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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«No fundo, todos nós, os sócios, somos culpados ao ponto em que chegámos. Culpados porque durante décadas deixámos o barco ir ao sabor da maré. Culpados porque, vítimas da sede de vitórias, demos carta branca ao populismo e à irresponsabilidade. Culpados por não exigirmos mais empenho dos atletas e mais credibilidade das direcções. Felizmente que, desde há um ano para cá, muitos sócios acordaram para a realidade e perceberam que também têm uma acção activa e válida no futuro do clube.»

 

Luís Barros, neste meu texto

Gato por lebre

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Os sócios do Sporting Clube de Portugal receberam hoje um e-mail sobre a venda de um TAG Heuer comemorativo do “113º Aniversário” da nossa instituição. A intenção é boa, até porque parte do valor obtido nas vendas reverte a favor da Fundação Sporting, “para aquisição de equipamento destinado ao IPO de Lisboa”, mas convenhamos que 2.200 euros por um relógio a pilhas é um pouco demais, não? Ao menos, há uns anos, durante o consulado de Filipe Soares Franco, o movimento do relógio da mesma marca era automático. E mais barato...

Valentin Rosier, calça à parte

Uma das grandes incógnitas desta época, o novo lateral direito.

O que se passa com Rosier?

Enquanto não temos respostas, podemos conhecer melhor Valentin, neste artigo. Meio mexicano (de Guadalupe) meio italiano, nacionalidade francesa.

As lesões são mesmo a maior dúvida em Rosier. O lateral esteve 18 meses lesionado [sic] devido a lesões em 3 anos, números demasiado elevados para um jogador de 22 anos. Estando ainda a recuperar da última lesão sofrida, Rosier pode partir atrasado na pré-época leonina, sendo necessário esperar pelos primeiros jogos para ver o nível do jogador.

Mas num clube tão preocupado com o nível físico dos jogadores, não tivesse a presidente o seu antigo diretor clínico, o Sporting já deixou bem patente que só entram jogadores a 100%, com os casos de Sturaro, Lucas Silva e Boateng a demonstrarem isto mesmo.

in Fair Play, 2019.Junho.28

Fazem falta mais extremos no Sporting?

Dizem-me que a SAD leonina anda à procura de mais um extremo. Acho estranho: esta parece-me ser uma das posições em que estamos menos carenciados, na medida em que já contamos com sete atacantes nas duas alas. 

Recapitulando, são estes (por ordem alfabética): Acuña, Camacho, Diaby, Jovane, Matheus Pereira, Plata e Raphinha. Fora Vietto, que o treinador Marcel Keizer experimentou já por duas vezes na ala esquerda, mas não parece minimamente vocacionado para servir o Sporting nessa zona do terreno, distante da sua posição natural. E sem contar com o Bruno Tavares, jovem extremo de 17 anos, da nossa formação, que acaba de prolongar o vínculo ao clube por três épocas, ficando salvaguardado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

 

Face a isto, três perguntas aos leitores:

- Faz sentido adquirir mais extremos?

- Quem devem ser as apostas principais do técnico holandês para as alas ofensivas?

- Atendendo à abundância que se verifica, quais destes sete jogadores serão excluídos do plantel principal para a temporada 2019/2020?

Balanço (26)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre BAS DOST:

 

- António de Almeida: «Orgulho dos aplausos dos sportinguistas aos nossos jogadores, de enorme significado os aplausos a Bas Dost e Bruno Fernandes, demonstrando sem margem para dúvidas que a razão foi recuperada no Sporting a 23 de Junho.» (29 de Julho)

Eu: «Em dois momentos decisivos, cumpriu - tornando-se no improvável homem do jogo. Chamado a converter o penálti após os 90', foi frio e eficaz, metendo-a lá dentro. E redobrou a dose, atirando-a para as malhas da baliza a abrir a ronda final de grandes penalidades. Pressionou muito à frente, ganhou lances aéreos. Podia ter marcado aos 81', mas assim a final teria sido menos emocionante.» (27 de Janeiro)

- Luís Lisboa: «Je suis Bas Dost.» (7 de Fevereiro)

- José Navarro de Andrade: «Fez de Bryan Ruiz mesmo no final do jogo.» (21 de Fevereiro)

Francisco Vasconcelos: «Para a frente de ataque há Dost que, já dizia Jesus, não pode jogar sempre» (8 de Março)

