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És a nossa Fé!

Um dos dias mais importantes da época

Percebo mal a pouca ou nenhuma importância que se dá ao calendário da Liga.

O sorteio – que será a 5 de julho – é uma das mais importantes ocorrências da época desportiva dos chamados três grandes e pode ser decisivo no equilíbrio entre os três ou, em campo oposto – no afastamento imediato de um ou mesmo de dois dos competidores.
Por exemplo, começar por ir ao Rio Ave, receber o Braga, ir a Guimarães, receber o Benfica, ir a Portimão e ir à Antas pode acontecer, com jornadas da Liga Europa algures que podem ser deslocações à casa do Diabo. No nosso caso este cenário de hipótese só é ajudado por termos relativamente poucos selecionáveis a esta altura.
Algumas das mais importantes decisões da época na construção do plantel de um clube como o nosso – um contender da Liga, mas não um winner habitual – passam por superar o primeiro obstáculo que é o “início” da época. Admira-me que imprensa, crítica e adeptos não tenham mais atenção a isto. Acredito que os clubes e as estruturas tenham.

Quer-me parecer que...

...Keizer pode gostar tanto do 3-5-2 que acabe por estruturar o plantel desse modo, com um mínimo de cinco centrais e menos de oito opções para os dois corredores (aposto em sete se Acuña ficar).

...a saída de Bruno Fernandes não será compensada com um substituto directo, mas sim com a aposta na dupla de avançados, com Bas Dost, Luiz Phellype, Vietto, Gelson Dala e alguém mais a concorrerem por dois lugares.

...ainda não será desta que a importância de Alcochete será reconhecida, como indicam as notícias sopradas acerca da vontade de obter uns punhados de milhões de euros com o talento de Francisco Geraldes, Matheus Pereira, Domingos Duarte ou até Mama Baldé, cuja passagem pela formação leonina foi mais fugaz.

...que João Palhinha ainda se arrisca a ser o segundo caso Demiral.

...que Miguel Luís e Jovane Cabral são candidatos a um ano de rodagem noutros clubes da Liga.

...que adoraria estar enganado e que, olhando para as raras decisões lícitas que conduziram ao sucesso do rival, a idade deixe de ser documento e Bernardo Sousa (caso renove, o que para mim é uma principais dúvidas deste final de época) possa ir à pré-temporada, no mínimo, tal como o proscrito Félix Correia, na condição de renovar para lá de 2020 e ganhar juízo na cabeça.

 

Ouvindo e lendo

Parece que não mas a final da Taça já foi há duas semanas e um dia destes teremos o regresso aos trabalhos de Keizer e a sua equipa.

Do que se vai ouvindo e lendo, que Sporting vamos ter?

1. Continuidade absoluta no que respeita aos guarda-redes, com Max a assumir o lugar de n.º 2. Com Max a ter oportunidades e Salin como terceiro GR, parece-me muito bem. 

2. Banda direita com Ristovsky e talvez Rosier (Dijon), Mama Baldé e R. Camacho (Liverpool). Se fosse assim, despachando-se Bruno Gaspar, e pelas boas referências de Rosier e Camacho ficávamos com uma ala direita promissora.

3. Banda esquerda com Borja, mas talvez não Acuña. Borja pode chegar à titularidade da Colômbia com Queiroz, Acuña já está titular da selecção da Argentina, e os 20M€ que o Sporting pede por ele podem facilmente ser assegurados. Aqui ficaríamos pior, Acuña é um dos pilares deste Sporting. Não sei se algum da outra banda se adapta à esquerda.

4. Centro da defesa com Mathieu, Coates, Neto (Zenit) e mais dois a decidir conforme ofertas. André Pinto e Ilori no mercado. Domingos Duarte com propostas. O essencial foi já resolvido.

5. Meio-campo sem Bruno Fernandes mas com Gudelj, Wendel, Miguel Luís e talvez Eduardo (Belenenses) e Malinovski (Gent). Mais alguém dos excedentários (Petrovic, Misic, A. Ruiz, F. Geraldes) conforme ofertas que existam. Seria uma evolução na continuidade. O ucraniano tem coisas do Bruno Fernandes, capacidade de remate e assistências. 

