocamente que é o presidente do Arouca que começa o conflito. Mesmo assim, o Público prefere dar mais destaque a uma hipotética "cuspidela" que Bruno de Carvalho teria lançado em resposta. Nenhum dirigente do Arouca a referiu na altura dos incidentes. Mas entretanto alguém notou o que poderia ser uma cuspidela. O Público decidiu adotar essa narrativa (o título original da notícia não tinha ponto de interrogação). O Arouca, convenientemente, também.
Agora, numa versão atualizada, o Público já diz que "pode ter sido uma cuspidela" (garantia antes que "foi"), mas afinal também pode ser fumo do cigarro eletrónico que Bruno de Carvalho estava a fumar.
As questões aqui são: quem inventou a narrativa da cuspidela? De que clube? Como teve o Público acesso a ela? E por que decidiu que era essa a narrativa verdadeira sem consultar mais ninguém?

(Adenda: a primeira página de "O Jogo" é ainda mais grave, pois toma mesmo como verdadeira a versão da cuspidela.)

O dia seguinte

António Bernardino, Record: «Para uma equipa que vinha de três jogos seguidos sem vencer, no campeonato, que ainda não tinha ganho após os compromissos da Champions e que sabia que FC Porto e Benfica haviam empatado no Dragão, o regresso de Adrien foi uma espécie de catalisador.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O Sporting não fez exibição brilhante, mas teve momentos muito bons. Ganhou por 3-0 e podia ter vencido (pelo menos) por 4-0, pois Adrien falhou uma grande penalidade. Fica a ideia de que este Sporting andará perto do ideal: sem Markovic e com Ruiz mais na frente e com Campbel a dar profundidade. E, claro, com Adrien: o cérebro.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «O ego leonino cresceu, a confiança também, os sectores surgiram próximos, Campbell apareceu no jogo, Adrien ligava-o e Bas Dost sentiu-se bem como referência.»

 

Dos jornais de segunda-feira, 7 de Novembro

Os melhores prognósticos

Voltámos às vitórias. E voltaram os prognósticos certeiros ao nosso painel de palpitadores. Com quatro apostas em cheio no resultado do Sporting-Arouca. Parabéns à Cristina Torrão, ao José Vieira, ao Orlando e ao Polik, que vaticinaram o 3-0 registado domingo em Alvalade.

Aplicado o critério do desempate, o triunfo nesta jornada cabe ao nosso amigo Polik, que acertou não só no resultado mas também no nome de Bas Dost como marcador de dois dos golos leoninos. E nem andou longe do terceiro: bastaria que Adrien tivesse convertido o penálti falhado.

Parece difícil mas não é. Basta aplicar a regra dos três S: sorte, sabedoria e... Sporting.

O Rui Costa conhece-os bem

As imagens das câmaras de videovigilância do Estádio José Alvalade, já confiadas à PSP e à Liga de Clubes, esclarecem qual dos dois Pinhos - o pai ou o filho - terá provocado e tentado agredir Bruno de Carvalho, confundindo as instalações do nosso clube com o campo do Canelas.

Caso seja necessário, o presidente do Sporting poderá sempre invocar a seu favor o testemunho de Rui Costa: ele conhece-os muito bem. Quase tanto como o Manuel Fernandes.

Pódio: Bas Dost, Campbell, Adrien

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Arouca pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 18

Campbell: 18

Adrien: 16

João Pereira: 16

Rúben Semedo: 15

Bryan Ruiz: 14

Gelson Martins: 14

Coates: 14

Marvin: 14

William Carvalho: 14

Rui Patrício: 13

Castaignos: 10

Bruno César: 6

 

A Bola e o Record elegeram Bas Dost como figura do desafio.  O Jogo  optou por Campbell.

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting regressou às vitórias no campeonato, derrotando o Arouca por 3-0. Uma vitória que se desdobrou em dois outros campos, com o empate entre FC Porto e Benfica no estádio do Dragão e a derrota do Braga frente ao Marítimo no estádio dos Barreiros.