Francisco Melo: «Bas Dost, nosso artilheiro-mor, também se estreou há poucos meses no papel de "pai" e, curiosamente, vive nesta altura a pior fase da sua carreira. Não deixa de ser sintomático que as crises de golo de Montero e Bas Dost ocorram, precisamente, pouco tempo depois de terem sido pais.» (16 de Março)

Leonardo Ralha: «Entrou, viu e esticou a perna no momento certo, tirando partido do desvio de Felipe ao cruzamento de Acuña. Foi o melhor regresso a uma final da Taça de Portugal para o holandês, tendo em conta que na anterior tinha uma ligadura na cabeça e planos para rescindir contrato. Voltou a demonstrar uma taxa de eficácia ao nível que lhe deu fama, ganhando ainda diversos duelos aéreos, apesar de ter ficado perto de borrar a pintura ao atirar à barra no início do desempate por grandes penalidades.» (26 de Maio)

Faz hoje um ano

 

Em jogo de preparação para a temporada 2018/2019, o Sporting derrotou por 4-1 o Stade Lausanne, turma da terceira divisão suíça. Com golos de Castaignos(!), Francisco Geraldes, Mattheus Oliveira e Jovane.

Isto após se ter gorado o anunciado desafio contra uma das mais fortes equipas da Holanda, o PSV, ou contra os turcos do Fenerbahçe, que também chegou a ser hipótese. Denotando grande amadorismo na preparação deste estágio da nossa equipa profissional de futebol.

 

Comentou o Pedro Azevedo:

«O jogo valeu pela primeira parte, altura em que brilharam os jovens da nossa formação (!), que tão poucos minutos ainda tinham tido (à excepção de Matheus Pereira). Era para ser apenas só mais um dia no escritório, masFrancisco Geraldes destacou-se com um golo extraordinário em que evidenciou a sua vasta gama de recursos técnicos: Xico tirou um adversário do caminho com uma recepção orientada de pé direito, fintou outros dois com o mesmo pé e, seguidamente, enviou uma bomba de pé canhoto junto ao ângulo superior esquerdo da baliza do Lausanne.»

Comentei eu:

«Na segunda parte, apenas Wendel e Jefferson merecem nota acima da média - sobretudo o jovem formado no Fluminense, que criou diversos desequilíbrios em busca de um lugar ao sol.»

 

Numa reflexão aqui publicada a 16 de Julho de 2018, o Rui Cerdeira Branco dirigiu várias questões ao candidato presidencial Frederico Varandas.

Eis três dessas questões:

«-Está confortável com continuar a ter a SAD a comparticipar de forma crucial os custos operacionais das modalidades?

-É seguindo esse modelo que irá promover o regresso do basquetebol ao clube?

-Acha que essa dependência das modalidades face aos resultados do futebol pode ser evitada e ainda assim manter as modalidades competitivas?»

 

Destaque ainda para um texto da Helena Ferro de Gouveia:

«Aceitei integrar a equipa de Frederico Varandas e pensar a inclusão da mulher no desporto. Dia 17 de Julho, pelas 18.30, na sede de campanha, apresento o #we too, porque nós sportinguistas queremos ver mais treinadoras, mais atletas do sexo feminino, mais modalidades abertas a mulheres, queremos um sério combate ao assédio sexual no desporto. Destaco ainda, entre outras medidas, a prevenção da violência em colaboração com escolas, associações de mulheres e associações de vítimas, e a abertura cursos de defesa pessoal para todas as mulheres independentemente de serem sócias ou adeptas.»

A voz do leitor

«Na academia, os miúdos sabem que poucas ou nenhumas hipóteses terão para sequer vestir o fato de treino da equipa principal, e por isso os mais promissores põem-se ao fresco na primeira oportunidade, para não serem usados nos empréstimos (alguns mais que duvidosos) e/ou servirem de moeda de troca de pernas de pau e pés de cimento.»

 

Pedro Wasari, neste meu texto

Aposta na formação

De cada vez que sai do Sporting algum produto de Alcochete vem inevitavelmente à baila a questão da aposta na formação. O Sporting é e deve continuar a ser um clube formador, neste momento temos até um presidente que colocou a formação como prioridade, mas continua a sair gente que poderia ter tido ou passar a ter um aproveitamento diferente no clube e que levanta questões: Tiago Djaló (19 anos), Félix Correia (18), Mama Baldé (23), Domingos Duarte (24) já têm saída assegurada, e Carlos Mané (25), Iuri Medeiros (25) e Francisco Geraldes(24) dificilmente voltarão a integrar o plantel principal. Não falando de miúdos mais novos, aliciados pelo Benfica, que resolveram (ou alguém por eles devidamente "untado") mudar para o Seixal.

