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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Véspera de meia-final da Taça de Portugal, em Alvalade, contra o FC Porto. 

O que se escrevia por cá, nesse dia 17 de Abril de 2018?

 

O Pedro Boucherie Mendes elogiava Bruno Fernandes:

«A sua competitividade, seja contra o Atlético de Madrid ou contra os Unidos do Bombarral, é a mesma. É um jogador generoso e com noção de espectáculo, solidário com a equipa e os colegas, com verdadeira qualidade individual, um verdadeiro leão, como os adeptos sabem reconhecer. Não sei se ele cresceu leão, mas vê-se que ama o clube, respeita os adeptos, quer vencer troféus por ele, mas também por todos nós.

Cá fora nada percebemos de bola, mas aquele fulgor físico naquele corpito que mais parece criado a carcaças com fiambre e leite com chocolate - e as poucas ou nenhumas lesões -  dizem-me que em Itália se trabalha melhor essa parte e talvez fosse bom pegar num avião e ir lá estagiar. Se há coelho da Duracell na nossa liga é Bruno Fernandes.

Seria o último jogador que eu (se fosse big boss) deixaria sair. E o primeiro a quem entregaria a braçadeira, caso esta ficasse disponível.»

 

O Ricardo Roque alertava para as deficiências da comunicação leonina:

«Nem de propósito, hoje lá se volta a ler na agenda que, no domingo, a equipa de voleibol tem o 3.º jogo da final às 15 horas, no PavJR, e que a equipa principal de futebol joga contra o Boavista às 16 horas, no Estádio de Alvalade. Claro que, mais uma vez, não é assim. Mas se nós que nos interessamos por estas coisas, como adeptos, detectamos estes erros, por que carga de água quem, profissionalmente, deveria não os cometer pois é pago para fazer bem, nem os corrige atempadamente? E falo nisto pois o pior é que no anúncio da venda dos bilhetes online o erro é reiterado (só já quando se entra na venda é que se lê, discretamente, a hora certa). Não, o jogo de futebol não é às 16 horas mas sim às 20:15!!!»

 

Eu comentei a violência antidesportiva dos adeptos do Benfica, que agrediram polícias e jornalistas após o Benfica-FC Porto, furiosos com a derrota em campo:

«O IPDJ - tutelado pelo secretário de Estado do Desporto - continua a fazer orelhas moucas à lei da selva que vigora na Luz. Desta vez foram "só" seis polícias feridos pelo bando de grunhos que conta com o apoio da firma Vieira, Gonçalves & Guerra, Lda. Essas bestas recorreram aos vidrões das redondezas para agredirem os agentes da autoridade com garrafas de todos os tamanhos e feitios.»

A voz do leitor

«Veja-se o caso deste Armando Teixeira, vulgo Petit, que na sua carreira de cinco anos como treinador na 1.ª divisão só fez uma época completa, tendo sido despedido ou entrado a meio nas restantes, mas ainda continua a saltar de clube em clube, sempre com resultados e futebol medíocres, de meia bola e força. A melhor classificação que conseguiu foi um espectacular 13º lugar ao serviço do Boavista.»

 

Vítor Hugo Vieira, neste meu texto

Recado para CR7!

Desde que foste para Turim andei sempre interessado na tua já longa carreira e por isso imagino que devas estar uma fúria.

Calculo que essa tua postura de campeão tenha levado um duríssimo golpe.

Prevejo que o prémio para o melhor do Mundo ficará novamente em Espanha.

Mas companheiro... já devias saber que nem sempre se pode ganhar!

E convenhamos... a Juventus hoje não jogou... um caroço!

Javardice comunicacional

Cada vez mais o futebol português está à mercê da javardice nas redes sociais e meios de comunicação alimentada e muito patrocinada pelas estruturas de comunicação dos principais clubes e das suas "Young Networks", pressionando, insultando, ameaçando famílias, valendo tudo para defender o clube e atacar terceiros. A guerra suja da jagunçada a mando dos "coronéis", agora na versão Internet, com espiões e tudo. O último episódio foram as ameaças à família de Bruno Paixão, um medíocre árbitro é certo, com muitas culpas no cartório também. Há quem diga que pelo menos não lhe partiram os dentes. Vantagens dos novos tempos. Enfim.

