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És a nossa Fé!

Esta noite…

Mesmo saindo derrotado Portugal mostrou ser (finalmente) uma equipa que sabe jogar futebol.

Não entrando em considerações futebolísticas, no final do jogo fiquei com uma pergunta pendurada na mente.

E se o Sporting não formasse jogadores?

Fiz as contas… Dos dezassete jogadores que entraram em campo oito foram formados no Sporting:  Rui Patrício, Cédric, João Moutinho, Nani, Cristiano Ronaldo, Wiliam Carvalho, João Mário, Quaresma.

A somar a estes oito temos Pepe e Danny, que também passaram por Alvalade. Deve ser difícil haver na Europa do futebol um clube tão formador como o Sporting.

E ainda há quem se esqueça disso!

Algo vai mal no reino da Academia

Não sei o que se passa, mas passa-se qualquer coisa. Não é normal a jóia da coroa não gerar títulos na formação. Aconteceu o ano passado. Os diversos escalões somaram empates e derrotas inexplicáveis e este ano não se vislumbram melhorias. Antes pelo contrário. Ainda hoje os Juvenis perderam com o Real Massamá, na semana passada foi com o slb, os Juniores já perderam em Alcochete com o Estoril. Se é certo que durante anos o Sporting não teve concorrência, não é menos verdade que ainda hoje a Academia tem condições excelentes para recrutar os melhores. Mas a verdade é que se sente, ou pressente-se, que algo vai mal no reino da Academia. O Sporting, e em especial a sua direção, não pode deixar cair por terra o esforço de tantos naquele pedaço mágico e de afirmação de talentos. A acontecer é o orgulho do ser sportinguista que se abate. Não pode. A Academia de Alcochete está no ADN do Sporting Clube de Portugal.

Nunca mais

Nenhum jogador oriundo dos escalões juniores ou da equipa B deve voltar a ser lançado no onze principal do Sporting sem que a direcção do clube reveja a situação contratual desse atleta. Para proteger os interesses leoninos. Porque as proclamações de amor eterno a Alvalade feitas por alguns dos jovens oriundos da nossa academia eclipsam-se por vezes com uma rapidez estonteante por acção conjunta de familiares, advogados, agentes, empresários, manchetes da imprensa e alguns adeptos que preferem endeusar os meninos mesmo quando lesam o clube que os fornou.

Ansiedades da pré-época

Se há coisas que invariavelmente nos vêm à cabeça, estando acompanhados ou não, é o Sporting. E que bem que sabe pensar nele. No passado, no futuro e, claro está, no presente. Confesso-me ansioso por ver o Sporting nesta época de 2014/2015. Isto por duas razões:

1) Temos um novo treinador (na minha opinião um grande Treinador), que põe as equipas a jogar bom futebol, valoriza os jogadores e tem ambição certa para conquistar títulos. Quero ver todo o potencial e capacidade da equipa técnica, assim como o dos jogadores, traduzidos num futebol atractivo. Mas acima de tudo num que obtenha os resultados pretendidos.


2) Ando numa tentativa de adivinhar quais são as pérolas da Academia que vão encher o ego aos Sportinguistas. É um facto que, apesar das dificuldades económicas, o clube reforçou-se com jogadores estrangeiros e nacionais tentando colmatar algumas falhas do plantel. E aqui reside uma dúvida: será que a aposta na formação será tão forte como no ano passado? Bem, eu quero crer que sim. Gostava muito de ver os miúdos de Alcochete (João Mário, Ricardo Esgaio, Semedo, Iuri Medeiros, entre outros) a arrancarem emoções no nosso Estádio José de Alvalade.

 

Certo que no fim, tudo correrá bem para os lados de Alvalade!

A concorrência é estimulante e necessária

Vejo por aí umas piedosas almas muito inquietas com o facto de o Sporting ter já contratado jogadores jovens, portugueses e estrangeiros, para a nova temporada.

Suspiram as tais almas porque isso perturbará alguns dos mais promissores talentos da nossa academia.

Este raciocínio faz-me alguma confusão. Desde logo porque enferma de um vício: o de considerar que a concorrência é negativa. Não é. A concorrência, particularmente no desporto profissional, é estimulante. Direi mesmo mais: é indispensável.

Eis a primeira lição que os jovens da academia do Sporting devem aprender: lutar sempre contra o comodismo. Não há conquista sem esforço no desporto de alta competição. Quem pensar o contrário anda equivocado.

Ouço, por outro lado, os tais lamentos - que visam apenas desgastar a direcção leonina - e não deixo de sorrir. Porque vêm precisamente dos mesmos que ainda há bem pouco clamavam contra a falta de reforços no Sporting para enfrentar os desafios da Liga dos Campeões.