Por outro lado, Keizer andou a analisar o que havia em Alcochete, incluindo os sub-23, e escolheu alguns jovens para o estágio de pré-época: Joelson Fernandes (16 anos), Nuno Mendes (17), Eduardo Quaresma (17), Luis Maximiano (20), Diogo Sousa (20), Miguel Luís (20), Thierry Correia (20), Daniel Bragança (20), Abdu Conté (21), Jovane Cabral (21), Matheus Pereira (21), Ivanildo Fernandes (23).

Temos aqui várias questões que se cruzam:

1. Contratos e empresários

Está cada vez mais difícil captar e fidelizar grandes promessas em Alcochete, parece mesmo que pais e empresários só estão à espera duma oportunidade qualquer para encherem os bolsos e os fazerem partir para outras paragens, voltando as costas ao  Sporting e impedindo o clube de rentabilizar devidamente o investimento efectuado. Com o assalto a Alcochete lá se foram Daniel Podence (23 anos), Rafael Leão (20) e Gelson Martins (24), se calhar os que menos  tinham a ver com o ocorrido. Pelos vistos não vamos ter outros Cristiano Ronaldo ou Luis Figo a chegar à 1.ª equipa, serão desviados muito antes disso.

 

2. Eternas promessas

Quando olhamos para um jogador de 23-25 anos como uma promessa, alguma coisa está errado. Claro que há posições com características específicas mas com essa idade é suposto estar-se a aproximar do apogeu da carreira. Sendo assim, nessa idade é ver se tem condições de ser uma mais-valia no plantel ou vender. E pelos vistos Keizer considerou que nesse escalão não havia ninguem que o convencesse, como também não tinham convencido os anteriores treinadores. 

 

3. Jogadores de elite

Sendo o objectivo primeiro da Academia formar jogadores e não ganhar campeonatos, os melhores jogadores devem merecer um tratamento diferenciado e serem colocados a jogar em escalões superiores aos correspondentes à sua idade, e é assim que vejo a chamada de jovens de 16-17 anos por Keizer para o estágio na Suiça. Não quer dizer que vão integrar o plantel, mas com certeza terá sido uma experiência que vai tornar mais rápida a sua evolução.

 

4. Promessas externas a Alcochete

Também aqui saíram ou estão a sair jovens que poderiam ter outro aproveitamento: Demiral (21 anos), Gauld (23), Leonardo Ruiz (23), Wallysson (25). Mas estão a entrar jogadores como Plata (18), Rafael Camacho (19) e fala-se em Thiago Almada (18). Vamos ver o que vai acontecer a Gelson Dala (22).

Concluindo, parece-me que o Sporting está a libertar jogadores do escalão 23-25 e a investir em jogadores do escalão 17-20. Se calhar faz todo o sentido, digo eu.

E depois temos o caso Tiago Ilori (26)...  Um regresso duma antiga promessa que parecia uma boa ideia mas que se está a revelar um flop de todo o tamanho, e se calhar com muita culpa do próprio.

Não sei se me esqueci de algum...

SL

Um pontapé em Domingos Duarte

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Há coisas que não consigo entender. E, talvez por isso, me custam imenso a aceitar.

Vai fazer um ano, abdicámos de um promissor central parcialmente formado em Alcochete, o turco Demiral, por via de um empréstimo ao Alanyaspor com opção de compra de 3,5 milhões de euros. Ou seja: tratou-se de um empréstimo sem retorno. O clube turco, rendido à qualidade do jogador, activou a cláusula.

Foi, literalmente, um pontapé dado pela SAD leonina a Demiral. E um rombo nas finanças do Sporting: como é sabido, o jovem defesa transitou posteriormente para o Sassuolo por 9 milhões de euros e a Juventus acaba de adquiri-lo por 18 milhões. Tudo em poucos meses. Nesta mais recente transacção, recebemos uns trocos ridículos: 180 mil euros. 

 

Acabo de saber que outro defesa formado em Alcochete, o igualmente muito promissor Domingos Duarte, foi agora também liminarmente excluído do Sporting: após empréstimo ao Deportivo da Corunha, deixa Alvalade a título definitivo, rumo ao Granada, por apenas 3 milhões de euros. Outro a levar um pontapé.