E há quem no Sporting fale em "mansos" e coisas do estilo para classificar a rotura do actual presidente com este estado de coisas, a saída da lama comunicacional e a focalização na resolução dos problemas do clube. A jagunçada de Alvalade perdeu o seu "coronel", transformou-se num bando de viúvas letal ao clube a que dizem pertencer, entretendo-se em ajarvardar anonimamente os locais e blogues onde o Sporting está em lugar cimeiro, sem comparação possível com qualquer "maduro" que por aqui passe. Não esquecendo que entretanto "os bravos" da jagunçada, se lembraram de assaltar a própria casa e causar centenas de milhões de euros de prejuizos ao próprio clube. 

O Sporting não se revê e não se pode rever neste estado de coisas, o futebol não é isto, isto é a podridão das dinastias reinantes na Luz e nas Antas, às quais um alucinado aprendiz de feiticeiro se tentou comparar na estúpida ilusão de ser o próximo "presidente da junta". 

Vamos nós tratar dos nossos problemas, que temos muitos para resolver, defender a verdade desportiva e a ética no desporto, exigir qualidade na arbitragem e nomeações por sorteio, porque foi por aí que ganhámos no passado e continuaremos a ganhar no futuro.

SL

Há pequenos gestos libertadores...

Ato contínuo ao final do jogo com o Aves, cancelei a minha subscrição da Sporttv, de que era cliente desde o seu início. Já tinha estado tentado, a propósito de uma das muitas vezes em que o Sporting foi vilipendiado naquele serviço mas dei uma segunda oportunidade. Escrevi-lhes a protestar e a ameaçar que me tornaria ex cliente. Não se preocuparam em dizer nada de volta. No sábado, foi de vez. O meu dinheiro não servirá para alimentar os que nos atacam, ferem e dividem.

E desabafei no Twitter: 

“Sinto-me liberto. Já estava prometido mas hoje foi a gota de água. Os comentários na @SPORTTVPortugal no jogo do Sporting obrigaram-me, finalmente, a carregar no botão e ganharam menos um cliente de muitos anos. Não nos respeitam? Nós respondemos-lhes assim! Eu 1 - 0 Sporttv”.

Não fazia ideia de quão popular é arrasar com a Sporttv pois foi o twitt que mais simpatia gerou desde que me fiz “twittante”. 

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Faz hoje um ano

 

Já entrado no sexto ano do seu mandato, e ainda sem nenhum título de campeão nacional no seu currículo, Bruno de Carvalho - mesmo em alegado gozo de licença parental - persistia em ser notícia. Por maus motivos. 

Fez questão de não comparecer no estádio do Restelo para assistir ao Belenenses-Sporting (3-4). Mas na mesma tarde não se coibiu de visitar os núcleos de Arganil e Soure, onde lançou farpas à equipa: «Eu hoje não vou ao jogo porque não quero.» E, bem ao seu estilo narcísico, voltou a colocar-se no centro das atenções: «É preciso mais que um grupo organizado para me tirar do meu caminho.»

O que me levou a comentar aqui, nesse dia 16 de Abril de 2018: «Ainda me espanto com a vocação que revela para amuos e birrinhas. Comporta-se como se fosse dono do Sporting - algo que não é, nunca foi e jamais será.»

A voz do leitor

«As limpezas de balneário não costumam dar bons resultados, até porque saem caro, visto que temos de contratar novos jogadores. Lembremos o que aconteceu no início da época 2011/2012, sendo Godinho Lopes o Presidente e Luís Duque e Carlos Freitas a dirigirem o futebol.»

 

J. Melo, neste meu texto

Petit - uma vergonha de treinador

Podem arranjar desculpas, justificações, enfim tudo aquilo que quiserem, mas no futebol português vale tudo. Quem acompanha mais de perto estas questões, já nem liga, pois no futebol português tudo é permitido e começa a olhar para as coisas com indiferença. Vem isto a propósito de um teinador de um clube que não teve qualquer pejo em fazer declarações que põem em causa a verdade desportiva. O seu nome é Petit (pequeno), mas nem "pequeno" consegue ser. Só mostra que é pequenino, muito pequenino, talvez mesmo insignificante como treinador. 

Os melhores prognósticos

Vitória por 3-1 parece um prognóstico fácil de fazer. Mas a verdade é que houve apenas dois que acertaram: nesta jornada o "prémio" ficou cá por casa, dividido pelo António de Almeida e pelo Ricardo Roque. Ambos acertaram não apenas no resultado mas nos nomes de dois dos marcadores: Bruno Fernandes e Luiz Phellype.