Queriam reforços? Aí estão eles. Não podem é poupar os jovens jogadores da nossa academia aos desafios da concorrência. Porque eles - todos eles - nunca serão nada no futebol se não souberem desde já superar este obstáculo.

A formação e as seleções

A lista dos 30 da qual sairá a convocatória, de Paulo Bento, dos 23 para o Brasil provocou comentários ácidos de muitos sportinguistas. Entre os quais me situo, nomeadamente quanto à ausência de Adrien do grupo dos 30. Dos 30. Mas, como sou apaixonado pelo meu clube, mas não sou temperamental, quero fazer um raciocínio frio sobre o tema formação - um tema que nos é muito caro. E que penso seja um dos 'dossiers' mais dificeis e mais importantes que Bruno de Carvalho e os seus colaboradores têm entre mãos.

O nosso clube tem sido, e continua a ser, uma grande escola de formação do futebol português. A primeira. Durante muitos anos, aproveitando mais ou menos os seus talentos na primeira equipa, espalhou jogadores de qualidade ou até de top no país e no estrangeiro. Por vezes sem o retorno financeiro desejado. Mas, hoje, já não é tanto assim. O mercado aberto invadiu a formação, colocando empresários e clubes de olho nela, com reflexos na dimensão do sonho e das expetativas dos jovens jogadores. As dificuldades financeiras do futebol profissional e a crescente dificuldade de acesso dos clubes a 'pechinchas' (cada vez menos pechinchas) brasileiras, colombianas ou outras fizeram os clubes se centrarem tambem na sua formação, imitando o exemplo do SCP e criando viveiros próprios, como o têm provado, nos últimos anos, o SCBraga e o SLB. O domínio quase absoluto do Sporting, nesta área, terminou. O que não quer dizer que a nossa escola de formação não continue a ser uma escola de qualidade e de esperança.

A verdade é que, nestes anos recentes, o domínio quase absoluto dos nossos jovens nas convocatórias das seleções de sub-17, sub-20 e sub 21 e A se rarefez. Enquando andávamos em guerras internas, nos anos cinzentos do nosso clube, em dança de presidentes e direções, e em resultantes mudanças nas lideranças da nossa formação, o nosso rival da segunda circular trabalhou em paz e em continuidade. O resultado desse trabalho está à vista: eles já são dominantes nessas convocatórias. E só alguem que queira fechar os olhos à realidade pode inventar para a causa disso interesses de empresários... ou outros. O meu amigo do 'scouting' de clubes alemães - o Nuno Felix, um sportinguista apaixonado, como nós - já me avisara disso há algum tempo. «A formação do nosso clube está a perder velocidade e a do SLB a ganhá-la, e eles já têm jogadores jovens de grande potencial e equipas mais fortes do que as nossas. Está atento!», disse-me ele, com preocupação.

Como os factos comprovam, a previsão e a realidade são o que são: estamos a perder a primazia. Eis porque insisto ser o tema formação, para Bruno de Carvalho e seus homens (o Virgílio e outros) um 'dossier' prioritário e de luta. Sei que o é. Contudo, nesta área também, nada vai ser como dantes. Ainda temos a imagem da nossa formação e a da forte presença de nossos formandos nas nossas equipas principais (A e sub-21) a provocar o apetite dos jovenzinhos que sonham ser CR7's e Figos. Em breve, se não já hoje, vamos ter competição a sério nesse sonho. Temos de aceitar o repto e de responder a ele.

As minhas escolhas para a CL e não só!

A Liga portuguesa está decidida no que diz respeito aos lugares cimeiros. O Benfica foi campeão com competência, o Sporting ficou em segundo com muito, muito mérito e o Porto em 3º por demérito próprio. Falta portanto saber quem desce ou quem permanece na 1ª liga.

 

É tempo de começar a pensar na próxima época e o que se pretende para ela. A CL (Champions League) é naturalmente a montra máxima do futebol europeu, quiçá mundial. Só lá entra quem demonstrar mérito para tal. E o Sporting apresentou durante toda a época, não obstante alguns (estranhos!!) desaires, valor para ingressar no lote das melhores equipas europeias. Tenho natural consciência de que com o actual orçamento dificilmente passaremos à segunda ronda. Mas como diria alguém ligado ao futebol: no final é que se fazem as contas.

 

Posto isto, apresento aqui algumas das minhas preferências quanto a equipas a defrontarem o Sporting, na fase de grupos. Em primeiro lugar preferia ter o Chelsea de José Mourinho. Para além do Real Sociedad em Espanha, gosto especialmente do Chelsea. Apreciaria também ver no grupo do Sporting uma equipa francesa. Mas nada de equipas alemãs, turcas ou gregas. Podem ser muita boas (e serão garantidamente), mas pouco apetecíveis.