Lembro que Domingos tinha uma cláusula de rescisão fixada em 45 milhões de euros e vestiu 25 vezes a camisola da selecção nacional nos escalões juniores.

Lembro que foi titular absoluto no Deportivo, onde fez 33 jogos e marcou quatro golos, tendo sido incluído pelo jornal Marca no onze ideal da segunda liga espanhola, onde se destacou por ser o defesa central com mais passes correctos.

Lembro ainda que há um ano o nosso rival FC Porto vendeu ao Manchester United um dos seus jovens defesas da formação, Diogo Dalot, por 22 milhões. Um pouco mais, convenhamos.

 

Espero que alguém, lá por Alvalade, explique muito bem o que se passou.

Balanço (25)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MONTERO:

 

Pedro Azevedo: «O seu futebol de filigrana ganha fulgor quando a confiança e a capacidade física aumentam. Aí, torna-se uma dor de cabeça para os adversários, impotentes face ao seu futebol feito de toque, refinada técnica e inteligência, ingredientes bem presentes no seu golo.» (30 de Setembro)

Eu: «Gostei que aos 17' já estivéssemos a vencer, com um golo de Montero. O colombiano também teve participação no segundo, com uma recuperação que denotou mestria técnica e fez uma movimentação quase à boca da baliza, crucial para o terceiro. Considero-o o homem do jogo.» (13 de Dezembro)

- Leonardo Ralha: «No lance do primeiro golo provou que é capaz de cabecear por instinto e a sua presença bastou para induzir um adversário a fazer autogolo. Sempre excelente a combinar com Bruno Fernandes, não merecia o extremo azar de sair de maca devido a uma bola dividida no meio-campo.» (14 de Dezembro)

- Francisco Melo: «Num ano muito delicado, a viver a pior fase da época, o Sporting deixa Nani e Montero irem embora??? Logo dois dos mais virtuosos e dedicados jogadores do plantel?! Desculpem, mas esta notícia fere mais a nossa alma de leão do que a derrota de ontem.» (15 de Fevereiro)

Francisco Chaveiro Reis: «Dir-me-ão que se poupa no ordenado. Eu preferia aumentar Montero e não pagar sequer um ordenado mínimo a Gaspar, Pinto ou Petrovic. Pela porta pequena sai um homem que venceu três taças, participou em 131 jogos e marcou 46 golos. Segundo avançado, franzino mas com faro de golo, Montero, espécie de João Vieira Pinto dos 150´, apresentou-se em Alvalade, numa tarde de agosto com um hat-trick ao Arouca. Marcaria 16 vezes no ano de estreia e mais 18 no seguinte.» (15 de Fevereiro)

Francisco Vasconcelos: «Já não há Montero e, neste momento, faltam na Academia jogadores que tenham capacidade para fazer essa posição.» (8 de Março)

Faz hoje um ano

 

Entravam em vigor os novos estatutos leoninos, que Bruno de Carvalho tanto fizera por aprovar - ao ponto de, cinco meses antes, ter ameaçado os sócios da demissão colectiva dos órgãos sociais caso não visse esta inovação apoiada por uma percentagem mínima de 75%.

Principais inovações:

- Fim do Conselho Leonino;

- Elevação do presidente do Conselho Directivo ao patamar de órgão social do clube;

- O Conselho Fiscal e Disciplinar passou a integrar todos os membros da lista mais votada, pondo-se fim ao método de Hondt, que fazia distribuir os lugares proporcionalmente em função dos votos;

- Endurecimento considerável das medidas punitivas contra sócios sob alçada disciplinar, podendo a pena mais pesada interditar o exercício de funções no clube durante um período de oito anos.

O presidente cessante seria um dos primeiros a experimentar o peso disciplinar dos novos estatutos...

 

Já prevendo isso, escrevi aqui a 15 de Julho de 2018:

«Por ironia, o principal mentor desta alteração estatutária pode ser o primeiro alvo das duras sanções que preconizou. Lá diz o ditado: cá se fazem, cá se pagam.»

Battaglia???? Não me parece que continue

Não se compreende, ou melhor, talvez se compreenda. Que foi Battaglia fazer para a Agentina nesta altura da época? Prosseguir agora o tratamento junto de alguém em quem tem mais confiança, quando foi acompanhado no período de férias por um profissional do departamento médico do clube. Procurar novo clube? Visitar familiares, pois as saudades eram muitas? Tudo isto são situações nebulosas que não se compreendem nesta fase de preparação da nova época. Algo que me leva a pensar que Battaglia já é uma carta fora do baralho para o nosso Sporting.