Só lhes faltou indicarem Mathieu para roçarem a perfeição. Mas estão de parabéns à mesma.

Futebol, presente e futuro próximo...

Não há muito tempo, fui crítico de Marcel Keizer, mas com esta série de vitórias, incluindo a passagem à final da taça de Portugal, o holandês merece o meu respeito e principalmente o direito de iniciar a próxima época, assumindo responsabilidade na planificação da pré-época e escolha do plantel, pormenores de grande importância. Não vale a pena estar sempre a recordar, pese embora nunca possamos esquecer, as atribulações com que iniciámos a presente temporada, que muito condicionaram a prestação da equipa quando o calendário apertou entre Outubro e Janeiro.

Qualquer plantel equilibrado precisa no mínimo dois jogadores para cada lugar, o Sporting até para colocar um onze equilibrado em campo apresenta lacunas, por exemplo, quando Mathieu esteve lesionado, o cenário piorou, sucederam-se os maus resultados.

Ao contrário de épocas anteriores, o mercado de Inverno foi bastante positivo, com as entradas de Borja, Doumbia, Ilori e Luiz Phellype, todos eles já utilizados em vários jogos, o que transmite confiança na competência da actual direcção do clube, mas a prova definitiva será o mercado de Verão, desde logo a forma como poderão lidar com potenciais ofertas por Bruno Fernandes, Bas Dost ou Marcos Acuña, a par da política de contratações. Frederico Varandas chamou a si a gestão do futebol, ficará obviamente associado ao resultado que vier a ser alcançado, não existindo para a próxima época qualquer desculpa quanto à não planificação da mesma.

Uma palavra sobre a formação, historicamente o Sporting é um clube formador, mas nos últimos anos a qualidade dos jogadores promovidos à equipa sénior está longe de épocas passadas, salvo algumas honrosas excepções, como Gelson Martins, o último grande talento da academia a alcançar rapidamente estatuto de titular indiscutível e internacional A. Outros tardam em conseguir impor a sua qualidade no Sporting ou mesmo nos clubes onde são colocados por empréstimo. Estranhamente alguns dos melhores como Tiago Djaló ou Demiral, foram desperdiçados, saindo por valor irrisório, situação que de futuro não pode voltar a ocorrer. Os atletas não são todos iguais, há quem faça a transição mais rapidamente que outros, sendo por isso fundamental uma política de acompanhamento aos nossos jovens, com especial cuidado na colocação por empréstimo e até mesmo quando os dispensamos, incluindo sempre que possível clausulas de recompra, algo que hoje em dia muitos clubes praticam, incluindo os nossos rivais.

O Sporting Clube de Portugal é um grande clube, com imensa massa adepta e milhares de sócios, não precisa inventar, mas praticar uma boa gestão, rigorosa, profissional, os resultados alcançados serão sempre um reflexo do trabalho e competência.

Faz hoje um ano

 

Vitória dificílima no estádio do Restelo, onde ainda jogava a equipa intitulada Belenenses. Saímos de lá com os três pontos, num desafio que terminou 4-3. Quando faltavam quatro jornadas para o fim do campeonato. Nesse mesmo estádio, para a mesma prova, o FC Porto havia sido derrotado (0-2) e o Benfica empatara (1-1).

Sofremos o primeiro golo de grande penalidade, logo aos 7'. Mas ao intervalo vencíamos por 3-1. Com golos de Bas Dost, Gelson Martins e Acuña. 

 

Melhor em campo? Bruno Fernandes.

Justifiquei assim a minha escolha:

«Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado.»

 

Eis a leitura do Pedro Azevedo:

«Numa noite em que houve um Bruno (Carvalho) ausente - mas ainda omnipresente na mente de apoiantes e opositores - e um Bruno (Paixão) que marcou três grandes penalidades e iniciou o jogo com grande atraso, valeu o terceiro Bruno, que, com uma exibição espectacular, principalmente no primeiro tempo, ajudou a resolver o jogo para o Leão Rampante, algo que o igualmente endiabrado Licá tentou ao máximo evitar. Uma vitória do Sporting contra os Velhos do Restelo e o segundo lugar já ali à vista.»