Este triunfo em Alvalade coroou uma exibição convincente e personalizada da nossa equipa, que pela primeira vez nesta época consegue um resultado positivo após uma jornada europeia. Vitória folgada apesar de termos desperdiçado uma grande penalidade - desta vez por falhanço de Adrien, regressado ao onze titular na sequência de uma lesão que o afastou durante um mês dos relvados.

A figura do desafio foi Bas Dost, que marcou dois dos nossos três golos - confirmando-se como o melhor goleador leonino nesta temporada até ao momento e desfazendo quaisquer dúvidas que pudessem subsistir entre os adeptos sobre o seu rendimento enquanto ponta-de-lança. Outro reforço que também já deixou de suscitar reservas é Campbell. Jorge Jesus apostou nele como titular e esta aposta foi bem-sucedida: o internacional costarriquenho marcou um golo e deu outro a marcar.

Agora voltamos a depender só de nós. Só isso interessa.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Foi um mero espectador durante praticamente toda a partida, não tendo chegado a fazer qualquer defesa digna desse nome.

JOÃO PEREIRA (7). Grande partida do nosso lateral direito, que voltou a ser titular. Fez o lançamento lateral que originou o primeiro golo e deu início ao segundo com um excelente cruzamento. Tentou o golo de cabeça, aos 51'.

COATES (5). Fez a assistência para o primeiro golo, de cabeça. Subiu várias vezes à baliza contrária, em lances de canto, e cumpriu no essencial as missões defensivas. Falhou uma intercepção aos 66', que podia ter gerado perigo.

RÚBEN SEMEDO (6). Mais contido do que noutros jogos, participou na construção do primeiro golo. Foi dele a primeira iniciativa marcante, com um excelente passe de ruptura, logo aos 8'.

MARVIN (6). Motivado pela chamada à selecção da Holanda, fez uma das melhores prestações de verde e branco. Atreveu-se várias vezes a construir ataques a partir do seu flanco, cruzando com eficácia.

WILLIAM CARVALHO (6). Foi mais pendular do que em jogos anteriores, beneficiando com o regresso à equipa de Adrien, com quem reparte o essencial da missão construtiva ao nível do meio-campo.

ADRIEN (7). Reapareceu em forma após lesão: exerceu pressão alta, recuperou várias bolas. Foi dele a assistência para o segundo golo leonino e abriu caminho ao terceiro. Exibição só ensombrada por falhar um penálti aos 63'.

GELSON MARTINS (6).  Sem deslumbrar como noutros jogos, voltou a ser um elemento muito eficaz. Não apenas à frente mas também no apoio à defesa. Foi vital para travar um lance com perigo, aos 66', indo à dobra de Coates.

CAMPBELL (7). Titular, demonstrou que merece agarrar a posição de extremo. Marcou o segundo golo, aos 55', com um bom cabeceamento. Quase voltou a marcar, aos 59'. Assistiu Bas Dost para o terceiro, que fechou a conta.

BRYAN RUIZ (5).  Ainda não conseguiu sacudir a apatia que parece tolher-lhe os movimentos nesta temporada. Servido por Adrien, podia ter feito muito melhor aos 57'. Fez um remate bonito, mas inconsequente, aos 67'.

BAS DOST (7). Para que serve um ponta-de-lança? Isso mesmo: para marcar. O internacional holandês cumpriu a missão, marcando por duas vezes. O primeiro logo aos 9', o segundo aos 63'. Já provou merecer o que ganha.

CASTAIGNOS (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 76', participando pela segunda vez num desafio do campeonato. Vai ganhando ritmo de jogo e adaptando-se ao colectivo. Sem rasgos criativos, mas com bons apontamentos ocasionais.