Bruno, fica! Senão, estamos fodidos... (Ristovski)

Não sei se será exactamente assim, mas pelo que se vê vai ser bem complicado que assim não seja. A equipa que ganhou a Taça no Jamor foi retocada com base em jogadores de segundo plano e jovens promissores e não se vê mais ninguém que possa ser ao mesmo tempo a voz de comando e o desequilibrador. Nem tão pouco dois jogadores que no conjunto possam cumprir essa tarefa.

Keizer volta a apostar na fórmula do ano passado. Nas suas palavras, o "passing game". Quatro defesas clássicos, ausência de trinco, antes dois médios de construção a revezar-se na protecção central à defesa, um ponta agressivo de pé contrário a procurar a profundidade com o outro ponta a jogar por dentro e a entrar nos terrenos do ponta de lança, o ponta de lança a bascular e solicitar tabelas, poucos cruzamentos por alto e... o Bruno Fernandes. Com o regresso dos que ainda estão em férias e a recuperação do Rosier, imagino que a equipa tipo que ande na cabeça de Keizer seja:

Renan; Rosier, Coates, Mathieu e Borja (ou Acuña); Eduardo, Wendel e B. Fernandes; Acuña (ou Vietto), Dost e Raphinha.

Depois temos vários jogadores que poderão em qualquer momento substituir qualquer um destes sem grandes problemas, Ristovski, Neto, Doumbia, Luiz Phellyppe. 

Dos mais novos, Max, Camacho e Plata parece-me que vão ser aposta, Miguel Luís e Jovane estão a passar um pouco ao lado da oportunidade e se calhar precisariam de crescer um pouco mais num empréstimo a uma equipa da 1.ª Liga. Os outros jovens "muito verdinhos" parece-me que estariam melhor para já na equipa sub-23. Desses gostei particularmente do Nuno Mendes a lateral esquerdo.

 

Ficam então (pelo menos para mim) as grandes dúvidas no que respeita à constituição do plantel.

Jogadores que estão a render muito pouco com a camisola do Sporting: Bruno Gaspar, Ilori, Ivanildo, Diaby e Matheus Pereira, o regressado de lesão grave Battaglia. Daqui a poucos dias iremos saber quantos destes se vão juntar aos excedentários que já treinam por Alcochete.

E falta ver também o que vai acontecer a Gelson Dala, que se calhar não deve nada a Diaby ou a Vietto. Ryan Gauld também não percebo porque não tem lugar no plantel, o seu futebol intuitivo e vertical tinha tudo para fazer de Wendel no modelo de Keizer. Coisa que Miguel Luís não consegue.

Mas realmente fica, Bruno!! Senão...

 

PS: O penteado de Thierry Correia deve ter com certeza a ver com aprimorar a técnica de cabeceamento... 

SL

Ilori "igual" a Raphinha e Mathieu

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Já percebi que o Record - agora sob o comando de Bernardo Ribeiro, que aqui saudei quando assumiu o cargo de director - vai manter a absurda grelha classificativa de 0 a 5 para analisar os jogadores, abdicando de um critério muito mais exigente e adequado à meritocracia que o jornal diz cultivar mas não pratica neste aspecto muito concreto.

Confesso: cada vez entendo menos a lógica das avaliações postas em prática por este diário. Hoje, por exemplo, concede nota 3 a Ilori - no patamar superior da grelha classificativa, portanto. A mesma nota que atribui a Mathieu, Raphinha e Nuno Mendes.

Extraordinário. Dá até ideia que o Record nem viu o jogo de ontem na Suíça - muito menos a paupérrima exibição de Ilori na posição de lateral-direito, onde perdeu quase todos os confrontos com o extremo adversário. 

Caramba, nota 3 só mesmo se aplicassem a grelha de zero a dez. Ao menos aproveitem este pretexto para porem isso em prática.

Ainda sem pernas para as boas ideias

Não me foi possível ver em direto o jogo de ontem. Dei uso à replay tv mal acordei hoje de manhã e estou agora a terminar o jogo. Há uma diferença considerável entre a perceção criada pelas redes sociais e aquilo que efetivamente se vê.