 

Seguíamos em terceiro, a cinco pontos do FC Porto e a três do Benfica. Só dependíamos de nós para atingirmos um lugar de acesso à Liga dos Campeões, pois recebíamos a turma encarnada na penúltima jornada.

 

Era o dia 15 de Abril de 2018. Faltava um mês exacto para o assalto a Alcochete.

A voz do leitor

«Muito preocupado com o futuro do Sporting: este plantel é o mais fraco desde o tempo de Godinho Lopes. Sinceramente, despachava o plantel quase por inteiro. Contam-se pelos dedos os jogadores com qualidade para vestir a nossa camisola, nunca seremos candidatos a nada com jogadores de segunda categoria. Só se aproveitam Renan, Borja, Doumbia, Bruno Fernandes, Raphinha, Gonzalo Plata e Dost. Falta muita dinâmica, criatividade e intensidade de jogo a estes jogadores.»

 

Leão do Sul, neste texto do António de Almeida

Para além de Bruno

Bruno Fernandes tem sido, indiscutivelmente, o melhor jogador do Sporting e do campeonato, mas hoje quero apenas fazer o elogio do homem que, quando defende, quase morde os calcanhares aos adversários: Marcos Acuña.

Na minha opinião, logo a seguir ao capitão leonino, Acuña tem sido o principal responsável pelos melhores resultados do nosso clube. Bendita a hora em que alguém não quis pagar o valor que o clube pediu pela sua saída, porque pese embora os excessos, Acuña é o género de jogador que mais gosto de ver envergar a camisola verde e branca. Para ele, mais vale quebrar do que torcer. E dentro de campo, dá sempre tudo o que tem. 

Palmarés leonino 2018/2019

Sporting conquista campeonato nacional de natação pelo oitavo ano consecutivo.

 

Sporting vence pelo segundo ano consecutivo a Taça da Liga em futebol.

 

Sporting sagra-se bicampeão europeu de corta-mato feminino.

 

Leoa Fancy Cherono alcança título individual no Europeu de corta-mato.

 

Patrícia Mamona, do Sporting, bate recorde nacional do triplo salto por duas vezes.

 

Equipa de judo do Sporting conquista a Liga dos Campeões desta modalidade.

 

Equipa de futsal do Sporting revalida Taça de Portugal derrotando o Benfica.

 

Sporting vence a oitava Supertaça de futsal da sua história, goleando o Fabril.

 

Salomé Afonso conquista ouro em 800 metros sub-23 na primeira edição dos Campeonatos do Mediterrâneo de atletismo em pista coberta.

 

Leoas revalidam título de campeãs nacionais de atletismo em pista coberta.

 

Catarina Ribeiro é a nova campeã nacional de estrada em atletismo.

 

Atletismo: Sporting revalida título feminino no campeonato nacional de estrada.

 

Atletismo: Sporting revalida título masculino no campeonato nacional de estrada.

 

João Vieira conquista campeonato nacional de marcha em estrada.

 

Atleta leonino Rúben Santos é campeão nacional júnior de marcha em estrada.

 

Cristiano Borges, do Sporting, vence campeonato nacional de marcha em estrada sub-23.

 

Râguebi feminino conquista Taça Ibérica, derrotando espanholas do Olimpico Pozuelo.

 

Equipa feminina de râguebi do Sporting vence Supertaça da modalidade.

 

Râguebi feminino vence terceira Taça de Portugal consecutiva ao derrotar o SLB por 31-0.

 

Râguebi feminino: Sporting conquista campeonato nacional de tens.

 

Sporting impõe-se ao Ponta do Pargo, conquistando Supertaça de ténis de mesa.

 

Equipa de ténis de mesa do Sporting vence pelo quarto ano consecutivo a Taça de Portugal.

 

Taça de Portugal de ténis de mesa feminino, que nos fugia desde 1993, conquistada pelo Sporting.

 

Sporting campeão nacional de judo em juniores masculinos.

 

João Mansos sagra-se campeão nacional de triatlo.

 

 

(em permanente actualização: os títulos mais recentes surgem a negrito)

Pódio: Bruno Fernandes, L. Phellype, Acuña

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Aves-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 20

Luiz Phellype: 17

Acuña: 17

Gudelj: 16

Coates: 16

Wendel: 16

Ristovski 15

Salin: 14

Mathieu: 14

Raphinha: 12

Idrissa Doumbia: 11

Renan: 7

Diaby: 5

Jovane: 1

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor em campo.