6. Extremos "bi-laterais" à moda de Keizer,  Diaby, Raphinha, Jovane e Plata (grande campanha nos Sub-20), Iuri Medeiros e Matheus Pereira no mercado. Tudo muito levezinho, falta um "Marega" . Não há ofertas pelo Diaby??? Vamos ver o que faz pelo Mali.

7. Pontas de lança: Bas Dost, Luiz Phellype e Vietto, talvez Gelson Dala e Slimani. Vejo muito mais o Slimani como o tal "Marega" do que como concorrente de Bas Dost. Poucos golos marcou Slimani nos ultimos anos. Bas Dost teve a sua pior época ao serviço do Sporting, mas pode facilmente voltar a ser o grande artilheiro da equipa. Não há muitos como ele por aí.

 

Concluindo, muitos jogadores ainda sob contrato para decidir o que fazer, vender ou emprestar. Mais um que não motivou a compra, Geraldes que foi emprestado ao Gijon, uma descoberta brilhante de Inácio num sítio qualquer.

 

Outras questões:

1. Acabaram as conversas com o Benfica de Braga sobre Palhinha. Mantém-se a situação actual e o jogador poderá voltar ou ser vendido. Grande aplauso. Fiquem com o Paulinho (mas quem é que quer o Paulinho ???).

2. O plantel (sem emprestados) valorizou-se 26M€ nesta época, dados do Transfermark. E com emprestados como seria?

3. Saindo Bruno Fernandes (já me conformei) e talvez Acuña (este ainda não), com Mathieu e Gudelj a baixar de ordenado, e com excedentários caros a serem despachados, como Petrovic, com certeza a folha salarial vai baixar significativamente.

SL

Faz hoje um ano

 

Foi um dia como tantos outros nesse Sporting de há um ano, à beira do colapso. Um dia bem reflectido na quantidade de textos que aqui foram publicados: 34, nesse dia 12 de Junho de 2018. Assinados por 15 autores.

 

Tantos, e com tanta densidade, que só é possível deixar aqui um sumário, necessariamente muito incompleto.

 

Palavras do Filipe Moura:

«Bruno de Carvalho é o único responsável por se ter chegado a esta situação. Provavelmente perdemos o acesso à Liga dos Campeões, de certeza que perdemos uma taça, por culpa de Bruno de Carvalho. Se se confirmar a perda dos jogadores, eventualmente para os rivais, a culpa será toda de Bruno de Carvalho.»

Palavras do António de Almeida:

«Mesmo que alguns ainda persistam hipnotizados, a maioria já acordou do transe, dando conta mal abriram os olhos do cenário de horror em que o clube está mergulhado.»

Palavras do João Távora:

«A maior prova da irracionalidade das claques é terem sovado os jogadores do Sporting e o Bruno de Carvalho ainda circular à vontade em Alvalade.»

Palavras do Edmundo Gonçalves:

«Não batam mais no ceguinho. Para que fique claro e para que ainda se consiga evitar uma clivagem que pode comprometer a existência do clube como o conhecemos, é minha convicção de que terá que haver rapidamente eleições para todos os órgãos sociais.»

Palavras do Pedro Boucherie Mendes:

«Bruno de Carvalho jogou as fichas todas – e mesmo algumas que não tinha – e já perdeu em toda a linha. A sua entrada na Enciclopédia do Sporting está escrita.»

Palavras do Luciano Amaral:

«Quem presidiu ao descalabro de uma equipa de futebol que era competitiva e se desmoronou em poucas semanas; quem presidiu ao ataque a uma equipa de futebol durante um treino; quem presidiu à fuga a custo zero dos cinco melhores jogadores dessa equipa; é profundamente incompetente como dirigente.»

Palavras minhas:

«Estamos sem seis jogadores titulares. Estamos sem os dois capitães da equipa. Estamos sem Conselho Fiscal e Disciplinar. Estamos sem cinco membros do Conselho Directivo. Estamos sem um dos quatro administradores executivos da SAD. E os sete membros da orquestra do Titanic continuam agarrados aos contrabaixos.»