O Sporting entrou a todo o gás e aos dois minutos já vencia pelo inevitável Bruno Fernandes. Aos cinco já havia outro par de oportunidades que podiam e deviam ter sido concretizadas, o que levaria este jogo para outro patamar. Acabou por ser Wendel a fazer um golo de levantar o estádio e a fechar o marcador para o lado dos leões aos vinte e cinco minutos.

Do jogo pode-se tirar a simplicidade de jogo do Sporting que em dois/três passes consegue fazer a bola chegar a zonas de tiro. Bruno Fernandes e Wendel, a entenderem-se bem com Raphinha e Luiz Phellype, funcionam como dois dínamos de força e qualidade. Eduardo também fez um jogo globalmente positivo mas a falha de concentração que dá origem ao 2-1 não pode deixar de ser assinalada.

À medida que os minutos da segunda parte passam, nota-se cada vez mais a (ainda) falta de ritmo dos jogadores do Sporting que estão numa fase muito primária da pré-época. Vão-se cometendo erros individuais à medida que as pernas vão falhando, o que é normal nesta fase.

Resumindo: Coletivamente bem mas com as pernas ainda muito pesadas.

 

Nesta Pré-Época

Marcadores

Bruno Fernandes - ⚽⚽

Wendel - ⚽

 

Que onze para a época

Renan; Thierry, Neto, Mathieu, Nuno Mendes; Doumbia, Wendel, Bruno Fernandes; Raphinha, Luiz Phellype, Vietto

 

Balanço (24)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MATHEUS PEREIRA:

 

Eu: «Revelando sempre grande mobilidade, marcou o golo da vitória com um remate forte e bem colocado, e aos 54' ia assistindo Montero para outro golo.» (14 de Julho)

Pedro Azevedo: «Soltou o génio que todos lhe reconhecemos e que só necessita de estabilidade para uma afirmação plena. Marcou um golo de enorme categoria, colocando a bola junto ao ângulo superior direito da baliza gaulesa, e assistiu Montero para uma perdida incrível do colombiano, para além de ter sido o inferno de Dante (aquele túnel...).» (14 de Julho)

- António de Almeida: «Reacção do jogador denotou falta de compromisso para com a equipa e até de profissionalismo que prejudica em primeiro lugar o próprio atleta. Porque não é possível pactuar com actos de indisciplina, apesar de não ver neste episódio mais que um caso de balneário, sem necessiadade de aplicação de castigo,» (13 de Agosto)

Francisco Vasconcelos: «Pode regressar Matheus, ainda com muito a provar, depois dos problemas ocorridos no início da época. O potencial está lá, mas a cabeça tem de ser outra.» (8 de Março)

- Francisco Chaveiro Reis: «Ivanildo Fernandes, Daniel Bragança, Elves Baldé, Gelson Dala e Matheus Pereira devem pelo menos seguir para estágio).» (25 de Maio)

Faz hoje um ano

 

Primeiro jogo da pré-temporada. Na Suíça, frente ao Nice, oitavo classificado do campeonato francês. Vencemos por 1-0, com um grande golo de Matheus Pereira, a passe de Raphinha. Os dois melhores em campo. 

Havia curiosidade em ver o extremo que havia sido contratado ao V. Guimarães no defeso de Inverno: passou no teste. Num jogo em que o treinador José Peseiro apostou numa dupla de médios defensivos, formada por Misic e Petrovic, para permitir maior ousadia ofensiva aos laterais.

Tudo ainda com poucos automatismos, como seria de esperar. Naquele Verão com o peso acrescido das nove rescisões entretanto consumadas, por vontade unilateral dos jogadores, o que desequilibrou mais que nunca o plantel leonino. Faltava incluir nos trabalhos preparatórios três peças basilares: Acuña, Bruno Fernandes (recuperado por Sousa Cintra) e Coates - todos então ainda de férias por terem participado no Mundial da Rússia.

 

«O sucessor de Gelson Martins parece ter sido encontrado: Matheus Pereira», escrevi nesse dia 14 de Julho de 2018.

O Pedro Azevedo destacou também Francisco Geraldes: «Entrou e mostrou a sua qualidade de passe e inteligência de movimentações. Tem jogado pouco e assim perde rotinas e referências. Mais do que a leitura do Ensaio sobre a Cegueira recomenda-se, do mesmo autor, A Viagem do Elefante, para que se recorde o esplendor da nossa formação.»

