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És a nossa Fé!

Grande Manuel Fernandes

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«Rui Patrício está a oito jogos de passar o Hilário. Sendo o jogador [do plantel] com mais jogos na história do clube, no mínimo merece o respeito de toda a gente, não pode ser um alvo a abater.»

 

«Compreendo a frustração do presidente por não termos conseguido o segundo lugar no Funchal, mas em Madrid nada justificava aquela intervenção. O Sporting jogou de igual para igual, teve a infelicidade de dois centrais de classe terem tido azar naquele jogo… O presidente não tinha razão para falar. E quando se fala é dentro do balneário.»

 

«Desde o jogo de Madrid que as coisas começaram a complicar-se, esta invasão na Academia se calhar tem algo a ver com tudo o que se passou desde Madrid para cá.»

 

«Quando vejo o Bas Dost a jorrar sangue e os enfermeiros de volta dele, revoltei-me de tal maneira que chamei tudo a toda a gente. Nem sei o que disse. Isto é impensável.»

 

«Foi um filme de terror, como nunca vi. (...) Estava no meu gabinete com os meus colegas quando ouvi um barulho. Saímos e fomos atropelados. Como é que eles sabiam onde era o balneário?»

 

«O Sporting é muito maior que isto tudo e tem de ser salvaguardado. Se isto é o Sporting do futuro, não me revejo nisto.»

 

«O Sporting só é campeão com os melhores jogadores, com uma estrutura forte que queira vencer e com estabilidade emocional dentro do clube. Se à primeira tempestade tudo descamba, o Sporting nunca será campeão.»

 

Esta noite, na SIC Notícias

A perlenga

Duas horas de perlenga, atacando os jogadores e afagando as claques quatro dias após aquelas indescritíveis cenas em Alcochete: foi das coisas mais obscenas que tenho ouvido desde sempre no Sporting.

Esperei todo o tempo que ele dissesse qualquer coisa como isto: «Se vier a provar-se que membros da Juventude Leonina participaram nas agressões aos jogadores e na vandalização do nosso centro de estágio, vamos rever os apoios que concedemos a essa claque e tomar duras medidas punitivas contra os autores materiais e morais destes actos de lesa-desporto, em tudo contrários à ética leonina.»

Naturalmente, esperei em vão.

Das responsabilidades do "caso Alcochete"

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Convém ler esta notícia, já com um mês, explicitando que o presidente ameaçara os jogadores com as claques (já agora, constou que no princípio da sua presidência fez o mesmo aos bancos, coisa que não sei se "mito urbano" se verdade histórica). É evidente que haverá sempre quem negue a notícia: o querer crer é uma intelectualite pandémica, e isso ainda segura alguns crentes em BdC. Mas é explícito que a indução do ambiente que levou a toda esta desgraçada desagregação foi obra do actual presidente - não, não estou a afiançar que BdC convocou a milícia para assaltar Alcochete, estou a dizer que propositadamente, como estratégia de exercício presidencial, "empoderou" (como se diz agora) as milícias clubistas. As quais, assim empoderadas, terão excedido, devido às suas características, os próprios desígnios do seu aliado máximo e protector.

 

Contrariamente ao que muitos querem crer e fazer crer, este ambiente de turba violenta não é uma maleita absolutamente minoritária. Lembro-me que há alguns meses um sportinguista, meu amigo-FB, me inscreveu num grupo sportinguista no FB. Nas minhas primeiras entradas vi ali a partilha de um filme (de facto era um "canal youtube", portanto uma coisa periódica, com seus inúmeros seguidores), no qual um "claquista", ao que parece relativamente afamado nesse tipo de meios, qual líder cultural, perorava do estrangeiro, apelando à coacção física sobre os árbitros e similares, partilhando dados de identidades pessoais (não me lembro dos detalhes, mas seriam telefones e moradas de residências e de cafés ou restaurantes frequentados por agentes do futebol). Aquilo era partilhado por membros do grupo. Sem qualquer comentário crítico, distanciador pelo menos, por quem o partilhava. Colhia imensas anuências ("likes", na gíria do suporte FB) e fiadas de comentários elogiosos (tipo "assim é que é!").

 

Critiquei aquilo, indignado, e saí de imediato do grupo. Para de imediato ser confrontado no meu mural-FB por gente do grupo, depois de terem vindo vasculhar os meus textos aqui (treslendo, pois gente algo iletrada, incapazes de acederem às mais evidentes das ironias), com as tradicionais acusações de anti-sportinguismo (isto foi antes da celebrização do termo "sportingados").  É importante lembrar isto, pois aquele grupo tinha milhares de participantes, sportinguistas, todos aceitando com placidez, sem ponta de indignação, e assim coniventes, a partilha deste género de mensagens, esta abordagem ao futebol, este modo de "ser", este "sportinguismo". Muitos provavelmente escudando-se num "eu não concordo, mas é normal ... democrático, que haja opiniões diferentes", ou na reclamação de que "nos outros clubes também há disto". Assim coniventes com a expansão desta cultura marginal e violenta entre adeptos. Do clube. Do futebol. Na sociedade. E neste caso quem diz coniventes diz cúmplices.

