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És a nossa Fé!

Arbitragens antes e depois

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Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores  Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.

O elo mais fraco

Portugal é campeão europeu de futebol. Com um treinador português. 
Esta é a maior prova de competência dos jogadores portugueses e dos treinadores portugueses.
Há cinco anos que nenhum árbitro português está na alta roda do futebol internacional. Desde que Pedro Proença apitou os jogos dos títulos europeus de clubes e selecções - proeza inédita que o elevou ao patamar supremo da sua categoria profissional.
De então para cá, com outros protagonistas, tem sido sempre a descer. No Euro 2016 não houve nenhum português a apitar.
Daqui se conclui que o sector da arbitragem se tornou, em termos qualitativos, o elo mais fraco do futebol nacional. Os árbitros não podem portanto comportar-se como se fossem o elo mais forte. Porque não são.

Não se trata só de incompetência

O problema da arbitragem em Portugal não é apenas uma questão de competência. Prova: os profissionais do apito que até agora mais prejudicaram o Sporting nesta temporada são geralmente considerados os "dois melhores árbitros portugueses" - Artur Soares Dias e Jorge Sousa.

Ninguém lhes nega competência. A verdade, porém, é que ambos já nos retiraram pontos. Dois, no caso do primeiro, em Guimarães - transformando uma vitória leonina em empate ao validar um golo ilegal dos vimaranenses. Provavelmente dois, no caso do segundo, que fez vista grossa a um par de penáltis favoráveis ao Sporting numa partida que terminou com a vitória tangencial do Benfica na Luz.

Por mais que insistam, serei o último a chamar-lhes incompetentes. A verdade é que também a competência está sujeita ao erro. Resta exigir-lhes que não errem sempre para o mesmo lado.

As caras dos protagonistas

Do sítio da APAF na internet, público portanto.

Após consulta do quadro de nomeações no sítio da FPF, público portanto.

É este o senhor que atribuiu a Jorge Sousa uma classificação excelente (8,6 salvo erro), no jogo Benfica-Sporting, onde ficaram por marcar duas claras grandes penalidades a favor do Sporting.

Caso para dizer que basta um Coelho. 

E nem vislumbre de cajadada. Salvo seja.

 

Carlos Coelho.jpg

 

Os herdeiros do Porto

Assistimos ontem no pré fabricado à confirmação, se tal fosse necessário, do estado de podridão do futebol português. Hoje pela noite e durante o resto da semana, vamos assistir ao tradicional branqueamento de tudo o que se passou naquela hora e meia. Há em Portugal uma equipa que não necessita sequer de se preocupar com algum dia que não lhe corra bem. Temos uma equipa que, ao contrário das outras, apenas tem que colocar onze jogadores em campo e tranquilamente aguardar pela vitória. Não tem que se preocupar com tácticas, com treinos nem com o adversário. Há sempre uma mão que a embala e guia à vitória. A situação absurda já é tão aceite que já temos pseudo jornalistas que sem vergonha qualquer, questionam o nosso treinador se o mesmo acha que a não marcação de dois evidentes penaltis que ficaram por assinalar, tiveram influência no resultado. O controlo que existe por parte de um clube abrange todas as áreas que possam por em causa a sua supremacia sobre os demais. Depois da limpeza dentro das quatro linhas trata-se de arredar durante a semana seguinte qualquer hipótese de discussão séria sobre o assunto. Todos os comentadores afectos ao nosso rival utilizam a mesma táctica que tem resultado; usam a sua estupidez e falta de bom senso como argumento. Como afirmou ontem o seu treinador a única coisa que de ontem interessa reter é a vitória, tudo o resto para nada interessa. Está dito e será a cartilha seguida pelos nomeados para representar o clube nos intermináveis programas dedicados à bola. Virá mais tarde arrepender-se o árbitro dos erros casuais e não premeditados. A tradição manda aguardar uns tempos, o suficiente para que não seja necessário ter qualquer vergonha na cara. Nesta semana iremos ter editoriais dos pasquins habituais sobre o subaproveitamento do Sporting nas oportunidades criadas. Irão esquecer a maleita do anti-jogo que tanto os preocupou na semana passada. É passado e é assunto que agora não interessa abordar. O porto encontrou definitivamente um sucessor na forma de ganhar campeonatos. Aqueles que tanto se insurgiam do outro lado da 2ª circular irão desta vez calar-se. Ganhar por qualquer meio é agora o que defendem.