Os destaques: Max, Conté, Nuno Mendes

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Segundo jogo enquadrado neste estágio de pré-preparação da nova temporada na Suíça, segunda vitória adiada. O Sporting cedeu hoje um empate (2-2) frente ao St. Gallen - equipa que ficou na sexta posição do campeonato helvético na época passada - numa partida em que aos 25' já vencíamos por 2-0.

A incapacidade de gerir o resultado, devido a um claro retraímento da nossa equipa a partir da meia hora de jogo, conjugada com erros defensivos inaceitáveis, explica este empate, ainda assim melhor do que o desfecho de há três dias, também na Suíça, quando perdemos frente ao modestíssimo Rapperswil, da terceira divisão. 

A figura do jogo, para não variar, voltou a ser Bruno Fernandes. É ele quem começa a construir o primeiro golo, logo aos 2', com um soberbo passe para Raphinha, e é também ele quem a mete lá dentro, de recarga, mostrando aos companheiros que um verdadeiro craque nunca desiste de um lance. Também dos pés do nosso capitão partiu a assistência para o segundo, apontado por Wendel aos 25'. Um golaço  indefensável, disparado de fora da área.

 

Os mais optimistas - entre os quais me incluo - chegaram a antever uma goleada. Nada disso ocorreu. Por quebra física e algum excesso de confiança, sempre mau conselheiro, o Sporting afrouxou a pressão sobre os suíços, que assumiram o controlo do jogo a partir do final da primeira parte, marcando aos 43' e aos 52'. Tornando mais evidentes as debilidades da nossa equipa, desfalcada de alguns dos seus titulares habituais, como Coates e Acuña, ausentes deste estágio por se encontrarem ainda de férias na sequência da participação na Copa América ao serviço das selecções uruguaia e argentina.

No segundo tempo, marcado por sucessivas rotações de jogadores o St. Gallen foi claramente a melhor equipa em campo. Aí destacou-se, pelo nosso lado, o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que rendeu Renan aos 62'. Evitando dois golos - o primeiro aos 79', com uma excelente defesa, e o segundo mesmo ao cair do pano, ao sair muito bem da baliza quando um jogador helvético já se isolava, pronto a disparar. 

 

É justo ressalvar que nesta segunda parte o Sporting alinhou com dois miúdos de 17 anos que há semanas ainda actuavam nas competições juvenis: o central Eduardo Quaresma e o lateral Nuno Mendes. De resto, terminámos a partida com sete elementos da nossa formação -- incluindo todo o quinteto defensivo. Precisamente num período em que não sofremos golos.

O pior em campo, claramente, foi o único que jogou os 90 minutos: Tiago Ilori. Desastrado na posição em que actuou inicialmente, como lateral direito improvisado (Bruno Gaspar está de férias e Ristovski magoou-se já na Suíça), e a partir dos 62' como central, ocupando o espaço que estivera confiado a Luís Neto. Quase nada lhe saiu bem em qualquer destas missões.

 

Entre os reforços, Neto e Plata voltaram a mostrar qualidades. Vietto, fora da posição em que mais rende, esteve longe de deslumbrar, tal como Matheus Pereira - pelo mesmo motivo. Camacho, como ala esquerdo, mostra-se voluntarioso mas ainda com necessidade de acertar o rumo, sobretudo no capítulo táctico. Eduardo começou acima da média mas teve um deslize imperdoável que nos custou um golo.

O próximo teste, que promete ter um grau de dificuldade maior, será frente ao Brugge. Sexta-feira, dia 19.

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: atento, saiu dos postes com rapidez aos 42', resolvendo a pontapé.

Menos: encaixou dois golos, embora um deles claramente indefensável.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: subiu algumas vezes à baliza adversária no primeiro tempo, procurando marcar. - sem sucesso algum.

Menos: deixou-se ultrapassar várias vezes, enquanto lateral direito, pelo extremo adversário, que fez dele o que quis, e revelou erros de posicionamento como central, a partir do minuto 62.

Nota: 3

 

Neto (31 anos).

Mais: corte impecável aos 55'.

Menos: falta-lhe a capacidade de construção de Coates no primeiro momento ofensivo.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: corte perfeito aos 59', excelente passe longo aos 61'.

Menos: sentiu-se a falta dele na meia hora final: saiu aos 62'.

Nota: 6

 

Conté (21 anos).