 

Ou seja, se concordamos que é insuficiente dizer que isto "é chato", como o tresloucado BdC resume, também é preciso concordar que isto, a cultura da violência e do revanchismo, o fazer do futebol o coito dos ressentimentos sociais, não se restringe a meia dúzia (cinquenta que sejam). Grassa em todos os clubes. E no nosso clube. Entre os holigões mais auto-marginalizados. Mas também com a conivência de muitos pacatos, e até timoratos, filhos-família e pais de família. E avôs de família. Num afã vingativo, coando o fel próprio no remanso do seu sofá. Com a (paupérrima) desculpa da "paixão". Convém acordar para isso. 

Agarrados

Dois dias depois, ainda não se demitiram. Nem um, para amostra. Agarram-se à cadeira onde se sentam como náufragos agarrados a uma bóia. Agora ensaiam nova fuga para a frente. Alinhadinhos atrás do chefe, sem um sussurro de dissidência. Enquanto o Sporting se afunda num abismo.

São os membros do Conselho Directivo que secundam e ornamentam a alucinada gerência de Bruno de Carvalho. Todos fazem parte do problema, nenhum fará parte da solução.

Do pecado da vaidade

Vejo amigos relembrarem outras agressões de adeptos de outros clubes em várias épocas. Lamento, mas isso não me serve de consolação.

Antes de explicar porquê, devo um pedido de desculpas a muitos adeptos de outros clubes pela minha insolência e arrogância, mas a verdade é que muitas vezes me considerei, como adepta e apenas como adepta, dona de uma certa superioridade moral.

Ser do Sporting sempre foi um motivo de imenso orgulho para mim. Ver os meus filhos crescerem como Sportinguistas ferrenhos era também motivo de orgulho e até vaidade. Diziam-nos muitas vezes "mas não ganhas nada!" e eu ria-me por dentro e repetia "Vocês sabem lá! ". Sabem porquê? Porque tudo o que haviamos ganho era honesto, limpo e muitas vezes, era ganho apesar dos esquemas de outros, das negociatas, dos roubos descarados. Eternos derrotados mas de cara limpa, erguida, com brio.

Por isso, desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.

O que eles disseram

Rogério Alves:

«Em meu entender, a direcção não tem condições para continuar. Isto que aconteceu foi o dia mais negro na história do Sporting.»

 

Fernando Mendes, ex-jogador leonino, na CMTV:

«Nós, sportinguistas, estamos a assistir à página mais negra da história do Sporting. Não me recordo de ver isto em clube nenhum do mundo. Isto é inacreditável, é inaceitável. (...) Já chega, isto bateu no fundo.»

 

José Maria Ricciardi:

«Esta direção não tem condições para continuar.»

 

Miguel Poiares Maduro:

«Tenho orgulho em ser do Sporting mas hoje, pela primeira vez, tenho vergonha em ser do mesmo clube de certos adeptos.»

 

Vera Ribeiro:

«Quem orientou isto ponha a mão na consciência.»

 

Bruno Fernandes:

«Foi um prazer estar com vocês.»

 

João Palhinha:

«Foi um dia muito triste e difícil para todos.»

 

Bas Dost:

«Ficámos todos aterrorizados, aquilo foi uma ameaça real. Sinto-me completamente vazio, foi um drama para todos.»

 

texto actualizado

 

E acabemos de uma vez por todas com essa história dos "melhores adeptos do mundo"

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O que sucedeu hoje em Alcochete esteve quase a suceder ao Luís Figo em 1995. Sim, eu lembro-me: quando o Figo saiu do Sporting foi quase agredido. Também esteve quase a suceder ao José Mourinho quando ia ser apresentado como treinador em 2000 (e graças a isso acabou por não ser). Não é do meu tempo, mas também o Vítor Damas saiu do Sporting em conflito com o clube.