Palavras do João Goulão:

«Que o futuro é de uma incerteza total, ninguém tem dúvidas. O sucesso desportivo da próxima época não se pode pedir. Só peço credibilidade, vontade de servir, e quem vier, que consiga tirar  o clube da situação em que se encontra.»

Palavras do JPT:

«BdC tem uma visão da realidade, do mundo laboral, do seu papel de administrador (que entende como de patrão "à antiga"), que é inadmissível. E, repito, ilegal e imoral.»

Palavras do Francisco Almeida Leite:

«Que País é este que deixa um homem assim à frente de uma instituição centenária de interesse público? Que sócios e adeptos somos nós que deixamos este homem dirigir o clube sem oposição que se veja?»

Palavras do José Navarro de Andrade:

«Estamos numa queda sem fundo onde bater. E amanhã começa o Mundial, este sarilho, que já cansa, sairá da ordem do dia, e daqui a um mês estaremos cheios de nada.»

Palavras do Ricardo Roque:

«Renascer destas cinzas é nossa obrigação. E devolver aos sócios o 1 de Julho como data de aniversário do Sporting Clube de Portugal.»

 

No dia seguinte começaria o Campeonato do Mundo de 2018. Mas para nós, sportinguistas, nem parecia. Só o drama que se vivia em Alvalade nos interessava e preocupava.

 

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A voz do leitor

«Chamo publicamente a atenção para o comportamento de vários jogadores do Sporting, que já publicaram pequeninos vídeos (instastories) ao volante das suas viaturas. A passar a ponte Vasco da Gama, a ultrapassar carros em plena estrada nacional(!), a entrar em rotundas, enfim, absolutamente confrangedor. Com a tendência que o Sporting tem para o pioneirismo, espero que não nos toque uma tragédia que nos obrigue a todos - sociedade - a pôr cobro a este tipo de comportamento. Pelos próprios, por quem com os mesmos se cruza na estrada e pelo exemplo dado a quem os segue nas redes sociais.»

 

CAL, neste texto do Pedro Boucherie Mendes

Outras culturas

 

Este fim de semana cumpri um ritual (ainda que recente de sete anos), desloquei-me mais uma vez à Virgen del Rocio.

Não professo qualquer religião, mas aquela mistura de Fátima com a Feira da Golegã, em ponto grande e em bom, fascina-me desde a primeira vez que por lá passei por mero acaso, mas não é disso que vos quero falar.

O que vos quero contar é que, no meio de um magote de gente que ultrapassa o milhão naqueles dias, não há internet móvel que se safe, de modo que no domingo resignei-me a não ver o jogo da selecção e a, no mínimo, vê-lo quando regressasse a casa, ontem ao final do dia. Então passeando pela aldeia, circulando entre a multidão de gente, olhei para uma peña rociera (mais ou menos o que designamos por tertúlia) e lá estava uma televisão a transmitir o jogo. Por azar já depois do golo, que não vi, mas como as portas estão abertas a quem queira entrar eu entrei e vi com muito agrado uma plateia de espanhóis vibrando com Portugal, desde miúdos a graúdos. E fomos convidados a sentar e convidados a beber e convidados a comer e tudo aceitámos, que não fica bem rejeitar uma tão calorosa hospitalidade. E no final festejaram connosco a vitória com o mesmo entusiasmo que nós. Confesso que me surpreendeu que os miúdos (entre 10/12 anos) conhecessem os jogadores da selecção, com predominância dos que jogam em Espanha, claro, e que, pasme-se, quando eu disse que era do Sporting, levantaram os polegares e começaram "Carvalho", "Ronaldo", "Patrício"... Até ali, na Andaluzia "profunda", o Sporting é reconhecido e admirado. Terminámos com um "Portugal, Portugal, Sporting, Sporting" que me encheu o coração. Não foi pela fé, foi pelo futebol e pelo Sporting que de lá vim com o coração cheio. Ou como os fins justificaram os meios, ou ainda como me é difícil imaginar um grupo de portugueses a torcer por Espanha num jogo de futebol.

Para o ano há mais.

Tribunal de Alvalade (3)

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Cada cabeça sua sentença, mas a cabeça de muitos faz a sentença de muitos mais.

Mais vale cair em graça do que ser engraçado. E muitas coisas mais.