 

E se eventualmente não for a equipa de Londres pode ser o Real Madrid. Sempre poderia (re)ver Cristiano Ronaldo em Alvalade. Entretanto há que (re)começar a preparar a próxima liga. Convinha que saíssem poucos jogadores e entrassem apenas os necessários a darem garantias da mesma qualidade de jogo deste ano.

 

A Academia continua a ser um bom fornecedor de talentos. Há que saber aproveitá-los! E Leonardo Jardim parece ter sensibilidade para tal.

 

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O orgulho de ser diferentes

 

Voltámos a ganhar. Num estádio onde há um ano perdemos.

E voltámos a ganhar entrando em campo com seis jogadores da nossa formação: Rui Patrício, Cédric Soares, William Carvalho, Adrien Silva, André Martins e Carlos Mané.

Confirmando que o Sporting é o quarto clube europeu a apostar mais decisivamente nos valores da sua academia: só Ajax, Partizan e Barcelona estão à nossa frente nesta temporada oficial. 

Mostrando que também nisto continuamos a ser diferentes. E nos orgulhamos disto.

Os sete magníficos

Deu gozo ganhar em campo ao tricampeão depois de tantos imbecis terem jurado que este Sporting não tinha plantel para superar o Porto. Mas esta vitória foi ainda mais saborosa por ter acontecido num jogo em que sete dos titulares da nossa equipa eram oriundos da formação leonina: Rui Patrício, Cédric Soares, Eric Dier, William Carvalho, Adrien Silva, André Martins e Carlos Mané.

Cada um fala por si. Para mim, este é um dos motivos de maior orgulho.

Onze Leões e um infiltrado

Hoje temos um desafio importante. Aliás, de agora em diante todos os jogos são finais. Temos de cumprir ganhando jogo a jogo e esperando que os nossos adversários directos cometam algum deslize. Vai ser dificil, mas esta é a nossa marca, não viramos a cara à luta. Contudo, hoje, além de observar os nossos onze leões e torcer por eles, vou estar atento a uma pérola da Academia, o nosso João Mário. Dotado de uma técnica de passe impressionante, uma capacidade de temporizar o jogo, de pensá-lo, está alí um futuro patrão do meio campo ofensivo. E assim espero que seja!
O Sporting deixou claro, a Academia é uma prioridade na construção do plantel. E é nestes jogos que temos a oportunidade, como adeptos, de ver as nossas jóias (emprestadas) brilhar na Liga, e tentar prever o seu rendimento futuro.

 

Com isto, apesar de esperar uma brilhante vitória do meu Sporting, espero que o João Mário seja o destaque de um Setúbal em baixo.

Para cima deles! Viva o Sporting!

Reflexões

Numa saudável discussão futebolística com um colega benfiquista, após a derrota do Sporting no dérbi, a determinada altura ele pergunta-me de forma irónica:

 

- Mas tu queres ganhar o campeonato com aquela equipa?

 

Devolvi jocosamente:

 

- Não! Quero ganhar a primeira liga com os jogadores da equipa B!

 

Lembrei-me desta minha troca de galhardetes após o jogo de hoje do FCPorto e respectiva derrota em casa com o Estoril. Um resultado realmente justo porque, como se diz em futebolês, ganha quem marca!

 

Todavia mais uma vez ficou provado que um conjunto de muito bons jogadores não faz automaticamente uma boa equipa.

 

Ao invés, um grupo de miúdos (saídos de Alcochete), treinados por um jovem ilhéu e dirigidos por um presidente, também ele muito novo, conseguem paulatinamente escalar esta escarpa que é o campeonato e estar a dois pontos (que podem ser três ou cinco, amanhã por esta hora!) do primeiro classificado.

 

Quem diria?

 

 

Também aqui

Eric Dier, de vez

  

 

A prestação de Eric Dier no jogo com o FC Porto veio reforçar a minha convicção, já afirmada neste blogue, de que o seu estatuto deve ser o de titular do Sporting. Leonardo Jardim, é certo, sabe muito mais de futebol a dormir do que eu bem acordado e lá terá as suas razões para o preterir em favor de, em princípio, Maurício, jogador que em muito pouco será superior ao jovem oriundo da formação do clube. Digo em princípio porque me parece que Rojo, não obstante alguma inconstância e imaturidade, próprias de quem é ainda muito jovem - algo que tendemos, frequentemente, a esquecer, influenciados, talvez, pelo facto de ser já internacional A pela Argentina, onde, para mim, se joga o mais belo futebol do mundo - é intocável, no confronto com o brasileiro.