BRUNO CÉSAR (5).  Entrou aos 79', substituindo Adrien. Numa altura em que o essencial era segurar a bola, já com o resultado construído. Cumpriu a missão.

ELIAS (-). Rendeu Gelson Martins aos 81'. Ajudou a reter a bola. Mais não lhe era pedido naquela fase do jogo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Depois de um mês de Outubro para esquecer, com três empates consecutivos, voltamos ao rumo normal. Objectivo cumprido: vitória folgada contra o Arouca, em Alvalade, por 3-0.

 

De termos vencido em vários campos. Das quatro primeiras equipas do campeonato, só o Sporting amealhou três pontos nesta jornada. Porto e Benfica empataram no Dragão e o Braga foi derrotado pelo Marítimo no Funchal. Voltamos a depender apenas de nós próprios na corrida ao título.

 

De termos ultrapassado o "fantasma" da Liga dos Campeões. Finalmente vencemos após uma eliminatória europeia, ao contrário do que sucedera nas três rondas anteriores. A exibição em Dortmund, mesmo com uma derrota tangencial, contribuiu para operar a reviravolta. À quarta foi de vez.

 

De Bas Dost. O internacional holandês voltou aos golos, bisando nesta partida. Marcou o primeiro e o último dos três, aos 9' e aos 63'. Já soma seis na Liga 2016/17. Foi um elemento fundamental nesta vitória. E, para mim, o melhor em campo.

 

De Campbell. Finalmente Jorge Jesus apostou nele como titular no campeonato, ocupando a ala esquerda do ataque. Aposta ganha: o costarriquenho demonstrou que merece a confiança do treinador, confirmando-se como o segundo reforço válido deste Sporting. Marcou um golo (o segundo), aos 55', e fez a assistência para outro. Exibição muito positiva.

 

De João Pereira. Recuperou a titularidade num desafio em que foi um dos melhores em campo, exercendo pressão contínua sobre a equipa adversária na sua ala, que dominou por completo. Foi dele o cruzamento que esteve na origem do segundo golo.

 

Do regresso de Adrien.  Um mês depois, o nosso capitão voltou ao onze titular no campeonato. E com ele voltaram as vitórias: o campeão europeu parece ser o talismã da equipa, melhorando a categoria colectiva da turma leonina. Mesmo tendo falhado um penálti, justificou a ovação que os adeptos lhe brindaram no estádio ao ser substituído, no minuto 79.

 

Da ausência de Markovic. O sérvio não chegou sequer a ser convocado para esta partida - consequência natural das suas péssimas prestações dos jogos anteriores. Não fez falta nenhuma, como bem se viu.

 

Do golo inicial marcado cedo. Já estávamos a vencer aos 9 minutos - reflexo de uma exibição muito superior à dos nossos últimos jogos no campeonato, onde há mês e meio não vencíamos.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza ficou invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Do apoio inquebrantável das bancadas. Nunca tem faltado incentivo dos adeptos à equipa, como hoje se confirmou: 40.743 espectadores compareceram hoje em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do penálti falhado. William Carvalho tinha desperdiçado uma grande penalidade na jornada anterior, frente ao Nacional. Hoje Adrien seguiu-lhe o exemplo, rematando para fora na conversão de um castigo máximo apontado pelo árbitro Carlos Xistra. Eis um aspecto que o treinador terá de insistir com os jogadores nas sessões de treino: há que afinar a pontaria.

 

Do resultado escasso ao intervalo. No fim dos primeiros 45 minutos vencíamos apenas por 1-0. Sabia a pouco.

 

Da exibição do Arouca. Apenas um remate ao longo da partida: basta este dado para se perceber como foi medíocre a prestação da equipa treinada por Lito Vidigal.

Unânimes: golo do Arouca foi ilegal

Todos os analistas da arbitragem, nas edições dos jornais desportivos de hoje, convergem num ponto: o golo solitário do Arouca ao Sporting foi marcado em fora de jogo.