Sendo assim, venho propor aqui um desafio, colocar algumas questões que estão em consideração neste momento no futebol do Sporting e de que não conhecemos o desfecho.

Apenas respostas de nicks registados serão mostradas, todas as respostas anónimas serão ignoradas. O importante é sentir o Tribunal de Alvalade, através da amostra que este blogue (que muitos consultam) constitui, mas sem aldrabices. Obviamente responderei também à questão colocada.

Questões simples e directas. Respostas Sim ou Não. Justificadas o mais possível.

Questão Nº 3:

Dados o seu custo, concorrência interna e rendimento demonstrado quando chamado, o regresso a casa dum produto de Alcochete, Tiago Ilori, foi uma medida acertada podendo o Sporting ainda encaixar algum dinheiro com a venda de algum dos centrais mais novos que tem emprestados?

Aguardo as vossas respostas.

SL

Eusébio e Ronaldo

É quem mais lhes dói, o Cristiano Ronaldo.
Saiu do Sporting para o Manchester, o Real Madrid, a Juventus.
São encarnados, mas ficam verdes. De inveja.

Com Eusébio foi muito diferente: saiu do Benfica para andar a arrastar-se em clubes quase desconhecidos do Canadá, México e EUA. Terminou a carreira no União de Tomar. O clube lampiânico nunca mais o quis de volta.


Ronaldo - que na fase final da Liga das Nações marcou mais três golos pela selecção, onde já soma 88, mais 41 do que Eusébio - voltará a jogar pelo Sporting, nem que seja aos 40 anos. Com o aplauso unânime dos sportinguistas.

Esta é outra diferença. Enorme.

 

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Faz hoje um ano

 

Outro dia negro para o Sporting. Mais um.

A 11 de Junho de 2018, três jogadores anunciavam a rescisão unilateral do contrato de trabalho em Alvalade: Bruno Fernandes, Gelson Martins e William Carvalho. Seguindo o que já haviam feito Rui Patrício e Podence.

O Francisco Almeida Leite reagiu de imediato:

«O futuro próximo é sombrio. Acabámos de perder uma equipa belíssima, recheada de internacionais. A época 2018/19 está perdida, temos que agir rápido para não perdermos os próximos anos. Só com Bruno de Carvalho fora de Alvalade é possível restabelecer a ordem interna.»

E o António de Almeida também:

«Enquanto o Sporting Clube de Portugal, instituição centenária, continuar presidido por um arruaceiro aspirante a déspota ao pior estilo coronel sul-americano, desprovido de educação, que a todos insulta e ameaça, usando as claques como guarda pretoriana para intimidar, atiçando-os como cães aos alvos que decide escolher, quando as coisas não lhe correm de feição, só poderemos esperar o pior.»

 

Expresso divulgava os depoimentos prestados na GNR pelos três jogadores que acabavam de rescindir: «Socos no peito, agressões com cinto, receio pela vida e chapadas.»

Impressionantes relatos em primeira mão do assalto a Alcochete.

 

Entretanto, Bruno de Carvalho e os restantes membros que ainda o acolitavam no Conselho Directivo - Carlos Vieira, Rui Caeiro, Alexandre Godinho, José Quintela, Luís Gestas e Luís Roque - permaneciam entrincheirados no edifício-sede da SAD. Enquanto o seu poder real se desmoronava de dia para dia, o ainda presidente dava mais uma conferência de imprensa. Em que proferia estas palavras, bem reveladoras do seu desarranjo emocional:

«Basta os atletas escreverem uma carta à Sporting SAD dizendo duas coisas: uma, se esta direcção se demitir voltam atrás com rescisões e jogam no Sporting (jogam mesmo, não é voltar para serem vendidos); e, segunda, que se voltarmos a candidatar-nos e ganharmos eles mantêm os contratos. Se acontecerem essas cartas dos seis, todos, demitimo-nos.»

 

Por cá, como é óbvio, não ficámos indiferentes a isto.

 

Escreveu o João Caetano Dias:

«Por favor. Por favor. Vocês amam o Sporting?»