A maioria dos sportinguistas não tem obviamente culpa destes episódios. Mas deveria refletir: eles não se passam nos nossos rivais, pelo menos com esta frequência. (Ainda há menos de um mês o Marcano enterrou completamente o FC Porto no nosso estádio, possibilitando que joguemos a final no domingo – será que a vamos mesmo jogar? Alguém criticou publicamente o Marcano?) Não deveria espantar ninguém por isso que os jogadores que o Sporting forma acabem a jogar nos principais rivais, nem que venham depois declarar guardarem melhores recordações de lá jogar (onde nada disto se passa) do que em Alvalade. Mas espanta: e aqui estou a falar da maioria dos sportinguistas, que considera estes jogadores simplesmente uns “ingratos”, sem fazer um esforço para tentar compreender tamanha “ingratidão”, da qual há vários exemplos. É das coisas que são mais prejudiciais ao Sporting: este convencimento, sempre repetido, de que temos “os melhores adeptos do mundo”. A maioria dos sportinguistas serão muito boas pessoas, haverá entre os sportinguistas muito bons adeptos (como noutros clubes), mas ficou hoje demonstrado, se dúvidas houvesse, que temos entre nós também alguns dos piores adeptos do mundo.

O que disse Carvalho? «Foi chato»

Transcrevo algumas frases do ainda presidente do Sporting, a propósito dos inauditos actos de violência contra jogadores, treinador, preparador físico, director clínico e funcionários na Academia de Alcochete que pôs o nosso clube, pelos piores motivos, no mapa da imprensa internacional.

Actos que se seguem à inadmissível agressão de que foi vítima Rui Patrício, alvo de tochas incendiárias, em Alvalade, e de alguns jogadores - incluindo os capitães - terem sido alvos de ameaças na própria garagem da sede leonina no regresso do Funchal.

 

Tratou-se de um longo monólogo transmitido há pouco, na Sporting TV, neste que é um dos dias mais negros da secular história do nosso clube. Com o sucessor de Godinho Lopes, como de costume, a falar quase nada dos jogadores e a falar imenso de si próprio e a criticar tudo e todos - incluindo jornalistas, comentadores e adeptos. Também como é costume.

De resto, foi um monólogo sem rasto de contraditório no canal do clube, que recusou dar voz aos agredidos. Nem Jorge Jesus nem nenhum dos jogadores foram autorizados a prestar declarações.

 

Algumas frases de Carvalho:

«Foi chato.»

«Os jogadores estão tristes com o que aconteceu.»

«Temos de nos habituar que isto faz parte do dia-a-dia.»

«Felizmente as coisas estão a correr dentro da normalidade.»

«Vamos esperar calmamente.»

«Estou um pouco desgastado com tudo isto porque os sportinguistas podiam ter outro tipo de atitude.»

O Mustafismo

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O Brunismo degenerou em Mustafismo, o feitiço virado contra o aprendiz de feiticeiro. 

 

É o escabroso final do "presidente-adepto", do torpe ambiente que fez germinar, do verdadeiro "louco" que se faz passar por louco. Onde estão os órgãos do clube, a encerrar isto? Ou continua a ser "um exagero falar de crise"? É para o demitir, já! Hoje mesmo. Apeá-lo.

Os jagunços do manicómio

Nunca tinha visto nada disto no nosso Sporting.

Treinador e jogadores agredidos à bastonada e à facada por uma turba de jagunços dentro das próprias instalações da Academia de Alcochete. Sem um só dirigente do futebol profissional da Sporting SAD ali presente.

E ainda há por aí quem, de cabeça enfiada na areia, se disponha a defender este manicómio em autogestão encabeçado por Bruno de Carvalho...

Uma vergonha que está a ter eco na imprensa internacional e em toda a Europa do futebol.

Um nojo.

Acabar com isto

Estava decidido a não abrir a boca até à final da Taça. Não é que a minha partícula sub-atómica de influência tenha alguma importância, mas sempre era menos um a fazer barulho. Perante tudo o que está a acontecer, só resta uma coisa: mandar embora esta direcção. Fez tudo para que o jogo da Madeira fosse perdido, está a fazer tudo para que a final da Taça seja perdida. Já não se trata de saber de quem é a culpa e do quê. Os capangas em Alcochete? Admito que não sejam enviados especiais. Mas estão fora de controlo (como já tinham estado quando atiraram tochas para cima do Rui Patrício: ainda queriam que ele fosse lá agradecer na Madeira). Esta direcção deixou que o caos se instalasse no clube e tem de ser substituída. Mais ainda se tiver alguma responsabilidade na corrupção do andebol (espero mesmo que seja só fake news). Qual é o treinador de jeito que vem para o Sporting depois do que se passou hoje? Quais os jogadores? Passámos para o nível da gestão danosa.

É isto um presidente?

A situação que estamos a viver tem um responsável: Bruno de Carvalho. Espero que esteja satisfeito. Acontece hoje o que nunca aconteceu no Clube. Conseguiu colocar os adeptos uns contra os outros e permitiu que acontecessem agressões a jogadores e elementos da equipa técnica. E nem vale a pena virem com a conversa dos comunicados de imprensa! As derrotas deixam-me triste, mas isto deixa-me de rastos.

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