Lá, tal como cá!

Era já noite quando vi a Real Sociedad jogar contra o Barcelona treinado por Luiz Enrique. Um jogo empolgante que terminou com um (injusto) empate a uma bola.

Porém deste clássico retenho duas coisas importantes:

a primeira foi a forma acutilante e corajosa como a equipa de S. Sebastian se bateu em campo contra o campeão em título;

a segunda tem a ver com o árbitro do encontro que prejudicou, e de que maneira, a equipa que jogava melhor futebol.

Ora sempre pensei que a característica de maus árbitros fosse coisa bem lusa. Porém, perante o que me foi dado observar, lá tal como cá, também têm árbitros... fraquinhos, fraquinhos!

Não desculpa nada, mas...

 

Dando de barato que o segundo golo do Guimarães não é precedido de falta (eu acho que é - cf. pág 80, p.f.), o penalti marcado vê-se claramente que não existe e no terceiro o árbitro está de frente para a jogada, vê até muito melhor que nós nestas imagens.

Posto isto, retiro o que disse em comentário ao postal do Pedro Correia e acuso aqui o árbitro de ter errado grosseiramente em dois dos golos sofridos pelo Sporting em Guimarães. Ademais, lembro aqui um golo anulado na época passada a Slimani, pelo mesmo árbitro, em situação idêntica, em jogo com o Boavista, que nos fez perder dois pontos, que na contabilidade final nos dariam o título.

Raios, que só se enganam para o mesmo lado. Terá o Jesus feito algum mal ao SD filho?

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 Adenda: Cerca de uma hora após a publicação do post, este tinha recebido dezassete comentários.

Estava apenas publicado um, já que os restantes eram impublicáveis. Um rapazola de sobrenome Luz até me chamou bêbado, vejam lá. Revelador.

Os árbitros também vêem programas de bola.

 


Que os nossos árbitros, observadores e dirigentes são permeáveis à pressão todos sabemos. Aliás considero que o principal primeiro mérito de Bruno de Carvalho foi ter percebido que a casa, qualquer que fosse, se tinha de começar a construir por aí, pela paridade do tratamento por parte dos árbitros. E conseguiu-o. Ninguém é campeão com a arbitragem a decidir contra nós em caso de dúvida. Formação, trutas no mercado, adeptos a encher o estádio não será suficiente se tivermos um árbitro que nos marca offsides, dá amarelos a eito e anula golos só porque tem medo do que lhe vão dizer os “observadores”.
É da vida que os mais fortes são mais favorecidos em processos conscientes e subconscientes por parte dos decisores. Basta ver como o BES construiu um império apoiado em nada nas barbas de reguladores e políticos. Prova que o SCP é considerado mais forte é estarmos a ter arbitragens que decidem a nosso favor em caso de dúvida. É claro que o Sporting teve quatro jogos até agora onde foi superior. Mas não tenho dúvida que noutros tempos os golos contra o Porto não teriam sido validados, nem este primeiro contra o Moreirense. Os lances são limpos e respeitam o espírito não escrito do “em caso de dúvida favoreça-se quem ataca”, mas são suficientemente rápidos para serem ambíguos, logo para que árbitros que cheirem a fraqueza do clube os pudessem ter anulado.
Tenho memória de épocas atrás de épocas de equipas fortes de verde e branco, que foram derrotadas por estes imponderáveis arbitrais que foram comendo pontinho atrás de pontinho, até que ficávamos a seis ou sete ao fim da primeira volta, com toda a desmotivação que isso implicou. Jornalistas e comentadores concluem logo que a época tinha sido mal preparada e mais não sei o quê, mas queria vê-los a ganhar a guerra das tiragens ou das audiências se houvesse um gremlin que domingo a domingo lhes sabotasse a gráfica ou desligasse os cabos da emissão “sem querer” – e vissem em simultâneo que nada disso acontecia aos seus concorrentes.
Por vezes fazemos tudo bem, mas somos vergados pelo factor exógeno, seja a ambiguidade da arbitragem, seja um aumento de impostos, seja um congelamento de rendas, o que for. Repetir que ganha o campeonato quem é mais forte etc é bordão que dá jeito mas que me dá alguma vontade de rir. Porque só ganha o campeonato quem é mais forte no campo e é ao mesmo tempo respeitado em campo pela arbitragem. Ou, vá lá, não prejudicado em caso de dúvida. Cautela com o excesso de ruído a propósito dos nossos putativos ‘benefícios’, muita cautela. Pelo tom nos programas de futebol sentado é evidente que os representantes de SLB e FCP consideram o SCP o alvo a abater. Não menosprezar esta retórica é da mais elementar cautela. Os árbitros também vêem programas de bola.