Escreveu o Pedro Azevedo:

«A história se encarregará de julgar a acção da totalidade dos nossos órgãos sociais. Não se trata de ter razão, trata-se de salvar o Sporting. Ao Conselho Directivo, uma nota: simplesmente, demitam-se. Pelo menos dois dos seus elementos. Já chega!!!»

Escreveu o Pedro Bello Moraes:

«Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra. Demite-te, Bruno. Não faças mais mal ao Sporting. Vai-te embora, porra.»

 

Apesar da tristeza que todos sentíamos, não se perdia por completo o sentido de humor, como evidenciava este postal do Luciano Amaral:

«Pronto, agora que nos livrámos das maçãs podres, o campeonato do ano que vem está garantido. Veja-se o dream team:

Treinador: Bruno de Carvalho

Guarda-redes: Bruno de Carvalho

Defesa: Carlos Vieira, Rui Caeiro, Alexandre Godinho e Bruno de Carvalho

Meio campo: José Quintela, Luís Gestas, Luís Roque e Bruno de Carvalho

Ataque: Bruno de Carvalho e o jogador revelação do campeonato da Cochinchina: Bruno de Carvalho.»

 

Já ninguém conseguia levar a sério o "afundador do Sporting".

 

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A voz do leitor

«Youssef Bennasser: é jogador do Mónaco (contrato até 2021), tem 22 anos e actualmente está emprestado ao Saint-Étiènne. É internacional marroquino, mas tarda em afirmar-se de forma consistente. Quando conseguir um rendimento constante (Mr. Keizer, confio em si!) será um médio-centro de excelência. O valor da transferência deverá ser entre 8M€ a 10M€. Poderemos sempre tentar que Leonardo Jardim seja nosso amigo. Se não contar com ele para a próxima época, será sempre possível um empréstimo.»

 

Jorge Santos, neste texto do Francisco Chaveiro Reis

Mérito, talento e competência

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É o seleccionador nacional que já orientou a equipa das quinas em mais jogos do que qualquer outro antes dele.

Há três anos, em França, levou Portugal a uma conquista histórica: o Campeonato da Europa em futebol. Somos, ainda hoje, campeões em título.

Ontem, no Porto, venceu a segunda final europeia. Desta vez levando a nossa selecção a conquistar a Liga das Nações, prova que se realizou pela primeira vez - e em palco nacional, o que muito nos lisonjeia.

Não só vencemos: também convencemos. Cumprimos sem derrotas a campanha de qualificação no nosso grupo. Agora, na fase final, vencemos a Suíça (por 3-1) e a Holanda (por 1-0). Com três golos de Cristiano Ronaldo e um de Gonçalo Guedes.

Apesar destas evidências, ainda há muitos portugueses que se recusam a reconhecer mérito, talento e competência a Fernando Santos. Dizem que vence com sorte, recorre a esquemas hiper-defensivos, sem dar espectáculo. São os mesmos que gritam por Messi à passagem de Ronaldo ou que dão vivas a Guardiola quando avistam Mourinho. Isto deriva do típico masoquismo nacional: idolatramos compatriotas que perdem por sistema e detestamos aqueles que regressam a casa com títulos e troféus.

Recomendo aos detractores de Fernando Santos que neste Dia de Portugal revejam com calma e paciência a final de ontem no Dragão, em que dominámos a selecção holandesa, uma das melhores da Europa. E pergunto-lhes se depois disso ainda serão capazes de negar atributos ao engenheiro que conduziu a selecção à melhor etapa da sua história.

Faz hoje um ano

 

Bruno de Carvalho não parava na alucinada descida ao abismo. Há um ano, no feriado de 10 de Junho de 2018, anunciou a intenção de reforçar os seus poderes internos, desde logo através da tentativa de legalização do órgão ilegal que tinha criado, em parceria com a sua colaboradora Elsa Judas, para esvaziar a Mesa da Assembleia Geral. E punha uma data para esse efeito: 17 de Junho.

 

O António de Almeida reagiu nestes termos:

«Há que remover esta nódoa que a todos envergonha, indigno para um país europeu e democrático. O presidente do Sporting tem tiques autoritários semelhantes a um coronel esclavagista do século XIX... 