Ficam aqui as opiniões. Para mais tarde recordar.

 

Jorge Coroado (O Jogo): «No momento em que o passe foi efectuado, Gegê estava adiantado em relação ao penúltimo defensor adversário. Fora de jogo que passou sem a devida avaliação do árbitro assistente.»

José Leirós (O Jogo): «Gegê está ligeiramente adiantado, o suficiente para ser visto pelo árbitro assistente. Foi um golo mal validado por ser em posição de fora de jogo.»

Luís Pedro Sousa (Record): «O golo do Arouca foi obtido em posição de fora de jogo. Gegê está à frente do penúltimo defesa no momento em que é efectuado o cruzamento.»

Nuno Perestrelo (A Bola): «O Arouca chega ao 5-1 através de Gegê. No momento do cruzamento, o lateral direito dos visitantes está ligeiramente adiantado. Posição irregular, mas difícil de avaliar.»

Pedro Henriques (O Jogo): «Lance no limite e de difícil análise mas, com acesso à repetição de que o árbitro assistente não dispõe, vê-se que Gegê está adiantado em relação ao penúltimo adversário. E, como tal, em posição de fora de jogo.»

Os nossos jogadores, um a um

Mais uma goleada leonina neste campeonato (após o 5-1 ao V. Guimarães, o 6-0 ao V. Setúbal e o 4-0 ao Nacional). Esta sucedeu muito naturalmente contra uma das equipas com melhor prestação até agora na Liga 2015/16. O Arouca foi hoje vulgarizado em Alvalade pelo Sporting, que não deu espaço nem tempo de construção à equipa adversária.

Marcámos cinco golos e só sofremos um, aliás apontado em fora-de-jogo. Mas não fomos superiores apenas no marcador: fomos em tudo o resto. Manobra táctica, qualidade de circulação da bola, robustez psicológica. Exercemos domínio territorial absoluto, sobretudo na primeira parte. Os números não enganam: ao intervalo, já vencíamos por 4-0.

Algumas notas deste jogo: Bryan Ruiz voltou aos golos (e Alvalade rebentou em aplausos ao costarriquenho), Teo Gutiérrez fez a sua melhor actuação em jogos do campeonato nacional e Bruno César mostrou muita qualidade na ocupação do corredor esquerdo, em que foi senhor absoluto. Tudo isto somado a um William Carvalho em grande evidência na recuperação de bolas e na definição de linhas de passe, e sobretudo a um João Mário que continua a exibir categoria e classe. Marcou dois golos de belo efeito e foi essencial na manobra leonina entre o meio-campo e o ataque.

O melhor desta partida, na minha opinião, foi ele.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Não teve necessidade de intervenções vistosas neste seu jogo nº 255 do campeonato nacional, mas mostrou-se sempre muito atento entre os postes. Destaque para defesas aos 18', 56', 66' e 70'.

SCHELOTTO (6). Desempenho irregular. Parece funcionar aos solavancos: tão depressa faz um raide pela ala direita culminando num centro com perigo como se desconcentra no processo defensivo. Mas balanço positivo, ainda assim. Destaque para uma acção ofensiva aos 54'.

COATES (7). Parece sentir-se muito à-vontade como patrão da defesa leonina. Atento, concentrado, fazendo bom uso da sua elevada estatura (1,96m). Foi decisivo ao cabecear no lance do primeiro golo, dando até a sensação de ter sido ele a marcar.

RÚBEN SEMEDO (6). Um pouco mais discreto do que o seu colega do eixo central, faz no entanto uma boa parceria com ele. Não complica, não inventa, não atrapalha. Joga de forma simples, sem pensar na "nota artística", como ficou evidente nos cortes feitos aos 57' e 58'.

BRUNO CÉSAR (7). Grande exibição do brasileiro durante toda a primeira parte. Marcou dois cantos de que resultaram dois golos. Foi dono e senhor da ala esquerda, onde Jesus o colocou. Na segunda parte, já fatigado, esteve menos em evidência. Mas continuou a ser útil.