O melhor árbitro português do momento

Passamos o ano, e com razão, a desancar nos árbitros. É tempo de assinalar - por uma vez ao menos - aquele que na nossa perspectiva merece o título de melhor árbito português.

Para mim é Artur Soares Dias: só espero que não o despromovam, como aconteceu a Marco Ferreira, seu antecessor a apitar a final da Taça de Portugal.

Quem elegeriam vocês?

O vitinho das vaidades

Soubemos na semana passada, na vergonhosa entrevista que o chefe dos árbitros deu ao jornal Record, que Carlos Xistra, depois da também vergonhosa actuação em Guimarães, onde de forma clara beneficiou o benfica com a não marcação de 3 (três) grandes penalidades claras, permitindo assim a vitória dos vermelhos, iria ficar a descansar, um bocado como se faz aos miúdos quando fazem alguma asneira e são enviados para o quarto durante uns minutos para pensar na vida. A entrevista saiu no dia 23 de Janeiro. Ontem, dia 2 de Fevereiro, tendo decorrido apenas uma jornada da 1ª liga de permeio, soubemos que Vítor Pereira nomeou Carlos eu não vi Xistra para actuar em Alvalade na próxima segunda-feira, no jogo onde defrontamos o Rio Ave. Ficamos a saber que para Vítor Pereira uma arbitragem onde o benfica sai beneficiado, e este ano tem sido praticamente semana a semana, vale um joguito na jarra, o que o próprio árbitro até agradece, desse modo até pode aproveitar e ir no fim-de-semana à terra. Sabemos que quem dirige a classe do apito é um sportinguista tão ferrenho que espera sempre a vitória do benfica. Esse interesse no bem-estar do benfica, demonstrado pela entrevista mencionada acima e também por declarações de outros árbitros, curiosamente um deles o último com coragem para apontar um penalti contra o benfica no pré-fabricado, depois afastado para todo o sempre não fosse ter a ousadia de repetir tal enormidade, representa para Vítor Pereira a sua tábua de salvação no mundo do futebol. A este dirigente pouco lhe diz o estado deplorável em que se encontra a arbitragem em Portugal, pouco se interessa por, pela primeira vez em muitos anos, não estar presente qualquer árbitro português no próximo europeu a realizar em França. O seu único objectivo é manter-se à tona, assegurar o seu posto e poder agradar ao seu clube de eleição. A última façanha demonstra bem quais os seus reais intentos. Ao ordenar aos árbitros que não tenham contemplações com treinadores que não respeitem a sua área técnica ou que sejam demasiado expressivos nas suas acções, apenas quis atingir o treinador do Sporting. Pelo meio, que ao fundo das costas sabemos nós o que está, mandou avisar antecipadamente o treinador do porto, não fosse este apanhado por fogo amigo.

É contra este estado de coisas que actualmente o Sporting luta. Entende-se que quem ainda dirige o futebol português esperneie e tudo faça para eliminar esta ameaça ao seu status quo. A comunicação social, alguns jornalistas que pertencem ao meio, paineleiros e comentadeiros que sobrevivem das migalhas que este poder podre lhes dá, fazem o seu papel. Ainda hoje a capa da bola é elucidativa do estado em que está o futebol português. Tenho a certeza que ontem, em muitas redacções se abriram várias garrafas de espumante barato.

Mas desenganem-se se acham que nos fazem desistir, que vamos baixar os braços. Tudo o que nos fazem semana após semana, apenas reforça a certeza que estamos no caminho certo. Ao olharmos para o vosso comportamento, as vossas acções e o vosso ódio cada vez maior ao nosso clube, temos a certeza que é mesmo por aqui. Se quiserem ser sérios e lutar com armas iguais podem seguir-nos. Ou podem optar por continuar a viver no mundo enlameado onde hoje vivem, rodeados de ratos e de cobardes.

 Mas nós não vos vamos dar descanso.

{ Blog fundado em 2012. }

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