Enquanto eu comentava a notícia de véspera, relativa ao processo-crime movido por Bruno de Carvalho a Rui Patrício:

«O padrão é o mesmo: declarar guerra aos jogadores. Talvez com inveja por ganharem mais que ele, certamente com ciúmes por serem inifinitamente mais populares que ele. O descontrolo emocional é o mesmo de sempre. Infelizmente, continuamos à mercê de alguém que, não satisfeito por ter lançado fogo ao Sporting, quer também lançar fogo à selecção.»

 

Entretanto o Sporting sagrava-se campeão nacional de iniciados em futebol, o que levou o Pedro Azevedo a registar o facto com natural júbilo:

«O Sporting sagrou-se hoje campeão nacional de iniciados em futebol ao bater, em Alcochete, o Benfica por 3-1 (0-1 ao intervalo). Marcaram para o Sporting: André Gonçalves, Adriano e Lucas Dias. Joelson assistiu para dois golos. Parabéns aos jogadores, ao treinador, Pedro Coelho, ao Director, Virgílio, e a toda a estrutura da formação com uma palavra de eterno apreço para Aurélio Pereira.»

Engenharia de Ponta

Pois com a vitória de hoje, perante uma grande selecção holandesa recheada com alguns jogadores jovens de topo (Ajax, Liverpool, e outros) e que tinha acabado de eliminar a Inglaterra, não há como não dar o mérito a Fernando Santos.

Depois duma vitória contra a Suíça conseguida com um losango confuso e muito à custa do Cristiano Ronaldo, teve a humildade de repensar tudo aquilo, com Danilo e William construiu uma zona central de betão, e com o Bernardo e o Guedes foi buscar a agressividade ofensiva que deu cabo dos holandeses. Mas para que isso acontecesse, o (enorme) Patrício, Ruben e Fonte  estiveram imperiais, o Bruno Fernandes tentou e quase marcou, os laterais estiveram também muito bem, uma grande equipa que ganhou a uma grande selecção. Se calhar, o pior de todos foi o Cristiano, e até esteve muito bem, só que os outros superaram-se.

Mais vale jogar bem e ganhar do que jogar mal e perder. E Portugal jogou bem e ganhou. As finais não são para jogar, são para ganhar. E Portugal ganhou. Podia até ter ganho por mais. Sendo assim, parabéns a todos. 

E para o Sporting o que fica desta grande vitória?

Dos 14 jogadores que entraram em campo por Portugal, 5 foram formados em Alcochete, 5 foram formados no Seixal, e 4 algures (Porto, Boavista, V. Feira e França). A questão é que os 5 formados em Alcochete já passaram dos 30 (e no Sporting não estão), e do Seixal muitos que jogaram são dos mais novos. Pensando que fomos campeões de Iniciados, segundos nos Juvenis (depois do Benfica), terceiros nos Juniores (depois do Porto e Benfica), terceiros nos sub-23 (depois do Aves e Rio Ave), e que a equipa B foi extinta, se calhar temos aqui uma travessia do deserto que vai demorar alguns anos a superar...

 

PS: Fernando Santos e Marcel Keizer, a mesma humildade, a mesma teimosia nos seus conceitos nem sempre muito óbvios e menos ainda populares, mas a mesma capacidade de chegar às finais e ganhar. Porque será? Do Guaraná?

SL

Faz hoje um ano

 

Terceira nega para treinar o Sporting: depois das recusas de Luiz Felipe Scolari e Ricardo Sá Pinto, chegava a vez de Mano Menezes rejeitar também o convite para desempenhar as funções anteriormente desempenhadas por Jorge Jesus. 

 

Entretanto acentuava-se a crise na liderança leonina, aqui comentada em vários tons a 9 de Junho de 2018. Data escolhida por Bruno de Carvalho para anunciar no Facebook que iria mover um processo-crime contra Rui Patrício. Precisamente o mesmo dia em que a selecção nacional de futebol - com Rui Patrício a titular na baliza - iniciava a concentração no Mundial da Rússia.