WILLIAM CARVALHO (8). Um pilar do onze leonino, onde desempenhou da melhor maneira a missão de médio defensivo. Recuperou bolas e lançou-as bem colocadas aos colegas da frente. Revela elevados níveis de confiança - o que se reflecte na organização colectiva do Sporting.

ADRIEN (7). Ainda sem estar ao melhor nível, após a recente lesão, protagonizou alguns lances que confirmam o seu talento. Nenhum tão notório como o do minuto 32: galgou mais de 20 metros tirando três adversários do caminho e fazendo uma soberba assistência para o segundo golo de João Mário. Saiu aos 61'.

JOÃO MÁRIO (8). Até há pouco parecia faltar-lhe veia goleadora. Hoje ninguém reparou nisso. Marcou dois golos - o primeiro aos 18', com execução perfeita, após passe de Teo; o segundo na sequência da primorosa assistência de Adrien. Sem falhar a pontaria. Superior nos movimentos interiores. Foi o melhor em campo.

BRYAN RUIZ (7). Ei-lo de regresso aos golos. E até começou por falhar, logo aos 4', quando cabeceou para fora a curta distância da baliza, em zona frontal. Mas aos 60' marcou mesmo, com um soberbo chapéu ao guarda-redes adversário. Saiu aos 71', muito aplaudido.

TEO GUTIÉRREZ (7). A melhor exibição do colombiano neste campeonato foi coroada por dois golos. Ambos marcados na sequência de cantos, aos 15' e 45'. Movimentou-se muito bem, baralhando marcações. Aos 81' ainda teve vigor para protagonizar um grande lance ao primeiro toque com Aquilani que merecia ter terminado em golo.

SLIMANI (6). Ficou em branco. E não pareceu nada satisfeito quando Jesus o mandou sair, iam decorridos 61'. Mas trabalhou com afinco para a equipa. Excelente passe de calcanhar para João Mário aos 21'. E boa tabelinha com Adrien na jogada do terceiro golo.

BARCOS (4). Substituiu Slimani, entrando numa fase em que o jogo leonino já estava muito pausado, na gestão da goleada. Talvez por isso acabou por dar pouco nas vistas. Ainda não foi desta que os adeptos do Sporting ficaram a perceber o que realmente vale em campo.

AQUILANI (6). Rendeu Adrien aos 61'. Sem brilhantismo mas bem inserido na manobra táctica da equipa, ajudou a dar consistência ao meio-campo. Grande jogada a meias com Teo, oferecendo de bandeja o golo que Gelson Martins desperdiçou.

GELSON MARTINS (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 71'. Já tem feito a diferença. Desta vez não aconteceu. Muito bem servido por Aquilani aos 81', tendo apenas o guarda-redes pela frente, atirou para a bancada.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Vitória incontestável e categórica do Sporting esta tarde em Alvalade - e vão vinte, em 27 jogos da Liga 2015/16. Desta vez com cinco golos marcados (dois de Teo Gutiérrez, dois de João Mário e um de Bryan Ruiz) e apenas um sofrido. Reduzimos à insignificância o Arouca - que não sofria golos há cinco jornadas e tinha a quinta melhor defesa do campeonato - nesta que foi uma das nossas melhores exibições da temporada.

 

Da capacidade de finalização da equipa. O que faltou nos recentes confrontos com o V. Guimarães e o Benfica houve hoje de sobra: pontaria certeira às redes adversárias.

 

Dos golos marcados cedo. Aos 20' vencíamos por 2-0. E o intervalo surgiu já sob o signo da goleada: o marcador registava então 4-0.

 

De João Mário. Para mim foi o melhor em campo. Marcou dois golos (18' e 32') e participou na construção do quinto, conferindo o seu habitual toque de classe à organização ofensiva do Sporting.