 

As limitações apontadas a Rojo podem, naturalmente, ser atribuídas também a Eric Dier. Mas o jovem inglês tem inúmeras vantagens sobre Maurício, sem desprimor para este, cujo profissionalismo e qualidades não ponho em causa. Dier é, em minha opinião, um jogador muitíssimo inteligente, com discernimento nos momentos mais difíceis, que sabe quando deve sair com a bola nos pés, quando deve tentar colocá-la na frente, com passes longos, ou quando deve chutá-la, com força e sem vergonha, para longe da sua área. É, além disso, muito bom a jogar de cabeça, requisito obviamente importantíssimo num defesa central, constituindo, também, no que, reconheça-se, é acompanhado por Maurício, um perigo, quanto a esta matéria, na área  adversária. Tem uma grande força física, o que, aliada esta à sua capacidade técnica e visão de jogo, o habilita para desempenhar, com grande competência, outros papéis, como - já o demonstrou - o de trinco. Tem um pontapé fortíssimo e para marcar livres directos e rematar de fora da área estará certamente na linha da frente das opções.

 

O maior defeito que lhe vejo é o da inexperiência, natural em quem só tem 19 anos, muito jovem para que lhe possamos exigir ou dele esperar uma grande maturidade. Por agora, apresenta alguma tendência para a indecisão e alguns momentos de falta de atenção, que, se repararmos bem, aparecem normalmente no princípio dos poucos jogos em que tem participado - aconteceu isso mesmo frente ao FC Porto. Pode ser que me engane, mas estou absolutamente convencido de que, com o aumento do tempo de jogo, as suas poucas inconsistências desaparecerão rapidamente e de que, em breve, teremos um defesa central ao nível dos melhores da história do Sporting. 

 

E, acima de tudo, Eric Dier vem da academia. Sempre defendi, mesmo no tempo em que as vacas não eram tão magras, que o aproveitamento da formação deve ser a pedra de toque na gestão, a todos os níveis, incluindo o desportivo, do clube. Eric Dier é um óptimo exemplo dessa formação. Já tivemos amplas oportunidades de verificar, através de algumas entrevistas e intervenções públicas deste nosso jogador, em boa verdade pouco mais do que um adolescente, que a actividade da academia pode contribuir para a formação de cidadãos com algo mais do que apenas, e já não é pouco, a atribuição de conhecimentos e competências na área do futebol. Saibamos tirar todos os benefícios desta situação e será de certeza muito mais fácil fazer aparecer jogadores como tantos que ultimamente nos têm feito sentir, ainda mais, o orgulho de sermos do Sporting.

Os sete magníficos

É um facto que merece ser salientado em texto autónomo. Um facto que nos deve encher de orgulho. O Sporting alinhou hoje, no seu onze titular, com sete jogadores formados na nossa academia. Demonstrando, aos adeptos portugueses e ao mundo desportivo em geral, como é possível fazer a diferença ao preferirmos investir na formação de talentos no interior do clube do que alimentar os crescentes circuitos da intermediação de jogadores onde abundam parasitas que tornam o futebol cada vez menos desporto e cada vez mais negócio. Claro ou escuro.

Vale a pena registar os nomes destes sete magníficos que alinharam esta tarde de início contra o Olhanense: Rui Patrício, Cédric, Eric Dier, William Carvalho, Adrien, André Martins e Wilson Eduardo.

Jogam e ganham. Um sinal evidente de que o Sporting está no caminho certo.

 

Leitura complementar: Aprender a ganhar sem brilhar, n' O Cacifo do Paulinho.