Armas e viscondes assinalados: A arte subtil de dizer não nos f...

Desp. Aves 1 - Sporting 3

Liga NOS 29.ª Jornada

13 de Abril de 2019

 

Ruben Ribeiro (1,5)

Expulso sem sequer tocar na bola, divide culpas com Mathieu pela cerimónia com que não agarrou uma bola inofensiva e permitiu que um adversário a controlasse, optando por derrubá-lo, mesmo arriscando pénalti ou expulsão. Bem vistas as coisas, mais valeria ter cometido a falta dentro da grande área, pois o Sporting não teria de ficar com dez desde os cinco minutos. E sofrer golos fora de Alvalade tornou-se tão natural quanto promover fugas de informação de documentos internos do clube.

 

Ristovski (3,0)

O cruzamento com que assistiu Bruno Fernandes no lance do 1-3 foi o melhor prémio para uma exibição abnegada, sempre com grandes cautelas na hora de subir no terreno e incessante e quase sempre eficaz vigilância aos velozes extremos avenses.

 

Coates (3,0)

A pouca inspiração nas tentativas de irromper pelo meio-campo contrário, bem como a demora na reacção à jogada que resultou na grande penalidade que fez parecer que o Sporting estava destinado a lixar-se com f, impediram uma noite tranquila. No outro prato da balança estão a intervenção no lance do 1-2 e os sucessivos cortes que foram atrasando na segunda parte o que parecia inevitável: a reviravolta a favor da equipa que tinha mais um relvado quase desde o início.

 

Mathieu (3,0)

Muito tinha para redimir-se, na medida em que a sua hesitação inicial esteve na génese da expulsão de Renan. O sentimento de culpa toldou-lhe os movimentos, mostrando-se menos acutilante do que é habitual nas saídas com bola. O ponto de viragem foi a melhor redenção que poderia desejar, marcando o 1-2 numa emenda ao remate-assistência de Wendel. Muito teve que trabalhar na segunda parte, face à avalanche ofensiva da equipa da casa, e ocasionais descompensações de Acuña e Bruno Fernandes no corredor esquerdo. Mas sobreviveu a tudo, tal como o Sporting.

 

Acuña (3,5)

A assistência para o primeiro golo, com um cruzamento perfeito para Luiz Phellype, foi a marca mais tangível de uma exibição à altura do argentino. Devolvido a lateral-esquerdo, face à lesão de Borja e ao ocaso de Jefferson, percorreu o corredor muitas vezes, combinando na perfeição com o deslocado Bruno Fernandes. Capaz de driblar adversários se estivesse dentro de uma cabina telefónica, recebeu um amarelo na segunda parte por ser derrubado quando se aprestava a entrar pela grande área do Desportivo das Aves, sendo poupado a ver o segundo em algumas faltas. Também teve nos pés a possibilidade de fazer o 1-3 que sossegaria os leões, servido por Bruno Fernandes após ele próprio recuperar a bola, mas o talentoso guarda-redes adversário não permitiu que a bola lhe passasse por entre as pernas.

 

Gudelj (2,5)

Boa parte do ónus da inferioridade numérica dos leões recaiu sobre o sérvio, prejudicado pelo desvio de Bruno Fernandes para a esquerda e pelo défice de omnipresença de Wendel. Mesmo assim, Gudelj nem sequer começou mal, até porque as limitações na condução de jogo também são patentes quando o Sporting tem tantos em campo quanto o adversário. Mas a atitude contemplativa no lance do pénalti que resultou no empate, e o cartão amarelo que viu logo na primeira parte, condicionaram o desempenho e levaram a que Marcel Keizer optasse por retirá-lo.