 

De Teo Gutiérrez. Finalmente o colombiano fez uma grande partida de verde e branco para o campeonato. Boas movimentações na área, completando o trabalho de Slimani. Marcou duas vezes de bola parada, na sequência de cantos apontados por Bruno César. E fez uma impecável assistência para João Mário marcar, aos 18'.

 

De Bryan Ruiz. Depois de três jogos a falhar golos, reencontrou o caminho da baliza. Marcando o quinto e último golo leonino, aos 60', com excelente execução técnica. Saiu sob fortes e merecidos aplausos.

 

Da surpreendente entrada de Bruno César como lateral-esquerdo. Jorge Jesus baralhou todas as expectativas ao colocar o brasileiro no lugar que tem sido confiado a Jefferson (lesionado) e Marvin (castigado). Missão bem desempenhada: o ex-estorilista fechou muito bem o corredor e funcionou na prática como médio-ala durante a primeira parte, abastecendo o nosso tridente ofensivo. Marcou muito bem os cantos de que resultaram dois golos: o primeiro e o quarto.

 

De William Carvalho. Confirma-se: está de volta às grandes exibições. Voltou a acontecer hoje, desempenhando da melhor maneira a tarefa de médio de contenção. Com inegável qualidade de passe e um fulgor físico que merece registo.

 

Da entusiástica atmosfera em Alvalade. Terceira maior afluência de público desta temporada, com mais de 46 mil espectadores nas bancadas. A puxar pela equipa do princípio ao fim.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Manuel Oliveira teve um bom desempenho que merece ser assinalado. Apesar de nem sempre ter sido bem auxiliado nas situações de fora-de-jogo. O golo do Arouca, com o marcador adiantado em relação à nossa linha defensiva, foi um desses casos.

 

Do nosso regresso ao comando do campeonato. Vantagem, ainda que provisória, para o Sporting - de novo no primeiro lugar.

 

 

Não gostei

 

Da apagadíssima exibição do Arouca. Nem parecia a mesma equipa que já venceu Benfica e FC Porto. Os jogadores estiveram tão apáticos como o treinador Lito Vidigal, que desta vez nem se atirou para a piscina, ao contrário do que sucedeu na partida da primeira volta contra o Sporting.

 

Dos erros nos nomes das camisolas dos nossos jogadores. Dir-se-ia uma brincadeira de Carnaval, mas já estamos quase na Páscoa. Terá sido uma campanha contra a contrafacção, mas pareceu-me de gosto duvidoso.

 

Que Slimani desta vez tivesse ficado em branco. Só faltou um golo do argelino para que a nossa festa em Alvalade fosse ainda maior.

Caixa dourada

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Nota negativa do observador da arbitragem para Cosme Machado por não ter assinalado um putativo penálti contra o Sporting no jogo em Arouca. Um penálti que nunca existiu, segundo a opinião dos mais abalizados comentadores da arbitragem, todos com experiência nos relvados nacionais. E não só eles: ainda hoje o jornalista João Bonzinho escreve sem rodeios no insuspeito jornal A Bola: "Não houve, na minha opinião, razão para grande penalidade."

Cada vez dou mais razão ao Octávio: o Sporting em primeiro está a deixar muita gente incomodada. Depois ainda se admiram que Bruno de Carvalho fale na caixa dourada...

O melhor prognóstico

Vale a pena assinalar: quatro prognósticos acertaram em cheio no resultado do Arouca-Sporting.

Os nossos leitores Francisco Gonçalves, Jorge 1906 e Octavio, e o nosso colega de blogue Luís de Aguiar Fernandes tiveram pontaria ao anteverem o resultado do desafio disputado no municipal de Arouca.

Aplicado o critério de desempate, fica a vitória nesta ronda atribuída a Octavio, por ter acertado também em Slimani como marcador do golo.

Estão todos de parabéns.

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