Mais: lateral esquerdo titular, por ausência de Acuña e Borja, foi veloz e voluntarioso no seu corredor, apoiando o ataque com processos simples.

Menos: revelou excesso de ansiedade em alguns lances.

Nota: 6

 

Eduardo (24 anos).

Mais: jogou na posição 6, servindo os companheiros em missão ofensiva.

Menos: erro grave aos 43': dominou mal a bola em zona proibida, oferecendo-a para o segundo golo dos suíços.

Nota: 4

 

Wendel (21 anos).

Mais: apontou o nosso segundo golo - com um pontapé fortíssimo, de fazer levantar o estádio.

Menos: protesta demasiado e devia agarrar-se menos à bola.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: constrói e finaliza o golo inaugural, estavam decorridos dois minutos, e assiste Wendel no segundo. 

Menos: decidiu mal, a 20 metros da baliza, quando desperdiçou um lance tendo um colega mais bem colocado, com apenas um defesa pela frente.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: muito activo, levou perigo à baliza suíça logo nos momentos iniciais do jogo. É ele quem remata, para defesa incompleta do guardião adversário, permitindo que Bruno marcasse.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 7

 

Camacho (19 anos).

Mais: ala esquerdo durante o primeiro tempo, fez algumas tabelinhas de qualidade com Luiz Phellype e Conté.

Menos: exibição demasiado discreta, também por ter sido pouco procurado pelos companheiros.

Nota: 5

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: melhorou em relação ao jogo anterior, mostrando-se mais acutilante ao movimentar-se na grande área.

Menos: continua sem marcar.

Nota: 5

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: jogou toda a segunda parte, bom corte aos 73'.

Menos: perdeu a bola em zona proibida aos 51'. Passou o resto do tempo de costas para a baliza, na posição 6, passando só para o lado e para trás.

Nota: 4

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: em campo na segunda parte, entregou bem a bola a Vietto, aos 86'.

Menos: mal servido, procurou a bola em zonas mais recuadas, designadamente junto à linha esquerda, desposicionando-se sem proveito para a equipa.

Nota: 4

 

Vietto (26 anos).

Mais: actuou no segundo tempo, evidenciando bons dotes técnicos. Lançou um contra-ataque perigoso aos 55'.

Menos: não tem vocação para actuar na ala, onde o técnico o colocou pela segunda vez, nem parece muito apto para tarefas defensivas. Por excesso de fintas, desperdiçou um bom lance de ataque.

Nota: 5

 

Maximiano (20 anos).

Mais: em campo desde os 62', evitou dois golos suíços com enormes defesas, demonstrando ter valor para o principal escalão do futebol leonino.

Menos: deficiências na reposição de bola: enviou-a por três vezes directamente para fora.

Nota: 7

 

Thierry (20 anos).

Mais: o campeão europeu sub-19 entrou aos 62', cobrindo a lateral direita: cortes providenciais, aos 69' e 70'.

Menos: demorou a recuperar posição após lances ofensivos.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: não cometeu nenhum erro grave.

Menos: ocupando a posição 8, a partir dos 62', foi demasiado discreto: mal se deu por ele.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: actuou desta vez no lugar em que está mais habituado, como central.

Menos: em campo desde o minuto 62, revelou algum nervosismo - natural por ser tão jovem.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: dinâmico, voltou a dar nas vistas como lateral esquerdo a partir dos 62': grande corte aos 78'.

Menos: falta-lhe alguma disciplina táctica, o que não surpreende.

Nota: 6

 

Plata (18 anos).

Mais: desta vez não deu nas vistas em confrontos individuais. Mas entrega-se ao jogo, sem se esconder da bola.

Menos: compromisso defensivo: apoiou várias vezes as linhas mais recuadas.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (23 anos).

Mais: inegável capacidade técnica, bem evidenciada em passes curtos na zona central, que está longe de ser o espaço em que se movimenta melhor.

Menos: coube-lhe missão ingrata: substituir Bruno Fernandes a partir dos 62'. Qualquer um ficaria a perder na comparação.

Nota: 5

É despachá-lo para o Flamengo

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Parece que o Alan Ruiz, após ano e meio de férias na Argentina, acaba de recusar um empréstimo a um clube turco, alegando que não está ao nível dele. 

Sabendo que este matreco não conta para o técnico do Sporting, como aliás se compreende, faria bem a Direcção leonina em remetê-lo ao Flamengo. É lá que está o treinador que exigiu trazê-lo para o Sporting.

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