 

Wendel (3,5)

Mais um bom jogo do jovem brasileiro, a quem foram entregues as chaves do meio-campo devido à inferioridade numérica. Forçado a multiplicar-se na construção de jogadas e na cobertura ao adversário, teve como principais feitos o remate torto que Mathieu desviou para o fundo da baliza e o lance de contra-ataque na segunda parte em que correu com bola mais de metade do campo e assistiu Raphinha para um enorme desperdício.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Seria o jogo perfeito para superar o recorde de Frank Lampard, tornando-se o médio europeu com maior número de golos numa só temporada, e igualar a marca do brasileiro Alex, médio com maior número de golos numa só temporada na Europa. Só que aos cinco minutos teve de sair da zona em que provoca desconforto alheio e fixar-se no corredor esquerdo, o que limitava as hipóteses de ser decisivo. Mas claro que quando a vida lhe dá limões, Bruno Fernandes abre uma barraquinha de limonadas que num ápice vai parar ao mercado de capitais: começou com um remate traiçoeiro de muito longe, urdiu com Acuña a jogada do 0-1, provocou pavor num defesa de que iria tentar marcar de livre directo e permitiu aos colegas avançarem para a grande área e fazerem o 1-2, e depois do intervalo serviu o argentino para uma das melhores oportunidades de sentenciar o jogo e voltou a testar o guarda-redes adversário com uma “bomba” disparada da quina da grande área. Sendo certo que nos últimos minutos aparentava estar desterrado na esquerda, e com flagrantes dificuldades para ajudar a defesa, avançou para a grande área contrária, viu o cruzamento de Ristovski e voou como Jardel sobre um central, marcando de cabeça, como mandam as regras, para o 1-3 do contentamento verde e branco. Como se tivesse acabado de escrever um “best seller” com o bonito título ‘A Arte Subtil de Dizer Não Nos F...’.

 

Raphinha (2,5)

Pedia-se-lhe que compensasse a falta de um colega com dribles e arrancadas. Assim tentou, mas não raras vezes com pouca sintonia em relação aos colegas. Da sua primeira parte ficou na retina um cruzamento a que Bruno Fernandes não conseguiu chegar a tempo e o derrube ainda distante da baliza que Bruno Fernandes, Coates, Wendel e Mathieu transformaram no 1-2. Símbolo do pouco acerto do talentoso extremo brasileiro foi o desperdício do terceiro golo, permitindo a mancha do guarda-redes após receber um passe de morte de Wendel.

 

Jovane Cabral (-)

O jovem extremo não costuma render tanto quando é titular, mas desta vez pareceu amaldiçoado. A expulsão de Renan levou a que fosse sacrificado antes de poder fazer algo certo ou errado. Talvez tenha melhor sorte na sexta-feira, frente ao Nacional da Madeira, pois a suspensão de Raphinha (que completou uma série de amarelos) limita ainda mais as escolhas de Keizer.

 

Luiz Phellype (3,0)

O quarto golo consecutivo em três jogos para a Liga NOS, num cabeceamento fulgurante ao centro de Acuña, revela a excelente taxa de sucesso nas ocasiões de perigo. Seguiram-se mais de 80 minutos de luta solitária, quase sempre de costas para a baliza e pressionado pelos centrais adversários. Cumpriu, sem deslumbrar e em crescente desgaste, até receber merecido descanso.

 

Salin (2,5)

Entrou quase sem aquecer e saiu atrasado ao adversário que derrubou, pouco lhe valendo adivinhar o lado para onde o pénalti foi cobrado. Desse momento em diante esteve nos sítios certos, encaixando remates não especialmente inspirados. Todos menos aquele que Derley desferiu, já aos 90 minutos, anulado pelo VAR por o avançado brasileiro ter apalpado o rosto de Coates no início da jogada.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

Substituiu Gudelj e voltou a não melhorar aquilo que o sérvio tentava fazer. Ficou por receber um cartão amarelo alaranjado por uma entrada fora de tempo e não aliou discernimento ao acréscimo de velocidade que trouxe ao meio-campo leonino.

 

Diaby (1,5)

Entrou para fazer descansar Luiz Phellype, mas desde os primeiros toques na bola deixou claro que não estava ali para ajudar. Desastroso quando não irrelevante, voltou a mostrar que o seu maior valor para a equipa é habituar os colegas a terem menos um em campo mesmo quando os árbitros não lhes mostram cartões vermelhos.

 

Marcel Keizer (3,0)

Mais três pontos muito esforçados, com a equipa a superar uma desvantagem numérica quase desde o início do jogo, são o prémio para uma equipa bem arrumada e que fez das tripas coração. Forçado a sacrificar Jovane para a entrada de Salin, jogou o melhor que pôde com as poucas peças que restavam no tabuleiro e manteve pressão sobre o Sporting de Braga, que precisa de vencer o Tondela para reduzir a vantagem leonina para três pontos.

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