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És a nossa Fé!

Ética - O Vídeo-Árbitro

Hoje, em Alvalade, o recurso ao Vídeo-Árbitro permitiu que prevalecesse a verdade desportiva, validando o golo marcado por Bas Dost. Boas notícias, certo?

Talvez não, pelo menos observando o que recentemente disseram os nossos opinadores:

 

Ribeiro Cristóvão- " Jogadores fazem grandes festas e depois não valeu...futebol é um jogo de erro, e o erro serve de discussão...para os jogadores é um quebra-cabeças, um bico-de-obra"

 

Mas, há quem vá mais longe...

 

Jorge Baptista- "Estão a matar emocionalmente o jogo, a pouco-a-pouco. Agora não, mas daqui a 10 anos se calhar ninguém vai ao futebol"

 

Espera lá, querem ver que os campeonatos se ganham "emocionalmente"? Com tanta gente a discutir problemas, até parece que o Vídeo-Árbitro não é uma solução possível para a defesa da verdade desportiva. Se calhar, não é ético, o erro é que é bom. Aplique-se já esse conceito nas empresas, no governo. A partir de agora, o erro é humano pelo que más decisões devem ser compreendidas por accionistas de empresas e pelo povo que elege os governantes. Sim senhor, agora deixa lá ver o que, lá fora, o melhor jogador de todos os tempos e célebre "batoteiro" diz sobre o tema:

 

Diego Armando Maradona "d10s"- "A tecnologia traz transparência e qualidade, e proporciona um resultado positivo a equipas que decidem atacar e correr riscos".

 

Pois, este não percebe nada disto, os nossos "iluminados" é que sabem tudo.

 

A integridade das competições, a ética e verdade desportiva, nada disso interessa, o importante é a emoção, mesmo que os adeptos tenham uma comoção quando lhes anulam (mal) um golo. Quem aplicou a tecnologia ao rugby, ao futebol americano, ao ténis, são uma cambada de relapsos, os nossos comentadores é que sabem tudo...

 

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Ética - Alegoria da Caserna e outras tretas afins

O filósofo grego Platão criou a Alegoria da Caverna, texto filósofo - pedagógico, onde através de parábolas pretendia reflectir sobre a necessidade do Homem de se libertar da escuridão e procurar a luz, o conhecimento. Entretanto, recentemente surgiu uma imitação barata e de fraco sentido literário, sob a forma de uma "Cartilha de João de Deus...dos pobres de espírito", onde através de processos filósofo-pidescos, se conspirou, lançou considerandos e plantou inuendos e suspeiçòes destinados a diabolizar o presidente do Sporting clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Aqui, não é a procura da luz que orienta o escriba, mas sim ajudar o clube da Luz. Ontem, Bruno anunciou que Octávio tinha sido a terceira escolha de Jesus (?) para Director Desportivo (o pecado original, treinador a escolher Director, uma 'bizantinice'). Mais, sugeriu que a segunda escolha de Jesus teria sido Carlos Janela, o alegado autor desta grotesca Alegoria da Caserna, e que ele, Bruno, de pronto teria recusado. Fez bem o presidente. Não porque Janela não seja um profissional competente e altamente eficaz, mas porque a forma, a forma senhores, não está de acordo com a doutrina de moralização do futebol português, pela qual o Sporting tanto tem pugnado. Assim, urge a pergunta: o Sporting não perde argumentação ao ter nas suas fileiras quem tenha tentado contratar o alegado autor da Cartilha? É possível a coabitação entre duas personalidades com ideias diferentes ou, pelo menos, formas divergentes de alcançar o sucesso? Eu, não tenho dúvidas, escolho o presidente.

Mundos e fundos

Se de facto esta proibição avançar, vai ser um deleite ver as artimanhas financeiras e contabilísticas que vão surgir na recompra de passes aos fundos.

Mas o melhor vai ser mesmo descobrir que, por mera coincidência, alguns dos donos dos fundos serem ao mesmo tempo dirigentes de clubes, "empresários" que são ao mesmo tempo representantes de jogadores propriedade desses fundos, accionistas de algumas sad´s, donos escondidos de outras. Às tantas nem eles sabem com toda a certeza, tal o imbróglio de empresas em off shores e cadeias de controle accionista, quais os fundos que lhes pertencem e que jogadores de facto controlam.

Mas acredito que no próximo programa desportivo da Sic-not o assunto será abordado. Seremos  esclarecidos pelo "manel, não te enerves" ou pelo "ouça"e ficaremos a saber que no fundo, o mundo dos fundos é afinal o éden feito à medida das necessidades do transparente mundo da bola. E quem estragou tudo foi o Bruno. Esse puto, acabado de chegar ao mundo da bola, anda com a mania que é mais esperto que os outros, aqueles que fazem pela vidinha neste mundo há décadas. O puto, armado ao pingarelho, pelintra, merece é uns bons tabefes, manel não te enerves, a ver se amocha e dobra a espinha. Isso é que era, ouça, tudo de espinha dobrada e chapéu na mão. Sonhar não custa, para alguns nem os fundos custam.

Uma questão de ética

Tenho andado a evitar pronunciar-me sobre a notícia de uma escola na Ericeira em que a professora canta várias vezes ao dia uma canção infantil a que acrescenta vivas a um clube de futebol. Tenho andado a evitar-me porque toda a gente sabe que as minhas preferências clubísticas são bem diferentes e não queria de forma nenhuma que este assunto fosse analisado como uma discussão futebolística.

Porém, acabo de ver o programa Sexta às 9, em que o assunto é ridicularizado e reduzido apenas a isso, uma questão clubística.

Vamos por partes:

1. O que está em causa é o abuso da influência natural que qualquer professor tem sobre os seus alunos, em especial tão pequenos, para incutir ideias e valores. É triste que, em vez de ensinar a tolerância e a liberdade de expressão, a senhora não reconheça o seu papel fundamental na formação de seres humanos e opte por ensinar a intolerância e o desrespeito pelos que têm uma opinião diferente. Segundo informação publicada na comunicação social, terá chegado mesmo a dizer aos alunos que já não podiam cantar aquela música, porque o pai da colega "era mau" e não deixava.

2. Se em vez de gritar Viva o Benfica!, se gritasse Viva o PSD! (optei por este partido porque é o que está no governo, mas aplica-se a qualquer outro), imagino a ofensa e indignação. E se gritasse Viva o Islão!, era o caos, até a CIA aterrava no recreio da escola. Não, não são coisas diferentes. É apenas e só a utilização do palco que a vida lhe deu - a sala de aula - para infiltrar no espírito dos seus alunos os seus próprios gostos e opiniões pessoais. É uma falta de ética total e absoluta e uma prática pedagógica ofensiva.

3. Vamos então, por momentos, reduzir isto a uma brincadeira. O mesmo direito que assiste à professora de apelar ao benfica, assiste aos pais e aos próprios alunos de apelarem a outros clubes. Quem é o intolerante aqui? O pai que discorda da lavagem cerebral que fazem à filha ou a professora que não admite que os alunos tenham uma opinião diferente da sua, respondendo ao protesto com um "quem está mal muda de escola"?

4. Um educador é uma pessoa normal, quando está fora da sala de aula. Lá dentro, tem de ser especial, inspirador, exemplar. Nada menos do que isso.

{ Blog fundado em 2012. }

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