 

Escreveu o JPT:

«Não vi mas dizem-me que ontem, após uma emissão documental de um juiz sobre o Sporting, Bruno de Carvalho contactou duas estações televisivas. E nelas esteve a dar a sua interpretação, dos factos e do parecer emanado do tribunal. Tudo bem? Enfim, o que surge de imediato é mais esta demonstração de comportamento errático. Legítimo no cidadão, inapropriado num presidente de um grande clube desportivo. Pois o Sporting anunciou, há pouquíssimo tempo, a contratação do conhecido jornalista Fernando Correia. Para ser porta-voz do presidente. E exactamente para anunciar uma nova era comunicacional, constatação de que a exposição pública de Bruno de Carvalho estava defeituosa. Quinze dias depois nota-se o quão incongruente foi essa contratação. Sai  decisão jurídica? Lá acorre o presidente à TV para vozear. E o porta-voz, para que serve, afinal? Tal como em quase tudo, este pequeno exemplo mostra como o actual rumo de Bruno de Carvalho é errático.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«A (falta de) solenidade com que presidente do Conselho Directivo e PMAG comunicam publicamente faz com que o Sporting e os sportinguistas sejam arrastados, inocentemente, para o centro do novo "reality show" das televisões portuguesas.»

 

Escrevi eu:

«Com Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares - o presidente da Mesa da Assembleia Geral escolhido pelo primeiro, duas vezes, em 2013 e 2017 - a fazerem figuras tristíssimas na televisão, o Guerra e o Ventura podem ser dispensados. Este Sporting não precisa de inimigos. Já estão todos no interior do clube, em sessões contínuas de peixeirada

 

Na minha rubrica Quem será o sucessor de Carvalho?, o figurante do dia era Miguel Albuquerque

A voz do leitor

«Borja e Ristovski podem servir para compor o plantel, mas não para titulares. Espero que Gudelj não fique e que a contratação possível de Eduardo signifique isso mesmo. Veremos o que oferecerá Battaglia em vez de Wendel, porque o meio-campo “naufragou” contra o Porto.»

 

Verde Protector, neste texto do Luís Lisboa

O que diz Gelson Martins

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«Admito regressar ao Sporting.»

 

«Tentarei ajudar sempre que puder. Continuo a ser sócio do Sporting.»

 

«Nunca iria para o Benfica por uma questão de respeito ao Sporting.»

 

«Todos tivemos medo em Alcochete. Não foi uma situação fácil. Muitos podem falar, mas só quem esteve lá dentro sabe que foi muito mau.»

 

«Não iria prejudicar o Sporting pedindo indemnização ao clube que me formou.»

 

 

Excertos da entrevista de Gelson Martins à edição de hoje do Record, transcrita no blogue Tu Vais Vencer.

O facto que deixa de o ser

Já não é a primeira vez que acontece em diferentes sectores e no futebol em particular.

Suponhamos que existe um roubo. O ladrão é armadilhado com uma camera com som e, em sua casa, revela que foi ele o autor do roubo. Vai a tribunal acusado e sustentado pela prova obtida de forma ilegal. Uma das partes diz que, porque as provas são ilegais, o ladrão é absolvido. 

Gostaria de perguntar: Deixou de haver roubo?

Sinceramente, se um caso destes vai a tribunal e os factos são provados, não poderá haver acusação (no mesmo ou noutro processo) sobre o mesmo facto?

Haverá por ai alguém que me explique exactamente o que a lei(s) diz? Claro... claro: Verdade e Justiça não são a mesma coisa, mas será que há assim tanto sítio onde a forma prevalece sobre o conteúdo?

Os emails foram obtidos ilegalmente. Punam-se os infractores. Correcto. Mas as acções que as provas ilegais descrevem deixaram TAMBÉM de ser crimes? Esclareçam-me por favor pois acho que não sou único na dúvida...

Lennart Johansson e as alterações climáticas

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Página 34 do Expresso deste sábado.

Olho para a fotografia e acho Lennart Jonhasson diferente, é verdade que os óculos lhe escuressem parte do rosto.

Quando recordamos algo, utilizamos a memória, a nossa memória é enganadora, manipulada e manipulável de forma inconsciente, confiar no quê? Confiar em quem?

Na nossa memória ou no jornal que custa oitocentos e tal escudos e nos garante: "Acredite, se ler no Expresso"?

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