O futebol faz-me sentir velho

Disclaimer: sou um rapaz novo, já nos vintes, mas ainda novo. Posto isto, aqui há um par de horas numa conversa entre amigos (todos da minha idade), o futebol veio à bola, passe a redundância. O futebol que é aquela não ciência que torna o mais iliterado dos homens num verdadeiro Nobel da situação, e que consegue reunir aqueles que não vivem sem ele numa discussão de horas, esteve sempre como nébula do lero-lero da noite passada. Ainda para mais, num encontro entre 4 sportinguistas e um benfiquista. Ora, a meio da conversa, com Bruma para ali, Bruma para acolá e com as "antevisões" dos jogos da 2ª jornada à mistura, cheguei à conclusão de que estou (a ficar) velho. Bastaram-me duas premissas para chegar a esta tese: i) na equipa titular do Sporting alinham jogadores mais novos que eu. Eric Dier tem 18 anos, William Carvalho tem a minha idade e até o polémico Bruma tem 18 anos. Longe vão os tempos em que os jogadores eram bem mais velhos que eu. Isto dos nossos craques serem tipos mais novos deixa-me ainda meio confuso. E ii) a quantidade de treinadores de clubes portugueses que vi jogar aqui há uns anos?! Jogadores que idolatrei ou detestei, que estampei em cadernetas, idealizei naqueles "onzes" imaginários onde juntamos jogadores de clubes diferentes. Pedro Emanuel (Arouca), Abel Xavier (Olhanense), Sérgio Conceição (Académica), Costinha (Paços de Ferreira), entre outros, já para não falar do nosso Sá Pinto. E ainda temos aqueles que preferiram ir para comentadores ou para funções dirigentes, casos de João Pinto, Pedro Barbosa, Rui Costa, Pauleta, Figo. O Sporting joga com malta mais nova que eu e os craques nacionais da minha geração já estão todos engavetados. Eh pá! Tive de parar para pensar e respirar fundo, após constatar isto mesmo para quem me rodeava. Digam o que disserem, hoje senti-me velho. 

Um desejo, uma proposta

A Alemanha sagrou-se, esta tarde, campeã europeia de futebol feminino pela sexta vez consecutiva, ao ganhar por 1-0 frente à Noruega, contando, no total, oito títulos (aqui, em alemão). A final, na Suécia, à qual assistiram 41.000 espetadores, foi muito disputada, tendo a guarda-redes alemã defendido dois penáltis e sendo anulado um golo à Noruega, por fora de jogo.

 

Mesmo que a qualidade futebolística das equipas masculinas seja muito superior, o que se traduz em jogos mais espetaculares, não seria empolgante ver Portugal numa final destas? Tenho a certeza de que o país estaria em peso frente aos ecrãs televisivos.

 

O segredo do sucesso da Alemanha está no investimento intensivo no futebol feminino, pondo-o quase em pé de igualdade com o masculino, nos últimos anos. Em qualquer clube desportivo de bairro (e não só), os cartazes de incentivo à inscrição de crianças e jovens na modalidade futebolística incluem a representação de meninas, lado a lado com os rapazes. E, nas ruas, já se veem muitas meninas a jogarem à bola ao lado deles, sem qualquer tipo de preconceito. Eu própria me fartei de jogar à bola com o meu irmão, mas saía de cena, assim que surgiam outros rapazes. Em contrapartida, uma sobrinha minha alemã, quando era pequena (agora, já não lhe dá para os pontapés na bola), não tinha qualquer problema numa situação dessas, porque era aceite e respeitada.

 

Foi, por isso, com uma certa tristeza que, num número da revista Visão, comprado na minha última estadia em Portugal, vi um anúncio da Academia do Sporting apenas dirigido a meninos.

 

Talvez fosse tempo de mudar este estado de coisas e o SCP bem se podia tornar pioneiro...

A tenra idade

Há alguns poucos anos, um amigo sportinguista completou um aniversário de sócio, daqueles de número redondo que dá direito a rumar a Alvalade para ser o centro das atenções por alguns minutos. Haveria de sair de lá com um novo adorno na lapela e um pequeno espanto para contar.

Tivera a oportunidade de privar durante alguns minutos com jogadores do plantel, nomeadamente com um sénior de primeiro ano que provavelmente envergará a nossa camisa esta época.

Perguntado sobre como correra saiu-lhe o espanto. “Eles são putos! Conversa de miúdo, garoto mesmo. Muito educado, sim senhor… mas um puto de 18 anos.

Daquilo que deveria ser uma evidência, uma banalidade, destaco o reflexo da reação. Eles são mesmo de carne e osso, cheios de anseios, dúvidas e dignos da sua idade, nem mais, nem menos. São os nossos putos, os meninos da nossa academia, porta estandartes do nosso orgulho e as nossas promessas de glória, craques da bola mas, acima de tudo, homens por cumprir, como não poderia deixar de ser.

Gerir jovens, em particular na transição de idades, num negócio como o que é hoje o do desporto de alta competição e, em particular, o do futebol, nunca vai ser mais fácil do que é hoje. Há balizas que se definem ou não que influenciarão a suavidade de cada história. Há princípios e valores, previdências ou imprudências, mas convém estar preparado para um certo grau de inevitabilidade da tensão. Tal fará sempre parte do fado de uma escola de homens e de jogadores.

Ao adepto, recomenda-se o jogo de contenção, à direção a capacidade de avaliação, aos jogadores que cresçam e apareçam. 

E assim se irá fazendo o Sporting do futuro.

Saudações leoninas!

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